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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os Gonzagas - Minha Origem (Clipe Oficial)


E quem disse que hoje não é mais possível fazer música de raiz? Os Gonzagas mostram que é possível sim fazer jogo de palavras com acontecimentos de outrora com os e que hoje perderam o costume, como a diminuição do Pau de Arara e como a chegada de turista por meio de avião e de ônibus. 

Parabéns, meus queridos! Sou de Fortaleza e acompanho o trabalho de vocês negócio de farrétempo... Sejam audaciosos! Busquem as raízes, porque de lá não tem como sair coisa ruim.

Valeu!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Lucy emociona a Orla de João Pessoa


Lucy Alves Finalista do "The Voice Brasil 2013" emociona e arrebenta com suas voz e simpatia na Orla de João Pessoa. E afirma que ser paraibana é uma honra. Vamos mostrar para o Brasil que Lucy Alves merecia ser CAMPEÃ. Lucy a MELHOR!!!


Publicado em 3 de fev de 2014
Gentilmente, antes de seu show na Festa da Luz 2014, em Guarabira, a cantora Lucy Alves aceitou nos conceder uma entrevista exclusiva. Ela fala o que mudou em sua vida após participar do Programa The Voice Brasil, da TV Globo; sobre a influência do músico Carlinhos Brown em sua carreira como artista; sobre o contrato com a Gravadora Universal; o repertório do seu primeiro CD; como fica o Grupo Clã Brasil; da turnê que está fazendo pelo Brasil com finalistas do The Voice; e termina fazendo referência a Sivuca, Dominguinhos e 'família'.


Cobertura do Show de Lucy Alves no Busto de Tamandaré em João Pessoa
Gravado por: Bk Produções.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Lucy Alves



Lucy Alves - Olhos nos olhos



Lucy Alves - Amor a perder de vista


Lucy Alves e Seu Jorge - Frevo Mulher

domingo, 8 de março de 2015

Neste DOMINGO, 08 DE MARÇO, LUCY ALVES FEZ O CANTOS & CONTOS ESPECIAL DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!


Neste domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a TV Correio/Record, exibiu pelo canal 12, das 8h às 9h, o Cantos & Contos com a participação especial de Lucy Alves, sob o comando da dupla Os Nonatos.

Lucy vem de uma família musical - os Cantinhos, que herdaram o nome da fazenda que é sede da raça. Lá todo mundo toca alguma coisa, desde o velho Dedé do Cantinho, seu bisavô, tocador de fole. Lucy é musical de pai e mãe. Ele Cantinho, ela Fonseca, ambos descendentes dos fundadores de Misericórdia - mais os Pintos e Gomes da Silveira, ou Jenipapos. Ah, mas foram antecedidos pelos negros do quilombo dos Mocós, no outro lado do rio. Maria José e Badu são também musicistas e genitores do grupo Clã Brasil, de onde veio Lucy para a Globo e para o mundo.

O Clã Brasil é um grupo familiar; formado pelo pai, - o engenheiro José Hilton Alves, empresário, produtor e sete cordas do grupo -, pela mãe Maria José, percussionista, por Larissa, a zabumbeira que também toca violino, por Lizete da flauta transversa, que também balança o ganzá, Fabiane, no baixo, violão e cavaquinho, e seu irmão Francisco Filho, na bateria, pandeiro e também zabumba, quando Lizete empunha o violino. Fabiane e Francisco são filhos do maestro Chiquito, o fundador da big-band Sanhauá e ainda maestro da big-band Toque de Vida. E o grupo se completa com a presença de Lucy, seus tantos instrumentos e voz principal. Lucy é bacharela em música e toca sanfona, fole, piano, baixo, violão, cavaquinho, bandolim etc, ainda etc. Todos cantam, fazendo backvoice.

O Clã Brasil, além de sua vocação genética, nasceu no caldo da cultura musical de Misericórdia. A cidade contava e cantava com uma filarmônica, fundada pelo cônego José Sinfrônio, que trazia maestros de outras cidades para ensinar música aos jovens do lugar. As moças nasceram na capital, mas não perderam o contato com suas raízes paternas e maternas.

Hoje Lucy Alves segue CARREIRA SOLO com uma enorme BAGAGEM MUSICAL, CONTRATO COM A Universal Music Brasil 1º Cd Solo gravado, suas irmãs ingressam na MEDICINA e o programa aconteceu para que esse lançamento na carreira dela acontecesse da melhor forma, o CLÃ BRASIL continua vivo na ESSÊNCIA nas CANÇÕES E NO ÍNTIMO DA NOSSA CANTORA!!

Por tudo isso, acreditamos que você não vai perder a oportunidade de assistir assim de pertinho uma artista nordestina que hoje é reconhecida e aclamada em todo o País e mundo afora.

sábado, 7 de março de 2015

Lucy Alves - Sabiá


Show Enluarada - Homenagem ao rei do baião Luiz Gonzaga, feita em 2012, pela cantora, instrumentista e compositora Lucy Alves. Gravado no auditório da Estação Cabo Branco- João Pessoa

quarta-feira, 4 de março de 2015

Lucy Alves - Caramelo


Participação de Lucy Alves na Muriçocas do Miramar 2015!

CARAMELO (Jeová de Carvalho)



 Lucy Alves e Seu Jorge - Frevo Mulher

Participação de Lucy Alves no show de Seu Jorge no carnaval de Olinda.

terça-feira, 3 de março de 2015

Destino Paraíba - Muito Mais Que Sol e Mar

Destino Paraíba - Muito Mais Que Sol e Mar


O documentário mostra a Paraíba e seus atrativos e roteiros turísticos do litoral ao Sertão. Com destaque para toda a Cultura Paraibana, desde a gastronomia,...


Paraíba - Muito Mais que Sol e Mar. Completo. HD



www.portaldovale.net

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Clã Brasil & Sivuca - Feira de Mangaio



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Clã Brasil no Caminhos do Frio

Com o feriado na capital, o ‘Caminhos do Frio’ será a rota mais procurada para este final de semana que tem parada obrigatória na cidade de Serraria onde o visitante vai poder conferir uma vasta programação cultural nesta sexta(05) e sábado(06). O Clã Brasil, os Três do Xamego e o espetáculo musical ‘Paraíba Sim Sinhô’ são alguma das atrações. As apresentações vão acontecer sempre a partir das 19h30, na Praça Antonio Bento.

Além de Chico Ribeiro e Cabra de Mateus e da trupe do circo Arlequin, quem também sobe a serra para se apresentar nesta sexta-feira em Serraria e vai levando na bagagem o cancioneiro nordestino e as várias facetas da identidade de uma região com uma linguagem arrojada e regional são os artistas Jurandy do sax, Lis Albuquerque e Jorge Felix, juntamente com o grupo Flôr de Lyrio para apresentar o espetáculo Paraíba Sim Sinhô’, inspirado na fonte da cultura popular está recheado de atrativos regionais como a música, o humor, o teatro, o cordel e a dança que são apresentados com roupagens modernas e originais.

O forró é carro chefe do espetáculo onde as pessoas interagem com os dançarinos e junto formam uma grande quadrilha junina. Os arranjos de sax, clarinete, pandeiros e violas fazem o contra ponto poético com as danças regionais como o Côco, o Xaxado, Pau de Fitas, e as danças de salão como o xote, o galope e o forró.

NOITE DO FORRÓ - Uma das atrações mais aguardadas no ‘Caminhos do Frio – Rota Cultural’ é sem dúvida a banda Clã Brasil que se apresenta sábado, dia 06 de agosto, na Praça Antonio Bento da cidade de Serraria, a partir das 23h30. Abrindo o show do Clã Brasil sobe ao palco outro ícone do forró, a banda ‘Os Três do Xamego’.

Lucyane, Laryssa, Lizete e Fabiane e quebrando a hegemonia feminina, no violão de sete cordas tem Badú que formam a linha de frente do Clã Brasil que é formado por todos os cinco membros de uma família e dois de outra (daí veio o nome: Clã Brasil). O grupo tem seis CD´S, dois DVD´s, dez anos de existência, e já se apresentou nos principais palcos do nordeste brasileiro e no exterior.  

O Clã Brasil é calcado na herança musical do sertanejo Paraibano, tocador de ¨fole de 8 baixos¨ Dedé do Cantinho de Itaporanga, ritmado pelos baiões, xotes, cocos e toadas popularizadas por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Chico César, Dominguinhos, Sivuca, Marines, Maciel Melo, Pinto de Acordeon e também composições próprias de Badu e Lucyane. O grupo tem caminhado num aclive acentuado de aceitação e aplausos populares, em suas apresentações na Paraíba, pelo País afora e, no exterior.

Assessoria em agosto de 2011

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Clã Brasil apresenta forró em homenagem a Dominguinhos em SP


“Essas eninas estão levando a música nordestina de uma forma muito bonita”. A frase elogiosa foi dita por Dominguinhos e registrada no DVD “Clã Brasil canta Dominguinhos”, do grupo Clã Brasil, gravado ao vivo em João Pessoa (PB), em homenagem ao músico veterano do forró, que completou 70 anos em fevereiro. A banda feminina, que já tem passagens por várias cidades brasileiras e também por países da Europa, faz apresentações em São Paulo.

O show-tributo teve origem após o Clã Brasil ser convidado para participar de um documentário realizado pela TV Globo Nordeste, por ocasião do aniversário de Dominguinhos. O violonista, compositor e fundador do grupo, José Hilton, o Badu, conta que fizeram um estudo profundo na obra do mestre da sanfona, que resultou em um material rico de novos rearranjos do trabalho original do instrumentista.

Daí surgiu a ideia de transformar o material em um especial em DVD, com duas participações especiais do discípulo de Luiz Gonzaga. Nas faixas “Onde Está Você” e “Pé de Poeira”, Dominguinhos atua no manejo do acordeão e solta a voz ao lado do grupo formado por outros quatro músicos, além das quatro meninas cantoras e multi-instrumentistas.


As raízes

A carreira do Clã Brasil começou de forma bastante informal na Paraíba. Badu, acompanhado da mulher, Maria José, e das filhas Lucyane, Laryssa e Lizete, fazia reuniões na casa da família para tocar um “bom forró pé de serra”. O violonista conta que os vizinhos ouviam as canções e iam para a rua dançar na frente da casa. “A gente tocava, brincava e 
alegrava o pessoal com a nossa música”, lembrou.

Para completar a formação do Clã Brasil, chegaram Fabiane, que toca cavaquinho e violão, e seu irmão Francisco, que assumiu a percussão do grupo.

O salto do amadorismo da banda independente para a repercussão internacional se deu com a participação da banda no DVD “O Poeta do Som”, do músico Sivuca, gravado em 2006, ano de sua morte. Lucyane, instrumentista, cantora e atual produtora do Clã Brasil, conta que Sivuca estava muito debilitado no período da gravação, mas fez questão de fazer uma canção exclusiva para o grupo: “Visitando Zabelê”, que foi incluída no DVD.

O vídeo da participação com Sivuca foi parar no YouTube e, em seguida, veio o convite de um empresário para a banda fazer uma apresentação na Itália. O conjunto também já deixou a marca da Paraíba pela Alemanha, Portugal e Estônia. Laryssa, responsável pelo som da zabumba e do violino, conta que a recepção dos estonianos no festival “Viljand Folk 
Music Festival”, em 2009, foi uma das mais calorosas já recebidas pela banda. As integrantes lembram que ensinaram passos de forró para o público do leste europeu, que caiu no molejo nordestino. “Parecia que a gente estava em uma festa brasileira”, arrematou Badu.


O efeito “bis”

Laryssa acredita que, quando o Clã Brasil vai fazer um show em um local que o público ainda não o conhece, há sempre uma surpresa, pois não são só meninas bonitas em um palco, são instrumentistas. “As cortinas se abrem e a plateia grita 'gatinha', faz 'fiu fiu'", brincou. "Mas quando começamos a tocar, o público fica calado, olhando. Do meio para o final do show, começam a dançar, aplaudem, pedem bis, querem tirar fotos com a gente”, completou.

Isso aconteceu, por exemplo, na sala do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, quando participaram do show “Paraíba Puxa o Fole”, realizado na última sexta (19). O evento foi uma iniciativa do músico Chico Cesar, atual Secretário da Cultura da Paraíba. “Ele tem nos ajudado bastante promovendo o intercâmbio de artistas nordestinos por outras regiões do 
Brasil”, contou Badu. E, de acordo com a zabumbeira do Clã Brasil, as batidas das palmas paulistanas foram unânimes.

Os próximos passos

“Acredito que o trabalho que está por vir será um grande marco em nossa história”, revelou Lucyane ao apresentar o próximo projeto do grupo. Será um álbum inteiramente autoral para comemorar os dez anos de trajetória do Clã Brasil pelos palcos nacionais e europeus, a ser gravado em Recife, em janeiro de 2012.

Além disso, Badu adianta que outro artista entrou em contato com eles para gravar ao lado do grupo: Alceu Valença. E o os projetos não param por aqui. Outra homenagem virá para somar à discografia de cinco CDs e dois DVDs do Clã Brasil: o compositor Rosil Cavalcanti, principal parceiro de Jackson do Pandeiro, vai ser o tema de um novo disco.

Para quem quiser ver as “meninas de Dominguinhos” e ouvir de perto “o forró bonito do Nordeste”, o grupo toca no próximo sábado (27), na casa de shows Canto da Ema, na capital paulista.

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"Clã Brasil canta Dominguinhos"

Canto da Ema: Av. Brig. Faria Lima, 364 - Pinheiros - Oeste Ingresso: Mulher - R$ 9 (meia) e R$ 18, e Homem - R$ 13 (meia) e R$ 26 Horário de funcionamento: das 22h às 5h Telefone: 3813-4708


BOL

sábado, 17 de janeiro de 2015

Vida do trombonista paraibano Radegundis Feitosa vira filme


A trajetória do músico paraibano Radegundis Feitosa é o tema do documentário que será lançado no dia 14 de maio no Cine Banguê do Espaço Cultural, às 20h. O filme, produzido pela TV-UFPB com o apoio do Núcleo de Produção Digital da Paraíba (NPD-PB), conta com o depoimento de importantes músicos do cenário local, além de com um rico material de arquivo que mostra mais de 20 anos da carreira do trombonista, falecido em 2010 vítima de acidente de automóvel.

Antes da exibição, haverá uma apresentação do Quarteto de Trombones da Paraíba e do Grupo Brassil. O evento é realizado pela UFPB em parceria com a Fudação Espaço Cultural (Funesc). A entrada é gratuita.

Nascido em Itaporanga no ano de 1962, Radegundis se mudou para João Pessoa e começou a estudar em 1981 no recém-formado Departamento de Música da UFPB. Ao lado de outros músicos paraibanos que também iniciavam a carreira profissional na música, Radegundis foi o responsável por revitalizar o cenário da música instrumental na Paraíba, que repercute até os dias de hoje.

O incentivo aos jovens músicos do interior, além do seu papel enquanto educador musical em atividade na UFPB e o seu destaque alcançado como um dos melhores trombonistas do mundo, fizeram de Radegundis um marco no cenário cultural paraibano.

No dia 1º de julho de 2010, o trombonista morreu, aos 48 anos, vítima de um acidente automobilístico que vitimou outros três músicos instrumentistas.

Radegundis deixa uma extensa e rica obra interpretando músicas instrumentais eruditas e populares, e disseminando em jovens alunos a ânsia e o desejo em dedicarem suas vidas à arte.

O longa-metragem foi filmado no ano passado e conta com a direção de Arthur Lins e Niu Batista, além de uma equipe formada inteiramente por técnicos da Universidade. Em breve o filme será exibido na grade de programação da TV-UFPB.

www.paraiba1.com.br em maio de 2011

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Um guerreiro da vida; um baluarte da música


Um dos mais legítimos representantes da música genuinamente nordestina, o itaporanguense Alonso Feitosa Vital enche-se de prazer ao falar do ritmo que embalou incontáveis gerações por este Nordeste afora e consagrou nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinez, Flávio José e muitos outros artistas populares: o forro pé-deserra é a arte que Alonso compõe,produz e canta.

“Esses ritmos que essas bandas tocam por aí não são forró, apenas foram apelidados de forró, mas eu respeito todos os artistas e cada um faz o que gosta e o que quer. Eu, por exemplo, defendo o forró de raiz, por entender que essa é nossa mais legítima manifestação musical”, diz ele, ao questionar o chamado forró eletrônico, que há quase duas décadas surgiu na região.

Alonso é um guerreiro da vida e da arte musical que conheceu quando ainda era criança. Foi nas ruas de Brasília, para onde foi levado muito cedo pelos pais, que viu e se encantou com o menino Vicente, um garoto de sua idade e que, apesar da deficiência visual, tocava maestralmente a sanfona, e as apresentações na rua lhe rendiam o sustento da família.

Foi nessa época que Alonso começou: tocando triângulo na companhia do garoto Vicente. O engraxate e entregador de jornal apaixonou-se pela música e viu sua vocação desabrochar, talvez uma herança dos seus antepassados familiares. “Meu avô paterno era cantador de coco da cidade pernambucana de Águas Belas”, revela Alonso Feitosa, que é parente próximo do doutor em música Radegundis Feitosa.

Da infância em Brasília aos  dias atuais em Itaporanga, passaramse algumas décadas, mas a música nunca deixou de estar presente na vida de Alonso, apesar da falta de apoio e de oportunidade. Como artista, Alonso Feitosa não se sente valorizado em sua terra. “Só quem pode valorizar a cultura é quem tem cultura, mas, aqui, são poucas pessoas que têm essa capacidade”, desabafa o forrozeiro, ao comentar que “eu não tenho pretensão de ser importante, mas é importante ser valorizado: todo ser humano tem uma
missão, e o que eu quero é continuar levando minha mensagem às pessoas através das músicas que canto”.

Além de cantar, é compositor e poeta. Compôs mais de uma centena de músicas, parte das quais já gravadas por ele e por outros artistas. Alonso está com mais um CD na praça: o quinto de sua trajetória. Neste novo trabalho, músicas próprias e de outros artistas.

“Eu sinto que, aos poucos, as pessoas estão vendo nosso trabalho com bons olhos, nosso CD está tocando nas rádios de toda a região e também está bem aceito em outras regiões do Estado, como Princesa Isabel e Catolé do Rocha”, comenta, e, apesar do esforço e muitos anos de luta no campo musical, nunca conseguiu viver de sua arte: o sustento da família tira da atividade de negociante.

A falta de incentivo e de oportunidade não desestimulam o filho da terra. Alonso tem lutado por espaços e soma algumas conquistas: já se apresentou na TV, fez show no Espaço Cultural em João Pessoa e, o ano passado, foi personagem de um documentário da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) sobre o forró pé-de-serra.

Alonso Feitosa tem belas e criativas composições: Retirante, Amor de Criança, O Grande São Pedro e 500 Anos de Poder são algumas obras de sua lavra. O telefone de contato de Alonso é o 99776509.

Publicado pelo Folha do Vale

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Eloísa faz apresentação amanhã no Domingão do Faustão da Rede Globo. Itaporanga estará em festa amanhã para ver o brilho de Eloísa


A cidade de Itaporanga vai estará grudadinha na telinha da Globo amanhã, 25, por conta da participação da nossa cantora Eloísa, que faz dupla com Isamel, no quadro 'Se vira nos 30' do programa Domingão do Fastão.

Lá além de mostra seu talento como cantora, Eloísa fará diversas imitações de cantores famosos. Uma grande torcida está passando uma aurea positiva para Eloísa para que ela brilhe em sua apresentação. O apresentador Fausto Silva deverá dar uma palhinha, após a apresentação de 30 segundos, para que o Brasil possa conferir o talento que brota da nossa querida "Rainha do Vale'.
Portanto, não percam! Amanhã aparti das 15h da tarde. Eloísa no Domingão do Fasutão.

Postado por Rpscom em 24 DE NOVEMBRO DE 2007

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O Limousine Partiu!


Homenagem do Correio da Paraíba ao músico Júlio Charles

Na edição desta terça-feira, 24 de junho, o jornal Correio da Paraíba dedicou uma página inteira em homenagem ao músico itaporanguense Júlio Charles. A matéria sobre Julinho foi publicada na capa do Caderno 2 do jornal de maior circulação no estado.

Adeus ao criador do Limousine 58

CARLOS ARANHA

Poucas pessoas foram tão ousadas na música paraibana quanto Júlio Charles Alvarenga Cirilo, que morreu sábado passado, pela manhã, em acidente automobilístico, próximo a São Mamede, na Paraíba

Júlio Charles conseguiu organizar, lançar, produzir e gravar um dos grupos de pop-rock de maior sucesso no Nordeste, em 1985: o Limousine 58. Júlio, Ricardo Fabião, Robério Jacinto e as vocalistas balizadas como Ratas Mecânicas, levaram à Praça do Povo do Espaço Cultural cerca de 15 mil pessoas. Eu vi.


Disco-solo e o sonho de reagrupar a banda

Júlio Charles e o arranjador Poty Lucena

Júlio Charles nasceu em Pombal, em 9 de julho de 1963, mas seus pais foram morar em Itaporanga quando ele era guri. Chegou aos 44 anos, sempre dizendo que era "itaporanguense de paixão".

Compositor, cantor e produtor musical, teve o grande mérito de na metade da década de 80 organizar o Mixto Quente, que passaria a se chamar Limousine 58, lançando o LP "Marcou geral", que chegou a ser bem executado nas rádios de várias capitais brasileiras. O maior sucesso foi a canção "Mistério", com uma interpretação insuperável de Ricardo Fabião.

Mas, o disco, com influências maiores da Blitz, do Barão Vermelho e do melhor pop-rock dos anos 80, tinha outras faixas de alta qualidade no género: "Cara pálida", "Amortecedor", "Colorido recente", "Ivete Chiclete", "Viva-ce" e "Marcou geral". Eram dez faixas. Sempre gostei de todas. No disco-solo que lançou neste ano, "No teu olhar", Júlio Charles regravou "Colorido recente" e "Cara pálida". Entre as inéditas, "Animais irracionais", com a participação de Paulo Vinícius.

A última conversa que tive com Júlio foi na redação do "Correio da Paraíba", quando me revelou o sonho de reagrupar o Limousine 58.

Quando o grupo acabou, com apenas um disco gravado, não foi em clima dos melhores. Acho até que os então três jovens Júlio, Ricardo e Robério não estavam preparados psicologicamente para o grande sucesso que tiveram. Mas, os três voltaram a conviver bem nos últimos anos, tanto que o CD-solo de Júlio foi gravado no estúdio O Beco, que é de propriedade de Robério Jacinto.

"Grande família"

Juntamente com o publicitário e jornalista Armando Formiga, também me senti integrante da "grande, família Limousine 58" como assim foi definida pela "backing vocal" Wanini Emery. Convivemos muito em mesas de bares em noites maravilhosas desta cidade que aprendemos a amar.

O Limousine 58 deixou alguns herdeiros. Ontem, o compositor Gustavo Magno me contou que quando tinha 16 anos cursava eletrônica na antiga ETFPB (hoje, Cefet) e estava aprendendo violão. "Em meu repertório, tinha músicas do Limousine 58. Eu e meus amigos da época ouvíamos o disco do Limousine várias vezes. Era o melhor da música paraibana e o que desejávamos seguir".

O teatrólogo Makários Maia disse que foi da "geração Limousine": "Acompanhei os meninos nos primeiros shows e cantei muito com eles num boteco numa esquina do Cabo Branco".

Fã do grupo, Adalberto Peixoto preparou material especial na Internet. Vi e recomendo. O endereço é http://www.ofaneseusidolos.gigafoto.com.br/.



Intérprete de "Mistério", Ricardo Fabião diz o que sente

"Poucos amam a música como Júlio amava. Poucos são os que como ele conseguem dedicar tanto tempo e paixão a ela. Devo muito a ele - apesar dos meus silêncios, de tantos desvios em nossa estrada. Júlio tinha qualidades singulares. Nasceu voltado para o mundo do espetáculo. Era um grande produtor. Do amigo, falo adiante. Agora, quero aproximá-lo de sua grande paixão:

a música. Ele não comia outra coisa, ele não bebia outra coisa, ele não respirava outra coisa. Era comum vê-lo cegar diante de sua arte, desconhecendo fronteiras, invadindo jornais e rádios. Mal raiava o dia, e lá se punha em marcha, cruzando o campo minado da vida artística; alçando voos por céus cinzentos, decolando em dias chuvosos, aterrissando em terrenos perigosos; não consultava os instrumentos indicadores de falhas e mazelas humanas. Às vezes era ingénuo. Não atentava para certos olhares, e, sem querer, revelava o "X" do mapa.

De suas técnicas acerca de como ser e acontecer músico não me esquecerei jamais. Por esta razão devo parte do que conquistei como artista a ele. No Limousine 58, Júlio era a coragem, era quem dava os passos, quem içava as velas, quem checava os nossos motores, estava sempre à frente, conferindo o tempo, as cores, as coisas, sinalizando o devir.

Como amigo, recordo um sorriso, um bom papo em noites incansáveis de violão batido; de uma composição aqui e outra para logo mais. Ele, Robério, eu -jovens apostadores - tínhamos força para vencer as esquinas de várias gerações. Aquele abraço que os amigos não sabem dar, saía através de uma canção, de um vocal que batia no ponto certo da harmonia, implodia naquele trecho em que música suprime palavras. Viajamos juntos, buscando fama, gastando nossa energia de rapazes pelo Brasil pós-ditadura. Brindamos meses de sucesso, amargamos semanas de portas fechadas.

Nada quebrava o encanto das noites de cerveja nos copos, o brilho dos olhos, os sonhos plantados. Tudo estava semeado, que viesse a colheita. Não deu muito... e deu: colhemos o suficiente para nossa vida pessoense. Você, Júlio, queria mais, sempre quis mais. A limousine quebrou-se, enferrujou, virou carro-fantasma. Eu desci na curva seguinte... Talvez Robério tenha perdido um pouco do sonho também. Guardei as asas depois da primeira queda. Custou, mas passei a amar e conferir outras grandezas além da música. Você permaneceu limousine. Largou um bom pedaço de sua vida, de sua terra firme, para aventurar-se obstinadamente música adiante".


Já foi criada no Orkut uma página para a comunidade ETERNAMENTE...JULIO CHARLES... 

Será nesta sexta-feira, 27/06, às 17h00, na igreja Santa Júlia, no bairro da Torre, em João Pessoa, a Missa de Sétimo Dia de JÚlio Charles Alvarenga Cirilo. A família convida os parentes e amigos.

Portal do Vale

domingo, 21 de dezembro de 2014

A lição de Júlio Charles

Carlos Aranha

Não vou externar aqui o sentimento em relação à morte de Júlio Charles, de quem tive o prazer de ser amigo desde os inesquecíveis dias e noites do Limousine 58. Já o fiz desde sábado - pelo Orkut e na lista Essas Coisas On Line - e em matéria publicada ontem na capa deste caderno.

O espaço desta quarta-feira é para dizer o quanto de produtiva foi a lição que Júlio Charles deu a quem faz (ou pretende fazer) produção musical na Paraíba. Não foi por mera semelhança e coincidência que o Limousine 58 levou mais de 15 mil pessoas a um de seus shows, na Praça do Povo do Espaço Cultural, nem fez com que emissoras de rádio na Paraíba toda, e em Estados vizinhos, tocassem músicas como “Colorido recente”, “Marcou geral” e a belíssima canção “Mistério” (na marcante interpretação de Ricardo Fabião).

Foi resultado de persistência do criador do Limousine 58. Como escreveu Ricardo Fabião: “Júlio era a coragem, era quem dava os passos, quem içava as velas, quem checava os nossos motores. Estava sempre à frente, conferindo o tempo, as cores, as coisas, sinalizando o devir”.

Entenda-se que Júlio Charles não era somente compositor. Ele sabia que não adiantava apenas ter qualidade, fazer pose de independente para os “culturalmente corretos”. Júlio sabia que havia um mercado a enfrentar. Ou melhor: um entrar no mercado. Nisso, foi pioneiro, no gênero pop-rock, em todo o Nordeste. Se o grupo não tivesse acabado, por desentendimentos internos e não por falta de sucesso, com mais um disco teria explodido nacionalmente. Seria inevitável. Mas, há desígnios que a mente humana não alcança.

nnnnnnnnnn

Assim aconteceu. O Limousine 58 foi grupo de um disco só, mas que “marcou geral”. Júlio Charles seguiu rigorosamente a regra de que assim como “cinema também é diversão”, música também é mercado. Foi isso que criou uma “Geração Limousine 58”. São pessoas que hoje têm entre 35 e 50 anos de idades, conservam o LP, conseguiram o remasterizado, baixam músicas na Internet (mostrando-as aos filhos), sorriem quando escutam “ah, essa cor de paixão” e agora choram com a letra de “Mistério”.

O Limousine 58 foi a Blitz paraibana, nossa irreverência e alegria dos anos 80. A reação do público, da juventude, era espontânea, mas até chegar ali teve que existir um grande produtor para o grupo. Esse foi o enorme papel de Júlio Charles. Foi a maior lição que deixou Infelizmente, os que hoje improvisam produção esquecem que sem mercado não há platéia. Show não é apenas colocar os músicos sobre o palco. É muito mais. Não é, Júlio?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Acidente automobilístico enluta Itaporanga e a comunidade paraibana de músicos

Foto do sexteto que sobrou intacta na bolsa de Radegundes arremessada a uns 15m do carro
Hoje seriam iniciadas as festividades alusivas aos 150 anos da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Itaporanga, onde às 20h30 teríamos uma apresentação cultural com o Sexteto de Trombones e a Banda (orquetra) Sinfônica Jovem da Paraíba.

Mas o destino tinha outra programação para o Sexteto que saiu da capital paraíbana hoje cedo em dois veículos rumo a nossa cidade. Ao chegarem em Piancó, 0 Citroen C4, cor prata, ano 2009/2010, placas NPT5510, de propriedade e dirigido por Radegundes Feitosa, casado, 44 anos, natural de Itaporanga e considerado o maior trombonista do mundo, entrou na cidade para fazerem uma visita ao amigo e colega Lula enquanto o outro seguiu direto para Itaporanga.

Viajavam no carro com Radegundes, Roberto Ângelo Sabino, 41 anos, natural de Itaporanga, Adenilton França, 24 anos, da cidade de Igaracy, colegas no sexteto e o cantor /seresteiro itaporanguense, Luis Benedito, casado, 69 anos, residente em João Pessoa, que voltava a terra natal para o pré -lançamento de um CD romântico.

Por volta das 10h00, deixaram Piancó rumo a Itaporanga e segundo uma testemunha, no KM 97 da BR 361, ao tentar desviar de um jumento, Radegundes perdeu o controle do veículo, que após sair da pista e bater em uma pedra, capotou, explodiu e incendiou. O corpo de Roberto ficou do lado de fora do veículo, enquanto os outros três foram incinerados em seu interior.

O padre Cláudio, pároco e um dos organizadores da festa, cancelou toda a programação festiva de hoje, quando será realizada uma missa em sufrágio da almas, das vítimas deste trágico acidente.

Fotos da tragédia:








portaldovale.net

sábado, 13 de dezembro de 2014

CHORAM OS TROMBONES


Paulo de Tácio de Oliveira Pinto
(Jornalista – paulodetacio@globo.com)

Agosto este ano chegou mais cedo, trazendo no seu bojo ausências e perdas

irreparáveis. O mês do desgosto parece que resolveu se apresentar com trinta dias de antecedência, marcando, ainda no primeiro dia de julho, com o seu sangue, a vida dos inesquecíveis amigos e conterrâneos Radegundis Feitosa, Luis Benedito e Roberto Ângelo “Cabelo de Cachorro” Sabino, levando consigo, também, o competente músico patoense Adenilton França.

Radegundis Feitosa é daqueles amigos de infância que continuam para a vida toda, embora hajam tantos desencontros em função das adversidades da própria vida. Nos idos de 1973/74, recordo-me bem quando o lendário Padre Zé Sinfrônio, do Ginásio Diocesano de Itaporanga, escalou o professor e maestro Sales, à época auxiliar do maestro Sargento Severino, para dar aulas à parte a uma trinca que ele, Padre Zé, gostaria de vê trombonistas.

Esses três mosqueteiros que se iniciavam nos primeiros solfejos das notas musicais éramos eu, Radegundis Feitosa e Sandoval Moreno. Eu, muito magro – quase cadavérico – fui retirado depois das aulas por minha mãe, que achava que de tão raquítico não agüentaria soprar um instrumento. Deus parece que não me queria músico, pois me reservara outras estradas. Mesmo assim ainda insisti tocando uma caixa na banda, seguindo depois para o tarol da Filarmônica da Escola Técnica Federal, na Capital. Desisti da música como instrumentista e fiquei músico apenas por continuar sabendo escutar. Fui para outras pairagens.

Radegundis Feitosa e Sandoval Moreno, ao contrário, continuaram estudando o trombone, fazendo dele não apenas um instrumento para a vida, mas dando vida a este instrumento. E que vida. O trombone, que Radegundis Feitosa já se iniciara, antes mesmo do Ginásio, vendo o seu pai, Heleno Feitosa Costa tocar, deixara de ser um brinquedo de criança, e passara o seu objeto de estudo. E como estudou.

Foi um dos primeiros alunos do curso de música da UFPB, juntamente com seu inseparável companheiro Sandoval Moreno, aprimorando os conhecimentos na arte de tocar trombone. Fez mestrado, doutorado e pós-doutorado. Virou um dos maiores trombonistas do mundo, arrebatando prêmios por onde passava. Fez escola. Depois vieram seus irmãos Costinha e Bobó, e arrastaram outros conterrâneos como Gilvandro Azeitona, Roberto Ângelo Cabelo de Cachorro, como o chamávamos na intimidade, além de tantos outros.

Roberto Ângelo Sabino era da mesma estirpe de Radegundis Feitosa e de Sandoval

Moreno. Sabia brincar com o trombone como se aquilo fosse uma coisa fácil de tocar.Era ao mesmo tempo um dos mais técnicos ao executar os clássicos da Orquestra  Sinfônica da Paraíba ou os hits mais populares das Orquestras Metalúrgica Filipéia,  Mistura Fina ou da Black Tie. Para ele era indiferente o grupo onde estava tocando. Podia ser clássico, jazz, samba, frevo ou dobrado. Na verdade, dobrava bem em todas.

Sempre se destacou em todos’ os lugares. Fez da música seu meio de vida. Do seu trombone surgia sempre os melhores acordes, as melodias mais aprimoradas.

Roberto Ângelo compôs o Quarteto de Trombones juntamente com Sandoval Moreno, Gilvando Azeitona e Rogerio. Fez parte de todos os grupos coordenados por Radegundis Feitosa, Maestros Chiquito, Rivaldo e Vianey. Não importava se estava tocando num baile de gala, bloco de carnaval ou num teatro. Clássico ou popular tanto fazia. Bom mesmo era tocar em qualquer lugar. Nem que fosse numa simples farra que sempre improvisava com os amigos nos finais de semana quando estava de folga.

Luis Benedito era daqueles músicos que se podia chamar “das antigas”. Com seu vozeirão, sempre encantou executando os clássicos do cancioneiro popular, das  inesquecíveis serestas ou serenatas, ou das orquestras de carnaval. Começou ainda menino em Itaporanga, terra natal de todos, aprendendo a educar a sua voz com o irmão mais velho Antonio Benedito – pai de Sandoval Moreno – e um dos melhores compositores de músicas instrumentais, hinos e dobrados de sua época.

Durante toda a sua vida se dividiu entre a arte de cantar e o oficio de alfaiate. aliás. um dos melhores que a Paraíba já conheceu. Seus temos, sobretudo e palitós sempre foram disputados, e não apenas pela colônia itaporanguense. Em Itaporanga foi presidente do Independente Clube, um clube onde ele dizia que branco não poderia entrar. Era o “Clube dos Morenos”, como definia.

Foi vereador e amigo de todas as horas dos amigos. Transferiu-se mais tarde para João Pessoa. onde continuou alternando as artes de costurar com a de cantar.

Estive com ele, pela última vez, no dia noite de 12 de Junho deste ano, no aniversário da Asfita, em companhia de Radegundis Feitosa e de outros amigos.

Ele estava empolgado, pois terminara de gravar o seu CD solo, tendo os arranjos de Radego, como carinhosamente apelidávamos o Radegundis, e do maestro Chiquito Fernandes. A produção fora feita pelo próprio Radegundis. Marcamos de nos encontrar, agora no início de julho, para programarmos o lançamento.Lamentavelmente nada mais disso será possível com a presença deles, restando a nós apenas uma homenagem póstuma. Morreram quando voltavam para o sublime torrão que tanto amavam. Iam participar das festa de 150 anos da Paróquia de Misericórdia.

A perda desses amigos é irreparável para mim, mas será muito maior para a música brasileira. Os trombones nunca mais tocarão do mesmo jeito, no mesmo diapasão, e aquele canto forte não mais ecoará em nossas serenatas.

A estrada entre Piancó e Itaporanga ficou marcada para sempre. Agora, quem passar por lá terá a oportunidade de ouvir, quase aos pés do Cristo Redentor, o toque dos trombones que a história guardará. Não morreram somente os músicos, mas um pedaço de nossa música popular, de nossa cultura, da história deste lugar.

Vão, amigos. Sei que agora o Céu terá uma orquestra completa. Juntem-se Antonio  Benedito, Sivuca, Luiz Gonzaga, e tanta gente boa que estavam a lhes aguardar.

Animem a festa, a gente chega mais tarde.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Clã Brasil é a vitrine do nome de Itaporanga no mundo


Formado por sete componentes, o Grupo Musical CLÃ BRASIL, com estilo calcado na herança musical de “Dedé do Cantinho”, de Itaporanga, ritmado pelos baiões, xotes, cocos e toadas popularizadas por Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestmo, Elba Ramalho, Dominguinhos, Marines, Maciel Melo, Pinto, Marcos Maia, Bebé de Natércio e composições próprias de Badu e Lucyane, o grupo tem caminhado num aclive acentuado de aceitação e aplausos populares, suas apresentações pelo país afora e,  ultimamente no exterior. 

O CLÃ BRASIL esteve, a convite da PBTUR, em Lisboa (Portugal) e já fez shows em Milão (Itália), apresentando o legítimo forró para os Europeus. Já participou de vários eventos, dentre eles o “Vem viver a Paraíba”, lançamento do CD e Livro de Marinês, em João Pessoa (PB). 

O Grupo musical Clã Brasil, com cinco CD’s e um DVD gravados em seus cinco anos de existência, já se apresentou nos principais palcos do nordeste brasileiro e no exterior. Participou da gravação de um CD e um DVD instrumental com Sivuca, que também fez parte do DVD do grupo. 

Fez apresentações em Portugal entre 02 e 07 de novembro/2005 e entre 23 e 26 de março/2006. Shows recentes: Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Recife (PE), Natal (RN), Santa Luzia (PB), Bananeiras (PB), Guarabira (PB), Itaporanga (PB), Fortaliza (CE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Lisboa (Portugal), Milão (Itália). Participou também do 8° Encontro de Sanfoneiros do Recife, no qual participaram sessenta sanfoneiros de Recife, no dia 03/12/05. Na ocasião, abriu o show de Dominguinhos, de quem recebeu grandes elogios. Gravou o 1° DVD ao vivo (Cine Banguê - Espaço Cultural - João Pessoa), com participações ao vivo de Sivuca, Marinês, Pinto do Acordeon, Antônio Barros, Parafuso (Três do Nordeste), além de contar com os depoimentos de Elba Ramalho, Dominguinhos, Flávio José e Antônio Nóbrega. O Clã Brasil é composto por: Lucyane Pereira Alves (Acordeon/Fole de 8 Baixos/ Voz Principal); Laryssa Pereira Alves (Zabumba/Violino/Vocal); Lizete Pereira Alves (Flauta Tranversa/Pífano/Vocal); Fabiane Femandes (Cavaquinho/Viola de 10 Cordas/Vocal); Músicos de Apoio: José Hilton Alves - Badu (Violão de 7 Cordas/Vocal), Maria José Pereira Alves (Triângulo/Vocal) e Francisco Filho (Percussão). José Hilton e Maria José são os pais das meninas do Clã.

Fonte: Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cenário de grandes eventos, Itaporanga se destaca na música

Itaporanga também se destaca no cenário estadual e nacional pela importância de seus grandes eventos, como o São Pedro de Rua, 9 de Janeiro (aniversário da cidade), Carnaval de Rua, Poeirão (maior torneio de futebol amador do mundo), Festa de Nossa Senhora da Conceição (Padroeira da cidade), Natal, Ano Novo, entre outros. Pela espontaneidade e alegria de viver é que Itaporanga vem sendo reconhecida pela grandiosidade e animação de suas festas, sejam àquelas movidas por cada um individualmente, sejam nas ruas ou nos seus vários clubes sociais. 

E como o profano está sempre presente casado com o religioso, a grande festa da cidade é o São Pedro, realizado sempre no final do mês de junho. Neste período a cidade se transforma num grande arraial e os seus filhos dos mais ilustres aos mais humildes, residentes na cidade e/ou em outros pontos do País, reúnem-se numa grande festa de reencontro e todos desfrutando os mesmos espaços, procurando transmitir felicidade, união e prosperidade, próprio de quem está de bem com a vida. 
Na verdade, Itaporanga é uma grande festa de janeiro a janeiro. Mal terminam os festejos de dezembro, com a festa de Nossa Senhora Conceição, o Natal e o Ano Novo, a cidade prepara-se para receber autoridades, turistas e pessoas especialmente convidadas para as comemorações pela passagem do seu aniversário de  emancipação política, que ocorre no dia 09 de janeiro, quando acontecem as inaugurações de obras e show comemorativo no centro da cidade. O carnaval é outro acontecimento bastante festejado, com desfiles de blocos e apresentação de bandas em plena praça pública, mas é o São Pedro a festa convergente e mais prestigiada no município. 

Em outras ocasiões a cidade vivia em função de seus clubes sociais, como o Campestre Clube, o BNB-Clube, a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, e, atualmente, o Atlântida Esporte Clube. o Itaporanga Esporte Clube e a Vale Show. Em 1957, a cidade viu surgir a fundação do Clube Independente ou o Clube dos Negros que teve como presidente-fundador o Sr. Assis Firmino e no ano de 1959 assumiu como presidente Agápio Sertão, que ficou até o ano de 1962. Agápio Sertão juntamente com Luiz Benedito, Olavo Oliveira e Zé Pereira, no ano de 1956, formam um grupo de boêmios que já desfilavam pelas ruas de Itaporanga num autêntico mércule, o carro da época. 

No passado grandes nomes se destacavam no meio musical, entre eles: Dedé do Cantinho, Zé Badu, Zezéu de Felinto, Vando de Dedé, Nilton Mendes, Pedro Moco, Paulo de Tarso, Maria José, Makários, Biu de Dedé, João Filho, Luiz de Abdon, Chico Lopes, Bebé de Natércio, Anchieta Ribeiro, entre tantos outros talentos. O Campestre Esporte Clube, nos anos 60, iniciou o seu tradicional São Pedro com o surgimento da famosa Banda “Os Natos”, que fez sucesso por todo interior do Nordeste. Formada de jovens da nossa sociedade, como: Odílio Soares, José Olegário Filho, Belmiro Pinto Brandão Neto, Antônio de Isidro, Fernando Pinto, Nilton Mendes, José Dorlando e Hélio Pinto. Tinha também o grupo “Edmilson e sua Gente”, composto por: Jocélio, Pedro Moco, Danúbio, Edmilsinho, Tico Olegário e Edmilson Pinto; E o grupo de Heleno Feitosa Costa, com:Centinho, Costa, Biu de Dedé, Aprisanú, Tico e Pedro. 

No ano de 1976, surgiu em Itaporanga, no carnaval, um bloco que se destacou com a beleza de nossas jovens, como: Sônia Figueiredo, Aglaê Lemos, Sineide Gomes de Lacerda, Isa Figueiredo e Maria Alice Crizanto. Mas uma das que mais na sociedade itaporanguense foi à ex-primeira-dama Mariza Procópio Rodrigues. Tanto é assim que na década de 70 a cidade se destacava na Paraíba com a beleza de suas jovens. Em 1978 acontece a primeira Festa das Personalidades organizada pelo Jornal O Norte, que tinha como representante na cidade o jornalista Antônio Bandeira de Figueiredo, com animação sempre da Banda “Os Natos”. O Norte promovia também o Concurso “Miss Vale do Piancó”. 

Nos dias atuais o nome de Itaporanga é festejado e premiado no mundo afora através dos nomes de Radegundis Feitosa e do premiado grupo Clã Brasil. Aos 13 anos, Radegundis vivia a brincar, cercado de amigos, com um velho e surrado trombone” do pai, Heleno Feitosa Costa, que passava a maior parte do tempo pendurando na parede da casa, em Itaporanga. Ele Já ganhou cinco prêmios em concursos nacionais e internacionais, realizados na Bahia, no Rio de Janeiro e Paraíba, e o mais importante, o East & West Artists para debut no Canegie Recital Hall em New York, U.S.A., que ocorreu no ano de 1987, e que o credenciou a fazer o debut no Carnegie Recital Hall daquela metrópole. Antes de optar pela música, em João Pessoa, o trombonista, primeiro, consultou o pai se podia fazer o curso de Música da UFPB, “e o velho respondeu: Faça, mas faça bem feito. E aí meti a cara”, relata Radegundis. 

Desde pequeno, Randegundis Nunes ouvia o pai tocar marchinhas de carnaval. As mais executadas eram Vassourinha e Jardineira, na década de 70, na Orquestra Unidos do Vale, comandada pelo maestro Edmilson Pinto. O músico chegou a João Pessoa, em 1980, com a mala e o trombone de vara nas mãos. Esse instrumento que me acompanhou até João Pessoa meu pai já o tinha comprado em São Paulo, por volta de 1977. É da marca Weril”, afirma o músico. No ano de 1983 Randegundis Nunes já era professor de Música da UFPB. De lá para cá, ele já lançou 20 CDs, muitos dos quais teve participação direta, e em outros participou de forma especial. Sobre o perfil do trombone, Randegundi Nunes dá a seguinte definição: “O trombone tem muita proximidade com a voz humana, e os bons instrurnentistas se tornam bons solistas”.

Fonte: Revista "Itaporanga, 144 anos de história"

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