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José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

Mostrando postagens com marcador Boa Ventura. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Uma guerra, uma fuga e um soldado morto em São Boaventura


Boa Ventura é um palco de grandes histórias do passado. Já contei aqui várias dessas passagens, trazendo fatos pitorescos, e narrativas marcantes que ocorreram em épocas distintas desta terra, sempre envolvendo a gente simples, mas forte por natureza.

Contei aqui, outro dia, que a pequena vila de São Boaventura, na década de 30, também teve participação ativa na revolta de Princesa Izabel, do coronel Zé Pereira, quando alguns homens da terrinha se juntaram aos homens do coronel na defesa do “novo território de Princesa”. Na dita guerra,  morreram mais de 100 homens, sendo a grande maioria de homens da Policia do estado.

Vila de são Boaventura na década de 30
A revolta durou cerca de quatro meses, tendo um fim quando da morte do então governador João Pessoa, em Recife. Com a morte do principal adversário do coronel Zé Pereira, não teria mais sentido continuar com a guerra, no entanto, o exercito e a policia invadiram Princesa Izabel de forma contundente, obrigando o coronel a fugir da cidade, bem como os seus aliados.

Um de seus amigos e seguidores era Antonio Severo, natural de Nova Olinda, mas morando em Princesa naquela época. Depois que o coronel mandou seus amigos fugirem, muitos correram mata adentro, sem destino e sofrendo as intempéries do tempo.

Severo foi um deles, que passou por Nova Olinda e de lá tinha como destino o Ceará. Cortou caminho e cruzou pela pequena vila de São Boaventura. Vinha trazendo a mulher e alguns filhos pequenos, um animal, muita fome e sede, além de esperança de encontrar um lugar tranqüilo para ficar.

Ao passar em sertão de dentro, área onde hoje está localizado a Praça Juviliano Gomes, ao lado da antiga Telpa, e que antigamente era um pequeno cemitério, sem muro e sem nenhuma proteção, Severo e família encontram um lençol estendido ao chão, mas parecia estar protegendo alguma coisa.

Com as crianças passando frio e como estavam sem muitas roupas, Severo corre e puxa o lençol, e toma um grande susto: o lençol estava cobrindo o corpo de um soldado, que pela aparência e mau cheiro estava morto há vários dias. Também não titubeou, pegou o lençol com cara feia e ao passar pelo rio Piancó tratou de lavá-lo e depois de secar serviu como proteção para a família que estava em fuga.

Passaram pouco tempo no Ceará e retornaram para Nova Olinda, no entanto, Severo voltou para a vila de São Boaventura e ali fez morada até morrer, na década de 80. Outros filhos nasceram na vila e quem me contou esse fato foi um de seus filhos, de nome Oliveira, que também tem outros irmãos na cidade, como Targino e dona santa.

Oliveira contou que seu pai tinha uma foto tirada em Princesa, ao lado de amigos, todo paramentado, na luta da causa do coronel Zé Pereira. “Ele não gostava de mostrar essa foto não, mas eu a vi quando eu era bem moço”, disse.

No período da guerra de Princesa, vários amigos do coronel nesta região, a exemplo de Pedro Arruda, levaram alguns homens para ajudar o amigo. Mas, no decorrer desse processo, a polícia invadiu a vila de São Boaventura e os moradores que ficaram fugiram de suas casas, com medo de serem mortos. Alguns foram parar no Ceará.

Ao saber do fato, o coronel mandou alguns de seus homens retomarem a vila, foi quando aconteceram embates que causaram mortes dos dois lados. O clima de paz só foi restaurado tempos depois, na vila e em Princesa, quando o coronel Zé Pereira fugiu e os seus aliados de Boa Ventura retornaram à sua terra natal.

Delcides Brasileiro

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Duas cidades do Sertão da Paraíba têm hinos municipais idênticos


Um fato bastante curioso, polêmico e provavelmente criminoso está rodando dois municípios da Paraíba, um deles localizado na Região Metropolitana do Vale do Piancó e outro na Microrregião de Serra do Teixeira, a descoberta foi feita por um grupo de amigos da cidade de Boa Ventura, encabeçado pelo jovem blogueiro Geverton Martins.

O que os municípios de Boa Ventura, e Tavares; 76,9 km, de distância um do outro, poderiam ter em comum? O hino! É, o hino Municipal. Iguais um do outro! E a razão? Com certeza plágio!

Um dos boaventurense, que preferiu não se identificar, disse que estava pesquisando sobre o município de Tavares para um trabalho, quando ele se deparou com a introdução musical do hino do município, o jovem disse ter tomado um susto, pois é a mesma musica/melodia do Hino de Boa Ventura.

As supostas “coincidências” não param por ai… Além da melodia, ritmo e partituras ser as mesmas, a letra do hino em si, é muito idêntica muda-se apenas algumas palavras e outras são trocadas de posições ou a mesma com outro modo. O fato é mais notório ainda na segunda parte dos hinos.

Aí fica a pergunta: Quem copiou quem?

Boa Ventura
O município foi criado em 1 de dezembro de 1961, pela lei lei estadual nº 2605, com o nome de Boa Ventura.

Segundo pesquisa feita em primeira mão pelo BoaVenturaOnline.com, conforme o site oficial da Prefeitura e também sites de pesquisas na internet, a Letra e Música do hino boaventurense é de Terezinha Otto de Carvalho (Falecida na semana passada). Ainda segundo sites: Em 1962, assinado pelo então governador Pedro Moreno Gondim. A Data da Composição foi: 02 de dezembro de 1973.

Tavares
O município alcançou sua independência político-administrativa, através do Projeto de Lei n.º 2.150, em 10 de Setembro de 1959, sendo que, sua emancipação política e administrativa ocorreu em 17 de Novembro de 1959.

O BoaVenturaOnline.com fez varias pesquisas na internet, incluindo até o site oficial da Prefeitura, mas não obteve resposta quanto a autoria da Letra e Musica ou da data de composição do hino tavarense. 

Contato:
A reportagem do BoaVenturaOnline.com entrou em contato com a Secretária de Comunicação da Prefeitura Municipal de Tavares, Marta Alves; a mesma não soube informa sobre o caso, mais se comprometeu a se informar e ajudar, e o mais rápido possível nos retornar dando um parecer e enviar o registro do hino.

Já a Prefeitura Municipal de Boa Ventura se dispõe em ajudar no que for necessário, e nos enviar com exclusividade e o mais rápido possível o registro do hino.

Aguardamos o contato das Prefeituras para os seus parecer, e o envio dos registros dos hinos para vermos e descobrirmos quem copiou quem? Em breve saberemos… 

Plagiar é Crime:
Segundo pesquisa feita pela equipe do BoaVenturaOnline, tal acontecimento envolvendo os hinos dos municipios pode ser considerado Plagio:

“O plágio é o ato de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto,música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autororiginal. No acto de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.” (fonte: Wikipedia.org)

A Constituição Federal Brasileira ampara a propriedade intelectual como direito fundamental, garantindo tanto o interesse privado dos autores e criadores quanto o direito social na preservação da memória e da cultura do povo e na transferência de conhecimento para gerar desenvolvimento.

Assistam os vídeos e escutem os Hinos:

Imagens e letra dos hinos abaixo:



BoaVenturaOnline.com 

Pedro Pinto lembra da importância de Terezinha Óton para Boa Ventura

Recentemente Boa Ventura perdeu uma filha querida: a compositora do hino do município, a senhora Terezinha Oton. E como lembrou muito bem ao blog o senhor Pedro Pinto, ela era inteligente e sensível à arte e à cultura.

De acordo com o ex-prefeito, Boa Ventura Foi emancipada no ano de 1961, mas até o seu segundo mandato, ninguém tinha ainda despertado o interesse de festejar e nem criar uma música em homenagem a independência do município.

No ano de 1973, Pedro Pinto assumia a prefeitura e tinha nomeado Terezinha Oton para o cargo de tesoureira, assim como o fez em seu primeiro mandato, em 1965. “Então, como ela era inteligente e voltada muito à cultura, conversamos sobre festejar o dia da cidade com muita festa, e ela de pronto aceitou, bem como pensar em escrever um hino para essa festa”, disse Pedro ao blog.

Desafio lançado, Têca, como era carinhosamente chamada, preparou uma grande festa, juntamente com dona Paula Cordeiro e outras senhoras da comunidade, bem como apresentou a letra do novo hino de Boa Ventura ao então prefeito, que gostou e oficializou como sendo a composição da terra.

Pedro Pinto contou que foram muitos dias de festa e que era para descontar os anos que se passaram sem ser festejado. “Foi uma programação muito boa, com jogos de futebol, vaquejada, festa no prédio de seu Abraão Diniz e outras atividades”, lembrou.

Alguns anos atrás o jornalista Delcides Brasileiro publicou no folhadovali a seguinte matéria em homenagem a Terezinha Oton:

A autora do hino de Boa Ventura 50 anos depois da histórica composição

Neste dia primeiro de dezembro, data em que Boa Ventura comemora 50 anos de emancipação política, e a Prefeitura agendou uma programação festiva para comemorar a data, merece destaque a senhora Terezinha Oton de Carvalho, 84 anos de idade e autora do hino oficial do município, composto à véspera da publicação do ato de independência político-administrativa boaventurense, em 1962, assinado pelo então governador Pedro Moreno Gondim.

Nascida em Princesa Izabel, veio ainda pequena para Boa Ventura, onde, juntamente com os pais e irmãos, cresceu e plantou amizades, com seu jeito peculiar de cativar as pessoas. Ainda jovem e atraída pela magia da representação, e incentivada pelo seu professor Lindolfo Ramalho, um italiano dotado de sabedoria, deu alguns passos como atriz, contracenando em várias peças de teatro, escrita pelo seu estimado professor, com exibições sempre em frente à pequena igreja católica da época. “Lembro-me muito bem que cheguei a fazer um par romântico com Cláudio Arruda, que anos depois seria o primeiro prefeito eleito em nossa cidade. Era uma época muito boa, inocente e pacata”, recorda.

“Vivi o clima de emoção dos moradores quando da expectativa das notícias da capital dando conta da nossa emancipação, e nessa alegria sentida pelos moradores da vila de São Boa Ventura, com muita felicidade comecei a compor uma música em homenagem a minha terra de coração, que daí em diante tornou-se o hino do município, cantado por todos daqui até os dias atuais. No dia do anúncio oficial, teve uma grande festa e todos se abraçavam emocionados, ao som da homenagem que fiz” diz ela.

Terezinha Oton conta que ocupou alguns cargos importantes na administração municipal, como o de tesoureira em duas ocasiões, bem como a função de servidora responsável pela Junta Militar no município, até se aposentar em 1990. Em várias ocasiões, ela foi homenageada pela população e autoridades, pelo carisma e emoção ao transmitir em forma de música um resumo da história do município.

Hino de Boa Ventura:

Letra e Música – Terezinha Otto de carvalho 
Data da Composição – 02 de dezembro de 1973

Boa Ventura, teu nome é glória no porvir
Teu povo bravo,
Presta homenagem hoje a ti
No teu passado,
Com harmoniosa tradição
Tiveste assim Boa Ventura,
A tua heroica fundação
Boa Ventura, Foste a República da Estrela
Um fato histórico,
Em nossa terra assim ficou
Nos orgulhamos
E exaltamos a bravura
Do Coronel Zuza Lacerda
Que a Republica aqui fundou
Hoje teus filhos, comemora com emoção,

A data magna
Da tua emancipação
Torrão bendito
Que a todos nós vistes nascer
A te queremos até morrer
Com muito amor e gratidão

Congratulamos a esta terra estremecida
Boa Ventura tão querida
Recebe a nossa saudação.

Lei Orgânica de Boa Ventura

Site Oficial


Hino de Boa Ventura




Delcides.com

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Inauguração da luz em Boa Ventura


A imagem acima é do momento da inauguração da luz elétrica, vinda da hidrelétrica de Paulo Afonso (BA), no município vizinho de Boa Ventura, no ano de 1969. Até ali, como na maioria das cidades paraibanas, a luz era gerada por um motor a diesel. Festa de arromba, inesquecível, lembra Fábio Arruda (ex-prefeito). Aí no palanque o destaque é para Pedro Gondin, Djaci Arruda, Joao Agripino e Claudio Arruda. (comtiãolucena)

Postado por Rpscom em 15 de abril de 2011

domingo, 28 de dezembro de 2014

Uma jovem de 18 anos é o retrato da injustiça social na aniversariante e festiva Boa Ventura

Caso atesta a falência e desmoralização das instituições públicas


Por Redação da Folha – No dia seguinte à comemoração festiva e cara dos 53 anos de emancipação política de Boa Ventura, uma cena traduziu o verdadeiro retrato da aniversariante: a miséria que se abate sobre uma considerável parcela da população, e uma única mulher pode exemplificar bem isso.

Na verdade, uma adolescente de apenas 18 anos, Ana Clara Bento da Silva: magra, mal vestida, maltratada, mal- alimentada e zangada como um bicho bruto acuado. O abandono e a exclusão que sofreu desde a infância levaram-na cedo à prostituição e ao alcoolismo. Mãe solteira de dois filhos, não pode criar nenhum. “Não tenho casa, não tenho onde morar, passo o dia na rua”, disse ela algemada em um canto da delegacia de Itaporanga para onde foi levada pela PM no final da manhã dessa quarta-feira, 3.

O motivo da prisão foi um desacato à guarnição policial, mas a causa que levou ao tumulto foi outra: mesmo sendo um direito seu, uma vez que o pátrio poder ainda não foi quebrado, ela está impedida de conviver com um dos seus filhos que está com a avó, e, ao tentar sair com a criança nessa quarta, foi repreendida pelo Conselho Tutelar, que acionou a polícia, gerando a confusão. Contrariada e agressiva, ela terminou detida e foi liberada após assinar Termo Circunstanciado de Ocorrência.

Para uma jovem que passou a vida toda violentada em seus direitos e tratada como animal pela sociedade e pelas instituições, não se pode esperar uma outra reação que não seja a agressividade. Tentar “proteger” a criança e desprezar a mãe, quebrando definitivamente o vínculo familiar, contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente. “Qualquer mãe fazia o mesmo que eu fiz pelo seu filho”, gritou ela em resposta a um policial. A primeira criança dela está com uma prima e a outra com a avó.

Em casos como este, a lei assegura que o Conselho Tutelar e os órgãos de defesa social requeiram à Prefeitura ajuda psicológica e material para a família, a exemplo de aluguel social para a mãe e apoio nutricional, mas, em vez de ajudar, estas instituições, em muitos casos, fazem é criminalizar a mulher, castigando ainda mais a mãe e os filhos com a separação familiar. Tentam sempre resolver problema social com polícia.

A Prefeitura de Boa Ventura, que gastou milhares de reais na farra do aniversário da cidade, ignora situações como a da jovem Ana Clara, uma das muitas vítimas de um sistema perverso e que atesta a desmoralização e a falência das instituições públicas perante à própria lei. Diante desses fatos, a fundação humanitária José Francisco de Sousa requer, publicamente, do poder executivo boaventurense, que é chefiado por uma mulher, para ter mais atenção para com essa jovem, porque é uma obrigação legal do município e um direito humano da adolescente.

Publicado no Folha do Vale em 04-12-2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Uma guerra, uma fuga e um soldado morto em são Boaventura

Boa Ventura é um palco de grandes histórias do passado. Já contei aqui várias dessas passagens, trazendo fatos pitorescos, e narrativas marcantes que ocorreram em épocas distintas desta terra, sempre envolvendo a gente simples, mas forte por natureza. 

Contei aqui, outro dia, que a pequena vila de São Boaventura, na década de 30, também teve participação ativa na revolta de Princesa Izabel, do coronel Zé Pereira, quando alguns homens da terrinha se juntaram aos homens do coronel na defesa do “novo território de Princesa”. Na dita guerra,  morreram mais de 100 homens, sendo a grande maioria de homens da Policia do estado.

Vila de são Boaventura na década de 30

A revolta durou cerca de quatro meses, tendo um fim quando da morte do então governador João Pessoa, em Recife. Com a morte do principal adversário do coronel Zé Pereira, não teria mais sentido continuar com a guerra, no entanto, o exercito e a policia invadiram Princesa Izabel de forma contundente, obrigando o coronel a fugir da cidade, bem como os seus aliados.


Um de seus amigos e seguidores era Antonio Severo, natural de Nova Olinda, mas morando em Princesa naquela época. Depois que o coronel mandou seus amigos fugirem, muitos correram mata adentro, sem destino e sofrendo as intempéries do tempo.


Severo foi um deles, que passou por Nova Olinda e de lá tinha como destino o Ceará. Cortou caminho e cruzou pela pequena vila de São Boaventura. Vinha trazendo a mulher e alguns filhos pequenos, um animal, muita fome e sede, além de esperança de encontrar um lugar tranqüilo para ficar.


Ao passar em sertão de dentro, área onde hoje está localizado a Praça Juviliano Gomes, ao lado da antiga Telpa, e que antigamente era um pequeno cemitério, sem muro e sem nenhuma proteção, Severo e família encontram um lençol estendido ao chão, mas parecia estar protegendo alguma coisa.


Com as crianças passando frio e como estavam sem muitas roupas, Severo corre e puxa o lençol, e toma um grande susto: o lençol estava cobrindo o corpo de um soldado, que pela aparência e mau cheiro estava morto há vários dias. Também não titubeou, pegou o lençol com cara feia e ao passar pelo rio Piancó tratou de lavá-lo e depois de secar serviu como proteção para a família que estava em fuga.


Passaram pouco tempo no Ceará e retornaram para Nova Olinda, no entanto, Severo voltou para a vila de São Boaventura e ali fez morada até morrer, na década de 80. Outros filhos nasceram na vila e quem me contou esse fato foi um de seus filhos, de nome Oliveira, que também tem outros irmãos na cidade, como Targino e dona santa.


Oliveira contou que seu pai tinha uma foto tirada em Princesa, ao lado de amigos, todo paramentado, na luta da causa do coronel Zé Pereira. “Ele não gostava de mostrar essa foto não, mas eu a vi quando eu era bem moço”, disse.


No período da guerra de Princesa, vários amigos do coronel nesta região, a exemplo de Pedro Arruda, levaram alguns homens para ajudar o amigo. Mas, no decorrer desse processo, a polícia invadiu a vila de São Boaventura e os moradores que ficaram fugiram de suas casas, com medo de serem mortos. Alguns foram parar no Ceará.




Ao saber do fato, o coronel mandou alguns de seus homens retomarem a vila, foi quando aconteceram embates que causaram mortes dos dois lados. O clima de paz só foi restaurado tempos depois, na vila e em Princesa, quando o coronel Zé Pereira fugiu e os seus aliados de Boa Ventura retornaram à sua terra natal.


Delcides Brasileiro

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O que os fogueteiros de Boa Ventura tinham em comum


Contada por Pedro Pinto. Em Boa Ventura, quando esta ainda era vila, morava um cidadão chamado João Henrique, natural do Juazeiro de Padre Cícero, mas que decidiu fazer morada por estas bandas, juntamente com sua esposa, a senhora Angélica Soares, tempos depois esta senhora foi homenageada com o nome de uma avenida, inclusive a que resido, umas das principais artérias urbanas da cidade.

Seu João Henrique era o fogueteiro oficial da comunidade, podemos dizer assim. Somente ele detinha o conhecimento da arte ou oficio de produzir e soltar fogos e balões naqueles tempos de antigamente.
Anos depois, resolveu transmitir seu conhecimento para um jovem chamado Edmundo Tavares de Sousa, e este absorveu rápido o oficio passado com afinco pele mestre. Os dois agora eram os melhores fogueteiros de toda a região.

E como a fama se propagou para outras localidades, os dois sempre eram convidados para fazerem suas apresentações, com afinco e dedicação pela arte que garantia o sustento de suas famílias. Digamos que seriam grandes artistas, que brilhavam em suas atividades profissionais, sobretudo em noites especiais, como São João e Natal.

Mas um dia, na cidade de Piancó, Edmundo em uma de suas apresentações com solta de fogos de todo o tamanho, por um descuido ou falta de sorte mesmo, sofre uma terrível queimadura e sem o avanço da medicina da época, perde uma parte do braço.

Com o amigo e companheiro se recuperando, João Henrique tenta se virar sozinho, mas eis que outra tragédia lhe bate à porta: quando também fazia uma apresentação em Boa Ventura um fogaréu queima parte de seu corpo e o mesmo segue o destino de Edmundo: perde parte do braço.

No entanto, alguns anos depois, os dois continuam no mesmo oficio, fazendo e soltando fogos e balões, mesmo tendo os dois tendo sofrido mutilações. Pedro Pinto conta que os dois eram por demais conhecidos em todo o Vale do Piancó, até pras bandas de Patos. João Henrique foi o pai de seu Mundico, primeiro coletor de Boa Ventura. Edmundo era avô da advogada Divani Pinto.

Delcides Brasileiro em 11 de dezembro de 2014 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Boa Ventura


Boa Ventura, município no estado da Paraíba, (Brasil), localizado na microrregião de Itaporanga. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 7.045 habitantes. Área territorial de 132 km².

Até o início da década de 1960, constituía distrito do município de Itaporanga (Distrito de São Boaventora), que, à época, chamava-se Misericórdia. O interventor, à ocasião de sua emancipação, foi Jorge de Freitas, primeiro Prefeito do novo município. Cláudio Cavalcanti de Arruda, comerciante, foi o primeiro prefeito eleito. A economia da cidade se baseia principalmente na agropecuária.


História
Os pretéritos históricos do atual município de Boa Ventura, estão ligados a uma faixa de terra
adquirida, na Casa da Torre na Bahia no ano de 1700. Passados por vários anos, a fazenda de São Boa Ventura, teve em 1776, o Alferes Luís Pinto de Souza e sua esposa, vindos de outras regiões, chegando aqui revelando-se como seus proprietários. Este casal no ano 1887, fez doação de um terreno a Nossa Senhora da Conceição, iniciando a construção da capela, a qual foi concluída em 1892. Já neste século desaparecia a velha imagem de sítio, surgindo nos arredores da capela um núcleo proporcional de pessoas. Esta localidade, começou a progredir, com o apoio dos grupos políticos. Destacando-se o Coronel Zuza Lacerda, pela sua luta contra os cangaceiros, mais tarde o Coronel Zuza Lacerda, sentindo-se desprestigiado pelo Governador José Peregrino de Araújo, com toda guarda preparou um movimento contra os Poderes Públicos Estaduais e Municipais, com objeto de conseguir a Independência do Estado de São Boa Ventura, criando a República da Estrela, durante 3 dias, o valor patriótico dos seus filhos exuberavam-se pela vontade de ver sua Pátria crescer melhorar, ser livre e independente.

Todos os Ministérios funcionaram, o que mais destacou foi o ministério de relações exteriores, que era ocupado por um filho desta terra, o Sr. Major Sula, ele era que mantinha contato com outros Países, para as soluções dos problemas. São Boa Ventura, foi fundada no dia 14 de Julho de 1832, pelo comandante FRANCISCO DINIZ DE LACERDA. Esta Vila ficava localizada na micro-região de Cajazeiras, no Alto Sertão da Paraíba, a margem direita do Rio Piancó. Seus primeiros habitantes foram: MARIA BARAÚNA, DONÁRIA LEITE, PROFESSOR JUVINIANO GOMES, MONSENHOR GOMES, COMANDANTE FRANCISCO DINIZ DE LACERDA, CORONEL ZUZA LACERDA E CAPITÃO MENDES. Numa luta incansável, o seu filho CLAÚDIO CAVALCANTI DE ARRUDA, arregaçou as mangas e com seu braço forte, levantou o símbolo da fé, na ostentação da liberdade, com seu prestígio político consegui o Decreto Lei nº 2.605 de 01 de Dezembro de 1961, assinado pelo Governador na época, Dr. Pedro Moreno Gandim, conseguindo assim a Emancipação Política e Administrativa de São Boa Ventura, desligando-se de Itaporanga, a qual pertencia como Vila.

Gentílico: boa-venturense

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Boa Ventura, pela lei municipal de 23-07-1901, subordinado ao município de Misericórdia. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito São Boa Ventura, figura no município de Misericórdia. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 1164, de 15-11-1938, o município de Misericórdia passou a denominar-se Itaporanga, passando o distrito de São Boa Ventura a pertencer ao município de Itaporanga. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Boa Ventura figura no município de Itaporanga.

Pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943, o município de Itaporanga, passou a denominar-se novamente Misericórdia. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de São Boa Ventura, figura no município de Misericórdia ex-Ipaporanga. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Elevado à categoria de município com a denominação de Boa Ventura, ex-São Boa Ventura, pela lei estadual nº 2605, de 01-12-1961, desmembrado de Itaporanga. Sede no atual distrito de Boa Ventura ex-São Boa Ventura. Constituído do distrito sede. Instalado em 30-12-1961. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital
São Boa Ventura para Boa Ventura constituído alterado, pela lei estadual nº 2605, de 01-12-1961..


Geografia
Boa Ventura situa-se na unidade geoambiental da Depressão Sertaneja, com relevo característico desta depressão .

O município está incluído na área geográfica de abrangência do desértico , definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2012 . Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. O índice pluviométrico do município varia entre 465,1 e 1587,7 mm/ano, com média de 942,6mm/ano. A vegetação é a caatinga xerofítica, onde ocorre a presença de cactáceas, arbustos e arvores de pequeno a médio porte .

O município insere-se na bacia hidrográfica do rio Piranhas, na sub-bacia do rio Piancó e tem como principais tributários o Rio Piancó e os riachos Oitis, da Cachoeira Grande, do Saco e Bruscas, todos de regime intermitente .

Brasão do município

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