O Porquê do site

Justificativa para a criação deste espaço.

Como navegar ho Site

Saiba como encontra tudo que você procura.

História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Hino do sesquicentenário de Itaporanga - Vídeo


Apresentado pela primeira vez ao público, o hino do sesquicentenário de Itaporanga, composto pelo maestro Edmilsom Pinto, a pedido do ativista cultural, paulo rainério Brasilino. Foi apresentado na segunda noite do Festival Itaporanguense de Cultura e Arte - FICA.


Bônus:

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Hino do sesquicentenário de Itaporanga


Criado pelo maestro Edimilsom Pinto as Silva a pedido de Paulo Rainério Brasilino, que quis presentear a cidade nos seus 150 anos, com essa belíssima composição, na melodiosa voz da nossa Magna Monara, a composição foi apresentada ao público neste sábado, 15/11, na 4ª. Edição do Festival Itaporanguense de Cultura e Arte – FICA.

A letra composta por Edimilson contempla a nossa história nos remetendo a nomes como Teosósio de Oliveira e monsenhor José Sinfrônio, o nosso grande benfeitor, que embora filho adotivo da cidade, muito fez por esta comunidade.

A gravação, embora com qualidade, foi feita de improviso, nos estúdios do músico e Wesley, do grupo Xamego Bom, e contou apenas com a voz de Magna, os arranjos de Edmilsom e os trabalhos técnicos do “garotinho dos Trclados (Wesley).

O público presente a segunda noite do evento, aplaudiu e se deliciou com os acordedes da sanfona do maestro e do grupo Edmilsom e sua Gente, que nos brindou a todos com o seu maravilhoso e tão esperado show.


Hino do sesquicentenário de Itaporanga

Letra, Música e Arranjos: Maestro Edmilsom Pinto da Silva
Voz: Magna Monara
Técnico se Som Wealey dos Teclados

I
Em longa data, 
Esta vindo à história, 
De rudes, matas,
Onde tudo floresceu.
Foi na margem de um rio, 
Em torno de uma capela,
Misericórdia Velha,
Nasceu, e resplandeceu.

Estribilho
Mais hoje ela é “ita”,
Pedra, “poranga”, é bonita.
Quando “Praxedes”, Itaporanga decidiu,
Foi mesmo um decreto, 
De lei estadual,
Onde em frente, a mesma permitiu,
E hoje Itaporanga é radiante
Está coberta de valores mil.

II
Antônio Vilela, forte desbravador.
Ganhou terras e
Logo fez povoação,
Já crescendo e formando,
A Maior população,
Misericórdia Velha,
Com muita estimação.

III
Os habitantes fixados do lugar,
Deram um local de adoração ao Senhor,
A Santa Mãe de Deus, 
Mãe Puríssima do Rosário,
Que permanece hoje na Igreja com amor.

IV
150 anos a sua gloria,
Os grandes vultos,
Vistos na sua história,
Temos Joaquim Fonseca,
Teodosio de Oliveira,
Francisco Pereira, todos em nossa memória.

V
Vamos fazer
Uma magna homenagem,
Ao imorredouro
Posto em nossos corações,
É o Padre José Sinfrônio
Bondoso e trabalhador
Que trouxe grandes obras
Pra esta terra, com ardor.

VI
Ele implantou a Sic-Vale,
Com vigor.
Também a gráfica
E a Casa do Menor
O INSS, fruto base de valor,
E o Cristo Redentor
Monumento de esplendor.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Dedé e o seu fole de 8 baixos


Outro dia, numa beira de praia de João Pessoa, eu e outros privilegiados participávamos mudos do show de melodia, de ritmo, de musicalidade que Zé Badú e suas filhas Luciane, Larissa e Lizete produziam. 

A certa altura da brincadeira Fátima Gaspar começou a cantar “eu quis fazer ... aí meu avô ... A maneira em que a harmonia chegava até nós, comecei a me transportar para o passado, para as ruas da minha infância, para a Itaporanga dos anos 50. De repente já não ouvia mais o som de violinos, de flautas, de violão, nem a voz da cantora. O que me chegava eram os acordes de um velho fole de 8 baixos. Era a música de Dedé do Cantinho. 

Ele nasceu Manoel Severino Araújo lá pelos idos de 1908. Casou-se com Maria Soares Araújo, teve nove filhos, quem lhe deram 23 netos e 15 bisnetos. Foi condutor de malas de correspondência entre Misericórdia, Boa Ventura e Diamante. Durante 20 anos caminhou pelos mesmos caminhos transportando as historias de alegria, de tristeza, de dor e de morte. Era o estafeta que levava e que trazia as boas e más notícias, para lá e para cá, do mundo para uns tantos, de muitos para o mundo. 

Boêmio convicto, mulherengo e amante de uma boa cachaça, Dedé conduzia consigo a musicalidade característica do Cantinho, pedaço de terra com o maior número de músicos por metro quadrado, área encravado num pé de serra, perto do Cristo e de Itaporanga, onde ele nasceu, viveu e ensinou o Biu, Vando e Diaquino, três dos seus filhos, que a música ainda é o maior lenitivo para o homem e que ninguém, absolutamente ninguém, fica indiferente a uma boa letra, a uma boa melodia, a um fole dengoso, que faz sorrir ou chorar, para a alegria e o encantamento de todos. 

São João é o grande santo festeiro do Nordeste. Ele é homenageado por todos, no forró de pé de serra, nas latadas de chão batido e de pau a pique; pelas morenas faceiras, de vestido rendado; por damas e cavalheiros, da quadrilha marcada em francês que todos obedecem mesmo sem saber o que as palavras significam. 

Anarrier ... 

E o fole, o triângulo e a zabumba seguem marcando a dança com muita gente pelo salão. Pelo salão não. Com muita gente lotando o terreiro improvisado para as danças nas terras musicais do Cantinho. 

Também em Itaporanga a festa era para São João. Numa noite de fogueira, no entanto, morreu cônego Manuel Firmino e a festa foi adiada. Transferiu-se, pois, a homenagem para São Pedro, como acontecesse até hoje. Mas no Cantinho não foi assim. Festa de cangica, , de pamonha, de milho verde assado na fogueira, só é bom na noite de São João, ainda mais ao som ritmado de Dedé, o Severino Araújo do sertão do Piancó, bom de letra, bom de música. Não correu o mundo como o outro, nem regeu a Orquestra Tabajara, a melhor do Brasil. Mas aquele de renome nacional não teve a gloria de nascer no Cantinho, o pedaço de terra mais musical do Brasil, nem tocou nas festas de sábado do cabaré de Rosa de Chico Nitão, nem nas latadas de pé de serra, nem no salões dos grafinos de nossa Itaporanga. Dedé não cruzou o Atlântico nem chegou perto do Pacifico. Mandou em seu lugar os filhos de Zé Badú e Mria José que, vez por outra, vão tocar para o deleite dos sobrinhos de Tio Sam. 

Bom de copo, amante de uma boa cachaça, o pagamento que Dedé recebia era o olho cativante e agradecido de uma morena bonita e suada que há pouco rodopiava no salão, era o aplauso dos seus convivas e dos apaixonadas pela grandiosidade do seu fole de 8 baixos, o mesmo aplauso que me trás de volta para a realidade de agora e me põe de pé para saudar a alegria da música das meninas de Badú que estão encantando a todos nós com a musicalidade do Cantinho, com a harmonia que herdaram de Dedé. 

“Eu quis fazer um som bonito e ritmado que fosse identificado com seu modo de tocar. Mas terminei fazendo um choro tão chorado, me lembrando do passado que não pode mais voltar. Ai meu avô ...” Toca Biu, Vando, Diaquino, toca Zé Badú, Gleidinho, Vanduir, Júnior, toca Luciane, Laryssa e Lizete, canta Fátima, ele merece ... 

Bosco Gaspar


Paraibano de Itaporanga, nascido no Sítio Cantinho, daí DEDÉ DO CANTINHO, que é o Manoel Severino de Araújo. Ali, desde a infância aprendeu a tocar sozinho, era o foçe seu companheiro inseparável. Não conheceu latada que não reservasse lugar de honra para o seu fole. Não só nos sítios como nas cidades, serviu a gerações com os melodiosos acordes do seu oito-baixos. Feliz atravessou todo o caminho dos seus 75 anos, sempre montado no seu velho cavalo, levando alegria e encontrando a todos. Não há geração que não tenha dançado o forró, o xote ou o baião ao som dos oito-baixos do DEDÉ

Hoje, gravando, perpetua a sua imagem de homem simples, despojado de qualquer ambição material, enquanto homenageia uma legião de amigos e conterrâneos com essa mensagem de ARTE e AMOR: de arte vivida no diapasão do fole, de amor que o torna feliz fazendo os outros felizes.

José Otávio – Recife, maio de 83

Baixar para seu computador:


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Incentivo à cultura


A Câmara aprova projeto que assegura recursos para grupos e músicos locais nas festividades tradicionais

O Projeto de Lei N° 25/2010 de autoria do vereador Herculano Pereira foi aprovado por unanimidade. De acordo com Projeto, por ocasião das festividades tradicionais do município, as bandas, grupos e músicos locais terão assegurados 30% dos recursos destinados as contratações desse gênero. Na tribuna, o vereador Herculano Pereira falou da importância de incentivar a cultura popular, e disse que essa medida também é uma forma de reconhecimento do trabalho desses artistas locais. O vereador Francisco Saulo elogiou a iniciativa do colega e também ressaltou a importância do projeto.

PROJETO DE LEI Nº. 25/2010

ASSEGURA ÀS BANDAS, GRUPOS E MÚSICOS LOCAIS, 30% (TRINTA POR CENTO) DOS RECURSOS, DESTINADOS ÀS CONTRATAÇÕES DESSE GÊNERO, POR OCASIÃO DAS FESTIVIDADES TRADICIONAIS DO MUNICÍPIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 
A CÂMARA MUNICIPAL DE ITAPORANGA, ESTADO DA PARAÍBA, DECRETA E EU, PREFEITO MUNICIPAL, SANCIONO E PROMULGO A SEGUINTE LEI: 
Art. 1º. - Ficam assegurados às Bandas, Grupos Musicais e Músicos Locais, 30% (tinta por cento) dos recursos próprios, destinados às contratações para show, promoções e festas, realizadas, pelo Município.Parágrafo Único - Nas festas tradicionais da cidade, quando forem usado recursos, oriundos de verbas federais, no edital de abertura do processo licitatório, deverá constar que o Vencedor da Licitação ficará no compromisso de usar 30% (trinta por cento) do valor do contrato com a contratação de Bandas, Grupos Musicais e Músicos Locais. 
Art. 2º. - Para efeitos desta Lei, entende-se como Bandas, Grupos Musicais e Músicos Locais, todos os profissionais, liberais ou autônomos, que atuem na área musical e que tenham, no município, sua sede e/ou, nela, resida.Parágrafo Único - Terão direito ao objeto desta Lei todos os itaporanguenses, mesmo os que residirem noutras localidades. 
Art. 3º. - Para cada festividade, a escolha das Bandas, Grupos Musicais ou Músicos Locais, deverá ser feita, através de sorteio, salvo, se os recursos referente aos 30% (trinta por cento), forem suficientes para contratar todos os profissionais, devidamente, cadastrados, na Prefeitura e habilitados pelos órgãos competentes.Parágrafo Único - Para fins do sorteio, o Poder Executivo Municipal divulgará, com antecedência, o dia, local e hora, devendo ocorrer em local aberto ao público. 
Art. 4º. - Esta Lei entrará em vigor, na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 
Paço da Câmara Municipal de Itaporanga - PB, 13 de setembro de 2010
Herculano Pereira Sobrinho
Vereador Propositor

Esta lei foi promulgada pelo então prefeito Djaci Farias Brasileiro, mas nunca foi cumprida, como a maioria das leis vigentes.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Brasil perde o gênio do Trombone

03.07.2010 - Radegundis Feitosa

O itaporanguense Radegundes Feitosa Nunes foi o primeiro doutor trombonista do Brasil.

Itaporanga(PB) – Um grave acidente automobilístico ocorrido por volta das 09h45m da manhã da última quinta-feira(01Julho2010), no Km 973 da BR-361, no trecho que interliga as cidades de Piancó à Itaporanga, na região do alto sertão paraibano, resultou na morte do trombonista e maestro paraibano Radegundis Feitosa Nunes(41 anos) e dos músicos Ademilton França(24 anos),  Roberto Ângelo Sabino(41 anos) e Luiz Benedito(69 anos).


O grupo de músicos seguia em um veículo Citroen C4 Pallas, de placas NPP-5510(João Pessoa/PB), seguia para a cidade de Itaporanga, onde iriam realizar apresentação na quermesse da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, como parte da programação festiva do aniversário de 150 anos de atuação religiosa na cidade, as quais foram imediatamente suspensas quando a trágica notícia chegou à cidade.


A programação comemorativa foi substituída pela celebração de uma missa em sufrágio da alma dos músicos. O poder executivo municipal decretou luto oficial durante três dias.


O veículo que era conduzido por Radegundis, saiu da pista, capotou várias vezes e acabou por colidir num rochedo, explodindo. Três dos ocupantes do veículo ficaram presos nas ferragens e morrem carbonizados.


O músico Roberto Ângelo, que possivelmente viajava sem utilizar o cinto de segurança, foi arremessado para fora do automóvel e também acabou morrendo queimado, já que carro explodiu e acabou incendiando a vegetação no local.


Os primeiros informes davam conta que o maestro teria tentado desviar de um animal que se encontrava na pista, entretando, levantamentos posteriores realizados no local do acidente pela Polícia Rodoviária Federal, apontaram que o acidente deva ter ocorrido motivada por "uma saída de pista seguida de capotamento". Radegundis e Roberto Ângelo faziam parte do Sexteto da Paraíba.


Aos 41 anos de idade, o maestro e trombonista itaporanguense, era reconhecido internacionalmente e considerado como um dos maiores  trombonistas do mundo. Foi o primeiro doutor trombonista do Brasil.


Ele era graduado em no curso de barachel em Música(1983) pela Universidade Federal da Paraíba(UFPB), instituição federal de nível superior da qual era professor. Durante a vida acadêmica na UFPB recebeu orientação do Professor Jacques Ghesten, trombone principal da Orquestra Sinfônica da Paraíba.


Em 1987, concluiu mestrado pela “The Juilliard School” de New York, U.S.A e em 1991 tornou-se doutor em trombone performance pela “The Catholic University of América” de Washington D.C., U.S.A. Nos cursos de Mestrado e Doutorado teve como orientador o professor Dr. Per Brevig, trombone principal do Metropolitan Opera House em New York(USA).


Foi premiado em concursos nacionais e internacionais a exemplo do Sulamerica/Jovens Concertistas Brasileiros e o Jovens Intérpretes da Música Brasileira/Funarte e do East & West Artists para debut no Canegie Recital Hall em New York, U.S.A. No ano de 2001, Radegundis Feitosa Nunes, lançou, ao lado da Camerata Brasílica, o álbum "Concerto Brasileiro".


Gênio do trombone

Natural de Itaporanga(PB), o trombonista e maestro paraibano Radegundis Feitosa Nunes, estudou com o maestro sertanejo Edmilson Pinto e integrou a "Filarmônica Cônego Manoel Firmino" do Colégio Diocesano D. João da Mata, sob a direção de Severino Ferreira.


Apresentou-se como solista, camerista e instrumentista de Orquestra em centros musicais importantes do Brasil, Estados Unidos e em paises europeus. Desenvolvou atividade didática intensa no Departamento de Música da UFPB e nos vários festivais de música do Brasil.


Foi o presidente fundador da Associação Brasileira de Trombonistas, e era o trombone principal da Orquestra Sinfônica da Paraíba e trombonista do BRASSIL(Grupo de Metais e percussão) e do BRAZILIAN TROMBONE ENSEMBLE. 

Discografia

1) Integrante de orquestras sinfônicas

- A BRAZILIAN EXTRAVAGANZA. Orquestra Sinfônica da Paraíba, regência Eleazar de Carvalho. 1989, Delos International, Inc.;

- MASTERS AND WINNERS. Orquestra Sinfônica da Paraíba, regência Eleazar de Carvalho. 1989, Delos International, Inc.;

- O GUARANI. Orquestra Sinfônica de São Mateus, regência Modesto Flávio. 2000, Secretaria de Estado da Cultura e Esportes/ES;

- ORQUESTRA FILARMÔNICA NORTE/NORDESTE. Orquestra Filarmônica Norte/Nordeste, regência Aylton Escobar. 2000, CPC-UMES;

2) Solista de Orquestra:

- ORQUESTRA SINFÔNICA DA PARAIBA E SIVUCA. Orquestra Sinfônica da Paraíba, regência Osman Giuseppe Gioia. 1999, Fundação Espaço Cultural da Paraíba;

- CONCERTO BRASILEIRO, RADEGUNDIS FEITOSA E CAMERATA BRASÍLICA. Camerata Brasílica, direção Francieudo Torres. 2001, CPC-UMES;

3) Trombone e Piano:

- TROMBONE BRASILEIRO. Radegundis Feitosa, Trombone e Maria Teresa Madeira, Piano. 1998, Classe X;

4) Como integrante do Sexteto BRASSIL:

- BRASSIL TOCA BRASIL. Sexteto de Metais e Percussão. 1992, Série Regia Música Vol. V, Edições Paulinas/COMEPE;

- BRASSIL PLAYS BRAZIL. Sexteto BRASSIL(Quinteto de Metais e Percussão). 1995, Nimbus Records Limited;

- BRASSILEIRO. Sexteto BRASSIL(Quinteto de Metais e Percussão). 1997, Nimbus Records Limited;

- DESAFIOS/CHALENGES. Brazilian Trombone Ensemble(Sexteto de Trombones e Percussão). 2003, CPC-UMES.

5) Integrante de Orquestra de Frevo

- RECIFE FREVOÉ. Orquestra do Maestro DUDA, regência DUDA. 1996, Fundação de Cultura da Cidade do Recife(PE).

Luto estadual

O Governo do Estado decretou, na sexta-feira(02Julho2010), luto oficial de três dias pela trágica e inesperada morte dos quatro músicos paraibanos vítimas de acidente de trânsito, ocorrido na quinta-feira(01Julho2010), na BR-361, próximo ao município de Itaporanga: o maestro Radegundis Feitosa e Roberto Ângelo, ambos integrantes da Orquestra Sinfônica da Paraíba, Ademilton França, da Orquestra Sinfônica Jovem, e o cantor popular Luís Benedito, pai de um integrante da Orquestra Jovem.

“Lamentamos a perda tão precoce desses grandes profissionais, que através do seu talento, de uma verdadeira paixão e dedicação pelo trabalho, nos presenteavam com uma música de elevadíssima qualidade. Deixamos o nosso abraço de sincero pesar a todos os familiares, amigos e admiradores dos nossos quatro músicos”, comentou o secretário Chefe da Casa Civil, Inaldo Leitão.

Remoção e sepultamentos

A Gerência de Medicina e Odontologia Legal(Gemol) de João Pessoa providenciaram identificação de três dos quatro corpos dos músicos mortos. O único identificado  foi o músico Roberto Ângelo, que foi arremessado do carro. Os demais ficaram presos nas ferragens e foram carbonizados.

Funcionários do órgão informaram que os corpos foram transferidos da Unidade do Departamento Médico Legal(DML) de Patos e chegaram à Capital do Estado por volta das 23h00m. A carbonização dos corpos dificultou a identificação por parte do setor de antropologia da Gemol, tendo o reconhecimento ocorrido pela arcada dentária das vítimas.

O corpo do trambonista Radegundis Feitosa foi velado e cremado na sexta-feira(02Julho2010), no Crematório e Central de Velórios Caminho da Paz, na cidade de Cabedelo(PB). Familiares e amigos fizeram diversas homenagens ao músico. Já Roberto Ângelo Sabino(41 anos) e o cantor popular Luís Benedito(69 anos), foram sepultados em Itaporanga(PB). O trombonista da Orquestra Sinfônica Jovem Adenilton Soares França(26 anos), foi sepultado na cidade de Patos(PB).

O bê-a-bá do sertão

domingo, 26 de outubro de 2014

Campina Menina


A nossa musa maior, a cantora e multi-instrumentista Lucy Alves, em homenagem ao sesquicentenário de Campina Grande, nos brinda com um música feita espacialmente para esse evento.

Tendo como autores os itaporanguenses Badú (Zé Hilton, pai de Lucy) e Marcos Maia (filho de Natércio Barbosa) duas feras no ramo; contou com a interpretação de Lucy Alves e nada mais, nada menos, que Biliu de Campina

Para ouvir ou baixar a música, clique no link abaixo:


BIOGRAFIA DO POETA - Merlânio Maia

BIOGRAFIA

EM VERSO

Nasci no Sertão me criei sertanejo
Foi Itaporanga o meu berço querido,
Sou paraibano, meu canto é sentido,
Igual o que sinto, o que ouço, o que vejo,
Nordestinidade é canto que festejo
Deixando a viola me hipnotizar
Seu canto de encanto fez-me apaixonar
De lá até hoje meu verso é um emblema
Levando o Nordeste dentro de um poema
Trazendo o Sertão para a beira do mar!

Repente, embolada, pugna, poesia,
Os cocos de roda, mazurca e baião,
Forró pé de serra com xote e rojão,
Aboio dolente, ou viola vadia,
Cordel declamado de noite e de dia
Foi a educação do meu pré-escolar
O banco da escola foi pra completar
Pois tudo que eu tenho a poesia me deu
De verso em cascata o meu peito se encheu
Cantando galope na beira do mar!


CRONOLOGIA BIOGRÁFICA DO POETA MERLÂNIO MAIA


2013 - Lançamento do Livro CARIDADE E OUTROS POEMAS, livro de poemas voltados a doação universal fraterna, onde a caridade está em todos os poemas de forma velada ou como mote. Um doce livro de amor ao semelhante;

2012 - Lançamento do Livro POIESIS DE UM CANTADOR, um livro de cantoria de paz e amor e de crença e engajamento ao semelhante;

2011 - Lançamento do Livro MENESTREL - O CONTADOR DE HISTÓRIAS, um livro de poemas que contam os causos mais pitorescos, bem humorados, mas todos com tendo a Paz por pano de fundo;

2010 - Lançamento do Livro CONTOS CAUSOS E POESIA DE CHICO AMOR XAVIER, onde o poeta usa-se da verve poética para contar os causos mais pitorescos e cheios de lições do amado médium mineiro Francisco Cândido Xavier;

2009 - Lançamento do CD CANTORIA DE LUZ com Festa no auditório da FEPB-Federação Espírita Paraibana;

2006 - Lançamento da segunda Edição do Livro CORDEL DE LUZ;

2005 - Deixa a UNIMED e vai gerenciar a Seguradora CAPEMI, agência Paraíba;

2003 - Lançamentodo Livro Poesia que Canto e Conto, livro de poemas pela Editora EDICORDEL;

2002 - Participa do Livro ALTERIDADE A DIFERENÇA QUE SOMA, editado pela ABRADE Associação dos Divulgadores da Doutrina Espírita, com o ensaio Arte e Alteridade. Livro de ensaios sobre Alteridade;

2001 - Lançamento da segunda edição do Livro Cantando e Contando Histórias, pois a primeira edição havia se esgotado;

2000 - Lançamento do CD Cordel de Luz - CD de poemas declamados; Cria e engaja-se à ONG MOVPAZ - Movimento Internacional Pela Paz e Não-violência em João Pessoa, ao lado de Almir Laureano, Clóvis Nunes, Nando Cordel, Claudio Junior, Francisco Souto, Aderaldo Martins e outros. A partir deste ano a ONG mobiliza toda a cidade nas Grandes Caminhadas Pela Paz, com prticipação de grandes artistas nacionais e aqui, conhece e se aproxima de Geraldo Azevedo, Nando Cordel, Dominguinhos, Márcia Porto, Belchior, Carlos Pitta e tantos outros ligados ao movimento internacional pela Paz. A partir deste ano sua poética destina-se a educação pela Paz e Não-violência ativa. Nascem poemas como PAZEANDO, DESARME-SE, ORAÇÃO À MÃE TERRA, MEU CREDO e outros linkados a este tema;

1999 - Lançamento do Livro Cordel de Luz, livro de poema popular;



1998 - Nasce seu filho Murilo de Assis Maia;

1997 - Lançamento do CD de poemas declamados do livro Cantando e contando histórias com o mesmo título do livro;

1996 - Lançamento do CD MEU SERTÃO CHEIO DE GRAÇA com poemas autorais declamados contando toda uma vivência sertaneja através da poesia nordestina, cabobla e matuta;

1995 - Edita o primeiro Livro CANTANDO E CONTANDO HISTÓRIAS, livro de poemas e cordel e faz o lançamento no Teatro Santa Rosa com um Show dividindo o palco com o Grupo Acorde, grupo esta, que estava se iniciando no meio espírita. Foi tão grande o sucesso do lançamento que as pessoas sentaram-se no chão, outras assistiram ao Show de pé, pois que não havia mais lugar nas poltronas do teatro;

Nesse ano, emprega-se na UNIMED, empresa de plano de saúde na capital paraibana, ondepermanece por dez anos;

1994 - Produz outras edições do CORDEL ESPÍRITA chegando a doze livretos contendo vários cordéis, cada, todos patrocinado por amigos empresários; 
Neste ano, sua empresa abre falência em virtude de ações de privatizações das Teles pelo governo federal e na vida privada passa por grandes dificuldades financeiras. Mora na casa da sogra,;

Cria o Projeto BONECO DE LATA, cujo objetivo é levar Arte para as crianças e adultos do Hospital Napoleão Laureano, hospital de tratamento de câncer em João Pessoa/PB 

1993 - Lançamento do Cordel Espírita, gênero criado por ele mesmo, pois a partir dali produziria poemas de causos espíritas e começa a fazer palestras-shows pelo Nordeste inteiro;

1992 - Nasce sua filha Mayara Raquel de Assis Maia;

1991 - Deixa o Moinho Cabedelo e se associa com seu irmão na empresa TELETRON, empresa de prestação de serviços as companhias Telefônicas; 

1990 - Nasce Merlânio Filho no mês de março e no dia 12 de outubro seu pai, Natercio Maia Barbosa, desencarna vítima de um infarto no miocárdio fulmunante;

1989 - Vai trabalhar no MOINHO CABEDELO, onde ocupa o cargo de sub-gerente de vendas;

1988 - É demitido do BANORTE por segregação de crença. O fato de ser espírita afetou a relação com um gerente daquele Banco que o perseguiu até a demissão;

1987 - Casa-se com Raquel Maia com quem tem três filhos: Merlânio Filho, Mayara Raquel e Murilo Maia, todos músicos;

1986 - Dedica-se ao aprendizado de violão de forma auto-didata; 

1985 - Conhece Raquel Maia com quem mais tarde vai se casar. Sob a influência de Raquel transfere-se para a União Espírita e ali conhece a MEBEM  Mocidade espírita Bezrra de Menezes e vai escrever peças e compor músicas para o movimento jovem espírita paraibano. Nesta época ingressa-se na CAFELMA-Caravana da Fraternidade Espírita Leopoldo Machado e inicia sua produção poética e dramática. Conhece na CAFELMA o poeta José Brasil que o inspira a dedicar-se a poesia;

1982 - Torna-se Espírita ao conhecer o Grupo de Jovem da Federação Espírita Paraibana. Artista, dramaturgo e músico, se dedica a fomentar a Arte Espírita. Ali conhece Marco Lima, jovem músico, com quem tem uma grande amizade que vai durar a vida toda. Com Marco compõe sua CRANDA DA PAZ;

1980 - Faz vestibular, mas não é aprovado. Começa a trabalhar no BANORTE Banco Nacional do Norte e entra no Grupo de Teatro MUEIC no Teatro Santa Rosa em João Pessoa. Escreve algumas peças e atua em várias;



1979 - Vai morar na capital do estado da Paraíba e concluir seus estudos do segundo grau no Colegio Lyceu Paraibano. Ali participa do Grupo de Danças Folclóricas, cuja regente era Dona Dinalva, canta no Coral do Lyceu Paraibano e participa do Grupo de Teatro do colégio;

1976 - Por não ser oferecido o curso científico, transfere-se para o Colégio Padre Diniz, na sua cidade para fazer o segundo grau ou científico, como era chamado, lá passa a ser instrutor da Banda Marcial tocando Clarim;

1971 - Vai cursar a quinta série no Ginasio Diocesano Dom João da Mata e, no mesmo ano, entra para a Banda Filarmonica Dom João da Mata, cujos maestros eram Sargento Severino Ferreira e Bebé de Natércio, daquela instituição tocando trompa, mais tarde se inicia no trompete;

 1970 - Desde muito criança sua paixão eram os poemas, escreve seu primeiro poema, um decassílabo com estrofes de quatro versos e com quatro estrofes;

1966 - Inicia seus estudos do curso fundamental no Grupo Simeão Leal;

1961 - Merlânio Maia, nasce em Itaporanga, alto sertão paraibano de uma família pobre e simples. Seu Pai Natércio Maia Barbosa, poeta declamador, brilhante por seus causos vividos e contados. Um homem de fibra, forte e respeitado naquelas terras; sua mãe Margarida Helena Barbosa, uma santa em todas as possibilidades, otimista por natureza sempre tinha solução para tudo e contadeira de histórias sem igual, além de cantora afinadíssima;

sábado, 25 de outubro de 2014

Paraibanos lotam orla de João Pessoa para assistir final do The Voice Brasil


Apesar da torcida, a paraibana não levou a segunda temporada do reality. Lucy Alves se apresentou com o Clã Brasil, grupo formado por sua família.

Apesar da torcida dos paraibanos, que se reuniram na noite desta quinta-feira (26) no Busto de Tamandaré em João Pessoa para acompanhar a final do programa The Voice Brasil, a paraibana Lucy Alves não ganhou a segunda temporada do reality, que teve como vencedor o cearense Sam Alves. De acordo com informações da Polícia Militar da Paraíba, 15 mil pessoas se reuniram na orla de João Pessoa para acompanhar a grande final do programa transmitida pela TV Cabo Branco e torcer por Lucy Alves.
Em uma final que começou com os quatro participantes interpretando juntos a música “Não Quero Dinheiro (Eu Só Quero Amar)”, clássico de Tim Maia,  Lucy subiu ao palco outras duas vezes para sua apresentação solo e ao lado do técnico Carlinhos Brown. Essa foi a primeira vez que os participantes se apresentaram juntos, em uma performance de grupo

Saiba mais

Lucy Alves surpreendeu em sua apresentação solo interpretando a música "De Volta pro Aconchego", grande sucesso de Dominguinhos, com o grupo Clã Brasil, formado por seu pai, sua mãe e duas irmãs. Segundo Lucy o motivo de ter escolhido a canção é o amor pela família.


"Por vários motivos é uma canção especial. Uma música do Dominguinhos, que está comigo desde o começo. É uma canção que sempre me emocionou. O meu aconchego é a minha família. Estar com eles no palco é o meu maior aconchego”, disse.
Lucy lembrou que começou o programa com a sanfona, e tinha que terminar com o instrumento.

"Quero emocionar com a minha música e mostrar como a família é importante. Essa apresentação mostra muito do que eu sou, dos meus valores. Minha família é um lastro para mim. Que a gente consiga transmitir essa magia. Hoje é o desfecho, com a sanfona claro. Comecei com ela, termino com ela".

O técnico Carlinhos Brown elogiou a força  da paraibana. "Ela merece ganhar pela dificuldade que a mulher enfrente em todos os setores, especialmente na música. Ela é sanfoneira, pianista e é completa. Ela tem uma história feliz que vem do seu berço familiar. Isso é bem brasileiro. Ela é um aconchego no nosso coração".
Antes de subir ao palco Lucy Alves se disse ansiosa pela apresentação da final do reality e enalteceu a qualidade dos outros competidores Pedro Lima, Rubens Daniel e Sam Alves.

"Estou num misto de felicidade com ansiedade. Estou muito feliz de estar na Final com essas três pessoas incríveis. Acho que vai ser o meu melhor número. Vou levar tudo comigo. Sorrisos, lágrimas...Espero que eu me controle e não chore muito", comentou.

G1 PB

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Excluídos do São Pedro deste ano, artistas de Itaporanga se ressentem e desabafam


Itaporanga é conhecida  como terra da música e faz jus ao título, revelando talentos para muitos gêneros musicais: hoje a cidade tem várias bandas, cantores e forrozeiros, mas a prata da casa não é valorizada pelo poder público e se torna excluída das grandes festas populares do município.

O exemplo é o São Pedro deste ano, quando os artistas locais, apesar de talentosos, ficaram fora da maior festa popular do município, uma frustração para todos, que desejam mostrar seu trabalho musical em um grande palco e receber um cachê justo, o que seria importante para a carreira e o sustento destes artistas.

“Essa desvalorização dos músicos da terra não é de agora, na gestão passada eu também não toquei nenhum ano, e os artistas de fora que eles contratam a peso de ouro não tem nenhum vinculo cultural com a terra, vêm aqui só pra levar nosso dinheiro”, comentou dono de um grupo musical, ao acrescentar que “este ano fui duas vezes à Prefeitura porque havia a promessa de um contrato, mas nada foi resolvido, e não voltei mais lá porque não quero passar por humilhação”.

“A prefeitura garantiu o ano passado que iria contratar a gente este ano, mas não foi o que aconteceu”, lamentou outro músico local. “O artista da terra é muito discriminado, não tem reconhecimento, mas só pode valorizar a boa cultura quem tem cultura”, desabafou um forrozeiro.

Itaporanga tem vários cantores e grupos musicais, entre eles Chamego Bom, Marcos & Antony, Fabinho do Acordeon, Onildo Mendonça, Alonso Feitosa, Pagodão Sensuaart, Garotos de Luxo, Maçã com Mel, Forró Genial, Petrônio Silva e Saco de Estopa. Nenhum deles está na festa.

Itaporanga;net em 30 de junho de 2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dois anos da Morte dos Músicos de Itaporanga

Fonte: Folha do Vale com Adptações do blog juventude de itaporanga

“A Música é a arte de manifestar os sentimentos do homem através do som”  (Conceito universal da música)

A exatamente dois anos atrás Itaporanga perdia em um grave acidente o seu grande patrimônio  artístico musical, o Maestro Radegundis e seus companheiros de sexteto Roberto Ângelo, Adenilton (natural de Igaracy) e Luiz Benedito.

Eles tinham saído de João Pessoa, onde residiam, para abrilhantar a festa da paróquia de Itaporanga (que comemorava cento e cinquenta anos de fundação) com um show do sexteto de trombone, o grupo com o qual o instrumentista itaporanguense se apresentava nos mais importantes palcos do mundo.

Traria para sua terra o melhor e lançaria aqui mais um CD: acostumado aos aplausos das mais seletas platéias do planeta, queria também os aplausos de seus conterrâneos e ser grato à Igreja da qual ele e a maior parte do seu grupo eram frutos. Nasceram da filarmônica Cônego Manoel Firmino, uma das obras culturais mais importantes do padre José Sinfrônio de Assis Filho.

Os seis músicos dividiramse em dois carros: Radegundis seguia na frente e com ele viajavam Roberto, Adenilton e Luiz Benedito, que já saiu de João Pessoa com o grupo. Ao passarem por Piancó, os músicos decidiram visitar um companheiro (o conhecido maestro Nêgo Lula) e nesse ínterim, o carro com a outra parte do sexteto passou: Sandoval, Rogério e Gilvando chegaram primeiro a Itaporanga e ficaram aguardando os colegas, mas o que chegou foi a notícia da tragédia. “Nós chegamos em Itaporanga e ficamos esperando, foi quando soubemos que tinha havido o acidente, mas eu pensava que não era nada grave, e só quando cheguei no local foi que me deparei com a tragédia, uma coisa que ninguém imaginava e até hoje eu custo em acreditar”, comenta Gilvando Pereira da Silva. Um outro integrante do sexteto, conterrâneo e amigo de Radegundis desde o Ginásio Diocesano, Sandoval Moreno de Oliveira, além do tio Luiz, perdeu um companheiro da vida inteira e permanece profundamente abalado.

Ao passar pelo trecho da BR-361, que corta o sítio Roça de Cima, município de Piancó, já próximo ao limite com Itaporanga, Radegundis perdeu o controle do seu carro, um Citröen C4, placa NPT 5510, que saiu da pista e capotou violentamente, indo parar às margens da estrada, onde, em poucos minutos, foi consumido pelo fogo. Não houve sobrevivente: seus quatro ocupantes morreram carbonizados. Um deles, Luiz, foi arremessado para fora do veículo durante a capotagem, mas caiu próximo ao carro e também foi queimado.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Lucy Alves recebe a Medalha Cidade de João Pessoa na Câmara


A cantora e compositora Lucy Alves recebe, na tarde desta quarta-feira, a Medalha Cidade de João Pessoa. A entrega será feita na Câmara Municipal de João Pessoa, a partir das 15h. A medalha é a mais alta comenda dada pelo legislativo de João Pessoa e a A propositora é do vereador Raoni Mendes e foi proposta em outubro de 2013 como forma de reconhecer a contribuição da artista à cultura paraibana.

Lucy Alves afirmou que a solenidade desta quarta-feira será especial por poder reunir família, amigos  e fãs em torno do reconhecimento de seu trabalho com a música. “É com muito orgulho que vou receber a medalha pelos meus feitos com a música paraibana, nordestina e brasileira e em todo esse processo eu contei com os fãs. É oportuno esse momento para que a gente se confraternize e cante juntos”, reforçou.

Raoni Mendes ressaltou que a homenagem à Lucy Alves se dá por conta de sua contribuição há mais de uma década à música paraibana e nordestina. “Embora seja jovem, Lucy Alves tem uma importante trajetória e conseguiu inserir em seu trabalho os valores, referências e elementos da cultura da Paraíba em seu trabalho, o que nos orgulha e é importante reconhecer”, frisou.

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Lucy Alves nasceu em João Pessoa e mantém relação de paixão com a música desde a infância. No começo dos anos 2000 fundou o grupo Clã Brasil, que conta com as duas irmãs. Com pouco tempo de estrada o grupo contou com o reconhecimento e apadrinhamento do cantor e compositor Dominguinhos e gravou com Sivuca e Marinês, dois nomes expressivos da cultura nordestina.

No ano passado participou de shows de Alceu Valença pelo Nordeste e a projeção nacional ocorreu durante a participação do programa The Voice Brasil, da rede Globo. Lucy defendeu canções de Geraldo Vandré e Théo de Barros, Dominguinhos, Abel Silva e Moraes Moreira e Carlinhos Brown e Marisa Monte e ficou em segundo lugar na final.

Publicado no itaporanga.net em 11 de junho de 2014 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Fernando Lélis

Lélis: o cantor itaporanguense de maior sucesso nacional
Fernando Lélis: um itaporanguense de sucessos

Titi ti e Um par de alianças. Músicas surgidas em décadas diferentes, e mesmo com idades e estilos nada parecidos, conseguiram alcançar o sucesso e projetar um homem simples do interior da Paraíba para o estrelato nacional.

João Lélis Pinto, depois batizado artisticamente de Fernando Lélis, saiu de Itaporanga ainda na adolescência. Migrou para João Pessoa e, de lá, para o Rio de Janeiro, de onde conquistou o país inteiro através da música.

Lélis é a fusão de duas famílias bem conhecidas de Itaporanga: Os Pinto, do Jenipapo; e
os Vicente, do sítio Cantinho, berço de alguns dos grandes nomes da música regional, entre os quais Dedé, Zé Badú, Francimar Araújo e o maestro Geraldo de Mazinho.

Foi na década de 70 que Fernando Lélis começou profissionalmente na música, gravando um compacto em vinil com duas faixas. Esse primeiro trabalho não repercutiu nacionalmente, mas em um cantinho da cidade de Itaporanga foi sucesso disparado: a Casa Rádio, antiga loja do saudoso João Vicente Neto, primo do cantor. Mas, quatro anos depois, o filho de Luiz Pinto (Lula) e Luzia Alves Pinto encontrou o caminho do sucesso com o LP “Amor que coisa linda”, gravado pela CBS, hoje Sony. Entre as 12 composições, Um par de alianças, composição de Bartô Galeno, Edmundo Viana e Walter Costa.

E vieram muitos outros sucessos: Jesus e Madalena, Pecadora e Cadeira Vazia, este de Lupicínio Rodrigues, e Os Apaixonados, música feita exclusivamente para Lélis pelo compositor Adelino Moreira, o homem que projetou Nelson Gonçalves para o sucesso. Fernando Lélis conquista o rádio, a TV e um grande público por todo o Brasil. Suas interpretações apaixonadas lhe rendem o apelido de O Apaixonado.

O compositor
O ano de 1984 marca a entrada de Lélis no mercado musical com suas próprias composições. Pela gravadora Continental, o itaporanguense lança o disco “Ta chovendo mulher”. É uma gravação que rompe com o romantismo melódico, até então a marca principal do artista, ao trazer estilos mais rítmicos e diversificados: merengue, frevo, boleros. Mas é com uma letra popular e bem humorada que Lélis reconquista o sucesso nacional.

Tititi, uma de suas parcerias com Jacinto José, tocou no país inteiro e fez tanto sucesso que foi regravada por diversos nomes da música brasileira, entre os quais Fafá de Belém. A última vez que o cantor visitou Itaporanga foi em 1975. Veio rever os familiares, mas não poderia regressar ao Rio sem presentear seus conterrâneos com um grande show.A festa foi no Atlântida Esporte Clube e reuniu centenas de itaporanguenses.

Lélis hoje
Hoje, aos 75 anos e esquecido pela mídia, como alguns dos grandes nomes da música popular brasileira, Fernando Lélis continua no Rio de Janeiro e em atividade. Para o pesquisador musical, Inácio Farias, Lélis é o artista itaporanguense de maior projeção nacional de todos os tempos.

Publicado pelo Jornal Folha do Vale em 15/11 a 05/12/2007

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More