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José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

domingo, 3 de maio de 2015

Pau-Brasil. Metáfora vegetal de um país


Com nome científico de Caesalpinia echinata, o Pau-Brasil foi declarado árvore símbolo da nação brasileira, e tem seu dia oficial comemorado no dia 3 de maio. Árvore belíssima, nobre e preciosa, ela é a melhor metáfora da história do nosso país: também ele imenso, rico, generoso... e desde sempre espoliado até à beira da extinção.

Como crianças inocentes, nossos índios desde os anos da Descoberta trocaram imensas quantidades de pau-brasil por bugigangas trazidas por europeus, sobretudo franceses e portugueses

Por: Luis Pellegrini

Hoje, quem quer conhecer a árvore que deu nome ao país precisa visitar algum jardim botânico, sobretudo os de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde cientistas apaixonados cuidam com carinho de uma ou duas dezenas de espécimes frondosos que formam dois pequenos bosques nas encostas de colinas suaves. Fora dos jardins botânicos, só mesmo embrenhando-se em algum raro trecho de Mata Atlântica remanescente no leste e no nordeste. Nesses pedaços de floresta, com muita sorte e a ajuda de um mateiro experiente, pode-se encontrar ainda um ou outro exemplar selvagem de pau-brasil. A maior parte deles exemplares velhos, condenados ao desaparecimento. Sua reprodução tornou-se extremamente difícil por causa da exiguidade do seu número – o que impede uma boa genética de polinização – bem como, segundo foi descoberto, pelo quase total desaparecimento de uma pequena abelha especializada que, indo de flor em flor, e de árvore em árvore, é ferramenta indispensável para que essa mesma polinização ocorra.

No centro da foto, um belo exemplar de pau-brasil. Jardim Botânico de São Paulo

Em 1500, no entanto, quando os europeus aqui chegaram, o pau-brasil era uma das árvores mais abundantes da Mata Atlântica. Seu número podia ser contado em dezenas de milhões. Mas ele logo começou a diminuir: uma derrubada predatória teve início, e nunca mais parou até o século 20 avançado, quando a extrema escassez desse vegetal inviabilizou sua exploração econômica.

Capa do livro 'Pau-Brasil', vários autores, com organização de Eduardo Bueno, Axis Mundi Editora

O livro definitivo
O livro “Pau-Brasil”, da Axis Mundi Editora relata a epopeia histórica, econômica e cultural desse primeiro ciclo da economia brasileira. Seus autores, capitaneados pelo jornalista-historiador Eduardo Bueno, apresentam a árvore que deu nome ao país como uma metáfora da nossa difícil realidade passada e presente, bem como das incertezas do nosso futuro.

Começam por explicar que o nome Brasil não deriva da palavra portuguesa "brasa" ou "braseiro", como outrora os professores ensinavam às crianças. Sua verdadeira origem é o termo celta brésil, que significa "vermelho". Os franceses da Normandia - que logo após o Descobrimento se tornaram os primeiros traficantes de pau-brasil para a Europa - batizaram com esse nome a preciosa madeira rubra que aqui vinham buscar. A palavra brésil difundiu-se a tal ponto que, segundo o historiador João Ribeiro (1860-1944), "Brasil" na verdade é um galicismo: o primeiro galicismo da língua ‘brasileira".

O desembarque de Cabral, óleo de Oscar Pereira da Silva

Escrito por oito autores nacionais e estrangeiros - Ana Roquero, Fernando Lourenço Fernandes, Gwilym P. Lewis, Haroldo Cavalcante de Lima, Jean-Marc Montaige, Max Justo Guedes, Nivaldo Manzano, além de Eduardo Bueno, “Pau-Brasil” apresenta rica iconografia, obtida na famosa biblioteca de José Mindlin.

Detalhe do mapa 'Terra Brasilis' (Atlas Miller, 1519), já mostra o corte da madeira pau-brasil. Atualmente na Biblioteca Nacional da França

No capítulo “Pau-Brasil: uma biografia”, os botânicos Haroldo Cavalcante de Lima, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e Gwilym P. Lewis, do Royal Botanic Gardens, de Londres, escrevem uma espécie de "árvore-genealógica" do pau-brasil. Ela nos remete às origens do processo que recobriu de florestas um planeta antes desnudo. Traçam, a seguir, uma história da floresta brasileira, onde explicam que o pau-brasil praticamente não tem parentes: trata-se de uma "espécie relictual", ou seja, uma espécie "deixada para trás".

Os melhores arcos para instrumentos de corda são feitos de pau-brasil

Faltam informações precisas
Haroldo também assina o capítulo “Raízes do futuro”, epílogo do livro, onde traça as estratégias para a preservação da espécie e lança um apelo vigoroso às autoridades e a todos os brasileiros interessados não apenas no pau-brasil, mas em preservação ambiental, equilíbrio ecológico e desenvolvimento sustentável. Ele explica que os dados sobre a distribuição geográfica do pau-brasil, por exemplo, continuam espantosamente incompletos: "Em pleno século 21, simplesmente não existem informações precisas sobre a distribuição da espécie nem estimativas do tamanho das populações ou da área total de florestas com pau-brasil." Haroldo enumera e localiza as reservas restantes dessa madeira e dos esforços que estão sendo desenvolvidos, principalmente em reservas localizadas no Nordeste, para aumentar as populações dessa árvore através de técnicas de reflorestamento. Por último, aborda uma curiosidade: com a madeira do pau-brasil são confeccionados os melhores arcos de violino do mundo, o que, devido à raridade dos exemplares remanescentes, por si só constitui grave ameaça de extinção da espécie.

Velho exemplar de pau-brasil no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

O botânico carioca Fernando Lourenço Fernandes escreveu dois capítulos do livro. No primeiro deles, “O enigma do pau-brasil”, ele desenvolve uma abordagem surpreendente. Afirma que os portugueses certamente não poderiam ter descoberto o "pau-de-tinta" no emaranhado da Mata Atlântica com aquela rapidez que lhes permitiu, menos de cinco anos após o descobrimento oficial do Brasil, já estarem enviando para a Europa 1.200 toneladas da madeira por ano, como revelam documentos da época. As pesquisas de Fernando apontam para uma tese que a cada dia ganha mais adeptos: o pré-descobrimento do Brasil. Ou seja, o estudo do chamado "ciclo do pau-brasil" fortalece a tese de que os portugueses estiveram no Brasil antes de Cabral.

Flores de pau-brasil

No capítulo seguinte, “A feitoria da Ilha do Gato”, Fernando Fernandes procura a localização exata da primeira feitoria de pau-brasil instalada no litoral brasileiro. Mesclando argumentos geológicos, etnológicos, arqueológicos, iconográficos, hidrográficos e históricos, ele revela que a primeira feitoria portuguesa no Brasil ficava na Ilha do Gato (hoje Ilha do Governador), em meio à Baía de Guanabara. Este seria, segundo o autor, o verdadeiro lugar de nascimento da nação brasileira.

Em várias reservas florestais brasileiras replantam-se mudas de pau-brasil

Uma viagem colorida
O almirante Max Justo Guedes é uma das maiores autoridades nacionais em cartografia, história e viagens exploratórias ao Brasil no século 16. É dele o capítulo “La terre du Brésil: contrabando e conquista”. Guedes examina as questões semânticas relativas ao nome Brasil e a miríade de implicações que o tráfico dessa madeira acarretou.

Várias tonalidades de vermelho obtidas com pigmentos do pau-brasil

A espanhola Ana Roquero, especialista em tinturaria e moda dos séculos 16 e 17, nos convida em seu capítulo “Moda e tecnologia” a embarcar numa viagem realmente colorida. Trata-se, na verdade, de uma jornada em direção ao poder e ao significado da cor vermelha. O trajeto se inicia na mística púrpura dos fenícios e passa pelo "brasil asiático" de Marco Polo, antes de podermos vislumbrar o papel desempenhado pelo pau-brasil no mundo da moda, das finanças e da indústria têxtil européias. Suas explicações permitem entender por que o pau-de-tinta moveu tantas fortunas e tantos interesses.

Pintura do século 16, mostra tintureiros franceses tingindo tecidos com pigmento extraído do pau-brasil

O capítulo “A madeira e as moedas”, do jornalista Nivaldo Manzano, aborda sobretudo as questões econômicas relativas ao ciclo do pau-brasil. Sua análise demonstra que temas como monopólio, privatização, tributação excessiva, contrabando, pirataria, espionagem industrial, globalização, ineficiência, corrupção, reserva de mercado, concorrência desleal e dívida externa - tão presentes na realidade de hoje de nossa nação - têm sua origem num passado muito mais remoto. Surgiram e se desenvolveram a partir da própria descoberta do Brasil e da primeira espoliação nele cometida - a do pau-brasil.

O painel 'L'Ile du Brésil' foi esculpido no século 16 em madeira de pau-brasil e mostra a derrubada das árvores. Está no Museu de Rouen, França

Num livro sobre o pau-brasil não poderia faltar a participação de um francês. Além do mais, de um francês da Normandia, de todas as regiões francesas a que mais teve trato com o Brasil e com o tráfico de pau-brasil no primeiro século após a descoberta. Esse francês é Jean-Marc Montaigne, talvez o mais atilado e dedicado pesquisador das relações entre o Brasil e a Normandia naqueles tempos. As descobertas que ele fez e as conclusões a que chegou são surpreendentes e certamente darão origem a muita reflexão. No capítulo que assina, “O índio ganha relevo”, Jean-Marc confirma aquilo que os historiadores brasileiros já sabiam: as relações que os franceses estabeleceram com as civilizações indígenas do litoral brasileiro foram, em geral, bastante cordiais e amistosas. Ao contrário dos portugueses, que vinham para conquistar terras e nelas se estabelecer, os franceses da Normandia queriam apenas fazer bom comércio. Davam aos índios produtos como facas, anzóis, roupas - e principalmente contas de vidro e bonés enfeitados com penas de galo - e recebiam deles toneladas de pau-brasil com as quais enchiam os porões de seus navios e as levavam para a Europa. O trato era tão cordial que foram produzidos inclusive "dicionários" normando-tupi-guaranis, contendo principalmente fórmulas de cortesia. Jean-Marc descobriu vários originais desses glossários, algumas páginas dos quais são reproduzidas no livro Pau-Brasil.

Capítulo 'O índio ganha relevo', de Jean-Marc Montaigne, no livro 'Pau-Brasil'

Influência da cultura indígena
O tráfico dessa madeira, como conta Jean-Marc, deu origem a imensas fortunas na Normandia. Até aquela época, a cor vermelha era privilégio dos reis franceses. Os pigmentos que permitiam tingir de vermelho os tecidos eram caríssimos, inacessíveis à população. Com a chegada do pau-brasil tudo mudou. Qualquer dona-de-casa podia produzir em seu fogão doméstico as tintas para tingir seus tecidos com infinitas graduações de cores rubras. O pau-brasil permitiu que alguns armadores normandos, como foi o caso de Jean Ango, por exemplo, acumulassem poder e fortuna superiores às do próprio rei.

Ao mesmo tempo - e nisso está a originalidade do trabalho de Jean-Marc Montaigne -, o contato com as culturas indígenas produziu insuspeitadas e fortes influências na mentalidade francesa e depois na da Europa como um todo. Influências não apenas restritas à moda, como foi o caso do uso de penas e plumas nos chapéus - obviamente inspirado pelos cocares e adornos indígenas -, que se tornou moda avassaladora tanto para as mulheres quanto para os homens.

Índios trocam toras de pau-brasil por bugigangas trazidas pelos franceses

Essas influências tiveram reflexos importantes na própria mentalidade e maneira de ser dos europeus. Jean-Marc observa que, naqueles tempos, o único modelo de organização social e de poder conhecido era o regime absolutista. O rei tinha direito quase de vida e morte sobre seus súditos, e pouquíssimos eram os que ousavam sequer imaginar uma situação diferente. Pois bem: muitos milhares de franceses vieram ao Brasil por causa do tráfico, marinheiros, oficiais, militares, comerciantes, gente da nobreza. No contato com nossos índios, eles se deparavam com uma organização social e com uma postura de vida completamente diferente, infinitamente mais livre e feliz. Os índios andavam nus, o governo não era exercido de forma absolutista por um único indivíduo, mas sim repartido entre o cacique, o pajé e um conselho de velhos sábios da tribo; e a relação entre homens e mulheres era muito mais igualitária do que na Europa. Ao voltar para casa, nas ruas e praças, nas tavernas, nas casernas, na própria corte, eles contavam o que tinham visto. Para resumir: segundo Jean-Marc, tudo isso exerceu enorme influência, inclusive na formação dos vários movimentos humanistas que começaram a pipocar na Europa desde então.

Infográfico 'A exploração ao longo dos séculos', arquivo do jornal 'O Estado de São Paulo'

Reflexos materiais dessas influências podem ser vistos até hoje em vários monumentos arquitetônicos normandos, casas, palácios, igrejas, decorados com relevos em pedra ou madeira onde podem ser vistos, esculpidos, índios brasileiros nas mais diversas situações. Fotos tiradas nas cidades de Rouen, Honfleur, Saint Valery e Dieppe, entre outras, são reproduzidas no livro Pau-Brasil e dão uma idéia da dimensão que o contato entre normandos e índios brasileiros assumiu naquela época. Várias famílias indígenas foram inclusive levadas nos navios para a Normandia. A maioria nunca mais voltou. Alguns índios e índias acabaram se casando com brancos normandos, produzindo descendentes que até hoje moram lá. Em Rouen e Dieppe, no verão, costumava-se organizar festas "brasileiras", uma espécie de carnaval alegre em que boa parte da população se vestia de "índio" e saía pelas ruas a dançar. O pau-brasil foi motor de tudo isso

Magnífico exemplar de pau-brasil no interior da Mata Atlântica (Bahia)

Uma espécie sequestrada
No epílogo de Pau-Brasil, no capítulo intitulado “Raízes do futuro”, Eduardo Bueno e Haroldo Cavalcante Lima desenvolvem de modo ainda mais brilhante o significado do pau-brasil como metáfora de nossa nação. Não apenas uma metáfora econômica, mas também como um símbolo da própria identidade política, cultural e social do Brasil.

"Praticamente em nenhum instante da história do país (colônia, império e república) os brasileiros puderam ter acesso ao pau-brasil para uso prático, estudos botânicos ou desfrute estético. Trata-se de uma espécie que, de certo modo, foi 'sequestrada' do convívio com o povo. Ela é a imagem de uma riqueza que sempre foi nossa e nunca pôde ser nossa", comentam os autores. Eles concluem: "Eis aqui a atualidade da metáfora: já quase desde o primeiro dia da aventura colonial até a derrubada do último pé 'protegido' pelo monopólio, foi-nos negada a experiência cultural do pau-brasil. Negada como espécie botânica incorporada ao nosso mobiliário e às nossas construções; como tintura ligada às nossas cores, às nossas roupas e à nossa indústria têxtil; como espécie relacionada à agronomia, à silvicultura ou à própria paisagem. O pau-brasil é, assim, a metáfora mais bem acabada, mais perfeita e mais pertinente dos recursos naturais do Brasil: o símbolo botânico da usurpação da nossa cidadania e da nossa própria omissão ao longo do processo. O pau-brasil é a metáfora vegetal do Brasil que poderia ter sido, que deveria ter sido, e que ainda não é. Até quando não o será?"

Interessados em mais informações ou para adquirir o livro “Pau-Brasil” podem se dirigir a: http://www.axismundieditora.com.br/produto/pau-brasil--eduardo-bueno-13

sábado, 2 de maio de 2015

Estamos em 2015... Nada ainda foi feito!

O Gestor e o Meio Ambiente 


O prefeito da cidade de Itaporanga, apesar de estar em recuperação de sua saude, continua preocupado com a questão ambiental de nossa cidade. Nesse dia 13 de maio, através de ligação telefônica, ele pediu que elaborássemos um plano de gerenciamento do Matadouro Público, um outro para o Gerenciamento da Feira Livre e um terceiro para o lixão da cidade. Vale salientar que já tramita no Ministério do Meio Ambiente outros expedientes nesse sentido e assim Itaporanga sai na frente dos outros municipios da paraiba na questão ambiental.

Parabenizo o Prefeito Antônio Porcino e continuo afirmando que não acredito no desenvolvimento sustentável de um município sem passar por esses pontos que estão na mente do nosso gestor.

Matadouro, sem politica de meio ambiente é coisa impossível; Feira Livre, sem Meio Ambiente é pura balela e falácia; Lixão Controlado sem politica ambiental é coisa do passado.

Por tudo isto, acho que os segmentos da sociedade de Itaporanga, deveriam se reunir com pessoas ligadas a esses assuntos, para em seguida fazer qualquer tipo de critica ao seu gestor.

Publicado no Mural do itaporanga.net em 15/05/2008

Abertura do Poeirão 2015 marcou a passagem do Dia do Trabalhador em Itaporanga; evento é considerado um dos maiores do mundo

A passagem do Dia do Trabalhador na cidade de Itaporanga (PB), é realmente comemorada com muita festa: é que dar-se início ao ‘Poeirão’, um dos maiores campeonatos de futebol amador do mundo, evento este que reúne centenas de trabalhadores em um gramado para disputar um grande prêmio, a amizade.
O evento teve início por volta das 10h desta sexta-feira (1º) após o desfile de várias equipes participantes pelas principais ruas da cidade, e ao chegar ao Estádio de Futebol ‘O Zezão’, local onde sedia o evento, aconteceu a partida de abertura, que envolveu o campeão da edição 2014, o Jurema Esporte Clube e o Picuí FC.
(Abertura do Poeirão)
A competição está prevista para se estender durante 15 dias, isso por conta da quantidade de times que se inscrevem para participar do evento anualmente.
Imagens abaixo:
O ‘Poeirão’ é tradicionalmente promovido há mais de 40 anos pela associação do Atlântida Esporte Clube, sendo atualmente presidida por Paulo Pereira.
A expectativa é que pelo estádio passe um público flutuante estimado em 30 mil pessoas durante todo o evento itaporanguense. O evento proporciona além de um momento esportivo, lazer, haja vista que é no ‘Poeirão’ onde acontece festas com parque de diversão, encontro de filhos da terra, além de proporcionar um relevante aquecimento na economia da cidade.  
Para o Major Guedes, comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar, a segurança do local estará garantida durante todo o evento, contando com um grande efetivo de homens, além de viaturas e equipamentos adequados para a ocasião. Além da Polícia Militar, o ‘Poeirão’ conta com o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
A Prefeitura ajudou na realização do evento, providenciando a adequação do Estádio, já que o mesmo estava inviável para receber o evento, além de viabilizar outras necessidades tidas pelo Atlântida.
O Presidente Interino da Federação Paraibana de Futebol, o itaporanguense Nosman Barreiro Paulo, esteve presente na abertura do evento e demonstrou total interesse em colaborar com a expansão do ‘Poeirão’, lembrando que é desta festa quer já se revelaram vários jogadores de destaque nacional.
A jovem Joyce Matias, foi a escolhida como Rainha do Poeirão 2015. 
(Joyce e Cícero Carneiro)
Vários representantes da imprensa estadual estiveram dando a cobertura à abertura do evento.
DiamanteOnline

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O descaso com nossos mortos!


Passados mais de vinte anos que o nosso cemitério foi ampliado pela segunda vez, pelo então prefeito Will Rodrigues, nada mais foi feito pela antiga necrópole, inaugurada que foi por Sebastião Gomes. A outra ampliação, foi no inicio dos anos 70, quando Sinval Pinto, dobro o seu tamanho.

Mal localizado, pois de encontra num alto, mais muito próximo ao Rio Piancó, que está completamente poluído pelos dejetos humanos, colocados diretamente em seu leito e nos seus afluente, completados com o chorume que é produzido em nosso Campo Santo.
É público e notório que o cemitério não tem mais espaço deste que o ex-prefeito João Franco quando seu corpo foi sepultado entre dois túmulos. Estão enterrando no meio das ruas do Mãe de Misericórdia e pior, estão dando descaminho aos cadáveres, tocando fogo nos caixões anida quase intactos.

Resta ao Ministério Público apurar os fatos com brevidade e punir com rigor os responsáveis por esta barbárie, este desrespeito aos nossos mortos. Nem isso eles tem o direito, de descansar em paz? E o pior, estão também desrespeitando os vivos. Porcos estão sendo criados vizinho a parede do cemitério, num atentado a saúde pública. Em um desses chiqueiros, usam até restos de grades dos cercados dos túmulos.

As autoridades precisam com urgência dar um basta nestas atrocidades. Vamos cuidar de nossos conterrâneos e de nossa historia enquanto ainda he tempo.

Fotos Chocantes:

www.portaldovale.net

domingo, 12 de abril de 2015

FAZ UM ANO

Prefeitura De Itaporanga Reabre Em Caráter Provisório O Matadouro Público Do Município


Após três anos fechados, o prefeito Audiberg Alves entregou o Matadouro Público de Itaporanga que foi reaberto nesta sexta-feira (11), às 13h00min. A reabertura será apenas por oito meses e após esse período o prefeito Audiberg Alves entregará o novo matadouro para a população Itaporanguense, que seguirá todas as exigências da Vigilância Sanitária e do Ministério da Agricultura. O novo Matadouro dará melhores condições para o abate de animais, processamento de carnes e sua comercialização e contará com profissionais capacitados, e primará por uma rigorosa qualidade de higiene, e possuirá todos os equipamentos necessários, adotando um modelo de alto padrão. Com uma estrutura moderna, o matadouro será composto de galpão principal, bloco administrativo, vestiários, currais, estação de tratamento de efluentes, além de necrotério e um crematório.

Na tarde de ontem (10), o prefeito Audiberg Alves juntamente com o Procurador do Ministério Público Reinaldo Cerpa, o procurador do município José Valeriano e o veterinário responsável pelo Matadouro Antônio Freitas de Farias, realizaram uma palestra, na qual a pauta principal foi as regras a serem seguidas no matadouro, agora que o mesmo será desinterditado.

O procurador do Ministério Público relatou sobre a situação em que se encontrava com o fechamento do Matadouro e fala sobre o acordo feito entre o Ministério e a Prefeitura: “Esse levantamento da interdição é temporário, é uma espécie de acordo entre o Ministério Público e a Prefeitura, a gente reconhece que o matadouro sofreu um passivo de alguns anos de descaso, e nós do Ministério Público, quanto representantes da sociedade, de você, das famílias de Itaporanga, entendemos que o Matadouro fechado seria mais prejudicial do que a situação atual, o pessoal noticiava abatimento a beira do rio, em locais impróprios e insalubres, o que contaminava a carne para o consumo humano. Ciente disso tudo, nós fizemos um acordo para que o Matadouro Público de Itaporanga após algumas medidas que foram atendidas, para voltar a funcionar no prazo de oito meses, que é o prazo estipulado para que o novo Matadouro seja construído pela Prefeitura Municipal de Itaporanga”, concluiu Reinaldo.

A obra está orçada no valor de R$ 653.287,90, este grande investimento realizado pelo próprio município, o prefeito Audiberg Alves adiantou que o dinheiro para a construção já se encontra na conta da prefeitura e que o reabrimento seguirá todas as normas feitas pelo Ministério Público. “Não estava nos nossos planosreabrir o antigo Matadouro, nosso interesse era de imediato seguir para a construção do novo Matadouro, mas aconteceu esse problema, o meu compromisso é com Itaporanga, sofri várias críticas por estar reabrindo o Matadouro, não vim pra prefeitura para fazer política, esse não é meu interesse, eu vim na verdade pra prestar serviço para a população, e é isso que estou fazendo. (…) Fizemos uma audiência pública, politicamente isso não rende nada, mas fui pra dá uma satisfação para a população, porque eu acho que as coisas têm que serem conversadas, e eu quero que vocês vejam o maior esforço que a gente teve para atender essa necessidade da população, eu estou satisfeito em partes, só vou estar satisfeito mesmo quando vocês estiverem inaugurando o Matadouro Público, isso é um compromisso meu com a população, quero dizer a vocês que venho economizando e que esse dinheiro já está depositado em conta.Gostaria de pedir humildemente a vocês que façam do Matadouro uma extensão da casa de vocês, pois nós temos compromisso com o pessoal que mora naquela localidade”, concluiu.

E foi no começo da tarde dessa Sexta-feira, 11, que o prefeito Audiberg juntamente com a primeira-dama Naura Ney e alguns secretários visitaram o Matadouro em seu primeiro dia de funcionamento.

Reunião no ministério público

Visita às instalações

Cortadores de carne

Sala de escaldamento

Prefeito Audiberg Alves e Dr. Farias diretor do matadouro

inclusão da Sala administrativa

ASCOM

Publicado pelo itaporangaonline em 12 de abril de 2014

segunda-feira, 30 de março de 2015

Morreu em João Pessoa, Dona Toinha Barros, esposa do ex-vice-prefeito de Itaporanga José Barros


Faleceu às 15h deste domingo (29), em João Pessoa, onde residia, Dona Antônia Henriques Barros - Matriarca da Família Barros, tradicional família no Vale do Piancó.

Dona 'Toinha Barros' contava com 92 anos de idade, deixando viúvo seu José Barros, ex-vice-prefeito de Itaporanga [por duas oportunidades], que conta com 93 anos de idade.

(Toinha ao lado do esposo)

Da união de mais de 70 anos de casamento, eles tiveram uma prole de 10 filhos, dentre os quais a pediatra Magna, o neurologista Erasmo (dos mais destacados profissionais da PB), o meteorologista Eládio, o professor Damião, além de Zeca, Mª da Penha, Mª de Lourdes, Carminha, Assis, Francisca.

Nascida no Sítio Socorro, município de Diamante, Dona 'Toinha Barros' foi um exemplo de mulher, guerreira, lutadora, de fibra, que enfrentou as dificuldades de uma época, ao lado do marido, conseguindo criar, educar e orientar na vida, com muito carinho e amor, seus filhos, hoje baseados em gerações fortificadas em alicerces oriundo dessas que são uma das reservas morais da região.

O velório acontece desde o final da tarde na Central de Velórios Morada da Paz, localizada na Pedro II, na Capital, e o sepultamento está marcado para as 16h desta segunda (30) no cemitério Senhor da Boa Sentença.

Enlutada, a família [filhos, netos e bisnetos] agradece à todos nesse momento de solidariedade e fé cristã.

Rpscom

quinta-feira, 12 de março de 2015

Os últimos defensores de uma tradição genuinamente nossa

A Cantoria resiste às transformações culturais da sociedade sertaneja 

Por Sousa Neto/Folha do Vale - Final da noite dessa sexta-feira, 2: no Bar de Tota, no centro de Itaporanga, os poetas repentistas J. Sousa e Nelma da Silva enchem a rua vazia de versos feitos na hora e amarram boas rimas embalados pelos acordes das violas, mas prendem poucos expectadores.

Ignorada pelos livros didáticos, relegada pela mídia comercial e esquecida até pela escola, a Cantoria agoniza, apesar de genuinamente paraibana e uma das mais ricas expressões poéticas do interior nordestino.

Nascida possivelmente na Serra de Teixeira, no final do século 19, a Cantoria foi, durante muitas décadas, o maior evento artístico da sociedade rural sertaneja, e também conquistou a cidade, atraindo gente e revelando valores como Pinto de Monteiro e tantos outros, mas perdeu força com o processo de urbanização, a chegada da TV, do vídeo e do disco.

Hoje há poucos cantadores, e o público da Cantoria é também cada vez menor, mas seus atores e defensores não se rendem: alimentam com suas rimas a tradição cultural que de tanto brilho poético povoou as noites dos nossos antepassados.

Lucy emociona a Orla de João Pessoa


Lucy Alves Finalista do "The Voice Brasil 2013" emociona e arrebenta com suas voz e simpatia na Orla de João Pessoa. E afirma que ser paraibana é uma honra. Vamos mostrar para o Brasil que Lucy Alves merecia ser CAMPEÃ. Lucy a MELHOR!!!


Publicado em 3 de fev de 2014
Gentilmente, antes de seu show na Festa da Luz 2014, em Guarabira, a cantora Lucy Alves aceitou nos conceder uma entrevista exclusiva. Ela fala o que mudou em sua vida após participar do Programa The Voice Brasil, da TV Globo; sobre a influência do músico Carlinhos Brown em sua carreira como artista; sobre o contrato com a Gravadora Universal; o repertório do seu primeiro CD; como fica o Grupo Clã Brasil; da turnê que está fazendo pelo Brasil com finalistas do The Voice; e termina fazendo referência a Sivuca, Dominguinhos e 'família'.


Cobertura do Show de Lucy Alves no Busto de Tamandaré em João Pessoa
Gravado por: Bk Produções.

Conheça os novos conselheiros: Idelmarcos Alventino Frade


Idelmarcos Alventino Frade, mais conhecido como Marquinhos, nasceu em Itaporanga no dia 04 de novembro de 1978, sendo filho de Maria do Socorro Alventino e Rosalvo Cirilo Frade. Sua infância de menino pobre foi compartilhada com os amigos e contemporâneos, no Alto do Ginásio.

Foi aluno do "Ginásio de Padre Zé", o Colégio Diocesano Dom João da Mata e como aconteceu com vários outros alunos daquela escola, Marquinhos teve sua passagem pela Filarmônica Cônego Manoel Firmino, o que continuou fazendo (música) quando foi estudar na Escola Técnica Federal da Paraíba, em João Pessoa.


Quando de sua permanência na capital do estado, Marquinhos participou da Seleção Paraibana de Vôlei e aqui em nossa cidade faz parte de um projeto elaborado com seu irmão Ivandeilton, que trabalha com mais de duzentas crianças que, levadas a prática do esporte, são distanciada das ruas e das drogas.

Casado, e muito bem casado (fez até uma declaração de amor ao vivo, em seus agradecimentos em uma rádio local), com Alcinete, eles tem um filhinho de quatro anos chamado Felipe.


O Conselheiro Idelmarcos (ele ficou na suplência mas assumiu por dois anos), consegui nesta eleição, mais um mandato no conselho e ficou com o primeiro lugar obtendo um total de 495 votos.

Apresentados os Conselheiros, o Portal do Vale deseja que todos exerçam sua função com dedicação e amor, fazendo com que a nossa sociedade possa ser melhor e que sirva de exemplo para as cidades vizinhas. E, deixar claro que podem contar sempre conosco, quando preciso for, em todos os trabalhos e atividades do Conselho.


Outros Conselheiros: 
Conheça os novos conselheiros: Sinelândia Sousa Silva

Conheça os novos conselheiros: Ubiracy Sinfrônio Pita

Conheça os novos conselheiros: Etania Deocleciano

Conheça os novos conselheiros: Maiane Pereira

Publicado em outubro de 2011 / www.portaldovale.net

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