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História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

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Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

EQUIPE DE GOVERNO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPORANGA - GOVERNO DJACI BRAILEIRO



Djaci Farias Brasileiro       
Prefeito 
Wilza Rodrigues Villarim
 Vice-Prefeita

 
Kátia Lúcia Fonseca Pinto Brasileiro  
Secretária Municipal de Planejamento e Gestão

José Joaquim Salviano da Silva    
  Secretário Municipal de Administração e Finanças

Ricardo Rangel Pinto
Chefe de Gabinete

Gaudêncio Mendes de Souza
  Secretário Municipal de Saúde
                 
Domingos Marques Neto *  
Secretário Municipal de Infra-Estrutura e Urbanismo 

Manoel Ferreira de Caldas Neto **
Secretária Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico
     

Sebastião Rodrigues Lemos (Babá)
Secretário Municipal de Agricultura e Meio-Ambiente

Domingos Sávio Rodrigues Procópio    
Secretária Municipal de Esportes, Cultura e Turismo 

Erivaldo Rufino de Sousa ***     
Secretária Municipal de Assistência Social

Thiago Tayner Conserva Campina ****      
Ouvidor Municipal 

Cirame Pinto Feitosa
Secretária Executiva
        
Ademar Pereira Brasileiro
 Tesoureiro     

Ricardo Pereira da Silva ******  
Chefe da Gerência do Cerimonial e Comunicação Institucional

Antônio Remígio da Silva Júnior   
Procuradoria-Geral

Josias Tolentino *******
Secretária Municipal de Educação
                                               
* O secretário Domingos Marques Neto foi substituindo por Cícero Paulino Neto (Cícero Grude)

** O secretário Manoel Ferreira de Caldas Neto (Manoel de Esperidião) deixou a secretaria para se candidatar a vereador e quem ocupou o seu lugar, foi seu irmão Raposinha.

*** Erivaldo deixou a secretaria para reassumir a Câmara e consegui deixar como sua substituta, a sua mulher, que foi demitida após um escândalo na pasta e em seu lugar foi nomeada a professora Geralda Figueiredo.  

**** Thiago Campina, ocupou o cargo chefe de Gabinete dpois que Ricardo Pinto deixou para ser candidato a vereador.

***** Nunca existiu este cargo no organograma funcional da prefeitura.

****** Josias Tolentino foi substituído pela professor Raimundo que foi substituído pela professora Maria de Fátima Caiana, que foi trocada pela também professora Valdenir Lima (Dena).

Revista promocional do primeiro ano da gestão Djaci Farias Brasileiro

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

MAIS REFRESAS DE 1930*


Nas eleições presidenciais realizadas em março de 1930, com as candidaturas oposicionista de Getúlio Vargas (presidente) e João Pessoa (vice), poucos dias antes do pleito o coronel José Pereira, contrário às idésias de João Pessoa e Epitácio, sublevou o município de Princesa, sua base política, contra o governo paraibano tentando tomar a cidade e suas adjacências, entre elas Misericórdia, em um território perrepista. Piquetes foram armados em pontos estratégicos da cidade. Como a entrada se daria pelo Rio Piancó, a torre da Igreja do Rosário tomou-se um destes piquetes. A casa de Dr. José Gomes, de fronte para a entrada da cidade, na época, também virou outro ponto de defesa. Um dia, antes do tiroteio, o vigário de Misericórdia, Padre Lopes que era perrepista de coração entrou a cavalo na cidade, esbaforido, cansado e aos gritos, pedindo que os habitantes de Misericórdia deixassem a cidade, pois as tropas de Zé Pereira estavam bem armadas e preparadas para o confronto.

O primeiro tiro foi disparado lá das proximidades do Rio e atingiu a coronha de fuzil de Fausto, homem de confiança de Dr. Zé Gomes, resvalando, vindo a furar sua calça. A resposta foi dada, imediatamente pelos demais piquetes em defesa da cidade. Como havia muitos perrepistas parentes de muitos habitantes de Misericórdia, logo, a discórdia começou a surgir entre as tropas invasoras. Conta-se que Pitó Arruda, pessoa influente entre os invasores, sendo irmão de Pedro Arruda que era casado com Margarida Fonseca, irmã de Salomé Pedrosa, fazia ameaças àqueles que queriam, na possível tomada da cidade, agredir a família de Josué Pedrosa e de Salomé. Também se dizia que outros jagunços, gritavam o tempo todo – “vamos desbancar a raça da Carioca”, em menção a D. Judith, carioca de nascimento e esposa de Dr. José Gomes. O certo é que depois de um dia de resistência, chegou um avião teco-teco soltando bombas nos setores perrepistas, fazendo-os voltar a Princesa. O bando do coronel Zé Pereira, em questão, era composto por cerca de 400 homens. 

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

* A fotografia acima nada tem a ver com o texto.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Ivete Pinto


Berço de sabedoria, de espírito público e altivez inquestionável. Maria Ivete Fonseca Pinto durante sua gloriosa trajetória de vida viu e participou ativamente das mudanças ocorridas em Itaporanga, em mais de meio século vividos vitoriosamente bem. Descendente de uma linhagem forte, de uma raça admirável, sem dúvidas, se orgulha de pertencer à família mais destacada e importante em nosso município, dos que fundaram a Vila de Misericórdia e dela fizeram um Município majestoso e promissor. 

Unindo simplicidade e emoção Dona Ivete Fonseca Pinto marcou época e continua marcante nos tempos atuais. Viúva do admirado e competente ex-prefeito Moacir Pinto, precisou continuar firme na condução da família, o que fez com maestria, ampliando seus conhecimentos e conquistas. Considerada caudilha, é uma líder política que soube, e ainda sabe militar em todas as instâncias. Seu pai lutou na Revolução de 1930 defendendo Misericórdia. Atuante em todos os setores da comunidade, embora fosse mulher, é uma reverência para muitos políticos, que a consultam antes de tomar decisões que afetam Itaporanga. Líder nata, não compactua com as situações que permeiam as questões da cidade. Não é de se deixar intimidar e por isso mesmo, alcançou em sua vida um respeito que muitos não conseguiram. 

Dona Ivete Fonseca Pinto, que já teve o marido prefeito de Itaporanga, não chegou a ser prefeita, mas na história está inserida como responsável pela ascensão à Prefeitura, em pouco mais de vinte anos, de: um primo, um irmão e uma filha. Além de ser base da ascensão de um genro, por quatro vezes, à Assembleia Legislativa da Paraíba. Filha de João Silvino da Fonseca, a Tabeliã Pública sempre esteve e, ainda, está presente nos acontecimento do município. Na verdade, a história a registra como uma grande formadora de líderes. Sabe ser leal mesmo com adversários políticos e guerreira nos momentos decisivos de sua vida. Sua participação na política começou muito cedo, nunca desejou assumir cargo político, mas isso não a impedia de estar presente e atuante nas questões mais importantes do município que sempre buscou alavancar econômica e politicamente. 

Dona Ivete Fonseca Pinto com todos os destaques que recebeu ao longo de sua vida as maiores virtudes que tem para seus contemporâneos são o seu exemplo de mulher digna, leal, guerreira e extremamente justa. Justiça, sem dúvidas, nenhuma é a palavra que melhor define sua personalidade e sua trajetória de vida. Altruísta como só ela sabe ser, não cansa de dizer que o dinheiro só serve para ajudar os outros. Apesar de todo requinte com que foi criada, Dona Ivete Fonseca Pinto é de uma simplicidade absurda. Mulher de fibra, de visão e, sobretudo, bem à frente do seu tempo. Também é conhecida por ser uma exímia contadora de histórias, principalmente por ser um baú vivo da história de Itaporanga. Mãe espetacular, amorosa, protetora. 

Itaporanga se orgulha de ter em Dona Ivete Fonseca Pinto uma de suas lideranças mais dedicadas, ativas e respeitadas por companheiros e adversários. Representa, na verdade, uma lição de mulher que soube e sabe viver intensamente e defender tudo aquilo em que acreditou. Não é possível falar ou escrever sobre Dona Ivete Pinto sem falar na história e na própria construção da identidade da sociedade itaporanguense. Dona Ivete Fonseca Pinto certamente continuará sendo um verdadeiro referencial como ser humano, como líder, como mãe e principalmente como um exemplo de mulher - guerreira, ativa, uma verdadeira liderança que tem inegável presença na política itaporanguense.

Sempre ligada às questões políticas de nossa “Rainha do Vale”, é um nome vivo e atuante em prol do desenvolvimento da cidade e de seus cidadãos. Com muito orgulho se diz realizada por ter em suas filhas a continuação desses exemplo de mulher, são elas: Andrea, Flávia, Valéria e Kátia (ex-prefeita e atual primeira-dama do município). Sua postura marcante e defesas ideológicas fortes contribuem muito para o engrandecimento de Itaporanga. Pelo seu esforço bem intencionado, merece a reverência e o respeito da comunidade itaporanguense sempre, por ser um de seus ícones. 

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Balduíno de Carvalho


Com o afastamento do médico José Gomes da Silva do exercício permanente da medicina na região de Itaporanga, por conta de sua eleição para a Câmara Federal, um nome começou a surgir no cenário político do Vale do Piancó: Balduíno Minervino de Carvalho. Formado pela Faculdade de medicina do Recife, em 22 de dezembro de 1934, com especialidade em clinica médica e obstetrícia, Balduíno, que era natural do então distrito de Olho D'Água, município de Piancó, decidiu praticar a profissão no interior do seu Estado e meses depois já estava instalada em Itaporanga. 

Já casado com Maria Laurentino de Medeiros Carvalho, desde 1930, Balduíno era filho de Júlio Minervino da Silva e Rachei Rodrigues de Carvalho, e nasceu no dia 30 de dezembro de 1905, mas só iniciou seus estudos 10 anos depois, no Colégio Pio XI, em Campina Grande. Fez o secundário no Liceu Paraibano, em João Pessoa, e o universitário no Recife, a partir de 1929. em 1932, alistou-se como voluntário na Revolução Constitucionalista de São Paulo, sob o comando de Bertoldo Klinger e Agildo Barata. 

Radicado em Misericórdia, Balduíno via a cada dia crescer o seu prestigio, notadamente entre as pessoas mais carentes do município, graças a medicina gratuita que praticava, o que se estendeu por quase 50 anos. Com a queda da ditadura de Vargas e, consequentemente, a redemocratização do país, decidiu ingressar na política e foi eleito Deputado Constituinte à Assembleia Legislativa da Paraíba, cargo que assumiu em 1947, e como parlamentar permaneceu até 1970, sempre integrando os quadros do PDS e, depois, o MDB, sob orientação política dos irmãos Janduy e Ruy Carneiro. 


Entre os inúmeros benefícios trazidos por ele para Itaporanga vale destacar a criação da Sociedade Mantenedora do Hospital Regional e da Associação de Proteção à Maternidade e Infância “Nossa Senhora de Fátima”, no dia 24 de junho de 1957; participação na fundação do Colégio Padre Diniz, administrado pelas irmãs Carmelitas, cujos Estatutos foram publicados no dia 07 de março de 1946; participação no lançamento da pedra fundamental do Colégio Diocesano de Itaporanga, no dia 26 de maio de 1957; fundação da Associação Rural de Itaporanga; e criação de uma agência do Banco do Nordeste, com o apoio do ex-governador João Fernandes de Lima. 

O deputado Balduíno Minervino de Carvalho foi ainda o responsável pela aprovação dos projetos de emancipação política dos distritos de Boa Ventura, Diamante, Curral Velho, São José de Caiana e Pedra Branca. Ele faleceu no dia 30 de dezembro de 1980, em Itaporanga, no mesmo dia em que completava 75 anos de idade. O seu corpo está sepultado no Cemitério “Mãe de Misericórdia” e na casa em que morou, na praça que leva o seu nome, existe um pequeno museu com objetos relacionados com a medicina e a sua atuação política, em frente à ela uma estátua em sua homenagem num sinal de agradecimento e reconhecimento do povo de Itaporanga pelo muito que ele fez pela cidade e os seus habitantes. 

Revisita "Itaporanga, 144 anos de história" 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Paulo Correia


Pregava em suas lições a Justiça Social desejada por muitos. A concepção, a vida e o patrimônio sócio-cultural deixado por Paulo Correia é um exemplo maior de luta e de vida a incutir na mente das pessoas um símbolo progressista, o trabalho pela educação, a evangelização e conscientização da massa. E, foi assim, que Paulo Correia, começou a desenhar a sua inesquecível memória.

Aquele que seria no futuro um forte defensor dos povos oprimidos nasceu no Barrocão, no ano de 1941: Vindo o seu pai a morar esta cidade, no ano de 1949, e foi que Paulo teve a felicidade de encontrar como professora, Dona Maroquinha Leite, mas Paulo não se conformou apenas com a educação, por aprender a escrever e a ler, e foi assim que ele aos nove anos de idade, veio a ser coroinha da Igreja, demonstrando assim, a sua inclinação pelo lado religioso, até que um foi para o foi parar no seminário, e consagrou-se como seminarista, arrancando dali, lições de justiça social para lutar em prol do povo necessitado do campo ou da cidade. 

Mas Paulo, por ser dinâmico e atuante, não se conformou a ficar no seminário vendo o chamamento do homem do campo, e lá foi Paulo. Deixou o Seminário em 1965, e foi engajar-se na Pastoral da Igreja, pelo Nordeste cumprindo sua missão de homem identificado com a massa e nas lutas de conscientização, e principalmente do homem do campo, até que um dia, como se o destino tivesse traçado-lhe as linhas do que ele gostava de seguir e de fazer Paulo Correa, sofre um acidente automobilístico, e vem a falecer no dia 12 de outubro de 1968. Sobre sua morte, escreveu sua irmã Maria Correia: “Agora, Paulo caminha não mais através do espaço, mas do campo. Na discussão das décadas. Na saudade e na memória de mãe, manos, parentes, colegas e amigos, vão passando”. Um de seus filhos mais nobre, mais geniais, mais inteligentes e mais puros, cuja vida foi ceifada muito cedo. 

Assim ocorreu a morte de Paulo Correia da Silva, filho de José Correia da Silva e de Maria Correia da Silva, nascido em Itaporanga a 28 de fevereiro de 1941, e responsável pelo Movimento de Adultos - ACR - no Nordeste Brasileiro. No sábado, 12 de outubro de 1968, ele seguia com outros colegas com destino à cidade de Sairé, onde iam promover uma reunião a convite do Padre Rogério, vigário de Bezerros (PE), que pretendia começar o movimento da ACR, naquela cidade. Seguia alegremente, quando a certa altura da estrada, um dos pneus do jeep estourou virando o carro sobre uma barreira, fato que ocasionou grave acidente, saindo quase todos feridos, sobretudo Paulo, que ficou inconsciente em consequência de um trauma craniano. 

Pessoas que chegavam ao local, levaram os feridos, imediatamente, para o Hospital Pronto Socorro de Caruaru (PE), onde Paulo ficou hospitalizado, em estado de coma, vindo a falecer às 21h, assistido por Renor e Leônidas, companheiros de movimento e alguns padres de Caruaru. Paulo não pôde ver, fitar o abismo frente à morte. Não sendo que a estrada única, a que devia seguir, não tinha regresso. Era caminho sem volta. Não pressentiu à sua frente o único abismo que não tem vazio. Estava inconsciente desde a hora do acidente: meio-dia de um sábado. Se sentiu e viu, se pressentiu foi rápido o momento. 

Eram 21h do dia 12 de outubro de 1968, Paulo Correia, o primogênito, órfão de pai há três meses, responsável por uma família, rapaz de intelecto insondável, de virtudes raras, Paulo que via todas as estradas dos homens caminhando entre os próprios homens, morria com apenas 27 anos de idade. Treze deles passara no Seminário; três em lutas e conscientização religiosa, social, humana ao homem do campo, lutas que se estenderam a todos os estados do Nordeste e do sul do País. Desde a hora do acidente que D. Hélder Câmara tentava comunicar aos familiares o ocorrido. O movimento dos padres e colegas tomou-se intenso do Recife a Caruaru. Três especialistas a cabeceira de Paulo, mas Deus tinha planos insondáveis a seu respeito e todos os esforços médicos para salvá-lo foram infrutíferos. A partir das 21h do dia 12 o cadáver do jovem paraibano estava sendo velado pelos colegas pemanbucanos. Maior necessidade, maior esforço para comunicar à família. Mas não conseguiram entrar em cadeia com o Rádio Amador de Itaporanga. 

Finalmente às 4h, da manhã do dia 12, decidiram-se a conduzir o cadáver a Itaporanga. Seus dois colegas e amigos: Renor e Leônidas incubiram-se da sagrada tarefa. Mesmo sem conhecerem o trajeto, orientando-se pelo mapa, chegaram à cidade de Piancó, onde encontraram os Padres Valdomiro Batista e José Lopes que, solidários, deixaram suas cidades, prestando a sua última homenagem àquele que se dera tanto à causa da Igreja e do seu povo. Mesmo sem a família saber, o cadáver já vinha a caminho; enquanto sua mãe e manas o esperavam no dia seguinte para cuidar dos negócios da fazenda, lá vinha ele, inerte, trazido, deixando atrás a Grande Família ACR, a Arquidiocese do Recife, chorando o desaparecimento do grande lutador que, ao lado de Padre Serivat e D. Hélder Câmara, muito realizara no movimento pela promoção dos que vivem, sofrem e morrem no anonimato. 

Ás 16h, do dia 13, o corpo de Paulo Correia chegava a Itaporanga. Mas somente às 16h30, a família veio a tomar conhecimento do fato, triste, desumano, esquisita certeza. Às 16h40, chegava ao seu lar, testemunhas das alegrias e tristezas, o ser inerte, sagrado, amado, infundindo respeito, reverência, admiração, ungindo de silêncio e mistério de sua residência, de sua cidade natal. Paulo Correia estava ali, e não só a família, não só os colegas, estava ali, a cidade inteira a prantear sua morte. 

A Comunidade das Irmãs Carmelitas do Colégio Padre Diniz, onde ele estudara quando criança, representada pela Irmã Irene e Irmã Inez, a classe estudantil, os amigos, professores, incubiram-se da sublime tarefa de lavar conforto à família enlutada e o fizeram com humanidade e arte, como só o fazem as pessoas que vivem à luz da fé, que vivem com Deus. E consumiam horas e horas, dias consecutivos nessa sublime missão de solidariedade e amor. 

O Padre José Sinfrônio, pároco da cidade, e outras pessoas, tomaram a iniciativa dos funerais. E às 19h30, a cidade conduzia o seu filho, o jovem estudante de Sociologia para a sua última morada. Devido à falta de energia elétrica as velas iluminaram a caminhada. Já não era hora dos sinos tocarem afinados. O silêncio dos bronzes, uniu-se ao silêncio das casas e tudo pareceu mais fúnebre ainda. Suas irmãs, a família ACR, representada pelos seus colegas, a própria Itaporanga o levou, sentindo que enterrara um pedaço de si mesma. 

Paulo quando em vida quis continuar a sua missão, corrigindo o analfabetismo entre os homens. Para servir, caminhando por entre os homens, Paulo “sacrificou o sacramento da Ordem. Desapareceu da sociedade mistificada, desprovida de valores, para ficar no meio da classe rural, entre os usineiros e plantadores de cana-de-açúcar. Enfrentou dias terríveis. Habitou solidões. Alongou vigílias. Caminhou entre nômades. Sacrificou a própria vida de Monge, nos claustros não teria feito tanta penitência. Transformou sua vida em ofertório de amor ao mais fraco. Tudo isso para servir mais e melhor à humanidade". 

Texto escrito por sua irmã, Maria Correia Filha, em 15/11/1968, um mês após sua morte.

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Crispim Pessoa


Foi no número 65 da Rua Francisco Bidô (antiga Quintino Bocaiúva) que um homem apaixonado pela radiofonia conseguiu concretizar, em ondas eletromagnéticas, um desejo, e alcançar além da casa simples que abrigava, além da rua estreita que o referenciava, além dos limites da outrora Misericórdia, mãe adotiva de um sonhador, um pioneiro, Crispim Ribeiro, cuja voz, grave e bem posta, ainda trepida na memória de muitos misericordianos e itaporanguenses. 

“A hora em cima da pinta. Esse foi o chavão que popularizou em sua comunicação”, lembra o colecionador musical Inácio Farias, que começou a ouvir Crispim ainda na infância e tomou gosto pelos grandes sucessos populares ouvindo a rádio montada por Pessoa em Itaporanga no começo da década de 50. 

O locutor, de passos e trajes sempre elegantes, vaidoso e boêmio, nascido nas véspera do São João de 1912 em João Pessoa, chegou em Itaporanga em 1946 para trabalhar na campanha eleitoral de Balduíno Minervino de Carvalho, então candidato à Assembléia Legislativa e partidário de Zé Américo, que na ocasião disputava o governo estadual. E Crispim, que veio para votar, nunca mais deixou a terra adotiva, e aqui casou e do casamento gerou três descendentes. 

Quando chegou em Itaporanga, Crispim já tinha a experiência em rádios de vários municípios do estado, e recebeu propostas para deixar a cidade, mas permaneceu na terra e construiu aqui sua emissora. A Rádio Cruzeiro do Sul, tomou o município itaporanguense um dos pioneiros da radiodifusão no interior nordestino. Na década de 50, quando pouquíssimas cidades sertanejas tinham emissoras de rádio, Itaporanga já falava para quase todo o sertão paraibano através do transmissor que Crispim construiu e montou em um dos quartos de sua própria casa. 

E a rádio fez sucesso e sua principal estrela foi o seu próprio idealizador e construtor. Crispim apresentava os principais programas da emissora, entre os quais o Cartão Sonoro, que ia para o ar aos domingos e tinha hora para começar, mas o encerramento dependia do número de pedidos musicais. Por um cruzeiro, o ouvinte era atendido com uma música de sua preferência e poderia oferecê-la aos seus familiares e amigos através de um bilhetinho, único meio possível de interação entre o ouvinte e comunicador naquela época. A rádio de Crispim Pessoa não tinha autorização governamental para funcionar, mas tinha o total apoio popular. A emissora que era na casa de Crispim passou a ser ponto de visitação constante. Todos os dias e, principalmente, nos sábados, dia da feira livre, dezenas de pessoas, especialmente da zona rural, passaram pela sede da rádio: queriam conhecer Crispim e deixar-lhe bilhetes e presentes. 

Dona Bidú, como era carinhosamente chamada Brígida Leite Pessoa, viúva do radialista, ainda lembra a maneira carinhosa com que o público tratava seu marido. “Eles traziam galinhas, jerimum e tanta coisa da roça que a casa ficava cheia”, recorda ela, que atualmente vive em João Pessoa, mas constantemente vem a Itaporanga, ao revelar que Crispim “era um homem apaixonado pelo rádio, e sua grande frustração foi não ter conseguido o registro de sua emissora, apesar de ter lutado durante décadas por isso”. 


Os visitantes não eram apenas anônimos. Muitas pessoas famosas, a exemplo de Frei Damião e Luiz Gonzaga, amigos pessoais de Crispim, passaram pela casa do radialista e pelos microfones da Cruzeiro do Sul. As celebrações de Frei Damião e os louvores solenes da Igreja eram transmitidos pela emissora e alcançavam um grande público. 

A rádio não garantia apenas entretenimento às pessoas por meio da música e da comunicação, ela também prestava serviço através dos anúncios publicitários, das notas de utilidade pública, avisos e comunicados oficiais. Nas campanhas eleitorais, principalmente para a Prefeitura, Crispim, mesmo tendo, obviamente, suas preferências político­partidárias, dava espaço em sua rádio para os candidatos de todos os partidos. Na sucessão municipal de 1968, por exemplo, quando Derli Balduíno e Adailton Téodulo disputaram a prefeitura, os dois candidatos e seus locutores: na campanha vitoriosa de Adailton atuava Ivanildo Sousa; e defendendo Derli trabalhava seu sobrinho, Júlio Minervino, puderam levar a grande parte dos lares itaporanguenses sua publicidade eleitoral. No ar, os candidatos lançavam suas propostas e faziam sua propaganda, contribuindo para uma melhor avaliação popular dos nomes concorrentes. Com esse trabalho imparcial, Crispim não apenas colaborou para a politização de seus contemporâneos, mas também tomou-se um pioneiro ao introduzir no rádio a propaganda eleitoral, antecipando o que seria o futuro das campanhas pelo voto popular. 

O grande sonho de Crispim, porém, não se realizou. Sem recursos financeiros, sem o apoio dos políticos e ignorados pelos ricos da época, a luta de Crispim Pessoa pela concessão do registro de sua rádio não frutificou. Crispim conseguiu junto ao Ministério das Comunicações a abertura do canal e do edital, e chegou a ganhar a concessão, mas não tinha o dinheiro exigido pelo governo para que ela fosse liberada. “Ele ficou muito ressentido e magoado por ter perdido a concessão por falta de dinheiro. Ele tentou encontrar dez pessoas que pudessem dividir o valor da concessão, mas não teve o apoio das pessoas que, na época, poderiam ajudá-lo”, diz Agápio Sertão, um dos grandes amigos que Crispim teve em Itaporanga. A concessão da Rádio Educadora, pela qual Crispim lutou tanto, mudou de rota e foi para a cidade de Conceição levada pelo então deputado federal Wilson Braga. Depois que perdeu a concessão, Crispim ficou desestimulado. Somada a isso, a angústia pelas constantes perseguições do Dentel (hoje Anatel) o levou a fechar definitivamente sua rádio e transformá-la em um serviço de alto-falantes. 

Se ainda tivesse vivo, Crispim iria completado 97 no próximo dia 23 de junho. Quando faleceu, em maio de 1991, estava com 79 anos. Sua morte repercutiu em toda a região e até na Assembléia Legislativa do Estado, que lhe rendeu homenagens. Quando em vida, Crispim foi homenageado por conta do relevante serviço prestado ao município, fato que levou a Câmara Municipal de Itaporanga lhe conceder o título de cidadão itaporanguense, como também dando o seu nome a uma rua da cidade, uma década depois do seu falecimento.

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Djaci Brasileiro


Djaci Farias Brasileiro já exerceu quatro mandatos de deputado estadual (1990-1994/1994-1998/1999-2003/2003-2007). Até o mês de abril de 2008 exercia a cargo de Secretário Estadual do Desenvolvimento Humano, recebendo do governador Cássio Cunha Lima a confiança e uma determinação: melhorar os índices da área social do Estado da Paraíba, principalmente, com diminuição dos índices de Pobreza no estado. O que Djaci fez com muita competência e eficiência, haja vista, ser ele um grande benfeitor e aliado das pessoas mais necessitadas. 

A política de Itaporanga sempre foi marcada pela presença de grandes lideranças. Cinco delas, ao longo dos últimos oitenta anos, tiveram posições destacadas porque ultrapassaram as fronteiras municipais e alcançaram posições de destaque na vida pública estadual. São eles: Djaci Farias Brasileiro, atual prefeito de Itaporanga, ao lado de José Gomes, ex-deputado e ex­governador da Paraíba, Praxedes Pitanga, ex­prefeito e ex-deputadp federal, Balduíno Minervino de Carvalho, ex-deputado, e Soares Madruga, ex-deputado e ex-governador. 

Filho de Raimundo Nonato Brasileiro e Odete Farias Brasileiro, Djaci nasceu no Sítio Saco, em Igaracy, no dia 09 de julho de 1947. Estudou o primário em Aguiar, o secundário em Campina Grande e concluiu o curso de medicina na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1975. Exerceu a profissão inicialmente em Piancó, depois em Igaracy e Itaporanga. Em 1977, já morando em Itaporanga casou-se com a jovem Kátia Lúcia Fonseca Pinto, ex­prefeita de Itaporanga, de cujo matrimônio nasceram os fihos: Djaci Júnior, Vanessa e Karina. Djaci ingressou na política em 1982 quando se elegeu Prefeito de Igaracy, ficando no cargo até 1988. Em 1990 elegeu-se pela primeira vez para a Assembléia Legislativa da Paraíba, reelegendo-se outras três em 1994, 1998 e em 2002, com votações sempre crescentes. 

Djaci Brasileiro sempre tem se destacado como um incansável batalhador e um intransigente defensor dois projetos de interesse de Itaporanga e do Vale do Piancó. A preocupação com sua gente não se manifestaram apenas nos bastidores e microfones da Assembléia Legislativa, nas ante-salas e gabinetes oficiais em João Pessoa e Brasília. Djaci é um médico competente fez de sua profissão um sacerdócio, atende à todos a qualquer hora, tanto é assim que tomou um profissional respeitado, amado e reconhecido por toda a sociedade itaporanguense, merecendo igual carinho de muitas outras pessoas dos municípios do Vale do Piancó. 

Foi responsável pela execução de diversas obras em Itaporanga durante todos os seus mandatos de deputado, indo desde aprovação e execução de vários projetos de eletrificação rural, ginásio de esportes, casas populares, passando também pelas áreas de saúde e educação. No campo da saúde, destaque para a ampliação e instalação modernos equipamentos médicos no Hospital Distrital “Dr, José Gomes da Silva”, um dos maiores e mais importantes da região e que recebeu, sob sua orientação parlamentar a implantação de um Hemocentro, serviço de maior importância para a melhoria das condições de saúde dos pacientes da região 

Como secretário estadual Desenvolvimento Humano, Djaci Brasileiro ampliou em 25% os investimentos do programa “Leite da Paraíba”, o que possibilitou a elevação de 120 para 150 litros de leite/dia. Este é um dos programas de maior alcance social que beneficia centena de produtores rurais, com a compra do leite para ser distribuído com as crianças de baixa renda. Outra ação importante desenvolvida por Djaci Brasileiro, quando secretário estadual, foi a construção de 6.166 Cisternas de Placas, construídas nas áreas do estado onde a seca mais castiga os nordestinos. Na verdade, uma solução prática e rápida para que as famílias carentes possam sobreviver com a seca. Djaci é assim, um amigo e defensor da Pobreza. 

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

domingo, 25 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Antônio Porcino


Antônio Porcino Sobrinho nasceu a 14 de março de 1951, no Sítio Barrocão, em Itaporanga, filho de dona Noêmia Lopes da Silva e de Francisco Porcino da Silva. Casado em segunda núpcias com Andréia Porcino, é pai, da primeira núpcias, de dois filhos: Michel e Alessandra. 

Na década de 60 começou a trabalhar em postos de gasolina como frentista e em 1975 tomou-se caixa e gerente. Solidário com os colegas de trabalho sentiu necessidade de organizar os trabalhadores de postos de gasolina e em 1982 ingressou no Sindicato dos Minérios como Delegado de Base, último na composição da chapa da Diretoria, participou de muitas greves nas distribuidoras de gás, liderando muitos movimentos na defesa dos frentistas. 

Galgou vários cargos na Diretoria dos Minérios inclusive Diretor do Departamento Jurídico e finalmente tomou-se Presidente do Sindicato dos Minérios em 1987 mas ainda sentia necessidade de libertar e organizar os trabalhadores de postos de gasolina (frentistas). O desmembramento dos frentistas do Sindicato dos Minérios tornou-se inevitável e Antônio Porcino, junto com alguns companheiros seus, fundaram em 04 de março de 1990 o Sindicato dos Frentistas do Estado de São Paulo, o primeiro Sindicato específico da área. Fundando anos depois a Federação Nacional e Estadual dos Frentistas. 

Bacharel em Direito, Juiz Classista Aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, Jornalista e Diretor Executivo da Força Sindical de São Paulo. Foi eleito vice­prefeito de Itaporanga, em 2000, na chapa do então prefeito Will Rodrigues que abriu as portas da política local para o filho Barrocão. No ano de 2002 inscrito como Segundo Suplente do Senador eleito José Maranhão. Em 2004, foi eleito Prefeito de Itaporanga, tendo como vice José Silvino, com o importante e fundamental apoio do grupo liderado pelo então deputo estadual Djaci Brasileiro. 

Como prefeito Antônio Porcino, teve uma gestão não muito boa, tendo que administrar os grandes problemas que apareceram em seu governo. Ficou lembrado como um gestor ausente já que passava mais tempo cuidando do seu sindicato, em São Paulo, do que administrando Itaporanga. Foi o primeiro gestor de Itaporanga a ser cassado pela Justiça devido a denúncias de compra de votos nas eleições de 2004. Mesmo assim, uma decisão judicial o manteve no comando Prefeitura. 

Entre as obras e ações do seu mandato, destacam-se: Construção da Caixa d’água erguida no Bairro Alto das Neves, Implantação do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), Construção de um Tele centro, Perfuração de Vários Poços Artesianos na Zona Rural, entre outras. 

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Kátia Brasileiro


Kátia Lúcia Fonseca Pinto Brasileiro, atual primeira-dama do município, se destacou entre muitos outros administradores do interior paraibano pela maneira equilibrada como desenvolveu as ações do seu governo, tanto na zona urbano como na rural. Logo que assumiu a Prefeitura, em 1997, enxergou a necessidade de manter o homem no campo, mas que para isto precisaria oferecê-lo uma série de benefícios que até então só eram oferecidos aos moradores da cidade. Assim passou a levar até eles obras de eletrificação, poços, açudes e barragens, estradas vicinais, escolas e ações no campo da saúde. Na cidade os benefícios também se multiplicaram, com destaque para os setores de educação, saúde, esporte, cultura e lazer, limpeza urbana, pavimentação e ação social. 

Primeira e única mulher a administrar Itaporanga, Kátia Lúcia, filha de José Moacir Pinto (ex-prefeito da cidade já falecido) e de Maria Ivete Fonseca Pinto, tabeliã pública e membro de uma das mais tradicionais família de políticos, nasceu em Itaporanga no dia 29 de outubro de 1960. Antes de completar 17 anos de idade casou-se com o médico Djaci Farias Brasileiro, ex-Deputado Estadual por quatro mandatos, ex-secretário estadual do Desenvolvimento Humano, atual Prefeito e uma das mais destacadas lideranças políticas paraibanas, principalmente no Vale do Piancó. 

Em sua gestão foram ampliadas as obras de eletrificação rural nas comunidades Capim Grosso dos Lemos, Cachimbo Apagado, Pitombeira, Cachoeira de Baixo, Jardim do Baião, Catolezeiro, Mamuda, Tabuleiro, Mata Velha, Casa Nova, Pau Brasil, Vaérzea de Dentro, Misericórdia Velha, Boa Sorte, Jenipapo, Capim Groso e Mamoiero. Dentre outros benefícios, a ex­gestora promoveu a recuperação de alguns açudes, construção de outros, edificação de barragens e perfuração de dezenas de poços artesianos, para que não faltasse ao homem do campo o precioso liquido em períodos de estiagem, tanto é que 75% da população do município consome água tratada, através dos sistemas de abastecimento instalados em várias áreas. Igual percentual deixou também em relação à rede de esgotos. 
Entre os açudes construídos, recuperados e ampliados na gestão de Kátia Lúcia estão: Castanheiro, Mata Velha, Cafula e Casa Nova. Foi na gestão dela que foram executadas obras de abastecimento d’água nas seguintes comunidades: Mata Velha, Cachoeira, Pau Brasil, Cachimbo Apagado, Cravoiero, São Pedro de Baixo, Pitombeira, Saco do Pinto, Cachoeira Velha, Paraná, Jardim do Baião e Lagoinha. A barragem construída na comunidade dos “Macacos” é apontado pela ex-prefeita como uma das mais importantes obras executadas em sua administração, levando-se em consideração a sua capacidade de armazenamento, que é de 350 mil metros cúbicos d’água. 

Na área da Educação e Cultura foram executadas, durante a sua gestão, as seguintes obras de desenvolvimento: construção do grupo escolar da comunidade Catolezeiro, recuperação total da creche municipal, recuperação de vinte e seis escolas da zona rural, recuperação do grupo escolar “Euclides da Cunha” para abrigar a sede da Secretaria Municipal de Educação, aquisição de uniformes para todas as crianças, aquisição de equipamentos escolares para todas as escolas; aquisição de kits escolares composto de TV, Vídeo e Antena Parabólica, para algumas escolas do ensino fundamental, fornecimento de transporte escolar atendendo aproximadamente quatrocentos alunos da rede de ensino fundamental, aquisição de três Kombis zero krn para o transporte de alunos e professores da zona rural para a cidade e vice­versa, promoção da feira da ciência, aquisição de merenda escolar de excelente qualidade para distribuição com o alunado, implantação do Programa Brasil Criança Cidadã que atendia cem menores diariamente, construção do ginásio poliesportivo “O Demão”, aquisição de ônibus zero krn para transporte de estudantes e a construção de uma grande escola de ensino fundamental, a Escola Modelo, que se estivesse funcionando seria um dos mais importes centros educacionais do Vale do Piancó. 

Na saúde, a gestão de Kátia Brasileiro também desenvolveu um bom trabalho, senão vejamos: construção de saneamento básico nas Ruas Crizanto Pereira, Dr. Manoel Medeiros Maia, Santo Antônio e no Conjunto Chagas Soares, com implantação de sistema elevatório; construção do laboratório do Hospital Distrital de Itaporanga, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, recuperação e ampliação do Matadouro Público; execução de programas de saúde, em parceria com a Funasa, combatendo o mosquitos da dengue e o tratomideo que transmite de chagas; assistência médica para todos os carentes do município, com doação de exames laboratoriais, exames específicos, cirurgias; participação no Consórcio Intermunicipal de Saúde que oferece até hoje vários tipos de exames à população local, doação de remédios com pessoas carentes, transporte de pacientes para Patos, Campina Grande e João Pessoa; aquisição de uma ambulância zero km; além de ampla reforma no Hospital Infantil “Dr. Manoel Maia”. 


No setor de Obras e Urbanismo a atividades desenvolvidas foram as seguintes construção de 44 casas populares; reforma geral no estádio “O Zezão”; construção de canal com tubulação dupla e aterro total da rua que dá acesso à tecelagem Itatex; recuperaçã de todas as estradas vicinais; preparação total do solo para o plantio sempre que necessário, recuperação de calçamento em várias ruas da cidade; conclusão do canal Xique-Xique com a necessária limpeza, cobertura e colocação de bocas de lobo; sinalização de transito vertical, horizontal; aquisição de dois caminhões para utilização na limpeza urbana; aquisição de um veículo para servir ao gabinete da prefeita, doação de terreno para construção de casa para servir os representantes do Ministério Público local; reforma completa do Paço Municipal. 

Além disso, a prefeita Kátia Brasileiro fez melhorias nas festas tradicionais, como: 09 de Janeiro, Carnaval, São Pedro de Rua, Natal e Ano Novo. Ela sente-se orgulhosa por ter sempre pago em dia ao funcionalismo municipal, seja contratados ou prestadores de serviços, como também a fornecedores. 

Atual Primeira-Dama do município Kátia Lúcia Fonseca Pinto Brasileiro, e o Prefeito Djaci Brasileiro, de cujo matrimônio fooram gerado os seguintes frutos: Djaci Júnior, que tem uma filha, Vanesa e Karina. 

Revista "Itaporanga, 144 anos se história"

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – José Silvino


José Silvino Sobrinho, filho de Adalgisa Téodulo e João Silvino da Fonseca, nasceu em Itaporanga no dia 11 de junho de 1936, onde fez o curso primário no Grupo Escolar “Simeão Leal”, indo depois estudar o secundário em Patos e João Pessoa. Assumiu a Prefeitura Municipal de Itaporanga em janeiro de 1993, permanecendo no cargo até o final de 1996. Formado em engenharia civil pela Escola Politécnica da Paraíba, em 1962. Fez mestrado na PUC no Rio de Janeiro e pós ­graduação em construção de estradas na Califórnia, nos Estados Unidos, e planejamento de sistema na Universidade de Kyoto, no Japão.

Ele começou a sua vida profissional como engenheiro do DER-PB, em 1963, passando no mesmo ano a servir ao DNOCS. A partir de então foi professor titular da UFCG. Silvino exerceu, ainda, os cargos de Secretário de Obras da Prefeitura Municipal de Campina Grande, Diretor-Presidente da Cagepa, Secretário de Planejamento, Secretário de Transportes e Obras e Secretário de Recursos Hídricos do Governo da Paraíba, além de ter sido Diretor-Técnico da Suplan e Diretor do Porto de Cabedelo. 

Pelos muitos cargos que ocupou tomou-se o responsável pela construção da estrada ligando Cuitegi a Pilões, dos açudes do DNOCS nas cidades de Arcoverde, Pedra de Buique, Araripina e Porções, no Estado de Pernanbuco, a pavimentação da malha de transporte urbanos de Campina Grande, além de infra-estrutura de drenagem do bairro Cachoeira, projeto e construção das obras de acesso à UFCG, obras de expansão física da UFCG e o planejamento e implantação do Terminal Rodoviário “Argemiro de Figueiredo”, em Campina Grande.


Como Secretário de Estado, foi também responsável pela expansão do Aeroporto castro Pinto e do Terminal Rodoviário, em João Pessoa, a perfuração de dois mil, oitocentos e setenta e três poços tubulares e amazonas em diversos recantos da Paraíba, a construção de oitocentos e setenta e cinco quilômetros de estradas, sendo quinhentos e quarenta e três pavimentados e trezentos em leito de terra, a construção de noventa e seis barragens, nos termos do Projeto Canaã, contribuindo de maneira substancial para diminuir os efeitos danosos das frequentes estiagens que se abatem sobre a região. Ainda promoveu a construção dos hotéis Pedra Bonita, em Itaporanga, e Pousada do Vale em Piancó, e dos açudes Riacho verde em Boa Ventura; Socorro, em Olho D’Água; Santana, em Santana de Mangueira; Cachoeira, em Itaporanga, Catolé II, em Manaira; Pedra Branca, em Pedra Branca; Cochos, em Igaracy, Emas, em Emas; Jucá das Marrecas e Ameixa ambos em Catingueira, Pelo Sinal, Manaira; Saco, em Nova Olinda; Serra Vermelha e Video, ambos em Conceição; Varzante, em Diamante; Bom Jesus, em Água Branca; Queimadas, em Santana dos Garrotes; Albino, em Imaculada; e Frutuoso II, em Aguiar. A região recebeu ainda a perfuração e instalação de duzentos e trinta e um poços amazonas e a construção dos campos de pouso de Conceição e Itaporanga. 

Nos quatros anos em que esteve a frente da Prefeitura de Itaporanga, José Silvino realizou um intenso programa de treinamento de professores municipais, a construção de dois grupos escolares em Mamuda e São João, com capacidade para duzentos alunos, a restauração e ampliação de trinta e nove escolas e aquisição de material didático e merenda escolar para quarenta e oito estabelecimentos de ensino do municipal. Realizou também um arrojado programa de vacinação das populações adulta e infantil, implantação de um programa de assistência a saúde dos mais carentes, compreendendo consultas médicas, exames laboratoriais, remédios e cirurgias. Implantou também uma usina para produção de mil litros/dia de leite de soja, destinado a crianças de até cinco anos. 

José Silvino promoveu igualmente um aprofundado levantamento cadastral de todos os imóveis da cidade para fins de planejamento urbano e implantação de um moderno sistema de de cobrança de IPTU. Na sua administração Itaporanga passou por um detalhado levantamento topográfico, incluindo o sistemas de esgotos e rede de água o que possibilitou também a elaboração, em pareceria com a Cagepa, de novos projetos de esgotamento sanitário e para a rede de abastecimento d’água de toda a cidade. Na zona rural construiu sistemas de abastecimento d’água convencionais nas comunidades de: São João, Cardoso dos Viriatos, Riachão e Pitombeira. 

Nos últimos meses o ex-prefeito vem travando uma verdadeira cruzada na luta para conseguir um Campus Universitário da UFPB para Itaporanga. Silvino articulou, inclusive a doação de um terreno nas proximidades DER para a universidade, faltando tão somente o reitor cumprir a promessa e instalar o Campi. 

Na sua gestão pode ainda construir cinquenta e dois açudes de uso comunitário, recuperar vinte e sete pequenas obras de barragens, perfurar quarenta e seis poços amazonas e recuperar dezesseis outros, construir redes elétricas de alta e baixa tensão em seis comunidades rurais, implantar o programa de povoamento com alevinos, em todos os açudes do município, além de executar um sistemático programa de limpeza pública, e de apoiar a implantação de noventa e seis pequenas empresas, em trabalho conjunto com o Banco do Nordeste. 

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Will Rodrigues


Filho do ex-vereador Lourival Rodrigues da Silva e Edite Fonseca Rodrigues, José Will Rodrigues nasceu em Itaporanga no dia 01 de julho de 1937 foi único a administrar por duas oportunidades a cidade de Itaporanga, sendo o primeiro mandato de 1988 a 1992, e o segundo, de 2000 a 2004. Começou a trabalhar logo cedo demonstrando excelente capacidade administrativa, tanto que em 1956 tomou-se Chefe do Escritório da Sanbra, cargo em que permaneceu até 1962, quando passou a ser gerente da mesma empresa na sua sede em Itaporanga. Em 1965 foi exercer o mesmo cargo na cidade de Acari (RN) onde ficou até 1975. Naquele ano foi nomeado para a função de Inspetor da empresa nos estados da Paraíba, Pernanbuco, Ceará e Rio Grande do Norte. 

Em 1983 tornou-se Diretor­Administrativo da Cooperativa Central Agrícola da Paraíba. Foi ainda Gerente das usinas de Piancó, Patos, Sousa e São Mamede. Presidente da Maternidade de Acari e, depois, Diretor-Administrativo da Maternidade Cândida Vargas, em João Pessoa. Ocupou, ainda, a Tesouraria Geral do Distrito L-14 do Lions Clube, Diretor Social do Atlântida Clube e Presidente do Campestre Clube, em Itaporanga. 

Como prefeito, José Will Rodrigues realizou, entrou outras, as seguintes obras: construção de 64 mil metros quadrados de calçamento; pavimentação asfáltica das principais avenidas da cidade; construção de 40 escolas municipais na zona rural; construção da creche “Edite Fonseca Rodrigues”; construção do Terminal Rodoviário “Lourival Rodrigues”; ampliação do cemitério “Mãe de Misericórdia”; colocação de cobertura metálica no Mercado Público; construção da sede da Associação Comunitária Cachoeira Velha; reforma do matadouro e do açougue públicos; recuperação das estradas vicinais e dos prédios das escolas Jacinta Chaves, Miguel Alves, Euclides da Cunha, Hormisda Téodulo; além dos estabelecimentos de ensino nos sítios Paraná, Capim Grosso dos Martins, Capim Grosso dos Lemos, Cardoso dos Soares e Cochos. 

José Will implantou ainda um Posto Médico na cidade oferecendo consultas permanentes, curativos, primeiros socorros e distribuição gratuita de medicamentos; eletrificou as ruas do canal do Xique- Xique, Alto das Neves, Conjunto Chagas Soares, Sítio São Pedro e do Cemitério Público;  além de manter o pagamento dos servidores municipais em dia, ainda, concedeu-lhes 15 aumentos salariais ao longo de sua primeira gestão. 

Na sua segunda gestão (de 2000 2004) Will Rodrigues pavimentou dezenas de ruas, tendo destaque quase que por completo o Bairro do Alto do Ginásio. No ano de 2001 ele traz a Itaporanga o magnífico reitor da Universidade Federal de Campina Grande, dá inicio ali uma grande cruzada em busca da implantação de um Campus Universitário em Itaporanga, que hoje, inclusive, já foi feita até a doação de um terreno nas proximidades do DER. No entanto, a cidade ainda espera a promessa feita pelo reitor de instalar o Campus Universitário. Luta esta reforçada nos últimos meses pelo ex-prefeito José Silvino. Foi durante a segunda gestão de Will Rodrigues que o Cemitério “Mãe de Misericórdia” foi ampliado, haja vista, a superlotação que afetara a parte antiga. Em parceria com Governador Cássio Cunha Lima, o prefeito Will conseguiu pavimentação de diversas avenidas e ruas como também, o a construção de todo, sistema de esgotamento de ruas como Bruno Rodrigues Pita.

José Will Rodrigues é casado com Marisa Procópio Rodrigues, de cujo matrimônio nasceram os seguintes filhos Wilza Rodrigues Villarim (atual vice prefeita), Domingos Sávio Prccópio Rodrigues, Wilka Rodrigues de Medeiros, Willa Procópio Rodrigues, Wilna Procópio Rodrigues e Wenner Procópio Rodrigues. 

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – Murilo Bernardo


Murilo Bernardo era um, homem estranho na política de Itaporanga. A sua nomeação foi recebida com frieza por alguns setores da sociedade civil que entendiam que o cargo deveria ser ocupado por alguém da terra ou por uma pessoa perfeitamente integrada à vida da cidade. A situação, no entanto, não perturbou Murilo. Com a carta branca do governador Tarcísio de Miranda Burity ele logo começou a trabalhar, reunindo em tomo de si uma equipe eficiente, capaz de levar adiante o seu programa de governo. E foi o que aconteceu. 

Filho de Geraldo Bernardo de Albuquerque e Rosa Amélia Dantas Bernardo, Murilo nasceu em Antenor Navarro (atual São João do Rio do Peixe), em 1937 no sertão paraibano. Estudou o primário em sua cidade natal e o ginásio no Diocesano de Patos. Mudou-se para o Recife, onde cursou o científico, bacharelando em Direito na Universidade do Agreste, na cidade de Caruaru-PE. Integrante do Ministério Público a partir de 1960 é hoje Procurador do Estado na classe especial. Já foi funcionário do Banco do Nordeste, delegado da SUNAB e Superintendente do IBAMA no Estado. Foi ainda Interventor no município de Pedras de Fogo, no Governo Burity, de março de 1989 a março de 1990 exerceu as funções de Secretário de Comunicação Social, Secretário das Assessorias Especiais do Governo do Estado e Chefe de Gabinete do Governo do Estado. 

José Murilo Bernardo é professor concursado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde ministrou aulas sobre Direito Penal. Ele ficou na Prefeitura de Itaporanga de 14 de março a 31 de dezembro de 1988, quando teve oportunidade de desenvolver inúmeras ações, tais como: restauração de 6,8 mil metros quadrados de calçamento em várias ruas e avenidas da cidade, além de instalar luminárias nas ruas centrais. Murilo também construiu galeria de escoamento nas Ruas Padre Lourenço, Dandão Severino e Soares Madruga, e rede de esgotos na Severino Neves, Dandãr Severino, entre outras. Comprou um imóvel na Avenida Getúlio Vargas que passou por reformas para servir depois para a instalação de uma Biblioteca e da Secretaria de Educação (onde hoje funciona a agência do Banco do Brasil e a Câmara Municipal de Vereadores), e um terreno no bairro Bela Vista para a instalação de um sistema de retransmissão de TV. Adquiriu, ainda, uma ambulância, dois tratores e reformou completamente o estádio municipal “José Barros Sobrinho”, promoveu a restauração dos grupos escolares Hormisda Téodulo, Euclides da Cunha, Jacinta Chaves e Miguel Alves e, em convênio com a Telpa (hoje Telemar) instalou telefones automáticos no sítios São Pedro, Jenipapo, Barrocão Cardoso e Frade. 

Murilo Bernardo confessa-se orgulhoso de ter concedido de um aumento de 1.000% ao funcionalismo municipal, além de ter contribuído com a construção da sede da Associação do Filhos de Itaporanga, no Retão de Maneira em João Pessoa, e ter entregue a Prefeitura com um saldo em caixa de cinco milhões, oitocentos e setenta cruzeiros (moeda da época).

Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

domingo, 18 de janeiro de 2015

Personalidades que construíram Itaporanga – João Franco


Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), turma de 1955, João Franco da Costa nasceu no município de Itaporanga, no dia 17 de julho de 1922, filho de Manoel Franco da Costa e Maria Mônica da Costa. Cursou o primário no Grupo Escolar Gama e Melo, na cidade de Princesa Isabel, e o ginásio nos colégios Pio XI, em Campina Grande, e no Liceu Paraibano, em João Pessoa. em 1942 foi convocado pelo Exército e passou todo o período da 11 Guerra Mundial servindo no Quartel General na capital paraibana, sendo liberado no ano de 1946. O seu curso científico foi realizado no colégio Joaquim Nabuco, em Recife. 

Logo que deixou o Exército, João Franco da Costa estabeleceu-se como comerciante, abrindo um escritório de representação comercial em João Pessoa, chegando a ter filiais em Recife e São Paulo. No ano de 1949 ingressou na Maçonaria, passando a pertencer a Grande Loja 7 de Setembro, em João Pessoa, onde chegou a ser Venerável. No ano de 1950 assumiu o Cargo de Diretor Industrial e Comercial da firma Comércio e Indústria Araújo S/A. O ingresso de João Franco na política de Itaporanga deu se no ano de 1954 quando disputou a Prefeitura contra Abraão Diniz, atendendo convite de Antônio Franco da Costa, Arsênio Mangueira da Costa e do deputado Balduíno de Carvalho, foi derrotado, mas decidiu que um dia seria prefeito de Itaporanga. A sua obstinação o levou a disputar todas as eleições até o ano de 1982, quando foi finalmente eleito com o apoio do deputado Soares Madruga. 

Entre os vários cargos que exerceu, João Franco foi funcionário do IBGE, de e Procurador do Estado, nomeado em 1963 pelo então governador Pedro Moreno Gondim. Foi ainda Diretor Geral dos Presídios do Estado da Paraíba e Interventor no município de Curral Velho. Por ironia do destino Ele não chegou a completar o seu mandato à frente da Prefeitura Municipal de Itaporanga. Renunciou ao cargo no dia 16 de maio de 1988 temendo ser cassado pelo então governador Tarcísio de Miranda Burity com base em parecer do Tribunal de Contas do Estado. O seu vice não assumiu. O governador decretou intervenção no município para o cargo o procurador José Murilo Bernardo. Itaporanga vivia um momento de muita turbulência em sua história político administrativa. 

Como prefeito João Franco da Costa procurou manter a cidade limpa, através da aquisição de diversos equipamentos, colocou placas de sinalização com os nomes de todas as ruas da cidade, com a respectiva numeração das casas, implantou a carteira de identidade estudantil e Fez a distribuição de material escolar com os estudantes da rede municipal de ensino, além da compra de centenas de livros para a Biblioteca Municipal. João Franco procurou, ainda, ajudar os mais carentes fazendo a distribuição de feiras e medicamentos, construiu o calçamento das ruas Argemiro de Figueiredo, Padre Lourenço e Francisco Bidô da Silva. 11 fossas sanitárias no Cantinho, iluminação da Crizanto Pereira, construção da adutora que hoje abastece Itaporanga com águas do açude Cachoeira, reconstrução do matadouro e da lavanderia público, edificação de grupos escolares no Capim Grosso e no Chagas Soares, e de um posto médico no Sítio Barrocão, que também recebeu eletrificação, que também recebeu eletrificação, construção e doação de 13 casas no conjunto Chagas Soares, e de galerias em várias ruas da cidade, reequipamento da Banda de Música do município e a gravação do Hino de Itaporanga. 

A introdução do São Pedro de Rua, nos moldes atuais, é uma das iniciativas de João Franco que mandou construir um grande palco, inteiramente desmontável para a apresentação de danças, quadrilhas e shows. Ele sempre manteve em bom nível as estradas vicinais do município e mandou terraplenar dezenas de ruas da cidade, que também receberam inúmeros melhoramentos como iluminação, arborização, esgoto e galerias para o escoamento das águas. 

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