O Porquê do site

Justificativa para a criação deste espaço.

Como navegar ho Site

Saiba como encontra tudo que você procura.

História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

Mostrando postagens com marcador Padre Zé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padre Zé. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2015

Padre Zé, apenas saudade!

João Dehon

A passagem do Pe. Zé para a casa do Pai deixou-nos um grande vazio e uma grande tristeza. A ele devemos uma enorme gratidão pelo seu exemplo, simplicidade, conhecimento espírito de serviço à Igreja e à sociedade. Nasceu a 24 de Maio 1924 e seguiu sua vida enveredando pelo mundo do sacerdócio, tendo chegado em Itaporanga em 1955 para chefiar a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. 

Foi um grande vigário e passou muitos anos da sua vida dedicados à nossa Itaporanga, que palmilhou de uma ponta a outra. Conhecia melhor que ninguém a nossa cidade,em todos os níveis e principalmente em nível cultural e educacional. À sua sabedoria e conhecimento se devem à dedicação que sempre teve a causa de Itaporanga. Foi por isso, durante a sua vida toda a população gostava de homenageá-lo e isto ninguém pode negar.. Por esse fato, muitas das vezes, quando o encontrava dizia: Grande mestre, você é a própria Itaporanga. Ele na sua simplicidade, apenas baixava a cabeça, envergava o pescoço para a direita e dizia: “Você continua irreverente.”Isto demonstrava a sua humildade, simplicidade de encarar e viver a vida.

Além do seu amor pela Igreja, amava a sua e nossa terra. Ninguém como ele conhecia e estudava tão bem os seus discípulos, conhecia a cada um e tinha na cabeça uma lista dos filhos ilustres de Itaporanga que passaram por sua mão. Despertava nos seus interlocutores um interesse pelas história do centenário de Itaporanga, passando pela reconstrução da Igreja Nossa Senhora da Conceição, Fundação da Escola Paroquial São Domingos Sávio, do Ginásio Diocesano Dom João da Mata, pela Fundação da Filarmônica Cônego Manoel Firmino e pela construção do Cristo Redentor que hoje guarda os seus restos mortais. Como benfeitor ele tinha argumentos para discutir com os peritos da engenharia as plantas ideais para suas obras.Quem com ele caminhava conhecia seus trilhos, onde ele rebuscava as histórias das famílias itaporanguenses, como uma maneira de incentivar os que ele seguiam. Fazia ver essa histórica dos antepassados que modelaram, esculpiram e formaram as nossas vidas.

Pela sua caminhada na vida terrena ficamos conscientes do valor desse patrimônio humano que perdemos a uma ano. Que a sua memória e sua fé fique presente nas nossas caminhadas. Que a sua obra nunca morra. Que lá do Cristo na Serra do Cantinho ele nunca nos deixe de abençoar e que nós, cá de baixo, nunca deixe de ver o quanto grande ele foi para Itaporanga. 

A VIDA EXEMPLAR DO PADRE ZÉ PERMANECERÁ SEMPRE VIVA NO NOSSO CORAÇÃO

Publicado em 22/09/2007

terça-feira, 3 de março de 2015

Padee Zé e o Desenvolvimento de uma Cidade

Nesse mês de setembro, faz um ano que o Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho deixou o convívio terreno e foi para outro plano espiritual.

Quero, com essas palavras, prestar, mais uma vez, minha homenagem ao Padre Zé. E por que este meu ato? Não por que desconheça outros filhos e habitantes de Itaporanga, reconheço que existem e existiram grandes itaporanguenses (homens ou mulheres) os quais tiveram grande importância, grandes heróis anônimos existiram e existem, cidadãos, trabalhadores e cumpridores dos deveres a eles impostos, pais de famílias, donos e donas de casa, funcionários públicos etc. Mas, quero destacar o papel do pe Zé para o desenvolvimento da nossa cidade Itaporanga. Entendemos desenvolvimento como crescimento, adiantamento, progresso ou prosseguir em frente. Sabemos que nem todos nascem com habilidades em determinadas áreas do conhecimento humano, podem existir um bom professor, um bom comerciante, um bom cozinheiro, um bom carpinteiro, um bom marceneiro, um bom contador de estória ou um bom curandeiro etc. Há pessoas que vieram ao mundo com determinados dons e os fazem desempenharem em benefício da evolução humana e aí, então, onde entra a figura do Padre Zé, do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, este homem de visão apurada.

O que seria da cidade de Itaporanga sem a figura do Padre Zé?. Com certeza, seria mais atrofiada em termos de desenvolvimento, pois o Padre Zé ocuparia a função, ensinada por Cristo, de levar a luz onde existissem trevas.

Então vejamos, o ato de trazer para o Ginásio, hoje Colégio Diocesano, na minha época: ensino de música, de datilografia (saudoso), de secretariado, de enfermagem, de práticas agrícolas, além das disciplinas fundamentais do estabelecimento educacional, é no mínimo, noção de uma pessoa dotada de visão futurista, de visão transformadora do ambiente onde vive.

Lembro-me, em minha época, nas suas aulas de política brasileira, disciplina ministrada pelo Padre: Organização Social e Política do Brasil – Hoje não mais existente, de várias indagações feitas por ele – Padre Zé – em sala, assim, eu começava a me empolgar, responder e comentar algumas inquirições feitas pelo mestre, então ele chegou pra mim e disse: passe na secretaria do colégio para eu entregar a você umas revistas sobre atualidades e lá, entregou-me revistas atuais dizendo pra mim: leia, pois você vai ser “um grande” _”rs”_. Ele era, também, um caça-talentos, e não foi só comigo, ele reconhecia os talentos nos alunos que se destacavam, muitos outros colegas ele norteava (orientava) também. Vem agora, também, a minha memória, as preleções feitas em sala, e muitas vezes, fazia reunião com várias turmas de séries diversas para preleções maravilhosas, palavras atuais e de sentido positivo para os seus discípulos. 

Não quero desmerecer outros itaporanguenses ilustres e anônimos nem as instituições de ensino existentes na mesma época do Ginásio Diocesano de Itaporanga, todos tinham e merecem importância, mas destaco a figura do pe Zé como iluminado e guia de uma área, de um grupo e como instrumento de crescimento intelectual, social, político e econômico.

Se aqui fizéssemos uma análise da História de Itaporanga citando grandes nomes, desde os primeiros habitantes como: Joaquim Carnaúba, João Medeiros, Alexandre Gomes da Silva, pe Lourenço, Praxedes Pitanga, Dr. Paizinho, Marleno Barros, Sinval Pinto, João Franco, Soares Madruga, José Silvino, Will Rodrigues e outros... _ Pra mim, e pra história da cidade, a figura mais atuante, em termos de desenvolvimento para Itaporanga se chamou e se chama, Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho – Padre Zé. 

Economista, Francisco Carlos de Alexandria;

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Ao Padre Zé

19 de Setembro de 2007

A grande data que hoje celebrar,
Com saudade, com carinho e devoção,
É a ti ó Padre Zé que vamos recordar,
A ti reverenciar, agradecer e lembrar,

Que a tua vida foi uma luz que nos guiou,
Foste exemplo de humildade com teu coração,
Sempre, sempre iremos de te recordar,
Como o mestre do carinho e da compreensão.

Celebramos da tua passagem, o aniversário,
E esta data, vai ser para sempre um relicário,
Do pastor querido,que aqui viemos saudar,
Nesse dia de saudade, estamos a te homenagear..

Ó Padre Zé tu foste um perfeito modelo,
De humildade, confiança e amor,
Dedicaste para nós com muito zelo,
Ensinando-nos a amar com fé o Senhor.


Aí do céu! Mostre para essas almas que desejam,
Seguir a cena que na vida tu trilhaste,
Felicidade é o que todos de almejam,
Agradecendo todo bem que ensinastes.

Autor Desconhecido em 2007

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Um líder, Padre Zé


Por Francisco C Alexandria  em 23/09/2006

Segundo o Dicionário do nosso saudoso Aurélio Buarque de Holanda, Líder é um Indivíduo que chefia, comanda e/ou orienta, em qualquer tipo de ação, empresa ou linha de idéias; Guia, chefe ou condutor que representa um grupo, uma corrente de opinião, etc; Indivíduo, grupo ou agremiação que ocupa a primeira posição em qualquer tipo de competição.

Já liderança pode ser entendida como a capacidade de liderar; espírito de chefia. Forma de dominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos. Em suma, pode-se dizer que a liderança é a função do líder.

Um outro aspecto que se pode comentar sobre o líder é a área onde ele domina e o reflexo dessa liderança no Tempo, como também as áreas de conhecimento onde o líder atua, sendo que esse conhecimento pode ser formal ou informal como também a ideologia de cada indivíduo a respeito do mesmo bem como o tipo de liderança que pode ser empregada para o bem como para o mal.

Com base no exposto acima pode-se dar vários exemplos de Líderes em escala mundial, de um país, de um Estado, de uma Cidade, de um distrito, de uma tribo, de uma propriedade, de um lar, de uma empresa ou de uma sala-de-aula etc. Pode-se citar os seguintes líderes: Jesus de Nazaré (Jesus Cristo); Adolpho Hitler, Mahatma Ghand, Juscelino Kubitschek, Rui Barbosa, Zumbi dos Palmares, Virgulino Ferreira da Silva(Lampião), Antonio Conselheiro, John Maynard Keynes, Carl Max, Augusto dos Anjos, Irmã Dulce, São Francisco de Assis, Fernando Henrique Cardoso, Delfim Neto, Praxedes da Silva Pitanga, Luiz Inácio Lula da Silva, Margarida Maria Alves, Chico Mendes, Caetano Veloso, Amado Batista, Ayrton Senna, Pelé, Ronaldo (o fenômeno), Saddam Husseim, Osama Bin Laden, Otacílio Batista, Francisco Gomes de Alexandria (meu pai) e Monsenhor José Sinfrônio de Assis etc.

É, exatamente, sobre esse último, que vou prender um pouco a atenção para tecer comentários sobre o Líder que foi; e que, deixou a vida terrena no dia 19 de Setembro de 2006 e foi ficar eternamente ao lado de Deus em um outro plano. 

Meus amigos, esse pastor da Igreja Católica chegou em Itaporanga PB ainda jovem, por volta dos anos 50, por lá, começou a evangelizar e resolveu, através da Igreja, construir um Colégio religioso – Ginásio Diocesano Dom João da Mata. Bom, tudo que é da Igreja é fruto de doação das pessoas(fiéis), mas quando essa doação é canalizada para um lado positivo, é de grande valia para os grupos que convivem em volta dele. Quando é encabeçado por uma pessoa visionária (líder) melhor ainda, aí, meus amigos, onde entra a estória ou história do Homem, Pe Zé, como todos o Conhecia. Nascido em Cajazeiras na Paraíba veio à Itaporanga cumprir missão dele na esfera terrena.

Já nos anos 50, começava a liderar e trabalhar em Itaporanga. Possuidor de uma inteligência privilegiada, começou com as missões da Igreja e gerenciar o Ginásio(fundou e construiu). O Ginásio Diocesano abrigava estudantes oriundos das cidades vizinhas englobando zonas rural e urbana. 

Ele era Padre da cidade, Diretor do educandário, Professor, Educador. Foi na área da educação seu maior legado(herança) para Itaporanga e região do Vale do Rio Piancó. Gerações e gerações de jovens terminariam o ensino básico lá no Ginásio e enveredavam em busca de horizontes nos grandes centros.

Estudei no Ginásio nos anos 80, onde tive o privilégio de conhecê-lo melhor e admirá-lo, pois, como Padre, cumpria com a missão de celebrar as missas todas as manhãs ou quando necessárias. Era uma das autoridades de prestígios dentro de uma cidade e que fazia merecer tal préstimo; Como Diretor Educacional possui uma forma renomada de dirigir o estabelecimento, seja no cumprimento dos horários, seja na organização interna do colégio; como Professor lecionava as disciplinas de ordem religiosas e políticas e como Educador complementava ou criava nova formação moral, pois a formação dos jovens se complementa na escola. E que educador!. Ele cuidava de corrigir os defeitos ad-vindos dos lares, por exemplo: quando aluno tentava colocar um nome na parede do colégio ele repreendia dizendo: “ Olhe, José ou Maria dependendo do sexo, não ponha nomes nas paredes; vocês tão pensando que aqui é parede de cadeia”. Sabemos que os presos enchem as paredes de riscos e outras coisas mais. Corrigia os alunos na maneira de se portarem em determinadas ocasiões etc. Contribuía com a moral e com a disciplina dos jovens.

Itaporanga e região hoje têm diversos Doutores, Mestres, Graduados e bons técnicos espalhados pelo Brasil e pelo mundo eu diria, em cuja origem se deu no Ginásio do Padre. Ginásio esse, fruto de uma idéia e da coragem desse líder chamado José Sinfrônio de Assis Filho – Pe Zé, como, carinhosamente, era chamado. 

Quero acrescentar mais feitorias do Pe Zé, como: Banda de música, Capelas e o Cristo de braços aberto recebendo quem entra na Cidade entre outras. 

Uma liderança como a do Pe Zé não se apaga no tempo; ela foi construída com esforços e inteligência e o que o Padre plantou: EDUCAÇÃO. Educação é um bem imaterial valiosíssimo.
Aproveitando faço um apelo aos Senhores Vereadores de Itaporanga, em memória ao Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, mudem o nome da rua que dar acesso à frente do Ginásio do Padre para o nome do mesmo, seria lindo passarmos pela rua Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho e fôssemos parar no Ginásio criado e guiado por ele até o fim da vida. Itaporanga estaria presenteado o Padre líder, isso em nome da Cidade de Itaporanga. 

Ex-aluno do Ginásio, Economista, Contador, Fiscal de Renda e Pós-Graduado em Gestão Pública e Governamental pela UFAL.

Francisco Carlos de Alexandria

Nos 5 anos da morte de Padre Zé, um alerta: a mais importante obra social deixada por ele pode desaparecer

A Casa do Menor, que acolhe e instrui crianças e adolescentes pobres, carece de ampliação e melhorias


Por Sousa Neto/Folha do Vale - Este 19 de setembro é data do aniversário de cinco anos da morte do monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, carinhosamente tratado como Padre Zé. E, embora o avançar do tempo, sua memória continua viva em cada uma das muitas obras que deixou em Itaporanga, onde atuou por meio século, entre as quais o colégio Diocesano, a banda filarmônica, a gráfica, o Cristo Rei, as pastorais e incontáveis lições de intelectualidade, caridade e fé.

No entanto, uma das mais importantes obras de ação social deixadas por Padre Zé não está funcionando com a amplitude que deveria, embora todo esforço das valorosas voluntárias que estão lá desde o início, ou seja, não recebeu os investimentos necessários pelos padres que o sucederam: a Casa do Menor São Domingos Sávio funcionava no local onde hoje é a residência paroquial, mas foi transferida para um imóvel afastado do centro e não muito adequado para as atividades.

A Casa do Menor saiu do local onde funcionava exatamente para dar lugar a uma grande e confortável morada sacerdotal, com um possante carro na garagem. Tempo bem diferente da época do monsenhor Sinfrônio, que se abrigava precariamente dentro de uma sala do ginásio como forma de economizar recursos para tocar as obras da Igreja, como diz uma estrofe do cordel A chegada de Padre Zé ao Céu, editado pela fundação José Francisco de Sousa:

A caridade foi sua guia
Nos dias mais delicados
A cada seca bravia
Acolhia os flagelados

No vão santo de sua asa
A pé, vencia as paradas
Deu aos outros muitas moradas
Mas nunca teve uma casa.

A São Domingos Sávio acolhe e dá instrução artesanal, artística e intelectual a crianças e adolescentes pobres, especialmente àqueles em risco moral e social. Uma obra fundamental para a Itaporanga de hoje, quando a degradação familiar bota nas ruas muitos meninos e meninas carentes de apoio para não caírem na marginalidade e na prostituição.

O projeto deveria ser ampliado e ganhar uma sede própria e adequada para suas atividades. Para isso, poderiam ser utilizados os recursos angariados na festa da Padroeira, que o ano passado arrecadou mais de 110 mil reais, e este ano deve alcançar mais uma expressiva soma; no entanto, a impressão que se tem é que os tempos de uma Igreja empreendedora e solidária desapareceram há exatamente meia década, como narra o cordel:

19 de setembro, o dia
Dois mil e seis foi o ano
O sino em agonia
12, hora do desengano

E enquanto os rebanhos seus
Aqui na terra choravam
Festões se realizavam
Dentro da casa de Deus.

Esta segunda-feira é ponto facultativo em Itaporanga, e as repartições públicas e parte do comércio não abriram. Para marcar a data, a igreja local, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br), preparou alguns eventos em memória de Padre Zé: visita ao Cristo Rei, onde o sacerdote está sepultado, repicar de sinos, missa solene e retreta com a filarmônica Cônego Manoel Firmino, na Praça da Matriz.  

Foto (Marcos Oliveira): em uma de suas últimas imagens, Padre Zé contempla, da sala onde se abrigava, uma de suas criações: o Cristo Rei.

Publicado pelo Folha do Vale em setembro 2011

2 comentários:

Marcos Henriques disse: 19 de setembro de 2011 16:35 Replicar
A população Itaporanguense, em especial os bem afortunados desta terra que vão todos os anos para frente do Centro Pastoral, gastam e exibem suas posses nos vários leilões que fazem parte da festa, com a "desculpa" de estar ajudando a "Igreja", num grande ato exibicionista, deveriam prestar mais atenção em quem realmente precisa e nos projetos que valem a pena receber ajuda. A exemplo da Casa do menor, fundada pelo nosso Padre Zé e que anda meio esquicida pela Igreja, que atualmente se preocupa mais em erguer vultosos prédios e comprar carros de luxo, ao invés de investir em projetos sociais que tanto necessitam.
Por favor, na hora de gastar na festa da Padroeira desse ano, ao menos exijam que parte do dinheiro seja revertida em benefício da Casa do Menor!!!!
(Marcos Henriques)

Anonymous disse: 22 de setembro de 2011 06:08 Replicar
Concordo com o MARCOS HENRIQUE, infelizmente as atoridadees hoje estão preocupados e fazer gasto em predios carrões de luxo e esquece das pessoas que fizeram em prol a cidade. Os governantes não são como antes, querem só encher o bolso, e deixa pra lá.. Natal-rn DUDA JOVITO

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

MENSAGEM AO INESQUECÍVEL - PADRE ZÉ.


Caminhou entre nós um homem de afáveis modos.
Marcado pela cortesia e nobreza de espírito.
Era de pouco falar. Mas quando falava, concluía.
Com inteligência arguta e humor refinado, cultivou sempre muito expressivo respeito pelos que o encontraram ao longo da vida.
De índole dedicada e leal.
De caráter honesto e honrado.
Afeito à sinceridade e a dedicação ao sacerdócio.
Manifestava sua solidariedade com a presença física silenciosa, um sorriso meigo e autoritário, soerguendo as sobrancelhas, enrugando a testa e dizendo: - “Saiba respeitar para poder ser respeitado”.
Pessoa amorosa, dedicada e acima de tudo um grande educador.
Educador de qualificações insuperáveis. Agradeço pelos ensinamentos e pela dedicação aos que tiveram o privilégio de estudar no “teu inesquecível GINÁSIO”.
Caminhou pelos caminhos do Poder - e quanto poder! - sem se deixar contaminar, sem se deixar levar pelo que levou e leva a tantos, com seu trabalho sempre voltado para DEUS...
Nunca ouvi dele nenhum murmúrio seja quanto a isto ou seja quanto àquilo...
Nas ultimas horas, através de uma leitura, riu-se em meio à ela, quando a dor já deveria ser insuportável...
Neste instante posso vê-lo com seu sorriso, com as mãos gesticulando e abençoando a população de Itaporanga...
E lá vai o Monsenhor Sinfrônio, o Grande e inesquecível Padre Zé.
Sai deste mundo para se juntar aos Anjos e Santos, dando um até logo a todos nós que tivemos o privilégio de conviver com ele, seja como alunos ou amigos...
Deus o abençoe, ilumine, proteja e guarde, onde quer que lhe caiba ir agora.
A minha fé diz que há sim um porvir e lá, nesse porvir, havemos de nos reunir um dia, todos uma vez mais, sob as bênçãos de Deus.
ADEUS Padre Zé, exemplo de caráter, sinceridade, respeito, dignidade, autoridade, estilo, conceito, ............... e, acima de tudo homem honesto e fiel aos princípios da IGREJA.

GUTTEMBERG DA SILVA SILVINO
Ex Aluno do Ginásio Diocesano de Itaporanga, Doutorando em Recursos Hídricos.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Por Antonio Soares da Fonseca Jr  em 20/09/2006 

O padre Zé sempre surpreendendo. Mesmo morrendo, surpreendendo.

Criou um espaço sagrado e nele implantou o Cristo Redentor para, simbolicamente, abençoar Itaporanga, mas também para criar situações futuristas de um turismo que é sempre promissor para qualquer cidade do mundo. 

Moro na cidade mais rica do país e na cidade que mais cresce no planeta, São Paulo, colocando-a no ranking de segunda cidade em tamanho no mundo. Toda cidade que atrai turismo, atrai dinheiro, progresso e crescimento para si. 

Que fonte de renda extra há em Itaporanga? Desconheço qualquer um que não seja o de sempre: polo agro-pecuário pequeno sem grandes sonhos e ajuda municipal fornecida pelo governo federal. 

Este homem sábio que acabamos de perder criou uma situação futurista bem promissora para a nossa querida Itaporanga na qual se colocou como partícipe, mesmo ausente, pedindo para ser enterrado sob a estátua do Cristo Redentor. Além de ser um direito adquirido por ter sido o idealizador do marco turístico, é um direito sagrado, como sacerdote, de ser sepultado em solo que sugere o MÍSTICO, O SACRAL, O ESPIRITUAL. Não se pode afrontar os desejos de um morto nem se contrapor já que é uma herança legada por ele para a nossa terra e é simbolicamente um desejo de ficar lá em cima da serra, como se quisesse ficar eternamente olhando para esta Itaporanga que ele tanto amou e pela qual tanto renunciou. É como se lá de cima tivesse uma visão mais acurada sobre as suas obras e pudesse comprovar se as obras estão sendo realmente cuidadas e continuadas. É como se dissesse:"meus caríssimos irmãos, durmam tranquilos que eu vigio por vocês juntamente com o meu Cristo Redentor". 

A visita à sua sepultura será mais um marco que certamente gerará caravanas e procissões no futuro. Uma cidade com mais pessoas, movimenta mais o comércio de gêneros alimentícios e congêneres. 

Padre Zé, Monsenhor Sinfrônio, você é um abençoado. Você é realmente uma grande cabeça que sempre viu o futuro das coisas. Tiro com muita reverência o meu chapéu para você. Não se esqueça de sempre nos defender junto a Deus. Amém.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

AO PACIFICADOR

Por Carlinhos Ferreira  em 19/09/2006


O sacerdócio é antes de tudo dedicar sua vida ao próximo, como ordena o primeiro mandamento sacerdotal. E assim foi padre zé que ha mais de cinquenta anos levado pelo poder divino e profunda experiência desempenhou esta missão infinita. 

Apesar de não ter o conhecimento profundo da vida sacerdotal, mas tenho o dom, do reconhecimento, da gratidão e da humildade, qualidades que estiveram sempre presente em todas ações de Padre Zé. E aqui relato neste pequeno texto, nesta data tão fúnebre e de partida junto a morada de deus pai, de uma pessoa ungido pelo espírito santo.

Antes de mais nada, quero, falar de um homem que deus soprou o fôlego da vida, e nesse sopro nos itaporanguense recebemos dele os sentimentos mais nobres, tais como: a bondade; a paciência e seu relevante trabalho, que só fez contribuir com o desenvolvimento deste sublime torrão.

Quero aqui me deter em registrar votos de pezar ao reverendíssimo Padre Zé pela forma que gerenciou o povo cristão desta cidade de uma qualidade incontestável, exalto tais atitudes, quando demonstrou uma atenção especial a todos aqueles que desejaram ser úteis, qualificando os seus rebanhos essa conquista de êxito é, obviamente, fruto de um trabalho bem estruturado, coeso, coletivo e modelar. Adeus monsenhor sifrônio pelos esforços empregados para assegurar e promover a qualidade de vida do cidadão itaporanguense, no âmbito religioso, cultural, educacional e social. Com o rompimento de tantas fronteiras, de forma desinteresseceira, e às vezes de forma incompreensível.

Por isso, quero aqui pedir em oração ao pai santo, deus eterno e todo poderoso, para o Monsenhor Sinfrônio, que chamaste deste mundo, dai a felicidade, a luz, e a paz. E que ele tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna. Que sua alma nada sofra, e vos digneis ressuscitá-lo com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe senhor os pecados para que o Monsenhor Sinfrônio alcance junto a vós a vida imortal no reino eterno. dai senhor, o repouso eterno a Padre Zé e brilhe para ele a vossa luz! Amem.

Carlinhos Ferreira.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Missa de 8º Ano de Celebração da Pascoa definitiva de Padre Zé


Na noite de hoje celebramos a pascoa definitiva de Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, conhecido carinhosamente por Padre Zé, 8 anos  de sua partida para a morada na casa paterna, onde pudemos recordar o seu testemunho de vida, Padre Zé foi um dos maiores benfeitores, onde travou batalhas que trouxe benefícios para a cidade de Itaporanga, dedicou sua vida a causa dos mais pobres e foi um grande evangelizador, levando a boa nova a todos os povos.

A missa foi presidida por Padre Cláudio Barros, os comentários foram feitos por Tânia Alves, a 1ª Leitura foi feita Audiberg, o Salmo cantado por Núbia Maria, as orações da assembleia feita por Luan, a animação ficou por conta do grupo de cântico Divino Mestre.

Após a celebração da Santa Missa, houve uma apresentação em homenagem a Padre Zé feita pela banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino,  em seguida tivemos vista ao Museu Padre Zé.


Da Redação da PASCOM em 20 de setembro de 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

VISITA AO CRISTO REI E MISSA NA MATRIZ MARCAM ANIVERSÁRIO DE OITO ANOS DA MORTE DE PADRE ZÉ


Celebrações ocorreram nesta sexta-feira

Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - Foi ponto facultativo em Itaporanga nesta sexta-feira, 19, pelo aniversário de oito anos de morte do monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, o saudoso Padre Zé. Durante toda a manhã e tarde, a maior parte do comércio e alguns órgãos públicos funcionaram normalmente, mas as escolas das redes municipal e estadual, assim como a Universidade Aberta do Brasil (UAB), não abriram as portas no dia de hoje.

Pela manhã, alunos do Colégio Diocesano Dom João da Mata, educandário construído por Padre Zé e uma de suas principais obras, subiram à Serra do Recanto e visitaram o mausoléu onde estão sepultados os restos mortais do religioso, que fica abaixo da estátua do Cristo Rei, outra obra dele. À noite, houve a celebração de uma missa na igreja matriz Nossa Senhora da Conceição pela alma do religioso.

Padre Zé faleceu em João Pessoa em 2006, aos 82 anos, vítima de câncer, e seu passamento deixou um vazio imenso no município. O cajazeirense, que chegou a Itaporanga no ano de 1955, foi uma das figuras mais importantes para o desenvolvimento local e regional, nos mais diversos setores, sobretudo no campo educacional.

Além do Colégio Diocesano Dom João da Mata e da estátua do Cristo Rei, Padre Zé criou a banda firlamônica Cônego Manoel Firmino; ampliou a igreja matriz; criou a Gráfica Vale do Piancó; e construiu a Casa do Menor São Domingos Sávio, entre outras obras e ações igualmente importantes. A atuação dele também foi significativa para a vinda da energia elétrica, do sinal de TV, da telefonia para a cidade, a construção do Hospital Distrital e o funcionamento do antigo Funrural.


PE. ZÉ 8 ANOS DE SAUDADES.

Registramos, com saudades, os 8 anos de falecimento do nosso querido Mons. José Sinfrônio de Assis, carinhosamente chamado de Pe. Zé. Pároco da Paróquia Nossa Senha da Conceição, e grande benfeitor do município de Itaporanga.

Natural de Cajazeiras, o Mons. José Sinfrônio de Assis Filho faleceu, aos 82 anos de idade, no Hospital da Unimed, em João Pessoa, no dia 19 de setembro de 2006.
Como vigário de Itaporanga por mais de cinqüenta anos teve uma vasta atuação principalmente na área educacional, onde fundou no dia 26 de maio de 1957 o Ginásio Diocesano de Misericórdia, hoje, Colégio Diocesano “Dom João da Mata”. No campo social também suas ações foram diversas, as quais podemos destacar: construção da estátua do Cristo Redentor, fundação da Banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino, Parque Gráfico Diocesano, entre outras ações sociais, sem contar em sua luta em favor do povo sofrido do Vale do Piancó e sertão paraibano como a criação da Casa do Menor São Domingos Sávio, entre tantas importantes ações.


24 DE MAIO: 90 ANOS DO NASCIMENTO DE PE. ZÉ SINFRÔNIO


O monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho (24/05/1924 – 19/09/2006) foi vigário de Itaporanga por mais de cinquenta anos, onde construiu diversos monumentos, como: O Colégio Diocesano, a estátua do Cristo Redentor, criou a Gráfica monsenhor José Sinfrônio, criou a Filarmônica Cônego Manoel Firmino, ampliou a Igreja Matriz, criou a Casa do menor São Domingos Sávio, conseguiu a energia elétrica e a telefonia para Itaporanga, conseguiu a abertura do Hospital Distrital, entre tantas importantes ações.

Quer saber mais quem foi esse Grande Homem, sacerdote querido amado pelo o povo de Itaporanga o nosso maior benfeitor?  seja você também músico da Banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino, faça parte, assim você o conhecerá e nos ajudará a manter viva a memória do nosso Fundador e Mestre Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho (Pe. Zé).


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Há três anos morria o monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, Um peregrino do Senhor em Itaporanga


Hoje completa exatos três anos que perdemos o maior benfeitor da cidade de Itaporanga. O Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho faleceu, aos 82 anos de idade, no Hospital da Unimed, em João Pessoa, onde se tratava de um câncer. Ao meio-dia daquele 19 de setembro de 2006, a cidade de Itaporanga parou aos saber da triste notícia através das badaladas dos sinos de todas as igrejas do município. O corpo do monsenhor foi velado, na noite do dia 19, na Central de Velórios São João Batista, na capital, onde recebeu as últimas homenagens dos filhos de Itaporanga que residem em João Pessoa, formando a maior colônia de uma cidade paraibana na capital. ainda na Central de Velório, recebeu as homenagens de diversas autoridades do estado, à exemplo do governador do estado, senadores, desembargadores, deputados, prefeitos, etc.

O monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho foi vigário de Itaporanga por mais de cinquenta anos, onde construiu diversos monumentos, como: O Colégio Diocesano, a estátua do Cristo Redentor, criou a Gráfica monsenhor José Sinfrônio, criou a Filarmônica Cônego Manoel Firmino, ampliou a Igreja Matriz, criou a Casa do menor São Domingos Sávio, conseguiu a energia elétrica e a telefonia para Itaporanga, conseguiu a abertura do Hospital Distrital, entre tantas importantes ações.

Abaixo, você confere imagens (publicadas na época pelo Jornal Gazeta do Vale) do velório e sepultamento do monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, em Itaporanga.


O corpo do monsenhor chegou à Itaporanga às 5h da manhã do dia 20, quando dezenas de veículos já o aguardavam na entrada da cidade, seguindo direto para o Colégio Diocesano ' Dom João da Mata', onde residia no seu primeiro andar, e por todo o dia foi velado por alunos, professores e direção. 


A direção do educandário, dias depois, foi confiada aos professores Petronila Neves (diretora), grande companheiro de longas lutas e anos do monsenhor, e Francisco Raimundo (vice-diretor), seu fiel escudeiro. 


Alunos do Colégio Diocesano, após velarem o corpo do monsenhor da madrugada até o anoitecer do dia 20, conduzem o corpo do monsenhor José Sinfrônio do educandário, onde ele residia no primeiro andar, para a Igreja Matriz N. S. da Conceição. 


Cortejo fúnebre, que saiu do Colégio Diocesano, ao chegar no final da tarde do dia 20 à Igreja Matriz onde pernoitou e recebeu durante toda a noite e madrugada as últimas homenagens da comunidade católica.


O caixão com o corpo do monsenhor ficou ao lado do altar durante a Missa campal realizada em frente a Igreja Matriz, antes do sepultamento. Isso, já no dia 21. 


Uma missa campal foi realizada em frente à Igreja Matriz N. S. da Conceição.


A missa campal de corpo presente foi celebrada em frente à Matriz, no terceiro dia de velório, antes do cortejo seguir rumo à Serra do Cantinho para o sepultamento embaixo da estátua do Cristo. A celebração foi presidida pelo Bispo de Cajazeiras Dom José Alonso, auxiliado pelo Bispo Dom Matias (na época bispo de Natal-RN), grande amigo do monsenhor, e pelo padre Deusimar Gomes, além de outros trinta padres de diversas paróquias. Todo clero da Diocese de Cajazeiras se fez presente. 


Policiais militares conduzindo o caixão em carro aberto. 


Caixão com o corpo do monsenhor José Sinfrônio, tendo em cima as bandeiras do Colégio Diocesano 'Dom João da Mata', construído por ele, e a do Município de Itaporanga.


Familiares do monsenhor José Sinfrônio, entre eles teatrólogo Eliézer Rolim (com microfone), diretor do longa-metragem "O Sonho de Inacim - O Aprendiz do Padre Rolim", sobrinho do monsenhor prestando suas últimas homenagens, aqui, já na Serra do Cantinho antes do caixão ser colocado no túmulo. O sepultamento ocorreu ao meio-dia do dia 21, após dois dias e meio de velório.


Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e a estátua do Cristo Redentor, construída pelo monsenhor, enlutadas.


Populares subindo a Serra do Cantinho, onde foi construída a estátua do Cristo Redentor (à 7 km da cidade), para prestar o seu último adeus ao monsenhor, que teve o seu corpo sepultado embaixo do pedestal da estátua do Cristo. 


Filarmônica Cônego Manoel Firmino, de luto, fazendo sua última homenagem em frente à Igreja do Rosário e à Matriz Nossa Senhora da Conceição, isso ao primeiro raio de sol no dia do sepultamento do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho.

Publicado na Internet em 19 de setembro de 2009

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Oito anos sem o nosso querido Padre Zé

O Criador contempla a Criatura
Era próximo ao meio-dia, os sonos dobravam e a população de Itaporanga, desconfiada, sem querer acreditar; confirmava a que jamais queriam ter certeza. Vitima de um câncer nos pulmões, morria em João Pessoa, o Inesquecível Padre Zé!

O itaporanguense nestes mais de cinquenta anos, aprendeu a admirar, muito até venerar aquele seminarista, recém saído do seminário de Cajazeiras e designado Pároco de Itaporanga, pela morte do Padre Firmino, em uma véspera de noite de São João.

O que pouca gente talvez saiba é que outro filho adotivo de nossa cidade, o também admirado Fernão Dias, mais conhecido como Seu Fernão, Homem impressionantemente inteligente, espírita por convicção, aui primeiro desembarcou, como que a preparar a vinda do padre, de quem gozou por toda vida uma estranha, para muitos, mais uma sólida amizade, apesar de religiões, à época, bastante antagônicas.

Poucos meses se passaram desde a chega de um, para avinda do outro, ambos muito fizeram pelo desenvolvimento da nossa comunidade e dela, em retribuição ganharam respeito e admiração, ambos nos deixaram, fatidicamente no mesmo ano; com poços meses de diferença, vitimadas pela mesma doença; Só que Fernão muito contribui para isso, pois fumou por longos anos enquanto Padre Zé nunca chegou a experimentar o gosto deste vício. Desígnios de Deus.

Exéquias de Padre Zé
O desenvolvimento de Itaporanga em muito deve as iniciativas desse Padre que não só se preocupava a pregar a palavra de Deus, queria ver seu rebanho bem. Para os que são ainda jovens vale lembra que entre outras obras, vale apenas citar a reforma e ampliação de uma das mais belas igrejas do Brasil, a nossa Igreja Matriz; foi ele o idealizador do hoje Colégio Diocesano Dom João da Mata, que além de educação, tem dado civismo e preparado para a vida, muita gerações de itaporanguenses; Criador e mantenedor por mais de quatro décadas, daquela que era a menina doa seus olhos, a Banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino, que durante esses quase cinquenta anos de existência, tem revelado ao Brasil e ao mundo, grandes talentos como é o caso de Radegundes e muitos outros.

Banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino
Foi o responsável pela criação da Sic-Vale, a segunda empresa de telefonia, quando há Paraíba só existiam duas empresas deste ramo, ela e a também extinta Telingra (Telecomunicações de Campina Grande); muito contribuiu para a instalação do INPS, atual INSS, criou a “Gráfica do Ginásio” ou a “Gráfica do Padre”, que além de impressos, tem formado mão de obra especializada e aquela que é considerada sua maior obra, a Estátua do Cristo Rei, que a época de sua inauguração era o terceiro maior monumento do país
.
É por essa e outras razões que partilho com aqueles a ideia de que hoje é mais do que merecido ser feriado em memória do seu nome, feriado este trocados pelo ponto facultativo, pelos nosso vereadores na legislatura de 2008 a 2012, a pedido do Clube de Diretora Legistas (CDL) local, que afirmava ter um feriado sobrando, em nosso calendário. 

Paulo Rainério Brasilino

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O fatídico 19 de setembro de 2006


José Sinfronio de Assis Filho, que ficou carinhosamente sendo chamado de Padre Zé, nasceu no dia 24 de maio de 1924, em Pombal -PB. Passou toda uma vida em Itaporanga, onde chegou no dia 03 de março dedos 1955, após quase um ano da morte do saudoso Cônego Manoel Firmino, Foi nomeado Pároco da Paróquia de N.S.Conceição em Itaporanga, então Bispo da Diocese Don Zacarias Rolim de Moura no dia 29 de janeiro de de 1955 e renomeado como Vigário Colado em 1958. A expressão Vigário Colado significava antes do Concílio Ecumênico Vaticano II, vigário que não sairia mais da Paróquia até a sua morte. A freguesia de Nossa Senhora da Conceição na época, era constituída da Matriz em Itaporanga, e das Capelas de Boa Ventura, Diamante, Bruscas, (hoje Curral Velho), Pedra do Fuma (hoje Pedra Branca), São José de Caiana e Timbaúba (atual Serra Grande), onde o Padre Zé passou a ser reverenciado e amado.

Em suas viagens pelas capelas, levava consigo um coroinha para ajudar as missas e estimular outras crianças a se desenvolverem na Fé Cristã e vez por outro, quando o Padre percebia que na Capela tinha um jovem que gostava de estudar e não tinha oportunidade, Padre levava para estudar na Escola Paroquial que ele fundara em Itaporanga em 04 de março de 1956.

Mesmo que o estudante não tivesse família para lhe hospedar na cidade, ele levava para morar na Casa Paroquial. Foi assim com Sebastião Bila de Timbaúba, foi assim com Antonio Alvino de Bruscas, foi assim com Sizenildo Abílio de Diamante, com Reginaldo Duarte de Boa Ventura, com Zé Ribeiro da Chatinha e tantos outros e diga-se de passagem hoje todos eles são excelentes profissionais.

Agora nosso Padre Zé faleceu e antes de sua morte pediu ao seu sobrinho Eliézer que lhe sepultassem aos pés do Cristo, certamente aquele local será um símbolo da fé religiosa de nossa gente e todos do Vale do Piancó. Ali serão alcançadas graças as mais diversas e sua beatificação um dia virá, apesar de ser um processo muito lento.

Em 1940, aos dezesseis anos entrou para o seminário para se ordenar aos 29 anos de idade e já aos 31, assumia a Paróquia de Itaporanga. Não era Padre de Congregação, era secular, mas parece que fez votos de pobreza com Deus e morreu pobre, não tinha se quer um bem material.


De sua chegada em Itaporanga até ontem quando morreu, portanto durante 51 anos, Padre Zé sempre foi um homem irrequieto, as vezes intempestivo, outras vezes mau entendido, mas sempre esteve procurando fazer alguma coisa. Fundaou a Cruzada Eucarística em 26 fe julho de 1956, com a participação de 12 crianças (06 meninos e 06 meninas), tendo como coordenadora a professora Maria Ivonete Vieira; seu primeiro lance em Itaporanga e que revolucionou a cidade, porque mobilizou toda Juventude e passou a dar uma formação cristã melhor aos jovens da época, estimulando-os aos estudos e à boa qualidade de vida já que nossa cidade na época não tinha muito a oferecer.

Criou a Escola Paroquial e com parcos recursos sustentava a mesma, já que a mensalidade dos alunos, mal dava para comprar o giz.
pela Escola Paroquial passaram grande nomes filhos de Itaporanga que não citarei aqui para não ser omisso com tantos. Em 1958, juntamente com Luis Guimarães, meteu na cabeça que a Igreja Matriz de Nassa Senhora da Conceição estava pequena e que ia ampliá-la pois pretendia fazer a festa do centenário de Paróquia em 1960 e que a Igreja seria insuficiente para seus planos. Fora a frente ele mexeu em tudo e fez este monumento que conhecemos.

Em 30 de Novembro 1959, Itaporanga teve um filho ordenado Padre, tratava-se de Padre José Nemy Fonseca e em 06 de Janeiro de 1960, com a Matriz em reforma, José Silvino da Fonseca (Zú) e Luis Guimarães pediram ao Padre Zé que a Primeira Missa de Nemy fosse celebrado na Matriz e assim foi feito.

“Nossa fé renova Itaporanga... das origens que vêm nos servir.... são cem anos, apenas servilha... de oração e de fé no porvir... Anciões, jovens de Itaporanga... de que ninguém foi escravo um só dia... mas juramos no seu centenário, ser escravos tão só de Maria.. etc”. Com esse hino, foi aberto a maior festa religiosa de todos os tempo, do Estado da Paraíba, em 11 de julho de 1960 e Itaporanga recebeu vários Bispos, dezenas de Padres e mais de uma centena de Seminaristas... êta saudade danada.

Neste mesmo dia, o Padre Zé criou o Ginásio Diocesano Dom João da Mata, reformou a Igreja de Boa Ventura e trouxe junto com Cláudio a Arruda a imagem do padroeiro daquela cidade que ainda hoje está lá. Reformou a Igreja de Diamante, criou teatro e tantas outras coisas. E um sonho, nasceu a idéia da estátua do Cristo, que é um verdadeiro monumento.

Nos últimos dias de sua vida, no leito do hospital, Padre Zé num esforço sobre humano e lutando contra a doença, revelou ao seu sobrinho Eliézer o seu verdadeiro amor por Itaporanga e pediu para ser sepultado aos pés da Estatua do Cristo Rei. Pediu também que lhe levassem a Itaporanga, pois queria morrer lá e quando providenciavam sua transferência para atender seu pedido, ele faleceu.

Aos 19 dias do mês de setembro do ano de 2006 da era cristã, abro o Portal do vale, onde este jovem de 50 anos, Paulo Rainério vem dando um banho de jornalismo e lá está o anuncio da morte do Padre Zé. Padre Zé sempre disse que sua vocação era "amar e fazer amar a Deus e a Maria Sua Mãe".

Descanse em paz! Mas que dá uma saudade danada falar em suas coisa, também é verdade, porque elas nos transporta para a infância e adolescencia. Adeus Padre.

sexta-feira, 30 de setembro de 2006

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Posse de Padre José Sinfrônio de Assis Filho (Padre Zé) e a preparação do 1º centenário da Paróquia


1- Transferências de párocos
  
Cônego Luiz Gualberto
No dia 29 de janeiro de1955 o Sr. Bispo Diocesano Dom Zacarrias Rolim de Moura nomeou reitor do seminário o pároco de misericórdia, Padre Luiz Gualberto. Vaga a paróquia, o Sr. Bispo preencheu com o reverendíssimo Padre José Sinfrônio de Assis Filho que exercia as funções de chanceler da cúria diocesana.
  
2- Posse de padre José Sinfrônio
Sua posse foi o dia 04 de março de1955, um dia depois de sua chegada a cidade de Itaporanga. Foi designado pelo bispo Dom Zacarias Rolim de Moura. A solenidade contou com a participação de padre Luiz Laíres da Nóbrega (pároco da cidade de Piancó), o qual foi delegado para dar-lhe a posse.





Padre Luiz Laíres
Era a 1ª sexta-feira do mês de março e a igreja estava cheia de fieis, apesar de não se fazer presente nenhuma autoridade local. O primeiro contato que padre José Sinfrônio teve com os movimentos e pastorais foi com o Apostolado da Oração, que ele disse ser, na época, a principal associação da paróquia. Ao tempo existia somente: Apostolado da Oração, Pia União, Ordem 3ª de São Francisco, Liga de Santa Terezinha, Irmandade de São Vicente de Paulo e Obra das Vocações Sacerdotais.

3- Situação em que encontrou a paróquia
Encontrou aqui muita pobreza, jovens sem nenhuma formação e a igreja muito pobre, sem nenhum paramento.

4- Catequese
Logo que chegou a esta paróquia fez uma reunião com as moças da cidade, entre elas jovens professoras, com a finalidade de organizar a catequese em toda a paróquia e quinzenalmente aconteciam reuniões para a formação dos catequistas.

Foram formados seis centros catequéticos: Santa Maria Gorete, Santo Antônio, São Tarcisio, Santa Inês, São Luiz Gonzaga e Santa Terezinha. O movimento catequético começou entusiasmado e no mês de maio as catequistas promoveram a páscoa das crianças, que contou com a participação de 1.000 crianças na Santa Missa, onde 400 comungaram.

5- Trabalhos de ampliação da nova matriz
Numa segunda-feira, 1º de agosto de 1955, contando como sempre com a boa vontade e entusiasmo do povo de Deus e com vistas ao 1º Centenário da paróquia, padre José iniciou as trabalhos de ampliação da nova matriz para que, neste templo, todo o povo católico pudesse entoar um hino de louvor e agradecimento ao Pai Onipotente por tudo quanto Ele tem atribuído ao nosso favor.

Novo Altar da Igreja Matriz
Entre os inúmeros serviços ali efetuados mencionamos: a) aumento da matriz em 16 metros para trás; b) nova limpeza; c) novo coro e altar mor feito sob a perícia do mestre Antônio Israel; d) os janelões, que eram de madeira, foram aumentados e substituídos por vitrais doados por famílias desta cidade.

Todo o seu forro foi feito de cimento armado e o seu telhado, que era de material comum, foi devidamente substituído por telhas francesas, doadas pelas crianças da cidade, as quais realizaram uma campanha para
este fim. Salientamos, ainda, que o ferro do forro da nave esquerda foi doado pelos professores desta cidade.

Adquiriu-se nova bancada, confeccionado 40 bancos pelo preço de Cr$ 10.000,00 cada um. Os capitéis colocados no alto das colunas foram confeccionadas por mestres trazidos do Recife - PE.

Colorido da Capela-mor
O admirável colorido da capela-mor foi executado pelo casal Makk, artistas estrangeiros, ele húngaro e ela africana, os quais fizeram bastantes pinturas pelo Brasil, onde destacamos o Teatro e a Catedral de Manaus e, ainda, o Palácio do Governo da capital do Pará, Belém.

Casal Makk
O prefeito municipal da época, Dr. Francisco Clementino de Carvalho contribuiu com a importância de Cr$ 50.000,00. “Nenhum outro marco poderia perpetuar este acontecimento do que artisticamente preparar a Templo do Senhor”, disse Padre José acerca da ampliação da matriz para as comemorações do centenário da paróquia. 

O projeto de ampliação foi arquitetado pelo próprio padre José Sinfrônio que expôs a apreciação de outros sacerdotes entendidos em arte sacra. Então, a planta do projeto de ampliação da nossa matriz foi aprovada pela cúria diocesana.

6- Ano de 1956: Fundação da Escola São Domingos Sávio
Devido à quantidade de estabelecimentos de ensino da cidade ser pouco e deficiente e o número de alunos muito grande, padre Zé conseguiu junto ao Governo do Estado a instalação de uma escola (Santo Antônio) na Rua Santo Antônio, centro, desta cidade e criou também no dia 04 de março de 1956 a Escola Paroquial São Domingos Sávio que contava com 08 alunos e tinha como professora Maria Nazaré Lau.

7- Fundação da Cruzada Eucarística Infantil (CEI)
Foi fundada em 29 de junho de 1956 com a participação de 12 crianças (06 meninos e 06 meninas), tendo como coordenadora a professora Maria Ivonete Vieira. Na oportunidade, Padre Zé disse “o futuro de um povo e de uma família está na formação de seus filhos”.

8- A paróquia assume a responsabilidade dos trabalhos do Hospital Regional
O Hospital Regional de Itaporanga foi iniciado pelo prefeito Dr. Praxedes Pitanga por volta do ano de1945. Mais tarde, o Dr. João Franco da Costa entregou-se de corpo e alma aos trabalhos de construção do hospital, que estava parada há anos e, justamente com o Dr. Balduíno de Carvalho, convidou Padre José Sinfrônio para assumir a direção dos trabalhos, tendo por tesoureiro o Sr. Sebastião Rodrigues, escolhido pelo próprio Padre Zé. Nosso pároco permaneceu a frente dos trabalhos até o dia 20 de abril de 1959. 


9- reunião do pároco com as autoridades locais

No dia 05 de setembro foi realizada uma reunião na casa paroquial com as principais autoridades para tentar melhorar a vida moral da cidade. Um dos pontos mais visados foi o afastamento do meretrício do centro da cidade, chegando-se a conclusão que o prefeito Abrão de Sousa Diniz faria casas em outra zona para localizá-lo.

10- Festa da padroeira

No dia 28 de novembro foi realizada a cerimônia de hasteamento da bandeira, antes, porém, foi realizada uma pequena procissão com lâmpadas a álcool, isto por motivo da falta de iluminação, que fez com que a festa deste não perdesse muito seu encanto.

O novenário foi muito desanimado e a Igreja não foi bem frequentada durante estes dias. No dia da festa houve na Avenida Getúlio Vargas o encerramento do pastoril que tinha por organizadora a professora Francinete Soares.

11- Ano de 1958
Neste ano tiveram início os preparativos para as comemorações do centenário da Paróquia. No sermão da missa do ano novo, falou-se claramente a respeito disto.

No mês de junho teve início a visita pastoral com o intuito de despertar as consciências para o sentido de gratidão a Nosso Senhor. “Esta gratidão que não deve ser somente de palavras, nem de simples atos, mas, sobretudo pela renovação de uma verdadeira vida cristã”. Este foi o pensamento predominante durante todo o tempo de preparação para o centenário, segundo as palavras de Padre Zé.

12- Março de 1958
Estamos por este tempo vivenciando uma das etapas mais difíceis do nosso paroquiato. A seca está declarada. O povo invade a cidade. Por esta época estava iniciado os trabalhos do saneamento.

Neste dia, quase a força foram empregados 1.200 homens, sem ter o que fazer. Grande parte já se retira procurando o sul do país e  principalmente Brasília. Toda semana um ou dois caminhões partem.

Juscelino Kubitschek
Apelou-se para o Presidente da República Juscelino Kubitschek, ao qual por iniciativa do Padre Zé, foi remetido um telegrama narrando a situação e pedindo uma solução, que de boa mente atendeu nosso telegrama assinado pelas principais autoridades do lugar. Conforme resposta, dentro de curto prazo a nossa população estaria socorrida.

Memorando ao Presidente da República: “Ao Presidente da República, o Exmº Sr. Juscelino Kubitschek de Oliveira enviado de um memorando, por esta paróquia, por intermédio do Bispo Diocesano D. Zacarias Rolim de Moura”.

Dom Zacarias Rolim
A data deste documento é do dia 1º de julho e o conteúdo do mesmo é um pedido ao Sr. Presidente, a fim de que se faça a extensão da rede elétrica de Coremas e esta cidade o quanto antes.

A razão porque assim se fez este documento foi pela angústia em que se vivia sem energia e ainda mais por se aproximar o centenário. (padre Zé).

13- Histórico do brasão do centenário da paróquia
Nos preparativos para a celebração do 1º centenário da Paróquia a comissão responsável pela festa dos 100 anos de história decidiu criar o seu brasão oficial, a fim de que ficasse na memória do povo a data de criação da paróquia, 11 de julho de1860.

As Irmãs Dorotéias do Colégio Nossa Senhora de Lourdes de Cajazeiras - PB, sob a orientação da superior Madre Guerra, apresentaram o projeto do brasão que foi aprovado e oficializado pela comissão e pelo Vigário.

No escudo existe um campo dominado pela cor azul, símbolo do nosso firmamento e do manto da Santa Mãe de Deus. Em baixo do escudo, vemos a figura de montes, simbolizando as terras de Itaporanga. Em cima destes montes surge um lírio, símbolo de Nossa Senhora da Conceição que gerou o seu Santíssimo Filho como vemos representado no “PX” colocado sobre o lírio, surgindo sobre as terras de Itaporanga com o título de padroeira da nova paróquia da Diocese de Cajazeiras - PB.

14- Festa da Padroeira
A Missa da festa foi celebrada na nova matriz, onde os trabalhos já estavam bem adiantados. Alguns vitrais já estavam colocados para admiração de todos. Foram os vitrais doados por Emídio Alves, outro pelas mães da paróquia e outro pelo Monsenhor Gomes.

15- Dia da entrada do ano jubilar: 11 de julho de 1959
Este dia foi ardentemente esperado pelo povo e por ser um dia de sábado a igreja ficou lotada com a presença do povo. Foi neste dia que pela primeira vez ouviu-se o hino do Centenário cantado por um grupo de jovens. No sermão desta celebração, Padre José falou que um dia nesta terra de Misericórdia foi fincada uma cruz e foi feito um altar para agradecer uma grande graça a Deus, a criação da Paróquia. 

16- Visita de Nossa Senhora aos lares de Itaporanga
No mês de julho teve início à visita de Nossa senhora aos lares, como parte das comemorações do ano jubilar. Partida da imagem da igreja matriz foi em 20 lares e o primeiro lar foi o do Sr. Abrão de Sousa Diniz. Em todas as casas era rezada a oração do centenário e o esposo ou a esposa rezava um mistério do terço pela conversão dos pecadores da paróquia. A finalidade desta visita não teve nenhum fim econômico, tanto é assim que não se recebeu nenhuma oferta. A única finalidade era levar aos lares a imagem de Nossa Senhora.  

17- Ano de 1960

Desde a entrada do ano o único pensamento existente entre todas as classes era o centenário da paróquia. Havia entre o povo grande expectativa a respeito das festas centenárias.

18- reunião para decidir o programa do centenário

No dia 10 de abril de 1960, pelas 20 horas, realizou-se na igreja matriz uma reunião com as presenças de diversos homens do comércio, autoridades, senhoras da sociedade e o povo em geral. Nesta reunião chegou-se a conclusão que seria impossível realizar as festividades no dia 11 de julho, então ficou decidido que as comemorações ficariam adiadas para a festa da padroeira em 08 de dezembro. Pela passagem do dia 11 de julho apenas se faria uma pequena comemoração.

19- Maio de 1960
Por este tempo já estava nas das etapas finais dos serviços da matriz que foram o piso e o altar-mor. Todos os meios de angariar donativos foram lançados no intuito de terminar todos os trabalhos no tempo das comemorações centenárias.

20- Missões de Frei Damião
Do dia 1º a 7 de julho, na sede, tiveram início as missões de frei Damião acompanhado do Frei Fernando. Foram dias de intenso movimento, bastando dizer que em sete dias foram distribuídas 14.000 comunhões. Muitas pessoas que estavam afastadas da Mesa Eucarística aproveitaram a oportunidade para aproximar-se. No fim destes dias de missões foi feita uma preparação para a comemoração do dia 11 de julho.

21- 100 anos de Paróquia: dia 11 de julho de 1960
Foi organizada a seguinte programação para celebrar os 100 anos da Paróquia:
a)      Às 05 horas da manhã, salva de 21 tiros;
b)      Repicar festivo dos sinos;
c)      Uma crônica, intitulada Desperta Paróquia Centenária lida na amplificadora local;
d)      Às 06 horas, Missa pelos fiéis falecidos da Paróquia nos100 anos;
e)      Às 09h30, Missa celebrada pelo Reverendíssimo Pe. Luis Gualberto em ação de graças;
f)        Às 14h30, foi lançada a pedra fundamental do Ginásio Diocesano (atual Colégio Diocesano Dom João da Mata), onde fizeram uso da palavra Padre Zé, o Padre Luis Gualberto, o acadêmico Paulo Soares e o representante do prefeito em exercício Francisco Chagas Soares;



g)      Às 16h, houve um pequeno desfile pelas principais ruas da cidade que terminou em frente à Igreja Matriz às 18h, onde foi rezado o Angelus,com o canto da Ave Maria por Evanina Chaves. Logo depois, pronunciaram-se o Dr. Francisco Neves Brasileiro e a Drª. Pulqueria Pinto. Em seguida, houve a coroação da imagem de Nossa Senhora.

22- Chegada da imagem de Nossa Senhora a Itaporanga
A imagem começou a peregrinação às capelas no dia 11 de outubro. E no dia 21 de novembro, por volta das 17h, foi recebida festivamente por uma multidão incalculável que se concentrou na entrada da cidade. A imagem vinha da capela do Exu. Ao chegar à cidade, os sinos repicaram e o povo, espalhado por toda a Avenida Getúlio Vargas, aclamava a Rainha dos Céus.

23- Mensagem do Núncio Apostólico
Com muita alegria a paróquia recebeu uma homenagem do Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi por ocasião do centenário.

Fonte: Livro Tombo da Paróquia.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More