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José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

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quarta-feira, 4 de março de 2015

História da Paróquia de Piancó

MATRIZ DE SANTO ANTONIO 
História da Paróquia

Por volta de 1920 o Pe. Manuel Otaviano de Moura chegou à cidade de Piancó onde passou trinta anos na Matriz de Nossa Senhora do Rosário. Em 1954 o Pe. Luiz Laires da Nóbrega veio ajudar o Pe. Manuel Otaviano que já não tinha condições de administrar sozinho a paróquia. O Pe. Laires foi quem planejou a construção da Igreja de Santo Antônio e deu início a obra em 1960. Ficou na paróquia durante o período de 10 anos, conseguindo deixar os alicerces prontos. Vale salientar que, O nome de "Santo Antonio" foi escolhido como padroeiro da cidade, devido a muita fé e devoção que a população tinha ao mesmo naquela época da fundação da cidade. Já a imagem de Santo Antônio foi trazida a nossa cidade pelos frades e padres vindos da Itália. Quando Pe. Luis Laires saiu para assumir uma paróquia em Patos, a paróquia de Nossa Senhora do Rosário continuou sem administrador durante um ano, apenas com as missas nos finais de semanas, celebradas pelos padres que vinham de outras paróquias vizinhas. É importante lembrar que, mesmo ausente, o Pe. Laires não deixou de incentivar o povo de Piancó na construção da Igreja de Santo Antônio.

Em 1966, o Pe. Milton chegou a Piancó e deu continuidade a construção da Igreja, deixando levantada até os arcos, no período de quatro anos.
Em 1970, o Pe. Valdomiro continuou a luta para a construção da Igreja, e também fez algumas reformas na Igreja do Rosário. Pe. Valdomiro começou a celebrar missas na então Igreja de Santo Antônio ainda em construção sem se quer ser coberta.
Após três anos, o Pe. Valdomiro foi transferido e chegou o Pe. Manoel Dutra em 1973. Foi ele quem diminuiu os pilares da Igreja do Rosário para ficar um ambiente mais favorável a celebração.
O Pe. Dutra também deu sua contribuição para a construção da Igreja de Santo Antônio, mas não demorou muito em Piancó. Chegou o Pe. Luiz Calô que não demorou muito e foi transferido. Depois de algum tempo ele voltou e fez uma grande campanha para dar continuidade a construção da Igreja que já estava com a parte de alvenaria terminada e faltavam os acabamentos. Novamente o Pe. Luis Calô foi transferido.
Em 1976. Chegou o Pe. Severino de Alencar Leite, que continuou essa grande obra da paróquia começando a fazer os acabamentos da Igreja e a construção da casa paroquial, deixando inacabada no período de 10 anos.
Em 1988, chegou o Pe. Luciano Dias de Morais, que fez o acabamento geral da Igreja e concluiu a construção da casa paroquial. Entre os anos de 1994 e 1995 Pe. Luciano construiu também o Centro Pastoral.
Em 1998, o Pe. Luciano foi para a Itália e o Pe. Melquisedec assumiu a paróquia por um curto espaço de tempo. Em seguida, veio o Pe. João Batista que demorou pouco também. Chegou o Pe. Luiz Gonzaga e assumiu a paróquia onde realizou alguns trabalhos importantes como: a compra dos bancos da para Igreja de Santo Antônio, a construção do piso em granito e a reestruturação da casa paroquial. Também construiu a calçada da Igreja do Rosário.
Em 2005, chegou o Pe. Flávio Mamede que cercou o pátio da Igreja de Santo Antonio com grades de ferro e pintou as duas igrejas e a casa paroquial.
Em 2010 assumiu a paróquia, o Pe. Francisco das Chagas Silva que continua a fazer a manutenção das Igrejas: construiu uma pia batismal de mármore, construiu todo o calçamento (piso) do pátio e serviço de jardinagem da Igreja de Santo Antonio, construiu duas capelas anexadas a mesma: capela do Santíssimo para adoração e capela para atendimento de confissões. Também construiu banheiros, guarda-roupa e colocou grades de ferro e calçamento no pátio da Igreja do Rosário, além do seu trabalho pastoral.

Secretaria Paroquial / Pascom

domingo, 1 de março de 2015

História da Paroquia de Santo Antônio do Piancó


DECRETO DE EREÇÃO DA PARÓQUIA

A Paróquia de Santo Antônio foi criada por meio do Decreto de Ereção, assinado por S. Excia. Revma., Sr. Bispo de Cajazeiras, D. Zacarias Rolim de Moura, registrado na Cúria Diocesana de Cajazeiras (Livro 1, Folhas 77ss), e datado de 13 de janeiro de 1956.
A Paróquia de Santo Antônio foi desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora da Guia. A Igreja de Santo Antônio, ainda em construção, lhe foi designada por Igreja Matriz. O território da referida paróquia incluía as capelas – na época, distritos pertencentes ao Município de Patos – de Serra da Batalha, Salgadinho, Areia de Baraúna, Passagem, Quixaba, Cacimba de Areia e São José do Bonfim.

O Decreto de Ereção assim descreve os seus limites:
“Os limites entre o território da Paróquia de Santo Antônio com a de Nossa Senhora da Guia são os seguintes: partindo da confluência da Rua Aristides Marques, lado poente, com Felizardo Leite, lado sul, seguir por esta artéria até encontrar a Rodovia Patos Piancó; continuar por esta mesma Rodovia, rumo poente, até encontrar o Riacho da Várzea de Jurema; descer por esse riacho, rumo ao sul, até a sua confluência com o rio da Cruz; subir pelo leito do mesmo até encontrar o município de Teixeira. Os limites entre as paróquias de Teixeira, Taperoá e Santa Luzia coincidem com os limites municipais até encontrar a Rodovia Patos – São Mamede, servindo esta mesma estrada de linha divisória até encontrar o Riacho Salgadinho, próximo à cidade de Patos, e descendo por este até o Rio Espinharas, tomar pelas ruas Deodoro da Fonseca e Capitão Ló, Praça João Pessoa, lado sul, excluindo-se a Igreja da Conceição; continuar pela Rua Coronel Antônio Pessoa, lado sul, até encontrar a Rua Aristides Marques, lado poente, e por esta rua voltar até o ponto inicial donde se partiu”.

CURIOSIDADES DA IGREJA DE SANTO ANTÔNIO
1. Mariana Alves de Oliveira, mãe do Pe. Levi, doadora do terreno para a construção da Igreja, fez uma promessa para que fosse erguida a Igreja em honra de Santa Quitéria.
2. Dom Zacarias Rolim de Moura, Bispo da Diocese de Cajazeiras, preferiu dedicar a Igreja a Santo Antônio por ser mais conhecido que Santa Quitéria. Dona Mariana aceitou a proposta, desde que a santa de sua devoção ficasse no altar, e que a imagem dela fosse do mesmo tamanho que a de Santo Antônio.
3. As imagens de Santo Antônio e de Santa Quitéria foram doadas por Janduí Carneiro, Rui Carneiro e Bivar Olintho.
4. O Pe. Levi fez a doação dos 33 anjos com lâmpadas, os vitrais, a cobertura de madeirite e alumínio e as roseiras, trazidas de São Paulo.
5. Os azulejos da Igreja de Santo Antônio custaram vinte mil contos de réis.
6. No tempo de Pe. Levi Rodrigues, foram padres cooperadores da Paróquia de Santo Antônio: Frei Cirilo, Pe. Dionísio Chacon e Pe. Carlos Marques Vieira.
7. Pe. Manoel Dutra foi Vigário Cooperador da Igreja de Santo Antônio no período de Pe. Noronha.
8. Vigários Paroquiais no período de Pe. Elias foram: Pe. Paulo Jackson, Pe. João Batista de Andrade Filho, Pe. Melchisedech de Oliveira Neto e Pe. Maurício Sandro de Lima Mota.
9. No período do Pe. Paulo Jackson, foram Vigários Paroquiais: Pe. Severino de Alencar Leite, Pe. José Rodrigues dos Santos, Pe. José Edson Alexandre Ferreira e Pe. Gildomar Candeia de Sousa. Atualmente, o Vigário Paroquial é Pe. Erivaldo Alves Ferreira.
10. Havia um informativo mensal na Paróquia de Santo Antônio já em 1959. Chamava-se “A VOZ DA PARÓQUIA”. Assim informa o jornal de março de 1959: “No dia 7 deste mês de março, foi nomeado o primeiro bispo da diocese de Patos, D. Expedito Eduardo de Oliveira. Sua Excia. Revma. nasceu em Fortaleza (Ceará) em janeiro de 1910; foi ordenado sacerdote em novembro de 1933 e foi sagrado bispo em dezembro de 1953. A Diocese de Patos sente-se honrada pela transferência de D. Expedito, de Fortaleza, para ocupar o cargo de seu primeiro bispo. A posse do Bispo será uma das maiores solenidades religiosas de Patos. Todos já se interessam por este grande movimento. Chamamos a atenção dos paroquianos de Santo Antônio, para uma ascensão espiritual e uma cooperação nas festividades por esse máximo acontecimento em nossa terra: a presença de um verdadeiro pastor de almas”.
11. A programação da Festa de Santo Antônio foi anunciada na VOZ DA PARÓQUIA de junho de 1959. Eis os noitários do dia 27: José Cavalcante, Bivar Olintho, Dr. José Gaioso, Pedro Crispim, João Dino, Semião Gentil, Antônio Davi, Dilton Rodrigues, Ramiro Gondim, Abdias Guedes, Joaquim Leitão e Francisco Macarrão.
12. Primeiro, segundo e terceiro sacristão da Igreja de Santo Antônio: Sr. Miguel, Sr. Pedro e Eduardo, respectivamente.
13. Dona Maria das Neves era coordenadora da LEGIÃO DE MARIA. Na última missão de Frei Damião, na Paróquia de Santo Antônio, no período de Pe. Noronha, Dona Maria das Neves estava brigada com o padre. Durante o sermão, Frei Damião recriminou esta atitude sem ninguém ter comentado o fato com ele.
14. O Pe. João Saturnino chamava: “As ‘véias’ do Apostolado”.
15. A “Renovação Carismática” surgiu no período de Pe. Elias.
16. O Conselho Administrativo e a equipe de Liturgia foram criados no período do Pe. Espedito.
17. O piso e o altar da Igreja foram construídos no período de Pe. Noronha. O piso foi uma doação de Francisco Juvino, Chico Cirilo e Vicente Campos.
18. A festa de Santo Antônio teve início com Pe. Levi e era realizada na rua do Prado e na rua 18 do forte.
19. No período de Pe. Noronha, o Coral da Igreja era formado pelos seguintes nomes: Lula Fragoso, Agnaldo e Antônio de Pádua, Luzia, dos Anjos, Elvira, etc.
20. A casa paroquial e as grades nas laterais da Igreja de Santo Antônio foram construídas no período de Pe. Valdomiro.
21. Pe. Elias criou a maioria das pastorais da paróquia e implantou o Encontro de Casais com Cristo.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Piancó


PIANCÓ, uma das mais antigas cidades do nordeste brasileiro, já possuía colonização branca em 1680, quando o sanguinário e lendário bandeirante Domingos Jorge Velho chegou ao velho rincão sertanejo, vencendo e submetendo os índios cariris da Tribo dos Coremas, então liderados pela bravura do intrépido Cacique Piancó, ao seu poder armamentista. Por aqui, ele faleceu em 1705.

Após seu desaparecimento, os índios recuperaram o poder e temendo violência dos aborígines, em represália aos sofrimentos vividos quando do controle de Jorge Velho, os moradores da região enviaram carta ao Governador Geral da Província da Parahyba requerendo auxílio e proteção, tendo o Governo Geral criado nova campanha, liderada pelo Capitão-Mor Manuel de Araújo Carvalho, temido e respeitado, que fora Juiz Ordinário dos sertões do Cariri, Piranhas e Piancó, Tabelião e Escrivão, com sede no Julgado de Piancó (Pombal), empossado em 1708, o qual, após quatro anos de embate e negociações consegue estabelecer a paz na região.

Com os ânimos arrefecidos e a paz reinando, finalmente em 08 de novembro de 1748, com a doação de um vasto território pela portentosa Casa da Torre da Bahia através de seu governante, o Coronel Francisco Dias D’Ávila e sua esposa Catarina Francisca Correia de Aragão, proprietários de quase todo o nordeste brasileiro, para constituir o patrimônio da nova capela, tendo como administrador e representante da Capela de Santo Antônio, o Sargento-Mor Manoel da Silva Passos, funda-se a Vila de Santo Antônio de Piancó.

A escritura de doação, lavrada no Livro de Notas nº. 10 do Cartório do 1º Ofício de Pombal contou ainda com a chancela do Sargento-Mor João de Miranda Henriques e de Pedro Alves de Araújo, que segundo Franciraldo Loureiro Cavalcante, no seu “Memorial das Família Pereira e Cavalcante”, era filho de Manuel de Araújo Carvalho. Esses três homens, indiscutivelmente, são os responsáveis pela fundação da Povoação de Santo Antônio de Piancó que iniciou as margens do rio de mesma denominação, diferentemente do erro iniciado pelo historiador Coriolano de Medeiros que credita à fundação da localidade à Manuel de Araújo Carvalho, quando este, na verdade, ajudou a constituir o patrimônio da igreja em invocação a Nossa Senhora do Bom Sucesso, hoje Pombal, a qual pertencia o Piancó (SEIXAS, Wilson, pág. 151/152). A referida igreja, construída em 1721 ainda hoje existe como registro real da rica história desta região.

Anos depois, em 11 de novembro de 1831 o nome da localidade passou para Vila Amélia de Piancó, instalada oficialmente em 05 de maio de 1832, quando definitivamente Piancó se separa de Pombal, momento que deve ser reconhecido como sua Emancipação Política. O nome perdurou até 27 de junho de 1833, quando passou à Vila Constitucional de Santo Antônio de Piancó, para finalmente em 21 de novembro de 1933, com a alçada da localidade ao foro de cidade através do Decreto nº. 443/33, denominar-se apenas Piancó.
Por longos anos ficou sob a jurisdição de Pombal até que pela Lei Provincial nº. 27, datada de 06 de julho de 1854, passou a jurisdição de Sousa, passando a ser sede de comarca pela Lei nº. 250, de 09 de outubro de 1866.

De seu território, foram criados os 20 municípios do Vale, que com o tempo desmembraram-se de suas terras ou da área dos primeiros filhos da Rainha do Vale: Misericórdia (hoje Itaporanga) e Conceição, desmembradas de Piancó em 07 de outubro de 1849 pela Lei Provincial nº. 727.

Nas origens de Piancó, a catequização dos aborígenes estava a cargo dos Frades da Ordem de São Pedro e da Companhia de Jesus, os Jesuítas, que instalaram sua sede na Fazenda Santo Antônio Pequeno, alcunhada de Santo Antonhinho ou Santo Antonino, a seis quilômetros da cidade, onde ainda hoje podem ser encontrados vestígios desse centro de atividade religiosa.

A Fazenda Santo Antônio, com Capela de mesma denominação, segundo o histórico “Annuario Ecclesiatico da Parahyba do Norte”, foi elevada à categoria de Freguesia em 1739, tendo como seu primeiro administrador o Capitão-Mor Francisco de Oliveira Ledo e como primeiro Vigário, o Padre Pedro Bezerra de Brito, que em Piancó chegou em 18 de outubro de 1739, enviado pelo Bispo Dom Frei Luiz de Santa Tereza, aqui permanecendo até 1746, sendo ele o responsável pelo início da construção da capela da localidade, que tempos depois deu lugar a atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário em 1814. Foi auxiliar do Padre Pedro, durante muitos anos, o Padre Cosme Joaquim de Almeida Magalhães.

Entendo como necessária a abertura de um parêntese nesse momento: freguesia, era um termo administrativo criado por Portugal que colocava a igreja, à época, como administradora do local e que vigorou em Piancó até 1820, quando as foram criados nas freguesias as administrações civis, tendo esta terra, como primeiro administrador civil da freguesia de Piancó o Cel. João Leite Ferreira, cuja posse foi autorizada pelo Imperador D. Pedro I em 20 de novembro de 1823. Durante sua administração, foi criada em 1829 a primeira Escola Primária da Freguesia.

Importante fato religioso para a história de Piancó foi a chegada, em 23 de maio de 1749 da primeira imagem de Santo Antônio de sua história, advinda de Portugal e encomendada pelos moradores da localidade.

Cabe registrar que o primeiro prefeito de Piancó, com o advento da função no Brasil e sua aplicação na Paraíba através da Lei nº. 27, de 02 de março de 1895, foi o Cel. Tiburtino Leite Ferreira, que assumiu os destinos da terra em 01 de abril de 1895, administrando a Vila até 1897 ao lado do seu subprefeito, Abílio Rodrigues dos Santos.

Até então a Vila era administrada pelo Conselho de Intendência, que teve como seu último Presidente o Dr. Francisco de Paula e Silva Primo.

O Cel. Tiburtino retornou ao comando da Vila em 23 de dezembro de 1900, administrando-a até 01 de dezembro de 1902, quando do seu falecimento que entristeceu toda a comunidade.

Uma das maiores obras de seu curto governo, foi a construção da sede do Conselho Municipal. Além desta edificação, podemos destacar como as principais construções dos primórdios de Piancó, a Casa de Mercado, construída pelo Dr. Francisco de Paula e Silva Primo, a Cadeia Pública, iniciada no governo de Felizardo Toscano Leite Ferreira e concluída pelo Dr. Paula e Silva.

Gostaria de inserir nesse contexto, outro grande nome da família Leite Ferreira, o Cel. João Leite Ferreira Primo, que tendo cedo mudando-se para a Vila de Pombal, tornou-se um dos seus mais influentes políticos, sendo o seu Primeiro Prefeito, nomeado também em 1895 e governando-a por vinte anos, até 1915

Vale destacar, outro fato interessante. Em 16 de março de 1919, o Cel. José Parente, acompanhado de Manuel Bezerra Leite e João Galdino da Costa realizou a primeira viagem de automóvel da história de Piancó, realizada até a Vila de Patos, na estrada de rodagem construída pelo Cel. José Parente, numa demonstração clara do investimento dos ricos coronéis piancoenses no desenvolvimento regional.

O primeiro Juiz de Direito de Piancó foi o Dr. Izidro Leite Ferreira de Sousa, nomeado em 1854 para o cargo, que antes, no ano de 1848 havia exercido na comarca de Sousa. Da mesma forma, a primeira Câmara Municipal de Piancó foi instalada em 01 de janeiro de 1833.

Em 08 de março de 1877 foi instalada a Câmara Municipal de Piancó, tendo como primeiro Presidente Antônio Leite Ferreira.

Com a chegada de Pedro Leite Ferreira, Piancó passa a ser o centro de uma das mais poderosas famílias de oligarcas e políticos da Paraíba. A família Leite Ferreira, por mais de 200 anos liderou com mãos de ferro a política, a sociedade, a cultura e a religião dessa terra. Seus membros mais fortes, extrapolaram os limites deste território e foram em várias oportunidades Deputados Provinciais e Federais, figurando como Presidentes dos poderes legislativos da Paraíba e do Brasil, além de exercerem extraordinário comando na política do estado como líderes do Partido Conservador paraibano.

O Dr. João Leite Ferreira, o mais destacado deles, inclusive uniu sua estirpe ao sangue do Comendador Felizardo Toscano de Brito, à época o mais influente político paraibano, que por sua desenvoltura política e social concedeu a mão de sua filha Eugênia Toscano de Brito, com a qual o mesmo contraiu núpcias e ampliou os poderes das famílias em todo o território dos tabajaras.

Todo esse poderio só veio a ser abalado com a chegada, em 1902, a Piancó de um jovem sacerdote chamado Aristides Ferreira da Cruz, que, de modo autêntico e determinado, destronou essa história, chegando a representar Piancó na Assembleia Legislativa por três mandatos como Deputado Estadual, entre os anos de 1916 e 1926, o que veremos de forma mais detalhada à seguir.

Alguns vestígios ainda restaram, e por outros anos a família ainda emplacou líderes políticos, a exemplo de Salviano Leite Rolim, Prefeito de Piancó e Senador da República na década de 1950, Antônio Leite Montenegro, que por 9 legislaturas, entre titularidade e suplência ocupou uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa e por 6 vezes foi Prefeito de Piancó, Elzir Matos, considerado o mais arrojado gestor público de Piancó e que ocupou os mais altos postos do poder no Brasil, Eilzo Matos, deputado-estadual e federal por algumas legislaturas e ainda Adhemar Teotônio Leite Ferreira, que também ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba, todos que terão suas vidas um pouco mais detalhadas à frente.

Durante os anos 1930, o Cel. José Pereira, Deputado Estadual e líder absoluto de Princesa Izabel e região declara guerra ao Governo da Paraíba, gerando um dos mais importantes embates militares da história deste Estado.

Pela importância política de Piancó e sua estratégica localização geográfica, o Governador da Paraíba José Américo de Almeida instala na Vila o Centro de Operações Militares de combate à José Pereira. Durante semanas, soldados, armas, tanques e aviões militares partiam de Piancó para combate ao intrépido e combativo levante de Princesa. Mais uma vez, esta terra marcou seu nome na história da Paraíba.

Na área educacional, Piancó conta com importantes centros de ensino. A mais antiga instituição em atividade é a Escola Estadual Adhemar Leite, inaugurada em 25 de janeiro de 1937 pelo Governador Argemiro de Figueiredo, tendo como sua primeira diretora a Professora Ernestina de Araújo Silva. Em 28 de agosto de 1952, com a concessão de sua outorga foi criada a Escola Normal Santo Antônio, um dos mais tradicionais e importantes celeiros educacionais da Paraíba, que por muitos anos funcionou como um internato para meninas comandado pela Ordem das Irmãs Carmelitas. Já em 05 de março de 1953 foi criada a Escola de Ensino Secundário Ginásio Sant’Ana, posteriormente mudada para Escola Estadual Brasil Oiticica e, hodiernamente, com o nome de Escola Estadual Maria Nazaré Remígio. Temos ainda a Escola Estadual Beatriz Loureiro Lopes. No campo privado, destacamos o mais importante educandário de Piancó, o Instituto Lourdinha Montenegro, fundado em 1970 e em plena atividade até o ano 2012, quando encerou os seus serviços após quarenta e dois anos de ininterrupta e grandiosa contribuição à educação dos cidadãos piancoenses.

Foi esta terra palco de um dos mais sangrentos embates de toda a história da caminha da Coluna Prestes pelo Brasil na década de 1920. Quando de sua passagem, em 09 de fevereiro de 1926, sem informações concretas dos ideais da Coluna, o Padre Aristides Ferreira da Cruz, em uma grande emboscada, fica na cidade e, ao lado de poucos homens, defende a Vila da invasão, quando acabam todos sendo barbaramente assassinados. Ficaram, estes defensores, conhecidos como Os Mártires de Piancó.

SÍMBOLOS OFICIAIS DO MUNICÍPIO

HINO OFICIAL


Reconhecido por Lei Municipal, o Hino Oficial de Piancó foi composto pelo Dr. Sinval Temóteo de Morais e pelo Maestro Antônio Amâncio de Oliveira, o grande Antônio de Dorinha, com música deste.

Toinho de Dorinha foi um dos mais importantes músicos paraibanos, especialmente por suas dezenas de composições clássicas e populares, respeitadas em todo o meio musical.
Discípulo de Pedro Lima de Azevedo e Elizeu Veríssimo de Souza herdou destes o amor pela música e a divindade de seu talento.

Eis a letra abaixo:

Linda Terra rincão bem florido
Jubiloso até mesmo em excesso
Com um povo leal destemido
– O seu lema é ledisse e progresso (bis)
Piancó, Piancó, para longe a tristeza e é só
Piancó, Piancó, acabou a tristeza e é só.
Santo Antônio é o seu padroeiro
Que a todos conduz e abençoa
Santo é dos milagres obreiro
– Bem merece uma Terra tão boa.(bis)
Piancó, Piancó, para longe a tristeza e é só
Piancó, Piancó, acabou a tristeza e é só.
Piancó é padrão verdadeiro
Sempre livre nunca foi bastardo
Nucleado no Vale é o primeiro
– Memorando o gentil felizardo. (bis)
Piancó, Piancó, para longe a tristeza e é só
Piancó, Piancó, acabou a tristeza e é só.
Panorama de encanto e beleza
A um bel paraíso equivale
Para mim é a linda princesa
– Proclamada – estrela do Vale.(bis) 

BRASÂO



BANDEIRA


A Bandeira Oficial do Município de Piancó é de autoria do artista plástico Francisco de Paula, o Chico Jó, um dos mais destacados pintores paraibanos nos anos 1980, agraciado com a maior honraria das artes do Estado, a Comenda Pedro Américo.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS E NUMÉRICOS DE PIANCÓ

Clima e Pluviometria
O município está na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. Seu bioma é a caatinga.

O Suprimento hídrico do município está na dependência da massa equatorial continental, que se desloca em direção sul, e também dos ventos alísios do Nordeste. Em períodos normais, a estação seca se inicia em agosto, prolongando-se até dezembro, sendo que algumas chuvas de verão podem ocorrer nos meses de setembro e outubro. A média das precipitações pluviométrica anual é de 700mm. A ocorrência de chuvas reduzidas e irregularidade na sua distribuição, dá lugar a características de aridez da região.
 Microrregião

Piancó está inserido na mesorregião do sertão paraibano e na Microrregião de Piancó que engloba, além dela mesma, os seguintes municípios: Aguiar, Igaracy, Catingueira, Coremas, Emas, Nova Olinda, Olho D’Água e Santana dos Garrotes.

Além disso, deve-se destacar que Piancó é sede da Região Metropolitana do Vale do Piancó, constituída por 18 municípios. A lei que a criou, de autoria do Deputado Estadual Wilson Leite Braga, foi sancionada no dia 6 de julho de 2012 e publicado no Diário Oficial da Paraíba no dia 8 de julho de 2012.

População e Índices Econômico-Sociais
O município de Piancó possui, de acordo com o censo do IBGE de 2010, uma população estimada em 15.465 habitantes, dos quais 7.388 são homens e 8.077 mulheres, que representam, por óbvio, a maioria da população.

Com um PIB per capita de 5.385,55 reais, possui um Índice de Desenvolvimento Humano – IDH de 0,621, o que coloca o município entre os melhores níveis do Estado da Paraíba.

Por Yurick de Azevedo Lacerda, Escritor e Pesquisador, Procurador Geral do Município

BIBLIOGRAFIA E FONTES PESQUISADAS.

  • BARBOSA, Cônego Florentino. A Família Leite no Nordeste Brasileiro – 1775 a 1948. Gráfica Petrucci e CIA, 1948, João Pessoa –PB;
  • CAVALCANTE, Franciraldo Loureiro;CAVALCANTI, Inventariando um Acervo: Memorial das famílias Pereira Cavalcanti e Lopes Loureiro, Unipê Editora, 2006, João Pessoa –PB;
  • FILHO, Clodoaldo Brasilino. Piancó, 250 Anos de História, Impreel Gráfica e Editora, 2003, Piancó – PB;
  • LEITÃO, Deusdedit. Bacharéis Paraibanos pela Faculdade de Olinda, 1832-1853, União Editora, João Pessoa – PB;
  • SEIXAS, Wilson Nóbrega. Viagem Através da Província da Paraíba, A União CIA Editora, 1985, João Pessoa – PB;

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Comemorações e celebrações marcam o 09 de fevereiro em Piancó, data histórica que lembra o martírio do Padre Aristides e seus companheiros

Realizadas comemorações do 09 de fevereiro, data histórica de nossa cidade, quando em 09 de fevereiro de 1926, há exatos 89 anos, o Padre Aristides e seus homens enfrentaram a Coluna Prestes e foram assassinados em batalha sangrenta. Na manhã do dia 09/02 foi rezado no túmulo do Padre Aristides, no cemitério São Miguel, o Ofício das Almas na manhã de hoje, por todos aqueles que ficaram e deram seu sangue para proteger a cidade.

A programação seguiu no final da tarde, onde aconteceu uma caminhada fazendo o trajeto dos que bravamente lutaram para defender a nossa cidade, com a presença do vice-prefeito Edvaldo Leite de Caldas, representando o Prefeito Sales Lima, a primeira Dama Dilma Cazé, Vereador Pedro Aureliano representando o Legislativo, e secretários, entre outras pessoas presentes. Saindo da praça que leva o nome do Padre Aristides, passando pelos focos de resistência, residência do Padre até chegar ao lugar onde foram trucidados e mortos pela sanha dos homens de Prestes, onde foi celebrada uma missa na intenção da alma do Padre Aristides e de seus companheiros que morreram há exatos 89 anos, e fazem desse dia o marco maior da nossa história. Entre ritos e cânticos, a população em momento de espiritualidade única rezou por aqueles que deram seu sangue em defesa de nossa terra

Continuando as comemorações, foi realizada no auditório do Colégio Santo Antonio a Palestra sobre o tema “O ideal da Coluna Prestes e sua inspiração para iniciativas de desenvolvimento sustentável local”, ministrada pelo ativista cultural Chico Jó, idealizador do Roteiro Turístico da Passagem da Coluna Prestes no Sertão da Paraíba. Com a presença de professores, escoteiros e sociedade em geral, Chico expôs aos presentes o projeto e a importância deste que pode sim, ser considerado o maior roteiro turístico da Paraíba, posto que mistura a história da Coluna Prestes com os atrativos locais das cidades por onde ela passou.

O Vice- Prefeito Edvaldo Leite de Caldas, que esteve presente representando o prefeito Sales Lima, destacou que é preciso lutar para que este projeto venha a ser executado, comprometeu empenho junto ao poder público e convidou a todos a engajarem-se nesta luta para a promoção do turismo em nossa cidade que é rica de atrativos para os que aqui passam e se hospedam.





Blog da Prefeitura de Piancó

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