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Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Morreu em João Pessoa, Dona Toinha Barros, esposa do ex-vice-prefeito de Itaporanga José Barros


Faleceu às 15h deste domingo (29), em João Pessoa, onde residia, Dona Antônia Henriques Barros - Matriarca da Família Barros, tradicional família no Vale do Piancó.

Dona 'Toinha Barros' contava com 92 anos de idade, deixando viúvo seu José Barros, ex-vice-prefeito de Itaporanga [por duas oportunidades], que conta com 93 anos de idade.

(Toinha ao lado do esposo)

Da união de mais de 70 anos de casamento, eles tiveram uma prole de 10 filhos, dentre os quais a pediatra Magna, o neurologista Erasmo (dos mais destacados profissionais da PB), o meteorologista Eládio, o professor Damião, além de Zeca, Mª da Penha, Mª de Lourdes, Carminha, Assis, Francisca.

Nascida no Sítio Socorro, município de Diamante, Dona 'Toinha Barros' foi um exemplo de mulher, guerreira, lutadora, de fibra, que enfrentou as dificuldades de uma época, ao lado do marido, conseguindo criar, educar e orientar na vida, com muito carinho e amor, seus filhos, hoje baseados em gerações fortificadas em alicerces oriundo dessas que são uma das reservas morais da região.

O velório acontece desde o final da tarde na Central de Velórios Morada da Paz, localizada na Pedro II, na Capital, e o sepultamento está marcado para as 16h desta segunda (30) no cemitério Senhor da Boa Sentença.

Enlutada, a família [filhos, netos e bisnetos] agradece à todos nesse momento de solidariedade e fé cristã.

Rpscom

quinta-feira, 12 de março de 2015

Os últimos defensores de uma tradição genuinamente nossa

A Cantoria resiste às transformações culturais da sociedade sertaneja 

Por Sousa Neto/Folha do Vale - Final da noite dessa sexta-feira, 2: no Bar de Tota, no centro de Itaporanga, os poetas repentistas J. Sousa e Nelma da Silva enchem a rua vazia de versos feitos na hora e amarram boas rimas embalados pelos acordes das violas, mas prendem poucos expectadores.

Ignorada pelos livros didáticos, relegada pela mídia comercial e esquecida até pela escola, a Cantoria agoniza, apesar de genuinamente paraibana e uma das mais ricas expressões poéticas do interior nordestino.

Nascida possivelmente na Serra de Teixeira, no final do século 19, a Cantoria foi, durante muitas décadas, o maior evento artístico da sociedade rural sertaneja, e também conquistou a cidade, atraindo gente e revelando valores como Pinto de Monteiro e tantos outros, mas perdeu força com o processo de urbanização, a chegada da TV, do vídeo e do disco.

Hoje há poucos cantadores, e o público da Cantoria é também cada vez menor, mas seus atores e defensores não se rendem: alimentam com suas rimas a tradição cultural que de tanto brilho poético povoou as noites dos nossos antepassados.

Lucy emociona a Orla de João Pessoa


Lucy Alves Finalista do "The Voice Brasil 2013" emociona e arrebenta com suas voz e simpatia na Orla de João Pessoa. E afirma que ser paraibana é uma honra. Vamos mostrar para o Brasil que Lucy Alves merecia ser CAMPEÃ. Lucy a MELHOR!!!


Publicado em 3 de fev de 2014
Gentilmente, antes de seu show na Festa da Luz 2014, em Guarabira, a cantora Lucy Alves aceitou nos conceder uma entrevista exclusiva. Ela fala o que mudou em sua vida após participar do Programa The Voice Brasil, da TV Globo; sobre a influência do músico Carlinhos Brown em sua carreira como artista; sobre o contrato com a Gravadora Universal; o repertório do seu primeiro CD; como fica o Grupo Clã Brasil; da turnê que está fazendo pelo Brasil com finalistas do The Voice; e termina fazendo referência a Sivuca, Dominguinhos e 'família'.


Cobertura do Show de Lucy Alves no Busto de Tamandaré em João Pessoa
Gravado por: Bk Produções.

Conheça os novos conselheiros: Idelmarcos Alventino Frade


Idelmarcos Alventino Frade, mais conhecido como Marquinhos, nasceu em Itaporanga no dia 04 de novembro de 1978, sendo filho de Maria do Socorro Alventino e Rosalvo Cirilo Frade. Sua infância de menino pobre foi compartilhada com os amigos e contemporâneos, no Alto do Ginásio.

Foi aluno do "Ginásio de Padre Zé", o Colégio Diocesano Dom João da Mata e como aconteceu com vários outros alunos daquela escola, Marquinhos teve sua passagem pela Filarmônica Cônego Manoel Firmino, o que continuou fazendo (música) quando foi estudar na Escola Técnica Federal da Paraíba, em João Pessoa.


Quando de sua permanência na capital do estado, Marquinhos participou da Seleção Paraibana de Vôlei e aqui em nossa cidade faz parte de um projeto elaborado com seu irmão Ivandeilton, que trabalha com mais de duzentas crianças que, levadas a prática do esporte, são distanciada das ruas e das drogas.

Casado, e muito bem casado (fez até uma declaração de amor ao vivo, em seus agradecimentos em uma rádio local), com Alcinete, eles tem um filhinho de quatro anos chamado Felipe.


O Conselheiro Idelmarcos (ele ficou na suplência mas assumiu por dois anos), consegui nesta eleição, mais um mandato no conselho e ficou com o primeiro lugar obtendo um total de 495 votos.

Apresentados os Conselheiros, o Portal do Vale deseja que todos exerçam sua função com dedicação e amor, fazendo com que a nossa sociedade possa ser melhor e que sirva de exemplo para as cidades vizinhas. E, deixar claro que podem contar sempre conosco, quando preciso for, em todos os trabalhos e atividades do Conselho.


Outros Conselheiros: 
Conheça os novos conselheiros: Sinelândia Sousa Silva

Conheça os novos conselheiros: Ubiracy Sinfrônio Pita

Conheça os novos conselheiros: Etania Deocleciano

Conheça os novos conselheiros: Maiane Pereira

Publicado em outubro de 2011 / www.portaldovale.net

quarta-feira, 11 de março de 2015

Dono de veículo faz denúncia no Ministério Público contra licitação de transporte escolar em Itaporanga

Ele apontou irregularidades no certame

A licitação ocorreu na modalidade Tomada de Preços, e vários participantes compareceram à Sala de Licitação da Prefeitura, incluindo o denunciante, para disputarem os trechos previstos no certame, o que eles chamam de linhas. Mas, segundo o denunciante, o presidente da Comissão Permanente de Licitação, Charles Corsino, não o deixou participar da licitação sob o argumento de que o proprietário não teria preenchido e entregue um cadastro três dias úteis antes do processo.

O denunciante afirmou que “não preenchi e nem entreguei o cadastro porque não está previsto no edital (número 008/2015)”. Inclusive, continua o proprietário, “desafiei o presidente da comissão, no decorrer da licitação, a me mostrar esse item, mas, depois de muito tempo procurando no edital, ele não encontrou, mesmo assim me manteve fora da concorrência”. O denunciante revela que “os demais participantes também não sabiam do cadastro, só que, estranhamente, o deles foi feito na própria Prefeitura e no mesmo momento da licitação”.

Para o proprietário, “a exigência de cadastro de última hora, por não constar no edital, foi uma forma inventada para, não sei o motivo, me excluir do processo, até porque, se os outros participantes se cadastraram no momento da licitação, ele poderia ter me dado o direito de também fazer o cadastro”.

O denunciante acredita que houve favorecimentos no processo licitatório. “Tanto é que existe proprietário que já tem carro na linha e não participou da licitação, muito menos mandou procurador, porque já sabia que a sua vaga estava garantida”. O proprietário disse que seu carro é uma Van Ducato, que preenche todos os requisitos exigidos pelo Ministério Público para o transporte seguro de crianças, diferentemente, segundo ele, de alguns veículos que rodam pela Prefeitura e não oferecem a mínima segurança, colocando em risco a vida dos estudantes.

O denunciante não tem dúvidas que a licitação foi totalmente irregular, a começar, segundo ele, pela própria Comissão Permanente de Licitação, órgão vinculado à Prefeitura e responsável pelo processo. Estranhamente, segundo ele, o certame não contou com nenhum membro da comissão a não ser o próprio presidente. “O presidente alegou que os outros membros da comissão não puderam participar, mesmo assim ele resolveu, irregularmente, começar e terminar a licitação sozinho", lamentou.

No entanto, o principal agravante revelado pelo denunciante, que, embora tenha tido o seu direito negado de participar da licitação, mas ficou até o fim do processo, foi a decisão do presidente da comissão de não abrir os envelopes com as propostas para saber quem foram os vencedores do certame, conforme prevê a Lei 8.666/93 (Lei de Licitações). E o pior, enfatiza o proprietário, “o presidente saiu da sala com todos os envelopes para análise interna da Prefeitura e uma posterior divulgação no site oficial com os nomes dos vencedores". "Já participei de várias licitaçoes e nunca vi uma coisa tão absurda como esta, ferindo o que todo processo licitatório tem de mais sagrado: a transparência", enfatizou.

Denúncia no Ministério Público e Mandado de Segurança – Nessa terça-feira, 10, o proprietário de veículo escolar procurou o Ministério Público e denunciou a suposta fraude, que está sendo apurada pela Promotoria local. Ele também entrará com um Mandado de Segurança na Justiça, ainda esta semana, para que a licitação seja anulada e tenha o direito de participar de um novo certame. “Todo mundo, desde que preencha o edital, tem direito de participar de licitação, agrade ou não ao gestor de plantão, por isso estou buscando o meu direito”, enfatizou.

Fraudes em processos licitatórios são crimes historicamente cometidos pelas Prefeituras regionais, e é um dos motivos principais que levam o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a reprovar a prestação contábil dos gestores. Em relação à Prefeitura de Itaporanga, os vereadores que fazem oposição à gestão municipal lutam para aprovar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar supostas irregularidades cometidas pela atual gestão, inclusive decorrentes de processos licitatórios.

É importante lembrar que licitação fraudulenta também pode levar à cassação do mandato de gestores por improbidade administrativa. No caso denunciado, a Folha está à disposição da comissão licitatória para prestar esclarecimentos sobre o fato.

Folha do Vale em 11-03-2015

O Gestor e o Meio Ambiente

O prefeito da cidade de Itaporanga, apesar de estar em recuperação de sua saude, continua preocupado com a questão ambiental de nossa cidade. Nesse dia 13 de maio, através de ligação telefônica, ele pediu que elaborássemos um plano de gerenciamento do Matadouro Público, um outro para o Gerenciamento da Feira Livre e um terceiro para o lixão da cidade. Vale salientar que já tramita no Ministério do Meio Ambiente outros expedientes nesse sentido e assim Itaporanga sai na frente dos outros municipios da paraiba na questão ambiental.

Parabenizo o Prefeito Antônio Porcino e continuo afirmando que não acredito no desenvolvimento sustentável de um município sem passar por esses pontos que estão na mente do nosso gestor.

Matadouro, sem politica de meio ambiente é coisa impossível; Feira Livre, sem Meio Ambiente é pura balela e falácia; Lixão Controlado sem politica ambiental é coisa do passado.

Por tudo isto, acho que os segmentos da sociedade de Itaporanga, deveriam se reunir com pessoas ligadas a esses assuntos, para em seguida fazer qualquer tipo de critica ao seu gestor.

Mural do itaporanga.net em 15/05/2008

Porcino diz que a não instalação da CPI foi uma vergonha e confirma pré-candidatura

Ex-prefeito voltou a defender união das oposições para o pleito do próximo ano 

Por Redação/Folha do Vale - O sindicalista e ex-prefeito de Itaporanga, Antônio Porcino (PMDB - foto), classificou como uma vergonha a decisão da maioria dos vereadores locais de rejeitar a proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostos problemas na gestão da saúde municipal. A matéria foi ao plenário no dia 26 de novembro e terminou derrotada por cinco votos a quatro.

“Com a não aprovação da CPI, eles perderam a oportunidade de botar a saúde em pratos limpos, mas infelizmente não foi dessa vez”, disse Porcino em contato com a Folha (www.folhadovali.com.br) na manhã desta segunda-feira, 5. Ao lamentar que os aliados de Djaci Brasileiro (PSDB) tenham livrado o prefeito de uma investigação, o sindicalista afirmou que "não vou permitir que eles agora se voltem contra a gestão passada na tentativa de encobrir os defeitos do governo atual; isso é falta de caráter". 

Sobre a sucessão municipal, o ex-prefeito, que está em Itaporanga há dois dias, mas retorna esta semana para São Paulo, disse que continua firme no propósito de disputar a Prefeitura no próximo ano e que está buscando entendimentos com outras figuras da oposição, principalmente o ex-vereador Audiberg Alves (PTB).

“Não tem outro jeito a não ser eu partir para a disputa, porque sou o único capaz de enfrentar e vencer esse prefeito que está aí”, enfatizou Antônio Porcino, que ultimamente tem percorrido as cidades brasileiras que vão sediar a copa do mundo, preparando e qualificando os frentistas, categoria que representa, para receber os turistas estrangeiros durante o campeonato mundial de 2014.

Publicado em outubro de 2011

Polícia deverá ser requisitada para sessão da Câmara de Itaporanga que vai votar CEI

Vereadores vão votar pedido de investigação na noite desta quinta-feira

Por Redação da Folha – O pedido de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que equivale a uma CPI, para investigar supostas irregularidades na atual gestão municipal, será votado na sessão da noite desta quinta-feira, 12, da Câmara de Itaporanga.

O pedido de investigação foi assinado e protocolado por quatro vereadores da oposição, mas a informação é que um deles já teria retirado sua assinatura da proposta e poderá se posicionar contra a CEI. Com isso, o bloco oposicionista será minoria no plenário, mas poderá contar com o presidente da casa, que já se posicionou favorável à investigação, na hipótese do voto de minerva.

Prevendo o acirramento dos ânimos entre oposição e situação, o presidente da Câmara, Neném de Adaílton, deverá requisitar a presença da Polícia Militar no recinto legislativo para garantir a ordem e a segurança da reunião, que também deverá receber um grande número de pessoas. A preocupação do presidente é evitar atos de violência, como o ocorrido recentemente no parlamento, onde um vereador tentou agredir fisicamente um colega.

Publicado em 11-03-2015

Lucy Alves



Lucy Alves - Olhos nos olhos



Lucy Alves - Amor a perder de vista


Lucy Alves e Seu Jorge - Frevo Mulher

Câmara Municipal cobra providências para o problema da falta d’água

Todo mundo sabe que o liquido mais precioso que existe no planeta terra é a água. Sem ela não haverá vida na terra. Também é do conhecimento de todos o problema que a região nordeste enfrenta nos períodos de estiagem, esse é um problema antigo e também sem solução.

Na verdade essa solução não vem, porque infelizmente quem realmente deve se preocupar com a solução definitiva para assuntos como esses, está ocupado cuidando cada um de suas próprias prioridades. Na casa dessas autoridades não falta água; os banheiros não ficam sujos e as roupas e colarinhos estão sempre bem branquinhos, prova essa que não existe escassez.

Realidade bem diferente do que acontece em nosso município, pois infelizmente só com a conclusão da obra da adutora é que definitivamente o problema seria resolvido. Muito já foi falado a respeito,contudo os fatos contradizem a publicidade,entra governo e sai governo e a   solução definitiva para o problemático fornecimento de água da cidade na acontece.

A Câmara Municipal, através do Vereador Luiz Alberto Tolentino  se pronunciou no sentido de enviar oficio ao Gerente Regional da CAGEPA(Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) pedindo providência urgente.Já o Vereador Francisco Saulo da Silva, pediu que o senhor prefeito, Djaci Farias Brasileiro que é aliado do governador usasse toda influência possível para reativar as obras da adutora, já que a mesma  foi paralisada  já na atual gestão.

Infelizmente, retrocedemos no tempo, e, em plena era da informática, é comum se vê lata d’água na cabeça da maioria dos Itaporanguenses. A torneira que representa um avanço tecnológico perdeu sua utilidade, pois a mesma, infelizmente, não conduz o tão precioso liquido.

Diante dessa a realidade, que as autoridades competentes se posicionem no sentido de resolver definitivamente o problema. O  fato é que, com água ou sem água, a conta chega todos os meses em nossos lares.

Blog do vereador Saulo

Sepultada idosa que dedicou vida à educação de Itaporanga, e recebeu prisão como “recompensa”

Aos 81 anos e com problemas psiquiátricos, ela foi presa três vezes semanas antes de morrer

Por Redação da Folha – O cemitério de Itaporanga recebeu na manhã desta terça-feira, 10, o corpo da professora aposentada Ana Lopes da Silva, de 81 anos, que se dedicou tanto à educação local que esqueceu da própria vida: ela não casou nem teve filhos. De uma sala de aula cheia de alunos durante décadas, passou a sofrer com a solidão quando deixou o magistério.

Ela faleceu nessa segunda-feira, 9, em Campina Grande, onde estava em tratamento médico. Os últimos dias de vida da professora em Itaporanga não foram nada bons. Além dos graves problemas físicos, ela também sofria transtornos psiquiátricos, mas, sem tratamento nem a compreensão do meio social onde vivia, a idosa terminou se envolvendo em alguns problemas e sofreu três prisões semanas antes de falecer.

Duas das prisões ocorreram no começo do mês passado, quando a professora, que residia na Av. Getúlio Vargas, se desentendeu com a promotora de Justiça da comarca local por causa de um carro estacionado em frente da casa da idosa, que terminou desacatando a promotora por esta ter se negado a remover seu veículo. Presa por homens da Polícia Militar, ela foi encaminhada à delegacia, retornando para casa depois de assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência.

No dia seguinte, por ordem da Justiça, teve sua casa ocupada por policiais, que encontraram no interior do imóvel um revólver antigo, calibre 22, deixado pelo pai da idosa. Em função da posse da arma, Ana foi presa novamente e precisou pagar um salário mínimo de fiança para não ser recolhida à cadeia ou sofrer prisão domiciliar. Ela já havia sido presa uma primeira vez em função também de uma arma, foi mais um revólver herança da família. Transtornada, ela saiu com a arma para a calçada e terminou denunciada e presa.

A solidão, a depressão, os problemas físicos e emocionais e o constrangimento das prisões levaram ao agravamento do seu quadro clínico, e a professora não resistiu. O fim de uma mulher que ensinou muitas lições importantes ao longo da vida, mas não resistiu a um meio social tão cruel com idosos e doentes.

Publicado em 10-03-2015

terça-feira, 10 de março de 2015

VENTOS DA REVOLUÇÃO


Meu pai estava ultimando a construção de uma casa na vila, na Rua do Tostão, para onde iríamos nos transferir, apressadamente, que o tempo não era de espera. Por motivos políticos, a Paraíba rompera com o Governo da Federação, passando a compor, com Minas e o Rio G. do Sul, a Aliança Liberal. Esse gesto, impulsivo e temerário, dada a gritante disparidade de forças, afigurava-se, apenas, simbólico, mais de romântica altivez, que, de outra forma, não se poderia conceber afoiteza tamanha. Carecendo das mínimas condições e não medindo as consequências, ousou, em excesso, para um tão desigual enfrentamento. Nem, sequer, dispondo dos recursos essenciais para gerir as próprias necessidades, eis, que, de súbito e imprevidentemente, se via a braços com questões outras, maiores e gravíssimas, a exigir avultadas somas de seu já exaurido tesouro. E, com uma agravante. Sendo o único Estado de todo Norte/Nordeste a se rebelar, pusera-se, com isso, em situação mais incômoda e vexatória, ao não poder contar com seus tradicionais amigos vizinhos. 

Debatendo-se, assim, sozinha, no meio de fatores tão adversos, a pequenina Paraíba estava, de fato, entregue à própria sorte, e ansiando a salvação, por um milagre. . 
Nada disso pesou, no entanto, em sua heroica decisão. Mais faria, se preciso fosse, para salvar os brios de sua gente, E, sem titubear, aceitou, de bom grado, o desafio. 

Não obstante, pior que a repressão do Governo Central, negando-lhe créditos e liberação de verbas, e estrangulando-lhe os meios de abastecimento, com o bloqueio do Porto de Cabedelo e do sistema ferroviário, foi a surpreendente insurreição de José Pereira, homem de inegáveis predicados morais e de grande prestígio no sertão paraibano. Apoiado, ostensivamente, por Washington Luiz, João Suassuna e os Pessoa de Queiroz, afora as muitas amizades, nos Estados vizinhos, tornara-se desafiador o valoroso caudilho de Princesa. E, perspicaz, vira chegada a hora, mais do que oportuna, de tirar suas conhecidas “diferenças” com o Presidente João Pessoa, precisamente, quando mais flagrante era o desaparelhamento do corpo policial do Estado, e, bem reduzido, seu efetivo. Estava, pois, a bem dizer, como queria, espreitando, apenas, a ocasião, para se lançar numa aventura, de todo modo, arriscada, mas, calculada, e de cujo sucesso já não podia duvidar. E, no antegozo das vitórias, bem que lhe cairia à fruição de regalo maior, com que jamais sonhara: tirar-lhe, da Frente, o grande rival e único atrapalho à conquista do poder - João Pessoa. 

Se, deslumbrado, abriu as portas à ilusão, nunca se soube. Verdade é que, se o fez, avançou em demasia, já não lhe podendo escapar aos efeitos envolventes, seduzido, que estava, pela glória. E, ao sentir a brisa do triunfo perpassar, em doce embalo, para assomar-lhe, depois, à cabeça, avassaladora e, aí, se aninhar, já tinha o entendimento enfraquecido e, minada, toda a resistência. Aquiesceu, tão só, uma vez não ser o mesmo homem. E, sim, um outro, à vista das suposições, alterado e movendo-se, pelas circunstâncias. 

Contudo, não seria sem certa dose de razão que se pudesse dar ao devaneio. Em situação privilegiada, com as cartas nas mãos, que lhe custaria alimentá-lo, mormente, vendo-o tão perto e factível? 

Sem perder tempo, e às escondidas, como convinha, fez-se às armas, soltando suas hostes, pelo interior do Estado, numa ação rápida e coordenada, desarticulando e submetendo as forças legalistas. 

Apanhada, em descuido, a Paraíba curvou-se, momentaneamente, ao poderio do inimigo, e, por pouco, não se viu prisioneira de mãos sanguinárias. 
Essas derrotas iniciais caíram fundo, na opinião pública, comprometendo a capacidade defensiva do Governo. 

ExuItou de alegria o astucioso chefe rebelde; ao ver confirmados seus prognósticos. Mas, não ficou, aí. Vibração maior o aguardava, abrindo-lhe as portas da fama. Foi quando se viu alçado às manchetes, numa destacada projeção de sua figura provinciana, no cenário político nacional. Tornou-se assunto obrigatório, e, ficando tão conhecido, quanto temido, por certo tempo, virou mito. 

Porém, como se viu, sonhando alto, muito alto já subira, e, pelo pouco que tinha, muito, ainda, lhe faltava. Que se contentasse, pois, com a glória efêmera que tivera, porque a Paraíba tinha, a governá-la, homens de estirpe maior, e, a defender•lhe a honra, a bravura confirmada de um povo nascido e criado de sangue e com seiva de heróis! 
Dois fatores respondiam pelos insucessos das tropas do Governo, afora seu contingente reduzido e desmuniciado. Um, a precariedade dos serviços de comunicação; o outro, a ausência física da Autoridade do teatro das operações. O Comando Geral estava sediado em Nova Olinda, é verdade, mas o Poder Civil permanecia a cerca de 400 kms do centro geográfico dos combates, dificultando, sobremaneira, a eficácia das providências, e o mais que se impunha: o manejo rápido e flexível das tropas. 

A Mudança repentina


Na vila de Misericórdia, em dimensão menor, a situação espalhava, em tudo, o que se passava nas restantes localidades do Estado. Era o retrato fiel da incerteza, da confusão e do desconhecimento dos fatos. Tal circunstância deixava aquele aglomerado humano à mercê de boatos e de notícias as mais desencontradas e alarmantes. E uma delas circulou, como faísca, correndo célere, de boca em boca, anunciando o que tanto se temia, o cerco do povoado. Era iminente, dizia-se, questão de horas, talvez. Os revoltosos para lá se encaminhavam. 

Foi sob esse impacto, que se fez a mudança, por etapas, açodada e desordenadamente. Avistadas, ao longo da estrada, as primeiras levas de cangaceiros, (recebiam, também, esse nome meu pai, com os dois filhos maiores e o irmão Lucas, embrenhou-se, mato adentro, empurrado por minha mãe, dizendo-lhe nada temesse, quanto aos outros, que saberia safar-se das dificuldades. Não sei mesmo em que se fiou, para decisão tão arrojada. Felizmente, que tudo correu bem, sem ameaças A nossa integridade. Paravam, em nossa casa, apenas o necessário, para matar a sede devorante, seguindo caminho, depois. 

Lá, pelas tantas, quando menos esperávamos, estacionou, à porta de casa, um lindo Ford 29 preto, com a missão de nos levar para a rua. Viera a mando de meu padrinho de batismo, o farmacêutico Augusto Nunes, e conduzido pelo filho José Nunes e Luizinho, irmão de Dona Salomé Pedrosa. 

Minha mãe relutou, o quanto pode, em tornar assento no carro sem a sogra. Esta não queria ir conosco, pedindo tempo, para poder deixar a casa em ordem. Que fôssemos, na frente, que iria, depois. Minha mãe não concordava, pela delicadeza do momento. Todavia; ante a firmeza de sua decisão, não nos restou alternativa, e, mesmo a contra-gosto, tivemos de ,entrar no automóvel, que saiu adoidado, sacolejando em disparada, sem ao menos sentirmos os catabis, porque nossos corações pulavam mais.  

Alguns minutos, e estávamos em frente da nova residência. Só deu mesmo para subir o batente. Fechou-se o tempo, e uma saraivada de balas nos saudou, num gesto inusitado e nada amistoso de boas-vindas. Graças a Deus, que a casa era bem coberta e segura. Extendemo-nos, no chão limpo atijolado, minha mãe e eu, e assim ficamos, imóveis, com meu coração de cinco anos batendo fora de ritmo. Um dos piquetes de defesa, a vomitar fogo, por sobre nossas cabeças, ficava na torre da matriz velha, coisa de 150 metros de onde estávamos. 

Foi um tiroteio intenso, mas, de poucas horas, e sem vítimas fatais, graças ao aparecimento de um avião legalista que, de maneira singular, pôs fim à luta, sem que dele partisse um só tiro. Era a primeira vez que nos visitava, e sua simples presença foi o bastante para levar o medo e o pânico a todos, indistintamente, e de modo particular, aos sitiantes, por se acharem mais expostos, a descoberto. A debandada foi geral, de parte a parte, numa correria louca, a esmo, sem direções escolhidas, à procura de esconderijos, nas casas, nos matos e nos serrotes. Não fosse a ocorrência de algumas mortes, por colapso, causado pelo pavor, o episódio teria se revestido de pura comicidade, ao esvaziar-se o campo da luta. 

Maior, no entanto, que o medo da morte, que nos rondava, era a angústia pelo destino dos familiares. Meu pai, com meus irmãos, em lugar incerto, e minha avó, sozinha, retida na Favela. Estariam vivos, ou mortos? A incerteza nos torturava. Foi só ao amanhecer, com a chegada de meu pai, que o sofrimento minorou. Ao não encontrar a mãe conosco, volta, porém, em cima dos pés, em sua busca, esgueirando-se, pelo leito do rio. Achando-se, em paz, sossegou. Mas, não houve rogos que a convencessem a vir para nossa companhia. Entendendo que lá era seu lugar, ficou. 

A vinda do Dr. José Américo, Secretário de Segurança e Coordenador Geral da Campanha, para Piancó, onde instalou seu Comando, foi fator de suma importância na alteração do panorama bélico. Essa decisão, nas circunstâncias, foi de rara clarividência, pelo que dela resultou. Parece que sua avançada miopia exterior dera-lhe uma maior visão interior. De imediato, sua presença, entre outras vantagens, serviu para conter as funestas deserções, e dar moral, disciplina e alento às tropas. E José Pereira, que, até então, só experimentara o sabor delicioso das vitórias, começou a sorver o fel amargo das derrotas. Registraram-se os primeiros tremores, nos alicerces do “Território livre de Princesa”. Aos feitos menores de Misericórdia, S. Boaventura, Manguenza, Sítio e Cajueiro, vieram somar-se as contundentes derrotas de Tavares e Alagoa Nova, seus dois maiores redutos, depois de Princesa. Abateu-se o ânimo dos revoltosos, surgindo, aí, as primeiras fugas, como relata José Amrico, em O Ano do Nego. 

Estava, nesse pé, a situação, quando a catástrofe se deu. Assassinaram João Pessoa, no Recife, dentro da Confeitaria Glória, diziam as notícias. Seu autor, o bacharel João Duarte Dantas, O calendário marcava 26 de julho de 1930. 

A Paraíba contraiu-se de dor, e gemeu alto sua desdita. Não, não era possível. Foi tudo o que se ouviu, numa dolorosa obstinação em assimilar a realidade. 

O Que foi essa tragédia e o que a ela se seguiu não cabe em registro. 

Unicamente quem a viveu pode dar-lhe avaliação. Na história paraibana, e quiçá, brasileira, não se conhece comoção igual. Esse crime, extemporâneo e um tanto equivocado, sacudiu e convulsionou o Estado, de ponta a ponta, fazendo desaguar na alma coletiva todas as mágoas e frustrações que a dor não conseguira reprimir. Tocadas por: um frenesi, as pessoas foram se juntando, em grupo, aturdidas e desatinadas, engrossando, em multidões ameaçadoras, até caírem, depois, num desvairamento geral perigosíssimo, que transformou por completo, a fisionomia da pacata capital paraibana. Impossível descrever, então, as cenas horríveis que se verificaram, com o quebra-quebra, os incêndios e as depredações. Foi coisa nunca vista. Com a chegada do esquife, no dia 28, vindo do Recife, em trem especial, os ânimos serenaram, um pouco, com todos querendo ver o corpo inanimado de seu herói. Mas, a comoção atingiu, aí, seu paroxismo. Deixemos falar quem mais capacitado, por ter sido figura central dos sangrentos acontecimentos, e vivido toda a intensidade da tragédia - José Américo de Almeida, em seu livro já citado. 

“Quando o trem apitou, dando sinal de partida; o povo se deu ao desespero. Quem nunca viu uma multidão em peso, chorando, num choro alto, quem nunca assistiu na vida a um quadro semelhante, não pode, nem de longe, avaliar o que foi isso. Era um pranto enorme. E eu de cara limpa e uma agonia por dentro, sentindo o vácuo. 

Os músicos sopravam seus instrumentos e o que saia era um choro desafinado. 

Não estou exagerando. Tenho horror ao exagero. Cem anos que eu viva nunca me esquecerei dessa cena. Nunca vi tanta dor. 

Passado o pesadelo do adeus, com a ida do féretro, de navio, para o Rio de Janeiro, a Paraíba uniu-se, de todo, numa corrente de civismo, sem paralelo, em sua história, captado e condensado num hino de grande beleza e inspiração. Do litoral aos confins do sertão, não se cantava outra coisa: 

Lá do Norte um herói altaneiro 
Que da Pátria o amor conquistou 
Foi um vivo farol que ligeiro 
Acendeu e depois se apagou 

Estribilho 

João Pessoa, João Pessoa, 
Bravo filho do sertão 
Toda a Pátria espera um dia 
A tua ressurreição 
João Pessoa, João Pessoa 
O teu vulto varonil 
Vive ainda, vive ainda 
No coração do Brasil. 

Paraíba, ó rincão pequenino 
Como grande este homem te fez 
Hoje em ti cabe todo destino 
Todo orgulho da nossa altivez 

Estribilho 

João Pessoa, João Pessoa,... 
Como um cedro que tomba na mata 
Com um raio que em cheio o feriu 
Assim ele ante a fúria insensata 
De um feroz inimigo caiu. 

Estribilho 
João Pessoa, João Pessoa,... 

Depois disso, não havia como falar em vitória dos rebeldes. Só um louco o faria. Já respiravam derrota, sem que fossem guerreados. 

Contudo, sob proteção de contingentes do Exército, e não se atrevendo a por a cabeça de fora, o valoroso José Pereira homiziou-se em seu fortim de Princesa, com as forças remanescentes, na vã tentativa de esboçar uma resistência que já não convencia, por inútil. 

Usando de igual artimanha à do adversário - a surpresa - José Américo fez despachar 300 homens escolhidos, sob as ordens do capitão Emerson Benjamin, para o assédio final. 
Não esperava por essa o irrequieto chefe rebelde. 

Caindo, de chofre, sobre os amotinados, os legalistas subtraíram-Ihes o menor ensejo de reação, aniquilando-os, com o ataque fulminante. 

Perdida a última batalha, e a causa, com a vitória da Revolução, José Pereira fugiu, passando, segundo consta, a levar vida errante, por vários Estados, mas, cheio de dignidade, até sua morte natural. 

Quanto à Aliança Liberal, que vivia de adiar, continuamente, a data e à hora de pegar em armas, encontrou, de repente, no sacrifício de seu líder, aquilo de que tanto precisava, para sensibilizar e levantar as massas: a bandeira e a pólvora. 

A Grande Dor

De, aproximadamente, ano e meio foi nossa permanência no nº. 88 da Rua do Tostão, atualmente Prof. Alencar. Mais não foi possível. Um acontecimento, sumamente doloroso, de lá nos tirou. Ainda que, no fundo, toda morte acarreta, indistintamente, os mesmos efeitos - a dor e um vácuo que se não preenche - essa, para nós, deixou outras marcas, indefinidas, que o tempo não conseguiu apagar e nem alterava meu pai, que não era chegado a lágrimas, derramou-as, aí as primeiras e únicas. Minha mãe, essa ficou quase alucinada, prostrando-se, no meio da rua, não querendo volver ao lugar da sua desgraça. E, no que me toca, a julgar pelo que sinto, fiquei um tanto diferente, incompleto, ao ir-se com ele um pedaço de mim. Mais de meio século é passado, e nunca pude me refazer da perda. Na verdade, não era mesmo um de nós meu irmão José; no verdor de seus treze anos! 

Tangidos pela desventura, fomos parar, em fins desse ano fatídico, 1931, no nº. 80 da Rua do Limoeiro, (hoje, Avenida Getúlio Vargas, onde vivi, até os doze anos, numa total inconsciência do mundo que me cercava. Ignorando tudo, nada sabia da vida. Uma coisa só me importava, e muito, brincar e nada mais. Todavia, era ouvindo histórias de trancoso que me sentia, realmente, feliz, ao ser arrebatado a regiões longínquas, deixando-me inteiramente descompromissado com o mundo dos sentidos. E não vacilava, às vezes, ao seu pagamento, feito em pães doces, furtados de nossa própria padaria!

Do Livro Resgatando Dívidas

Câmara Municipal de Itaporanga convida a população para discutir LOA (Lei Orçamentária Anual), vigência 2012

A Constituição Federal de 1988 dispõe de uma seção específica sobre orçamento, em seus artigos 165 a 169, a qual deve ser amplamente estudada e compreendida.

A base para um bom entendimento sobre orçamento público, passa pela compreensão dos conceitos e características do PPA(plano plurianual), LDO(lei de diretrizes orçamentárias) e LOA(lei orçamentária anual).

O orçamento participativo terá como meta principal  reduzir desigualdades, segundo critério populacional.Ninguém melhor que a própria população para conhecer suas prioridades.

Com o intuito de tirar do papel e tornar o assunto verdadeiramente discutido entre as Classes e Entidades a Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal De Itaporanga,convida a população em geral para participar das reuniões para analise e discussão do Projeto  de Lei Orçamentária para  vigência de 2012.

As reuniões aconteceram sempre na sede própria da Câmara Municipal de Itaporanga a partir das 20 hs.

Calendário de Reuniões

CDL – 30/09/2011
CONFIM-(Comunidades rurais) – 06/10/2011
Maçonaria – 07/10/2011
Igrejas Católicas e Batistas – 13/10/2011
Fund.Frc° de Sousa e Anália Rodrigues – 14/10/2011
Colégio Diocesano e Monteiro Lobato – 20/10/2011
Liga Desp. De Itaporanga – 21/102011
Conselho tutelar e Centro Esp. J. Nazaré-27/10/2011
Assoc. dos Agentes Com. De Saúde e Cop.Mun. de Assistência  a pobreza 28/10/2011
Educação e Saúde 

bog do vereador Saulo

Entenda por que é possível que os atuais prefeitos do Vale ganhem mais dois anos de mandato

Possibilidade assusta população onde os gestores municipais não estão agradando

Por Isaias Teixeira/Folha do Vale - O Congresso Nacional caminha para aprovar este ano uma reforma política mais profunda, que poderá trazer mudanças significativas nas próximas eleições do país. Mas um item, em particular, caso seja aprovado, dará de presente mais dois anos aos atuais prefeitos, prorrogando o mandato dos gestores municipais, que terminaria em 2016, para 2018. Isso seria péssimo para os municípios onde as administrações não vêm agradando a grande parte da população, como é o caso de Itaporanga, Piancó, Conceição e outras cidades regionais. Mas, pelo outro lado, viria coroar algumas poucas gestões bem-sucedidas.

A proposta de prolongar o mandato dos prefeitos seria para unificar as eleições municipais, estaduais e federais, fazendo com que elas sejam realizadas no mesmo ano e de cinco em cinco anos. Ou seja, com a unificação, o eleitor votará em 2018, como está previsto, para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República, além de, também, vereador e prefeito. 

Com a realização de eleições a cada cinco anos, o tempo de mandato passaria de quatro para, logicamente, cinco anos, sem direito à reeleição para o executivo, que é outra alteração prevista na reforma. No entanto, há quem defenda que os prefeitos e governadores de primeiro mandato poderiam se reeleger, já que eles foram eleitos com esse direito garantido e a Constituição Federal não retroage para prejudicar. O mandato de cinco anos poderia valer, igualmente, para o cargo de senador, que atualmente é de oito anos.

O argumento favorável à unificação é o de que o país perde muito com a realização de eleições a cada dois anos. Segundo eles, o Brasil para, literalmente, a cada pleito, e as eleições realizadas de cinco em cinco anos acabaria com a farra dos políticos trampolins, que são os que se licenciam de um cargo eletivo para disputar outro.   

A reforma política no Congresso - O atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), tomou posse na casa legislativa justamente enfatizando que lutaria para fazer uma reforma política ampla, incluindo o fim da reeleição, a unificação das eleições e ampliação de mandato para cinco anos, que são pontos que dividem o governo. Embora seja do partido aliado de Dilma, Cunha foi eleito pela oposição e já demonstrou que seguirá fiel aos que contribuíram para sua ascensão. O governo, que defende uma reforma política em outros moldes e via plebiscito ou referendo, poderia se apegar a Renan Calheiros, também do PMDB, para defender a sua posição, mas o presidente do Senado está brigado com a presidenta e, igualmente, deve trabalhar para agradar a oposição.

Publicado em 09-03-2015

Coremas, um Oásis no Sertão


Coremas-PB, cidade situada no interior da Paraiba (100Km de Patos), rica em belezas naturais. Seu açude foi considerado o maior do Brasil, até o ano de 1960. Atualmente é o Terceiro maior do Pais.


A SANGRIA DE COREMAS

No inverno de 2006, a equipe do Vidarretada fez um passeio pelo sertão. Esta é a segunda reportagem da série sobre o pulsar da vida com a chegada da chuva. A população sorri e faz até turismo para ver a magia das águas. Nesta reportagem a sangria do açude de Coremas, um dos maiores reservatórios de água do nordeste. Veja mais reportagens no site www.vidarretada.com.br.

Militares do Exército ocupam ruas de Itaporanga: desfile atraiu uma multidão

Homens e equipamentos do 16° RCMec desfilaram pelo centro da cidade 


Por Sousa Neto/Folha do Vale  - O 16° Regimento de Cavalaria Mecanizado (RCMec) do Exército encerrou o treinamento de defesa externa, realizado durante uma semana na região, com um desfile no centro de Itaporanga no final da tarde desta quinta-feira, 13.

Centenas de militares e equipamentos de guerra, entre os quais tanques e caminhões de transporte de tropa, desfilaram pela Avenida Getúlio Vargas e Pedro Pereira de Sousa.

A tropa, composta por 300 homens, e toda a frota militar deixarão Itaporanga nesta sexta-feira, 14, oito dias depois de se instalarem na cidade. Durante a última semana, os militares, sob o comando do coronel Antônio Almério Ferreira Diniz Filho, fizeram exercício de defesa externa no Vale, treinamento que tem sido realizado em todas as microrregiões do estado, segundo o subtenente Roque, em contato com a Folha (www.folhadovali.com.br). O objetivo é preparar a tropa para rechaçar o inimigo externo na hipótese de algum dia o estado ser invadida por uma força estrangeira e também promover uma integração entre militares e povo. A presença do Exército leva a população ao sentimento de proteção, pertencimento nacional e valorização de nossas forças armadas.

O 16° RCMec, que tem sede em Bayeux, trouxe para Itaporanga grande parte de sua estrutura, e encantou o público local. Centenas de pessoas aglomeraram-se por toda a extensão da Getúlio Vargas para acompanhar o desfile militar, que foi puxado pela banda do 13° Batalhão de Polícia Militar e filarmônica Cônego Manoel Firmino.

Foi a primeira vez que Itaporanga viu, de perto, equipamentos de guerra, mas não foi a primeira visita do Exército à cidade: a passagem inicial da tropa por aqui ocorreu há mais de 20 anos.  Fotos: homens e carros do Exército durante passagem pelo centro de Itaporanga.

Publicado em outubro de 2011

Queda de tensão elétrica durante chuva causa prejuízo no batalhão de Itaporanga

Problemas já estão sendo resolvidos

Por Redação da Folha – Uma sucessiva queda de tensão elétrica durante a chuva desse domingo, 8, causou prejuízo ao 13º Batalhão de Itaporanga, que teve a maior parte do seu sistema comunicacional danificado e ficou mais de 12 horas sem comunicação.

Conforme informações, um dos dois computadores e um fax do Copom foi queimado, e até o rádio-comunicador sofreu uma pane e ficou sem funcionar. Durante várias horas, a linha 190, que é disponível para a população, também não funcionou.

Os problemas já começaram a ser resolvidos e tudo deverá ficar normalizado nas próximas horas. O Copom funciona como o cérebro do batalhão, registrando as ocorrências e orientando as viaturas nas ruas, ou seja, por meio dele é que ocorre a interação entre população e polícia.

Publicado em 09-03-2015 

segunda-feira, 9 de março de 2015

É A BACIA DO PIRANHAS(*) OU DO PIANCÓ?


Está em todos os livros de geografia da Paraíba, sem exceção, quer seja didático, paradidático, ou de leitura complementar, diz que a bacia do Rio Piranhas, é a principal bacia hidrográfica do sertão paraibano. Tendo vários Rios como seus afluentes. No alto-Piranhas, Rio do Peixe. No médio-Piranhas, Rio Espinharas, Rio Panati, Rio Sabugi, entre outros, inclusive, o Rio Piancó e Rio Aguiar. Já no baixo-Piranhas, o Rio Piranhas: deságua no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu.

Entretanto, vejo discrepância nesta afirmação, em o Rio Piranhas ser a principal bacia hidrográfica do sertão da Paraíba. Pois, se não vejamos: o Rio Piranhas em toda sua nascente, até mesmo considerando as bacias hidrográficas dos açudes de Engenheiro ávidos, São Gonçalo e Lagoa do Arroz, que deságua no Rio do Peixe, toda esta bacia hidrográfica mencionada anteriormente, só representa 1662km² (mil seiscentos e sessenta e dois quilômetros quadrados), e toda sua bacia hidráulica somente acumula 380.000.000m³ (trezentos e oitenta milhões) de metros cúbicos de água...

Enquanto que as bacias dos Rios Piancó e Aguiar, que alimenta o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, têm quase 8.000km² (oito mil de quilômetros quadrados) de bacia hidrográfica e um volume de 1358.000.000m³ (um bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água de bacia hidráulica.

Então, se vê a olho nu, não precisa nem mesmo de uma analogia mais apurada para se constatar que a bacia do vale do Piancó, é bem maior do que a bacia das nascentes do Rio Piranhas, como mostra os números mencionados anteriormente. E é de uma supremacia bem superior, pois, tanto a bacia hidrográfica do vale do Piancó, é 5(cinco) vezes maior do que a bacia do Rio Piranhas. E também referente à bacia hidráulica, só basta citar a bacia hidráulica do sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, que é 3,5(três vezes e meia) maior do que toda bacia hidráulica do alto Piranhas, inclusive, incluindo os açudes Engenheiro Ávidos, São Gonçalo, Lagoa do Arroz e até mesmo o Açude de Pilões.

E têm mais ainda, o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, desde do inicio da década de 50, existe uma hidrelétrica, com uma vazão regularizada de 6m³/s(seis metros cúbicos por segundo), diuturnamente, perenizando Rio Piancó até a confluência com Rio Piranhas no município de Pombal (PB), que desemboca no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu. 


E o mais absurdo de tudo isto, segundo meu ponto de vista, depois das discussões da Transposição das Águas do São Francisco para os Sertões do Nordeste do Brasil, que concerne à ramificação (entrada) pelo Sertão da Paraíba, deveria ser pelo vale do Piancó, e não pelas a nascente do Rio Piranhas, segundo o Projeto da Transposição, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional. Até porque o sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, conhecido popularmente como o açude de Coremas, é a grande “caixa dágua” do Estado. E tem mais, segundo ao “Plano das Águas”, existem 12 projetos Hidroagrícolas para Estado da Paraíba, dos quais nove são encravados no vale do Piancó: Piancó l,ll,lll, lV, V, Vl, Poço Redondo (Santana de Mangueira), Projeto Gravatá (Nova Olinda) e Projeto Genipapeiro (Olho Dágua) e Mais o Projeto das Várzeas de Sousa, alimentado pelo Canal da Redenção, que sua tomada dágua, é no açude de Coremas... Se realmente a Transposição vier acontecer um dia, e a ramificação do sertão da Paraíba, for mesmo pelas as nascentes do Rio Piranhas, que deságua no Rio do Peixe nas várzeas de Sousa, o Canal da Redenção perderá o seu sentido de ser.

É bom ressaltar que o reservatório Estevão Marinho – Mãe Dágua, constitui-se num dos maiores complexos hídricos da região Nordeste, cuja capacidade máxima chega a mais de l,35 bilhão de metros cúbicos de água, além de dispor de uma hidrelétrica que até a década de 1970 abastecia quase toda região sertaneja como fonte de geração de energia elétrica, e hoje está interligadas ao sistema CHESF, com Paulo Afonso, Estado da Bahia; também uma grande maioria da população paraibana e brasileira não sabe que este grandioso complexo construído nas décadas de 1940 e 1950 tem como meta mais ambiciosa a implantação de um Pólo de Desenvolvimento, denominado, de Meridiano 38, cujo projeto se encontra atualmente no Ministério da Integração Nacional da Presidência da republica.

Caso seja implantado o projeto Meridiano 38 em nosso Estado, vai trazer a redenção de toda essa área (sertão Paraibano), prevendo inclusive a criação de uma Faculdade de Agronomia, escola Técnica Agrícola e Centro Administrativo de Política Agrícola, visando a irrigação de milhares de hectares de terra, trazendo empregos e rendas para inúmeros paraibanos, tendo como epicentro deste Pólo de Desenvolvimento, justamente cidade de Coremas.

(*) Agora, entretanto, provavelmente, os Geógrafos, Engenheiros e os pseudos hidrólogos, entre as décadas de 10 e 20, porventura dos estudos das bacias hidrográficas do alto sertão paraibano, acharam e classificaram a bacia do alto Piranhas, como sendo a principal, até porque, nestas citadas décadas, ainda não estavam construídos os complexos Estevão Marinho-Mãe-dagua, São Gonçalo e tão pouco Engenheiro Ávidos... No entanto, no período chuvoso, entre Janeiro e Junho, a bacia hidrográfica do Rio Piancó, por ser mais íngreme (até por não ter uma várzea, similar como as várzeas de Sousa), em toda sua extensão, escoava todas suas águas para confluência com Rio Piranhas...Já na bacia do alto Piranhas, de Janeiro a Dezembro, escoava suas águas para o Rio Açu, formando o Piranhas-açu. Como é sabido por todos de Janeiro a Junho, o sistema Piranhas-açu, é contribuído pelo próprio Rio Piranhas, alêm do Rio Piancó, Rio Aguiar, Rio Espinharas, Rio sabugi e Rio Seridó, entre outros...Todavia, de Julho a Dezembro, só a bacia hidrográfica do alto Piranhas, alimentava o sistema Piranhas-Açu, através das várzeas de Sousa. Devido às várzeas de Sousa no período invernoso acumulava água e no período de estiagem de Julho a Dezembro, alimentava o citado sistema Piranhas-Açu.

Moradores da Cidade de Itaporanga são abastecidos por carro pipa e pedem água até pelo amor de Deus

Desde o inicio do ano, a cidade de Itaporanga vem tendo constantes faltas d'água, mas dessa vez ficou pior, a última vez que teve água nas torneiras foi à três semanas atrás.

Segundo informações de pessoas, a gerência da Cagepa local, não está fazendo nada para resolver esse problema, que milhares de pessoas quase morrendo de sede. A sorte são carros-pipas particulares que estão tendo piedade das pessoas e mesmo sendo proibido de abastecerem estão doando as águas.

Constantes reclamações são feitas nas emissoras de rádio da cidade, mas não tem solução, as ruas mais prejudicadas são: Argemiro de Figueiredo, Marta Batista de Moura, Balduíno de Carvalho, Gabriel Maia, e ruas vizinhas, todas no centro da cidade. Enquanto isso, outras ruas tem água quase todos os dias, por exemplo, as ruas 13 de Maio, Salomé Pedrosa, entre outras.

Com informações de Damião Wesley - Fotos: Damião Wesley - outubro de 2011

Chuva em Itaporanga foi a maior da região, seguida por Aguiar e Caiana. Vejam volume

Na maior parte das cidades regionais precipitação foi pouca




Por Redação da Folha – A maior chuva do Vale entre a tarde desse domingo e a madrugada desta segunda-feira, 9, foi registrada em Itaporanga, onde choveu 50 milímetros, mas a precipitação na bacia do açude que abastece a cidade foi bem menor e pouco alterou o volume do reservatório, segundo a Cagepa.  

A segunda maior chuva ocorreu em Aguiar, com o registro de 33,2 mm. Depois veio São José de Caiana, onde a precipitação alcançou 24,2 mm. Serra Grande e Olho D’água tiveram o mesmo volume de chuva: 21,4 mm.

Nos demais municípios, a chuva foi bem reduzida: em Piancó, por exemplo, choveu apenas 14 mm, e, em Conceição, menos ainda: 8 mm, o mesmo volume de Ibiara, onde a chuva foi menor do que em Emas, que registrou uma precipitação de 11 mm. Foto (Sousa Neto): forte chuva caiu sobre Itaporanga.


Publicado em 09-03-2015

MONSENHOR MANOEL FLORENTINO FERREIRA GOMES DA SILVA


Descendentes de Alexandre Gomes da Silva, fundador de Misericórdia, atual cidade de Itaporanga, principal polo da região do Vale do Piancó, situada na Paraíba, o Monsenhor Manoel Gomes da Silva e o Doutor José Gomes da Silva, filhos de Horácio Gomes da Silva, netos de José Florentino Gomes Barreira (Cazuza) e Alexandrina da Silva Gomes (Dina), filha de Alexandre Gomes da Silva, o patriarca da família Jenipapo. Ambos iniciaram os seus estudos regulares no Seminário da Prainha, em Fortaleza, Ceará, tradicional estabelecimento de ensino religioso. 
O Monsenhor Gomes nasceu em 8 de agosto de 1893, na fazenda Minador, em Misericórdia, Estado da Paraíba, descendente direto de Horácio Gomes da Silva e de sua primeira esposa, Ana Felismina de Souza, Manuel Florentino Ferreira Gomes da Silva foi levado para estudar no Ceará por seu primo Araponga, filho de João Florentino. Padre Gomes já residia naquele Estado e posteriormente levou o seu irmão, o adolescente José Gomes da Silva. Foi assim que se abriu o mundo da educação, aos descendentes de Horácio Gomes da Silva (Paiô). Iniciando seus estudos no Seminário da Prainha, o Monsenhor Gomes permaneceu naquela conceituada instituição, até a sua ordenação sacerdotal, em 30 de novembro de 1916 (aos 23 anos de idade), pois desde cedo já despertava sua grande vocação religiosa. Era muito comum toda família nordestina querer um filho padre, pois esse fato representava prestígio e admiração. 
Logo após sua ordenação, o novo sacerdote iniciou, por pouco tempo, as atividades de seu ministério religioso, como vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Misericórdia, sendo também um dos mais importantes e destacados misericordienses, pertencentes à grande e tradicional família Jenipapo. Passou logo a exercer uma forte liderança em todo município, sendo consultado em tudo e por todos. 
Graças a sua formação intelectual, sua cultura e liderança, foi logo convocado pela Diocese de Cajazeiras para ser professor e diretor do famoso Colégio Diocesano Padre Rolim, onde permaneceu por muito
tempo, participando da formação cultural da juventude sertaneja. E o Colégio Diocesano Padre Rolim alcançou grande prestígio, o que era muito comum os sertanejos, principalmente os cajazeirense dizerem que “Cajazeiras ensinou a Paraíba ler”. 
Depois de absolvido, em 1922, no processo judicial antes relatado, o Padre Manoel Gomes da Silva, por recomendação de Dom Moisés Coelho, Bispo de Cajazeiras, ao Cônego Olímpio de Melo, foi transferido para o Rio de Janeiro, tendo de início assumido a Paróquia de Santa Cruz da Gávea. 
Anos depois assumiu a Paróquia de Santo Antônio dos Pobres, também na capital da República.  
Em 1932, o Monsenhor Manoel Gomes da Silva é designado pároco da Paróquia São Cristóvão, um dos mais tradicionais e importantes bairros do Rio de Janeiro, aonde permaneceu como Pároco, até a sua morte, em 19 de junho de 1960 . 
Várias outras funções sacerdotais foram exercidas pelo Monsenhor Gomes, como podem ser destacadas: em 1939, foi agraciado com o título de Camareira Secreto de SS, o Papa Pio XII e, em 1952 foi designado Prelado Doméstico de sua Santidade o Papa. 
Segundo uma alta autoridade eclesiástica do Rio de Janeiro, o Monsenhor Manoel Gomes da Silva era um dos sacerdotes brasileiros mais cotados para ser Cardeal da igreja católica. Há várias versões e explicações para justificar a não ocorrência desse fato. A mais considerada e aceita é de ele ter sido, injusta e equivocadamente, indiciado no Processo Político da Família Jenipapo, em 1920, de cuja família era um dos seus mais destacados membros, sendo sempre admirado e respeitado pelos seus conterrâneos e familiares, principalmente como um dedicado e sábio orientador espiritual. 
Prosseguindo na tarefa de educador no Rio de Janeiro lecionou também no Colégio Santa Cecília, e fundou o Colégio Paroquial D. Sebastião Leme, em Santa Cruz, também na capital federal, quando era vigário daquela paróquia. 
Mesmo distante, quando residia no Rio de Janeiro, o Monsenhor Gomes jamais esqueceu a terra natal e sua gente, chegando mesmo, sob sua inteira responsabilidade, a levar alguns de seus parentes para a capital da República, a fim de estudar e prepararem-se profissionalmente para a vida, como seu irmão Manuelito Gomes da Silva; seus sobrinhos Francisco Gomes da Silva, na época com 11 anos, Horácio Gomes Filho, com 9 anos e José Gomes Sobrinho, que freqüentou o Seminário, chegando muito perto de se ordenar padre. Também levou os primos Praxedes da Silva Pitanga e Abdias Souza e Silva, que se formaram em Direito no Rio de Janeiro, onde o último exerceu a profissão. O Dr. José Gomes da Silva, tendo iniciado os seus estudos de nível superior na famosa Escola de Medicina da Bahia, mudou­se para a capital federal e matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, graduando-se em Medicina e iniciando ali a sua profissão. 
De inteligência privilegiada, foi o Monsenhor Gomes um competente cultor da língua portuguesa e um dedicado estudioso de Filosofia e de Psicologia, tendo com seus estudos se destacado na área do campo científico brasileiro e até no exterior. O Monsenhor Gomes foi também professor de Dogma no Seminário do Rio de Janeiro. 
Colaborava com artigos em jornais e revistas, principalmente no Rio de Janeiro. Foi autor do livro intitulado A Vida da Santa Edviges, o qual teve grande repercussão no meio religioso. 
Graças ao seu talento e erudição, o Monsenor Gomes foi considerado um dos maiores oradores sacros do país. Seus sermões eram ouvidos pelos paroquianos com muita atenção, sempre emocionando os seus ouvintes. 
O Monsenhor Gomes teve uma vida intelectual muito intensa e mantinha estreito relacionamento com vários intelectuais da época, destacando-se entre eles os seus amigos: os escritores Austregésilo de Athaide, Alceu Amoroso Lima, o poeta Augusto Frederico Schmith, o jurista Sobral Pinto. O seu conterrâneo, escritor, jornalista e poeta Ascendino Leite, era um dos seus mais ligados amigos, sendo também seu orientador no meio jornalístico e literário. 
O Monsenhor Gomes, invulgar inteligência, tinha também sensibilidade e intuição. O autor, que residia em Barbacena, em Minas Gerais, onde estudava, algumas vezes passava suas férias na residência de seu primo, Desembargador Felinto Ayres Filho, em Belo Horizonte, e outras no Rio de Janeiro, na residência de seu colega Fernando Pacheco, em Copacabana, durante os quase quatro anos em que permaneceu em Minas Gerais. 
Em uma dessas suas férias no Rio resolveu visitar o Monsenhor Gomes, na Casa Paroquial, em São Cristóvão. Ao chegar, estava o Mons. Gomes em reunião no salão paroquial. Ao avistar o autor apontou o dedo em direção do visitante e disse, esse é da família Jenipapo e é dos Chaves! O interessante é que ele nunca tinha visto o autor deste livro. 
Diziam que Monsenhor era sensitivo, vidente. 
Os seus paroquianos tinham grande amizade, admiração - uma verdadeira devoção - pelo seu pastor, Monsenhor Gomes. Por isso foi homenageado por toda comunidade, inclusive do meio político, com a denominação de uma das principais ruas de São Cristóvão, com o nome do Monsenhor Manoel Gomes da Silva, após a sua morte, em 1960. 
A data do seu sepultamento 19 de junho de 1960, segundo o jornalista Ascendino Leite, pode ser considerado “o dia em que a cidade 
do Rio de Janeiro parou”. Parecia que todos os condutores de táxi daquela cidade acompanhavam, em seus veículos de trabalho, o cortejo fúnebre, pois não somente São Cristóvão é o padroeiro do motorista, mas pelo afeto e respeito que tinham pelo Monsenhor Gomes que, como vigário de uma das mais importantes paróquias da capital federal, teve muita influência e praticou boas ações na vida de todos. Era amigo, conselheiro e orientador espiritual de sua comunidade. 

Do livro Marcas de uma raça

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