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De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

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Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Carta de Porcino a seus familiares

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Para dar noticias suas, falar como estava a vida e de seus anseios na capital econômica do pais, Antônio Porcino escreve antológica missiva em 2 de fevereiro de 1971.

Exclusivo: Risco de desabamento obriga secretária de saúde a desativar o serviço 192 do Samu de Itaporanga


O prédio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Itaporanga - SAMU, obra construída a menos de dois anos, pela construtora Linear, do dr Carlos Brasileiro, apresenta sérios problemas estruturais e corre risco iminente de desabamento. 

Desde que assumiu a secretaria municipal de saúde, a drª Aparecida Alves Conserva, notou que havia alguma coisa errada na laje da garagem das ambulâncias do Samu; erro não apenas de projeto, pois o mesmo foi tão mal elaborado, que fica uma ambulância atrás da outra e não lado a lado, como seria o correto; mais havia também problemas estruturais.

Aparecida solicitou que uma equipe de engenheiros fizesse uma avaliação do prédio, o que aconteceu no dia 04 de março próximo passado (ver matéria Em Itaporanga SAMU é obrigado a mudar de endereço) e os engenheiros constataram que havia risco de desabamento da laje, com consequências imprevisíveis.

A secretária de saúde, Aparecida e Douglas, o coordenador do Samu

O responsável pela construção, já que a obra ainda esta na vigência da garantia, foi acionado e se prontificou a fazer os reparos necessários, ou seja, a demolição e reconstrução da referida laje, e providenciou um escoramento, (muito mal feito, por sinal), enquanto o Samu seria transferido para outro local, para o início das obras.

Como a prefeitura não conseguiu até o momento um novo prédio capaz de abrigar, pessoal. equipamentos e principalmente as ambulâncias, que não podem ficar relento; na noite desta sexta-feira (05), por volta das 22h40, as equipes de plantão ouviram estalos na laje e o aumento de rachaduras nas paredes e imediatamente comunicaram o fato a secretária que ás pressas chamou o dr. Arlington Qureiroz Araruna para fazer uma avaliação.

Na delegacia, o coordenador do Samu, a secretária e o assessor jurídico da secretaria de saúde

O engenheiro depois de uma minuciosa vistoria pediu a secretária que mandasse evacuar o local imediatamente, pois o prédio poderia vir abaixo a qualquer momento, o laudo técnico foi seguido e as ambulâncias foram guardadas no pátio do Hospital Dia (hospital infantil), as equipes dispensadas por não ter outro local para acomodá-las e o rádio desligado, cessando então, a partir das 23h30 os recebimento de chamadas da central de regulação 192, para Itaporanga.

Para se resguardar de possíveis transtornos, a secretária se dirigiu a 6ª Delegacia de Policia Civil, onde foi lavrado um Boletim de Ocorrência (BO). O serviço deverá voltar ao normal na manhã deste sábado (06), pois enquanto o problema não for resolvido, o atendimento será coberto pelo Samu de Piancó e de Conceição.
www.portaldovale.net

Maria de Lourdes Leite


No dia de abril de 1942, filha do casal, Rubens Leite da Silva e Izolina Barros Leite, nascia na Fazenda Charneca, a pequena Maria de Lourdes Leite. Nesta época a propriedade e todo o distrito de São Boa Ventura, pertenciam ao então município de Misericórdia, que passou poço tempo depois a se chamar Misericórdia. 

Veio, ainda criança, com sua família, morar em Itaporanga, onde se matriculou no 1º ano A, do Grupo Escolar Simeão Leal, primeira e única escola estadual do município, sendo aluna da professora Teogeni Fonseca, docente reconhecida na cidade e que mais tarde se tornaria a senhora Soares Madruga.

Terminando com brios o estudos preliminares e conseguindo excelentes notas foi estudar depois no Colégio Padre Diniz, também o único educandário especializado na formação de professora que existia na cidade. Terminando seu curso “Normal” com apenas 16 anos, ainda muito jovem, na plenitude de sua adolescência, por sua capacidade e inteligência, foi convidada pelo Padre José Sinfrônio, a assumir uma turma de 5ª serie, criada a pouco pelo reverendo, que foi o criador e era o diretor do Ginásio Diocesano Dom João da Mara. Esta turma funcionou por alguns anos, na secretaria da Igreja Matriz, até a implantação do colégio que pertencia a diocese.

Depois da instalação do hoje Colégio Diocesano Dom João da Mata, no Alto do Madeiro, onde nos primórdios de Misericórdia foi edificada a casa de João Madeiro, um dos fundadores da comunidade; Lourdinha continuou como a conhecida e excelente professora de português, matéria da qual tinha um conhecimento inigualável.

Lecionou no Colégio Padre Diniz, quando era sua diretora a itaporanguense Madre Irene (Djanira Brasilino) filha de Cícero Brasilino de Sousa e Auta Ventura de Sousa. Também, como professora do estado, no Grupo Escolar Dr. Manoel Diniz.

Madre Irene logo criou o curso pedagógico, sendo que Lourdes foi aluna da turma pioneira. Terminado este curso, foi morar em João Pessoa pois qeria continuar seus estudos. Tendo passado no primeiro vestibular e em uma boa classificação, concluiu o curso de Letras na Universidade Federal da Paraíba. Sendo a oradora da turma, como sempre foi, em todos os cursos que participou,; devido a sua eloquência e sua bela forma de escrever.

Tinha também graduação em Supervisão Escolar e foi monitora da cadeira de Comunicação e Expressão, quando era estudante universitária. Na capital paraibana, ela lecionou em vários e renomados educandários como o José Lins do Rego, escola Técnica Federal da Paraíba entre outras.

No governo de Burity, quando a professora Giseuda Navarro assumiu um Departamento da Secretaria de Educação e Cultura, Giseuda, sabedora e conhecedora da capacidade de Lourdes logo a convidou para trabalhar com ela na Cultura, onde trabalhou por dez anos, chegando a ser a principal assessora da secretaria.

Voltou para Itaporanga para cuidar de sua mãe que já estava com a idade avançada, só voltando a João pessoa após o falecimento de sua genitora.  Já aposentada, no dia 13 de setembro de 2009, Lourdes cometeu um desatino e veio a falecer, privando a todos nos do seu convívio e de sua sapiência.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Há três anos morria o monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, Um peregrino do Senhor em Itaporanga


Hoje completa exatos três anos que perdemos o maior benfeitor da cidade de Itaporanga. O Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho faleceu, aos 82 anos de idade, no Hospital da Unimed, em João Pessoa, onde se tratava de um câncer. Ao meio-dia daquele 19 de setembro de 2006, a cidade de Itaporanga parou aos saber da triste notícia através das badaladas dos sinos de todas as igrejas do município. O corpo do monsenhor foi velado, na noite do dia 19, na Central de Velórios São João Batista, na capital, onde recebeu as últimas homenagens dos filhos de Itaporanga que residem em João Pessoa, formando a maior colônia de uma cidade paraibana na capital. ainda na Central de Velório, recebeu as homenagens de diversas autoridades do estado, à exemplo do governador do estado, senadores, desembargadores, deputados, prefeitos, etc.

O monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho foi vigário de Itaporanga por mais de cinquenta anos, onde construiu diversos monumentos, como: O Colégio Diocesano, a estátua do Cristo Redentor, criou a Gráfica monsenhor José Sinfrônio, criou a Filarmônica Cônego Manoel Firmino, ampliou a Igreja Matriz, criou a Casa do menor São Domingos Sávio, conseguiu a energia elétrica e a telefonia para Itaporanga, conseguiu a abertura do Hospital Distrital, entre tantas importantes ações.

Abaixo, você confere imagens (publicadas na época pelo Jornal Gazeta do Vale) do velório e sepultamento do monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, em Itaporanga.


O corpo do monsenhor chegou à Itaporanga às 5h da manhã do dia 20, quando dezenas de veículos já o aguardavam na entrada da cidade, seguindo direto para o Colégio Diocesano ' Dom João da Mata', onde residia no seu primeiro andar, e por todo o dia foi velado por alunos, professores e direção. 


A direção do educandário, dias depois, foi confiada aos professores Petronila Neves (diretora), grande companheiro de longas lutas e anos do monsenhor, e Francisco Raimundo (vice-diretor), seu fiel escudeiro. 


Alunos do Colégio Diocesano, após velarem o corpo do monsenhor da madrugada até o anoitecer do dia 20, conduzem o corpo do monsenhor José Sinfrônio do educandário, onde ele residia no primeiro andar, para a Igreja Matriz N. S. da Conceição. 


Cortejo fúnebre, que saiu do Colégio Diocesano, ao chegar no final da tarde do dia 20 à Igreja Matriz onde pernoitou e recebeu durante toda a noite e madrugada as últimas homenagens da comunidade católica.


O caixão com o corpo do monsenhor ficou ao lado do altar durante a Missa campal realizada em frente a Igreja Matriz, antes do sepultamento. Isso, já no dia 21. 


Uma missa campal foi realizada em frente à Igreja Matriz N. S. da Conceição.


A missa campal de corpo presente foi celebrada em frente à Matriz, no terceiro dia de velório, antes do cortejo seguir rumo à Serra do Cantinho para o sepultamento embaixo da estátua do Cristo. A celebração foi presidida pelo Bispo de Cajazeiras Dom José Alonso, auxiliado pelo Bispo Dom Matias (na época bispo de Natal-RN), grande amigo do monsenhor, e pelo padre Deusimar Gomes, além de outros trinta padres de diversas paróquias. Todo clero da Diocese de Cajazeiras se fez presente. 


Policiais militares conduzindo o caixão em carro aberto. 


Caixão com o corpo do monsenhor José Sinfrônio, tendo em cima as bandeiras do Colégio Diocesano 'Dom João da Mata', construído por ele, e a do Município de Itaporanga.


Familiares do monsenhor José Sinfrônio, entre eles teatrólogo Eliézer Rolim (com microfone), diretor do longa-metragem "O Sonho de Inacim - O Aprendiz do Padre Rolim", sobrinho do monsenhor prestando suas últimas homenagens, aqui, já na Serra do Cantinho antes do caixão ser colocado no túmulo. O sepultamento ocorreu ao meio-dia do dia 21, após dois dias e meio de velório.


Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e a estátua do Cristo Redentor, construída pelo monsenhor, enlutadas.


Populares subindo a Serra do Cantinho, onde foi construída a estátua do Cristo Redentor (à 7 km da cidade), para prestar o seu último adeus ao monsenhor, que teve o seu corpo sepultado embaixo do pedestal da estátua do Cristo. 


Filarmônica Cônego Manoel Firmino, de luto, fazendo sua última homenagem em frente à Igreja do Rosário e à Matriz Nossa Senhora da Conceição, isso ao primeiro raio de sol no dia do sepultamento do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho.

Publicado na Internet em 19 de setembro de 2009

O CURRAL E A FAZENDA


“De fato existe um tom mais leve na palidez deste pessoal
Pares de olhos tão profundos que amargam as pessoas que fitar
Mas que bebem suas vidas, suas almas a altura que mandar (...)”
(Avôhai, Zé Ramalho).

Como se formou a cidade de Itaporanga? Em torno de que atividades econômicas seu centro urbano começou a se desenvolver? Como eram as primeiras casas?As respostas para tais perguntas nos remetem ao século XVIII do período colonial brasileiro, uma época em que a sociedade do sertão paraibano está se formando com características próprias em torno do abastecimento de carne para o litoral da produção de açúcar. É neste contexto longínquo que um homem com sua gente – Antônio Vilela de Carvalho – vai desbravar o oeste paraibano se estabelecendo as margens do rio Piancó, onde mais tarde seria fundada a vila de Misericórdia.

Apesar de termos encontrado pouco a cerca de Antônio Vilela, sabemos que o mesmo era um desbravador português e que teria vindo de Pombal, adquirindo as terras junto a uma das maiores empresas de posse de terras do Brasil colonial a Casa da Torre, de propriedade de fidalgos portugueses, os Garcias D’ávila, donos de vasta sesmaria que receberam em forma de doação, com sede na Bahia, às margens do rio São Francisco. Os Garcias D’ávilla possuíam terras que abrangiam uma vasta área, passando praticamente por todo o sertão nordestino, da baia ao Rio Grande do Norte. É, em um pedaço dessa gigantesca posse de terras, que Antônio Vilela se encontrava no século XVIII.

Procuraremos aqui traçar um contexto do que foram aqueles primeiros anos de povoação do que ficaria conhecido como “Misericórdia Velha”, dentro da constituição e formação do próprio sertão paraibano de meados do século XVIII.

A vida no pequeno vilarejo se estabeleceu junto com a criação do curral , pertencente à freguesia de Piancó, que havia sido fundada em 1739. Seus limites deveriam ser muito abrangentes, com vastas extensões de terras que iam de Piancó a leste, ao Ceará, a oeste, como nos faz crer o tipo de ocupação daquele período de nossa história. A vida no vilarejo não deveria se diferenciar das outras localidades sertanejas do mesmo período. Misericórdia Velha possuía hábitos e costumes provavelmente iguais aos que fizeram surgir distinção entre os habitantes do sertão e os do litoral. Pois os sertanejos eram mais voltados para a criação de gado e os do litoral para a agricultura, principalmente a canavieira, - a pecuária bovina era proibida por lei no litoral, para não prejudicar o plantio de cana-de-açúcar – com isso “a expressão – sertão – ficou restrita a zona onde era exercida em grande escala a indústria pecuária; e – sertanejo – só eram chamados àqueles que aí habitavam; assim como – matutos e brejeiros – eram os nomes dados aos habitantes das [zonas das] matas e brejos” (JOFFILY, 1997, p. 23).


O pequeno vilarejo, apesar do seu engenho de produção de melaço e rapadura; e de sua agricultura (milho, feijão e principalmente mandioca, alimento básico do período colonial) tinha seu maior sustento na criação bovina, que tanto era de subsistência como de comercialização para outros centros, dos quais Recife era o maior consumidor. Os rebanhos eram vendidos nas feiras de Campina Grande e Itabaiana, cidades que se desenvolveram dentro da dinâmica comercial, de onde eram repassados para os mercados da capital (atual João Pessoa) e de Recife, pelo dobro ou triplo do preço original. Eram grandes boiadas que se deslocavam ao som do aboio do vaqueiro guia por até cem léguas de distância. Atrás, seguiam os fura-moitas a pé, de calças arregaçadas e cacetetes nas mãos, levavam numa bruaca, bolsa de couro, a tiracolo, farinha, rapadura e carne assada. (Cf. MARIZ, 1910, p. 48).

A alimentação dos primeiros habitantes de Misericórdia deveria ser muito centrada no consumo de carne, devido à pecuária, assim como o resto do sertão paraibano. Como podemos perceber, o gado era o centro dos aspectos econômicos e culturais (bumba-meu-boi e o pastoril), presentes na vida dos sertanejos e na denominação de algumas cidades paraibanas como: Curral Velho, Santana dos Garrotes e Boi Velho (atual Ouro velho). (Cf. MELO, 1997, p.80).

Como as propriedades de terras tinham grandes extensões neste período, o gado pastava livremente, o que urgia a necessidade da figura do vaqueiro, que se tornaria estereótipo popular do sertanejo, junto à figura do cangaceiro.

O historiador Irineu Joffily nos dá uma descrição quase épica acerca do vaqueiro daquele período. “Sua destreza nos exercícios eqüestre não era tanto de maravilhar nas várzeas, nos campos abertos, como nas cerradas caatingas, no encalço de um novilho barbatão. Não havia obstáculo vencido pela rez bravia que não pudesse ser vencido pelo cavaleiro, o qual, mantendo-se em posição horizontal, com a cabeça apoiada no pescoço de seu amestrado cavalo de fábrica, e segurando por uma extremidade a aguilhada de três metros de comprimento, acabava sempre por lançá-la por terra”. (JOFFILY, 1977, P.237).

Sobre as características do vilarejo, Misericórdia, no seu primeiro momento, surgia próxima ao curral de Antônio Vilela. Podemos dar uma descrição mais precisa de como isso ocorria nos primeiros núcleos do sertão utilizando o historiador Celso Mariz:

“(...) as casas eram de taipa e tristemente baixas com portas a longo espaços (...). As cacimbas (...) um fosso largo, quadrangular, assediado de estacas vegetais, exceto de um lado onde morre numa haste estendida a guisa de cais. A dois palmos desta um obstáculo de madeira evita nas ocasiões normais o remechemento d’água pelas rezes saciadas e vadias que, entretanto, ai mesmo, vertem o líquido dos rins intumescidos e expelem as matérias fecais, tornando venenosos, imprestável, o paupérrimo abastecimento”. (MARIZ, 1910, pp. 47-48).

Como podemos perceber, o pequeno vilarejo se constituía de casas de taipas incluindo-se aí a do próprio Antônio Vilela e um abastecimento de água baseado na escavação de poços. As casas feitas de tijolos e pedra só surgiriam num segundo momento da colonização de Misericórdia, quando alguns moradores, já no século XIX, atravessariam o rio e, na margem esquerda do seu curso, fundariam a vila de Misericórdia, atual espacialidade geográfica urbana de Itaporanga...

Professor Lourival Inácio Filho, Ouro Preto do Oeste – Rondônia.

José Zu de Figueiredo


Nascido no Sitio Jenipapo, antiga Misericórdia, no sertão paraibano, aos 10 dias do mês da fogueira (junho) do ano de 1932. Filho de Valeriano Figueiredo da Silva e de Izanel Porfírio Neves.

Ainda jovem, tentando melhores dias, viajou para São Paulo onde trabalhou como carpinteiro. Voltando a sua terra natal, instalou-se como comerciante e deu inicio a sua vida política, adotando o antigo MDB, como seu único partido, sendo um de seus fundadores e presidente do mesmo aqui em Itaporanga. A agremiação política mudou de nome, de MDB para PMDB, mas Zu continuou fiel a  seus princípios.

Atuou na cidade como delegado civil nos anos de 1962 a 1964.  Ingressou em sua vida pública quando foi eleito vereador no ano de 1963, cuja legislatura durou seis anos, até 1969. Encerrando também sua vida publica.

Pouco tempo após o golpe milita, em 05 de julho de 1964, casou-se com a jovem Maria Alzeni Soares, que também passou a ser Figueiredo e desta união nasceram sete filhos, que lhe deram dez netos.

Este cidadão intégro, e bem quisto por todos seus conterrâneos e quem lhe conhece. Calmo, com seu sorriso franco, cativa a todos e é o orgulho de seus familiares e amigos, e ele se sente plenamente realizado por ter por ter contribuído para o progresso da terra que tanto ama.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Diamante - antigo distrito de São Paulo


Diamante, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião de Itaporanga. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 6 616 habitantes. Área territorial de 269 km².

História da cidade de Diamante Paraíba - PB

O topônimo Diamante tem referências históricas muito antiga. Desde 1752 assim chamavam ao sítio e a serra que se limitavam com as três léguas quadradas de terras devolutas concedidas a Manoel de Sousa Olival pelo governador da capitania Antônio Borges da Fonseca em 1752, cujo centro da referida data de terras se localizava no poço Pombinho, no rio Piancó. 

Em 1768, dezesseis anos depois José Felix de Sá adquire a concessão de uma légua e meia quadrada de terras, centralizando na mesma olho d'água de Diamante.. Em 1816,  isto é, 48 anos depois o Capitão Domingos João Dantas, morador no Piancó também obtém concessão de terras no local,dada pelos governantes interinos André Alves Pereira e Ribeiro Cirne, confiante ao norte com a fazenda São Boa Ventura e ao Oeste, com os sítios Milho D`Angola e Santana. Assim, no centro desses limites, teve origem a povoação. Estes sítios deram origem à povoação. O Capitão João Dantas, atendendo pedido de seu vaqueiro José Veríssimo, faz doação ao patrimônio religioso de uma área de terras, na qual é erigida uma capela. O local passou a se chamar Paulo Mendes, em homenagem a um a um pernambucano que foi o seu primeiro professor. O Padre Joaquim Diniz sugeriu a mudança do nome Paulo Mendes para São Paulo.

Deve-se a Luiz Antônio, José Maria Franco, Antônio Vicente, Tomaz Ferreira e a Manoel da Costa as primeiras construções residenciais, como também aos três primeiros a responsabilidade pela construção da capela, mais tarde ampliada por Abílio Sérvulo, Possidônio José da Costa e Cervásio Pegado.

Brasão
Formação Administrativa

O distrito com o nome de São Paulo foi criado pelo decreto-lei estadual nº 1164, de 15-111938, subordinado ao município de Itaporanga ex-Misericórdia. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de São Paulo figura no município de Itaporanga.

Pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943, o distrito de São Paulo passou a denominar-se Diamante e o município de Itaporanga voltou a denominar-se Misericórdia. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Diamante, figura no município de Misericórdia ex-Itaporanga. Pelo ato das disposições constitucionais transitórias deste estado, promulgado de 11-06-1947, o município de Misericórdia voltou a denominar-se Itaporanga. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Diamante, figura no município de Itaporanga ex-Misericórdia.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Elevado à categoria de município com a denominação de Diamante, pela lei estadual nº 2655, de 21-12-1961, desmembrado de Itaporanga. Sede no antigo distrito de Diamante. Constituído do distrito sede. Instalado em 30-12-1961. 

Pela lei estadual nº 2770, de 18-01-1962, é criado o distrito de Vazante e anexado ao município de Diamante. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Diamante e Vazante. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Gentílico: diamantense

Bandeira do Município
Geografia

O município está inserido na unidade geoambiental da Depressão Sertaneja. O município está incluído na área geográfica de abrangência do desértico brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.9 Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. A pluviosidade média do município é de 1090 mm, com estação seca de setembro a dezembro3 .

A vegetação predominante é a caatinga xerófila, com cactáceas, arbustos e árvores de pequeno a médio porte.

O município está inserido na bacia hidrográfica do rio Piranhas, sub-bacia do rio Piancó e tem como principais tributários o rio Piancó, os riachos do Logradouro, do Meio, Chatinha, Carnaúba, Olho d´Água, do Saco e os córregos da Onça, do Romão, Umburana e dos Bois, todos de regime intermitente.

A principal atividade econômica é a agricultura.

com o IBGE

Uma Gigante em Nosso Meio


Por Jesus Fonseca

Parabéns a esta Jovem que chegou ao Vale do Piancó, há 36 anos, trazendo na bagagem, o AMOR, a ESPERANÇA, a Salvação e Redenção de muitas famílias que viviam aflitas, em desespero, vendo seus entes queridos sucumbirem sem esperança alguma, sem nenhuma perspectiva de retorno ao convívio familiar. Refiro-me a esta gigante Instituição intitulada de Alcoólicos Anônimos – AA, que luta bravamente em defesa dos mais desprotegidos da sorte, os filhos do vício, e o que é mais sublime, sem visar lucros, sem interesses maiores, a não ser a redenção de um Ser Humano.


Eu sei do que estou falando, pois já senti na pele, juntamente com minha Família, as agruras, os transtornos que esta doença causa no seio de um Lar. Nós somos uma irmandade muito unida porque assim nos criou nossos Pais, “Seu” Totinha e Dona Dazinha, principalmente Ela que ficou viúva muito cedo e chamou para si a responsabilidade de ser Pai e Mãe ao mesmo tempo, não medindo esforços em nos unir fraternalmente e nos educar. Assim, a alegria, a felicidade de um é a de todos Nós, igualmente, sua infelicidade, seu sofrimento, é repartido a Nós todos. Dentro deste parâmetro, passamos a sofrer quando dois de Nós foram contaminados pelo germe do álcool. Sabíamos, porque os conhecíamos, que eram pessoas inteligentes, responsáveis, amigos, queridos em nosso meio, mas que de uma hora para outra sofriam uma bruta transformação quando acometidos desse triste MAL, o alcoolismo.

Pois bem, inteligentes como eram e como são, sabiam que teriam de sair do vício e, não sei se a convite de alguém, se por iniciativa própria, ou se pelas rezas de Dona Dazinha ou se pelas três coisas juntas, encontraram a AA pelo caminho, na época ainda AAA. Lá a Associação, paulatinamente, foi lhes devolvendo a confiança, a mola mestra de que tanto necessitavam para pegarem o caminho de volta. Há quase 30 anos nossos queridos irmãos Edmilson e João Dehon Fonseca colheram a semente da sobriedade e voltaram brilhantes ao seio de nosso Lar.

Sentindo o benefício que alcançara, João Dehon partiu pelo Brasil afora plantando mudas e mais mudas desta Árvore Preciosa, a AA. Nunca mediu esforços em ajudar a quem necessitava, nesta jornada sublime de salvar seres humanos, roubando-lhes este vício maldito e corrosivo, fruto da degenerescência humana, e dando-lhes novo alento. Temos mais que nos congratularmos com os dois, não só pela conscientização do mal de que são possuidores, mas muito mais pelo exemplo de força de vontade que dão àqueles que ainda se sentem fracos na difícil caminhada de recuperação.

É do conhecimento de todos e já devidamente comprovado que a violência no País, principalmente no trânsito, é causada pela ingestão de álcool por parte de motoristas, geralmente com vítimas fatais. Por outro lado, o índice de morte através de armas de fogo ou de qualquer outro tipo, na maioria das vezes também é causado pela embriaguês, nas festas, nos fins de semana, principalmente. Os gastos com estes acidentados, vítimas do “trânsito alcoolizado” e/ou de armas manejadas “etilicamente”, são enormes por parte dos Governos dos três poderes, com utilização da rede hospitalar autorizada pelo SUS com custos bastante elevados com profissionais da Saúde e medicamento, etc.

Logo, aqueles Poderes deveriam olhar com mais carinho esta INSTITUIÇÂO, Alcoólicos Anônimos, pois ela é o antídoto para muitas daquelas mazelas de fins de semana. Quantas pessoas deixaram de provocar vítimas ou mesmo fazer parte da lista de sofrimentos destes acidentados, porque se conscientizaram através do AA de como devem se comportar no meio social? 


Imagine, então, se a verba gasta para tanto sofrimento, fosse empregada naquela INSTITUIÇÃO, através da criação de Locais Apropriados ao difícil trabalho de recuperar vítimas do alcoolismo, como FAZENDAS com as devidas Infra-Estrutura apropriadas ao mister? É um caso a se pensar com carinho e ousadia. Seguindo o modelo da AA, muitas outras Associações já foram criadas pelo Mundo afora para recuperação de Gastadores Compulsivos, de viciados em jogos de azar, viciados em sexo, como foi o caso do Ator Michael Douglas, usuários de drogas pesadas, como Heroína, Morfina, Cocaína, “Crac” e diversos outros tipos de mazelas sociais.

Verificando o Símbolo da AA vi estampados, em seu desenho, o Sol que nos dá uma idéia de liberdade, de translucidez, e bem dentro do seu núcleo o triângulo com fundo azul, ladeado pelas palavras: UNIDADE SERVIÇO e RECUPERAÇÃO, mostrando-nos as etapas a serem seguidas em sua árdua, porém, bela empreitada e finalmente centralizando todo o simbolismo deste trabalho a sigla AA, que nos passa a idéia de sua Majestade.

Entretanto, ante o grandioso trabalho e empenho da Instituição na busca gloriosa e perene na salvação de inditosos do vício, achei que o simbolismo já está com uma representação aquém daquilo que a AA realmente expressa, nos dias de hoje! Por isso, entusiasticamente, tomei a liberdade de acrescentar o que sinto, a representação que vejo na hercúlea labuta em busca do melhor Àquele Ser Humano em decadência. Assim, utilizando as ferramentas que o PAINT nos oferece, na informática, e me aproveitando da bela Representação Simbólica atual, ousei criar um outro simbolismo, acrescentando ao já existente outra forma de expressão.

Ao invés do triângulo, superpondo outro ao já existente, idealizei um HEXAGRAMA acrescentando mais três palavras representativas, AMOR, ESPERANÇA e REALIDADE, conservando, entretanto, as três já existentes, UNIDADE, SERVIÇO e RECUPERAÇÃO, procurando expressar a evolução da ALCÓOLICOS ANÔNIMOS na atualidade.

O simbolismo UNIDADE nos dá conta de que, na verdade, há uma Instituição sem interesses comerciais composta de uma irmandade que quer levar o alento àquele que procura suas portas.

Fiz questão de colocar AMOR no topo do Hexagrama, uma vez que adentrado ao seio da Irmandade, o indivíduo vai encontrar ali aquilo que supunha não mais existir, o Carinho, o Afeto, palavras de ânimo, sentimentos vários de amor que irão inspirar no Iniciante a vontade máxima de se recuperar.

O próximo passo, SERVIÇO, simboliza o começo da luta através das palestras, da desinibição da pessoa, antes complexada perante o meio em que vivia, um dos sentimentos infames auto-imposto pela crueldade da doença. 

Sentindo-se tratado como um Ser humano naquele meio amigável, voltam-lhe a ESPERANÇA de um dia voltar ao convívio dos Seus, de fazer parte com orgulho de uma Sociedade que o verá com admiração e com respeito.

O processo, então, de RECUPERAÇÃO é sentido e todas as suas forças são testadas, toda sua Fortaleza começa a dar mostra que Ele, indivíduo, já tem vontade própria, começa a domar seus sentimentos, vislumbrando aqueles que lhe podem ser maléficos e extirpá-los de dentro de Si.

Finalmente, a glória total, sua luta foi coroada de êxito, a REALIDADE do sonho tão almejado foi alcançada. Ele está pronto para retornar com muitos louros ao seio de seu querido Lar, ao convívio da Sociedade e como filho pródigo Ele retorna glorioso aos braços de seus familiares, de seus amigos, agora mais cônscio da responsabilidade adquirida naquela Irmandade que lhe acolheu de braços abertos proporcionando-lhe todo este seu Renascimento.

Parabéns e Obrigado ALCÓOLICOS ANÕNIMOS pela majestosa Obra que Vocês desempenham no seio das Nações espalhadas pelo mundo afora!

Misericordia / Itaporanga - Segundo Livro

O SEGUNDO LIVRO

As vilas e povoados

De como era formado o antigo território do município de Misericórdia, o inicio, a povoação e a emancipação política de cada um deles. O coronel Zuza Lacerda e a Republica da Estrela, pouco conhecimento movimento revolucionário que ele comandou de sua fazenda Brusca, no distrito de Boa Ventura, contra o poder central, na capital da Parahyba. 

Curral Velho


O inicio do povoado onde atualmente existe o município de Curral Velho começou no ano de 1850, com chegada ao local de um cidadão conhecido pôr "Ponta Negra", que se instalou na região com a fazenda Curral Velho, nome dado à área desde os seus primórdios. Atualmente, quem visita o município ainda pode constatar vestígios do curral pertencente à primeira propriedade. A emancipação política do município se deu em 2 de julho de 1963. 

Possuindo uma área de 105 quilômetros quadrados, o município de Curral Velho está localizado no Vale do Piancó, limitando­se com Boa Ventura, Diamante, Manaira, Pedra Branca, Princesa Isabel e Santana de Mangueira. Sua altitude é de 350 metros acima do nível do mar e seu clima considerado tropical, com temperatura variando entre as máxima de 36°C e mínima de 26°C. 

As culturas agrícolas e pecuária são as mais desenvolvidas na região, tendo como principais produtos o algodão arbóreo e herbáceo, arroz, batata doce, cana-de-açúcar, feijão, mamona, manga e milho. Na pecuária, destacam-se os rebanhos bovinos, ovinos, muares, asininos e avicultura. 

O município é servido pelas rodovias PB-356 e PB-344, ficando a 438 quilômetros de distancia de João Pessoa. A população conta com os serviços dos Correios e Telégrafos, Telemar e capta regularmente imagens da TV Globo, SBT e Bandeirantes. Foi nas terras de Curral Velho que se instalou o coronel Zuza Lacerda que proclamou a Republica da Estrela, a inusitada revolução que aconteceu há 100 anos nas terras de Misericórdia. Atualmente, o seu prefeito é Felisberto Barbosa, o Betão. 

Boa Ventura


A princípio, as terras ocupadas pelo atual município de Boa Ventura pertenceram ao comendador Gaspar D’Ávila Pereira, como parte de uma data terra adquirida à Casa da Torre da Bahia, no inicio do século 18. Posteriormente foram cedidas ao tenente-coronel. Luiz Furtado de Almeida Mendonça no ano de 1746 que, por sua vez, foram vendidas depois ao alferes Marcelino Gonçalves, a 2 de outubro de 1759, na sede da Capitania da Paraíba. 

Em 1776, o Alferes Luiz Pinto de Sousa e sua mulher Maria de Oliveira Dutra (Maria Baraúna), tornam-se proprietários da fazenda São Boa Ventura, e a 29 de dezembro de 1787, no Cartório de João do Rego Barros, na então Vila de Pombal, escrituraram a doação de meia légua quadrada de terras para patrimônio de Nossa Senhora da Conceição, em São Boa Ventura, e para isto foi necessário que seu genro José Felix de Sá abrisse mão do seu direito de posse da data de terra em apreço. A construção da Capela foi iniciada, mas a sua construção durou 45 anos e nela foram gastos recursos correspondentes a duas propriedades agrícolas e 40 bovinos. 

Em torno da Capela, já no início do século XX, se desenvolveu um aglomerado de prédios e residências, e o antigo sitio se transformava num povoado, com pequeno comércio, que mais tarde foi promovido a Distrito do então município de Misericórdia (hoje Itaporanga), conseguindo sua emancipação política pela Lei nº. 2.605, de 01 de dezembro do mesmo ano. 

Localizado no sertão do Piancó, Boa Ventura limita-se com os municípios de Curral Velho, Diamante, Itaporanga, Pedra Branca, e com o açude Saco de Nova Olinda, onde separa-se pelas águas dos municípios de Nova Olinda e Princesa Isabel. Tem clima ameno e seco, com temperatura variando entre 20 e 36°C. Sua economia é baseada na agricultura e pecuária, tendo como principais produtos agrícolas o algodão, feijão e milho; e na pecuária, os rebanhos bovinos, equinos, asininos, ovinos, caprinos e muares. A padroeira do município é Nossa Senhora da Conceição. 

Com uma área de 466 quilômetros quadrados, que corresponde a 0,83% da área do Estado, o município de Boa Ventura tem uma altitude de 300 metros acima do mar, e tem como coordenadas geográficas 7°24’42”, de latitude sul, e 38°12’00”, de longitude (W.Gr.). Distante 420 quilômetros de João Pessoa, Boa Ventura está a 3.520 quilômetros de Brasília, a Capital Federal. A cidade polo mais próxima é Itaporanga, situada a 18 quilômetros da sede do município. 

A política partidária no município sempre girou entre torno de duas famílias: os Cavalcanti de Arruda e os Pinto Brandão. O seu primeiro prefeito foi o comerciante Cláudio Arruda e, hoje, no inicio do Século XXI Boa Ventura é administrada pela segunda vez por um filho deste, o jovem Fábio Cavalcanti de Arruda, um político dinâmico e de muitas realizações. 
Diamante

O topônimo Diamante, que já foi denominada de São Paulo, tem referencias históricas muito antigas. Desde 1752 eram assim chamadas o sítio e a serra que se limitavam com as três léguas quadrada de terras “devolutas” cedidas a Manuel de Sousa pelo então governador da Capitania Antônio P. da Fonseca, sendo que o centro da data de terras em apreço se localiza no poço Pombinho, no Rio Piancó. Em 1768, 16 anos depois toma posse da terra José Félix de Sá, com o conhecimento do governador Jerônimo José de Mello e Castro. 

Em 1816, isto é 48 anos depois, o Capitão Domingos João Dantas, morador no Piancó, pede concessão de terras aos governadores interinos André Alves Pereira e Ribeiro Cirne, confinantes ao norte com a fazenda Jenipapo; ao sul com os sítios Bruxas e Antas, ao leste com a Fazenda São Boa Ventura e a oeste, com os Sítios Milho D’Angola e Santana. Assim, no centro desses limites, teve origem a povoação de Diamante, cuja política foi exercida ao longo dos anos pelos membros das famílias Mangueira e Diniz, sendo que o prefeito atual é o médico Ernane Diniz, que substituiu no cargo o também Odoniel Mangueira. 

Pedra Branca


O município de Pedra Branca teve como inicio a Sesmaria do Minador, requerida por Inácio Vaz de Souza e João de Barros, em 1770. Posteriormente chegou à região Antônio de Souza Dias, que se estabeleceu na área de Várzea de Dentro, e como tinha muitos filhos, como era costume naquela época, logo formou uma grande descendência. 

Antônio de Souza Dias foi um grande criador de gado. Também comprava e vendia boiadas até no Estado do Piauí. Vendia também em Recife e na região dos engenhos pernambucanos. Sabe-se também que os filhos de Antônio de Souza Dias e Raimundo Epaminondas de Souza casaram-se com filhas do patriarca Alexandre Gomes da Silva, um dos fundadores de Misericórdia, hoje Itaporanga. 

Enquanto Joab de Souza Dias iniciava a povoação de Nova Olinda, o irmão Raimundo o ajudou muito. Raimundo de Souza, como era conhecido, também teve muitos filhos, sendo mais mulheres do que homens. Solidônio Oliveira Leite, nascido em Tavares, município de Princesa Isabel, casou-se com uma das filhas de Raimundo, de quem ouvia sempre dizer que era preciso transformar a fazenda Pedra do Fumo num povoado ou vila, já que grande parte do município de Itaporanga, na época do inverno, ficava até seis meses isolado do mundo. 

Adauto de Oliveira e Silva, filho de Solidônio, era vereador em Itaporanga no ano de 1954. No mês de agosto daquele ano reuniu os descendentes de Raimundo de Souza e fundou o povoado que, posteriormente, foi transformado em distrito pela Lei no. 2.209, de 19 de dezembro de 1959, de autoria do deputado Balduíno Minervino de Carvalho. 

No ano de 1964, o deputado José Teotonio da Silva, atendendo a um pedido do estudante de direito Francisco Teotonio de Souza, filho da região, apresentou projeto criado o município de Pedra Branca, cotando para tanto com o apoio dos deputados Balduíno Minervino de Carvalho e Jonas Leite Chaves. Coube ao governador Pedro Moreno Gondim sancionar a lei 3.152, em 30 de março de 1964. Assim nasceu o município de Pedra Branca, fincado nas terras da fazenda Pedra do Fumo. 

São José do Caiana


A origem do município partiu de um sitio conhecido como “Caiana”, de propriedade de Manuel Caiana. Que em 1916 foi adquirido por Dezinho Araruna, que faleceu anos depois. Seu filho Argemiro, assumiu então os destinos da propriedade e um dos seus primeiros atos foi doar um lote de terra para construção da primeira capela da região, em homenagem a São José. 

Após a instalação da capela foram surgindo novas construções e o comercio local começou a prosperar. 

O município surgiu em 7 de novembro de 1963 e possui hoje uma área de 159 quilômetros quadrados. Limita-se com os municípios de Aguiar, Conceição, Itaporanga, Diamante e Serra Grande. Tem como coordenadas geográficas 7°37’06” de latitude sul e 38°19’00” de latitude oeste. Sua altitude é de 619 metros. 

Com clima temperado, o município tem temperatura máxima em torno de 30° e mínima de 18°C. O inverno da região tem inicio em janeiro, terminando em maio. A agricultura e a pecuária são as principais fontes de renda de São José do Caiana tendo como produtos básicos o algodão, feijão e sisal. Na pecuária destacam-se os rebanhos bovinos e a avicultura. 

A política no município sempre foi comanda pela família Lopes da Silva, também conhecida com “os Regina”. Seu atual prefeito é Gildivan Lopes da Silva, também conhecido como o Galego do Caiana, que substituiu no cargo o sobrinho Marcílio. 

Serra Grande


A origem do município de Serra Grande data de 1900, quando da instalação do sitio Timbaúba, de propriedade de Tomé Pereira dos Santos, local onde atualmente existe a sede municipal. Ele também fez uma doação para que fosse construída a capela do local, em 1901, em homenagem a São José. Após a capela, foram construídas varias casas, sendo seus primeiros moradores Pedro dos Santos e João Ferreira Lima. 

A emancipação política do município aconteceu em 13 de dezembro de 1961. 

Sua área é de 255 quilômetros quadrados, limitando-se com Bonito de Santa Fé, Monte Horebe, São José de Caina, São José de Pinharas. Está situado a 490 metros do nível do mar e localizam-se no Vale do Piancó. 

O clima do município é temperado, com a temperatura oscilando entre 18 e 31 grais. Fica a uma distancia de média de 435 quilômetros de João Pessoa e 3.353 quilômetros de Brasília. 

A economia da região está diretamente ligada a agricultura e pecuária com o cultivo de algodão, milho e mamona, além dos rebanhos caprinos, suínos, bovinos e avicultura. Na época de sua emancipação política o seu maior chefe político era o fazendeiro Cefras Ramalho, que também assumiu a chefia do Executivo. O seu atual prefeito é Vidal Antônio da Silva. 

Zuza Lacerda e a “Republica da Estrela”


Uma República independente do Brasil em pleno sertão paraibano. Tudo aconteceu no final do Império, na virada do século XX, no pequeno povoado de São Boa Ventura, hoje município de Boa Ventura, na região do Vale do Piancó. O chefe político da região à época, coronel Zuza Lacerda, indignado com o fato de o presidente da Paraíba, Epitácio Pessoa, não dar posse ao novo presidente eleito, desembargador José Peregrino de Araújo, resolveu decretar independente do país a sua região, fundando, assim, a “República da Estrela”. 

Na “República da Estrela” ninguém pagava impostos ao Estado e só obedecia às ordens do caudilho Zuza Lacerda. Até um Ministério foi formado, com sua composição revertido do mais profundo nepotismo. Seu filho era o Ministro da Guerra; o Ministério da Marinha ficou a cargo do seu neto; um outro filho ocupou o Ministério da Fazenda; as outras funções importantes do “Novo Governo” foram loteadas por parentes e amigos mais chegadas. 
A duração da aventura do coronel e seu Estado independente é uma incógnita. Muitos afirmam que durou apenas três dias, com Zuza Lacerda se refugiando no Ceará, sendo mais tarde julgado em Pombal por crime de rebeldia, do qual teria sido absolvido. Outros garantem que a resistência durou aproximadamente três meses, resultando em um acordo entre o coronel e José Peregrino, extinguindo a “República da Estrela”, em troca de um refúgio tranquilo na sua fazenda por sua aventura ter sido considerada, na época, como “Crime de Guerra”. 

* * *

Segundo relato do escritor Antônio Décio Pinto, aproximava-se o fim do Império Brasileiro. O comando do Imperador D. Pedra lI, sobre os destinos da nação perdia forças, enquanto os movimentos republicanos ganhavam ímpeto e cresciam a passos largos. 

Quase no final da década de 80 do século passado, os estados nordestinos foram assolados por uma seca impiedosa, dizimando animais, plantações e até seres humanos. O sertão da Paraíba foi totalmente afetado pelos efeitos da seca, dizimando, literalmente, os rebanhos ali existentes. 

Como se fora um capricho da natureza, após a longa estiagem vieram as chuvas abundantes e como se fosse um milagre, novamente os campos se vestiram de vegetação verde, ressurgindo a vida e devolvendo a beleza ao sertão e o riso aos rostos marcados dos pobres sertanejos. 

Com a volta das chuvas e das pastagens aos campos, os fazendeiros da região do Vale do Piancó começaram a recompor seus rebanhos, comprando gado vindo do estado do Piauí e, em especial, do Ceará. 

Numa tarde daquela época, adentrou no então pequenino povoado de São Boa Ventura, um tanjerino conduzindo uma boiada destinada a uma grande fazendeira do lugar chamada Donária Leite. Era um jovem rapaz de estatura mediana, faces rosadas, olhos azuis, e de simpatia singular. Tratava-se de José Cavalcanti de Lacerda (Zuza), mais tarde conhecido por Coronel Zuza Lacerda, o Senhor das Bruscas. 

Zuza Lacerda tornou-se o vaqueiro de dona Donária, e em pouco tempo, conquistou o respeito e admiração de todos, pois inspirava confiança e habilidade, deixando transparecer seu espírito de líder nato. Poucos anos após sua chegada, em São Boa Ventura, casou-se com dona Ana Furtado de Lacerda, irmã do capitão Mamede Lacerda, que por sua vez era casado com dona Donária Leite. 

Por esforço próprio ou herança antecipada, não se sabe ao certo, adquiriu a fazenda Curral Velho, distante três léguas do povoado de São Boa Ventura. Com o dinamismo que lhe era peculiar, fez a fazenda prosperar, criando gado, produzindo algodão, milho, arroz e feijão, e em pouco tempo, passou a plantar cana-de-açúcar. E como consequência, montou um engenho rudimentar, puxado a boi, para produzir rapadura. 

À proporção que a fazenda Curral Velho prosperava, casas eram construídas para seus moradores que aumentavam ano a ano. Atendendo orientação do Padre Cícero do Juazeiro, construíram uma Igrejinha conjugada à sua casa. Após a construção da igreja, trouxe um frade da então Vila da Baixa Verde, hoje cidade de Triunfo, no vizinho Estado do Pernambuco. 

A produção da fazenda Curral Velho crescia a passos largos, o que possibilitou a Zuza Lacerda adquirir outras propriedades, chegando a formar um enorme latifúndio. O prestígio de Zuza Lacerda crescia na mesma proporção do seu patrimônio, chegando sua fama a atravessar não só as fronteiras do sertão, mas as fronteiras da Paraíba. 

Naquela época, os sertões do Nordeste eram infestados de bandidos e cangaceiros, contudo, Zuza Lacerda não lhes dava trégua, combatendo-os tenazmente. E para tanto, formou seu exército” particular. 

Na localidade Esperança, quase no limite com o Ceará, formou-se um grupo de bandidos conhecidos como “os Viriatos”. Esse grupo vinha espalhando terror e medo num raio de vinte léguas, explorando fazendeiros, extorquindo-lhes dinheiro, ouro, prata e até gado. Tudo sobre ameaças. 

Com autorização do Governo, Zuza Lacerda armou seu grupo e, numa batalha que durou uma semana, destruiu todo o acampamento, causando enormes baixas, e os sobreviventes que conseguiram escapar ao ataque foram perseguidos e após um mês de caçada humana, Zuza Lacerda pisou no bucho do último dos Viriatos, na fazenda Jenipapo. 
Após esse ato heróico, Zuza foi agraciado com a patente de Coronel da Guarda Nacional, passando a usar vistosa farda de gala durante as quatro festas do ano, ou em ocasiões especiais. 

Era amigo íntimo do Desembargador José Peregrino de Araújo, que foi eleito presidente do Estado da Paraíba em 1900. Como a oposição liderada por Epitácio Pessoa deu posse a outro presidente, Zuza Lacerda levou seu “exército” particular desde a fazenda Curral Velho até a Capital para garantir a posse de José Peregrino. 

O Coronel Zuza Lacerda foi eleito Deputado Estadual, cumprindo seu mandato até 1903. Na mesma legislatura foi eleito representante do Vale do Piancó, juntamente com Zuza, Venceslau Lopes da Silva, que era genro de José Peregrino. 

Por questões afetivas, o presidente do Estado passou a prestigiar o seu genro, Venceslau Lopes, afetando seriamente as relações com o Coronel Zuza Lacerda. Este, por sua vez, tentando recuperar seu prestígio, e mostrar sua força, invadiu Misericórdia (hoje ltaporanga) com seus homens armados para acabar com as  eleições. 

A medida que Venceslau Lopes aumentava seu domínio sobre o reduto político do Coronel, este se tornava mais distante do presidente do Estado, ameaçando romper definitivamente relações com seu amigo José Peregrino. 

Mais uma vez, para mostrar ao presidente do Estado sua força política e sua coragem pessoal, desafiou o mesmo, declarando a independência dos seus domínios a “República da Estrela”, tendo como sede a então Vila de São Boa Ventura, e como quartel General, a fazenda Curral Velho, que àquelas alturas já se tornava um povoado. 

Na República da Estrela, ninguém pagava imposto. Só havia um mandatário. O caudilho Zuza Lacerda era voz única e suprema, pois todos os outros eram mandados por ele, e somente por ele. 

Criou um Ministério, assim formado: 
- Ministro da Guerra, seu filho Irineu Lacerda. 
- Ministro da Fazenda, seu filho cadete Lacerda. 
- Ministro da Marinha, seu neto Zé Zuza. 
- Ministro das Relações Exteriores, Major Sula. 
- Ministro dos Transportes, um tropeiro de Boa Ventura. 

A duração da República da Estrela foi efêmera. Há quem sustente que durou apenas três dias, período após o qual o coronel desistiu da aventura, refugiando-se no Ceará, seu Estado de origem. Por este motivo, foi indiciado e julgado na Comarca de Pombal por crime de rebeldia, do qual foi absolvido. Outra versão garante que a República da Estrela sobreviveu aproximadamente três meses. 


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cemitério de Itaporanga não cabe mais ninguém e coveiros temem ficar sem trabalho

Ultimamente, covas estão sendo improvisadas entre túmulos para evitar que corpos tenham quer ser enterrados em outras cidades 


Por Redação da FolhaHá pelo menos dois anos, Itaporanga precisa ampliar o seu cemitério, que não dispõe mais de espaço para novos sepultamentos, um problema que vem causando constrangimento aos familiares dos falecidos. Para que os corpos dos itaporanguenses não tenham que ser sepultados em outras cidades, covas estão sendo improvisadas entre túmulos já existentes, o que não é ideal por comprometer a organização estrutural e a estética do cemitério, mas necessário no momento por não haver outro jeito.

O cemitério é de responsabilidade da Prefeitura e precisa urgentemente ser ampliado, no entanto, nada foi feito nos últimos anos, agravando o problema. “Uma pessoa morre e é a maior dificuldade para conseguir um espaço para ser sepultada, e fica umas covas quase em cima das outras”, lamentou um cidadão local que recentemente sepultou um ente querido.

Os coveiros também estão preocupados com a falta de espaço no cemitério. São eles que precisam quebrar a cabeça em busca de um pedaço qualquer de chão quando morre alguém na cidade, e os enterros são quase que diariamente em Itaporanga, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br). Eles também temem ficar sem trabalho.

Se hoje a maior cidade do Vale já depende de Pedra Branca para manter seu comércio de carne, uma vez que está há quase dois anos sem matadouro.

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