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De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

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Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

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segunda-feira, 2 de março de 2015

Ao meu ex-professor Ivo Filho

O homem diz asneiras,mas a educação o lapida;o homem sofre,mas o conhecimento o retém;o homem pensa,mas a dedicação é quem constrói;o homem se ilude,mas o professor o estimula.O Diocesana educa,conhece,dedica e com seus mestres constrói Itaporanga.

Itaporanga tem homens e O Diocesano.Bravo Diocesano,esplendor de Homens,bravo também foram os gritos perfectivos de seu primeiro astro,Padre Zé.Bravos são os desígnios de seus maiores heróis,raros professores,que construíram com a parte imaterial o mais material de um vitalício conhecimento.Bravos são seus súditos que percorrem o mundo a proferir:chegou minha vitória,pois conquistei a luta.Bravo Diocesano,pai unívoco do próximo menino próspero,mãe derradeira e presente do ato de educar.Bravo Diocesano,não é corredores vazios à procura de pedestres;não é agiota disfarçado na ânsia do dinheiro;não é prostituas em busca de chagas;não é bar soluçando seus vícios;não é álcool delirando seu corpo.Oh Diocesano!És a primazia do educador sertanejo,és o coração do Vale alagado de tradição,és o pavio da vitória do saber.

Diocesano de Zé,de Maria,de João ,da Mata,da Tia,de Bidia,do Povo.Palco maior dos discursos acadêmicos,o berço vai à praça.Serra conhecedora dos bravos plantadores de arroz que também construiu esse bravio palco.Diocesano das três bandas:não foi com a banda está com os músicos .Diocesano da palavra,da gráfica que imprime tanto saber.Diocesano dar a mão,usa a mão no esporte:é tradição.Diocesano da “caxa”,da água que mata a sede de seus sublimes alunos.

Diocesano: professor, médico, advogado, juiz, contador, construtor, artista, padre, político, policia, dentista, pai e mãe de Itaporanga. Ginásio, Colégio Diocesano Dom João Da Mata do Padre Zé.
Ex-aluno do Diocesano e de Ivo Filho

Publicado No mural do Itaporanga.net em 04/09/2007

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Alunos de Itaporanga começaram ano letivo sem material escolar e vereador reage de forma prática

Ele está distribuindo quites escolares com os mais carentes


Por Redação da Folha – Os alunos da rede municipal de ensino de Itaporanga não receberam material escolar no ano passado e começaram o ano letivo de 2015 também sem nada, conforme o vereador Ivanilto Palmeira, que, cansado de cobrar da Prefeitura e não ter resultado, resolveu reagir de forma prática contra o que ele chama de descaso com a educação.

O vereador está distribuindo, por conta própria, 200 quites escolares (cadernos, lápis comum e de pintura, régoa, cola, borracha e mochila) com alunos municipais. Segundo Ivanilto, o material está sendo distribuído entre os alunos egressos das famílias mais necessitadas. “Grande parte das famílias dos alunos da rede pública é de pessoas extremamente carentes, que não têm condições de comprar o material escolar para os seus filhos, e isso compromete a educação”, comentou o parlamentar mirim.

Sua preocupação é que, além da escola pública não ser boa, sem material escolar suficiente, o aluno dificilmente conseguirá se desenvolver bem, o que compromete a aprendizagem e o futuro do estudante, conforme ele.

Já para o próximo ano, Ivanilto disse que já conseguiu a promessa de patrocínio de duas empresas do ramo de papelaria e pretende distribuir mais de mil quites escolares com alunos da rede municipal, beneficiando a maior parte do alunado da rede. Foto: Ivanilto cheio de boa vontade. 

Publicado Pelo Folha do Vale em 24-02-2015

07 de setembro: Colégio Padre Diniz apresenta a Sala Multifuncional


Em um desfile compacto, a EEEF Padre Diniz deu ênfase em sua apresentação na avenida a Sala Multifuncional, sala esta pioneira em escolas do Vale do Piancó e em Itaporanga, apenas duas escolas contam com este tipo de atendimento a alunos especiais.

O programa, patrocinado pelo governo federal visa dar condições ao cidadão portador de necessidades especiais e a sala multifuncional do Colégio Padre Diniz, ja atende 20 alunos.


No desfile, o deficiente visual e professor/voluntário Jairon, leu um discurso em Braile, forma de escrita para aqueles que não enxergam com os olhos; enaltecendo o pioneirismos do maior educandário estadual de ensino fundamental de nossa cidade.

O tema do discurso foi: Na ponta dos dedos a construção de uma história de independência e cidadania; legado de Braile.


portaldovale.net com fotos exclusivas de Rainério em setembro de 2011

Definido local onde será instalado o campus do IFPB de Itaporanga

Pró-reitor da instituição visitou a cidade nesta terça-feira 


Por Sousa Neto/Folha do Vale - Menos de um mês depois do Ministério da Educação anunciar a implantação de um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) em Itaporanga, foram dados os primeiros passos em nível local para a concretização do projeto, um sonho histórico do Vale, que, pela primeira vez, terá uma escola de ensino profissionalizante de nível médio e superior.

Em uma reunião nesta terça-feira, 13, no prédio da 7ª Gerência Regional de Ensino, em Itaporanga, com a presença de secretários municipais de educação do Vale e de dois prefeitos regionais, Djaci Brasileiro e Luiz Carnaúba, o pró-reitor de desenvolvimento institucional do IFPB, Antônio Carlos Varela, e professores da instituição detalharam as etapas e procedimentos para a implantação do campus.

A Prefeitura de Itaporanga terá papel importante na instalação do IFPB, pois cabe ao poder público municipal doar a área para a construção do campus. O pró-reitor e o prefeito Djaci visitaram algumas áreas que poderão ser repassadas pelo município à instituição, mas o que ficou decidido mesmo é que, inicialmente, enquanto não constrói sua sede definitiva, o instituto federal vai funcionar no prédio de uma escola municipal que fica enfrente ao colégio Normal.

O local, conhecido como Escola Modelo, ainda não está pronto: suas obras estão paralisadas há mais de uma década, mas a Prefeitura, com o apoio financeiro do governo estadual, promete concluir a escola nos próximos quatro meses.

Segundo o ex-prefeito de Itaporanga, José Silvino, que participou da reunião, a implantação do campus deverá ocorrer no próximo ano, mas os cursos só serão iniciados em 2013. “Os cursos ainda não foram definidos, mas nós estamos propondo que sejam voltados para áreas relacionadas ao potencial econômico de Itaporanga e região, a exemplo da formação técnica nos setores de tecelagem e piscicultura”, comentou Silvino durante contato com a Folha (www.folhadovali.com.br). 
Foto (www.folhadovali.com.br): professores prestam esclarecimentos sobre implantação e funcionamento do IFPB.

Publicado pelo Folha do Vale em setembro de 2011

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Itaporanga e mais seis municípios foram selecionados para construção de escolas e quadras de esporte


O Governo Federal acaba de divulgar lista de 295 municípios selecionados para receber recursos destinados a construção de Escolas para Educação Infantil e Quadra de Esportes. Destes, 196 devem aplicar os recursos para construção de creches e pré-escolas e 99 implantar quadras poliesportivas. Na Paraíba, apenas sete municípios estão na lista: Alcantil Araçagi, Desterro, Itaporanga, Jacaraú e Riacho de Santo Antônio[para construção de escolas], e São Bento, além de Jacaraú (quadra de esposte).  

Para garantir o recebimento dos recursos, as prefeituras selecionadas agora deverão assinar o Termo de Compromisso que será encaminhado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento a Educação (FNDE). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta os gestores municipais para que não deixem de dar continuidade nas próximas etapas. Os quase 300 Municípios selecionados integram o grupo III do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).


Publicado por Rpscom em 2 de março de 2011

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Prefeito Audiberg Alves atende reivindicação da classe universitária


Durante a manhã desta quarta-feira, 11, foi realizada uma reunião na Escola Modelo, pela administração municipal junto aos estudantes universitários do município que fazem deslocamento diário até a cidade de Patos, onde nela estiveram presentes o prefeito Audiberg Alves, a secretária de educação Jocleane Gonçalves e o ouvidor municipal Joserlândio Tolentino, com o objetivo de ouvir a uma das reivindicações dos universitários. O problema levado pelos estudantes universitários ao Prefeito era de que os três ônibus que fazem o transporte da classe estariam com sua lotação máxima e que com o início das aulas de todas as instituições de ensino superior haveria um novo grande quantitativo de alunos novatos e que os atuais três ônibus disponibilizados pela prefeitura não conseguiriam atender a toda essa demanda. 

Mantendo um diálogo sempre aberto com todos e especialmente com a classe estudantil, durante a reunião realizada nesta manhã o Prefeito Audiberg Alves ouviu atentamente a todas reivindicações e sugestões dos estudantes universitários, falou sobre as dificuldades pelas quais os municípios vem enfrentando e principalmente no momento atual, além de falar que ele como professor é um conhecedor de causa dos problemas que os estudantes passam e sobretudo relacionado a questão do transporte e no fim da reunião chegou-se a seguinte conclusão: o prefeito garantiu o fornecimento de mais um outro novo ônibus, somando-se assim quatro ônibus que diariamente farão o transporte dos estudantes universitários para a cidade de Patos. 

Dentro de mais alguns dias este novo ônibus já estará a disposição para os universitários. Além disso, ele mencionou que está proibido por parte dos estudantes universitários qualquer pagamento de taxa extra aos motoristas dos ônibus, coisa que já acontecia há muito tempo, mas o prefeito disse que essa parte financeira a própria prefeitura se encarregará de resolver. Por fim, o prefeito agradeceu a presença de todos e pediu que pudessem colaborar com a administração cuidando bem dos ônibus, pois dessa forma estão zelando por um patrimônio que é público e onde os mesmos são beneficiados. 

http://www.itaporanga.pb.gov.br/ em 11 de Fevereiro de 2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Analfabetismo no Vale atinge 31% da população a partir de 15 anos. Índice é um dos piores do Brasil

Todos os municípios da região têm taxa acima da média estadual, que é a terceira pior do país


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - De acordo com novos números do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em junho deste ano, o Vale possui 31,1% de sua população, com 15 ou mais anos de idade, analfabeta. São 35,5 mil pessoas na região que não sabem ler nem escrever, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

O índice médio de analfabestimo regional está acima da taxa do estado, que é de 21,9%, a terceira pior do Brasil, e torna-se ainda mais preocupante quando comparado ao indicativo nacional, 9,6%.

O analfabetismo regional apresenta uma tendência de crescimento diretamente proporcional à idade do indivíduo. Ou seja, os grupos mais velhos possuem sempre maiores taxas de analfabetos.

A taxa de analfabetismo é menor nos grupos de indivíduos de 15 a 19 anos (6,2%), 20 a 29 anos (13,1%) e 30 a 39 anos (28,09%). O índice aumenta consideravelmente entre as pessoas de 40 a 49 anos, que têm taxa de 38,7%, e chega a 48,8% na faixa etária de 50 a 59 anos.

No entanto, o maior índice de analfabetismo na região está concentrado entre os idosos. Das 19.231 pessoas com 60 anos ou mais de idade, 60,8 % não sabem ler nem escrever.

Os números por município

Entre os municípios, apenas Itaporanga, Pedra Branca, Piancó, Boa Ventura, Diamante, Emas e Santa Inês possuem taxa de analfabetismo inferior à média regional, mas ainda bem acima do índice estadual e nacional.

O menor índice de analfabetismo pertence a Itaporanga, mas a realidade no mais habitado e rico município regional ainda é alarmante: 22,8%, ou seja, 3.911 pessoas de sua população, com 15 anos ou mais de idade, são analfabetas. Apesar de ter a menor taxa de analfabetos do Vale, Itaporanga ainda supera, vergonhosamente, a do estado.

O maior índice de analfabetismo em Itaporanga também se concentra no grupo dos idosos. De 2.608 pessoas com 60 anos ou mais de idade, 52,4% são analfabetas.

Pedra Branca tem uma taxa de analfabetismo de 25,5%, e apresenta um quadro menos ruim se comparado a três dos quatro maiores municípios regionais. Deles, apenas Piancó, com 29,2%, tem taxa inferior à média regional. Conceição, com 32,07%, e Coremas, que tem 33,4% de sua população analfabeta, estão entre os piores índices do Vale.

Alguns dos maiores contingentes de pessoas que não sabem ler nem escrever estão em Ibiara (37,9%), Aguiar (37,6%), Santana de Mangueira (36,2%), Catingueira (35,7%) e Curral Velho (34,9%).

Vejam as taxas de analfabetismo nos demais municípios regionais: Boa Ventura (29,3%), Diamante (30,3%), Emas (30,4%), Igaracy (32,1%), Nova Olinda (31,7%), Olho D’água (33,5%), Santa Inês (32,1%), Santana dos Garrotes (35,1%), São José de Caiana (32,1%) e Serra Grande (30,8%). A Paraíba é o terceiro estado brasileiro com o maior índice de analfabetos (21,7%), mas no Vale esse índice é bem pior, o que é extremamente grave e mostra que programas de alfabetização de adultos, a exemplo do Brasil Alfabetizado, aplicados na região, não tem surtido o efeito desejado. Gráfico - quantitatismo de analfabetos por faixa etária - maior índice está entre os mais velhos.

Publicado pelo Folha do Vale em 24-08-2011

domingo, 15 de fevereiro de 2015

MARLENE ALVES, MAGNIFICA FILHA DE ITAPORANGA

Reynollds Augusto)

Há muito que propus ao grande ARIOSVALDO idealizamos um espaço singelo, para que os filhos de Itaporanga contassem suas histórias, falassem de suas vidas, regatassem fotografias antigas e até históricas. Tudo isso para que registrássemos na atual biblioteca universal, as nossas vidas. Nada mais eficiente do que a rede para enraizarmos os nossos momentos. Nada de intelectual, proeminente e sim, trivialidades, ocorrência do dia a dia.

Quem quiser contar a sua história é só mandar um texto e, de preferência, enviando uma fotografia, para reiauca@gmail.com, que publicarei no: http://ontemehoje.itaporanga.net/

De vez em quando eu “pego” algumas fotos e artigos interessantes, que dizem respeito a Itaporanga, a Misericórdia ou aos seus filhos ilustres e passo a registrar. O danado é que o tempo, nos dias atuais, é luxo e pouco nós o temos. Mas essa semana eu resolvi registrar uma matéria que homenageou uma filha ilustre da nossa cidade. Estou me referindo a Magnifica reitora Marlene Alves, que tem o título:

MARLENE ALVES, A Mulher que fez da UEPB a universidade dos paraibanos.

Que bom saber que os filhos da Rainha do Vale “andam” por aí semeando construções sociais, intelectuais, acadêmicas e tudo mais.

Vamos ao texto da revista EXITUS:

“Par quem a conhece de perto, pode causar estranheza o título de “Magnifica” que antecede o nome da reitora Marlene Alves. Muito embora seja inegável o mérito pessoal que a fez ocupar essa posição, o seu caráter simples e acessível aparenta ser incompatível com a grandiosidade do título que a tradição universitária dedica ao dirigente máximo da instituição. Marlene não teve medo do trabalho, reivindicou durante anos o respeito à autonomia universitária e, quando essa conquista finalmente foi alcançada, firmou parcerias, valorizou a docência e o funcionalismo financiou importantes projetos acadêmicos, abriu novas graduações e pós-graduações, recuperou as instalações, construiu novos campi e ergueu dois museus e uma imponente central de aulas da reitoria da UEPB, entregando ao povo paraibano, uma universidade, de fato, magnífica.

Talvez para a maior parte das mulheres. a mãe sempre seja o principal modelo a ser seguido. Com ela é que se aprende o que é ser mulher e o modo como cuidar dos próprios filhos. Certamente foi a Dona Anita, quem desde cedo incutiu em Marlene o gosto pelas causas sociais e a preocupação com a e educação. E ela fez isso através do exemplo. Seus oito filhos cresceram participando com ela, da militância política em Itaporanga, no Vale do Piancó. Ao lado de Severino um agricultor gentil e bem informado. Tão logo atingiram a idade em que não podiam mais estudar lá, pois a cidade não dispunha de 1° grau de ensino, ela não poupou esforços e , com muita luta, mudou-se para a capital;

Em Joao Pessoa, Marlene foi aluna do Liceu Paraibano, num tempo em que a educação básica pública em nada deixava a dever ao ensino particular. Concluído o ginásio, fez vestibular na antiga URNE, Universidade Regional do Nordeste, que hoje é a UEPB. Marlene veio a Campina Grande estudar fisioterapia na mesma universidade que um dia a teria como reitora. Naquela época, a estrutura das graduações ainda engatinhava e, por isso, os alunos que mais se destacassem tinham as chances de tornarem professores tão logo concluíssem o curso. Em razão disse, Marlene se manteve na universidade onde ser formou. Uma ligação tão íntima e perene, que bem se poderia dizer que a UEPB faz parte da sua família. Foi lá onde trabalhou a vida inteira, onde conheceu o seu primeiro esposo e pai dos seus três filhos, e o seu atual marido, o professor João Gil de Luna.

Mais do que lecionar, Marlene foi voz atuante no desenvolvimento da instituição desde o primeiro momento em que ingressou na docência. Durante três mandatos esteve à frente da ADUEPB, Associação dos Docentes da UEPB, onde protagonizou célebres movimentos em defesa do respeito à categoria. Chegou a fazer greve de fome nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado, em protesto a indiferença do governo que se recusava a dialogar com os grevistas.

Depois desse período de atuação no sindicato, decidiu investir na carreira acadêmica, indo para a Universidade de Granada, na Espanha. Chegou a iniciar o doutorado, mas vindo ao Brasil de férias, próximo do período que antecedia a eleição para reitor, ficou sabendo que os colegas do sindicato a queriam como candidata. Muito embora tivesse se recusado a voltar à Espanha, recebeu por telefone, a notícia de que iria circular um manifesto com a sua foto e que ela seria sim o nome da campanha.

O apelo era irrecusável e Marlene, então, volta da Espanha com a proposta de fazer da UEPB uma universidade plena.” (Fonte: EXITUS).

Essa é mais uma das itaporanguenses que resolveu fazer a diferença.

PARABENS!

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.

Publicado em março de 2013

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Boa notícia para o IFPB de Itaporanga. Ministério da Educação vai autorizar concurso

Anúncio foi feito nessa segunda-feira


Por Redação da Folha – O Ministério da Educação vai autorizar concurso público para vários campi do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), entre os quais o de Itaporanga, que está em construção. A previsão para funcionamento é no próximo ano, e precisa de funcionários, entre os quais professores, para iniciar suas atividades.

O anúncio foi feito pelo ministro Cid Gomes durante inauguração de escola em Mamaguape na última segunda-feira, 9. Serão abertas 233 vagas para os diversos campi espalhados pelo estado e boa parte delas será destinada a Itaporanga, que vai atender estudantes de toda a região com ensino técnico profissionalizante e superior. A expectativa é que esse concurso público seja realizado nos próximos seis meses para a contratação de professores e agentes administrativos.


Mas o primeiro passo para a realização de concurso deverá ser dado nos próximos dias: uma portaria ministerial será publicada com as vagas a serem preenchidas conforme as necessidades do IFPB e suas ramificações.

Publicado pelo Folha do Vale em 11-02-2015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

UEPB 45 anos -Vídeo


No aniversario da UEPB, uma itaporanguense nos enche de orgulho. Marlene Alves foi a primeira Reitora na história da instituição. Parabéns UEPB! Parabéns Itaporanga!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Garoto chora ao saber que não poderia estudar em escola de Itaporanga. Entenda o que houve

Um sonho que não foi possível


Por Redação da Folha – Um garoto humilde de 13 anos e órfão de pai recebeu com lágrimas nos olhos e profunda tristeza a notícia de que não poderia estudar no Ginásio Diocesano, uma escola privada de Itaporanga. A mãe, conhecendo o sonho do filho, fez todo o esforço para conseguir os 135 reais da matrícula e já tinha garantido o valor da mensalidade, mas não deu certo.

Residindo com a mãe no conjunto Chagas Soares, o menino desejava estudar na escola para realizar um outro sonho: tocar na histórica filarmônica do Ginásio. A notícia de que sua matrícula não foi aceita no Diocesano deixou o garoto desanimado e sem estímulo para continuar na escola pública, onde sempre estudou. Ainda não compreende que, neste país, é a condição social que traça o destino de jovens como ele. “Mesmo sabendo de todo sacrifício que passaria para pagar matrícula, farda, livro e mensalidade, eu estava determinada a lutar pelo sonho do meu filho, que é um menino estudioso e calmo, mas não posso matriculá-lo sem que a escola aceite”, comentou a mãe.

Entre os documentos exigidos pela escola para a matrícula do menino, cópia da escritura da casa onde a família reside e um comprovante de renda, mas, segundo a mãe, tudo foi apresentado, inclusive um cartão do Bolsa Família como demonstrativo de rendimento. Além desse auxílio, ela cria a família com o que ganha como empregada doméstica porque não recebe pensão do ex-marido, morto em um acidente de moto em maio do ano passado em Diamante.        

Depois de cumprir as exigências documentais, a mulher foi surpreendida com a recusa da escola em matricular o menino sob a alegação de que a idade do garoto não é compatível com a série que vai cursar. Ele tem 13 anos e vai fazer o 7º ano. A mãe não recebeu de bom grado o argumento da escola e disse que seu filho nunca foi reprovado. "Ele chorou muito e não está querendo ir para outra escola, mas vai ter que continuar estudando", disse a mãe, demonstrando contrariedade e constrangimento com o episódio, que tanto magou o menino. 

Publicado Pelo Folha do Vale em 26-01-2015

sábado, 17 de janeiro de 2015

Com menos alunos na escola, Itaporanga perde para Conceição, Piancó e Coremas em Fundeb.

As 18 Prefeituras do Vale receberam mais de R$ 52 milhões do fundo em 2014


Por Isaias Teixeira/Folha do Vale - No ano passado, o Ministério da Educação (MEC) repassou cerca de R$ 52.444 milhões para as 18 Prefeituras do Vale referentes ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

De acordo com a legislação do Fundeb, 60% dos recursos devem ser gastos, pelo menos, com pagamento de professores. Ou seja, levando-se em consideração o dinheiro repassado à região em 2014, os gastos mínimos com os docentes seriam de R$ 33,751 milhões. Já os 40% restantes, o equivalente a R$ 22,500 milhões, deveriam ter sido investidos em manutenção e aquisições para a educação básica.

Apesar do bom volume de recursos repassados, muitas Prefeituras regionais não pagam bem aos seus professores. Embora afirme que os recursos são poucos, esse argumento dos gestores não soa com firmeza porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem constatado que muitos deles não obedecem à legislação do fundo e usam o dinheiro para outros fins, prejudicando a educação local.

Os recursos do fundo são repassados levando-se em consideração o número de alunos. Isso quer dizer que, quanto mais alunos matriculados na rede municipal, maior será o Fundeb. A Prefeitura de Conceição foi quem mais recebeu dinheiro do fundo em 2014: foram R$ 5,510 milhões. Em seguida veio Piancó, com R$ 4,847 milhões, e Coremas, com R$ 4,411 milhões.

O quarto maior repasse foi para Itaporanga, que recebeu R$ 4,033 milhões. Apesar de ter a maior população regional, o município itaporanguense tem menos alunos matriculados em sua rede de ensino e, por isso, é a última colocada em arrecadação de recursos entre as quatro maiores Prefeituras regionais. No entanto, como, em consequência, tem menos professores em sala de aula, o magistério municipal poderia ser melhor remunerado, considerando o que se arrecada atualmente.

O repasse do fundo para as demais Prefeituras foi o seguinte no ano passado: Olho D’água (R$ 3,395); Diamante (R$ 3,010 milhões); Aguiar (R$ 2,961 milhões); Santana de Mangueira (R$ 2,938 milhões); Igaracy (R$ 2,843 milhões); Nova Olinda (R$ 2,690 milhões); Boa Ventura (R$ 2,308 milhões); São José de Caiana (R$ 2,290 milhões); Santana dos Garrotes (R$ 2,260 milhões); Pedra Branca (R$ 2,077 milhões); Ibiara (R$ 2,002 milhões); Serra Grande (R$ 1,705 milhão); Santa Inês (R$ 1,691 milhão) e Curral Velho (R$ 1,454 milhão).

Com o Folha do Vale em 15-01-2015

domingo, 28 de dezembro de 2014

Professora comandará uma das mais importantes escolas de Itaporanga pelos próximos 2 anos

Ela foi eleita pelo voto direto e quer fazer uma gestão transparente


Por Redação da Folha – Eleita diretora da escola estadual Adalgisa Teódulo da Fonseca, uma das mais importantes de Itaporanga, a professora Geralda Figueiredo (foto) comandará o estabelecimento de ensino pelos próximos dois anos e tem um caminho a seguir na gestão escolar: “queremos uma escola transparente, participativa e democrática”, comentou a professora, que assumiu no último dia 26 de novembro.

Esta é a segunda gestão de Geralda à frente da Adalgisa: ela volta a comandar a escola 13 anos depois de deixar a direção do educandário. Sua eleição ocorreu em junho deste ano, e só cinco meses depois da eleição é que a diretora eleita pelo voto dos alunos, pais de alunos, professores e funcionários foi empossada.

A escola Adalgisa Teódulo é um educandário em tempo integral e atua exclusivamente no ensino médio, com turmas de 1º, 2º e 3º ano. Integrante do programa Ensino Médio Inovador, do governo estadual, o colégio tem hoje cerca de 350 alunos.

Comentários no Sire

  • Edigley Alves Sousa Alves Sousa ·  Quem mais comentou · Comopleto
    A Escola Adalgisa Teódolo da Fonseca, sempre foi dirigida por grandes educadoras, porém sua volta, apenas vai mostrar que a nossa educaçäo estará em boas maös. Parabéns!
    • Abraao Carvalho ·  Quem mais comentou · UEPB
      Quero desejar a professora Geralda, uma gestão profícua a frente da escola Adalgisa Teódulo da Fonseca por quem tenho um profundo respeito, pois foi nesta escola onde iniciei minha carreira no magistério público estadual trabalhando por 31 anos. Aí fiz amigos e guardo boas recordações desse tempo que não volta mais.
      Daqui mando meu abraço juntamente com a minha esposa Lourdes Ricarte que foi sua amiga infância.
      Que Jesus ilumine seus passos a frente deste educandário. Parabéns para essa mulher corajosa.
      • parabéns professora bom trabalho você e muito competente com certeza ira desenvolver grandes transformações,e muitas conquistas e muita transparência mesmo,e o que desejamos que a democracia seja a prioridade para todos

      Publicado no Folha do Vale em 05-12-2014

      quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

      Marlene Alves recebeu título de cidadã campinense; "Se Itaporanga me ofereceu naturalidade, berço e acalanto... CG me deu régua e compasso e... me tornar educadora"


      Em uma solenidade bastante prestigiada por políticos, líderes de movimentos sociais, familiares, amigos e pela comunidade acadêmica, a reitora da Universidade Estadual da Paraíba, professora itaporanguense Marlene Alves, recebeu nesta terça-feira (22) o Título de Cidadã Campinense, outorgado pela Câmara Municipal de Campina Grande, em atendimento ao requerimento do vereador Inácio Falcão (PSDB) para se executar a propositura do ex-vereador Romero Rodrigues (PSDB).

      Diversas autoridades políticas, a exemplo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o deputado federal Romero Rodrigues e o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, que não puderam participar da sessão especial, enviaram suas mensagens em homenagem a professora e, em suas palavras, manifestaram o reconhecimento ao mérito da reitora em receber a honraria. O vereador Inácio Falcão enfatizou que “por seu trabalho, Marlene tornou-se merecedora do Título” e destacou que “ela foi a gestora que conseguiu colocar a UEPB entre as principais universidades públicas do país”.

      Emocionada, a reitora fez um discurso comovente, destacando os desafios que enfrentou ao sair de sua cidade natal, Itaporanga, para buscar horizontes promissores em Campina. “Em 1979, vim morar em Campina Grande. Esse era o caminho natural para quem queria progredir nos estudos e conseguir sua qualificação superior. A partir daí fiz de Campina minha morada e aqui fui muito bem acolhida”, disse.


      A professora salientou que “se Itaporanga me ofereceu a naturalidade, o berço e o acalanto mais aconchegante para o coração, Campina Grande me deu régua e compasso e a oportunidade de me tornar uma educadora como a minha mãe, me deu a força para lutar pela liberdade, igualdade e justiça social”. Sob o grito de guerra de “Campina, magnífica”, evocado pelos presentes, a reitora ressaltou que “esta honraria mais que enobrece meu nome e minha alma, reforça meu compromisso pelo objetivo de pôr fim as situações degradantes de nossa sociedade”.

      Marlene firmou um compromisso com Campina, ao receber o Título. “Sou cidadã brasileira, cidadã do mundo e, acima de tudo, cidadã campinense. Juro honrar este Título em todos os sentidos, dedicando todas as minhas energias para esta cidade ser o berço afável onde todos querem ter nascido e o local para onde todos querem vir”, declarou. Ao final, a reitora prestou uma homenagem aos seus pais, já falecidos, através da leitura de um telegrama enviado por seu irmão Miguel [dos Correios], onde ele escreveu que “o reconhecimento do povo acalanta o ego” e acrescentou que “nossos pais, do infinito, rezam por nós e com certeza estão orgulhosos pela concretização deste momento”.



      Mais sobre Marlene Alves Sousa Luna
      Marlene Alves Sousa Luna é reconhecida como defensora da educação como pilar do desenvolvimento paraibano e se tornou um marco no crescimento e fortalecimento da UEPB, também devido às lutas que travou à frente da Associação de Docentes da Instituição (ADUEPB), por melhores condições de trabalho para a categoria dos professores universitários, a exemplo da mobilização histórica de 2001, que teve até greve de fome na reivindicação por salários dignos.

      A greve liderada por Marlene promoveu três momentos inéditos: acampamento na Praça dos Três Poderes, que durou cerca de 60 dias; a Caravana da Educação, composta por professores, estudantes e funcionários, que circulou por todas as regiões do Estado, apresentando à população as razões da greve, e a ocupação do Salão Nobre da Assembleia Legislativa, que teve grande acolhimento da população e contou com a adesão de líderes religiosos e de movimentos sociais, que se solidarizaram com a causa.

      Marlene foi protagonista do movimento que conquistou a aprovação da Lei de Autonomia Financeira da UEPB, mediante o repasse de um percentual da receita ordinária do Estado. Inicialmente estipulado em 3%, esse repasse aumentou gradativamente, graças ao empenho da reitora e, nos dias atuais, está na ordem de 5,77%. A partir disso, a história da Universidade Estadual dividiu-se entre antes e depois da gestão da professora.

      Nos seus dois mandatos como reitora, Marlene Alves demonstrou grande habilidade e sensibilidade como gestora e tem colocado a UEPB no cenário das melhores universidades brasileiras, com oito câmpus, 49 cursos de graduação, 14 mestrados e cinco doutorados. A partir das ações executadas por meio da reitora, a Universidade passou a ter forte inserção social e cultural, através de centenas de projetos inovadores que garantem uma atuação universitária que extrapola os muros acadêmicos, criando forte identidade com o povo paraibano e favorecendo a promoção de melhorias na qualidade de vida das pessoas.
      Clique aqui e confira na íntegra o discurso da reitora da UEPB.

      Entre as autoridades o representante do prefeito de Campina Grande, secretário Perón Japiassú; representando o senador Cássio Cunha Lima sua mãe dona Glória Cunha Lima; o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Jaime Vieira Rocha; o reitor da UFCG, professor Thompson Mariz; o vice-reitor da UEPB, Aldo Bezerra Maciel; o juiz das Execuções Penais, Fernando Brasiliano Leite; o Pró-reitor da UEPB, Antonio Rangel; o presidente da Academia Campinense de Letras, Ailton Eliziário; o comandante do Corpo de Bombeiro. Major Fábio Santos; o comandante da CPTRAN, major Hilmarton Xavier. Enalteceram a pessoa da reitora Marlene Alves os vereadores João Dantas e Nelson Gomes Filho; o reitor da UFCG, Thompson Mariz e o bispo de Campina Grande Dom Jaime Vieira Rocha.

      Publicado por Rpscom em 22 de novembro de 2011

      terça-feira, 16 de dezembro de 2014

      Os primeiros educadores em Misericórdia / Itaporanga


      A Educação em Misericórdia / Itaporanga, sempre foi desenvolvida e equilibrada, não é atoa que os filhos de Itaporanga se sobressaem em todos os setores. 

      Na década de 1920 / 1930, já o Colégio particular “Pedro Américo”, administrado pelo bacharelando Dr. Manoel Diniz, localizado na Avenida do mesmo nome. Dona Justina Emília Crizanto, primeira professora nomeada na cidade, isto no Governo de Francisco Camilo de Holanda em 1916 / 1920, teve toda sua vida dedicada a educação. Professor Alencar, Dona Zulina, vindos das bandas do brejo, provavelmente de Esperança, aqui permaneceram algum tempo, dona Soledade, dona Joaninha Vieira, professor Francelino Neves, além dos professores concursados: Deocleciano Neves - Dio, Joaquim Neves - Quinzinho, Mariquita Diniz e Anita Nitão, etc. 


      Em 1937 pelo Decreto 195 de 10 de abril, a cidade de Misericórdia recebia a primeira Escola Pública denominada Grupo Escolar “Dom Vital”, frade capuchinho reconhecido pela Santa Sé como beato, pertencente à Arquidiocese de Olinda. Ali seria o celeiro de conhecimentos, frutificando a inteligência das crianças, jovens e adolescentes da época. Em 25 de janeiro de 1939, pelo Decreto n° 143 art. 2° do governador Osvaldo Trigueiro de Albuquerque, passou a denominar-se Grupo Escolar “Simeão Leal”. Sua primeira professora e diretora Dona Doralice Pedrosa, além dos professores: Odete Mangueira, Julieta Maia, Marluce Ramalho, Jacira Loureiro, Juvinete Vieira e outros. 


      Em 1945, teve início a primeira Escola de Ensino Médio, fundada pelas Irmãs Missionárias Carmelitas, reconhecida pelo Decreto Lei n° l.099 de maio de 1947, denominada Escola Normal Monte Carmelo “Padre Diniz”. Sua primeira diretora Madre Maria Bemadete de Jesus Figueiredo e as primeiras professoras: Irmã Terezinha de Jesus, Francinete Soares, Nativa Neves, José Sobrinho, Dr. Balduíno de Carvalho, Dr. Machet Callou, Dr. Brasil Farias, Dr. Netinho Ramalho, etc. Em 1949 sai a primeira Turma de Normalistas, são elas: Analice Farias, Adália Nitão, Euzari Araújo, Emília Lúcio dos Santos, Geni Teixeira, Laura Araújo, Leda Pinto, Margarida Alacogue Rangel, Maria das Neves Guimarães, Maria Ruth Sousa, Maria Nazaré Lima, Maria de Lourdes de Jesus, Maria Juraci Sousa, Maria de Lourdes Gomes, Maria Vilani Antas, Maria de Lourdes Sousa, Noilda Lima, Teogeni Silvino e Terezinha Barros; O que veio a contribuir para criação de novas escolas na região. 


      Um importante passo na área educacional do município foi dado com a criação de um educandário pelo Padre José Sinfrônio de Assis filho, então pároco recém chegado, devido o fato de existir na cidade um único grupo escolar, o Simeão Leal, que não abrigava 50% das crianças da cidade. Ao tomar posse da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em março de 1955, o padre José Sinfrônio de Assis Filho chegou em Itaporanga com a preocupação de formar religiosamente o povo da localidade, para isso, foi criado em 1956 uma Escola Paroquial, que recebeu o nome de ‘São Domingos Sávio’, principiando com apenas doze alunos, tendo como primeira professora a Senhora Maria Nazaré Lima e findando no ano de 1966 com 480 alunos. 


      Era desejo do seu antecessor na Paróquia, o Cônego Luís Gonzaga Gualberto, fundar um ginásio em Itaporanga, o que foi aprovado pelo Bispo de Cajazeiras Dom Zacarias Rolim de Moura, e que constituía também a vontade do povo. Após os dois primeiros anos do paroquiato, em face do que se observava de crimes, de falta de bons costumes, o Padre José Sinfrônio chegou a conclusão de que não bastava orientação religiosa, era também preciso a instrução. Na cidade existia um único colégio, que era a Escola Normal Padre Diniz, destinado a educar as jovens, consequências, os jovens, que terminavam o primário, cujos pais possuíam meios econômicos, iam para Patos, Campina Grande ou João Pessoa. 


      Então, com a cidade crescendo, tomando proporções de cidade maior, pelo seu desenvolvimento devido a uma posição geográfica, e os homens que poderiam representá-la, nas diversas funções, só possuindo o primário e sem visão para aspirar grandes conquistas foram as razões principais que levaram o Padre José Sinfrônio a fundar no dia 26 de maio de 1957, ainda na Igreja Matriz, o Ginásio Diocesano de Misericórdia, posteriormente, Ginásio/Colégio Diocesano “Dom João da Mata”. Que completou no ano passado seus 52 anos de fundação. 


      Na verdade, o Monsenhor José Sinfrônio fez uma revolução cultural no interior da Paraíba. Vetor do crescimento cultural para os estudantes e para a comunidade, estudar no Ginásio até hoje é um privilégio, pois além das aulas previstas na grade curricular do ensino médio, há uma fonte de saber, a música. O Monsenhor quebrou todos os paradigmas que existia na Itaporanga da metade do século XX, mostrando passo a passo do futuro e que o saber era a maior herança do cidadão. Os filhos de Itaporanga começaram a mudar os seus conceitos e os seus valores. O saber virou moda e a cidade começou a ouvir um som diferente, um som local, o som produzido por seus filhos. Todos felizes e de alma lavada. Ele era o Padre da cidade, Diretor do educandário, Professor, Educador. Foi na área da educação seu maior legado para Itaporanga e região do Vale do Piancó. Gerações e gerações de jovens terminariam o ensino básico lá no Ginásio e enveredavam em busca de horizontes nos grandes centros. 

      Como Diretor Educacional possuía uma forma renomada de dirigir o estabelecimento, seja no cumprimento dos horários, seja na organização interna do colégio; como Professor lecionava as disciplinas de ordem religiosas e políticas e como Educador complementava ou criava nova formação moral, pois a formação dos jovens se complementa na escola. E que educador! Ele cuidava de corrigir os defeitos advindos dos lares, por exemplo: quando o aluno tentava colocar um nome na parede do colégio ele repreendia dizendo: “Olhe, José ou Maria dependendo do sexo, não ponha nomes nas paredes; vocês tão pensando que aqui é parede de cadeia”. Corrigia os alunos na maneira de se portarem em determinadas ocasiões, etc. Contribuía com a moral e com a disciplina dos jovens. Itaporanga e o Vale do Piancó hoje têm diversos Doutores, Mestres, Graduados e bons técnicos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, em cuja origem se deu no Ginásio do Padre Zé. 


      Uma liderança como a do Mosenhor José Sinfrônio não se apaga no tempo; ela foi construída com esforços, inteligência e o que o Padre plantou: EDUCAÇÃO. Educação é um bem imaterial valiosíssimo. Hoje a cidade de Itaporanga é servida por ótimos educandários, a exemplo do Colégio Diocesano “Dom João da Mata”. Desde a educação infantil até o ensino médio. 

      O Colégio Diocesano “Dom João da Mata”, atualmente, é dirigido pela professora Petronila Neves e pelo professor Francisco Raimundo, vice-diretor e diretor da Gráfica Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho. 

      Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

      sábado, 13 de dezembro de 2014

      Marlene Alves é reeleita com 87% dos votos na UEPB


      A itaporanguense Marlene Alves foi reeleita com 87% dos votos válidos Ampliar imagem Marlene Alves foi reeleita com 87% dos votos válidos A professora Marlene Alves Sousa Luna teve seu nome confirmado para o segundo mandato à frente da Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba, em eleição realizada na quarta-feira, 28, entre professores, estudantes e funcionários de todos os campi da Instituição.

      Candidata pela chapa "Novos Desafios", a professora Marlene Alves obteve 6.283 votos, o que equivale a 87,43% dos votos válidos. Foram registrados 436 votos brancos (6,07%) e 467 votos nulos (6,50%). A eleição transcorreu normalmente durante todo o dia, sendo utilizadas, pela primeira vez na história da Universidade, urnas eletrônicas para votação, cedidas pelo TRE.

      Segundo a professora Marlene Alves, o resultado do pleito que culminou com a sua reeleição comprova que todo o trabalho realizado nos primeiros três anos e sete meses à frente da Administração Central da UEPB foi bem sucedido e aprovado por todos os que fazem a Universidade.

      Além disso, na opinião da reitora, o segundo mandato se transformou em uma realidade porque professores, estudantes e funcionários deram, novamente, votos de confiança à sua gestão, o que fortalece o desejo de continuar trabalhando, continuamente, por melhorias para a Universidade Estadual.

      Fonte e foto: Wscom

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