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Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Direito de Resposta - João Dehon

Não conheço bem o nobre conterrâneo Roberto Silva que escreveu \"Conversa Fiada\" e tenha certeza que ele não me conhece, porque se me conhecesse com certeza ia me ver todas as semanas em Itaporanga, ora dando aulas ao curso de PMs que encerrou em Dezembro, ora em audiência com o Dr. Fernando, Promotor de Justiça de Itaporanga, ora com o Dr. José Joaquim tentando corrigir as demandas ambientais que é comum em todo o planeta, ora com Agapio Sertão e Walter Inácio jogando conversa fora, ora com Dona Iracy, Uda, Gal falando da vida alheia e todos as no restaurante de Manoel Rodolfo almoçando, porque lá a comida relembra a cozinha de Dona Dazinha, minha mãe.

Se alguma vez falei da administração de Antonio Porcino, foi com a base em alguma coisa, porque já participei de administrações estaduais como assessor de governo e sei o que realmente é uma administração.

As vezes obras de cal e pedra não refletem muito a realidade de uma cidade e o seu desenvolvimento sustentável.

Seria bom, perguntarmos sempre por que é que quando candidato os políticos prometem e quando chegar lá não fazem. Muitas vezes, políticos sérios da linha de Aluisio Mercadante, Lula, Gilvan Freire, Ricardo Coutinho, etc..etc. com formação política na trilha do socialismo são fadados a se queimarem diante de uma população, por questões de administrações anteriores que deixam verdadeiros rombos nos cofres públicos e que os sérios preferem de queimarem para não ter deixar o rombo maior ainda e mais tarde responderem na justiça, porque de agora em diante a coisa vai ser assim.

Outras vezes, não sabemos ou pouco sabemos de coisas profícuas para um município e achamos que o administrador não está fazendo nada. Coincidentemente hoje é 09 de Janeiro, aniversário da nossa Itaporanga e eu pergunto: Nesses mais de 100 de Itaporanga, qual o prefeito que teve a ideia de fazer um Plano de Gerenciamento dos Resíduos do Município e isto passa pela boa qualidade de vida que um administrador pode oferecer aos seus munícipes, pois a saude vai está em primeiro lugar e Itaporanga hoje tem o seu que é o ponta-pé inicial para se adquirir verbas para um Aterro Sanitário e isso vai acontecer ainda esse ano. O matadouro público de Itaporanga, meu ilustre conterrâneo, estava de fazer dó, isso é política pública. Um cidadão amante do que FAZ chamado Farias, um dos melhores médicos veterinários que conheço na Paraíba, se entregou de corpo e alma a matadouro de Itaporanga, na tentativa de pelo menos minimizar a coisa e até que conseguiu, mas o Prefeito em reunião comigo e seus secretários, entendeu que seria melhor a construção de um novo matadouro que apesar de ser de cal e pedra reflete no aspecto sanitário da cidade e provoca uma boa gestão de Meio Ambiente.

Com a turma de soldados recedm formados e com o estimulo da Prefeitura, somos as escolas públicas e fizemos um movimento para mostrar aos jovens a necessidade de se educar ambientalmente e por aí vai.

Sim, ia me esquecendo, está sendo elaborado um programa de uso e ocupação do solo para administrar uma politica arcaica e fazer valer a verdadeira legalidade das atividades em solos itaporanguenses, porque até então, os politicoides de nossa terra, Roberto, só tiveram tempo para enfeitar ruas, por bandas de Fortaleza nas praças e achar que esse é o papel de um politico.

Com as contas pagas e o município sarado, fica bom para qualquer outro trabalhar.

As informações que tenho meu caro Roberto, não são de ouvi dizer, são informações que o meu amigo não as tem e é por isso que digo: Ainda Bem que a conversa é fiada.

Publicado em 09/01/2008 

quinta-feira, 5 de março de 2015

MATANDO SAUDADES

Por João Dehon Fonseca  em 22/10/2011 

Dia 18 de outubro estive em Itaporanga onde fui convocado pelo Dr. Eduardo, Promotor de Justiça para realizar alguns procedimentos de Meio Ambiente e aproveitei para matar as saudades pois tive tempo para sair num veículo percorrendo rua por rua relembrando a infância e enchendo os olhos de água. Por trás do Colégio Padre Diniz tem uma Itaporanga que eu não conhecia; ao lado e por trás do Hospital tem outra cidade; por trás da casa em nasci, vizinho à Igreja do Rosário tem outra e foi aí que me encontrei com minha prima Wilka que me deu notícias de Madrinha Marisa e de minha Tia Maroquinha, mas também de encontrei com minha amiga Dalvinha e suas filhas. Bati um papo gostoso com Shelton filho de Neto Ferreira e diga-se de passagem o Shelton é um batalhador um cara que consegue conquistar outras pessoas e isso é muito bom nos dias de hoje. Conversei com meu amigo Cícero Grude que está exercendo a função Secretário do município e com meu amigo Domingos; estive com Nena de Manoel Bernardino; Fui até a loja de Cícero Carneiro e Madalena e dei um abraço nos dois e me orgulhei da prosperidade do casal, pois nos fins dos anos 80 fui superintendente da agricultura em Itaporanga e tive o prazer de ter Cícero como colega; abracei Antonio carneiro e também abracei Iraci, Fatinha e Uda; Fui ao posto de Letícia e perguntei pelo meu amigo Paulo Conserva; conversei com o Pereira filho de Zé Pereira e matamos as saudades de infância.

No outro dia cumpri minha missão juntamente com a promotoria e a polícia e voltei cheio de saudades.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

UMA BANDEIRANTE

Madá Leite Guimarães, uma bandeirante


Aos 91 anos de Idade, faleceu em João Pessoa, Dona Madá Leite Guimarães esposa de José Teódulo da Silva(falecido), mãe do renomado Artista Plástico Francisco Teódulo(GIL), Antonio Teódulo(falecido) e de Célia Teódulo.

Madá era da família Guimarães, filha do Major Abdon Leite Guimarães, homem nobre que dedicou sua vida inteira à Itaporanga, ora como Cartorário e assistentes de Juizes, ora como tradutor de Padres estrangeiros que visitavam nossa Itaporanga à sua época.

Tia Madá carregava consigo o espírito de uma bandeirante, pois na década de 50 saiu de Itaporanga, rumo ao centro oeste e juntamente com seu esposo e filhos se aportaram no Goiás, na cidades de Ceres e depois Rialma onde morou até o fim daquela década.

Brasília começava a nascer e o Núcleo Bandeirante precisa de um Homem enérgico e sério para ser o Delegado e o Sr. José Teódulo foi nomeado como Primeiro Delegado de Brasília e lá se foi Dona Madá morar em Brasília.

Nessas Entradas e Bandeiras no desbravamento de suas vidas na Região Centro Oeste, Dona Madá e José Teodulo da Silva, presenteou toda nossa família com o nascimento de uma linda gatinha que todos nós da família do Major Abdon conhece por Celhinha que me tirou a Coroa do Neto mais novo da família.

Agora a nossa bandeirante não está mais aqui, ela passou para os braços de Deus às 3,00 horas da madrugada do dia 16.05.07, com certeza e como diria o bom Cristão para Dona Madá não houve julgamento final, Deus em sua bondade infinita simplesmente tocou na sua cabeça e disse:” Vem ficar aqui do meu lado, do mesmo lado onde está Dona Capitulina sua mãe, Abdon Leite seu pai, José Teódulo seu esposo, Antonio seu filho e seus irmãos: Ranulfo, Hermínia, Olívia, Edson, Dazinha e Severino, vem que estou precisando da sua jovialidade, da sua alegria, da sua espiritualidade, do seu bom humor, estou precisando de você para que todos os seus daqui e lá da terra, possam sentir que a morte também é feita de alegria e de felicidade, você minha filha, será aqui no céu uma espécie de anjo com a atribuição de velar por aqueles que não acreditam, que se pode fazer das atribulações da vida, um paraíso e transformar as coisas ruins em coisas boas”.

Minha querida tia, chorei e choro sua partida, mas o meu choro é apenas de saudades, como ainda choro de saudades de Dona Dazinha, minha mãe e as vezes até digo que desde que ela morreu que minha vida perdeu o sentido. Mas quem sou para falar assim dos desígnios de Deus? Vou continuar chorando de saudades sim, de você e de minha Tia Olívia, porque vocês representaram muito para minha.

Com certeza você estará lá de cima olhando para todos nós, mas é necessário se dizer que você irá fazer falta porque apesar de ter 91 anos, você era jovem, era brincalhona, era piadista e cheia de humor, você era gente, no seu rosto estava escrito: eu sou sincera, eu sou verdadeira, eu tenho amor para dar a todas as pessoas.

Até breve minha TIA, eu lhe amo.
DEHON em 17/05/2007

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

MEU IRMÃO VANIDINHO

Por João Dehon Fonseca  

Vanidinho, não sei o que a vida faz conosco, apenas sei dizer que Deus está sempre nas nossas vidas e por isso Ele sempre quis que eu o admirasse como um bom amigo. Marcelo não morreu ele apenas se mudou para o lado de Jesus Cristo e foi ele próprio que mim inspirou a fazer esse Acróstico.

ACRÓSTICO AO FILHO DE VANIDINHO.

Muitas vezes a vida nos trás surpresas
Apenas a Deus cabe toda decisão
Respeitá-Lo faz parte das certezas
Cabendo a nós amá-Lo de Coração.
Esse Deus é grande e é verdadeiro
Leal e nos ama com muita paixão
Onde há desespero, Deus é o primeiro,

Inevitavelmente chega com um alento,
Nunca abandonando os filhos seus,
Assim, Marcelo com o seu talento
Como um anjo foi morar com Deus.
Inspirando-me a vê-lo em pensamento
Onde também vejo aqueles que são meus.

Desse acróstico vai uma espécie de recado,
Enviado por Marcelo usando a mim

A mensagem desse menino amado
Rodeado de flores lindas num jardim
Agora ressoa como uma grande proteção
Um recado sério que só eu escuto:
“Jesus está comigo não quero luto”
O nosso anjo ama a todos de coração. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Manoel José Rodão

Por joaodehon  em 16/10/2006 


Nos idos de 1960, quando Itaporanga ainda era uma cidade sem energia, sem agua, sem esgoto, sem nada! Foi eleito um jovem médico para governa-la, nome Francisco Clementino de Carvalho, popularmente conhecido como Paiznho, que tomou posse em 30 de Novembro de 1959, data que nunca vou esquecer porque neste mesmo dia eu e minha família estávamos no Recife assistindo a Ordenação Sacerdotal de José Neny Fonseca, meu irmão.

Passados alguns anos, vieram outros Prefeitos e suas ineficácias foram tamanhas, que Paizinho com sua grande administração ficou servindo de referencia para se medir a administração dos seus sucessores. Certo dia eu estava na casa de seu Firmino Alvarenga numa juntada de fumo e lá estava Manoel José Rodão, não confundir com Manoel José Diniz que era cunhado de Seu Firmino. O papo era política e Chico Biã, perguntou: Seu Mané, vai votar em quem? E ele respondeu em ninguém, agora se Paizinho fosse o Candidato, eu entrava com voto e tudo na urna.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sobre o Artigo: Porque Itaporanga se chama Itaporanga


Por joaodehon  em 17/10/2006 

Pena que Pitanga não pesquisou tudo, por que se assim tivesse agido não teria mudado um nome tão bonito e significativo, para um nome que não tem significado nenhum para nossa terra.

No livro, Origem da Parahiba, coletana da Arquidiocese da Paraiba, fala que quando ergueu-se o cruzeiro na primeira orada, a Casa da Torre, mandou que o donatário da gleba, invocasse aquela capela à Nossa Senhora da Misericórdia, cujo invocação também existia na cidade de Philipéia de Nossa Senhora das Neves e que hoje é a Igreja da Misericórdia na decida para a Lagoa. Apenas duas invocações a Nossa Senhora da Misericórdia: uma no Sertão e a outra na Capital. A Casa da Torre também fez questão de enviar um Quadro de Nossa Senhora da Misericórdia que ficou nas Igrejas de Itaporanga, até quando o Padre Firmino era vivo e que depois ficou jogado por trás do altar velho da Igreja do Rosário e com a reforma esse Quadro desapareceu.

Não sei a opinião de tantos filhos de Itaporanga, mas a minha é que Misericórdia tem uma origem e faz parte de um começo. Itaporanga, foi capricho, Itaporanga foi ranço e não tem nada com o começo de Misericórdia.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Memória ao Monsenhor José Sinfronio

Por joaodehon  em 19/09/2006 

Bem poucos versos há que em si contenham
Cinzas mais preciosas,
Bem poucas há que merecido tenham
Pranto mais puro, bênçãos mais saudosas.
Do povo desolado.
Que viu da morte ao golpe despiedado
Tombar ao chão da campa o altivo cimo
Do tronco que lhe dava sombra e arrimo.
Mas o tronco tombado entre os viventes
Deixou frutos benditos;
Seus feitos e virtudes eminentes
Em eternos padrões acham-se escritos;
Das doutrinas do mártir do Calvário
Foi denodado intérprete fiel.
Desta vida no túrbido cenário,
Como outrora o profeta Samuel,
Foi sua escola o templo,
Em que o espírito vivaz e penetrante
Bebeu seiva abundante
De altas lições e salutar exemplo;
Dedicou todo o ardor da juventude
Da liberdade ao culto,
Sofrendo com estóica e sã virtude
Por amor dela o desacato, o insulto,
Contratempos, trabalhos, amargores,
Fadigas mil, terríveis dissabores;
Mas prosseguindo impávido e altaneiro
No começado, glorioso esteiro,
Como o arroio que desce da montanha
De cascata em cascata,
E contra as rochas a bramir se assanha
Desdobrando-se em ondas cor de prata;
E se afastando do obscuro ninho
Lá vai-se engrandecendo em seu caminho,
Depois por largos planos deslizando
Tranqüilo e majestoso.
Em longo curso vai fertilizando
As margens que percorre caudaloso,
Até que através de mil azares,
Vai-se embeber na vastidão dos mares:
Tal foi o curso da afanosa vida
Do exímio sacerdote,
Da caridade luminoso archote,
Que há pouco se apagou!
Foi seu começo luta embravecida
Contra a tormenta e desfavor da sorte,
Até que um dia achou
A seus anelos glorioso norte.
O manto desdobrou da caridade
Por sobre um povo inteiro,
E exalando o suspiro derradeiro
Passou sereno ao mar da eternidade.
Sobre o seu berço bruxuleia incerta
A sombra do mistério;
Mas sobre sua campa há pouco aberta
Verte clarão sidéreo
Lâmpada eterna, que à posteridade
Recomenda o herói da caridade. 
Adeus Padre Zé

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O MÉDICO PARAIBANO ANTONIO FONSECA RECEBE CLÃ BRASIL PARA HOMENAGEAR SEU AMIGO DOMINGUINHOS

Por João Dehon Fonseca   


O Médico itaporanguense Antonio Soares da Fonseca Junior, médico e amigo de Dominguinhos e de Guadalupe, juntou-se à ideia de Chico Cesar e recebeu em sua casa em São Paulo as meninas do Clã Brasil para festejar o aniversário do amigo.

Antonio Fonseca, acho que é o fã número antes de um do Clã Brasil e sempre recebe a banda em sua casa na capital de São Paulo. Lucyane é uma espécie de filha do casal Antonio e Sally e Tony Wendel a tem como uma irmã e a Lu corresponde a tudo isso é tanto que essa amizade já invade toda família dos filhos de Dona Dazinha que era prima legítima de Bilinha avó de Zé Badú que é pai das meninas.


Essas coisas nos orgulha porque essas meninas vão longe e elas são altamente humildes, apenas fico com desgosto porque entra Prefeito e sai Prefeito em Itaporanga e eu nunca ví um deles fazer uma programação de dois ou três dias com o Clã Brasil para mostrar a nossa terra o Talento das Netas do Seu Dedé do Cantinho que também foi um ícone no fole de oito baixos como é ícone o violonista Zé BADÚ.

Não tem problemas! O Clã Brasil deu um Show para paulista ver e aplaudir de pé; O Clã Brasil vai continuar fazendo história porque os Antônios Fonseca existem e vão estar sempre ali para incentivar as meninas que são orgulho de Itaporanga, da Paraíba e do Brasil.

Vamos lá Clã Brasil! 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Definições do Dehon


Por joao bandeira  em 30/05/2006 

01. ABISMADO: pessoa que caiu no abismo.
02. AMADOR: o mesmo que masoquista.
03. AMAZONAS: apreciador das zonas de baixo meretrício.
04. ARMARINHO: vento proveniente do mar.
05. ARTESÃO: aparentando excitação.
06. BARGANHAR: receber um botequim de herança.
07. BARRACÃO: proibir a entrada de cachorro.
08. COMUNGUEI: estar relacionado com um homossexual.
09. CONCEIÇÃO: elemento de soma - Ex: quatro com seis são dez.
10. CRETINO: nativo de Creta.
11. DEPAUPERADO: operado de fimose.
12. DESANUVIADO: a glória do gay.
13. DESBOTAR: quando a galinha bota dez ovos.
14. DESDENTADAS: o mesmo que dez mordidas.
15. DESVIADO: uma dezena de homossexuais.
16. DETERGENTE: ato de prender indivíduos suspeitos.
17. EDIFÍCIO: antônimo de "é fácil".
18. EFICIÊNCIA: ciência que estuda a letra "F".
19. ENCURRALAR: o mesmo que esfolar o *
20. ENTREGUEI: estar cercado de homossexuais.
21. ESFERA: animal selvagem já domesticado.
22. ESPERTO: o mesmo que distante.
23. FLUXOGRAMA: direção em que cresce o capim.
24. GENEROSA: fator genético da rainha das flores.
25. GINCANA: bebida contendo gim e pinga.
26. GLANDE: sinônimo de "enolme".
27. HALOGÊNIO: forma de se cumprimentar pessoas muito inteligentes.
28. HOMOSSEXUAL: sabão em pó para lavar partes íntimas.
29. INTIMAÇÃO: o mesmo que caricias sexuais.
30. MINISTÉRIO: aparelho de som de tamanho reduzido.
31. MISSÃO: missa muito longa.
32. NEGATIVA: crioula muito trabalhadora.
33. NEGOCIANDO: crioulo entrando no cio.
34. OBSCURO: "OB" de cor preta.
35. PRESSUPOR: colocar preço em alguma coisa.
36. SOLUÇÃO: forte soluço.
37. SUPERSTIÇÃO: crioulo muito forte.
38. TABELA: sinônimo de "estar muito bonita".
39. UNÇÃO: erro de concordância, o correto seria "um é".
40. XIITA: nome da macaca do Tarzan.
41. COMPUTAR: permanecer cercado de meretrizes. Por: Carlos Cezar de La Plata Ruiz, Rio de Janeiro - RJ, Brasil
AMOR: Palavra de quatro letras, duas vogais, duas consoantes e dois idiotas.
AMIGO: Diz-se da pessoa do sexo oposto que tem esse "não sei o quê" que elimina toda intenção de querer deitar-se com ela.
DANÇAR: É a frustração vertical de um desejo horizontal.
ARQUITETO: Diz-se de um cara que não foi suficientemente "macho" para ser engenheiro, nem suficientemente bicha para ser designer.
SUPERMODELOS: Evidência que todos nós fomos mal feitos.
FUTEBOL: É com quem toda mulher se casa sem saber.
INFLAÇÃO: É ter que viver pagando os preços do ano que vem com o salário do ano passado.
CONTADOR: É o que sabe o custo de tudo e o valor de nada.
AUDITOR: É o que chega depois da batalha e pisa nos feridos.
BANQUEIRO: É um cara que te empresta um guarda-chuva quando faz um sol radiante e o pega de volta no instante que começa a chover (Mark Twain)
ECONOMISTA: É um expert que saberá amanhã por que o que predisse ontem não aconteceu hoje.
REALISTA: É alguém que leva uma bomba de mentira quando voa, porque isso diminui as possibilidades de que haja outra bomba no mesmo avião. (Laurence J. Peter)
PROGRAMADOR: É o que te resolve um problema que você não sabia que tinha de uma maneira que você não comprende.
COMPUTADOR: Máquina inventada para resolver problemas que ainda não existiam antes da sua criação.
ANALISTA DE SISTEMAS: Pessoa que um dia soube programar computadores, mas não foi capaz de acompanhar a evolução da informática e quis continuar trabalhando na área assim mesmo.
FÍSICO QUÂNTICO: É um homem cego em um quarto escuro, procurando por um gato preto que não está lá.
ADVOGADO: É uma pessoa que escreve um documento de 10.000 palavras e o chama "sumário" (Franz Kafka)
CONSULTOR: É alguém que tira o relógio do teu pulso, te diz a hora e te cobra por so.
DIPLOMATA: É quem lhe diz vá a merda de um modo tal que você fica ansioso para começar a viagem.
TÉCNICO: Profissional apaixonado que sabe um pouco de tudo o que cerca sua área.
GERENTE: Profissional especializado que sabe muito sobre uns poucos pontos estratégicos de sua área.
DIRETOR: Profissional altamente especializado que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.
ESCOTEIRO: Um menino vestido de estúpido comandado por um estúpido vestido de menino.
CANDIDATO: Pessoa que obtém dinheiro dos ricos e votos dos pobres para proteger um do outro.
CONFIANÇA: Via livre que se dá a uma pessoa para que cometa uma série de besteiras.
DESILUSÃO: Quando o belo traseiro não coincide com a cara espantosa que se virou.
FÁCIL: Diz-se da mulher que tem a moral sexual de um homem.
INDIFERENÇA: Atitude que adota uma mulher diante de um homem que não lhe interessa, que é interpretada por ele como "está se fazendo de difícil".
LÍNGUA: Órgão sexual que alguns degenerados usam para falar.
MODÉSTIA: Reconhecer que alguém não é perfeito, mas não dizer a ninguém.
CHATO: Pessoa que fala quando seria desejado que escutasse.
NINFOMANÍACA: Termo com o qual um homem define uma mulher que deseja fazer sexo mais freqüentemente que ele.
TRABALHO EM EQUIPE: Possibilidade de jogar a culpa nos outros.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Aniversário de Padre Zé


Por joaodehon  em 24/05/2006 

Você me levou de volta aos anos 60, quando na época da Cruzada Eucarística, as nossas professoras Walquiria Sousa, Grasiela Lemos, Evanina Chaves, Cleonice Lemos entre tantas, comemoravam o Aniversário de Padre José Sinfronio de Assis Filho com uma grande festa e em uma dessas ocasiões, uma delas fez uma música, cuja letra era assim:

A magna data em que hoje celebramos,
Com alegria, com carinho e compreensão,
É a tí ó Padre Zé que nós saudamos,
A tí faz vênia toda nossa gratidão,
A tua vida é uma estrela a nos guiar,
É a humildade do teu nobre coração,
Alegremente haveremos de lembrar,
Que és exemplo de carinho e dedicação:

Nós celebramos...o teu feliz Aniversário,
E esta data é para nós um relicário.
Ó Pai querido! Aquí estamos a saudar.
Neste dia glorioso, nosso abraço vamos dar.

Ó Padre Zé que és um perfeito modelo,
De confiança, de carinho e de amor,
Até ao extremo se expande o teu zelo,
As nossas almas querem levar ao SENHOR!.
Ensinas pois, a essas almas que desejam,
Seguir a cena que na vida tu trilhaste,
Felicidades é o que todos te almejam,
Agradecendo todo bem que ensinaste.

Nós celebramos....etc.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ah. Que saudades!

INVERNO 
Por joao dehon  em 10/05/2006 


Para os meus conterrâneos que moram fora, o inverno no Sertão está muito bom. 34 grandes açudes já sangraram, inclusive o cachoeira dos Alves de Itaporanga e aqui em Patos a festa é grande. Farinha, Capoeira e Jatobá sangrando e a fartuta comendo no centro.

E a minha música no leito do Piancó, vai servir para a propaganda da AESA - Agencia de Água da Paraíba.
E lá vai a letra.

Piancó, Piancó, Piancó
Meu rio meu xodó.

Tu que nasces lá na Serra 
De Santa Inês tu vens prá cá,
Banhas logo Conceição,
Terra que aprendí amar,
Terra de homens valentes,
Povo bravo e hospitaleiro,
Berço da Inteligencia,
Desse Pinto Sanfoneiro.

Segues arrastando areia,
É lindo o teu marulhar,
Quando botas uma cheia,
De Ibiara é bom de olhar,
Fazes festa à natureza,
Carregando a ribanceira,
Diamante vira menino,
E entra na brincadeira.

Teu remanso muito forte,
Leva o Rio pelo Sertão,
Lembra muito a nossa infancia,
Doi até o Coração,
Boaventura se enobrece,
Com o seu nobre personagem,
Riqueza e muita fartura,
O Meu Rio pede passagem.

Tua forte correnteza,
Faz baceiro e quebra mato,
Crianças tomando banho,
Lá no poço de Torquato,
Itaporanga se enfeita,
Prá dançar coco e forró,
Ouvindo o ronco bonito,
Do meu Rio Piancó.

Quando Chegas em Piancó,
O teu nome já é cidade,
Vens trazendo em tuas águas,
progresso e prosperidade,
Para este homem aqui do Vale,
Que tem coragem por lema,
Tuas águas chega enfim,
Ao açude de Coremas.

Piancó,Piancó,Piancó,
Meu rio, meu xodó.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Neporcinópolis


Por joao dehon  em 22/04/2006 

Estive em Neporcinópolis, quarta feira e lá o assunto é o POEIRÃO, o maior torneio de futebol do Mundo.

Dizem que este ano terá mais de 2000 atletas disputando. Bom para nossa terra que pelo menos nisso está quebrando o Recorde.

Terça Feira estarei lá novamente para comer uma Curimatã ovada, lá em Valter Inácio e batendo papo com Agápio Sertão e tomando um coca bem geladinha.

Neporcinópolis está destruída, parece até que passou um furacão: ruas com buracos, muita lama na periferia, um lixão que degrada o Riacho de Santo Antonio, que por sua vez cai no Rio Piancó e por aí vai. 

Meu querido amigo Antonio Porcino prefeito de Neporcinópolis, ex-Itaporanga, Faça alguma coisa!

Meu Querido Paulo Porcino, secretário da Prefeitura de Neporcinópilis faça alguma coisa pela infra-estrutura da cidade!

Meu querido amigo e companheiro de movimento comunitário, José Porcino, eleito Presidente da Câmara Municipal, exija do Prefeito um ato que mereça aplauso!

O nepotismo, talvez seja a causa de tudo. Por que não acaba-lo.

Mural do itaporanga.net

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A BODEGA DE MANÉ VIRGULINO

A BODEGA DE MANOEL VIRGULINO
João Dehon Fonseca

Sal grosso, açúcar e rapadura, 
Querosene, biscoito e sianinha,
Feijão, arroz e também farinha,
Óleo de Peroba e até gordura,
Agulha, dedal e carretel de linha,
Isso nas prateleiras e no balcão,
Sem contar com bolacha e sabão,
Misturados naquele estripuliço,
Um anzol, uma vara e um caniço,
Prá aumentar mais ainda a confusão.

Um caixão de madeira bem no canto,
Onde o açúcar Seu Mané armazenava,
Era ali que a garotada brincava,
E esse fato causava muito espanto,
E quando Mané Virgulino cochilava,
A menineira no caixão caia,
Comia açúcar e o bolso enchia,
O barulho acordava o Virgulino,
Que gritava: sai daí menino...!
Infância boa e cheia de alegria.

Cocada misturada com corda de fumo,
Pão doce no depósito de anelina,
Corda de agave e agulha fina,
A bodega vendia até estrumo,
Comprimido, só tinha penicilina,
Seu Mané não era bem humorado,
Pegava ar e era malcriado,
Não gostava de pergunta idiota,
Pra elas sempre tinha resposta,
E nunca na vida ficava calado.

Evandro, um menino bem traquino,
Descobriu de Mané um fato raro,
Achou o fósforo um produto caro,
Seu Mané pegou ar com o menino,
Falou num tom franco e claro:
Seu dinheiro pra mim falta não faz,
Sua presença incomoda muito mais,
Mas lhe dou o estoque da farinha,
Se você fizer uma cabecinha,
De um desses palito. É Capaz?

Este fato pela rua se espalhou,
Todo mundo procurava o endereço,
Apenas para saber o preço,
Da caixa de fósforos, o valor.
Seu Mané que rezava muito o terço,
Começou pelo o cão a esbravejar,
Com a mãe de Evandro foi falar,
Pois todos da cidade perguntavam,
Quarenta palitos quanto custavam,
Isso fazia seu Mané no cão virar.

Tapioca com manteiga e côco,
Bolacha soda vendia muito bem,
Não precisava gritar aqui tem,
Porque Dona Regina fazia pouco,
O moleque de açúcar também,
Era outro produto ali vendido,
Mas eu tava ficando esquecido,
Que o fósforo ele deixou de vender,
Tentando fazer o povo esquecer,
De Evandro que o tinha ofendido.

Perguntar num faz mal e eu pergunto,
Seu Mané tem pão crioulo ou carteira?
Se tiver o senhor bota dois na feira,
E quero mudar logo de assunto,
Falando sério e sem brincadeira,
Uma caixa de fósforo quanto é?
Respondia com raiva batendo o pé,
Eu deixei de vender fósforo aqui,
Por conta do moleque de Aní,
Nunca mais vendo, em Deus tenho fé.

Tinta ocre, xadrez e muito cal,
Cimento misturado com feijão,
Do lado de fora olhando pro chão,
Dava prá ver todo aquele escambal,
Balança e pesos em cima do balcão,
Para pesar carvão e também fubá,
Nesse instante num quero nem pensar,
Na carne de charque que era magra e fina,
E bem do lado uma lata de creolina,
Que fazia a confusão aumentar.

Tudo você podia na bodega comprar,
Só fósforo ali não vendia,
Mas Nonato Biuta tinha mania,
De tirar dúvida e ali foi testar,
Esboçando certa simpatia,
Perguntou a Mané Virgolino,
Com educação e trato fino,
Aqui tem fósforo prá vender?
Vá embora! pra sua mãe eu não ofender,
Vá chatear seu pai, menino!

Foice, martelo, pua e roçadeira,
Inseticida e veneno de formiga,
Mato verde para acabar intriga,
Espoleta e também peixeira,
Erva doce para dor de barriga,
Fósforo não tinha nem de brinquedo,
Esse item ali causava medo,
Era fácil encontrar até batina,
A glostora era a melhor brilhantina,
Mas Fósforo! Esse não dava enredo.

Agostinho que era meu melhor amigo,
Que na música era ás em cavaquinho,
E não era um menino dos bonzinho,
Com um jeito que eu jamais consigo,
Foi até a bodega e com o seu jeitinho:
Se tiver fósforo eu quero uma caixa,
Mas logo ele leu uma faixa,
Onde estava escrito bem assim:
“Não vendo fósforo nem pra mim,
Quanto mais pr’essa gente baixa.”

Fazendo que nada tinha lido,
Agostinho insistiu tem ou não tem,
Seu Mané ficou num louco vai-vem,
E gritou: vá embora seu fudido,
Vou falar com seu pai também,
Não tenho fósforo nessa porra,
Seu filho de uma cachorra,
Ou acabam com essa brincadeira,
Ou termino fazendo uma besteira,
Fechando em Itaporanga essa zorra.

Barbante, escova e palito de dente,
Óleo de rícino e óleo de linhaça,
Cangalha prá jegue e até cabaça,
Contra o piolho tinha pó e pente,
Na esquina do balcão, servia cachaça,
Era uma miscelânea na mercearia,
Olhando de frente era uma agonia,
Não vendia a quem tivesse de pileque,
Mas para agente que era moleque,
Tudo aquilo era uma grande alegria.

Mas o tempo rápido passou,
Hoje estamos todos adultos,
Uns bem de vida outros cultos,
Da infância só a marca ficou,
Seu Mané foi um dos vultos,
Que fizeram a nossa cidade,
Hoje com muita tranqüilidade,
Brinco em versos com sua zanga,
Parte da historia de Itaporanga,
História feita com felicidade.

Seu Manoel era um homem honrado,
Itaporanga toda lhe queria bem,
Sensato, cristão como ninguém,
Era enfim um homem respeitado,
Era bom pai de família também.
Criou seus filhos com educação,
José Virgulino era um bonachão,
Tinha uma que foi ser religiosa,
Valdemar era dado a uma prosa,
Darcí, figura de bom coração.

Ainda tinha Bia e Antenor,
Mané Virgulino casou com Regina,
Que manteve na casa a disciplina,
Um casamento que cultuava o amor,
Nascer um para o outro é sina,
Coisa que hoje ninguém mais ver,
O casamento assim era fácil de manter,
A união durava a vida inteira,
A família era a base, era a esteira,
União assim, hoje é difícil ter.

Para terminar essa história,
Que aumentei, mas não inventei,
É cultura nossa e eu me esforcei,
Para o personagem ficar na memória,
Busquei a infância e até rimei,
Com pessoas que na mente eu tinha,
Como sou filho da Dona Dazinha,
Gosto de exaltar todo meu povo,
Lembrando de outro personagem novo,
Vou glorificar sempre a terrinha.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

FONSECADA A MAIOR FESTA DE FAMÍLIA NA PARAIBA

Por João Dehon Fonseca  

Fonseca é uma família grande,
...Orgulho de quem assim assina,
No Brasil a família se expande,
Ser Fonseca é estar sempre por cima,
E aí nunca falta inteligência e humor,
Cada Fonseca tem uma capacidade,
A família é uma só felicidade,
Deus fez essa gente só de amor,
Assim será até a eternidade,

Assim vai ser a vida inteira.

Modéstia, num Fonseca é brasão,
Amabilidade é coisa verdadeira,
Impossível não sentir o coração,
O instrumento principal da emoção,
Riqueza maior da família inteira.

Fonseca é amor, Fonseca é festa,
Esta família não gosta de hipocrisia,
Sensatez, humor e às vezes poesia,
Teima em dizer a piada que lhe resta,
Adora levar aos outros a alegria.

Dedicado a toda parentada,
Encontra-se todo ano em janeiro,

Fonseca é acima de tudo uma gente dada,
Amável, a família é um grande seleiro,
Muita felicidade quando um vai o outro abraçar,
Imagina mil coisas para ao outro contar,
Lisonjeado quer contar primeiro,
Irrequieto procura a piada mais engraçada,
Aquela boa que faz sempre o outro rir,

No final sai aquela grande gargalhada,
A Fonsecada começa assim a se divertir.

Para um Fonseca não tem nada igual,
Além do parente que está ali a sua frente,
Regozija-se porque ele está presente,
A amabilidade entre eles é algo fenomenal,
Impossível não perceber esse jeitinho,
Baseado no calor humano e no carinho,
A Família Fonseca é mesmo sem igual.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Morre Chico Badu, uma lenda do nosso futebol

Badu faleceu aos 86 anos em Itaporanga.


Francisco Alves Leite ou, como era conhecido, Chico Badu (foto), morreu, aos 86 anos, na tarde dessa segunda-feira, 21, no hospital de Itaporanga, e foi sepultado nessa terça no cemitério local.

Dezenas de pessoas, entre amigos e familiares, acompanharam o enterro, regado por algumas das músicas que ele mais gostava: as cantoras foram suas próprias netas, as meninas do Clã Brasil, grupo conhecido nacionalmente. “A gente iria fazer 60 anos de casado agora em maio”, disse emocionada, à reportagem da Folha, a viúva Lizete Soares Leite, completando que “Eu sabia que tinha que passar por isso, mas não imaginava que fosse tão difícil”.

Chico Badu estava doente desde 2004, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e já não andava. Mas as pernas que agora viviam recolhidas a uma cadeira de rodas já foram rápidas, fortes e gloriosas: deram muita canseira nos adversários e alegria ao público dentro de campo, onde Chico defendeu o 9 de Janeiro, o Baependi e outros times que fizeram história no futebol de Itaporanga nas décadas de 40, 50 e 60.

Ele atuou por mais de 30 anos como alfaiate, mas foi como jogador de futebol que ganhou fama e prestígio: é considerado um dos melhores jogadores de Itaporanga em todos os tempos. “Ele recebeu o apelido de Jipe em um jogo que houve aqui em Itaporanga: tinha chovido nesse dia e o campo estava enlameado: todo jogador caía, mas ele, não: os jogadores do time adversário tentavam segurá-lo, mas não conseguiam acompanhá-lo”, comentou o também ex-alfaiate Agápio Sertão. “Ele jogou por todo canto: em Patos, em Recife e nessa região toda”, complementa a viúva.

Chico Badu residia com a esposa na Getúlio Vargas, centro de Itaporanga, e deixou quatro filhos, além de vários netos.

Pubçicado no Folha do Vale em 23-03-2011


A PASSAGEM DO JEPP

Por Joao Dehon Fonseca  em 23/03/2011 


Baependí, 9 de Janeiro, Fluminense, Madureira e tantos outros times de futebol brilharam em Itaporanga nas décadas de 50,60 e 70 e em todos eles verdadeiros craques se revelaram como:Manoel Loreano, Eládio Clementino, Diassis Leite, Edmilson Fonseca(o Castilho do Baependí), José Will, André Morato, Ranulfo Pereira, João Neto Espínola,... José Rodrigues, Luís Costa, Antonio Fonseca, Tenor Benga, Tamon, Zé de Nacinha, Zé Zambeta,Miguel Barreiro, Vianês, Mazola, Caquinho Guimarães, Alírio Soares e muitos outros que fizeram um futebol bonito cada um na sua época, mas que marcou nossa cidade.

Em meio a toda essa gente, um atravessou as três décadas jogando bola de forma impecável: o nosso JIPP. Segundo Eládio Clementino ele foi assim apelidado porque não existia barreira que ele não quebrasse com uma bola nos pés. JIPP, era Chico de Badú, JIPP era audás, era veloz, era ponta esquerda a posição mais difícil do futebol, mas mesmo assim ele brincava com a bola. Ele nunca chamou a Bola de Vossa Excelencia, ele chamava a bola de tú. Ele tinha intimidade com a pelota e jogou até o fim da década de 70.

Como Chico de Badú ele foi oficial de alfaiate, profissão que sempre exerceu e exerceu com dignidade, é tanto, que juntamente com sua esposa Lizete conseguiu educar os filhos:Ilka, Zé Badú(o mago do violão de sete cordas), Istria e Laninha.

Segundo o que tenho aprendido com Reynolds é necessário morrer para se começar a viver e essa grande verdade é confirmada por Francisco de Assis quando diz: "É morrendo que se vive para a vida eterna. Pois bem, Chico passou para viver eternamente e dessa forma ele vai lá de cima juntamente com seu sogro Dedé abrir luzes e graças para que essas meninas do Clão Brasil, suas netas, continue orgulhando Itaporanga, a Paraiba e o Brasil.

Chico de Badú, filho do mestre Badú, era um GUIMARÃES da gema, filho de Dona Bilinha Guimarães que era prima irmã de minha saudosa mãe Dona Dazinha.

Chico de Badú deixa um grande recado para os que admiram a honestidade e o recado está dado na dignidade de cada um dos seus filhos, netos e bisnetos.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

MAIS UM ANO SEM PADRE ZÉ


Por João Dehon Fonseca em 24/05/2010

Esta data sempre foi dia de festa para Itaporanga. José Sinfronio de Assis Filho, nosso querido Padre Zé era o aniversariante deste dia. Lembro-me que quando éramos Cruzadinhos, íamos às 5,00 horas da manhã acordar o Padre com o nosso coral, comandado por Walquíria Souza e uma das músicas tinha a seguinte letra:

"A magna data em que celebramos,
Com alegria, com carinho e compreensão,
É a ti ó Padre Zé que nós saudamos,
A ti faz vênia toda nossa gratidão,
A tua vida é uma estrela a nos guiar,
É a humildade do teu nobre coração,
Elegremente haveremos de lembrar,
Que és exemplo de carinho e afeição.

Nós celebramos,
O teu feliz aniversário.
E essa data
É para nós um relicário,
Ó pai querido,
Aqui estamos a saudar,
Nesse dia glorioso,
Nosso abraço vamos dar.

Ó Padre Zé que és um perfeito modelo,
De alegria, de abandono e amor,
Até o extremo se expande o teu zelo,
As nossas almas querem elevar ao Senhor,
Ensinas pois a essas almas que desejam,
Seguir na vida essa cena que trilhaste,
Felicidade é o que todos de almejam
Agradecendo todo bem que ensinaste".

Já faz muito tempo, os anos se foram, mas as lembranças ficaram e todo dia 24 de maio me lembro de como era alegre, como era gostoso e inocente tudo aquilo.
Outro musiqueta que cantávamos regidos por Walquiria Sousa era:

"Acorda vigário querido daqui,
Acorda, olha o sol a surgir,
E a terra entoando louvor,
“Ao coração paterno do benfeitor.”

Êh saudades!!!!!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Morre Chico Badu, uma lenda do nosso futebol

Badu faleceu aos 86 anos em Itaporanga.


Francisco Alves Leite ou, como era conhecido, Chico Badu (foto), morreu, aos 86 anos, na tarde dessa segunda-feira, 21, no hospital de Itaporanga, e foi sepultado nessa terça no cemitério local.

Dezenas de pessoas, entre amigos e familiares, acompanharam o enterro, regado por algumas das músicas que ele mais gostava: as cantoras foram suas próprias netas, as meninas do Clã Brasil, grupo conhecido nacionalmente. “A gente iria fazer 60 anos de casado agora em maio”, disse emocionada, à reportagem da Folha, a viúva Lizete Soares Leite, completando que “Eu sabia que tinha que passar por isso, mas não imaginava que fosse tão difícil”.

Chico Badu estava doente desde 2004, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e já não andava. Mas as pernas que agora viviam recolhidas a uma cadeira de rodas já foram rápidas, fortes e gloriosas: deram muita canseira nos adversários e alegria ao público dentro de campo, onde Chico defendeu o 9 de Janeiro, o Baependi e outros times que fizeram história no futebol de Itaporanga nas décadas de 40, 50 e 60.

Ele atuou por mais de 30 anos como alfaiate, mas foi como jogador de futebol que ganhou fama e prestígio: é considerado um dos melhores jogadores de Itaporanga em todos os tempos. “Ele recebeu o apelido de Jipe em um jogo que houve aqui em Itaporanga: tinha chovido nesse dia e o campo estava enlameado: todo jogador caía, mas ele, não: os jogadores do time adversário tentavam segurá-lo, mas não conseguiam acompanhá-lo”, comentou o também ex-alfaiate Agápio Sertão. “Ele jogou por todo canto: em Patos, em Recife e nessa região toda”, complementa a viúva.

Chico Badu residia com a esposa na Getúlio Vargas, centro de Itaporanga, e deixou quatro filhos, além de vários netos.


A PASSAGEM DO JIPP
Por Joao Dehon Fonseca  em 23/03/2011 

Baependí, 9 de Janeiro, Fluminense, Madureira e tantos outros times de futebol brilharam em Itaporanga nas décadas de 50,60 e 70 e em todos eles verdadeiros craques se revelaram como:Manoel Loreano, Eládio Clementino, Diassis Leite, Edmilson Fonseca(o Castilho do Baependí), José Will, André Morato, Ranulfo Pereira, João Neto Espínola,... José Rodrigues, Luís Costa, Antonio Fonseca, Tenor Benga, Tamon, Zé de Nacinha, Zé Zambeta,Miguel Barreiro, Vianês, Mazola, Caquinho Guimarães, Alírio Soares e muitos outros que fizeram um futebol bonito cada um na sua época, mas que marcou nossa cidade.

Em meio a toda essa gente, um atravessou as três décadas jogando bola de forma impecável: o nosso JIPP. Segundo Eládio Clementino ele foi assim apelidado porque não existia barreira que ele não quebrasse com uma bola nos pés. JIPP, era Chico de Badú, JIPP era audás, era veloz, era ponta esquerda a posição mais difícil do futebol, mas mesmo assim ele brincava com a bola. Ele nunca chamou a Bola de Vossa Excelencia, ele chamava a bola de tú. Ele tinha intimidade com a pelota e jogou até o fim da década de 70.

Como Chico de Badú ele foi oficial de alfaiate, profissão que sempre exerceu e exerceu com dignidade, é tanto, que juntamente com sua esposa Lizete conseguiu educar os filhos:Ilka, Zé Badú(o mago do violão de sete cordas), Istria e Laninha.

Segundo o que tenho aprendido com Reynolds é necessário morrer para se começar a viver e essa grande verdade é confirmada por Francisco de Assis quando diz: "É morrendo que se vive para a vida eterna. Pois bem, Chico passou para viver eternamente e dessa forma ele vai lá de cima juntamente com seu sogro Dedé abrir luzes e graças para que essas meninas do Clão Brasil, suas netas, continue orgulhando Itaporanga, a Paraiba e o Brasil.

Chico de Badú, filho do mestre Badú, era um GUIMARÃES da gema, filho de Dona Bilinha Guimarães que era prima irmã de minha saudosa mãe Dona Dazinha.

Chico de Badú deixa um grande recado para os que admiram a honestidade e o recado está dado na dignidade de cada um dos seus filhos, netos e bisnetos.

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