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História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Legislatura de 1989 à 1992

15 de novembro de 1988, eleições municipais; no dia 01 de janeiro de 1989, tomaram posse para a legislatura de 1989/92, os seguintes Vereadores: Audiberg Alves de Carvalho, Carlos Alberto Ferreira, José Hilton Baião da Silva, Josefa Gomes da Silva, João Pereira de Sousa (Duvam), Terezinha de Medeiros Carvalho Maia (Tetê Maia, filha do ex-deputado Dr. Balduíno Minervino de Carvalho), José Joaquim da Silva, Antônio Rodrigues Pita (Antonio de Bruno) e José Serafim de Queiroz Filho, sendo eleito presidente da Câmara, o vereador Audiberg Alves de Carvalho (conhecido como Berguim, atual Prefeito de nossa cidade). 

Vanduí Soares Araújo
Prefeito: José Will Rodrigues, Vice-prefeito: Vanduí Soares de Araújo

No dia 06 de janeiro de 1989, a Câmara aprovou Projeto de Lei, de iniciativa do Poder Executivo, concedendo aumento de salários aos servidores do Município, na razão de 100 (cem por cento) sobre os salários de dezembro de 1988. No dia 11 de fevereiro de 1989, a Câmara concedeu "licença", para tratamento de saúde, por 120 dias, ao vereador Carlos Alberto Ferreira, assumindo o seu lugar, o 1°. Suplente do PDS, Luís Benedito de Oliveira (Seresteiro das antigas que morreu em acidente quando chegava em Itaporanga para as comemorações do sesquicentenário da paróquia). Nessa mesma sessão, a vereadora Josefa Gomes da Silva (Nazinha) requereu ao Prefeito a construção de uma escola, no Sítio Barrocas. O vereador Antônio Rodrigues Pita (hoje falecido) apresentou, na sessão do dia 11 de março desse mesmo ano, uma "moção de pêsames" pelo falecimento do Sr. Antônio Alves Pereira Sobrinho, ocorrido, no dia 05 de março de 1989. A vereadora Terezinha de Medeiros Carvalho Maia (Tetê Maia) requereu a construção de um grupo escolar, no Sítio Cravoeiro, com a denominação de "Grupo Escolar José Bernardino dos Santos". 

O vereador Luís Benedito apresentou "moção de congratulações" à ASFITA pela inauguração de sua sede social, localizada, em Manaíra, na Capital do Estado. Na sessão do dia 20 de março de 1989, o vereador José Joaquim da Silva apresentou e a Câmara aprovou Projeto de Lei, criando a "Tribuna Livre", a fim de que as pessoas da Comunidade, física e jurídica pudessem usar a palavra, durante as sessões. O vereador Luís Benedito apresentou Projeto de Lei e a Câmara, na sessão do dia 28 de abril de 1989, aprovou-o, denominando de Rua Antônio de Louro, a travessa de "acesso às Avenidas Pedro Américo e 13 de Maio (antigo Beco das pedras). Nessa mesma sessão, o vereador José Hilton Balão apresentou Projeto de Lei, reconhecendo de utilidade pública, o Grupo de Mães Ana Madeiro, localizado, no Sítio Cantinho, que, apesar de haver passado para a categoria de "Distrito", desde de 30 de novembro de 1985, ainda hoje, é chamado de sítio. 

Com seis meses de governo, o Poder Executivo enviou e a Câmara aprovou a segunda mensagem de aumento para os servidores municipais, na sessão do dia 14 de junho de 1989. No dia 12 de setembro desse mesmo ano, os Vereadores Baião e Duvan apresentaram Projeto de Lei, denominando de Grupo Escolar Professora Justina Emília Crizanto, a Unidade de Ensino Municipal, localizada, no Conjunto Chagas Soares. O vereador Audiberg Alves de Carvalho (Berguim) apresentou e a Câmara aprovou, no dia 16 de setembro de 89, Projeto de Lei, reconhecendo de utilidade pública, a Escola Técnica Comercial Tancredo Neves. Na ocasião, o prof. Djacy Barreiro, Diretor da Escola, agradeceu aos Vereadores. O vereador José Joaquim da Silva requereu ao superintendente do IPEP a instalação de uma farmácia, em Itaporanga. 

Na sessão do dia 01 de outubro de 1989, o vereador José Serafim de Queiroz Filho (Zé Queiroz) requereu ao Prefeito a construção de arquibancadas e banheiros, no Estádio Municipal, o "Zezão". Carlos Alberto Ferreira requereu a construção de esgoto, na Rua Mãe Burrego. A vereadora Nazinha votou contra o requerimento do vereador Carlinho Ferreira, surgindo, daí, uma acirrada discussão entre os dois parlamentares mirins, sendo obrigado a intervenção do presidente da Câmara, para que os ânimos se serenassem. O Prefeito mandou Projeto de Lei, concedendo aumento de salários aos Servidores públicos municipais. 

No dia 07 de outubro desse mesmo ano, o vereador José Joaquim apresentou e a Câmara aprovou o título de "Cidadão Benemérito de Itaporanga" para o Coronel Antônio de Pádua Sousa Lopes, Comandante do 1°. Batalhão de Engenharia e Construção do Exército. As vereadoras Tetê Maia e Nazinha apresentaram e a Câmara aprovou Projeto de Lei, concedendo o título de "Cidadã Itaporanguense" à professora Francinete Soares de Alencar Leite, título esse, concedido, pela terceira vez, já que a citada professora havia sido agraciada, em agosto de 1960 e na Legislatura de 1964/68, numa proposição dos Vereadores Raimundo Nonato e Felinto Satumino, respectivamente. Na sessão do dia 10 de outubro de 1989, o vereador Carlos Alberto Ferreira apresentou Projeto de Lei, reconhecendo de utilidade pública, o Grupo de Teatro Amador de Itaporanga - GRUTAMI. 

Consta, no livro de atas da Câmara, de n°. 03-págs. 87v/88, que o Frei Aquino Rodrigues Torres, na sessão de 08 de outubro de 1979, foi agraciado com o título de "Cidadão Itaporanguense". Nessa sessão do dia 10 de outubro de 1989, o vereador José Joaquim da Silva apresentou e a Câmara aprovou, novamente, o mesmo título para o citado Frei Aquino. Essa duplicidade de proposições, ocorrida, na Câmara, acredito que não seja culpa dos Vereadores, mas, talvez, tenha acontecido por falta de um sistema de arquivo e informações melhor organizado. A passagem de Frei Aquino, por Itaporanga, deixou alguns marcos, dentre os quais, destacou-se a Escola Profissionalizante, que ministrava cursos de datilografia, culinária, corte e costura e pintura, cursos esses, dados, pelas Irmãs Franciscanas, Isabel Guimarães, Neildes Bezerra e Anatália Martins, esta última, continuando, ainda hoje, à frente das obras fundadas e implantadas, por Frei Aquino, no solo itaporanguenses e que têm contribuído, em muito, para a formação dos jovens de nossa querida terra. 

No dia 27 de outubro de 1989, a Câmara aprovou Projetos de Lei, concedendo "abono de salário" aos professores do Município, anistiando os devedores do IPTU, relativo ao exercício de 1987 e anos anteriores e o vereador José Joaquim da Silva requereu o arruamento, ligando o Hospital ao Centro Integrado de Saúde. No mês de novembro desse mesmo ano, a Câmara aprovou "abono de salários" para os servidores municipais e o novo Regimento da Casa. A vereadora Josefa Gomes da Silva (Nazinha) apresentou Projeto de Lei, denominando de Vereador José Inácio de Figueiredo, o grupo escolar do Sítio Barrocas. Os Vereadores Baião e Duvan propuseram o título de "Cidadão Itaporanguense" para o Dr. José Flávio de Matos. Os Vereadores José Joaquim da Silva e Josefa Gomes da Silva apresentaram e a Câmara aprovou Projeto de Lei, denominando de "Rua Monsenhor Gomes", a rua projetada, situada, no setor 03 do Conjunto Miguel Morato. Segundo dados biográficos apresentados, pelo vereador José Joaquim da Silva, o Monsenhor Gomes, cujo nome era Manoel Florentino Gomes da Silva, nasceu em 1893, no sítio Minador, Município de Itaporanga. Em 1908, entrou no seminário de Fortaleza e se ordenou padre, em 1916. Celebrou sua primeira missa, em Itaporanga, na época, Misericórdia. Foi agraciado com o título de "Camareiro Secreto" de Sua Santidade, o Papa Pio XII. 

O vereador Antônio Rodrigues Pita requereu a construção de grupos escolares, nos sítios Catolé e Cachoeira Velha. A vereadora Josefa Gomes da Silva pediu ao Prefeito a construção de um grupo escolar, no sítio São Pedro. José Joaquim requereu grupos escolares para os sítios Corrente, Pitombeira e Taboleiro Comprido. O poder executivo mandou Projeto de Lei, concedendo "Abono de Natal" ao funcionalismo público Municipal. No dia 30 de dezembro de 1989, o Prefeito mandou mensagem de aumento para o funcionalismo público, no percentual de 100 a 330%. Na sessão do dia 10 de março de 1990, a Câmara aprovou Projeto de Lei, concedendo aumento salarial para os servidores do Município. No dia 20 de abril desse mesmo ano, os Vereadores Baião e Duvan requereram a construção de um grupo escolar, nos Sítios Frade, Casa Nova, Jardim de Cima e Lagoa Seca. 


O vereador Carlinho Ferreira pediu um grupo para o Sítio Saco do Pinto e Antônio Rodrigues Pita, um outro grupo para o Sítio São Pedro de Cima. Ainda, nesse ano de 1990, o vereador Audiberg Alves de Carvalho requereu a construção de grupos escolares para os sítios Cachoeira, Araçá, Vaca Morta (com o nome de Cecilina Paulo Carneiro), São João e a ampliação do cemitério "Mãe de Misericórdia". O vereador Carlinho Ferreira pediu um grupo para o Sítio Curimatã, com o nome de Grupo Escolar José Araújo Freire. O vereador Antônio de Bruno pediu outro grupo para o Sítio Poço Redondo. José Joaquim pediu grupos escolares para os Sítios Cafula, Lagoa do Mato e Macacos. Balão e Duvan pediram para os Sítios Agreste, Pau Brasil, Genipapo, Lagoa do Mato, Pitombeira, Varzinha, Pau D’arco e Pedreiras. Também, o vereador Antônio Rodrigues Pita, conhecido por Antônio de Bruno, requereu grupos escolares para os Sítios Varzinha, Emas e Lagoa Seca. 

No dia 15 de junho de 1990, a Câmara aprovou equiparação e reajuste de salários para os servidores públicos. No dia 09 de outubro de 1990, foi aprovado Projeto de Lei, concedendo "Abono de Salário" ao funcionalismo da prefeitura. Na sessão do dia 19 de novembro desse mesmo ano, foi aprovado novo "Abono salarial" e, no dia 30 de novembro, mais outro "Abono" foi dado aos servidores municipais. No dia 01 de janeiro de 1991, José Hilton Baião da Silva foi eleito presidente da Câmara. Na sessão do dia 18 de janeiro de 1991, a Câmara aprovou outro "Abono de salários" e, no dia 16 de fevereiro desse mesmo ano, foi aprovado Projeto de Lei, concedendo reajuste de salários ao funcionalismo Municipal. No mês de março de 1991, os Vereadores Balão e Duvan pediram ao Prefeito a construção de um grupo escolar, no Sítio Belo Horizonte. 

A vereadora Nazinha Gomes apresentou e a Câmara aprovou Projeto de Lei, dando o nome de "Lúcio Tolentino Leite" à travessa da Rua 13 de maio. No dia 01 de abril de 1991, o Prefeito pediu "Licença", para tratamento de saúde e o vice, Vanduí Soares, tomou posse. No dia 11 de maio de 1991, o Prefeito mandou e a Câmara aprovou reajuste de salários para o funcionalismo público. Na sessão do dia 18 de maio de 1991, a vereadora Josefa Gomes da Silva apresentou e a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº. 09/91, dando o nome de "Creche Municipal Edite Fonseca Rodrigues" à creche, construída, no bairro Bela Vista, nesta cidade. Audiberg Alves e Carlos Ferreira pediram a construção de um grupo escolar, na Vila Mocó. No dia 30 de agosto de 1991, foi aprovado mais um reajuste de salários para os servidores municipais. 

Ainda, nesse mesmo mês, a vereadora Nazinha apresentou Projeto de Lei, dando o nome de "Rua Damião Guimarães Tolentino" ao Beco (Vila) entre a Av. Pedro Américo (hoje Deputado Soares Madruga) e 13 de Maio. Também, a Câmara aprovou Projeto de Lei, de iniciativa da mesma vereadora, dando o nome de "Izabel Gonçalo Lacerda" ao grupo escolar do Sítio São Pedro. Em setembro de 1991, o vereador João Pereira de Sousa (Duvan) requereu ao Prefeito que fosse dado ao Terminal Rodoviário de Itaporanga o nome de: "Vereador Lourival Rodrigues". Em outubro desse mesmo ano, os Vereadores Carlos Alberto Ferreira e Audiberg Alves de Carvalho apresentaram Projeto de Lei, dando o nome de; "José Olinto Filho" a uma das ruas de nossa cidade e um outro Projeto de Lei de n°. 17/91, denominando de "Rua José Nunes Viana", uma das artérias urbanas, localizada, no bairro Xique-Xique. 

Na sessão do dia 16 de novembro de 1991, o vereador Zé Joaquim apresentou Projeto de Lei, dando o nome de: "Guilhermina Maria da Conceição" ao grupo escolar do Sítio Cafula. No mês de fevereiro de 1992, foi concedido um reajuste de salários aos servidores do Município. Os Vereadores Duvan e Balão requereram a construção de um grupo escolar, no Sítio Pedro e foi lido, no plenário, uma comunicação do Diretor da Rádio Difusora de Cajazeiras, dando conta de que a Câmara Municipal de Itaporanga havia sido escolhida como a "melhor Câmara" do Vale do Piancó, no ano de 1991. 

Na sessão do dia 07 de março de 1992, a Câmara retifica o Decreto-Legislativo que aumentou o número de cadeiras da Câmara Municipal de 09 (nove) para 15 (quinze), quando o certo seria de 09 (nove) para 13 (treze) vagas, com vigência, a partir de 1°. de janeiro de 1993. No dia 04 de abril de 1992, o vereador João Pereira de Sousa pediu "licença" para tratamento de saúde, assumindo o seu lugar, o Suplente de vereador, José Valeriano da Fonseca. Em abril, junho e julho de 1992, a Câmara aprovou os Projetos de Lei nos. 05, 08 e 10/92, concedendo reajuste de salários aos servidores municipais, respectivamente. Na sessão do dia 08 de agosto de 1992, o vereador Carlos Alberto Ferreira se afastou do cargo, para tratamento de saúde e o Suplente, Luís Benedito de Oliveira assumiu o seu lugar. 

No mês de setembro desse mesmo ano, a vereadora Nazinha Gomes apresentou e a Câmara aprovou os Projetos de Lei nos. 12 e 13/92, mudando o nome da "Rua 9 de janeiro" para Rua Zú Silvino da Fonseca e da "Rua Floriano Peixoto" para Rua Ananias Conserva de Sousa, respectivamente. Nesse mesmo mês, a Câmara aprovou mais um reajuste de salários para o funcionalismo público Municipal. Passadas as eleições municipais, o Prefeito José Will Rodrigues, mesmo não conseguindo eleger seus candidatos a Prefeito e vice, mostrou que não guardava mágoas nem ressentimentos, mandando, em novembro, penúltimo mês de sua gestão, para a Câmara, sua última mensagem de aumento de salários para os servidores do Município.  

Com Demir Cabral

domingo, 2 de novembro de 2014

Dois Poemas de Pompílio Diniz

CONSEIO

Era assim que eu lhe dizia
Menina você me insurta
Repare essa saia curta
Cuidado que o povo espia
Pois quando ocê vai passando
Os ôme ficam rezando
Prá que dê uma ventania…

Assuba mais o decote
Que assim tá muito descido
E prú favor tomem bote
Uma barra nesse vestido
Menina: ninguém é santo
Repare que em tudo canto
Tá assim de ôme inxirido…

Mas vosmecê repare só
Ela não tinha receio
Se eu falasse era pió
Porque depois do conseio
Prú capricho ela botava
Um vestido que amostrava
A “metade” du jueio…

Pois vosmecê logo imagina
O que isso tudo veio dá…
Coitadinha da menina,
Eu cansei de lhe avisá.
Pois sabe o que acunteceu??…
Ela casou-se cum eu
Tem dez filhos pra criar.


* * *



O RESADÔ

Seu dotô eu num lhe engano,
Eu tenho mais de trinta ano
Que moro neste lugá,
Dou-lhe a palavra de home,
Se num qué morrê de fome,
Vá vivê na capitá…

Aqui no nosso Sertão
Essa história de injeção
O pessoá tem receio…
E vosmicê cuma é novo
E num cunhece esse povo,
Eu vou lhe dá um conseio…

Quando o dotô receitá
Num mande a roupa tirá,
Pruque nossa gente acha
Qui essas coisa é muito feia…
E o cabra morre na peia
Mas a ropa, ele num baxa!

A coisa aqui é isquisita,
O povo num aquerdita
Im receita de dotô…
Já é custume da gente,
Quando arguém está duente
Chamá logo o rezadô…

Se o cabra tá muribundo
Manda chamá Zé Reimundo
Qui é resadô diligente
E a todo mundo socorre.
Quando reza, ou o cabra morre
Ou fica bom de repente!

Cum fé no coração
E três gaio de pinhão
Três vez rezano incruzado,
Lhe agaranto, Zé Reimundo
Dexa quarqué muribundo
Bonzinho, forte e corado.

Voismicê que tá me ouvino
Se pensa que eu tô mentino,
Pode crê que tá inganado!
Pra qui o sinhô se convença,
Vô lhe contá as duença
Que o resadô tem curado:

Panariça e sete côro,
Ferida braba e friera,
Murdidura de bisôro,
O má de izipra e cocêra,
E tudo quanto é ferida,
Dô de ispinhela caída,
Garganta inchada e papêra.

Dô de dente, istalicido,
Dô nas costa, istambo inchado,
Dô de cabeça e zumbido,
Ança, ingasgo, dô do lado,
Quarqué ispéce de dô,
Zé Reimundo resadô
Muita gente tem curado!…

Cum ele num tem gogó.
Essa história de agunia,
Quebranto, oiado, três-só,
Injôo, malicunia,
Sarna, bixeira e sarampo,
Ligero qui nem relampo,
Cura da noite pru dia…

Murdida de cascavé,
Jararaca e salamandra,
O sujeito teno fé,
Essas coisa num lhe ispanta!
Zé Reimundo bota a mão,
E na merma ocasião
O duente se alevanta!…

Purisso que o pessuá
Só precura Zé Reimundo!
Ele aqui, nesse lugá,
É premero, sem segundo…
Inquanto houvé resadô
Ninguém liga pra dotô,
Nem qui venha do otro mundo.

Pois o próprio Zé Reimundo,
No tempo que aqui chegô,
Mostrava pra todo mundo
Seu diproma de dotô…
E quaje morre de fome!
Precisô mudá de nome
E trená pra resadô!…

Paraíba

A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil Localiza-se no leste da Região Nordeste Limita-se com três estados: Rio Grande do Norte (norte), Pernambuco (sul) e Ceará (oeste). Sua área é de de 56 469,778 km², pouco menor que a Croácia. Com uma população de 3 914 418 habitantes em 2013, a Paraíba é o 13º estado mais populoso do Brasil. A capital e a cidade mais populosa é João Pessoa. O Está é dividido em 4 mesorregiões e 23 microrregiões, e divididos em 223 municípios. Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Campina Grande, Santa Rita, Patos e Bayeux. O estado tem um relevo modesto, mas as altitudes não são baixas: 66% do território varia de 300 até 900 metros de altitude. Paraíba, Branco, Piranhas, Taperoá, Mamanguape, Curimataú e Peixe são os rios de maior importância. As principais atividades econômicas são a agricultura (cana-de-açúcar, abacaxi, mandioca, milho, feijão), a indústria (alimentícia, têxtil, de açúcar e álcool), a pecuária e o turismo.

Nas primeiras décadas do século XVII, os franceses já foram responsáveis pela ocupação da região e pelo estabelecimento das relações que tinham com o grupo étnico indígena potiguares. Somente em 1585 João Tavares foi o fundador, na foz do rio Paraíba, do forte São Felipe, para favorecer a defesa da área. A paz com os indígenas se alcançou em 1599. Apesar disso, uma epidemia de varíola foi a causa de morte da população autóctone. De 1634 e 1654, os neerlandeses ocuparam a região. André Vidal de Negreiros expulsou os neerlandeses. Os novos indígenas apresados nos anos posteriores constituíam num agente provocador das revoltas. Estas revoltas foram responsáveis pelo forçamento de uma intervenção militar que ocorreu na metrópole. No ano de 1753, passou a pertencer à capitania de Pernambuco, da qual teve seu novo desmembramento em 1799. A Paraíba foi participante da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador (1825). No ano de 1930, Getúlio Vargas indicou João Pessoa como vice-presidente do Brasil. Naquela época administrou como governador do estado. O fato de que João Duarte Dantas assassinou João Pessoa foi constituído num estopim para a Revolução de 1930.

A Paraíba é berço de vários notáveis poetas e escritores brasileiros como Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, José Lins do Rêgo, Pedro Américo (este mais conhecido por suas pinturas de cenas da História nacional), Assis Chateaubriand (mais conhecido por ter fundado os Diários Associados, a TV Tupi e o MASP), Ariano Suassuna, entre muitos outros. O estado também deu origem a um dos economistas mais influentes da história latino-americana: Celso Furtado. O maior trombonista do Brasil e o primeiro a doutorase em trombone foi o paraibano de Itaporanga, Radegundis Feitosa Nunes.


Índice 
1 História
1.1 Colonização e conquista
1.2 Invasão holandesa
1.3 Conquista do interior
1.4 Revoltas coloniais e imperiais
1.5 República

História
Ver artigo principal: História da Paraíba

Colonização e conquista

Na época do descobrimento do Brasil, Portugal mostrava-se desinteressado em dominar e explorar as terras pertencentes ao atual Brasil. Isso ocorreu porque esse país não encontrou, na costa brasileira, nenhuma riqueza tão preciosa que chamasse atenção. Além disso, os portugueses estavam mais interessados no comércio de especiarias nas Índias. Esse desinteresse chamou muita atenção dos corsários e piratas, vindos principalmente da França, que logo chegaram à costa brasileira, onde começaram a explorar e extrair o pau-brasil, espécie de árvore muito encontrada no local e de grande valor por conter um pigmento utilizado no continente europeu para tingimento de tecido. Com isso, esses invasores franceses se aliaram com os indígenas locais e firmaram uma troca comercial denominada escambo, prática muito utilizada no Brasil Colônia que consista na utilização da mão de obra indígena em troca de alguma manufatura sem qualquer valor.

Brasão da Capitania da Paraíba
Preocupados com o contrabando dessa espécie nativa, os colonizadores portugueses logo enviaram expedições para a colônia. No entanto, todas elas não obtiveram êxito devido às alianças formadas entre os índios e os invasores, o que levou o rei de Portugal a dividir a colônia em uma sistema de quinze capitanias hereditárias, para serem administradas por doze donatários. No caso da Paraíba, o território ficou subordinando à Capitania de Itamaracá, que se estendia desde a Baía da Traição até o rio Santa Cruz, em Igarassu (Pernambuco). O primeiro a ser nomeado para ser donatário da capitania foi Pedro Lopes de Souza, que não chegou a assumir, ficando, em seu lugar, Francisco Braga. Durante sua administração, este entrou em rivalidade com Duarte Coelho Pereira - primeiro capitão-donatário da Capitania de Pernambuco e fundador da cidade de Olinda -, provocando a falência da capitania e, consequentemente, o fim da administração de Francisco Braga e o início da administração de João Gonçalves, que foi responsável pela construção de engenhos na capitania de Itamaracá e pela fundação da Vila da Conceição. Após sua morte, a capitania novamente entrou em decadência e o contrabando de madeira tornou-se ainda maior.

Engenho na Paraíba, obra do pintor holandês Frans Post, de 1645.
Em 1574, ocorreu o ataque ao engenho Tracunhaém, no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém, em Pernambuco, levando o rei de Portugal, D. Sebastião de Portugal, a desmembrar a Capitania de Itamaracá e fundar a Capitania da Paraíba. O governador-geral da capitania recém-criada, D. Luís de Brito, recebeu a ordem do rei português de punir os responsáveis pelo ataque do engenho e fundar uma nova cidade para abrigar a sede do governo da capitania, dando origem a cinco expedições que tinham o propósito de conquistar a Paraíba. A primeira ocorreu em 1574 e foi comandada pelo ouvidor Geral D. Fernão da Silva e ocorreu sem êxito; a segunda ocorreu em 1575, sendo ordenada por D. Luís de Brito, governador-geral da capitania da Paraíba, e no final também acabou fracassando; a terceira (1579) e a quarta (1582) foram comandadas pelo português Frutuoso Barbosa, novamente não atingindo o resultado esperado; a última, realizada em 1584, foi comandada por Flores Valdez e novamente por Frutuoso Barbosa, que finalmente conseguiram repelir os invasores franceses, concretizando o desejo de conquista da Paraíba. Após essa conquista, foram construídos os fortes de São Felipe e São Tiago.

Para a conquista da Paraíba, Martim Leitão, ouvidor geral da Capitania da Bahia, formou tropas com brancos, indígenas, escravos e religiosos, que ao chegarem encontraram índios indefesos, logo aprisionados. Contudo, ao saber que eram tabajaras, libertou-os e os convenceu que sua luta era contra os potiguaras, por sinal, rivais dos tabajaras. Leitão tentou se unir a eles, mas estes, com medo de mais uma traição, rejeitaram. Após muita negociação, os portugueses se uniram aos tabajaras e expulsaram os índios potiguaras, permitindo assim que em agosto de 1585 se desse a conquista efetiva da Paraíba, com a união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe. Após a conquista, Martim Leitão começou o processo de edificação na cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa) e viaja para Baía da Traição para expulsar o restante dos franceses que ali residiam.

Vista atual do Forte de Santa Catarina do Cabedelo. Ao fundo, a Casa de Pólvora.
Invasão holandesa
Com a morte do rei Sebastião de Portugal, em 1578, o trono português foi deixado para o cardeal D. Henrique, que morreu no ano seguinte, principalmente devido à sua idade avançada. No ano seguinte, o rei espanhol Felipe II assumiu o trono e iniciou o período da União Ibérica, entre 1580 e 1640. O início do governo de Felipe II foi desfavorável à Holanda, pois ela lutava pela sua independência contra a Espanha e era a principal responsável pela comercialização de açúcar na colônia do Brasil. O reino espanhol logo proibiu os holandeses de embarcarem nas terras brasileiras. Após essa proibição, os holandeses formaram a Companhia das Índias Ocidentais, para conseguir de volta os lucros realizados através do comércio com as possessões portuguesas.

Vista de Frederiksstad, atual João Pessoa, em 1638
Em 1624, ocorreu a primeira tentativa da Holanda em invadir a colônia brasileira, em Salvador. O governador da capitania da Bahia, Diogo de Mendonça Furtado, mostrava-se praticamente preparado para enfrentar os invasores. A demora da esquadrilha holandesa em atacar a colônia levou os habitantes nativos a desacreditarem em uma possível invasão, mas o impossível aconteceu e tais habitantes foram pegos surpreendentemente pelos holandeses. O governador geral da Bahia foi capturado e preso e vários chefes batavos foram mortos pelas forças brasileiras, sob o comando de Marcos Teixeira. Foi apenas em maio de 1625 que as tropas holandesas, já enfraquecidas, foram expulsas da Bahia, pela esquadra de D. Fradique de Toledo Osório. Sob a liderança de Hendrikordoon, os holandeses seguiram em direção a Baía da Traição, onde atingiram seu auge. Mas o governador geral paraibano, Antônio de Albuquerque, contando com o apoio de Francisco Carvalho, enviou tropas vindas da Paraíba e de Pernambuco, além de índios, para conter e repelir os holandeses, o que viria a acontecer apenas em agosto de 1625. Após a expulsão, os invasores seguiram de volta para Pernambuco, onde o governador Matias de Albuquerque, com o objetivo de enfraquecer ainda mais os holandeses, queimou vários armazéns contendo suprimento e foi para a trincheira. Os índios potiguaras, que chegaram a auxiliar os holandeses, foram também expulsos.

Mapa da Paraíba e do Rio Grande do Norte, 1643.
Para evitar novas invasões holandesas na Paraíba, foi construído o Forte de Santa Catarina, atualmente localizado no município de Cabedelo, na margem direita do Rio Paraíba. Na outra margem foi edificado o Forte de Santo Antônio. Em 5 de dezembro de 1632, 1,6 mil batavos chegaram na Paraíba, comandados por Callenfels. Ocorreu um verdadeiro tiroteio e os holandeses ergueram trincheiras logo em frente ao Forte de Santa Catarina. Mesmo assim, os invasores novamente foram derrotados após a chegada de seiscentos homens enviados pelo governador à cidade de Nossa Senhora das Neves. Os brasileiros também tentaram construir uma trincheira em frente ao mesmo forte, mas logo enfrentaram resistência holandesa. Sem capacidade de vencer, os batavos se retiraram do local e fugiram para Pernambuco. Os invasores holandeses decidiram ir em direção ao Rio Grande do Norte e atacá-lo, contudo cerca de duzentos indígenas e três companhias da Paraíba conseguiram impedir o ataque. Os invasores voltaram para a Paraíba para atacar o Forte de Santo Antônio. Porém, uma trincheira levantada pelos próprios paraibanos nesse forte provocou a desistência dos holandeses em realizar o ataque. Por isso, eles seguiram diretamente para o Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

Paisagem da Paraíba em 1665.
Algum tempo depois, os holandeses decidiram voltar à tentativa de invadir a Paraíba. Em 25 de novembro de 1634, chegou à costa paraibana uma esquadra contendo 29 navios. E 4 de dezembro do mesmo ano, os invasores chegaram ao norte do Jaguaribe, onde prenderam o governador (que conseguiu escapar mais tarde) e mais dois brasileiros. No dia seguinte, já em direção a Cabedelo, os batavos foram conseguindo se fortificar. Enquanto Callabar estava furtando várias propriedades, Antônio de Albuquerque Maranhão - filho de Jerônimo de Albuquerque Maranhão, que conquistou o Maranhão no início do século XVII - enviou à Paraíba vários combatentes para repelir os holandeses, contando com ajuda de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Mesmo com a chegada com conde Bagnuolo para tentar ajudar os paraibanos, estes já se encontravam muito enfraquecidos, razão pelo qual entregaram os fortes de Santa Catarina e Santo Antônio. O conde decidiu abandonar a Paraíba e fugiu para Pernambuco. As tropas comandadas por Antônio de Albuquerque, contando com apoio da população local, tentaram fundar o Arraial do Engenho Velho.

Os holandeses se dirigiram então à cidade de Filipeia de Nossa Senhora das Neves, e, como resultado, encontraram a cidade praticamente abandonada e vazia. Tentaram procurar Antônio de Albuquerque, que também não foi encontrado. Somente algum tempo depois, o comandante e líder das tropas holandesas Duarte Gomes foi encontrado, e foi preso por Antônio de Albuquerque e mandado em direção ao Arraial do Bom Jesus, sendo posteriormente libertado pelos invasores da Holanda. Sob a liderança de André Vidal de Negreiros, os paraibanos conseguiram vencer os invasores, no engenho do Espírito Santo. A população local ainda possuía o desejo de expulsar todos os holandeses de suas terras. Novamente sendo comandados por André Vidal de Negreiros, novos homens foram contratados para poder repelir os holandeses, que, ao saberem da notícia, também foram reforçados e treinados para o combate. Em Timbiri, os paraibanos se reuniram e caminharam em direção ao engenho de Santo André, local em que foram atacados pelas tropas de Paulo Linge. Depois de vários combates e lutas, mais de oitenta paraibanos foram dizimados, incluindo o capitão Francisco Leitão. A situação tornou-se mais complicada em Pernambuco, quando os combatentes situados no engenho de Santo André continuaram desafiando os holandeses. A fortaleza de Pernambuco foi dada aos prisioneiros libertados por Hauntyn. No contexto das invasões holandesas na Paraíba, este era dividido em dois grupos diferentes: os homens livres (formados por brasileiros, holandeses, portugueses) e os escravos (naturais da África ou da própria colônia).

Conquista do interior

Mapa da Paraíba em 1698.
Após o contexto das invasões holandesas, foram organizadas bandeiras, entradas, missões de catequese que culminaram na conquista no interior da Paraíba. Primeiramente, a conquista do interior foi realizada por meio das missões de catequese, que objetivavam, principalmente, a catequização dos índios. Entre os principais missionários, um dos mais importantes é Padre Martim Nantes, fundador da vila de Pilar. Posteriormente foram realizadas as bandeiras, que tinham o propósito de captura de índios.

A primeira bandeira organizada na Paraíba foi comandada pelo capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo. Ela ocorreu a partir do rio Paraíba, e, mais tarde, culminou no surgimento de um povoado denominado Boqueirão (atualmente município). Como resultado, vários indígenas foram capturados e presos e, no final, bem-sucedida. O comandante desta bandeira é também reconhecido por ser o principal responsável pela colonização do interior paraibano, uma vez que ele, além de estabelecer nesta região, trouxe consigo várias famílias para povoar o interior da Paraíba. Além de Teodósio, outro responsável pela ocupação do interior foi o capitão-mor Luís Soares. Outros nomes que também tiveram importância no projeto de conquista e colonização do interior foram Elias Hickman - que, juntamente com Manuel Rodrigues, estabeleceu-se na região em busca de minas de ouro, principalmente na Serra da Borborema - e Francisco Dias D’ávila - fundador da Casa da Torre. A colonização interiorana também foi marcada por conflitos entre os colonizadores e os principais grupos indígenas que habitavam a região, como os caicós, os icós, os janduís e sucurus.

No final do século XVII, a capitania da Paraíba ganhou sua autonomia política, tornando-se independente. Em 1º de janeiro de 1756, o mesmo perdeu sua autonomia, passando a ser subordinada por Pernambuco, tornando-se novamente independente em 11 de janeiro de 1799.

Revoltas coloniais e imperiais

Possível mapa da Confederação do Equador.
Ao longo de sua história, a Paraíba participou de várias revoltas ocorridas, desde o Brasil Colonial até a República. A Guerra dos Mascates, ocorrida entre 1710 e 1712 em Olinda, Pernambuco, contou com a participação de João da Mata, mascate apoiado por João da Maia Gama, governador da Paraíba, com o intuito de desforrar-se dos senhores de engenho, o que culminou na captura e prisão do governador pernambucano e o início de um novo governo, comandado por Félix José Machado de Mendonça, a princípio imparcial, até depois seguir ao lado dos mascates, que no final venceram o conflito. Depois, a Paraíba participou de revoluções liberais, estimuladas principalmente pela maçonaria. No período colonial, destaca-se a Revolução Pernambucana de 1817, que surgiu em Pernambuco, espalhando-se posteriormente por Alagoas, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, com o objetivo de tornar o Brasil independente, baseado na Independência dos Estados Unidos e nos ideais da Revolução Francesa; no final, o governo federal reagiu prendendo e matando vários líderes do movimento, entre eles o comerciante Domingos José da Silva e os militares paraibanos Amaro Gomes e Peregrino de Carvalho.

Após a independência do Brasil, ocorrida em 1822, o Brasil adotou a monarquia como forma de governo, tendo D. Pedro I como primeiro monarca. Foi formada uma assembleia constituinte com o objetivo de elaborar uma constituição para o novo país recém-declarado independente. No entanto, em dezembro de 1823, o imperador dissolveu a assembleia e outorgou a constituição em 1824. A situação tornou-se mais grave e difícil quando D. Pedro I substituiu o governador da província de Pernambuco, Manoel Pais de Andrade, por Francisco Barreto, provocando uma revolta articulada principalmente em torno das câmaras municipais de Olinda e Recife, conhecida como Confederação do Equador. Em 2 de julho de 1824, o ex-governador Manoel envolveu-se, contou com o apoio das províncias de Alagoas, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, com objetivo de tornar o Nordeste uma república independente. A revolta fracassou e seus principais líderes, entre eles o Frei Caneca, foram mortos.

Entre o final de 1848 e 1849, ocorreu a Revolta Praieira, cujo palco principalmente foi novamente Pernambuco. Durou cerca de cinco meses, teve seus ideais inspirados pelas revoluções ocorridas em 1848 na Europa. A Revolta Praieira reivindicava várias reformas sociais e econômicas, como a divisão latifundiária, a instalação de um regime democrático e a liberdade de imprensa. Mais uma vez, a revolta terminou sem sucesso. Três anos depois, em 1851, a Paraíba, juntamente com suas províncias vizinhas, envolveu-se em mais uma revolta, intitulada Ronco da Abelha, que objetivava controlar os trabalhadores livres, na época da diminuição do tráfico de escravos. Em 1874, a Paraíba se envolveu na Revolta do Quebra-Quilos, que ocorreu após uma modificação no sistema de pesos e medidas; seus principais líderes foram presos, entre os quais o pároco da paróquia de Campina Grande, Calisto Correia Nóbrega.

República

Epitácio Pessoa 
Epitácio Pessoa foi o único paraibano  a tornar-se Presidente da República, entre 1919 e 1922, além de ter sido  o único brasileiro a ter ocupado  a presidência dos poderes executivo, legislativo e judiciário federais.

Em novembro de 1889, após a queda do regime monárquico e a consequente instituição da república no Brasil, a Paraíba, assim como as outras províncias, transforma-se em estado da federação. Seu primeiro governador foi Venâncio Augusto de Magalhães Neiva, entre 1889 e 1891, quando foi deposto, assumindo em seu lugar um triunvirato, que governou o estado até 1892, quando Álvaro Lopes Machado foi nomeado por Floriano Peixoto para assumir o governo da Paraíba. Em sua gestão foi promulgada uma nova constituição para a Paraíba, foi instalado o tribunal de justiça do estado, bem como colocou em dia o pagamentos dos funcionários públicos, construiu vários açudes públicos em todas as regiões do estado, pavimentou estradas, reduziu a dívida do estado, aumentou a efetivação da força pública, criou a imprensa estadual, criou a junta comercial da Paraíba, a diretoria de obras públicas, entre outras. Seu governo durou até 1896, quando ele renunciou ao cargo para se candidatar ao Senado, assumindo, em seu lugar, o vice-presidente do estado, o Monsenhor Valfredo Leal e, posteriormente Antônio Alfredo da Gama e Melo. Durante o período da República Velha, entre 1889 e 1930, o poder paraibano era exercido por coronéis e oligarquias que controlavam o estado; nessa fase, a Paraíba foi governada por três oligarquias: o venancismo (Venâncio Neiva), o alvarismo (Álvaro Machado) e o epitacismo (Epitácio Pessoa). Em geral, o primeiro período republicano na Paraíba foi caracterizado pelo crescimento da população urbana, bem como pelo crescimento de reivindicações e organização dos trabalhadores, que foram reprimidas durante o governo de Epitácio Pessoa (1919-1922). Com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a economia da Paraíba entrou em crise, principalmente devido à queda nas exportações do algodão, um dos principais produtos agrícolas do estado.

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, Presidente do Estado da Paraíba 
entre 1928 e 1930.
Em 1926, a Coluna Prestes, comandada por Luís Carlos Prestes, Miguel Costa e Juarez Távora, passou pela Paraíba. Nessa mesma época, o estado também teve destaque no cangaço, tendo Antônio Silvino, Chico Pereira e Virgulino Ferreira da Silva (o Lampião) como líderes de bandos que atuaram nas localidades de Cajazeiras, Guarabira, Piancó e Sousa. Em 1930, ocorreu um movimento revolucionário considerado o acontecimento mais marcante já registrado em toda a história do estado. O presidente Washington Luís, que deveria apoiar a candidatura do mineiro Antônio Carlos, acabou apoiando a candidatura do paulista Júlio Prestes, provocando, por parte de Minas Gerais, sua ruptura com a aliança paulista, juntamente com a Paraíba e com o Rio Grande do Sul, que se uniram e criaram a Aliança Liberal, que indicou Getúlio Vargas para ser candidato à Presidência da República e o presidente da Paraíba, João Pessoa, para vice-presidente. A vitória de Júlio Prestes desencadeou o movimento revolucionário, que o impediu de tomar posse. Na Paraíba, João Pessoa, candidato derrotado, passou a enfrentar várias rebeliões. Uma delas ocorreu em Princesa Isabel e foi comandada pelo coronel José Pereira, aliado de Júlio Prestes, onde várias casas e escritórios de suspeitos de receptar armamentos para os rebeldes foram invadidas pela polícia. Mais tarde, em Recife, em 26 de julho de 1930, João Pessoa foi assassinado por João Duarte Dantas em uma confeitaria da cidade, evento que gerou muita repercussão em todo o Brasil e também um outro fator que deu origem à Revolução de 1930. O seu corpo foi enterrado no Rio de Janeiro e a capital paraibana, antes chamada Cidade da Paraíba, passou a se chamar João Pessoa em sua homenagem, até os dias atuais.

Em 1989, foi encontrado no distrito de São José da Batalha, município de Salgadinho, uma nova espécie de turmalina, que leva o nome do estado. Posteriormente, essa mesma pedra foi encontrada no vizinho estado do Rio Grande do Norte e no continente africano, mais especificamente em Moçambique e Nigéria.29 No mesmo ano, foi promulgada a atual constituição do estado.

Em 2009 o governador e o vice-governador do estado na época, Cássio Cunha Lima e José Lacerda Neto, respectivamente, tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico cometido nas eleições de 2006, assumindo, em seu lugar, o segundo colocado nas eleições realizadas naquele mesmo ano, José Maranhão, e seu vice, Luciano Cartaxo. Em 2010, José Maranhão se candidatou à reeleição, mas acabou sendo derrotado por Ricardo Coutinho, que venceu as eleições do referido ano com mais de 53% dos votos e é governador do estado até os dias atuais.

Nas recentes eleições, no segundo turno, Ricardo Vieira Coutinho foi reeleito, vencendo seu opositor, o senador Cássio Rodrigues da Cunha Lima, com 52,61% dos votos válidos. A Vice-governadora eleita é Lígia Feliciano (PSB) e a coligação que os elegeu, a Força do Trabalho era compota pelos partidos: PSB / PT / PDT / DEM / PRTB / PRP / PV / PSL / PC do B / PHS e PPL.

A Assembleia Legislativa com a seguinte composição (36 Deputados), ELEITO POR QUOCIENE PROPORCIONAL: Manoel Ludgerio (PSD - com 50.107 Votos, é natural de Catolé do Rocha); Daniella Ribeiro (PP - com 46.938 Votos natural de Campina Grende); João Henrique (DEM - com 45.178 Votos, é natural de Monteiro); Ricardo Marcelo (PEN - com 45.061 Votos, natural de João Pessoa); Edmilson Soares (PEN - com 42.620 Votos, natural João Pessoa); Adriano Galdino (PSB - com 40.609 Votos, natural de Campina Grande); Nabor Wanderley (PMDB - com 40.138 Votos, natural de Campina Grande); José Aldemir (PEN - com 39.310 Votos, natural de Cajazeiras); Dinaldinho (PSDB  - com 38.963 Votos, natural de Patos); Doda de Tião (PTB - com 37.231 Votos, natural de Campina Grande); Arnaldo Monteiro (PSC - com 36.864 Votos, natural de Esperança); Jutay Meneses (PRB - com 5.415 Votos, natural de Cairu - BA); Raniery Paulino (PMDB - com 35.007 Votos, natural de João Pessoa); Estela Bezerra (PSB - com 34.929 Votos, natural de João Pessoa); Gervasio Maia (PMDB - com 34.795 Votos, natural de São Paulo - SP); João Gonçalves (PSD - com 34.059 Votos, natural de João Pessoa).

Ainda eleitos por Quociente Proporcional: Bruno Cunha Lima (PSDB - com 34.054 Votos, natural de Campina Grande); Galego Sousa (PP - com 33.971 Votos, natural de São Bento); Lindolfo Pires (DEM - com 33.717 Votos, natural de Sousa); Ricardo Barbosa (PSB - com 32.892 Votos, natural de Campina Grande); Branco Mendes (PEN - com 32.848 Votos, natural de Aguiar); Camila Toscano (PSDB - com 32.682 Votos, natural de João Pessoa); Tiao Gomes (PSL - com 30.974 Votos, natural de Pombal); Tovar (PSDB - com 30.670 Votos, natural de João Pessoa); Buba Germano (PSB - com 29.586 Votos, natural de  Frei Martinho); Dr. Renato Gadelha (PSC - com  26.594 Votos, natural de Sousa); Anísio Maia (PT - com 25.905 Votos, natural de Alagoa Nova); Zé Paulo (PCdoB - com 25.341 Votos, natural de Santa Rita); Frei Anastácio (PT - com 22.119 Votos, natural Esperança); Janduhy Carneiro (PTN - com 19.694 Votos, natural João Pessoa); Genival Matias (PTdoB - com 15.027 Votos, natural de  João Pessoa).

Foram ELEITOS PELA MÉDIA: Caio (PR com 29.576 Votos, natural de Campina Grande); Jeová (PSB - com 23.815 Votos, natural São José de Piranhas); Trocolli Jr (PMDB - com 20.685 Votos, natural de João Pessoa); Inácio Falcão (PTdoB - com 14.392 Votos, natural de Campina Grande); Joao Bosco Carneiro Junior (PSL - com 13.307 Votos, natural de João Pessoa.

Para a Câmara Federal, foram eleitos os seguintes Deputados Federais: Pedro Cunha Lima (PSDB) - 179.886; Veneziano (PMDB) - 177.680; Aguinaldo Ribeiro (PP) - 161.999; Hugo (PMDB) - 123.686; Manoel Junior (PMDB) - 105.693; Wellington Roberto (PR) - 104.799; Efraim Filho (DEM) - 103.477.

José Targino Maranhão (PMDB) foi eleito senador pela Paraíba, obtendo 37,12% dos votos, ou um total de  647.271 escrutínios. Seus principais concorrentes foram:  Lucélio Cartaxo (PT) com 29.93%. ou 521.938 Votos e Wilson Santiago que ficou com 29.02% dos votos, ou seja, 506.093 Votos.
Com a Wikipédia

WILL RODRIGUES


JOSÉ WILL RODRIGUES - Vigésimo Segundo Prefeito de Itaporanga - 1989 a 1992

Filho de Lourival Rodrigues da Silva e Edite Fonseca Rodrigues, José Will Rodrigues nasceu na cidade de Itaporanga, no dia 01 de julho de 1937, e começou a trabalhar logo cedo demonstrando excelente capacidade administrativa, tanto que em 1956 tornou-se chefe do escritório da SANBRA, cargo em que permaneceu até 1962, quando passou a ser gerente da mesma empresa na sua sede em Itaporanga. Em 1965 foi exercer o mesmo cargo na cidade de Acari, no Rio Grande do Norte, onde ficou até 1975. Naquele ano foi nomeado para a função de inspetor da empresa nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

Em 1983 tornou-se diretor-administrativo da Cooperativa Central Agrícola da Paraíba. Foi ainda gerente das usinas de Piancó, Patos, Sousa e São Mamede, presidente da Maternidade de Acari e, mais recentemente, diretor-administrativo da Maternidade Cândida Vargas, em João Pessoa. Foi tesoureiro geral do Distrito L-14 do Lions Clube, diretor social do Atlântida Esporte Clube e presidente do Campestre Clube de Itaporanga.

Como Prefeito, José Will Rodrigues realizou, entre outras, as seguintes obras: construção de 64 mil metros quadrados de calçamento, pavimentação asfáltica das ruas centrais da cidade, construção de 40 escolas municipais na zona rural, construção da creche "Edite Fonseca Rodrigues", construção do terminal rodoviário "Lourival Rodrigues", ampliação do Cemitério Mãe de Misericórdia, colocação de placa metálica de proteção no mercado público, conclusão da sede da Associação Comunitária de Cachoeira Velha, reforma do matadouro e do açougue público, recuperação das estradas vicinais do município e dos prédios das escolas Jacinta Alves, Euclides da Cunha, Miguel Alves, Justina Emilia, Hormisda Teódulo, e dos estabelecimentos de ensino dos sítios Paraná, Capim Grosso dos Martins, Capim Grosso dos Lemos, Cardoso dos Soares e Cochos.

José Will Rodrigues implantou ainda um posto médico na cidade oferecendo consultas permanentes, curativos, primeiros socorros e distribuição gratuita de medicamentos. Eletrificou as ruas do Canal do Xique-Xique, Alto das Neves, conjunto Chagas Soares, sitio São Pedro e o Cemitério Público. Além de manter o pagamento do funcionalismo em dia, ainda concedeu-lhes 15 aumentos salariais ao longo de sua gestão, de 1988 a 1992.

É casado com Marisa Procópio Rodrigues, de cujo matrimônio nasceram os seguintes filhos: Wilsa Rodrigues Vilarim, Domingos Sávio Procópio Rodrigues, Wilka Rodrigues de Medeiros, Willa Procópio Podrigues, Wilna Procópio Rodrigues, Wenner Procópio Rodrigues.



Revista Itaporanga, janeiro de 2000
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Se porventura, existir algum fato não condizente com a verdade, desculpem-nos, pois, poucas são as fontes de consulta. Os familiares dos ex-prefeitos que quiserem colaborar conosco, com fotos ou documentos; favor entrar em contato com: itaporanga150@gmail.com

sábado, 1 de novembro de 2014

Aos 76 anos, itaporanguense reencontra a infância: ela coleciona bonecas, muitas encontradas no lixo


A aposentada Josefa Sabino, de 76 anos, é conhecida pelo apelido de Dodô e também por uma paixão que guarda em seu quarto e vem desde a infância: as bonecas. São centenas de tamanhos e modelos variados, bem vestidas e penduradas na parede. A roupa delas também é a itaporanguense que produz.

Dona  Dodô começou a coleção aos 60 anos, quando comprou um exemplar e passou a receber doações, mas grande parte do que tem hoje veio do lixo: um dos seus filhos trabalhou na limpeza urbana de Itaporanga e todo o pedaço de boneca que encontrava ia para as mãos da mãe e era reaproveitado. Juntando peça por peça, consertando aqui e ali, ela conseguiu criar muitas e belas bonecas. Reaproveitando materiais descartados reconstruiu, principalmente, sua própria infância, perdida pela pobreza e pelo trabalho muito cedo, o que era comum naquele tempo.

Transformou sua casa em uma oficina de bonecas, a qual dedicou boa parte do seu tempo: o que era lixo ganhou vida nova pelas suas mãos. Também é costumeiro receber bonecas quebradas de vizinhos ou de gente de longe e deixá-las novinhas e bem trajadas. A aposentada mora com uma filha no conjunto Chagas Soares, em Itaporanga, e chama atenção pelo grande carisma: é tão risonha quanto suas próprias bonecas. Nunca se amargurou por ter sido deixada pelo marido: depois dele, teve outros relacionamentos e mais um filho.

O apego às bonecas está relacionado à sua infância pobre e rural. Viveu durante muito tempo no sítio Capim Grosso. “Desde menina que eu gosto de boneca, mas meu pai não tinha condições de comprar nenhuma pra mim, e eu não tinha com o que brincar, então fazia minhas bonecas de pano, quando encontrava algum retalho, mas sempre quis uma boneca de plástico”, relembra. Um desejo que só pode realizar depois de idosa.

Hoje ela perdeu a conta de quantas bonecas tem, mas diz que sua coleção já foi bem maior. Também atualmente já não se dedica tanto ao conserto de suas queridinhas, embora, de vem em quanto, alguém bata à sua porta com uma bonequinha quebrada ou precisando de roupa. “É uma coisa que dá muito trabalho”, comentou a idosa, que muito se orgulha de suas calungas e dorme rodeada por elas.

Ultimamente, começou a doar bonecas a crianças que, como ela, não tem com o que brincar e pretende, até o final da vida, presentear muitas crianças.

Redação da Folha do Vale

HORA DA VERDADE


As eleições se foram. 

Um ganhou, outro perdeu e a vida continua; contudo, durante o pleito muitos amigos se machucaram, muitos irmãos se ofenderam, muitos parentes se agrediram. Tudo isto de uma forma apaixonada, sem medir as consequências daquilo que estavam dizendo. Esqueceram-se da consanguinidade ou da afetividade que os ligavam e foram avante numa briga recíproca, aprofundando-se cada vez no abismo da falta de senso ou responsabilidade naquilo que estavam proferindo. 

Aconteceram muitas rusgas. Muita superfície plana do bem querer foi arranhada e, agora que as eleições passaram, ficou um festival de insanidade e de inconsequências por um tiroteio verbal que não valeu à pena. 

Amizades foram jogadas fora por nada. Consanguinidade também. Como fica o daqui em diante? Muitos ofenderam sabendo que, depois, haveria o rotineiro “me desculpe” e o subsequente “não foi nada.”


Onde está a hombridade de segurar aquilo que proferiu?

De minha parte, eu pouco ofendi, mas, ofendi e não arredo um pé do que disse porque o disse com convicção. Não vou pedir desculpas e tenho que arcar com as consequências. Por outro lado fui ofendido e quem o fez deve arcar com as mesmas responsabilidades que a ofensa possui. 

Não me peçam desculpas. Se o que disseram foi com convicção e agora pedem desculpas, foi classificado por mim na tabela de amizade como um covarde. Não sustenta aquilo que diz. Se, porém, o que disseram foi sem convicção, com intenção pura e simples de ofender, é um perverso e nem sequer está na minha tabela de amizade. “Dê a face direita a quem lhe bateu na esquerda” é uma conversa de dois mil anos atrás e está obsoleta. 
Antonio Fonseca Jr.

Carta aberta aos Itaporanguenses


Não quero me referi aqui as vezes que ele foi deputado. Quero centrar-me a sua parca e apagada atuação como prefeito de nossa cidade. Sem contar com inúmeros escândalos em sua administração: Como o das Tilápias e do Bolsa Família, só para enumerar alguns, já que a lista é extensa.

O governo Djaci começou mal, logo no 1º dia ele assinou em decreto exonerando funcionários legalmente concursados estava com tanta ânsia de perseguição que ao assinar, colocou Djaci Brasileiro Brasileiro e pagou a todos como eu que recebemos hm cheque de R$ 12,00 (doze reais) como prestação de serviço, só vindo a completar o pagamento do mês, para não ser preso por descumpri uma decisão judicial que mandava readmitir todos os demitidos, inclusive quem não havia sido chamados. O que gerou uma ação coletiva de danos morais.

Não satisfeito, passou a me perseguir, o que configura um crime, pois a Lei que criou o concurso diz que um técnico de informática, como é o meu caso deve ganhar um salário mínimo mais 20%, a Lei municipal que criou o Pólo de Apoio Presencial de Apoio da UAB, para o qual eu fui deixado a disposição, reza que um técnico em informática tem direito a dobra de salário, ou seja, eu teria que fazer jus, por lei a dois salários mínimos mais 40%; mas ele à revelia da lei, só me pagava um salário mínimo, isto porque não encontrou respaldo legal para a minha demissão. Isso gerou ama ação contra a prefeitura municipal, que com certeza a justiça me dará razão.

Mas a perseguição não parou por aí, fui o coordenador da campanha do vereador Zé Queiroz, em reconhecimento me contratou para ser assessor da Câmara e  tiveram o topete de pedir a ele para me dispensar, pois eu era adversário político, no que o vereador retrucou, que eu podias ser adversário deles, mas não de Zé Queiroz, a quem eu ajudei a eleger. Não conseguiram o intento.

Minha amiga Cláudia Queiroz tentou intermediar a perseguição a minha mulher e foi falar com a então primeira dama e secretária de planejamento, a Srª Kátia Lúcia Fonseca Pinto Brasileiro, que respondeu: ela eu nem conheço, mas ele eu quero que se exploda!

E a perseguição política continua... Com a chegada de Ricardo Coutinho, minha esposa foi nomeada secretária do Colégio Padre Diniz, Djaci fez o que pode para tira-la do emprego, indo inclusive a João Pessoa, pedir a “cabeça” dela, Novamente não conseguiu sua meta, minha esposa continuo com o empreguinho dela e vai continuar.

Por eu denunciar na internet os desmandos administrativos dele, ele entrou com um processo contra minha pessoa alegando que eu com meus escritos, estávamos beneficiando o outro candidato; Mais uma vez a vitória foi nossa. Criei uma editoria no meu site com matérias sobre ele, onde tenho arquivadas 277 matérias, (http://portaldovalle.blogspot.com.br/search/label/Djaci%20Brasileiro) a maioria com denúncias contra a administração, todas documentadas. A perseguição se deu ao Jornal Folha do Vale por também denunciar os desmandos do gestor. Queriam calar a boca da imprensa.

Por isso volto a afirmar o Dr. Djaci Farias Brasileiro embora seja um bom cidadão e um ótimo médico, mais como está provado é um político que não cumpre as leis, se acha acima de tudo e de todos.

Isso só relatando as perseguições políticas a minha pessoa, o que é considerado crime perante a Lei.

É por essa e outras razões que eu nada fiz, somente pedi o cumprimento de uma promessa feita publicamente em uma rádio, que por sinal esta gravada por mim e por outras pessoas e ouvido por muitos; promessa essa que se configura como uma chantagem emocional ou seria eleitora? Eu tenho certeza que não errei em nada, embora tenha ferido alguém ao dizer a verdade. Esta geralmente dói.

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