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História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Uma guerra, uma fuga e um soldado morto em São Boaventura


Boa Ventura é um palco de grandes histórias do passado. Já contei aqui várias dessas passagens, trazendo fatos pitorescos, e narrativas marcantes que ocorreram em épocas distintas desta terra, sempre envolvendo a gente simples, mas forte por natureza.

Contei aqui, outro dia, que a pequena vila de São Boaventura, na década de 30, também teve participação ativa na revolta de Princesa Izabel, do coronel Zé Pereira, quando alguns homens da terrinha se juntaram aos homens do coronel na defesa do “novo território de Princesa”. Na dita guerra,  morreram mais de 100 homens, sendo a grande maioria de homens da Policia do estado.

Vila de são Boaventura na década de 30
A revolta durou cerca de quatro meses, tendo um fim quando da morte do então governador João Pessoa, em Recife. Com a morte do principal adversário do coronel Zé Pereira, não teria mais sentido continuar com a guerra, no entanto, o exercito e a policia invadiram Princesa Izabel de forma contundente, obrigando o coronel a fugir da cidade, bem como os seus aliados.

Um de seus amigos e seguidores era Antonio Severo, natural de Nova Olinda, mas morando em Princesa naquela época. Depois que o coronel mandou seus amigos fugirem, muitos correram mata adentro, sem destino e sofrendo as intempéries do tempo.

Severo foi um deles, que passou por Nova Olinda e de lá tinha como destino o Ceará. Cortou caminho e cruzou pela pequena vila de São Boaventura. Vinha trazendo a mulher e alguns filhos pequenos, um animal, muita fome e sede, além de esperança de encontrar um lugar tranqüilo para ficar.

Ao passar em sertão de dentro, área onde hoje está localizado a Praça Juviliano Gomes, ao lado da antiga Telpa, e que antigamente era um pequeno cemitério, sem muro e sem nenhuma proteção, Severo e família encontram um lençol estendido ao chão, mas parecia estar protegendo alguma coisa.

Com as crianças passando frio e como estavam sem muitas roupas, Severo corre e puxa o lençol, e toma um grande susto: o lençol estava cobrindo o corpo de um soldado, que pela aparência e mau cheiro estava morto há vários dias. Também não titubeou, pegou o lençol com cara feia e ao passar pelo rio Piancó tratou de lavá-lo e depois de secar serviu como proteção para a família que estava em fuga.

Passaram pouco tempo no Ceará e retornaram para Nova Olinda, no entanto, Severo voltou para a vila de São Boaventura e ali fez morada até morrer, na década de 80. Outros filhos nasceram na vila e quem me contou esse fato foi um de seus filhos, de nome Oliveira, que também tem outros irmãos na cidade, como Targino e dona santa.

Oliveira contou que seu pai tinha uma foto tirada em Princesa, ao lado de amigos, todo paramentado, na luta da causa do coronel Zé Pereira. “Ele não gostava de mostrar essa foto não, mas eu a vi quando eu era bem moço”, disse.

No período da guerra de Princesa, vários amigos do coronel nesta região, a exemplo de Pedro Arruda, levaram alguns homens para ajudar o amigo. Mas, no decorrer desse processo, a polícia invadiu a vila de São Boaventura e os moradores que ficaram fugiram de suas casas, com medo de serem mortos. Alguns foram parar no Ceará.

Ao saber do fato, o coronel mandou alguns de seus homens retomarem a vila, foi quando aconteceram embates que causaram mortes dos dois lados. O clima de paz só foi restaurado tempos depois, na vila e em Princesa, quando o coronel Zé Pereira fugiu e os seus aliados de Boa Ventura retornaram à sua terra natal.

Delcides Brasileiro

domingo, 12 de julho de 2015

Agradecimento a José Bezerra

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Homenagem da recém-nascida Maria Elloáh Pereira Nunes, ao Médico Obstetra José Bezerra, que faz da sua profissão um verdadeiro sacerdócio. O Mãe Birrega dos tempos atuais.
www.portaldovale.net

terça-feira, 23 de junho de 2015

POEMA POUCO

(Onildo Sitonio)

Eu sempre sonhei construir um poema de amor!
Um poema quase sóbrio, de leve embriaguez, e perfeito... 
Mas, vale a pena transformar palavras em um poema completamente sóbrio, 
antipático e de senso crítico um pouco duvidoso?
Não seria, portanto, um poema meu.
Seria uma poesia de uma autoria qualquer, de um qualquer coração,
de um ser humano indefinidamente poeta, sem criatividade e autoridade,
despido da tenra glória de ser um escritor...
Um poeminha de um poetinha, sem falsa modéstia!

E, o que eu, ao sabor do acaso, discorreria sobre o amor?

Falar de amor, é um falar intravenoso, abissal até, da mais pura entranha cordial,
cheio de trejeitos e de trajetos capciosos, de acidentais percursos glamurosos,
de doces facetas, altruisticamente encravadas no âmago, mel puro de favos nobres,
ou amargas e ferinas recordações, fel puro do pior e mais acre fel...

O amor é pura consciência, um saber gostosamente sadio e belo,
um ideal formado e perpetrado nas mentalidades inocentes ,
viajantes em um espaço etéreo, tênue e prestes a se diluir
ao único meditar sobre o existir fortuito: luz e trevas,
imagens metafóricas do doce idílio empiricamente humano...

O amor é romance capa de revista, é a pública estereotipia cotidiana,
complicado e elaborado longa(ou curta) metragem, onde cineastas e atores
se misturam, numa paradisíaca fita sem pé e sem cabeça...

É o íntimo de dois seres, ou até mais, absolutamente inebriados e sôfregos de desejo,
cegos de prazer, ardentes de paixão, loucos por um momento único e vigorosamente 
seus.
Epílogo carnal de conseqüências (talvez) imprevisíveis!

O amor é um suave devaneio,caracteristicamente nuvem de algodão no céu do coração!
É uma tempestade de fim de tarde , com lama e frio contrastantes...

É um chamamento perene ao aconchego de braços, sensualmente desobrigados de hipó
crita sensualidade,
ou um vem cá meu bem desinteressado e desinteresseiro de fim de noite.

O amor é um se dar constante, um se doar eterno, um provável se deixar morrer pelo 
outro,
um carregar o peso da cruz e nela ser imolado, verdadeiramente sacrificado, sem temor
e com obstinação.
É chorar, copiosamente, no peito do irmão, lágrimas verdadeiras e sofridas, de indubitá
vel sentimento!

O amor é carne, sangue, derme, epiderme, rins, fígado, cérebro, olhos, nariz e boca!

É beijo, abraço, afago, olhares, carícia, calor de abraço, roçar de corpos, mistura de 
cores raciais, em um frenético atrito horizontal ou puramente vertical...

O amor é trabalho, em um trabalhar constante e estafante, anos a fio em prol da prole.
É sair de casa com o galo cantando e voltar com as galinhas já dormindo,
em um misto de volta e revolta por um dever quase cumprido, salário incompatível ,
missão desproporcional ao porte mental, espiritual e físico...

É fazer almoço, é lavar a roupa, é esperar para jantar e o outro não chegar...
E, resignadamente, guardar no forno tudo pronto, deitar e esperar.
É uma resposta sem pergunta... Um estranho adivinhar!

O amor é filho, irmão, pai, mãe, avós, amigos, conhecidos e desconhecidos próximos,
com os quais somos obrigados a conviver e pelos quais somos obrigados a orar,
em um padecimento próprio do cristão comprometido com o Deus Pai Criador,
na fé e na obra...

O amor é...tantas coisas mais ...
Um poema , assustadoramente, infinito.
Por isso, é que tão poucas pessoas escrevem, deveras, sobre a sua essência...
Ufa!
Atrevidamente, prazerosamente a isso me dispus....


terça-feira, 9 de junho de 2015

L E M B R A N Ç A

Onildo Sitonio

Quando eu tinha meus seis anos, lembro-me bem, como agora, 
Lourdinha de Zé Ferreira, chegou pra mim e me disse:
- Onildo, vim te falar, tô triste, visse,
que tua mãe ta chamando, pra ver teu pai
que tá ruim, já está chegando ao fim¨.
Era uma quarta-feira, de manhã, umas nove horas!
Eu estava lá no grupo, em cima da balaustrada,
com uma porção de meninos, quase todos lá da rua. 
Vestido com a parte de baixo e a parte de cima nua,
como era, da molecada, a vestimenta completa,
pra não dar muito trabalho, pra roupa pouca lavar,
pois roupa de muita gente, não há mãe que aguente,
e o sabão custa caro...precisa muito ganhar!
Estávamos, todos, sentados, no mais alto canto do muro,
assistindo ao desembarque, de um monte de bois pé-duro,
que sempre desembarcavam aproveitando a calçada 
que era alta e comprida, um lugar bem ideal,
uma parte da estrutura do Grupo Simeão Leal. 
Foi uma manhã de agonia!!!
Eu nunca esqueço esse dia!!!
Corri pra casa, chorando, desesperado, coitado!
Muita gente lá em casa, como já era esperado,
pois meu pai, que Deus o tenha, era um homem prezado!
Quem conheceu Zé Sitonio, homem probo e de bom conceito,
que só fazia o bem, na vida impunha respeito,
mas, teimoso como uma mula, a ninguém queria ouvir.
Isso fez minha irmã, Terezinha, vir lá de Campina Grande,
somente para buscar, num automóvel fretado,
meu pai para se tratar com uma melhor medicina.
O homem não quis saber, de viajar como estava!
Pra ele ¨passava¨ bem , de nada reclamava!
Tendo o Doutor Balduíino, de sua plena confiança,
a lhe dar o tratamento, não pensava em outro médico.
Esse já lhe bastava!
Ledo engano, meu amigo!
Mesmo com toda a ciência, que Deus deu ao Doutor,
meu pai tinha um tumor, se não me engano, no fígado.
O recurso era pequeno, tinha de levar pra fora.
Mas, ele, com a teimosia, dizia chegou a hora.
Não adianta tentar, pois eu sei que vou morrer!
A doença me pegou, e não há no mundo Doutor
que consiga me curar!
Quem conheceu esse homem, 
vai se lembrar do momento, da passagem do meu pai:
um grande acontecimento!
O s vizinhos lá da rua, nossa Cinco de Agosto,
ali todos reunidos, em solidariedade, 
pois o velho era querido, ia deixar saudade. 
Seu Zé Ferreira, Seu Polidoro, Seu Pedro e dona Ana
Seu João Crizanto, dona Nita, Raimundão e Nazinhão, 
a minha tia Teté, seu compadre Pedro Môco
Natércio e Joaquim Barbosa, a minha madrinha Ilma
(talvez sua irmã Mará e o povo de Dona Brígida).
Tinha um monte de gente, não dá para me lembrar!
A todos eu perguntava, se o meu pai ia morrer.
Mas eles me respondiam, que ele ia ficar bom.
Uma mentira bondosa, pra não me apavorar!
Mas meu coração pequeno, de menino inteligente,
já estava adivinhando qual seria o resultado:
o quadro estava pintado, não precisava falar.
Lembro-me bem do instante, que o velho faleceu!
Quem estava lá, se lembra, como tudo aconteceu.
Ficava ele deitado, em uma cama patente, 
bem no pé da janela, que dava para a sala. 
Era perto de meio dia!... 
Começou a agonia, aumentou o chororô!
Minha mãe em uma rede, com os meus irmãos pequenos,
Beba e Pililiu, um chorando e outro batendo
no rosto de minha velha, para ela parar de chorar, 
Era tamanha inocência, pobrezinho nem sabia 
o que ali acontecia!
Ele, do jeito que vi, com uma perna arqueada,
e a outra estirada, sobre o colchão de palha,
deu um último suspiro, a perna desarqueou,
entregou o seu espírito, ao Deus, Nosso Senhor. 
O Padre Zé, na missão de dar a extrema-unção,
o meu pobre pai benzeu, a sua ‘alma encomendou.
Pra completar o cenário, eu, no meu pensar de menino
fiquei em cima da casa, quase me torno assassino,
jogando pedra no povo, que chegava pro velório.
Talvez, querendo proteger o corpo querido do pai,
no meu pensar ilusório!
Vê se pode uma coisa dessas!:
o povo querendo entrar, pra cumprimentar a viúva,
e eu na minha tolice, querendo botar pra fora!
Era o fim da história, de uma vida igual,
de um homem que viveu, como qualquer ser normal!
Cuidou da casa, dos filhos, dando a sua providência
com o que Deus lhe dava,
sem achar nem ruim nem bom,
tudo a ele saciava.
Deixou-nos órfãos na vida, uma casa de morada, 
muito trabalho pra Dona Iaiá, que pra criar seus três filhos
muito teve de penar.
Uma outra lembrança inglória, da morte e do seu enterro,
foi quando, no cemitério, lembro como se fosse hoje:
o coveiro a cova abriu, e o caixão colocou...
Uma banda de tijolo por sobre ele jogou...
Foi a primeira coisa que sobre ele caiu!
Só não sabe quem não viu! 
Ou quem também não notou! 
Doloroso demais!
Nunca apaguei da lembrança, por mais que me esforçasse
nem quando fiquei rapaz. 
Essa é uma história verídica, da aurora da minha vida,
da minha infância sofrida, que passei em Itaporanga,
o meu caro torrão natal.
Nem por isso, minha gente, por tudo que lá passei,
deixei de amar a cidade, pois lá foi que me criei!
Lá tenho os meus amigos que nunca esquecerei!
Tenho certeza, que um dia, ao meu ¨amor¨ voltarei!
Lauro de Freitas, 08 de Junho de 2015.

sábado, 9 de maio de 2015

Mensagem

(Odlino Arievilo Oinotis)

Parem , no minuto seguinte
e examinem a outra face
a fase desmembrada do cortejo temporal
do homem alucinado!

Atravessem as trevas loucas e espionem as montanhas,
cogumelos verde-amarelos famintos
ajustados numa progressão piramidal,
inclinados para o poente
vermelho, rubro , quase noite,
embora o vento favoreça todos os pontos!

Amenizem a morte estúpida da ave-tola
que não mais cantou
na porta do viveiro experimentado
e as suas penas expiraram, no sentido perverso do medo demagógico!

Catem todos os lixos dos burgueses deslumbrados,
acobertados pela vã filosofia de um ser para cada ter,
quando o ter nem sempre corrobora o verdadeiro enigma do ser!

Sepultem as idéias dos cérebros calcinados pela maldade aristocrática
dos grandes feudos submundanos, das oligarquias periféricas,
desastradamente cosmopolitas e desagregadoras, animalescas e exploradoras
dos paupérrimos proletariados descontentes, incompetentes e inoperantes!

Violem todos os jazigos dos falsos e parasitas do poder,
que, apoiados por uma classe esplendidamente subalterna e subserviente,
dilapidaram, sorrateiramente, o rico erário das nações subdesenvolvidas
cretinas e subjugadas da nossa pobre América latrina!

Critiquem todos os programas de ajuda desumanitaria , que só ajudam matar a fome de podres poderes,
e desorganizem as famigeradas e grotescas invasões
sem um mínimo sentido pratico, das grandes fazendas geradoras de renda e emprego,
por uma classe sem vergonha da sua própria hipocrisia, comandada por parvos
e parcos ladrões da consciência miserável, dos imbecis sem terra e sem teto!

Desarrumem todos os armários e gavetas, dos arquivos das burocracias displicentes
geradas nas entranhas dos quadros quadrados, das ditaduras populares e populistas
dessas pseudo democracias abstratas, dessas pseudo siglas de pseudo esquerda,
proliferantes em todos os territórios (des) governados por canalhas travestidos de anjos
porta vozes de um absolutismo coronelista, disfarçado por um ativismo sindical ,
preponderantemente desonesto , factual e desabonador de conduta social!

Lavem, pelo amor de Deus, os sangues derramados nas calçadas imundas
das ruas desertas e descalças das favelas abandonadas e esquecidas, nas sujas
metrópoles,
jorrados através dos buracos diametralmente formados por balas fardadas e fraudadas
no insigne vai e vem das patentes alojadas nos quartéis desqualificados da policia tupiniquim!

Saciem , pelo amor de NSJC, a fome desses famintos abomináveis bolsas-familia,
que não servem mais para nada do que simbolizar um parafernálico país,
onde o pedir e o precisar valem mais do que o trabalhar e o produzir,
onde a miséria decadentissima sugere mais sufrágios que a racionalidade de classes!

Desobstruam os esgotos das grandes vias das enormes cidades,
verdadeiros escoadouro das vaidades , injúrias, gulas, traições, iras, invejas apocalípticas, covardias, adultérios, mentiras de todas as formas e tamanhos,
praticados nos escurinhos dos cinemas e embaixo dos lençóis alvos e caros da aristocracia decadente!

Cuidem, orem, salvem, libertem, os nossos jovens das masmorras dessa sociedade
pervertida e idólatra, que os oprime em todos os segmentos , e os excluem
dos processos sócio –educatvos democráticos do mundo hodierno,.
empurrando-os para um caminho degenarativo das mentalidades mediocrisadas
dos meros conceitos do ¨está bem assim , deixa estar assim¨!

Matem esse leão assassino, essa besta audaz, que cerceia os nossos movimentos ,
voraz, a comer nossos cérebros, numa antropofagia desgastante,
epilogando as idéias nos morredouros das margens virgens!

Afinal, afrouxem os laços dos pescoços dos indivíduos que estrebucham,
balançando, em cada ponta de cada corda, estendida nos varais da existência
profundamente corroída pelos atos inconcebíveis e inconseqüentes
gerados nas vísceras descarnadas dos quartos impuros e infectos
da pobreza fabricada nas choupanas semidestruidas pelo vento
que sopra das brasílias adormecidas!

Cruz das Almas, 08 de novembro de 2010

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O que está acontecendo?

Uma rápida observada nos sites do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e no do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE) e observamos o atrofiamento das Receitas Orçamentárias do Município de Itaporanga comparadas com a população dela e outros municípios de mesmo porte.

O que estaria acontecendo com o município com 22.425 (vinte e dois mil e quatrocentos e vinte cinco habitantes) como o nosso; ficar com as receitas menores (9.009.358,15), até outubro do corrente, que os municípios de Piancó e Conceição – Ver Tabela – os quais são menores em número de habitantes. Deve haver algo errado nisso tudo – é de se, no mínimo, estranhar um fenômeno desse. Podemos afirmar que as receitas de transferências correntes são bem reforçadas para Itaporanga. 

Municípios - Receitas Orçamentárias e População - 2007
Município Receita* População
Itaporanga 9.009.358,15 22.425
Piancó 12.378.975,53 15.881
Conceição 11.478.731,15 17.496
Patos 44.276.228,70 97.276
Fontes:
IBGE
TCE/PB* Out. 2007

Uma porção de fatores poderia explicar tudo isso:

Seria um orçamento mal planejado pelos técnicos do Orçamento, já que o potencial do município é superior aos dois municípios anteriormente comparados?

Seria a Estruturara administrativa que estaria emperrando o desenrolar do orçamento, permitindo que os cumprimentos legais da Federação e do Estado da Paraíba bloqueassem os repasses financeiros? 

Ao certo é que, segundo a impressa paraibana, o Produto Interno Bruto da Paraíba está em expansão, provavelmente a iniciativa privada de Itaporanga esteja em franco crescimento levada pela bolsa família, pela aposentadoria dos velhinhos e outras remuneração feita pelo Estado, enquanto o Setor Público encabeçado pelo ente prefeitura está esmagado. 

Francisco C Alexandria - Economista em 16/12/2007  

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Chuva inesperada em Itaporanga pesou bem no pluviômetro e atingiu outras cidades regionais

Por Redação da Folha – O clima durante o dia dessa quarta-feira, 6, não dava sinais de chuva e a própria agência de águas não previa precipitação para o Alto Sertão paraibano, mas a chuva caiu, e bem, em parte do Vale.

Em Itaporanga, por exemplo, a precipitação foi de 40 milímetros e há informação de que a bacia do açude que abastece a cidade também foi atingida, mas sem muita intensidade. A chuva banhou outros municípios regionais.

Segundo informações da Emater regional, em São José de Caiana foram 15,2 milímetros e choveu também em Boa Ventura (14,7 mm), Diamante (19 mm) e Nova Olinda (21). Foto: choveu bem em Itaporanga. 

Folha do Vale em 07 de maio de 2015

quarta-feira, 6 de maio de 2015

PRESENTE DE BARRIGA

Tem muitos maridos que
Gostam de humilhar a esposa
Mas quando menos espera
Ela faz a mesma coisa
Como se deu certa vez
Com Manoel Juarez
E sua esposa Isabela
Ele tentou lhe humilhar 
Mas depois sem esperar
Foi humilhado por ela.

Ele era brasileiro
Nascido em Minas Gerais
Onde nasceu e cresceu
Com os irmãos e os pais
E sua esposa Isabela
Morena bonita e bela
Educada e cortês
Nasceu no país da gente
Mas era certamente
Descendente de inglês

Com dois anos de casado
Ainda não tinha tido
Nem uma querida filha 
E nem um filho querido
Isabella resolveu
Visitar os parentes seu 
Lá em Londres na Inglaterra 
Aí disse ao marido:  
- Ou meu benzinho querido                                                            
Eu vou rever minha terra!

Vou a Londres visitar
Minha família querida
Que eu não a vejo desde
Os meus seis anos de vida.
Eu voltarei brevemente
E quero trazer um presente
Para te dar com prazer
Desses que nunca se estraga
O que você quer que eu traga,
De presente pra você?”

Pra fazer ciúme a ela
Ele respondeu assim:  
- Meu bem traga de presente 
Uma inglesinha para mim.
As inglesas são tão belas
Traga pra mim uma delas
E traga a mais bonitinha!
Ela disse bem contente:  
- Eu vou trazer de presente
Pra você uma inglesinha!

Ela comprou a passagem
E pra Londres viajou
E mais ou menos seis meses 
Por lá ela demorou
Depois comprou a passagem  
E regressou da viagem
Para o seu doce lar
Manoel esposo dela
Foi todo feliz por ela
No aeroporto esperar.

Quando o avião chegou
Ele viu o rosto dela
Na janela do avião 
E foi dizendo pra ela
Todo feliz e contente:  
- Querida trouxe o presente     
Que disse que ia me dar? 
Disse ela: Com prazer,

Quando do avião descer
Meu bem, eu vou te mostrar!
Quando desceu do avião 
Ela mostrou para ele
A barriguinha crescida
E disse na cara dele:
- Aqui dentro tá o presente           
Que eu trouxe bem contente 
Pra você, da terra minha,
Agora vamos torcer
Para que quando nascer
Seja uma inglesinha. 
J. Souza

conversa fiada

Navegando por este site pude perceber a falta de informações sobre a nossa querida Itaporanga, inclusive com pedidos de noticias sobre a cidade e a atual administração. Como diria o saudoso monsenhor Sinfrônio, pois bem. Sei das boas intenções de Deon,ao mencionar a administração Porcino, respeito a sua opinião ao mesmo tempo que confirmo a sua inteligencia impar. Mas falar sobre o que não conhece de perto se torna perigoso, digo isso por saber, que João Deon, esse itaporanguense respeitado, não reside na cidade, portanto apenas retransmite aquilo que algumas pessoas lhe repassam. 

Tenho 29 anos de idade, dos quais, 27 residindo na Pedra Bonita, dessa forma me considero um itaporanguense com muita honra, e me sinto na obrigação de repassar as verdadeiras informações do que acontece atualmente em nossa cidade. 

A administração Porcino diferentemente do que o nosso conterrâneo comentou, esta sendo um fiasco, um total desrespeito ao nossos irmãos. um prefeito que foi eleito com uma votação recorde, uma maioria de votos, que deixou o seu concorrente nas eleições passadas, Will Rodrigues sem rumo politico. As promessas foram as mais diversas durante o periodo eleitoral, muitos pensavam que Porcino iria transformar a cidade em um paraiso, com empresas de grande porte, estradas vicinais, habitação popular para o povo mais necessitado, criação do distrito industrial, o museu da historia de itaporanga, pavimentação em asfalto por toda cidade, unidades de saúde da família, manutenção das praças para deixar a nossa terra ainda mais bela e admirada, sem falar na construção do centro administrativo para melhor atender o verdadeiro patrão, o contribuinte.

Tem mais, no conjunto Chagas Soares, seria construído uma praça, uma quadra poliesportva, um posto policial, teria assistência medica todos os santos dias. para a zona rural, o então candidato Porcino, prometeu açudes, corte de terras no tempo certo, escolas,distribuição de sementes de graça para todos os agricultores, e por ai vai.

Que pena que isso não passou de um sonho compartilhado por todos nos que amamos de fato essa terra. Foram 3 anos de enganação, estamos chegando ao quarto ano, em que Porcino DESGOVERNA Itaporanga e nada disso foi feito.

Mas ele conseguiu fazer algumas coisas.
  • Fechar algumas escolas na zona rural
  • Vender toda frota de carros da prefeitura
  • Empregar toda a família Porcino
  • Fechou as portas da prefeitura para o nosso povo
  • Trancafiou os banheiros da rodoviária
  • Aumentou em mais de 1500% o IPTU
  • Doou o prédio onde seria construído o centro administrativo ao TRT
  • Vendeu o terreno onde seria construído o distrito industrial
  • Pavimentou em 3 anos duas ruas, uma, onde reside o vereador Lula, outra onde reside o seu secretario de administração, Damião Bila.

Essas são algumas das ações que o nosso prefeito vem realizando em Itaporanga. Se isso for administrar, fazer o quê.

Mural do Itaporanga.net em 09/01/2008

terça-feira, 5 de maio de 2015

Boataria

Nos últimos dias da campanha eleitoral em Itaporanga, uma coligação está se utilizando até de sites na internet para difundir seus boatos e tirar algum proveito desse malfadado expediente.

A primeira de uma série de notícias falsas foi que o candidato a vice-prefeito do PC do B, ao invés de pedir voto para si, estava pedindo votos para a chapa da referida coligação, o que foi desmentido em praça pública. "Deixem minha vida de lado e deixem eu ter ao menos o direito de votar em mim mesmo", desabafou Anunciato.

Poucos dias depois, inventaram que um ex-vereador e que é candidato a voltar á câmara e, com chances reais de ser eleito, tinha, juntamente com um outro colega de partido, debandado para o lado da citada coligação e que o PT iria cassar as duas candidaturas e expulsá-los do partido.

Nesta quarta-feira, em cada esquina da cidade se comentava e até o site itaporanga.net, publicou uma matéria sobre a revoada de quatro integrantes do Partido dos Trabalhadores, inclusive citando os nomes dos candidatos: Leal, Zé Felismino, Janduir Veras e Tiu do Rádio e ainda o do ex-vereador José Hilton Baião, para esta coligação.

Em conversa por telefone, com Jaildes Felismino, presidente do diretório municipal do PT, ele desmentiu todos os boatos, confirmando apenas que o vereador LEAL tinha desistido de sua candidatura. Os outros, citados na matéria, gravaram o desmentido e, desde a noite de ontem está sendo veiculado nos carros de som do partido.

Os políticos antigos, retrogados e ultrapassados sempre se utilaram e se utilizam destes tipos de artimanha, pois por não ter mais como mentir ou prometer algo para os eleitores, tentam fazer o terrorismo físico e psicologico, na tentativa da perpetuação no poder.

Tiveram todos, os partidos e coligações, 90 dias de campanha e 45 dias de propaganda eleitoral e gratuita no rádio, tempo que seria suficiente para apresentar suas propostas de governo e dizer como pretendem administrar, "a minha querida terra", "a minha amada Itaporanga." Se não fizeram, foi porque realmente eles não tem propostas nenhuma para a nossa terra e sim, para seus clãs.

Eleitor conterrâneo, ainda há tempo, refiflita bem em quem vai votar neste 05 de outubro. QUATRO ANOS É TEMPO DEMAIS! para atrasar ainda mais o nosso desenvolvimento.

Portal do Vale em outubro de 2008

Pobres excluídos da Justiça neste Vale; culpa de um Estado criminoso

Com dinheiro e bons advogados, os ricos usufruem plenamente seus direitos e tornam-se privilegiados em uma região onde a maioria do povo não tem caminhos de acesso à Justiça. Dependendo de defensores públicos, que são poucos, mal pagos e desestimulados, os pobres estão simplesmente excluídos do estado democrático de direito a que as autoridades judiciais, legislativas e executivas dizem viver este país. É mentira delas.

A partir do momento que a lei determinou que o direito de peticionar é exclusivo do advogado, ela simplesmente criou uma classe profissional fechada, cara, privilegiada e distante da realidade financeira da maioria dos que precisam da Justiça. É incompreensível que pedir ao judiciário seja uma prerrogativa unicamente dos que passaram por um curso superior de direito e foram aprovados no teste da OAB, mais uma invenção desnecessária e excludente em um país tão doente de injustiça, mas levada a efeito para fortalecer e valorizar financeiramente ainda mais os profissionais do direito, produto da elite, já que os pobres neste pais, com raras e gloriosas exceções, também não podem ter um filho em uma escola de advogado, cada vez mais concorrida ou cara, em função da precariedade do ensino público e da falta de condição financeira.

Com o direito de peticionar tão restrito, aumenta a legião de excluídos da Justiça, e é profundamente lamentável que o Estado negue assistência judiciária aos pobres, ou seja, infrinja a lei, e, portanto, cometa um crime, e ninguém se importe com isso. Neste Vale, a exemplo do que acontece no restante do país, as Defensorias Públicas estão sucateadas, mal instaladas, despreparadas e são insuficientes para a grande demanda.

Hoje há dezenas de presos nas cadeias desta região sem um advogado ou com advogado subscrito no processo, mas sem interesse pelo caso em função do cliente não ter meios financeiros; há inúmeras mães em busca de investigação de paternidade e pensão alimentícia à procura de um defensor que nem sempre está disposto ou não tem tempo para abraçar mais uma causa; há hoje tantas pessoas caluniadas, prejudicadas, injustiçadas, perseguidas e que, sem dinheiro, ficam também sem Justiça.

Os pobres que morrem nas filas dos hospitais, nas filas dos exames e cirurgias são os mesmos que definham à porta dos fóruns e tribunais sem defesa ou mal defendidos. Há tantos que se sentam no banco dos réus injustamente, e, reproduzindo aqui o tribunal da Santa Inquisição e o dos igualmente diabólicos regimes políticos totalitários, onde a defesa é simplesmente uma farsa para aparentar uma sentença legítima, os réus, réus pobres, são tragicamente condenados. Na questão penal, a coisa agrava-se ainda mais, gerando uma brutal inversão de valores: o pobre, mesmo sem culpa, mas sem advogado ou mal defendido, termina muitas vezes dentro de uma cadeia; o rico, mesmo com culpa, mas de mãos dadas com um bom e influente advogado, nunca pisará o chão de um presídio.

Se ter acesso a direitos pelas mãos da Justiça é privilégio de poucos, a própria funcionalidade do judiciário brasileiro também corrobora com a injustiça e com a ineficácia de suas próprias sentenças: a demora no julgamento, a face ditatorial, fechada e corrupta do corpo judicial contribui para ruir o alicerce do estado que se diz democrático de direito, mas tão somente para uns poucos.

Souza Neto em 14/01/2012

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os Gonzagas - Minha Origem (Clipe Oficial)


E quem disse que hoje não é mais possível fazer música de raiz? Os Gonzagas mostram que é possível sim fazer jogo de palavras com acontecimentos de outrora com os e que hoje perderam o costume, como a diminuição do Pau de Arara e como a chegada de turista por meio de avião e de ônibus. 

Parabéns, meus queridos! Sou de Fortaleza e acompanho o trabalho de vocês negócio de farrétempo... Sejam audaciosos! Busquem as raízes, porque de lá não tem como sair coisa ruim.

Valeu!

Destino Paraíba será destaque na revista Qual Viagem


O jornalista Roberto Maia, especialista em turismo e cultura, chega nesta quinta-feira (30) à Paraíba para fazer uma série de visitas a pontos turísticos da Capital e dos municípios do Litoral Norte. O objetivo da visita é produzir reportagem para a Revista Qual Viagem, de São Paulo, sobre os principais atrativos turísticos, abordando também os investimentos na rede hoteleira e de bares e restaurantes das regiões.

A visita do jornalista ao Litoral Norte faz parte da série de reportagens e eventos que a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), em parceria com o trade turístico, vem produzindo em todas as regiões do Estado, com o foco ‘Paraíba além do mar’.

“A ideia é intensificar a promoção e divulgação dos destinos da Paraíba, criando novas opções de turismo para o turista; mostrando com isso, o potencial turístico que tem o Litoral Norte”, explicou a presidente da PBTur, Ruth Avelino


Agenda - Roberto Maia está na Paraíba a convite da PBTur e vai cumprir uma agenda de três dias, pautando o rico patrimônio cultural dos destinos, as belezas naturais, gastronomia e os equipamentos turísticos. Além do Centro Histórico da Capital e de Lucena (Litoral Norte), o jornalista fará um passeio pelo Estuário do Rio Paraíba, com parada na Ilha da Restinga (Cabedelo), e em seguida irá explorar o potencial turístico de Lucena e da Barra de Camaratuba, em Mataraca.

Para a secretária de Turismo e Cultura de Lucena, Socorro Leite, que vai acompanhar o jornalista, a vinda do Roberto Maia só reforça o potencial turístico a ser explorado no Litoral Norte. “Ter nosso município na agenda da PBTur só nos reforça a certeza de que somos uma grande potência para o turismo paraibano e até mesmo para o turismo nacional, a exemplo da divulgação de Pontinhas (praia em Lucena), que recebeu destaque na Revista Avianca, na edição deste mês”, disse a secretária.

Secom-PB

domingo, 3 de maio de 2015

Daqui para Brasília, uma ilusão vendida como verdade


Por Sousa Neto - Os poderosos não têm interesse no crescimento intelectual do povo para que possa iludi-lo com qualquer coisa ou promessa em tempo de eleição ou em qualquer tempo, mas sempre visando o voto. Em vez de propor solução verdadeira para atacar a causa da violência, que está relacionada ao nosso precário sistema de ensino e a injustiça social, eles querem agora botar adolescentes na cadeia para dizer ao povo que estão trabalhando pela segurança, mas o que vão fazer é agravar ainda mais o problema da criminalidade.

Muitos dos nossos senadores e deputados são tão hipócritas que eles mesmos dizem que o sistema carcerário está falido e é uma fábrica de bandidos, mas querem botar dentro desse sistema meninos e meninas que foram tragados pelo mundo do crime exatamente porque o dinheiro público que seria para transformá-los em gente de bem, a gente do mal da política botou no bolso, e agora defende a prisão para suas próprias vítimas.

A maioria das crianças e adolescentes que delinquem vivem nas ruas ou em famílias degradadas pela miséria e o álcool, muitos abandonados pelos próprios pais ou por que fugiram de casa em função dos maus tratos. Em vez de trabalhar pela melhora da educação, da saúde pública mental, pela ampliação da moradia e pela construção de centros de acolhimento de crianças e adolescentes abandonados, o que os políticos mandatários querem é tratar problemas sociais com polícia e cadeia, e toda essa criminalização e opressão contra os pobres e negros, já mortos aos montes pela omissão e balas oficiais todos os dias, vão brutalizar ainda mais nossas crianças e jovens periféricos.

No último dia 16, fez três anos que o professor Paulo Freire foi declarado patrono da educação brasileira, e, em sua “pedagogia crítica”, defendia que somente pela via do questionamento é que se constrói uma educação transformadora e libertária. Mas quero me reportar ao pensamento de outro grande educador nacional, Anísio Teixeira. A ideia da escola em tempo integral proposta por ele 80 anos atrás continua atual e não vejo outro caminho se não esse para livrar este país de todos os seus males, inclusive da violência.

Se o projeto de Anísio tivesse sido implementado décadas atrás, hoje os nossos terríveis e temíveis políticos não estariam na iminência, como estão, de jogar meninos e meninas aos 16 anos dentro da grande escola do crime, que são os presídios deste país, para que saiam de lá criminosos bem formados e irrecuperáveis.

Se em cada periferia dos pequenos e grandes centros urbanos do Brasil nós tivermos uma escola em tempo integral, não existiria tanto tráfico de droga, tanto assassinato, tanto roubo, tanta violência. Mas o dinheiro da escola em tempo integral eles botam no bolso e, depois, iludem a sociedade dizendo que vão resolver o problema da criminalidade enchendo ainda mais as cadeias e condenando gente já condenada pela injustiça social resultado da corrupção. Por que eles, então, não aumentam a pena para quem desvia o dinheiro público? Não, isso eles não querem, o que querem é nos iludir, e muitos se iludem porque não querem ou não foram ensinados a pensar criticamente como propôs Freire.

Mas, na verdade, os políticos não estão preocupados em resolver o problema da segurança pública, o que querem, principalmente, é jogar para a torcida, é aparecer bem na mídia policialesca e alienante comandadas por figuras televisivas que vivem do sangue e das desgraças alheias como Datena, Rezende, Samuka e muitos outros.

É importante ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente já prevê punições a partir dos 12 anos, mas os governos não melhoram nem ampliam os centros de recuperação e mentem para o povo dizendo que a cadeia resolve. Se resolvesse, 99,9% dos crimes mais graves que ocorrem neste país não seriam cometidos por maiores de 18 anos, ou seja, cadeia não impede a delinquência porque combate apenas os sintomas do mal, não suas causas. Se não houver mudança na estrutura social desta região e deste país, não haverá solução.

CALABAR E JUDAS

Minha visão politica sobre Itaporanga, parece muito como o comentário de Jesus Fonseca, ressalvando o comentário de que cidadãos de outras plagas, baixam em Itaporanga para se aproveitarem.

Se foi com Porcino, a coisa não pega, porque Porcino é de Itaporanga, pegou a Prefeitura com rombos de todo tamanho, vindos de administrações anteriores e segundo o próprio Will, vindos das administrações de Kátia e de Silvino e isso emperrou a máquina. Pois Porcino, como sindicalista que é, iria fazer uma senhora administração se não houvesse terminado o seu mandato para pagar conta dos outros. É tanto que nos arquivos do TCU Itaporanga está incluível como uma das cidades que não tem mais rombos.

Dito isto, e com o pensamento voltado para o engraecimento de Itaporanga, penso da mesma forma que a Poliana: tem que se tirá a CORONÉ IVETE FONSECA da militância politica de nossa terra, como também ZÉ WILL que foi prefeito por duas vezes ou seja lhe foi dado duas chances e ele nada ou pouco fez por Itaporanga.

Além do mais são duas figuras que se detestam, e para chegar ao poder, fazem que estão amigas. 

Faz uma semana que uma pessoa da minha família, ouviu da boca de Dona Ivete a seguinte frase:" Zé Will agora está em nossas mãos, ou ele segue a cartilha de Djaci e vai ser vice ou morreu para a politica de Itaporanga". e virou para uma parenta minha e disse: "Eu não disse que ia tomar o poder de novo e agora Djaci não entrega a ninguém, se Will tiver pensando em poder, procure outra cidade".

Mural do itaporanga.net em 02/06/2008

Pau-Brasil. Metáfora vegetal de um país


Com nome científico de Caesalpinia echinata, o Pau-Brasil foi declarado árvore símbolo da nação brasileira, e tem seu dia oficial comemorado no dia 3 de maio. Árvore belíssima, nobre e preciosa, ela é a melhor metáfora da história do nosso país: também ele imenso, rico, generoso... e desde sempre espoliado até à beira da extinção.

Como crianças inocentes, nossos índios desde os anos da Descoberta trocaram imensas quantidades de pau-brasil por bugigangas trazidas por europeus, sobretudo franceses e portugueses

Por: Luis Pellegrini

Hoje, quem quer conhecer a árvore que deu nome ao país precisa visitar algum jardim botânico, sobretudo os de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde cientistas apaixonados cuidam com carinho de uma ou duas dezenas de espécimes frondosos que formam dois pequenos bosques nas encostas de colinas suaves. Fora dos jardins botânicos, só mesmo embrenhando-se em algum raro trecho de Mata Atlântica remanescente no leste e no nordeste. Nesses pedaços de floresta, com muita sorte e a ajuda de um mateiro experiente, pode-se encontrar ainda um ou outro exemplar selvagem de pau-brasil. A maior parte deles exemplares velhos, condenados ao desaparecimento. Sua reprodução tornou-se extremamente difícil por causa da exiguidade do seu número – o que impede uma boa genética de polinização – bem como, segundo foi descoberto, pelo quase total desaparecimento de uma pequena abelha especializada que, indo de flor em flor, e de árvore em árvore, é ferramenta indispensável para que essa mesma polinização ocorra.

No centro da foto, um belo exemplar de pau-brasil. Jardim Botânico de São Paulo

Em 1500, no entanto, quando os europeus aqui chegaram, o pau-brasil era uma das árvores mais abundantes da Mata Atlântica. Seu número podia ser contado em dezenas de milhões. Mas ele logo começou a diminuir: uma derrubada predatória teve início, e nunca mais parou até o século 20 avançado, quando a extrema escassez desse vegetal inviabilizou sua exploração econômica.

Capa do livro 'Pau-Brasil', vários autores, com organização de Eduardo Bueno, Axis Mundi Editora

O livro definitivo
O livro “Pau-Brasil”, da Axis Mundi Editora relata a epopeia histórica, econômica e cultural desse primeiro ciclo da economia brasileira. Seus autores, capitaneados pelo jornalista-historiador Eduardo Bueno, apresentam a árvore que deu nome ao país como uma metáfora da nossa difícil realidade passada e presente, bem como das incertezas do nosso futuro.

Começam por explicar que o nome Brasil não deriva da palavra portuguesa "brasa" ou "braseiro", como outrora os professores ensinavam às crianças. Sua verdadeira origem é o termo celta brésil, que significa "vermelho". Os franceses da Normandia - que logo após o Descobrimento se tornaram os primeiros traficantes de pau-brasil para a Europa - batizaram com esse nome a preciosa madeira rubra que aqui vinham buscar. A palavra brésil difundiu-se a tal ponto que, segundo o historiador João Ribeiro (1860-1944), "Brasil" na verdade é um galicismo: o primeiro galicismo da língua ‘brasileira".

O desembarque de Cabral, óleo de Oscar Pereira da Silva

Escrito por oito autores nacionais e estrangeiros - Ana Roquero, Fernando Lourenço Fernandes, Gwilym P. Lewis, Haroldo Cavalcante de Lima, Jean-Marc Montaige, Max Justo Guedes, Nivaldo Manzano, além de Eduardo Bueno, “Pau-Brasil” apresenta rica iconografia, obtida na famosa biblioteca de José Mindlin.

Detalhe do mapa 'Terra Brasilis' (Atlas Miller, 1519), já mostra o corte da madeira pau-brasil. Atualmente na Biblioteca Nacional da França

No capítulo “Pau-Brasil: uma biografia”, os botânicos Haroldo Cavalcante de Lima, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e Gwilym P. Lewis, do Royal Botanic Gardens, de Londres, escrevem uma espécie de "árvore-genealógica" do pau-brasil. Ela nos remete às origens do processo que recobriu de florestas um planeta antes desnudo. Traçam, a seguir, uma história da floresta brasileira, onde explicam que o pau-brasil praticamente não tem parentes: trata-se de uma "espécie relictual", ou seja, uma espécie "deixada para trás".

Os melhores arcos para instrumentos de corda são feitos de pau-brasil

Faltam informações precisas
Haroldo também assina o capítulo “Raízes do futuro”, epílogo do livro, onde traça as estratégias para a preservação da espécie e lança um apelo vigoroso às autoridades e a todos os brasileiros interessados não apenas no pau-brasil, mas em preservação ambiental, equilíbrio ecológico e desenvolvimento sustentável. Ele explica que os dados sobre a distribuição geográfica do pau-brasil, por exemplo, continuam espantosamente incompletos: "Em pleno século 21, simplesmente não existem informações precisas sobre a distribuição da espécie nem estimativas do tamanho das populações ou da área total de florestas com pau-brasil." Haroldo enumera e localiza as reservas restantes dessa madeira e dos esforços que estão sendo desenvolvidos, principalmente em reservas localizadas no Nordeste, para aumentar as populações dessa árvore através de técnicas de reflorestamento. Por último, aborda uma curiosidade: com a madeira do pau-brasil são confeccionados os melhores arcos de violino do mundo, o que, devido à raridade dos exemplares remanescentes, por si só constitui grave ameaça de extinção da espécie.

Velho exemplar de pau-brasil no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

O botânico carioca Fernando Lourenço Fernandes escreveu dois capítulos do livro. No primeiro deles, “O enigma do pau-brasil”, ele desenvolve uma abordagem surpreendente. Afirma que os portugueses certamente não poderiam ter descoberto o "pau-de-tinta" no emaranhado da Mata Atlântica com aquela rapidez que lhes permitiu, menos de cinco anos após o descobrimento oficial do Brasil, já estarem enviando para a Europa 1.200 toneladas da madeira por ano, como revelam documentos da época. As pesquisas de Fernando apontam para uma tese que a cada dia ganha mais adeptos: o pré-descobrimento do Brasil. Ou seja, o estudo do chamado "ciclo do pau-brasil" fortalece a tese de que os portugueses estiveram no Brasil antes de Cabral.

Flores de pau-brasil

No capítulo seguinte, “A feitoria da Ilha do Gato”, Fernando Fernandes procura a localização exata da primeira feitoria de pau-brasil instalada no litoral brasileiro. Mesclando argumentos geológicos, etnológicos, arqueológicos, iconográficos, hidrográficos e históricos, ele revela que a primeira feitoria portuguesa no Brasil ficava na Ilha do Gato (hoje Ilha do Governador), em meio à Baía de Guanabara. Este seria, segundo o autor, o verdadeiro lugar de nascimento da nação brasileira.

Em várias reservas florestais brasileiras replantam-se mudas de pau-brasil

Uma viagem colorida
O almirante Max Justo Guedes é uma das maiores autoridades nacionais em cartografia, história e viagens exploratórias ao Brasil no século 16. É dele o capítulo “La terre du Brésil: contrabando e conquista”. Guedes examina as questões semânticas relativas ao nome Brasil e a miríade de implicações que o tráfico dessa madeira acarretou.

Várias tonalidades de vermelho obtidas com pigmentos do pau-brasil

A espanhola Ana Roquero, especialista em tinturaria e moda dos séculos 16 e 17, nos convida em seu capítulo “Moda e tecnologia” a embarcar numa viagem realmente colorida. Trata-se, na verdade, de uma jornada em direção ao poder e ao significado da cor vermelha. O trajeto se inicia na mística púrpura dos fenícios e passa pelo "brasil asiático" de Marco Polo, antes de podermos vislumbrar o papel desempenhado pelo pau-brasil no mundo da moda, das finanças e da indústria têxtil européias. Suas explicações permitem entender por que o pau-de-tinta moveu tantas fortunas e tantos interesses.

Pintura do século 16, mostra tintureiros franceses tingindo tecidos com pigmento extraído do pau-brasil

O capítulo “A madeira e as moedas”, do jornalista Nivaldo Manzano, aborda sobretudo as questões econômicas relativas ao ciclo do pau-brasil. Sua análise demonstra que temas como monopólio, privatização, tributação excessiva, contrabando, pirataria, espionagem industrial, globalização, ineficiência, corrupção, reserva de mercado, concorrência desleal e dívida externa - tão presentes na realidade de hoje de nossa nação - têm sua origem num passado muito mais remoto. Surgiram e se desenvolveram a partir da própria descoberta do Brasil e da primeira espoliação nele cometida - a do pau-brasil.

O painel 'L'Ile du Brésil' foi esculpido no século 16 em madeira de pau-brasil e mostra a derrubada das árvores. Está no Museu de Rouen, França

Num livro sobre o pau-brasil não poderia faltar a participação de um francês. Além do mais, de um francês da Normandia, de todas as regiões francesas a que mais teve trato com o Brasil e com o tráfico de pau-brasil no primeiro século após a descoberta. Esse francês é Jean-Marc Montaigne, talvez o mais atilado e dedicado pesquisador das relações entre o Brasil e a Normandia naqueles tempos. As descobertas que ele fez e as conclusões a que chegou são surpreendentes e certamente darão origem a muita reflexão. No capítulo que assina, “O índio ganha relevo”, Jean-Marc confirma aquilo que os historiadores brasileiros já sabiam: as relações que os franceses estabeleceram com as civilizações indígenas do litoral brasileiro foram, em geral, bastante cordiais e amistosas. Ao contrário dos portugueses, que vinham para conquistar terras e nelas se estabelecer, os franceses da Normandia queriam apenas fazer bom comércio. Davam aos índios produtos como facas, anzóis, roupas - e principalmente contas de vidro e bonés enfeitados com penas de galo - e recebiam deles toneladas de pau-brasil com as quais enchiam os porões de seus navios e as levavam para a Europa. O trato era tão cordial que foram produzidos inclusive "dicionários" normando-tupi-guaranis, contendo principalmente fórmulas de cortesia. Jean-Marc descobriu vários originais desses glossários, algumas páginas dos quais são reproduzidas no livro Pau-Brasil.

Capítulo 'O índio ganha relevo', de Jean-Marc Montaigne, no livro 'Pau-Brasil'

Influência da cultura indígena
O tráfico dessa madeira, como conta Jean-Marc, deu origem a imensas fortunas na Normandia. Até aquela época, a cor vermelha era privilégio dos reis franceses. Os pigmentos que permitiam tingir de vermelho os tecidos eram caríssimos, inacessíveis à população. Com a chegada do pau-brasil tudo mudou. Qualquer dona-de-casa podia produzir em seu fogão doméstico as tintas para tingir seus tecidos com infinitas graduações de cores rubras. O pau-brasil permitiu que alguns armadores normandos, como foi o caso de Jean Ango, por exemplo, acumulassem poder e fortuna superiores às do próprio rei.

Ao mesmo tempo - e nisso está a originalidade do trabalho de Jean-Marc Montaigne -, o contato com as culturas indígenas produziu insuspeitadas e fortes influências na mentalidade francesa e depois na da Europa como um todo. Influências não apenas restritas à moda, como foi o caso do uso de penas e plumas nos chapéus - obviamente inspirado pelos cocares e adornos indígenas -, que se tornou moda avassaladora tanto para as mulheres quanto para os homens.

Índios trocam toras de pau-brasil por bugigangas trazidas pelos franceses

Essas influências tiveram reflexos importantes na própria mentalidade e maneira de ser dos europeus. Jean-Marc observa que, naqueles tempos, o único modelo de organização social e de poder conhecido era o regime absolutista. O rei tinha direito quase de vida e morte sobre seus súditos, e pouquíssimos eram os que ousavam sequer imaginar uma situação diferente. Pois bem: muitos milhares de franceses vieram ao Brasil por causa do tráfico, marinheiros, oficiais, militares, comerciantes, gente da nobreza. No contato com nossos índios, eles se deparavam com uma organização social e com uma postura de vida completamente diferente, infinitamente mais livre e feliz. Os índios andavam nus, o governo não era exercido de forma absolutista por um único indivíduo, mas sim repartido entre o cacique, o pajé e um conselho de velhos sábios da tribo; e a relação entre homens e mulheres era muito mais igualitária do que na Europa. Ao voltar para casa, nas ruas e praças, nas tavernas, nas casernas, na própria corte, eles contavam o que tinham visto. Para resumir: segundo Jean-Marc, tudo isso exerceu enorme influência, inclusive na formação dos vários movimentos humanistas que começaram a pipocar na Europa desde então.

Infográfico 'A exploração ao longo dos séculos', arquivo do jornal 'O Estado de São Paulo'

Reflexos materiais dessas influências podem ser vistos até hoje em vários monumentos arquitetônicos normandos, casas, palácios, igrejas, decorados com relevos em pedra ou madeira onde podem ser vistos, esculpidos, índios brasileiros nas mais diversas situações. Fotos tiradas nas cidades de Rouen, Honfleur, Saint Valery e Dieppe, entre outras, são reproduzidas no livro Pau-Brasil e dão uma idéia da dimensão que o contato entre normandos e índios brasileiros assumiu naquela época. Várias famílias indígenas foram inclusive levadas nos navios para a Normandia. A maioria nunca mais voltou. Alguns índios e índias acabaram se casando com brancos normandos, produzindo descendentes que até hoje moram lá. Em Rouen e Dieppe, no verão, costumava-se organizar festas "brasileiras", uma espécie de carnaval alegre em que boa parte da população se vestia de "índio" e saía pelas ruas a dançar. O pau-brasil foi motor de tudo isso

Magnífico exemplar de pau-brasil no interior da Mata Atlântica (Bahia)

Uma espécie sequestrada
No epílogo de Pau-Brasil, no capítulo intitulado “Raízes do futuro”, Eduardo Bueno e Haroldo Cavalcante Lima desenvolvem de modo ainda mais brilhante o significado do pau-brasil como metáfora de nossa nação. Não apenas uma metáfora econômica, mas também como um símbolo da própria identidade política, cultural e social do Brasil.

"Praticamente em nenhum instante da história do país (colônia, império e república) os brasileiros puderam ter acesso ao pau-brasil para uso prático, estudos botânicos ou desfrute estético. Trata-se de uma espécie que, de certo modo, foi 'sequestrada' do convívio com o povo. Ela é a imagem de uma riqueza que sempre foi nossa e nunca pôde ser nossa", comentam os autores. Eles concluem: "Eis aqui a atualidade da metáfora: já quase desde o primeiro dia da aventura colonial até a derrubada do último pé 'protegido' pelo monopólio, foi-nos negada a experiência cultural do pau-brasil. Negada como espécie botânica incorporada ao nosso mobiliário e às nossas construções; como tintura ligada às nossas cores, às nossas roupas e à nossa indústria têxtil; como espécie relacionada à agronomia, à silvicultura ou à própria paisagem. O pau-brasil é, assim, a metáfora mais bem acabada, mais perfeita e mais pertinente dos recursos naturais do Brasil: o símbolo botânico da usurpação da nossa cidadania e da nossa própria omissão ao longo do processo. O pau-brasil é a metáfora vegetal do Brasil que poderia ter sido, que deveria ter sido, e que ainda não é. Até quando não o será?"

Interessados em mais informações ou para adquirir o livro “Pau-Brasil” podem se dirigir a: http://www.axismundieditora.com.br/produto/pau-brasil--eduardo-bueno-13

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