domingo, 2 de novembro de 2014

Paraíba

A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil Localiza-se no leste da Região Nordeste Limita-se com três estados: Rio Grande do Norte (norte), Pernambuco (sul) e Ceará (oeste). Sua área é de de 56 469,778 km², pouco menor que a Croácia. Com uma população de 3 914 418 habitantes em 2013, a Paraíba é o 13º estado mais populoso do Brasil. A capital e a cidade mais populosa é João Pessoa. O Está é dividido em 4 mesorregiões e 23 microrregiões, e divididos em 223 municípios. Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Campina Grande, Santa Rita, Patos e Bayeux. O estado tem um relevo modesto, mas as altitudes não são baixas: 66% do território varia de 300 até 900 metros de altitude. Paraíba, Branco, Piranhas, Taperoá, Mamanguape, Curimataú e Peixe são os rios de maior importância. As principais atividades econômicas são a agricultura (cana-de-açúcar, abacaxi, mandioca, milho, feijão), a indústria (alimentícia, têxtil, de açúcar e álcool), a pecuária e o turismo.

Nas primeiras décadas do século XVII, os franceses já foram responsáveis pela ocupação da região e pelo estabelecimento das relações que tinham com o grupo étnico indígena potiguares. Somente em 1585 João Tavares foi o fundador, na foz do rio Paraíba, do forte São Felipe, para favorecer a defesa da área. A paz com os indígenas se alcançou em 1599. Apesar disso, uma epidemia de varíola foi a causa de morte da população autóctone. De 1634 e 1654, os neerlandeses ocuparam a região. André Vidal de Negreiros expulsou os neerlandeses. Os novos indígenas apresados nos anos posteriores constituíam num agente provocador das revoltas. Estas revoltas foram responsáveis pelo forçamento de uma intervenção militar que ocorreu na metrópole. No ano de 1753, passou a pertencer à capitania de Pernambuco, da qual teve seu novo desmembramento em 1799. A Paraíba foi participante da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador (1825). No ano de 1930, Getúlio Vargas indicou João Pessoa como vice-presidente do Brasil. Naquela época administrou como governador do estado. O fato de que João Duarte Dantas assassinou João Pessoa foi constituído num estopim para a Revolução de 1930.

A Paraíba é berço de vários notáveis poetas e escritores brasileiros como Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, José Lins do Rêgo, Pedro Américo (este mais conhecido por suas pinturas de cenas da História nacional), Assis Chateaubriand (mais conhecido por ter fundado os Diários Associados, a TV Tupi e o MASP), Ariano Suassuna, entre muitos outros. O estado também deu origem a um dos economistas mais influentes da história latino-americana: Celso Furtado. O maior trombonista do Brasil e o primeiro a doutorase em trombone foi o paraibano de Itaporanga, Radegundis Feitosa Nunes.


Índice 
1 História
1.1 Colonização e conquista
1.2 Invasão holandesa
1.3 Conquista do interior
1.4 Revoltas coloniais e imperiais
1.5 República

História
Ver artigo principal: História da Paraíba

Colonização e conquista

Na época do descobrimento do Brasil, Portugal mostrava-se desinteressado em dominar e explorar as terras pertencentes ao atual Brasil. Isso ocorreu porque esse país não encontrou, na costa brasileira, nenhuma riqueza tão preciosa que chamasse atenção. Além disso, os portugueses estavam mais interessados no comércio de especiarias nas Índias. Esse desinteresse chamou muita atenção dos corsários e piratas, vindos principalmente da França, que logo chegaram à costa brasileira, onde começaram a explorar e extrair o pau-brasil, espécie de árvore muito encontrada no local e de grande valor por conter um pigmento utilizado no continente europeu para tingimento de tecido. Com isso, esses invasores franceses se aliaram com os indígenas locais e firmaram uma troca comercial denominada escambo, prática muito utilizada no Brasil Colônia que consista na utilização da mão de obra indígena em troca de alguma manufatura sem qualquer valor.

Brasão da Capitania da Paraíba
Preocupados com o contrabando dessa espécie nativa, os colonizadores portugueses logo enviaram expedições para a colônia. No entanto, todas elas não obtiveram êxito devido às alianças formadas entre os índios e os invasores, o que levou o rei de Portugal a dividir a colônia em uma sistema de quinze capitanias hereditárias, para serem administradas por doze donatários. No caso da Paraíba, o território ficou subordinando à Capitania de Itamaracá, que se estendia desde a Baía da Traição até o rio Santa Cruz, em Igarassu (Pernambuco). O primeiro a ser nomeado para ser donatário da capitania foi Pedro Lopes de Souza, que não chegou a assumir, ficando, em seu lugar, Francisco Braga. Durante sua administração, este entrou em rivalidade com Duarte Coelho Pereira - primeiro capitão-donatário da Capitania de Pernambuco e fundador da cidade de Olinda -, provocando a falência da capitania e, consequentemente, o fim da administração de Francisco Braga e o início da administração de João Gonçalves, que foi responsável pela construção de engenhos na capitania de Itamaracá e pela fundação da Vila da Conceição. Após sua morte, a capitania novamente entrou em decadência e o contrabando de madeira tornou-se ainda maior.

Engenho na Paraíba, obra do pintor holandês Frans Post, de 1645.
Em 1574, ocorreu o ataque ao engenho Tracunhaém, no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém, em Pernambuco, levando o rei de Portugal, D. Sebastião de Portugal, a desmembrar a Capitania de Itamaracá e fundar a Capitania da Paraíba. O governador-geral da capitania recém-criada, D. Luís de Brito, recebeu a ordem do rei português de punir os responsáveis pelo ataque do engenho e fundar uma nova cidade para abrigar a sede do governo da capitania, dando origem a cinco expedições que tinham o propósito de conquistar a Paraíba. A primeira ocorreu em 1574 e foi comandada pelo ouvidor Geral D. Fernão da Silva e ocorreu sem êxito; a segunda ocorreu em 1575, sendo ordenada por D. Luís de Brito, governador-geral da capitania da Paraíba, e no final também acabou fracassando; a terceira (1579) e a quarta (1582) foram comandadas pelo português Frutuoso Barbosa, novamente não atingindo o resultado esperado; a última, realizada em 1584, foi comandada por Flores Valdez e novamente por Frutuoso Barbosa, que finalmente conseguiram repelir os invasores franceses, concretizando o desejo de conquista da Paraíba. Após essa conquista, foram construídos os fortes de São Felipe e São Tiago.

Para a conquista da Paraíba, Martim Leitão, ouvidor geral da Capitania da Bahia, formou tropas com brancos, indígenas, escravos e religiosos, que ao chegarem encontraram índios indefesos, logo aprisionados. Contudo, ao saber que eram tabajaras, libertou-os e os convenceu que sua luta era contra os potiguaras, por sinal, rivais dos tabajaras. Leitão tentou se unir a eles, mas estes, com medo de mais uma traição, rejeitaram. Após muita negociação, os portugueses se uniram aos tabajaras e expulsaram os índios potiguaras, permitindo assim que em agosto de 1585 se desse a conquista efetiva da Paraíba, com a união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe. Após a conquista, Martim Leitão começou o processo de edificação na cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa) e viaja para Baía da Traição para expulsar o restante dos franceses que ali residiam.

Vista atual do Forte de Santa Catarina do Cabedelo. Ao fundo, a Casa de Pólvora.
Invasão holandesa
Com a morte do rei Sebastião de Portugal, em 1578, o trono português foi deixado para o cardeal D. Henrique, que morreu no ano seguinte, principalmente devido à sua idade avançada. No ano seguinte, o rei espanhol Felipe II assumiu o trono e iniciou o período da União Ibérica, entre 1580 e 1640. O início do governo de Felipe II foi desfavorável à Holanda, pois ela lutava pela sua independência contra a Espanha e era a principal responsável pela comercialização de açúcar na colônia do Brasil. O reino espanhol logo proibiu os holandeses de embarcarem nas terras brasileiras. Após essa proibição, os holandeses formaram a Companhia das Índias Ocidentais, para conseguir de volta os lucros realizados através do comércio com as possessões portuguesas.

Vista de Frederiksstad, atual João Pessoa, em 1638
Em 1624, ocorreu a primeira tentativa da Holanda em invadir a colônia brasileira, em Salvador. O governador da capitania da Bahia, Diogo de Mendonça Furtado, mostrava-se praticamente preparado para enfrentar os invasores. A demora da esquadrilha holandesa em atacar a colônia levou os habitantes nativos a desacreditarem em uma possível invasão, mas o impossível aconteceu e tais habitantes foram pegos surpreendentemente pelos holandeses. O governador geral da Bahia foi capturado e preso e vários chefes batavos foram mortos pelas forças brasileiras, sob o comando de Marcos Teixeira. Foi apenas em maio de 1625 que as tropas holandesas, já enfraquecidas, foram expulsas da Bahia, pela esquadra de D. Fradique de Toledo Osório. Sob a liderança de Hendrikordoon, os holandeses seguiram em direção a Baía da Traição, onde atingiram seu auge. Mas o governador geral paraibano, Antônio de Albuquerque, contando com o apoio de Francisco Carvalho, enviou tropas vindas da Paraíba e de Pernambuco, além de índios, para conter e repelir os holandeses, o que viria a acontecer apenas em agosto de 1625. Após a expulsão, os invasores seguiram de volta para Pernambuco, onde o governador Matias de Albuquerque, com o objetivo de enfraquecer ainda mais os holandeses, queimou vários armazéns contendo suprimento e foi para a trincheira. Os índios potiguaras, que chegaram a auxiliar os holandeses, foram também expulsos.

Mapa da Paraíba e do Rio Grande do Norte, 1643.
Para evitar novas invasões holandesas na Paraíba, foi construído o Forte de Santa Catarina, atualmente localizado no município de Cabedelo, na margem direita do Rio Paraíba. Na outra margem foi edificado o Forte de Santo Antônio. Em 5 de dezembro de 1632, 1,6 mil batavos chegaram na Paraíba, comandados por Callenfels. Ocorreu um verdadeiro tiroteio e os holandeses ergueram trincheiras logo em frente ao Forte de Santa Catarina. Mesmo assim, os invasores novamente foram derrotados após a chegada de seiscentos homens enviados pelo governador à cidade de Nossa Senhora das Neves. Os brasileiros também tentaram construir uma trincheira em frente ao mesmo forte, mas logo enfrentaram resistência holandesa. Sem capacidade de vencer, os batavos se retiraram do local e fugiram para Pernambuco. Os invasores holandeses decidiram ir em direção ao Rio Grande do Norte e atacá-lo, contudo cerca de duzentos indígenas e três companhias da Paraíba conseguiram impedir o ataque. Os invasores voltaram para a Paraíba para atacar o Forte de Santo Antônio. Porém, uma trincheira levantada pelos próprios paraibanos nesse forte provocou a desistência dos holandeses em realizar o ataque. Por isso, eles seguiram diretamente para o Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

Paisagem da Paraíba em 1665.
Algum tempo depois, os holandeses decidiram voltar à tentativa de invadir a Paraíba. Em 25 de novembro de 1634, chegou à costa paraibana uma esquadra contendo 29 navios. E 4 de dezembro do mesmo ano, os invasores chegaram ao norte do Jaguaribe, onde prenderam o governador (que conseguiu escapar mais tarde) e mais dois brasileiros. No dia seguinte, já em direção a Cabedelo, os batavos foram conseguindo se fortificar. Enquanto Callabar estava furtando várias propriedades, Antônio de Albuquerque Maranhão - filho de Jerônimo de Albuquerque Maranhão, que conquistou o Maranhão no início do século XVII - enviou à Paraíba vários combatentes para repelir os holandeses, contando com ajuda de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Mesmo com a chegada com conde Bagnuolo para tentar ajudar os paraibanos, estes já se encontravam muito enfraquecidos, razão pelo qual entregaram os fortes de Santa Catarina e Santo Antônio. O conde decidiu abandonar a Paraíba e fugiu para Pernambuco. As tropas comandadas por Antônio de Albuquerque, contando com apoio da população local, tentaram fundar o Arraial do Engenho Velho.

Os holandeses se dirigiram então à cidade de Filipeia de Nossa Senhora das Neves, e, como resultado, encontraram a cidade praticamente abandonada e vazia. Tentaram procurar Antônio de Albuquerque, que também não foi encontrado. Somente algum tempo depois, o comandante e líder das tropas holandesas Duarte Gomes foi encontrado, e foi preso por Antônio de Albuquerque e mandado em direção ao Arraial do Bom Jesus, sendo posteriormente libertado pelos invasores da Holanda. Sob a liderança de André Vidal de Negreiros, os paraibanos conseguiram vencer os invasores, no engenho do Espírito Santo. A população local ainda possuía o desejo de expulsar todos os holandeses de suas terras. Novamente sendo comandados por André Vidal de Negreiros, novos homens foram contratados para poder repelir os holandeses, que, ao saberem da notícia, também foram reforçados e treinados para o combate. Em Timbiri, os paraibanos se reuniram e caminharam em direção ao engenho de Santo André, local em que foram atacados pelas tropas de Paulo Linge. Depois de vários combates e lutas, mais de oitenta paraibanos foram dizimados, incluindo o capitão Francisco Leitão. A situação tornou-se mais complicada em Pernambuco, quando os combatentes situados no engenho de Santo André continuaram desafiando os holandeses. A fortaleza de Pernambuco foi dada aos prisioneiros libertados por Hauntyn. No contexto das invasões holandesas na Paraíba, este era dividido em dois grupos diferentes: os homens livres (formados por brasileiros, holandeses, portugueses) e os escravos (naturais da África ou da própria colônia).

Conquista do interior

Mapa da Paraíba em 1698.
Após o contexto das invasões holandesas, foram organizadas bandeiras, entradas, missões de catequese que culminaram na conquista no interior da Paraíba. Primeiramente, a conquista do interior foi realizada por meio das missões de catequese, que objetivavam, principalmente, a catequização dos índios. Entre os principais missionários, um dos mais importantes é Padre Martim Nantes, fundador da vila de Pilar. Posteriormente foram realizadas as bandeiras, que tinham o propósito de captura de índios.

A primeira bandeira organizada na Paraíba foi comandada pelo capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo. Ela ocorreu a partir do rio Paraíba, e, mais tarde, culminou no surgimento de um povoado denominado Boqueirão (atualmente município). Como resultado, vários indígenas foram capturados e presos e, no final, bem-sucedida. O comandante desta bandeira é também reconhecido por ser o principal responsável pela colonização do interior paraibano, uma vez que ele, além de estabelecer nesta região, trouxe consigo várias famílias para povoar o interior da Paraíba. Além de Teodósio, outro responsável pela ocupação do interior foi o capitão-mor Luís Soares. Outros nomes que também tiveram importância no projeto de conquista e colonização do interior foram Elias Hickman - que, juntamente com Manuel Rodrigues, estabeleceu-se na região em busca de minas de ouro, principalmente na Serra da Borborema - e Francisco Dias D’ávila - fundador da Casa da Torre. A colonização interiorana também foi marcada por conflitos entre os colonizadores e os principais grupos indígenas que habitavam a região, como os caicós, os icós, os janduís e sucurus.

No final do século XVII, a capitania da Paraíba ganhou sua autonomia política, tornando-se independente. Em 1º de janeiro de 1756, o mesmo perdeu sua autonomia, passando a ser subordinada por Pernambuco, tornando-se novamente independente em 11 de janeiro de 1799.

Revoltas coloniais e imperiais

Possível mapa da Confederação do Equador.
Ao longo de sua história, a Paraíba participou de várias revoltas ocorridas, desde o Brasil Colonial até a República. A Guerra dos Mascates, ocorrida entre 1710 e 1712 em Olinda, Pernambuco, contou com a participação de João da Mata, mascate apoiado por João da Maia Gama, governador da Paraíba, com o intuito de desforrar-se dos senhores de engenho, o que culminou na captura e prisão do governador pernambucano e o início de um novo governo, comandado por Félix José Machado de Mendonça, a princípio imparcial, até depois seguir ao lado dos mascates, que no final venceram o conflito. Depois, a Paraíba participou de revoluções liberais, estimuladas principalmente pela maçonaria. No período colonial, destaca-se a Revolução Pernambucana de 1817, que surgiu em Pernambuco, espalhando-se posteriormente por Alagoas, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, com o objetivo de tornar o Brasil independente, baseado na Independência dos Estados Unidos e nos ideais da Revolução Francesa; no final, o governo federal reagiu prendendo e matando vários líderes do movimento, entre eles o comerciante Domingos José da Silva e os militares paraibanos Amaro Gomes e Peregrino de Carvalho.

Após a independência do Brasil, ocorrida em 1822, o Brasil adotou a monarquia como forma de governo, tendo D. Pedro I como primeiro monarca. Foi formada uma assembleia constituinte com o objetivo de elaborar uma constituição para o novo país recém-declarado independente. No entanto, em dezembro de 1823, o imperador dissolveu a assembleia e outorgou a constituição em 1824. A situação tornou-se mais grave e difícil quando D. Pedro I substituiu o governador da província de Pernambuco, Manoel Pais de Andrade, por Francisco Barreto, provocando uma revolta articulada principalmente em torno das câmaras municipais de Olinda e Recife, conhecida como Confederação do Equador. Em 2 de julho de 1824, o ex-governador Manoel envolveu-se, contou com o apoio das províncias de Alagoas, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, com objetivo de tornar o Nordeste uma república independente. A revolta fracassou e seus principais líderes, entre eles o Frei Caneca, foram mortos.

Entre o final de 1848 e 1849, ocorreu a Revolta Praieira, cujo palco principalmente foi novamente Pernambuco. Durou cerca de cinco meses, teve seus ideais inspirados pelas revoluções ocorridas em 1848 na Europa. A Revolta Praieira reivindicava várias reformas sociais e econômicas, como a divisão latifundiária, a instalação de um regime democrático e a liberdade de imprensa. Mais uma vez, a revolta terminou sem sucesso. Três anos depois, em 1851, a Paraíba, juntamente com suas províncias vizinhas, envolveu-se em mais uma revolta, intitulada Ronco da Abelha, que objetivava controlar os trabalhadores livres, na época da diminuição do tráfico de escravos. Em 1874, a Paraíba se envolveu na Revolta do Quebra-Quilos, que ocorreu após uma modificação no sistema de pesos e medidas; seus principais líderes foram presos, entre os quais o pároco da paróquia de Campina Grande, Calisto Correia Nóbrega.

República

Epitácio Pessoa 
Epitácio Pessoa foi o único paraibano  a tornar-se Presidente da República, entre 1919 e 1922, além de ter sido  o único brasileiro a ter ocupado  a presidência dos poderes executivo, legislativo e judiciário federais.

Em novembro de 1889, após a queda do regime monárquico e a consequente instituição da república no Brasil, a Paraíba, assim como as outras províncias, transforma-se em estado da federação. Seu primeiro governador foi Venâncio Augusto de Magalhães Neiva, entre 1889 e 1891, quando foi deposto, assumindo em seu lugar um triunvirato, que governou o estado até 1892, quando Álvaro Lopes Machado foi nomeado por Floriano Peixoto para assumir o governo da Paraíba. Em sua gestão foi promulgada uma nova constituição para a Paraíba, foi instalado o tribunal de justiça do estado, bem como colocou em dia o pagamentos dos funcionários públicos, construiu vários açudes públicos em todas as regiões do estado, pavimentou estradas, reduziu a dívida do estado, aumentou a efetivação da força pública, criou a imprensa estadual, criou a junta comercial da Paraíba, a diretoria de obras públicas, entre outras. Seu governo durou até 1896, quando ele renunciou ao cargo para se candidatar ao Senado, assumindo, em seu lugar, o vice-presidente do estado, o Monsenhor Valfredo Leal e, posteriormente Antônio Alfredo da Gama e Melo. Durante o período da República Velha, entre 1889 e 1930, o poder paraibano era exercido por coronéis e oligarquias que controlavam o estado; nessa fase, a Paraíba foi governada por três oligarquias: o venancismo (Venâncio Neiva), o alvarismo (Álvaro Machado) e o epitacismo (Epitácio Pessoa). Em geral, o primeiro período republicano na Paraíba foi caracterizado pelo crescimento da população urbana, bem como pelo crescimento de reivindicações e organização dos trabalhadores, que foram reprimidas durante o governo de Epitácio Pessoa (1919-1922). Com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a economia da Paraíba entrou em crise, principalmente devido à queda nas exportações do algodão, um dos principais produtos agrícolas do estado.

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, Presidente do Estado da Paraíba 
entre 1928 e 1930.
Em 1926, a Coluna Prestes, comandada por Luís Carlos Prestes, Miguel Costa e Juarez Távora, passou pela Paraíba. Nessa mesma época, o estado também teve destaque no cangaço, tendo Antônio Silvino, Chico Pereira e Virgulino Ferreira da Silva (o Lampião) como líderes de bandos que atuaram nas localidades de Cajazeiras, Guarabira, Piancó e Sousa. Em 1930, ocorreu um movimento revolucionário considerado o acontecimento mais marcante já registrado em toda a história do estado. O presidente Washington Luís, que deveria apoiar a candidatura do mineiro Antônio Carlos, acabou apoiando a candidatura do paulista Júlio Prestes, provocando, por parte de Minas Gerais, sua ruptura com a aliança paulista, juntamente com a Paraíba e com o Rio Grande do Sul, que se uniram e criaram a Aliança Liberal, que indicou Getúlio Vargas para ser candidato à Presidência da República e o presidente da Paraíba, João Pessoa, para vice-presidente. A vitória de Júlio Prestes desencadeou o movimento revolucionário, que o impediu de tomar posse. Na Paraíba, João Pessoa, candidato derrotado, passou a enfrentar várias rebeliões. Uma delas ocorreu em Princesa Isabel e foi comandada pelo coronel José Pereira, aliado de Júlio Prestes, onde várias casas e escritórios de suspeitos de receptar armamentos para os rebeldes foram invadidas pela polícia. Mais tarde, em Recife, em 26 de julho de 1930, João Pessoa foi assassinado por João Duarte Dantas em uma confeitaria da cidade, evento que gerou muita repercussão em todo o Brasil e também um outro fator que deu origem à Revolução de 1930. O seu corpo foi enterrado no Rio de Janeiro e a capital paraibana, antes chamada Cidade da Paraíba, passou a se chamar João Pessoa em sua homenagem, até os dias atuais.

Em 1989, foi encontrado no distrito de São José da Batalha, município de Salgadinho, uma nova espécie de turmalina, que leva o nome do estado. Posteriormente, essa mesma pedra foi encontrada no vizinho estado do Rio Grande do Norte e no continente africano, mais especificamente em Moçambique e Nigéria.29 No mesmo ano, foi promulgada a atual constituição do estado.

Em 2009 o governador e o vice-governador do estado na época, Cássio Cunha Lima e José Lacerda Neto, respectivamente, tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico cometido nas eleições de 2006, assumindo, em seu lugar, o segundo colocado nas eleições realizadas naquele mesmo ano, José Maranhão, e seu vice, Luciano Cartaxo. Em 2010, José Maranhão se candidatou à reeleição, mas acabou sendo derrotado por Ricardo Coutinho, que venceu as eleições do referido ano com mais de 53% dos votos e é governador do estado até os dias atuais.

Nas recentes eleições, no segundo turno, Ricardo Vieira Coutinho foi reeleito, vencendo seu opositor, o senador Cássio Rodrigues da Cunha Lima, com 52,61% dos votos válidos. A Vice-governadora eleita é Lígia Feliciano (PSB) e a coligação que os elegeu, a Força do Trabalho era compota pelos partidos: PSB / PT / PDT / DEM / PRTB / PRP / PV / PSL / PC do B / PHS e PPL.

A Assembleia Legislativa com a seguinte composição (36 Deputados), ELEITO POR QUOCIENE PROPORCIONAL: Manoel Ludgerio (PSD - com 50.107 Votos, é natural de Catolé do Rocha); Daniella Ribeiro (PP - com 46.938 Votos natural de Campina Grende); João Henrique (DEM - com 45.178 Votos, é natural de Monteiro); Ricardo Marcelo (PEN - com 45.061 Votos, natural de João Pessoa); Edmilson Soares (PEN - com 42.620 Votos, natural João Pessoa); Adriano Galdino (PSB - com 40.609 Votos, natural de Campina Grande); Nabor Wanderley (PMDB - com 40.138 Votos, natural de Campina Grande); José Aldemir (PEN - com 39.310 Votos, natural de Cajazeiras); Dinaldinho (PSDB  - com 38.963 Votos, natural de Patos); Doda de Tião (PTB - com 37.231 Votos, natural de Campina Grande); Arnaldo Monteiro (PSC - com 36.864 Votos, natural de Esperança); Jutay Meneses (PRB - com 5.415 Votos, natural de Cairu - BA); Raniery Paulino (PMDB - com 35.007 Votos, natural de João Pessoa); Estela Bezerra (PSB - com 34.929 Votos, natural de João Pessoa); Gervasio Maia (PMDB - com 34.795 Votos, natural de São Paulo - SP); João Gonçalves (PSD - com 34.059 Votos, natural de João Pessoa).

Ainda eleitos por Quociente Proporcional: Bruno Cunha Lima (PSDB - com 34.054 Votos, natural de Campina Grande); Galego Sousa (PP - com 33.971 Votos, natural de São Bento); Lindolfo Pires (DEM - com 33.717 Votos, natural de Sousa); Ricardo Barbosa (PSB - com 32.892 Votos, natural de Campina Grande); Branco Mendes (PEN - com 32.848 Votos, natural de Aguiar); Camila Toscano (PSDB - com 32.682 Votos, natural de João Pessoa); Tiao Gomes (PSL - com 30.974 Votos, natural de Pombal); Tovar (PSDB - com 30.670 Votos, natural de João Pessoa); Buba Germano (PSB - com 29.586 Votos, natural de  Frei Martinho); Dr. Renato Gadelha (PSC - com  26.594 Votos, natural de Sousa); Anísio Maia (PT - com 25.905 Votos, natural de Alagoa Nova); Zé Paulo (PCdoB - com 25.341 Votos, natural de Santa Rita); Frei Anastácio (PT - com 22.119 Votos, natural Esperança); Janduhy Carneiro (PTN - com 19.694 Votos, natural João Pessoa); Genival Matias (PTdoB - com 15.027 Votos, natural de  João Pessoa).

Foram ELEITOS PELA MÉDIA: Caio (PR com 29.576 Votos, natural de Campina Grande); Jeová (PSB - com 23.815 Votos, natural São José de Piranhas); Trocolli Jr (PMDB - com 20.685 Votos, natural de João Pessoa); Inácio Falcão (PTdoB - com 14.392 Votos, natural de Campina Grande); Joao Bosco Carneiro Junior (PSL - com 13.307 Votos, natural de João Pessoa.

Para a Câmara Federal, foram eleitos os seguintes Deputados Federais: Pedro Cunha Lima (PSDB) - 179.886; Veneziano (PMDB) - 177.680; Aguinaldo Ribeiro (PP) - 161.999; Hugo (PMDB) - 123.686; Manoel Junior (PMDB) - 105.693; Wellington Roberto (PR) - 104.799; Efraim Filho (DEM) - 103.477.

José Targino Maranhão (PMDB) foi eleito senador pela Paraíba, obtendo 37,12% dos votos, ou um total de  647.271 escrutínios. Seus principais concorrentes foram:  Lucélio Cartaxo (PT) com 29.93%. ou 521.938 Votos e Wilson Santiago que ficou com 29.02% dos votos, ou seja, 506.093 Votos.
Com a Wikipédia

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