O Porquê do site

Justificativa para a criação deste espaço.

Como navegar ho Site

Saiba como encontra tudo que você procura.

História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

Mostrando postagens com marcador Sousa Neto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sousa Neto. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O CAOS instalado em Itaporanga - 002

Cansados de esperar pela Prefeitura, moradores rurais se cotizam e reformam estrada

Moradores do São João, na zona rural de Itaporanga, reformaram estrada com seus próprios recursos


Com a principal via de acesso à comunidade São João, uma das mais populosas de Itaporanga, em precárias condições de tráfego e sem qualquer ação da Prefeitura para resolver o problema, apesar de várias solicitações, os moradores da localidade resolveram agir por conta própria.

Com uma pequena contribuição financeira de cada uma das famílias da comunidade e a ajuda de pessoas de fora, a exemplo do prefeito de Curral Velho, Luiz Carnaúba, e do comerciante Chico do Mogi, foram arrecadados mais de 1,3 mil reais.

Com o dinheiro, os habitantes do São João, liderados por um dos moradores, conhecido como Washington, contrataram o maquinário (trator e caçamba) e a estrada foi recuperada, trazendo alívio para a comunidade São João e sítios adjacentes que também utilizam a via municipal.

Apesar de ser uma área formada por famílias, em sua maioria pobres, os moradores aceitaram participar do esforço coletivo para reconstruir a estrada porque não aguentavam mais trafegar por uma via tomada por buracos e riscos. Dificuldade para sair e chegar à comunidade e, principalmente, socorrer pessoas doentes.

Toda a estrada foi recuperada, desde o entroncamento com a rodovia PB-382, que liga Itaporanga ao Caiana, até a comunidade São João. “O cidadão já paga imposto e ainda ter que tirar do bolso para fazer obra que é da responsabilidade do poder público é uma coisa lamentável”, comentou um cidadão local em contato com a reportagem do www.folhadovali.com.br

Depois da estrada, que ficou pronta há uma semana, os moradores iniciaram agora uma campanha para reformar a capela.

Folha do Vale em maio de 2011

sábado, 31 de janeiro de 2015

Porcino diz na TV que “O povo clama pelo meu retorno”

Ex-prefeito de Itaporanga, que está de casamento marcado para este dia 7, falou de política e das ações do seu sindicato


O ex-prefeito de Itaporanga, Antônio Porcino (PMDB), voltou a afirmar sua pré-candidatura à sucessão municipal do próximo ano. Foi durante uma entrevista concedida a uma TV de João Pessoa, na segunda-feira, 27, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

O ex-prefeito assegurou sua pré-candidatura ao governo de Itaporanga e disse que “O povo clama meu retorno”. Mas a maior parte da entrevista foi sobre as ações da Federação Nacional dos Frentistas, entidade nacional fundada e comandada por ele.

Porcino, que é o principal líder oposicionista local, já se articula, inclusive, com vista à composição de chapa: alguns nomes para a vice já estão sendo sondados, mas seus assessores asseguram que, até o momento, não há nada definido.

O ex-prefeito, que está de casamento civil marcado para este 7 de julho em São Paulo, e vem comemorar em Itaporanga dois dias depois, tem expressado grande empolgação, tanto com o 3º matrimônio quanto com a política. Acostumado a grandes lidas sindicais e político-eleitorais, Porcino não demonstra qualquer temor de enfrentar o prefeito e possivelmente candidato à reeleição Djaci Brasileiro (PSDB).

Porcino chegou nessa terça-feira à noite para participar das festividades do São Pedro de Itaporanga. Foto (www.folhadovali.com.br): Porcino empolgado com o casamento e disposto a enfrentar as urnas mais um vez.

Publicado no Folha do Vale em 30-06-2011

sábado, 1 de novembro de 2014

Aos 76 anos, itaporanguense reencontra a infância: ela coleciona bonecas, muitas encontradas no lixo


A aposentada Josefa Sabino, de 76 anos, é conhecida pelo apelido de Dodô e também por uma paixão que guarda em seu quarto e vem desde a infância: as bonecas. São centenas de tamanhos e modelos variados, bem vestidas e penduradas na parede. A roupa delas também é a itaporanguense que produz.

Dona  Dodô começou a coleção aos 60 anos, quando comprou um exemplar e passou a receber doações, mas grande parte do que tem hoje veio do lixo: um dos seus filhos trabalhou na limpeza urbana de Itaporanga e todo o pedaço de boneca que encontrava ia para as mãos da mãe e era reaproveitado. Juntando peça por peça, consertando aqui e ali, ela conseguiu criar muitas e belas bonecas. Reaproveitando materiais descartados reconstruiu, principalmente, sua própria infância, perdida pela pobreza e pelo trabalho muito cedo, o que era comum naquele tempo.

Transformou sua casa em uma oficina de bonecas, a qual dedicou boa parte do seu tempo: o que era lixo ganhou vida nova pelas suas mãos. Também é costumeiro receber bonecas quebradas de vizinhos ou de gente de longe e deixá-las novinhas e bem trajadas. A aposentada mora com uma filha no conjunto Chagas Soares, em Itaporanga, e chama atenção pelo grande carisma: é tão risonha quanto suas próprias bonecas. Nunca se amargurou por ter sido deixada pelo marido: depois dele, teve outros relacionamentos e mais um filho.

O apego às bonecas está relacionado à sua infância pobre e rural. Viveu durante muito tempo no sítio Capim Grosso. “Desde menina que eu gosto de boneca, mas meu pai não tinha condições de comprar nenhuma pra mim, e eu não tinha com o que brincar, então fazia minhas bonecas de pano, quando encontrava algum retalho, mas sempre quis uma boneca de plástico”, relembra. Um desejo que só pode realizar depois de idosa.

Hoje ela perdeu a conta de quantas bonecas tem, mas diz que sua coleção já foi bem maior. Também atualmente já não se dedica tanto ao conserto de suas queridinhas, embora, de vem em quanto, alguém bata à sua porta com uma bonequinha quebrada ou precisando de roupa. “É uma coisa que dá muito trabalho”, comentou a idosa, que muito se orgulha de suas calungas e dorme rodeada por elas.

Ultimamente, começou a doar bonecas a crianças que, como ela, não tem com o que brincar e pretende, até o final da vida, presentear muitas crianças.

Redação da Folha do Vale

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cemitério de Itaporanga não cabe mais ninguém e coveiros temem ficar sem trabalho

Ultimamente, covas estão sendo improvisadas entre túmulos para evitar que corpos tenham quer ser enterrados em outras cidades 


Por Redação da Folha – Há pelo menos dois anos, Itaporanga precisa ampliar o seu cemitério, que não dispõe mais de espaço para novos sepultamentos, um problema que vem causando constrangimento aos familiares dos falecidos. Para que os corpos dos itaporanguenses não tenham que ser sepultados em outras cidades, covas estão sendo improvisadas entre túmulos já existentes, o que não é ideal por comprometer a organização estrutural e a estética do cemitério, mas necessário no momento por não haver outro jeito.

O cemitério é de responsabilidade da Prefeitura e precisa urgentemente ser ampliado, no entanto, nada foi feito nos últimos anos, agravando o problema. “Uma pessoa morre e é a maior dificuldade para conseguir um espaço para ser sepultada, e fica umas covas quase em cima das outras”, lamentou um cidadão local que recentemente sepultou um ente querido.

Os coveiros também estão preocupados com a falta de espaço no cemitério. São eles que precisam quebrar a cabeça em busca de um pedaço qualquer de chão quando morre alguém na cidade, e os enterros são quase que diariamente em Itaporanga, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br). Eles também temem ficar sem trabalho.

Se hoje a maior cidade do Vale já depende de Pedra Branca para manter seu comércio de carne, uma vez que está há quase dois anos sem matadouro.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Morre Menininha, uma vítima do alcoolismo


Por trás de um rosto de aparente alegria escondia-se uma história de tristeza e sofrimento. Vera Lúcia Valério, conhecida como Menininha, de 50 anos, teve sua vida destruída pelo alcoolismo: deixou o emprego na Prefeitura, teve problemas no casamento, se distanciou dos filhos e agora perdeu a vida.

Figura bem conhecida em Itaporanga por ter sido servidora municipal e uma assídua frequentadora de festas, ela faleceu nesse domingo no hospital de Itaporanga em decorrência de problemas relacionados ao alcoolismo. Menininha deixou três filhos menores, duas meninas, que vivem com o pai, de quem era separada, e um menino, que reside com os avós maternos.

Depois da separação, ela passou a viver com os pais na Av. Padre Lourenço, centro de Itaporanga, mas bebia diariamente pelas ruas da cidade e nunca foi tratada clinicamente contra o vício. Duas das consequências do alcoolismo em sua saúde foram a debilidade física e a depressão. Mas outros problemas também afetaram drasticamente sua vida. Entregou-se completamente à bebida e vivia precariamente. Seu corpo será sepultado nesta tarde. Um momento de profunda dor para seus pais, pessoas já de idade avançada, e para seus filhos, meninos ainda entre a infância e a adolescência.

Embora a bebida alcoólica seja uma droga liberada, ela é extremamente nociva para algumas pessoas, que podem sofrer dependência química e se tornarem bebedores compulsivos, ocasionando problemas familiares, morais, sociais e de saúde para esses indivíduos. Nesta região, milhares de pessoas sofrem do alcoolismo, uma doença considerada sem cura.

Folha do Vale

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Fernando Lélis

Lélis: o cantor itaporanguense de maior sucesso nacional
Fernando Lélis: um itaporanguense de sucessos

Titi ti e Um par de alianças. Músicas surgidas em décadas diferentes, e mesmo com idades e estilos nada parecidos, conseguiram alcançar o sucesso e projetar um homem simples do interior da Paraíba para o estrelato nacional.

João Lélis Pinto, depois batizado artisticamente de Fernando Lélis, saiu de Itaporanga ainda na adolescência. Migrou para João Pessoa e, de lá, para o Rio de Janeiro, de onde conquistou o país inteiro através da música.

Lélis é a fusão de duas famílias bem conhecidas de Itaporanga: Os Pinto, do Jenipapo; e
os Vicente, do sítio Cantinho, berço de alguns dos grandes nomes da música regional, entre os quais Dedé, Zé Badú, Francimar Araújo e o maestro Geraldo de Mazinho.

Foi na década de 70 que Fernando Lélis começou profissionalmente na música, gravando um compacto em vinil com duas faixas. Esse primeiro trabalho não repercutiu nacionalmente, mas em um cantinho da cidade de Itaporanga foi sucesso disparado: a Casa Rádio, antiga loja do saudoso João Vicente Neto, primo do cantor. Mas, quatro anos depois, o filho de Luiz Pinto (Lula) e Luzia Alves Pinto encontrou o caminho do sucesso com o LP “Amor que coisa linda”, gravado pela CBS, hoje Sony. Entre as 12 composições, Um par de alianças, composição de Bartô Galeno, Edmundo Viana e Walter Costa.

E vieram muitos outros sucessos: Jesus e Madalena, Pecadora e Cadeira Vazia, este de Lupicínio Rodrigues, e Os Apaixonados, música feita exclusivamente para Lélis pelo compositor Adelino Moreira, o homem que projetou Nelson Gonçalves para o sucesso. Fernando Lélis conquista o rádio, a TV e um grande público por todo o Brasil. Suas interpretações apaixonadas lhe rendem o apelido de O Apaixonado.

O compositor
O ano de 1984 marca a entrada de Lélis no mercado musical com suas próprias composições. Pela gravadora Continental, o itaporanguense lança o disco “Ta chovendo mulher”. É uma gravação que rompe com o romantismo melódico, até então a marca principal do artista, ao trazer estilos mais rítmicos e diversificados: merengue, frevo, boleros. Mas é com uma letra popular e bem humorada que Lélis reconquista o sucesso nacional.

Tititi, uma de suas parcerias com Jacinto José, tocou no país inteiro e fez tanto sucesso que foi regravada por diversos nomes da música brasileira, entre os quais Fafá de Belém. A última vez que o cantor visitou Itaporanga foi em 1975. Veio rever os familiares, mas não poderia regressar ao Rio sem presentear seus conterrâneos com um grande show.A festa foi no Atlântida Esporte Clube e reuniu centenas de itaporanguenses.

Lélis hoje
Hoje, aos 75 anos e esquecido pela mídia, como alguns dos grandes nomes da música popular brasileira, Fernando Lélis continua no Rio de Janeiro e em atividade. Para o pesquisador musical, Inácio Farias, Lélis é o artista itaporanguense de maior projeção nacional de todos os tempos.

Publicado pelo Jornal Folha do Vale em 15/11 a 05/12/2007

sábado, 11 de outubro de 2014

Fecharam a biblioteca para dar lugar a banco


Uma das melhores ações administrativas pela cultura e educação de Itaporanga nasceu das mãos do interventor Murilo Bernardo, que sucedeu o prefeito João Franco da Costa, afastado do cargo pela Justiça por supostas irregularidades contra o erário público no final da década de 80.

Por influência do seu secretário geral Agápio Sertão, o interventor adquiriu o prédio de número 62 da Avenida Getúlio Vargas e, durante sua gestão, no segundo semestre de 88, lá instalou a biblioteca municipal Paulo Correia, que se tornou um grande centro de leitura e pesquisa.

Mas essa grande obra educacional não resistiu ao descaso e à pouca preocupação cultural dos gestores municipais que sucederam o interventor, e, no começo do ano 2.000 (gestão Kátia Brasileiro), puseram a biblioteca abaixo e cederam o prédio, em forma de comodato, para o Banco do Brasil, que ocupa o imóvel até hoje.

Como uma das instituições bancárias mais poderosas e ricas do país, o Banco do Brasil poderia comprar ou construir um prédio para abrigar sua agência em qualquer ponto da cidade, mas recebeu como presente um imóvel público, e pior: no lugar de uma biblioteca, que é o espaço mais nobre de qualquer sociedade, embora nem todos comunguem com esse conceito.

Além do grande dano à cultura local, a iniciativa da Prefeitura pecou contra a memória de um dos mais ilustres filhos da terra: o seminarista e ativista social Paulo Correia.

Tudo poderia ter sido diferente se o grande itaporanguense, como opina alguns cidadãos locais, carregasse o nome dos tradicionais clãs que comandam politicamente isso aqui há dois séculos ou se a biblioteca tivesse sido erguida por um gestor membro dessas famílias.

Mas a obra foi construída por um forasteiro e homenageou um filho do Barrocão. Por isso já nasceu ameaçada de morte. “A intenção foi apagar todo e qualquer registro e memória da obra construída por mim, e não apenas dessa, mas de muitas outras”, disse Murilo Bernardo em desabafo à Folha dois anos atrás.

BB sem ação cultural ou social em Itaporanga

Apesar de ser uma agência lucrativa, com taxas bancárias pesadas, mais de 10 mil clientes e ocupar um prédio público municipal sem pagar aluguel, o Banco do Brasil não têm nenhum projeto cultural ou social em Itaporanga, diferentemente do que ocorre em outras cidades da Paraíba, onde a Fundação Banco do Brasil desenvolve diversas atividades sócio, cultural e educacional voltadas a comunidades carentes.

A agência do BB de Itaporanga é a maior do Vale e uma das mais lucrativas da Paraíba.

Comodato vence no próximo ano

Em agosto de 2010 vence o contrato de cessão gratuita do prédio ao Banco do Brasil. A intenção da Prefeitura é renovar o comodato, mas desde que haja alguma contrapartida da instituição bancária ao Município. “A Prefeitura e o banco vão discutir isso no momento oportuno, mas eu acredito que essa renovação só será possível se o Banco do Brasil contribuir com alguma coisa para o Município, já que o poder público não recebe nada pelo prédio, e quando precisa de qualquer coisa no banco, tem que pagar”, comenta o secretário municipal de Administração, José Joaquim, ao informar também que se o BB tiver interesse em comprar o prédio a Prefeitura está disposta a negociar.

Enquanto entidades filantrópicas como a Fundação José Francisco de Sousa, que presta gratuitamente serviços de educação e cultura à comunidade de Itaporanga precisa sair do centro da cidade pelo alto custo do aluguel e migrar para a periferia, restringindo o acesso dos estudantes aos seus projetos, uma instituição capitalista e rica como o Banco do Brasil ocupa um prédio público municipal sem nenhuma contrapartida ao Município.

Folha do Vale

domingo, 28 de setembro de 2014

Os 63 anos da presença e da obra Missionária Carmelita em Itaporanga

Frei Casanova e Madre Carmelita, fundadores da Congregação
O colégio Padre Diniz é um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais de Itaporanga. Uma das sementes plantadas aqui pela Congregação Missionária Carmelita, que chegou à cidade em 1946 e cuja origem é Princesa Isabel, onde foi criada em 25 de março do ano de 38 do século passado pelo frei espanhol José Maria Casanova Magret e a madre Carmelita de Jesus.

A obra cristã e educacional das irmãs missionárias carmelitas em Itaporanga é importantíssima. Nas últimas seis décadas, milhares de estudantes passaram pelo Padre Diniz, onde também se formaram as primeiras turmas de professoras do município, na década de 50. Anexadas à escola estão a capela e a Casa de Formação, que já encaminhou para a vida religiosa centenas de moças do Vale e de outras partes do país.

A Casa de Formação de Itaporanga é uma das 14 instituições preparatórias que a Congregação mantém no país, especialmente no Norte e Nordeste, e onde vivem atualmente três freiras (irmãs Célia, Luzia e Regina, que é a coordenadora) e duas aspirantes (Maria Nayane, de Coremas; e Marcela da Cruz Cardoso, do Pará), que dão os primeiros passos para alcançar os votos perpétuos, ao todo são nove anos de caminhada, ou seja, estudo, preparação e oração.

Outras jovens regionais têm buscado o mesmo caminho, e a porta de entrada para a vida
missionária são os encontros vocacionais, eventos que a Casa realiza para atrair meninas com tendência religiosa, e entre as futuras moradoras da residência Missionária Carmelita podem estar duas moças de Aguiar, duas de Coremas e uma de Itaporanga. “A razão de nossa vida é o encantamento que temos por Jesus e pelo o evangelho”, diz a irmã Maria Célia Romão Batista. A pedrabranquense é freira há vinte anos e explica que a Casa de Formação sobrevive graças ao apoio da Congregação e ao trabalho e aposentadoria das irmãs residentes.

Missionárias Carmelitas em Festa Esta semana as missionárias carmelitas estão em festa. De 13 a 16 de julho elas celebram Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Congregação. Durante estes três dias ocorrem missas na capela a partir das 19h, concelebrada pelo pároco local e o frei Geraldo Bezerra, e na quinta-feira, além da celebração, também haverá quermesse. “As irmãs missionárias carmelitas de todo país estão celebrando Nossa Senhora do Carmo, nossa padroeira”, comenta irmã Célia.

sábado, 27 de setembro de 2014

Um guerreiro da vida; um baluarte da música


Um dos mais legítimos representantes da música genuinamente nordestina, o taporanguense Alonso Feitosa Vital enche-se de prazer ao falar do ritmo que embalou incontáveis gerações por este Nordeste afora e consagrou nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinez, Flávio José e muitos outros artistas populares: o forro pé-deserra é a arte que Alonso compõe,produz e canta.

“Esses ritmos que essas bandas tocam por aí não são forró, apenas foram apelidados de forró, mas eu respeito todos os artistas e cada um faz o que gosta e o que quer. Eu, por exemplo, defendo o forró de raiz, por entender que essa é nossa mais legítima manifestação musical”, diz ele, ao questionar o chamado forró eletrônico, que há quase duas décadas surgiu na região.

Alonso é um guerreiro da vida e da arte musical que conheceu quando ainda era criança. Foi nas ruas de Brasília, para onde foi levado muito cedo pelos pais, que viu e se encantou com o menino Vicente, um garoto de sua idade e que, apesar da deficiência visual, tocava maestralmente a sanfona, e as apresentações na rua lhe rendiam o sustento da família.

Foi nessa época que Alonso começou: tocando triângulo na companhia do garoto Vicente. O engraxate e entregador de jornal apaixonou-se pela música e viu sua vocação desabrochar, talvez uma herança dos seus antepassados familiares. “Meu avô paterno era cantador de coco da cidade pernambucana de Águas Belas”, revela Alonso Feitosa, que é parente próximo do doutor em música Radegundis Feitosa.

Da infância em Brasília aos  dias atuais em Itaporanga, passaramse algumas décadas, mas a música nunca deixou de estar presente na vida de Alonso, apesar da falta de apoio e de oportunidade. Como artista, Alonso Feitosa não se sente valorizado em sua terra. “Só quem pode valorizar a cultura é quem tem cultura, mas, aqui, são poucas pessoas que têm essa capacidade”, desabafa o forrozeiro, ao comentar que “eu não tenho pretensão de ser importante, mas é importante ser valorizado: todo ser humano tem uma
missão, e o que eu quero é continuar levando minha mensagem às pessoas através das músicas que canto”.

Além de cantar, é compositor e poeta. Compôs mais de uma centena de músicas, parte das quais já gravadas por ele e por outros artistas. Alonso está com mais um CD na praça: o quinto de sua trajetória. Neste novo trabalho, músicas próprias e de outros artistas.

“Eu sinto que, aos poucos, as pessoas estão vendo nosso trabalho com bons olhos, nosso CD está tocando nas rádios de toda a região e também está bem aceito em outras regiões do Estado, como Princesa Isabel e Catolé do Rocha”, comenta, e, apesar do esforço e muitos anos de luta no campo musical, nunca conseguiu viver de sua arte: o sustento da família tira da atividade de negociante.

A falta de incentivo e de oportunidade não desestimulam o filho da terra. Alonso tem lutado por espaços e soma algumas conquistas: já se apresentou na TV, fez show no Espaço Cultural em João Pessoa e, o ano passado, foi personagem de um documentário da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) sobre o forró pé-de-serra.

Alonso Feitosa tem belas e criativas composições: Retirante, Amor de Criança, O Grande São Pedro e 500 Anos de Poder são algumas obras de sua lavra. O telefone de contato de Alonso é o 99776509.

domingo, 21 de setembro de 2014

Cantora que receberá título de cidadania itaporanguense é homenageada também em João Pessoa

Artista tem raízes familiares em Itaporanga


Por Redação da Folha – A cantora Lucy Alves, que ganhou projeção nacional depois de participar do programa The Voice Brasil, da Globo, receberá no próximo dia 26, em sessão solene da Câmara Municipal de Itaporanga, o título de cidadania itaporanguense.

Natural de João Pessoa, ela tem raízes familiares em Itaporanga. Seus avós e pais são itaporanguenses e a cantora é uma das herdeiras da tradição musical do sítio Cantinho, lugar que revelou muitos valores para a música. Lucy começou como vocalista do grupo Clã Brasil, criado pelo seu pai, o também músico Zé Badu.

Mas, antes da homenagem em Itaporanga, ela foi agraciada na capital paraibana com a Medalha Cidade de João Pessoa, a mais alta comenda da Câmara Municipal pessoense. O evento solene foi nessa quarta-feira, 11.

A homenagem terminou com música, como não poderia ser diferente: de sanfona em punho, ela cantou Meu Sublime Torrão, do compositor Genival Macedo, uma canção que reverencia as belezas e grandezas da Paraíba. Foto: homenageada canta durante evento. 

sábado, 30 de agosto de 2014

Itaporanga e mais 9 municípios ganham habitantes e população do Vale se aproxima de 160 mil

Números são baseados na nova estimativa populacional apresentada pelo IBGE


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - O Vale registrou crescimento populacional de 0,03% no último ano, conforme apurou a Folhadovale-online com base na nova estimativa populacional divulgada nessa quarta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De 1º de julho de 2013 a 1º de julho deste ano, a região ganhou 54 novos moradores, e sua população atual é de 157.114 habitantes. O crescimento só não foi maior porque dez municípios reduziram moradores, enquanto Itaporanga e outros nove tiveram aumento populacional.

O crescimento regional não foi tão significativo se comparado ao registrado em 2013 em relação ao ano anterior, quando a população cresceu 1,5%. E isso ocorreu, principalmente, porque alguns municípios voltaram a perder habitantes. Enquanto que, em 2013, Boa Ventura e Olho D’água foram os únicos que reduziram moradores, este ano, além deles, que tiveram as maiores quedas, outros oito reduziram seu contingente populacional.

A redução de Olho D´água foi de 74 pessoas, enquanto que a de Boa Ventura chegou a 68. Também perderam moradores os municípios de Santana dos Garrotes (-49); Santana de Mangueira (-35); Nova Olinda (-30); Ibiara (-27); Diamante (-23); Igaracy (-10); Aguiar (-6); e Curral Velho (-3).

Pelo outro lado, os outros dez municípios regionais apresentaram crescimento populacional, o que contribuiu também para a região não ter registrado queda em seu contingente geral. O destaque, mais uma vez, foi Itaporanga, que ganhou 189 moradores e sua população passou para 24.317 residentes, se mantendo como o município mais populoso da região.

O segundo aumento absoluto de moradores no período foi de Piancó: o crescimento foi de 59 pessoas, e o município se manteve como terceiro mais populoso do Vale, agora com 15.929 pessoas. O segundo mais habitado do Vale é Conceição, que ganhou 47 pessoas e passou para 18.816 habitantes. Já Coremas, o quarto mais populoso, igualmente teve aumento: foram apenas nove, e sua população cravou em 15.400 pessoas.

Também continuaram ganhando habitantes os municípios de São José de Caiana (+27); Emas (+24); Serra Grande (+12); Catingueira (+7); e Pedra Branca (+4). O município de Santa Inês, que no ano passado manteve sua população em relação a 2012, este ano ganhou um morador.

Apesar de pertencerem à Região Metropolitana de Patos, a Folha contabilizou a população de Catingueira e Emas ao contingente populacional vale-piancoense por terem ainda alguma relação institucional com o Vale e também serem municípios que integram a bacia hidrográfica regional.

Representação dos quatro maiores municípios regionais – A população conjunta de Itaporanga, Conceição, Piancó e Coremas chegou a 74.462 pessoas e representa 47,3% da totalidade dos habitantes do Vale. Em 2013 era de 47,2%.

Novo ranking populacional do Vale - Segundo a estimativa do IBGE para 2014, a população de cada um dos 20 municípios do Vale, em ordem decrescente, é a seguinte: Itaporanga 24.317 habitantes; Conceição 18.816; Piancó 15.929; Coremas 15.400; Santana dos Garrotes 7.160; Olho D’água 6.716; Diamante 6.613; Igaracy 6.200; São José de Caiana 6.206; Nova Olinda 6.028; Ibiara 6.000; Boa Ventura 5.540; Aguiar 5.580; Santana Mangueira 5.257; Catingueira 4.912; Pedra Branca 3.791; Santa Inês 3.593; Emas 3.463; Serra Grande 3.067 e Curral Velho 2.526.

Números nacionais e estaduais – De acordo com a estimativa 2014, o Brasil possui, atualmente, 202.768.562, um crescimento de 0,86% em relação ao ano passado. O estado de São Paulo continua sendo o mais populoso do país: são 44.035.304 pessoas. Já o município de São Paulo possui 11,9 milhões de habitantes, também o maior em população.

Em relação à estimativa anterior, a Paraíba cresceu 0,75% e sua nova população é de 3.943.885. O estado é o 13º mais populoso do país e o 5º do Nordeste. João Pessoa continua sendo o município mais habitado do estado com 780.738 pessoas. Em Seguida, vem Campina Grande com 402.912. No Sertão, o mais populoso é Patos: sua população atual é de 105.531 habitantes, o quarto maior contingente paraibano. Santa Rita é o terceiro mais populoso, com 133.927 moradores.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Três décadas de vida a serviço da telefonia

Ela acompanhou de 'perto os avanços das telecomunicações no Vale e deu sua parcela de contribuição para o progresso da telefonia regional. 


Quando a itaporanguense do sítio Jenipapo, Lucileide Lopes Almeida de Lucena, começou a trabalhar na extinta Telpa (Telecomunicações da Paraíba) em 1976, o telefone era um privilégio de poucos pelo alto custo da linha, mas a partir da quebra do monopólio das telecomunicações no Brasil, essa realidade foi mudando.. e para melhor: hoje não há dificuldade para se adquirir uma linha telefônica residencial, e os telefones públicos estão espalhados pelas ruas de todas as .cidades, povoados e distritos, sem falar na telefonia móvel, que, cada vez mais, se amplia. 

Com seu inegável carisma, Lucileide não poderia ter escolhido área melhor para atuar, embora sua primeira experiência profissional tenha sido uma sala de aula: durante um ano, lecionou geografia no Ginásio Diocesano. 

Mas trocou o magistério pela telefonia, e, por mais de 20 anos, gerenciou a Telpa em Itaporanga. Durante todo esse período, esteve à frente de todas as ações da empresa estatal voltadas ao Vale. 

Deixou a Telpa em 98, quando a empresa foi vendida pelo Governo do Estado à Telemar, hoje Oi. Veio a aposentadoria, mas não a ociosidade: aproveitando a experiência profissional adquirida em quase duas décadas de atividade no ramo da telefonia, a filha de João Modesto e Maria do Desterro Lopes criou sua própria empresa de prestação de serviço público. A Altel Telecomunicações veio preencher uma lacuna deixada pelo fechamento do posto da Telecomunicações da Paraíba. 

Dedica ao atendimento popular, um dos seus maiores prazeres profissionais, Lucileide Almeida tem prestado um importante serviço ao município e à região. Muitos dos telefones privados e públicos instalados em Itaporanga nos últimos anos passaram pelas mãos dela. O seu posto de serviço, que fez doze anos, atende diariamente dezenas de pessoas em busca das mais diversas soluções: desde o pai que precisa falar com o filho em São Paulo ou em qualquer outro lugar do país, passando pelo vendedor que necessita de um fax, à venda de cartão telefônico. 


Mas há muitos outros serviços: informação gratuita sobre número telefônico e solução para problemas relacionados à telefonia. "O contato com o público me satisfaz e me realiza profissionalmente: eu me sinto bem quando atendo as pessoas encontrar e posso solução para os seus problemas", comenta Lucileide, que, através de sua empresa, já lançou duas agendas informativas, impressos que garantem ao usuário acesso rápido aos números dos telefones públicos, comerciais e residenciais do município. 

Se do ponto de vista profissional, ela se sente plenamente realizada; no âmbito familiar, mais ainda: ao lado do marido, José Almeida de Lucena, ela conseguiu dar aos três filhos (Ítalo, Iásley e Iáskara Lopes de Almeida) instrução superior e educação para a vida. "Minha família até hoje só me deu prazer: muito me orgulha e me alegra", comenta. Católica atuante e presença garantida nos mais diversos eventos da Igreja, hoje integra a Pastoral da Família.Também integrada aos fatos sócio­-festivos da cidade, foi membro de diretoria do Campestre e primeira dama do Itaporanga Esporte Clube durante três mandatos . 

No dia dois de julho, Lucileide fez mais um aniversário, e em setembro ocorre mais um, data importante em sua vida: 3 anos de casamento. "Eu me sinto urna pessoa feliz, realizada em todos os sentidos e segura por ter uma família que me ama, que me apoia, e todo esse amor eu retribuo com amor, e meu grande objetivo de vida sempre foi fazer minha família feliz e servir aos que me procuram". 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um dos moradores mais antigos de comunidade de Itaporanga que fez 50 anos

Uma das comunidades rurais mais povoadas de Itaporanga

Por Redação da Folha – Final da manhã deste domingo, 10, na comunidade São João, município de Itaporanga. No conforto do seu lar, o agricultor Francisco Alves Leite, conhecido como Diassis Leite, de 83 anos, recorda a história do lugar onde vive desde a infância. Conta com orgulho que foi ele, junto com outros moradores e o padre Zé Sinfrônio, que sentou os marcos iniciais da capela dedicada a São João e que completou meio século este ano.

“Vivo desde os dez anos aqui e, naquele tempo que cheguei, eram poucas casas, mas, depois que foi erguida a capela, muita gente passou a residir no São João”, comentou seu Diassis, um homem tipicamente da roça e que criou toda a família (mulher e cinco filhos) na batalha da agricultura. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Antigo agricultor que alcança os 100 anos na zona rural de Itaporanga

Longevidade e lucidez


Manhã deste domingo, 3, no sítio Tabuleiro, município de Itaporanga. Fumando tranquilamente o seu cigarro, o velho agricultor João Ferreira da Silva, conhecido como Duquinha, não se preocupa com a passagem do tempo. O tempo para ele é um aliado: este ano, completou um século de vida, ao longo da qual foram dois casamentos e cinco filhos.

Seu Duquinha sempre viveu da roça e relembra os tempos muito difíceis que passou, especialmente nos períodos de seca, como em 1932. Para ele, uma das piores. Sobreviveu graças a muito trabalho, e expressa seu descontentamento por hoje se encontrar inativo pela idade e a falta de condições físicas: “Nunca pedi nada a ninguém, mas hoje dependo dos outros”.

Ele diz ter nascido no sítio Belo Horizonte, município de Piancó, viveu muito tempo no Caiana e agora se abriga com a segunda esposa e uma filha no prédio de uma antiga escola no Tabuleiro Comprido.

Sousa Neto

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More