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História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A PERSONALIDADE DO SÉCULO DE ITAPORANGA


Quando a memória se faz presente e traz aos dias atuais o passado, o sonho se confunde com a realidade e infiltra na existência uma grande parte de reconhecimento, afeto, amor, carinho. 
A mãe de Itaporanga renasceu. 
Itaporanga a abraçou, a afagou, a acalentou, fê-la um carinho, qual a uma filha que a muito estivesse sedenta do amor materno. 
Mãe Burrego retornou. E perdida, e deslocada em meio a uma elite da qual jamais, em vida, fizera parte, venceu o poder com humildade, sobrepujou o dinheiro com o amor, a arma dos que trazem em si, a luz que ilumina a humanidade. 
Não haverá festas, não haverá comemorações, não haverá pronunciamento de poderosos. 
Qual em vida, Mãe Burrego, será somente a mãe de todos. Título maior não há, maior legado não se pôde doar a quem fez do amor, um evangelho e da vida, uma bandeira de solidariedade. 
Foi escolhida dentre os filhos ilustres de Itaporanga, aquela que se cobrira com o manto da humildade. Qual diferente seria, e esta é a única tristeza que fica, se todos fossem vivos, se não fossem somente memória, se não fossem somente lembrança. 
Se assim fora, se em vida dos candidatos, novamente o povo, que transformou as eleições numa espécie de feira vil das consciências humanas, escolheria o que lhe pudesse pagar, escolheria aquele que pudesse comprar, com o dinheiro que lhe pertence, o que desejasse. 
E, por certo, se vivos fossem eles, Mãe Burrego, a mais humilde de todos, seria vencida pela conveniência dos eleitores, seria derrotada peia necessidade de uma gente que para alimentar o corpo, costuma repudiar a própria alma. 
Não houve, nesta eleição o “Quem dá mais?”, “Quanto vale o meu voto?”, Não havia altos salários em jogo, não havia uma busca pelo poder, não havia, por parte dos candidatos, o desejo de satisfazer a auto-estima. 
E quando não induzida, e quando não pressionada, a maioria sempre escolhe o melhor, sempre escolhe pelos ditames da própria consciência. 
Se vivos todos fossem, com certeza, Mãe Burrego, a mais humilde, seria a menos votada. Se vivos todos, Mãe Burrego, a melhor, não seria sequer lembrada. 
Foste, Mãe Burrego, vitoriosa quando viveste. 
És, Mãe Burrego, reconhecida após tua morte. 
Não buscaste jamais durante tua existência a fortuna, que corrompe, não buscaste jamais, em vida, o teu bem-estar, igual às santas, buscaste sempre o bem do teu semelhante. 
És santa minha mãe. 
Sou filha tua, e, em qualquer posição que esteja meu corpo de rainha, meu espírito estará sempre de joelhos, adorando-te. 
Sei que não me deixaste, estás, ao lado do Criador, abençoando-me a cada momento de minha vida. 
Eis, minha mãe, a mensagem de tua filha querida, a que mais te ama. Eis, minha mãe, a mensagem de tua filha Misericórdia, a quem um dia deram em um novo batismo, o nome de Itaporanga. 

Até o momento, só alguns fãs incondicionais da parteira preta e pobre, fizeram, falaram, ou escreveram, alguma coisa sobre ela, a exemplo desta belíssima crônica, deixada anonimamente, nos estúdios do programa Rádio Vivo. 

***

Profissões

Um médico, um administrador e um especialista em computadores da Microsoft discutem qual a mais antiga das profissões: 

O médico: “Está na Bíblia. Deus criou Eva a partir de uma costela de Adão. Houve então, um procedimento cirúrgico o que prova que minha profissão é a mais antiga”. 

O administrador: “Lá no Gênesis está escrito que Deus criou o Céu e a Terra a partir do Caos. Não há dúvidas de que isto requer um bom conhecimento de administração”. 

O Especialista em informática: “E quem vocês acham que criou o Caos”. 

***

Se homossexualismo fosse normal... Deus teria criado Adão e Ivo 

Do Livro:Agnaro Pati

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Zu Silvino

JOSÉ SILVINO DA FONSECA


Não são apenas os detentores do poder que promovem o desenvolvimento de uma comunidade, o bem estar de um povo. Muitas pessoas agindo nos bastidores tem oferecido contribuições valiosas ao progresso de Itaporanga, desde que a cidade se chamava Misericórdia, ainda no inicio do século.

Nesta época, exatamente no dia 24 de junho de 1903, nascia na Várzea do Saco, nos arredores da cidade um desses homens. Seu nome: José Silvino da Fonseca, conhecido por Zu Silvino por todos os seus conterrâneos. Era filho de Silvino Soares dos Santos e Ana Silvino da Fonseca. Zú Silvino foi um homem inteiramente voltado para a vida comunitária, presente em todos os acontecimentos da cidade, seja no campo político, na administração, nos meios jurídicos, sociais, ou como urna pessoa de vasto conhecimento, como autodidata em que se transformou ao longo de anos de muita leitura e estudos permanente, sempre às voltas de autores de renome nacional e internacional.

Zu Silvino fez o seu curso primário na Escola de Professor Francelino de Alencar Neves, que foi a base de todo o seu conhecimento. Não pôde continuar os seus estudos por conta das dificuldades próprias da época, quando as escolas de graus mais elevados ficavam em .João Pessoa, Recife, Salvador ou Rio de Janeiro e São Paulo. Na juventude trabalhou no campo, ajudando a família em suas atividades agrícolas e pecuárias. E com pouco mais de 20 anos, já residindo na cidade, foi nomeado agente de estatística em Itaporanga e, logo depois, secretário da Prefeitura Municipal na administração de Brunet Ramalho, a quem ajudou a desenvolver um padrão administrativo bastante ousado para a época, quando a cidade recebeu os primeiros empreendimentos para torná-la mais próspera e desenvolvida. Foi ainda comerciante de tecidos até se tornar tabelião público e escrivão do Primeiro Oficio da Comarca de Itaporanga, quando se aposentou após dezenas de anos de excelentes serviços prestados a Justiça de sua terra e da Paraíba como um todo.

Pelo seu senso de justiça e reconhecida capacidade intelectual, Zu Silvino foi também conselheiro e confidente de muitos políticos, especialmente do médico José Gomes da Silva, seu cunhado e amigo de todas as horas, que procurava ouvir sempre a sua opinião nos momentos de dificuldades e que carecia de soluções sábias e práticas, já que por muitos anos Itaporanga viveu clima de profunda intranquilidade por conta de inimizades políticas, e Zu Silvino, com seu espírito pacificador, aliás, próprio da família Fonseca, aconselhava sempre que se agisse com prudência, o que sempre resultou no encaminhamento de soluções adequada para o problema surgido.

José Silvino da Fonseca foi uma cativante personalidade que se caracterizava pela honradez e firmeza de caráter. Além desses atributos era dotado de urna inteligência brilhante. Gostava de escrever versos, especialmente em forma de glosa. Chegou a publicar um livro de poesias, que agradou a todos. Na época de estudante editava um jornaIzinho que era distribuído com os colegas. Pela sua inteligência e pelo seu contato permanente com juizes, promotores e advogados, Zu Silvino, enquanto viveu em Itaporanga, tornou-se urna espécie de consultor jurídico da cidade.

Dotado de um espírito sensível, tratava com atenção e carinho as pessoas que o procuravam a qualquer hora na busca de soluções para inúmeros problemas, especialmente relacionados com a sua atividade profissional. E pelo muito que fez, Zu Silvino, que faleceu no dia 19 de maio de 1990, em João Pessoa, deixou um exemplo de dignidade que precisa ser conhecido pela juventude e demais pessoas que com ele conviveram e pelas gerações futuras, como representante de uma época da maior importância para Itaporanga. O corpo de Zu Silvino está sepultado no Cemitério "Mãe de Misericórdia' na cidade que o viu nascer. Ele era casado com Ana Gomes Silvino, de cujo enlace nasceram Maria Bernadete, Maria da Paz e Maria Natividade Gomes Silvino
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Zu Silvino foi oitavo colocado na eleição que escolheu "O Itaporanguense do Século", obtendo apenas 37 votos, ou seja, 2,47% dos votos válidos

                                                                                 Revista "O Itaporanguense do Século", junho de 2001
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Se porventura, existir algum fato não condizente com a verdade, desculpem-nos, pois, poucas são as fontes de consulta. Os familiares dos ex-prefeitos que quiserem colaborar conosco, com fotos ou documentos; favor entrar em contato com: itaporanga150@gmail.com

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O itaporanguense do século

O ITAPORANGUENSE DO SÉCULO


        Nas páginas que se seguem você vai conhecer detalhadamente os itaporanguenses ilustres que os 10 notáveis da cidade, previamente selecionados pela comissão organizadora do evento, escolheram e que serão votados pelo povo de Itaporanga, por todo o mês de junho, utilizando-se urnas eletrônicas instaladas em pontos estratégicos da cidade.

        A idéia de formatar o concurso, a partir de promoção semelhante promovida pela Rede Globo de Televisão, que em nosso Estado elegeu o poeta Augusto dos Anjos como o "Paraibano do Século" chegou a Itaporanga através de André Villarim, Valterivan Freire e o radialista Souza Neto, e logo ganhou corpo e hoje é o principal assunto da cidade, despertando um interesse incomum entre os itaporanguenses que esperam ansiosos para votarem em um dos 11 nomes indicados.

        Esses nomes foram escolhidos por uma comissão a que se chamou de notáveis e que esteve integrada por Edmilson Fonseca (engenheiro, escritor e colaborador dos principais jornais de João Pessoa) João Bosco Gaspar (in-memoriam jornalista, gerente comercial de A União), Ulisses Pinto (médico, residente em Campina Grande), Paulo Soares (médico e escritor), Paulo Conserva (jornalista e escritor), Antônio Bandeira (jornalista e professor), Agapio Sertão (servidor público e líder político), Ary Rodrigues (médico, residente em Campina Grande), Tivinha e Detinha Silvino (professora universitária e funcionária pública, respectivamente) e Heleno Feitosa  (músico e construtor).

Apresentação

Os 11 nomes escolhidos e que a partir de agora serão submetidos a votação popular são:


        José Gomes da Silva (médico, prefeito, deputado federal e interventor federal na Paraíba), Praxedes da Silva Pitanga (prefeito, deputado estadual e deputado federal), José Soares Madruga (jornalista deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa , secretário de Estado e governador interino da Paraíba), José Ramalho Brunet (prefeito e revolucionário em 30 e 32), major Abdon Leite Guimarães (tabelião público), Luiz Guimarães (líder religioso e cidadão benemérito da cidade), Balduino Minervino de Carvalho (médico e deputado estadual), Irineu Rodrigues da Silva (tabelião e prefeito), Maria de Burrego (mulher do povo e parteira), Maria Salomé Pedrosa (mulher destemida que sempre enfrentou os poderosos do Vale e dedicou grande parte de sua vida aos mais carentes de Itaporanga) José Silvino da Fonseca - Zu Silvino (tabelião, poeta e escritor).

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