O Porquê do site

Justificativa para a criação deste espaço.

Como navegar ho Site

Saiba como encontra tudo que você procura.

História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

Mostrando postagens com marcador Paraíba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paraíba. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Destino Paraíba será destaque na revista Qual Viagem


O jornalista Roberto Maia, especialista em turismo e cultura, chega nesta quinta-feira (30) à Paraíba para fazer uma série de visitas a pontos turísticos da Capital e dos municípios do Litoral Norte. O objetivo da visita é produzir reportagem para a Revista Qual Viagem, de São Paulo, sobre os principais atrativos turísticos, abordando também os investimentos na rede hoteleira e de bares e restaurantes das regiões.

A visita do jornalista ao Litoral Norte faz parte da série de reportagens e eventos que a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), em parceria com o trade turístico, vem produzindo em todas as regiões do Estado, com o foco ‘Paraíba além do mar’.

“A ideia é intensificar a promoção e divulgação dos destinos da Paraíba, criando novas opções de turismo para o turista; mostrando com isso, o potencial turístico que tem o Litoral Norte”, explicou a presidente da PBTur, Ruth Avelino


Agenda - Roberto Maia está na Paraíba a convite da PBTur e vai cumprir uma agenda de três dias, pautando o rico patrimônio cultural dos destinos, as belezas naturais, gastronomia e os equipamentos turísticos. Além do Centro Histórico da Capital e de Lucena (Litoral Norte), o jornalista fará um passeio pelo Estuário do Rio Paraíba, com parada na Ilha da Restinga (Cabedelo), e em seguida irá explorar o potencial turístico de Lucena e da Barra de Camaratuba, em Mataraca.

Para a secretária de Turismo e Cultura de Lucena, Socorro Leite, que vai acompanhar o jornalista, a vinda do Roberto Maia só reforça o potencial turístico a ser explorado no Litoral Norte. “Ter nosso município na agenda da PBTur só nos reforça a certeza de que somos uma grande potência para o turismo paraibano e até mesmo para o turismo nacional, a exemplo da divulgação de Pontinhas (praia em Lucena), que recebeu destaque na Revista Avianca, na edição deste mês”, disse a secretária.

Secom-PB

terça-feira, 10 de março de 2015

VENTOS DA REVOLUÇÃO


Meu pai estava ultimando a construção de uma casa na vila, na Rua do Tostão, para onde iríamos nos transferir, apressadamente, que o tempo não era de espera. Por motivos políticos, a Paraíba rompera com o Governo da Federação, passando a compor, com Minas e o Rio G. do Sul, a Aliança Liberal. Esse gesto, impulsivo e temerário, dada a gritante disparidade de forças, afigurava-se, apenas, simbólico, mais de romântica altivez, que, de outra forma, não se poderia conceber afoiteza tamanha. Carecendo das mínimas condições e não medindo as consequências, ousou, em excesso, para um tão desigual enfrentamento. Nem, sequer, dispondo dos recursos essenciais para gerir as próprias necessidades, eis, que, de súbito e imprevidentemente, se via a braços com questões outras, maiores e gravíssimas, a exigir avultadas somas de seu já exaurido tesouro. E, com uma agravante. Sendo o único Estado de todo Norte/Nordeste a se rebelar, pusera-se, com isso, em situação mais incômoda e vexatória, ao não poder contar com seus tradicionais amigos vizinhos. 

Debatendo-se, assim, sozinha, no meio de fatores tão adversos, a pequenina Paraíba estava, de fato, entregue à própria sorte, e ansiando a salvação, por um milagre. . 
Nada disso pesou, no entanto, em sua heroica decisão. Mais faria, se preciso fosse, para salvar os brios de sua gente, E, sem titubear, aceitou, de bom grado, o desafio. 

Não obstante, pior que a repressão do Governo Central, negando-lhe créditos e liberação de verbas, e estrangulando-lhe os meios de abastecimento, com o bloqueio do Porto de Cabedelo e do sistema ferroviário, foi a surpreendente insurreição de José Pereira, homem de inegáveis predicados morais e de grande prestígio no sertão paraibano. Apoiado, ostensivamente, por Washington Luiz, João Suassuna e os Pessoa de Queiroz, afora as muitas amizades, nos Estados vizinhos, tornara-se desafiador o valoroso caudilho de Princesa. E, perspicaz, vira chegada a hora, mais do que oportuna, de tirar suas conhecidas “diferenças” com o Presidente João Pessoa, precisamente, quando mais flagrante era o desaparelhamento do corpo policial do Estado, e, bem reduzido, seu efetivo. Estava, pois, a bem dizer, como queria, espreitando, apenas, a ocasião, para se lançar numa aventura, de todo modo, arriscada, mas, calculada, e de cujo sucesso já não podia duvidar. E, no antegozo das vitórias, bem que lhe cairia à fruição de regalo maior, com que jamais sonhara: tirar-lhe, da Frente, o grande rival e único atrapalho à conquista do poder - João Pessoa. 

Se, deslumbrado, abriu as portas à ilusão, nunca se soube. Verdade é que, se o fez, avançou em demasia, já não lhe podendo escapar aos efeitos envolventes, seduzido, que estava, pela glória. E, ao sentir a brisa do triunfo perpassar, em doce embalo, para assomar-lhe, depois, à cabeça, avassaladora e, aí, se aninhar, já tinha o entendimento enfraquecido e, minada, toda a resistência. Aquiesceu, tão só, uma vez não ser o mesmo homem. E, sim, um outro, à vista das suposições, alterado e movendo-se, pelas circunstâncias. 

Contudo, não seria sem certa dose de razão que se pudesse dar ao devaneio. Em situação privilegiada, com as cartas nas mãos, que lhe custaria alimentá-lo, mormente, vendo-o tão perto e factível? 

Sem perder tempo, e às escondidas, como convinha, fez-se às armas, soltando suas hostes, pelo interior do Estado, numa ação rápida e coordenada, desarticulando e submetendo as forças legalistas. 

Apanhada, em descuido, a Paraíba curvou-se, momentaneamente, ao poderio do inimigo, e, por pouco, não se viu prisioneira de mãos sanguinárias. 
Essas derrotas iniciais caíram fundo, na opinião pública, comprometendo a capacidade defensiva do Governo. 

ExuItou de alegria o astucioso chefe rebelde; ao ver confirmados seus prognósticos. Mas, não ficou, aí. Vibração maior o aguardava, abrindo-lhe as portas da fama. Foi quando se viu alçado às manchetes, numa destacada projeção de sua figura provinciana, no cenário político nacional. Tornou-se assunto obrigatório, e, ficando tão conhecido, quanto temido, por certo tempo, virou mito. 

Porém, como se viu, sonhando alto, muito alto já subira, e, pelo pouco que tinha, muito, ainda, lhe faltava. Que se contentasse, pois, com a glória efêmera que tivera, porque a Paraíba tinha, a governá-la, homens de estirpe maior, e, a defender•lhe a honra, a bravura confirmada de um povo nascido e criado de sangue e com seiva de heróis! 
Dois fatores respondiam pelos insucessos das tropas do Governo, afora seu contingente reduzido e desmuniciado. Um, a precariedade dos serviços de comunicação; o outro, a ausência física da Autoridade do teatro das operações. O Comando Geral estava sediado em Nova Olinda, é verdade, mas o Poder Civil permanecia a cerca de 400 kms do centro geográfico dos combates, dificultando, sobremaneira, a eficácia das providências, e o mais que se impunha: o manejo rápido e flexível das tropas. 

A Mudança repentina


Na vila de Misericórdia, em dimensão menor, a situação espalhava, em tudo, o que se passava nas restantes localidades do Estado. Era o retrato fiel da incerteza, da confusão e do desconhecimento dos fatos. Tal circunstância deixava aquele aglomerado humano à mercê de boatos e de notícias as mais desencontradas e alarmantes. E uma delas circulou, como faísca, correndo célere, de boca em boca, anunciando o que tanto se temia, o cerco do povoado. Era iminente, dizia-se, questão de horas, talvez. Os revoltosos para lá se encaminhavam. 

Foi sob esse impacto, que se fez a mudança, por etapas, açodada e desordenadamente. Avistadas, ao longo da estrada, as primeiras levas de cangaceiros, (recebiam, também, esse nome meu pai, com os dois filhos maiores e o irmão Lucas, embrenhou-se, mato adentro, empurrado por minha mãe, dizendo-lhe nada temesse, quanto aos outros, que saberia safar-se das dificuldades. Não sei mesmo em que se fiou, para decisão tão arrojada. Felizmente, que tudo correu bem, sem ameaças A nossa integridade. Paravam, em nossa casa, apenas o necessário, para matar a sede devorante, seguindo caminho, depois. 

Lá, pelas tantas, quando menos esperávamos, estacionou, à porta de casa, um lindo Ford 29 preto, com a missão de nos levar para a rua. Viera a mando de meu padrinho de batismo, o farmacêutico Augusto Nunes, e conduzido pelo filho José Nunes e Luizinho, irmão de Dona Salomé Pedrosa. 

Minha mãe relutou, o quanto pode, em tornar assento no carro sem a sogra. Esta não queria ir conosco, pedindo tempo, para poder deixar a casa em ordem. Que fôssemos, na frente, que iria, depois. Minha mãe não concordava, pela delicadeza do momento. Todavia; ante a firmeza de sua decisão, não nos restou alternativa, e, mesmo a contra-gosto, tivemos de ,entrar no automóvel, que saiu adoidado, sacolejando em disparada, sem ao menos sentirmos os catabis, porque nossos corações pulavam mais.  

Alguns minutos, e estávamos em frente da nova residência. Só deu mesmo para subir o batente. Fechou-se o tempo, e uma saraivada de balas nos saudou, num gesto inusitado e nada amistoso de boas-vindas. Graças a Deus, que a casa era bem coberta e segura. Extendemo-nos, no chão limpo atijolado, minha mãe e eu, e assim ficamos, imóveis, com meu coração de cinco anos batendo fora de ritmo. Um dos piquetes de defesa, a vomitar fogo, por sobre nossas cabeças, ficava na torre da matriz velha, coisa de 150 metros de onde estávamos. 

Foi um tiroteio intenso, mas, de poucas horas, e sem vítimas fatais, graças ao aparecimento de um avião legalista que, de maneira singular, pôs fim à luta, sem que dele partisse um só tiro. Era a primeira vez que nos visitava, e sua simples presença foi o bastante para levar o medo e o pânico a todos, indistintamente, e de modo particular, aos sitiantes, por se acharem mais expostos, a descoberto. A debandada foi geral, de parte a parte, numa correria louca, a esmo, sem direções escolhidas, à procura de esconderijos, nas casas, nos matos e nos serrotes. Não fosse a ocorrência de algumas mortes, por colapso, causado pelo pavor, o episódio teria se revestido de pura comicidade, ao esvaziar-se o campo da luta. 

Maior, no entanto, que o medo da morte, que nos rondava, era a angústia pelo destino dos familiares. Meu pai, com meus irmãos, em lugar incerto, e minha avó, sozinha, retida na Favela. Estariam vivos, ou mortos? A incerteza nos torturava. Foi só ao amanhecer, com a chegada de meu pai, que o sofrimento minorou. Ao não encontrar a mãe conosco, volta, porém, em cima dos pés, em sua busca, esgueirando-se, pelo leito do rio. Achando-se, em paz, sossegou. Mas, não houve rogos que a convencessem a vir para nossa companhia. Entendendo que lá era seu lugar, ficou. 

A vinda do Dr. José Américo, Secretário de Segurança e Coordenador Geral da Campanha, para Piancó, onde instalou seu Comando, foi fator de suma importância na alteração do panorama bélico. Essa decisão, nas circunstâncias, foi de rara clarividência, pelo que dela resultou. Parece que sua avançada miopia exterior dera-lhe uma maior visão interior. De imediato, sua presença, entre outras vantagens, serviu para conter as funestas deserções, e dar moral, disciplina e alento às tropas. E José Pereira, que, até então, só experimentara o sabor delicioso das vitórias, começou a sorver o fel amargo das derrotas. Registraram-se os primeiros tremores, nos alicerces do “Território livre de Princesa”. Aos feitos menores de Misericórdia, S. Boaventura, Manguenza, Sítio e Cajueiro, vieram somar-se as contundentes derrotas de Tavares e Alagoa Nova, seus dois maiores redutos, depois de Princesa. Abateu-se o ânimo dos revoltosos, surgindo, aí, as primeiras fugas, como relata José Amrico, em O Ano do Nego. 

Estava, nesse pé, a situação, quando a catástrofe se deu. Assassinaram João Pessoa, no Recife, dentro da Confeitaria Glória, diziam as notícias. Seu autor, o bacharel João Duarte Dantas, O calendário marcava 26 de julho de 1930. 

A Paraíba contraiu-se de dor, e gemeu alto sua desdita. Não, não era possível. Foi tudo o que se ouviu, numa dolorosa obstinação em assimilar a realidade. 

O Que foi essa tragédia e o que a ela se seguiu não cabe em registro. 

Unicamente quem a viveu pode dar-lhe avaliação. Na história paraibana, e quiçá, brasileira, não se conhece comoção igual. Esse crime, extemporâneo e um tanto equivocado, sacudiu e convulsionou o Estado, de ponta a ponta, fazendo desaguar na alma coletiva todas as mágoas e frustrações que a dor não conseguira reprimir. Tocadas por: um frenesi, as pessoas foram se juntando, em grupo, aturdidas e desatinadas, engrossando, em multidões ameaçadoras, até caírem, depois, num desvairamento geral perigosíssimo, que transformou por completo, a fisionomia da pacata capital paraibana. Impossível descrever, então, as cenas horríveis que se verificaram, com o quebra-quebra, os incêndios e as depredações. Foi coisa nunca vista. Com a chegada do esquife, no dia 28, vindo do Recife, em trem especial, os ânimos serenaram, um pouco, com todos querendo ver o corpo inanimado de seu herói. Mas, a comoção atingiu, aí, seu paroxismo. Deixemos falar quem mais capacitado, por ter sido figura central dos sangrentos acontecimentos, e vivido toda a intensidade da tragédia - José Américo de Almeida, em seu livro já citado. 

“Quando o trem apitou, dando sinal de partida; o povo se deu ao desespero. Quem nunca viu uma multidão em peso, chorando, num choro alto, quem nunca assistiu na vida a um quadro semelhante, não pode, nem de longe, avaliar o que foi isso. Era um pranto enorme. E eu de cara limpa e uma agonia por dentro, sentindo o vácuo. 

Os músicos sopravam seus instrumentos e o que saia era um choro desafinado. 

Não estou exagerando. Tenho horror ao exagero. Cem anos que eu viva nunca me esquecerei dessa cena. Nunca vi tanta dor. 

Passado o pesadelo do adeus, com a ida do féretro, de navio, para o Rio de Janeiro, a Paraíba uniu-se, de todo, numa corrente de civismo, sem paralelo, em sua história, captado e condensado num hino de grande beleza e inspiração. Do litoral aos confins do sertão, não se cantava outra coisa: 

Lá do Norte um herói altaneiro 
Que da Pátria o amor conquistou 
Foi um vivo farol que ligeiro 
Acendeu e depois se apagou 

Estribilho 

João Pessoa, João Pessoa, 
Bravo filho do sertão 
Toda a Pátria espera um dia 
A tua ressurreição 
João Pessoa, João Pessoa 
O teu vulto varonil 
Vive ainda, vive ainda 
No coração do Brasil. 

Paraíba, ó rincão pequenino 
Como grande este homem te fez 
Hoje em ti cabe todo destino 
Todo orgulho da nossa altivez 

Estribilho 

João Pessoa, João Pessoa,... 
Como um cedro que tomba na mata 
Com um raio que em cheio o feriu 
Assim ele ante a fúria insensata 
De um feroz inimigo caiu. 

Estribilho 
João Pessoa, João Pessoa,... 

Depois disso, não havia como falar em vitória dos rebeldes. Só um louco o faria. Já respiravam derrota, sem que fossem guerreados. 

Contudo, sob proteção de contingentes do Exército, e não se atrevendo a por a cabeça de fora, o valoroso José Pereira homiziou-se em seu fortim de Princesa, com as forças remanescentes, na vã tentativa de esboçar uma resistência que já não convencia, por inútil. 

Usando de igual artimanha à do adversário - a surpresa - José Américo fez despachar 300 homens escolhidos, sob as ordens do capitão Emerson Benjamin, para o assédio final. 
Não esperava por essa o irrequieto chefe rebelde. 

Caindo, de chofre, sobre os amotinados, os legalistas subtraíram-Ihes o menor ensejo de reação, aniquilando-os, com o ataque fulminante. 

Perdida a última batalha, e a causa, com a vitória da Revolução, José Pereira fugiu, passando, segundo consta, a levar vida errante, por vários Estados, mas, cheio de dignidade, até sua morte natural. 

Quanto à Aliança Liberal, que vivia de adiar, continuamente, a data e à hora de pegar em armas, encontrou, de repente, no sacrifício de seu líder, aquilo de que tanto precisava, para sensibilizar e levantar as massas: a bandeira e a pólvora. 

A Grande Dor

De, aproximadamente, ano e meio foi nossa permanência no nº. 88 da Rua do Tostão, atualmente Prof. Alencar. Mais não foi possível. Um acontecimento, sumamente doloroso, de lá nos tirou. Ainda que, no fundo, toda morte acarreta, indistintamente, os mesmos efeitos - a dor e um vácuo que se não preenche - essa, para nós, deixou outras marcas, indefinidas, que o tempo não conseguiu apagar e nem alterava meu pai, que não era chegado a lágrimas, derramou-as, aí as primeiras e únicas. Minha mãe, essa ficou quase alucinada, prostrando-se, no meio da rua, não querendo volver ao lugar da sua desgraça. E, no que me toca, a julgar pelo que sinto, fiquei um tanto diferente, incompleto, ao ir-se com ele um pedaço de mim. Mais de meio século é passado, e nunca pude me refazer da perda. Na verdade, não era mesmo um de nós meu irmão José; no verdor de seus treze anos! 

Tangidos pela desventura, fomos parar, em fins desse ano fatídico, 1931, no nº. 80 da Rua do Limoeiro, (hoje, Avenida Getúlio Vargas, onde vivi, até os doze anos, numa total inconsciência do mundo que me cercava. Ignorando tudo, nada sabia da vida. Uma coisa só me importava, e muito, brincar e nada mais. Todavia, era ouvindo histórias de trancoso que me sentia, realmente, feliz, ao ser arrebatado a regiões longínquas, deixando-me inteiramente descompromissado com o mundo dos sentidos. E não vacilava, às vezes, ao seu pagamento, feito em pães doces, furtados de nossa própria padaria!

Do Livro Resgatando Dívidas

domingo, 1 de fevereiro de 2015

História da Paraíba

 Mapa da capitania da Paraíba, 1698

A história da Paraíba começa antes do descobrimento do Brasil, quando o litoral do atual território do Estado era povoado pelos índios tabajaras e potiguaras. Demorou um certo tempo para que Portugal começasse a explorar economicamente o Brasil, uma vez que os interesses lusitanos estavam voltados para o comércio de especiarias nas Índias. Além disso, não havia nenhuma riqueza na costa brasileira que chamasse tanta atenção quanto o ouro, encontrado nas colônias espanholas, minério que tornara uma nação muito poderosa na época.

Devido ao desinteresse lusitano, piratas e corsários começaram a extrair o pau-brasil, madeira muito encontrada no Brasil-colônia. Esses invasores eram, em sua maioria, franceses, e logo que chegaram no Brasil se aproximaram dos índios, o que possibilitou entre eles uma relação comercial conhecida como "escambo": o trabalho indígena era trocado por alguma manufatura sem valor. Com o objetivo de povoá-la, a colônia portuguesa foi dividida em quinze capitanias para doze donatários. Entre elas destacam-se a capitania de Itamaracá, a qual se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição. Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém, em Pernambuco. Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de uma índia, filha do cacique potiguar nesse engenho. Após esta tragédia, D. João III, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à capitania do Rio Paraíba.

Engenho na Paraíba, 1645
Quando o governador-geral D. Luís de Brito recebeu a ordem para separar Itamaracá, recebeu também do rei de Portugal a ordem de punir os índios responsáveis pelo massacre, expulsar os franceses e fundar uma cidade. Assim começaram as cinco expedições para a conquista da Paraíba. Para isso o rei D. Sebastião mandou primeiramente o ouvidor-geral D. Fernão da Silva.

A primeira expedição aconteceu em 1574, cujo comandante foi o ouvidor-geral D. Fernão da Silva. Ao chegar no Brasil, Fernão tomou posse das terras em nome do rei sem que houvesse nenhuma resistência, mas isso foi apenas uma armadilha. Sua tropa foi surpreendida por indígenas e teve que recuar para Pernambuco.

A segunda expedição ocorreu em 1575 e foi comandada pelo governador-geral, D. Luís de Brito. Sua expedição foi prejudicada por ventos desfavoráveis e eles nem chegaram sequer às terras paraibanas. Três anos depois outro governador-geral Lourenço Veiga, tenta conquistar o Rio Paraíba, não obtendo êxito.

Brasão da Capitania da Paraíba
A terceira aconteceu em 1579, ainda sob forte domínio "de fato" dos franceses, foi concedida, por dez anos, ao capitão Frutuoso Barbosa a capitania da Paraíba, desmembrada de Olinda. Essa ideia só lhe trouxe prejuízos, uma vez que quando estava vindo à Paraíba, caiu sobre sua frota uma forte tormenta e além de ter que recuar até Portugal, ele perdeu sua esposa. Em 1582, na quarta expedição, com a mesma proposta imposta por ele na expedição anterior, Frutuoso Barbosa volta decidido a conquistar a Paraíba, mas cai na armadilha dos índios e dos franceses. Barbosa desiste após perder um filho em combate. Na quinta e última expedição, em 1584, após a sua chegada à Paraíba, Frutuoso Barbosa capturou cinco navios de traficantes franceses, solicitando mais tropas de Pernambuco e da Bahia para assegurar os interesses portugueses na região. Nesse mesmo ano, da Bahia vieram reforços por meio de uma esquadra comandada por Diogo Flores de Valdés, e de Pernambuco tropas sob o comando de D. Filipe de Moura. Conseguiram finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. Após a conquista, eles construíram os fortes de São Tiago e São Filipe.

Para as jornadas, o ouvidor-geral Martim Leitão formou uma tropa constituída por brancos, índios, escravos e até religiosos. Quando aqui chegaram se depararam com índios que sem defesa, fogem e são aprisionados. Ao saber que eram índios tabajaras, Martim Leitão manda soltá-los, afirmando que sua luta era contra os potiguaras, rivais dos Tabajaras. Após o incidente, Leitão procurou formar uma aliança com os Tabajaras, que por temerem outra traição, rejeitaram-na.

Depois de um certo tempo, Leitão e sua tropa finalmente chegaram aos fortes (Forte de São Filipe/São Filipe e Santiago), ambos em decadência e miséria devido às intrigas entre espanhóis e portugueses. Com isso, Martim Leitão nomeou o espanhol conhecido como Francisco Castejón para o cargo de Frutuoso Barbosa. A troca só fez piorar a situação. Ao saber que Castejón havia abandonado, destruído o Forte e jogado toda a sua artilharia ao mar, Leitão o prendeu e o enviou de volta à Espanha.

Quando ninguém esperava, os portugueses unem-se aos Tabajaras, fazendo com que os potiguaras recuassem. Isto se deu no início de agosto de 1585. A conquista da Paraíba se deu ao final, pela união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe, palavra que significa "Braço de Peixe". A província tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Paraiba

Transporte

Mapa viário da Paraíba
A frota estadual em 2012 era de 878 860 veículos, sendo 376 456 automóveis, 335 084 motocicletas, 55 059 caminhonetes, 45 922 motonetas, 24 141 caminhões, 18 439 camionetas, 5 434 ônibus, 4 790 veículos utilitários 3 588 micro-ônibus, 2 098 caminhões-trator e trinta tratores de roda. Outros tipos de veículos incluíam 7 819 unidades.

Trecho da BR-101, na divisa da Paraíba
 com o Rio Grande do Norte.
No transporte rodoviário, a Paraíba está ligada a outros estados e regiões do Brasil por meio de rodovias federais e estaduais. Entre as federais, cujos trechos totalizam 1 400 km de extensão, estão a BR-101 - começa em Touros, no Rio Grande do Norte, passa pela Paraíba, cujo trecho encontra-se duplicado, e se estende até São José do Norte, no Rio Grande do Sul -, a BR-104 - rodovia que tem início em Macau, no vizinho estado do Rio Grande do Norte, entra na Paraíba pelo município de Nova Floresta e sai do mesmo por Alcantil, e prossegue até terminar em Maceió, no estado de Alagoas -, a BR-110 - inicia-se em Areia Branca, litoral norte potiguar, entra no estado por Brejo do Cruz e sai por Monteiro, até terminar em São Sebastião do Passé, na Bahia -, a BR-116 - começa em Fortaleza, Ceará, e termina em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, próximo à fronteira do Brasil com o Uruguai; apenas um pequeno trecho pavimentado da rodovia, de aproximadamente quatorze quilômetros de extensão, passa por dentro do estado da Paraíba, somente pelo município de Cachoeira dos Índios, extremo oeste do estado -, a 
Início da rodovia Transamazônica
(BR-230) em Cabedelo
BR-230 - rodovia que tem início em Cabedelo, corta a Paraíba de leste a oeste, saindo do estado por Bom Jesus e se estendendo até a fronteira do Brasil com o Peru, no estado do Amazonas -,159 a BR-412 - única rodovia federal localizada inteiramente em território paraibano, começa no distrito de Farinha, município de Boa Vista, e termina em Monteiro, onde se encontra com a BR-110 -160 e a BR-427, começa em Pombal, no sertão do estado, cruza a divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte, e termina em Currais Novos, onde se encontra com a BR-226. Há diversas outras rodovias estaduais no estado,162 que, juntamente com as rodovias federais, somam um total de 5 030 quilômetros de estradas, sendo 2 140 km pavimentados, 1 468 km implantados, 1 372 km em leito natural e 50 km planejados.163 O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER/PB) foi criado pelo decreto-lei 832 de 26 de junho de 1946 e possui a função de executar a política de transporte definida pelo governo estadual, bem como executar, manter, operar e planejar o sistema rodoviário de todo o estado.

Aeroporto Internacional Presidente
Castro Pinto, situado em Bayeux.
Na Paraíba existem apenas dois aeroportos administrados pela Infraero. São eles o Aeroporto Presidente Castro Pinto (que está localizado a onze quilômetros do centro de João Pessoa, no município de Bayeux, é internacional e de porto médio, foi inaugurado em 1957 e atualmente possui uma movimentação anual de até 2,3 milhões de passageiros) e o Aeroporto Presidente João Suassuna (localizado em Campina Grande, a seis quilômetros da zona urbana do município, inaugurado em 1957 e com um fluxo de até 250 mil passageiros por ano). Há também outros aeroportos menores: os de Cajazeiras, Catolé do Rocha, Conceição, Guarabira, Itaporanga, Monteiro, Patos, Rio Tinto e Sousa.

Estação ferroviária em Campina Grande
No transporte ferroviário, a Paraíba possui 660 quilômetros de ferrovias, a maior parte desativada e em péssimas condições. Anteriormente, a Paraíba era servida por duas importantes ferrovias: a primeira, operada pela Rede Ferroviária do Nordeste, tinha início em Natal, capital do Rio Grande do Norte e chegava até a Paraíba, possuindo um ramal em direção a Cabedelo e outro em Campina Grande com destino a Patos e, posteriormente a Sousa; a segunda era operada pela Rede de Viação Cearense, e partia de Fortaleza, capital do Ceará, e, na Paraíba, chegava até Sousa, onde se encontrava com o trecho da Rede Ferroviária do Nordeste. Nos dias atuais, está ativo apenas o ramal que faz a ligação entre Santa Rita, João Pessoa e Cabedelo, servindo aos trens metropolitanos do Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa, administrado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos.

Quanto ao transporte marítimo, que é um dos vetores fundamentais da economia do estado, a Paraíba possui o Porto de Cabedelo, que está localizado vizinho à Fortaleza de Santa Catarina, na margem direita do estuário do Rio Paraíba175 e foi construído na primeira metade do século XX, sendo inaugurado em 1935 e com a sua administração exercida pelo governo da Paraíba até 1978, quando passou a ser administrado pela Empresa de Portos do Brasil S.A., extinta em 1990, ano em que o porto teve sua administração exercida pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte e, desde 1998, pela Companhia Docas da Paraíba. Há também o Porto de Capim, de pequeno porte, localizado em João Pessoa, à beira do rio Sanhauá e permaneceu ativo até a inauguração do porto de Cabedelo.

Serviços e comunicações

Unidade da CAGEPA em Campina Grande
A responsável pelo abastecimento de água em 181 dos 223 municípios paraibanos, bem como a coleta de esgotos em 22 municípios, é a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, criada em 1966. A principal distribuidora de energia elétrica do estado era a Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba (SAELPA), até 2007, ano em que a empresa foi extinta e passou a se chamar Energisa, que hoje atende 216 municípios do estado. Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. No campo do serviço telefônico móvel, por telefone celular, o estado faz parte da "área 10" da Agência Nacional de Telecomunicações (que compreende, além da Paraíba, os estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas)180 e é servido por quatro operadoras telefônicas: dados de fevereiro de 2013 apontavam a Oi com a maior participação neste mercado no estado (33,04%), seguido pela TIM (32,24%), Claro (25,91%) e Vivo (8,81%). O código de discagem direta a distância de todos os municípios do estado é 083. Desde 1º de dezembro de 2008 o estado passou a ser servido pela portabilidade numérica, juntamente com outras localidades com código 012 e 013 (ambas no interior do estado de São Paulo) e 082 (em Alagoas).

Existem vários jornais em circulação em diversos municípios do estado. Alguns deles são: Diário do Sertão (Cajazeiras); Jornal da Paraíba e Rede Campina (Campina Grande); Alternativa Nordeste, Click PB, Correio da Paraíba, Folha da Paraíba, Paraíba News e Portal BIP (João Pessoa) e Notícias do Cariri (Monteiro), além de vários outros, como Paraíba Online, Paraibeabá, Virgulino e Vitrine do Cariri. Havia também os jornais Diário da Borborema (Campina Grande) e O Norte (João Pessoa), que saíram de circulação em 1º de fevereiro de 2012.

Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). A Paraíba é sede de diversas emissoras de televisão, como: em João Pessoa, a TV Arapuan (afiliada da Rede TV!), TV Cabo Branco (afiliada da Rede Globo) e a TV Miramar (afiliada à Rede Cultura), TV Paraíba (afiliada à Rede Globo); no interior, a TV Borborema (afiliada do Sistema Brasileiro de Televisão)189 e a TV Itararé (afiliada da TV Cultura), ambos sediados em Campina Grande.




Segurança pública
As principais unidades das forças armadas presentes na Paraíba são: no Exército Brasileiro, o estado é integrante do Comando Militar do Nordeste, com sede em Recife, capital de Pernambuco, e abrange toda a área do nordeste brasileiro, com exceção de uma pequena parte do oeste do Maranhão;191 na Marinha do Brasil, o estado faz parte do 3º Distrito Naval, com sede em Natal, Rio Grande do Norte; e na Força Aérea Brasileira, a Paraíba integra o II Comando Aéreo Regional - sediado na Base Aérea de Recife e com jurisdição sobre todos os estados nordestinos, exceto o Maranhão -,e o 3º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, ambos com sede em Recife.

A Polícia Militar da Paraíba foi criada durante o período imperial, sendo órgão público em atividade mais antigo do estado. Tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no estado da Paraíba. Ela é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil, sendo seus integrantes denominados militares dos estados.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba é um comando intermediário da polícia militar estadual, cuja missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos, no âmbito do estado da Paraíba.197 Assim como ocorre com os policiais militares, os integrantes do Corpo de Bombeiros também são denominados militares dos estados pela constituição federal.

A Polícia Civil do Estado da Paraíba foi criada pela lei estadual nº 4273, de setembro de 1981, tem a função de polícia judiciária e é responsável pela apuração das infrações penais, com o objetivo de promover o bem-estar e a paz social da população.

do Estado da Paraíba            Bombeiros Militar  do          do Estado da Paraíba
Estado da Paraíba 
Cultura
A responsável pelo setor cultural do estado da Paraíba é o Conselho Estadual de Cultura, juntamente com a Secretaria Estadual de Cultura. O conselho foi instituído pelo decreto estadual nº 32 408 de 14 de setembro de 2011, está vinculada ao gabinete do governador e tem por objetivo planejar e executar a política cultural do estado por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural, além de defender a conservação do patrimônio artístico, cultural e histórico da Paraíba.

Em todos os municípios da Paraíba ocorre uma diversa quantidade de eventos, sendo os mais importantes: na capital, a festa da padroeira Nossa Senhora das Neves e de Nossa Senhora da Penha; em Campina Grande, O Maior São João do Mundo e Micarande; em Guarabira, a festa da Luz; em Pombal e Santa Luzia, a festa do Rosário e, em Patos, a festa da Guia. Entre os folguedos, estão a barca, o bumba-meu-boi, a cavalhada, os cocos, as lapinhas, entre outros.

A Paraíba também é terra de vários escritores, músicos e intelectuais, e de várias outras personalidades, como os políticos Aurélio Lira (presidente da Junta Militar de 1969), Epitácio Pessoa (presidente do Brasil entre 1919 e 1922 e o único brasileiro a ocupar a presidência dos três poderes da república), Humberto Lucena (que foi por duas vezes presidente do Senado Federal do Brasil) e João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (que foi candidato na chapa de Getúlio Vargas à presidência da república em 1930, presidente do estado da Paraíba entre 1928 a 1930, ano em que foi assassinado; atualmente, a capital paraibana, João Pessoa, leva seu nome).202 Outras personalidades famosas são André Vidal de Negreiros (governador colonial português e herói da Insurreição Pernambucana de 1645), Assis Chateaubriand (que foi empresário, jornalista, fundador do Museu de Arte de São Paulo, membro da Academia Brasileira de Letras e político), Cláudia Lira (atriz), Elpídio Josué de Almeida (historiador e político), Fábio Gouveia (surfista), Inácio de Sousa Rolim (conhecido como padre Rolim, foi educador, missionário e sacerdote), Ingrid Kelly (modelo), João Câmara Filho (pintor), Piragibe (herói da conquista da Paraíba), José Dumont (ator), Luiza Erundina (política filiada ao Partido Socialista Brasileiro, prefeita de São Paulo entre 1989 e 1993 e atualmente deputada federal pelo estado de São Paulo), Maílson da Nóbrega (ex-ministro da Fazenda do Brasil), Manuel Arruda Câmara (religioso, médico e intelectual), Marcélia Cartaxo (atriz), Vladimir Carvalho (cineasta), Walter Carvalho (também cineasta e irmão de Vladimir Carvalho) e Wills Leal (jornalista).


Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural paraibana. Em várias partes da Paraíba é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, criada de acordo com a cultura e o modo de vida local e feita com matérias-primas regionais, como os bordados, a cerâmica, o couro, o crochê, a fibra, o labirinto, a madeira, o macramê e as rendas. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Entre os principais centros de artesanato do estado estão: a Casa do Artista Popular, situada na capital, inaugurada em 2006, reunindo mais de mil peças e representações do artesanato paraibano; o Salão do Artesanato Paraibano, vinculado ao Programa de Artesanato da Paraíba, que conta com mais de cinco mil artesãos;206 o Mercado de Artesanato da Paraíba, espaço de 120 lojas com vários produtos artesanais variados, como bordados e redes, além de comidas típicas regionais; e a Feira de Artesanato de Tambaú, que possui lanchonetes, praças de alimentação e restaurantes, além de contar com diversas apresentações culturais.

Teatro Santa Rosa, em João Pessoa,
o mais importante da Paraíba
O estado também possui vários museus, dentre os quais destacam-se o Museu da Rapadura (em Areia), Museu de Arte Assis Chateaubriand (está localizado em Campina Grande e é o mais famoso da Paraíba; foi inicialmente denominado Museu de Arte de Campina Grande em 1967, ano de sua fundação, depois Museu Regional de Arte Pedro Américo e, desde a década de 1980, o museu possui seu nome atual), o Museu Histórico e Geográfico (também em Campina Grande), o Museu da Fundação Ernani Satyro (está situado em Patos e possui arquitetura do século XIX, sendo doada posteriormente para a fundação Ernani Satyro e atualmente possui vários objetos e utensílios da antiga residência de Ernani Satyro), e o Museu Sacro (em João Pessoa).

O primeiro teatro construído na Paraíba foi o Minerva, localizado em Areia, na segunda metade do século XIX (1859). Com o decorrer dos anos, foram surgindo novos espaços teatrais que foram ganhando importância, como o Teatro Santa Rosa, no Centro Histórico de João Pessoa, o mais importante do estado. Em 2012, foi implantado o Teatro Facisa, em Campina Grande, o mais recente do estado. Outros espaços teatrais do estado são o teatro Santa Inês (em Alagoa Grande); teatro Santa Catarina (Cabedelo); teatro Íracles Pires (Cajazeiras); Espaço Paulo Pontes e teatros Elba Ramalho, Rosil Cavalcanti e Severino Cabral (Campina Grande); teatros de Arena, Ariano Suassuna, Cilaio Ribeiro, Ednaldo Egypto, Lampião, Lima Penante, Paulo Pontes, Piollin e da SESI, além do Cine Teatro Banguê (em João Pessoa); teatro Oficina de Artes (em Santa Rita) e cine-teatro Gadelha (em Sousa).

Culinária
Ver artigo principal: Culinária da Paraíba

A culinária da Paraíba é diversificada, sendo resultado da miscigenação entre africanos, europeus e indígenas.

Arroz doce, buchada de bode, carne de sol preparado ao forno ou com purê de macaxeira, galinha de cabidela, lagosta ao alho e óleo, moqueca de camarão, moqueca de peixe, paçoca, panelada, peixe misturado a camarão e legumes e pernil de cabrito assado são os salgados típicos do estado, enquanto arroz doce, bolo de fubá, bolo de macaxeira, bolo de milho, canjica, cuscuz de tapioca, pamonha, pudim de macaxeira e pudim de tapioca são os principais doces. Outros pratos típicos de todas as regiões do estado são arroz de leite, arrumadinho, bode guisado, cabeça de gado, chouriço doce, lagosta, macaxeira, mungunzá, pamonha, peixes, queijo assado e tapioca.

Os pratos típicos também variam em cada região do estado. No litoral, destacam-se os frutos do mar, bem como os petiscos de beira da praia. No interior, os pratos mais consumidos no cardápio são galinha a cabidela e as carnes de bode e sol. Na região do brejo, onde estão localizadas algumas das principais marcas de bebidas alcoólicas do Brasil, a cachaça é muito popular. No sertão, o principal cardápio são o arroz vermelho, as carnes e os grãos.

Literatura, música e dança

Augusto dos Anjos, considerado o maior
poeta de literatura paraibana
.
A literatura paraibana tem dado grandes contribuições para o cenário literário brasileiro, destacando-se Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, Assis Chateaubriand, Celso Furtado, Pedro Américo, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Félix Araújo, José Nêumanne Pinto, Lúcio Lins, Moacir Japiassu, dentre muitos. Além dos escritores, também pode-se citar a literatura de cordel, gênero literário geralmente expresso em folhetos expostos ou não em barbantes, trazido pelos portugueses durante o período colonial; além da Paraíba, esse tipo de produção também é típico dos seus vizinhos Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A música paraibana varia em vários ritmos, como baião, ciranda, forró e xote, e destes são influenciados vários grupos musicais e artistas. Algumas das personalidades musicais nascidas na Paraíba são Abdon Felinto Milanês, Barros de Alencar, Chico César, Elba Ramalho, Flávio José, Geraldo Vandré, Herbert Vianna, Jackson do Pandeiro, Renata Arruda, Roberta Miranda e Zé Ramalho. A Orquestra Sinfônica da Paraíba foi criada pelo professor Afonso Pereira da Silva em 4 de novembro de 1945 por meio de uma iniciativa da Sociedade de Cultura Musical da Paraíba e, posteriormente, por meio de uma parceira entre a Universidade Federal da Paraíba e o governo estadual.

Entre as danças mais praticadas pelo povo paraibano, encontram-se: bumba-meu-boi, coco-de-roda, ciranda, nau-catarineta, pastoril e xaxado, muito populares durante todo o ano, sendo algumas principalmente durante o carnaval e o mês de junho, durante o período das festas juninas.

Esporte

Partida do Campeonato Paraibano de
Futebol de 2006, entre o Botafogo e
o Treze, em 2006, no Estádio
José Américo de Almeida Filho
, em João Pessoa.
O futebol, esporte originário da Grã-Bretanha, foi introduzido pela primeira na Paraíba no início do século XX, quando, em 1908, o estudante José Eugênio Soares trouxe da cidade do Rio de Janeiro para a Paraíba a primeira bola de futebol, dando origem ao primeiro clube de futebol paraibano, o Club de Foot Ball Parahyba. A partir daí, a popularidade do esporte começou a crescer e, em 1914, foi fundada a Liga Parahyba de Foot Ball. Cinco anos depois, foi criada a Liga Desportiva Paraibana, cujo primeiro jogo ocorreu em 25 de maio de 1919, no Hypodromo Parahybano. A Federação Desportiva da Paraíba foi criada em 1941, transformando-se, seis anos depois, na atual Federação Paraibana de Futebol. As equipes com maior número de títulos do Campeonato Paraibano de Futebol são o Botafogo (de João Pessoa), Campinense (de Campina Grande), Confiança (de Sapé), Santa Cruz (de Santa Rita), Sousa (de Sousa) e Treze (de Campina Grande). Uma das personalidades paraibanas mais importantes no futebol é Givanildo Vieira de Souza (o Hulk), nascido em Campina Grande no ano 1986, jogou em alguns clubes brasileiros, entre eles o Esporte Clube Vitória (time de Salvador, Bahia) até os dezoito anos, quando começou sua carreira no Japão, depois em Portugal e, atualmente, na Rússia, onde atualmente joga pelo Zenit (time de São Petersburgo), sendo também convocado algumas vezes pela Seleção Brasileira de Futebol.

Kay France cruzando o Canal da Mancha
em 1979. A atleta paraibana foi a primeira
mulher latino-americana a atravessar
o Canal, em 1979.
A natação também ganhou importância na Paraíba a partir da década de 1960, com o surgimento dos clubes pessoenses Astrea e Cabo Branco e, posteriormente, do polo aquático, do nado sincronizado e das maratonas aquáticas. Em 1979, a paraibana Kay France tornou-se a primeira mulher da América Latina a atravessar o Canal da Mancha, entre França e Reino Unido, na Europa. O desenvolvimento da natação na Paraíba também foi possível com a conquista de títulos nacionais ou internacionais, destacando-se a figura de Kaio Márcio de Almeida, pessoense, especialista no nado borboleta e um dos melhores nadadores do país. Além da natação, há a prática de kitesurf e windsurf, no litoral. Outras personalidades importantes nascidas na Paraíba e dedicadas ao esporte são Aline Pará (no handebol), Edinanci Silva (no judô), Ednalva Laureano da Silva (no atletismo) e José Marco Melo (no vôlei de praia).221

Feriados estaduai
Existem na Paraíba dois feriados estaduais, instituídos pela lei estadual 3 489 de 1967. São eles o dia 26 de julho, data da morte do ex-presidente do estado João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque; e o dia 5 de agosto, data de fundação do estado e da capital João Pessoa.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

História da Paraíba


Índice  
1 A população indígena
2 Antecedentes da conquista europeia da Paraíba
3 A conquista e fundação da Paraíba
3.1 Expedições para a conquista
3.2 Conquista da Paraíba
3.3 Fundação da Paraíba
4 Primeiras vilas da Paraíba na época colonial
4.1 Areia
4.2 Campina Grande
4.3 Pilar
4.4 Pombal
4.5 São João do Cariri
4.6 Sousa
5 Primeiros capitães-mores
5.1 João Tavares
5.2 Frutuoso Barbosa
5.3 André de Albuquerque Maranhão
5.4 Feliciano Coelho de Carvalho
6 Ordens religiosas da capitania da Paraíba e seus mosteiros
6.1 Jesuítas
6.2 Franciscanos
6.3 Beneditinos
6.4 Carmelitas
7 Anexação por Pernambuco
8 Período Imperial
9 Período Republicano
10 Cronologia por século
11 Bibliografia

A população indígena
Na Paraíba grupos étnicos indígenas dividiam-se em dois no momento da chegada dos europeus: os Tupis e os Cariris também chamados de Tapuias. Os Tupis se dividiam em Tabajaras e Potiguaras, que eram inimigos entre si.

Na época da fundação da Paraíba, os Tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil pessoas. Eles eram pacíficos e ocupavam o litoral, onde fundaram as aldeias de Alhanda e Taquara. Já os Potiguaras eram mais numerosos que os Tabajaras e ocupavam uma pequena região entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba. Esses índios locomoviam-se constantemente, deixando aldeias para trás e formando outras. Com esta constante locomoção os índios ocuparam áreas antes desabitadas.

Os índios Cariris se encontravam em maior número que os Tupis e ocupavam uma área que se estendia desde o Planalto da Borborema até os limites do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Os Cariris eram índios que se diziam ter vindo de um "grande lago". Estudiosos[quem?] acreditam que eles tenham vindo do Amazonas ou da Lagoa Maracaibo, na Venezuela.

Os Cariris velhos, que teriam sido civilizados antes dos Cariris novos, se dividiam em muitas tribos: sucuru, icós, ariús, pegas e paiacú. Destas, os tapuias pegas ficaram conhecidos nas lutas contra os bandeirantes.

O nível de aculturação do índio paraibano era considerável durante o período colonial. Muitos sabiam ler e conheciam ofícios como a carpintaria. Esses índios tratavam bem os jesuítas e os missionários que lhes davam atenção.

A maioria dos índios estavam de passagem do período paleolítico para o neolítico[carece de fontes]. A língua falada por eles pertencia à família linguítica tupi-guarani e o cariri. A língua geral tupi era utilizada também pelos colonos na comunicação com os índios e teve uma gramática elaborada pelo Padre José de Anchieta.

Piragibe, que deu a paz aos colonizadores na conquista da Paraíba; Tabira, que lutou contra os franceses e Poti, que lutou contra os holandeses e foi herói na Batalha dos Guararapes, são exemplos de índios que se sobressaíram na Paraíba.

Ainda hoje, encontram-se grupos indígenas Potiguaras localizadas na Baía da Traição, mas em apenas uma aldeia, a São Francisco, onde não há miscigenados, pois a tribo não aceita a presença de caboclos, termo que eles utilizavam para com as pessoas que não pertencem a tribo.

O Cacique dessa aldeia chama-se Djalma Domingos, que também é o prefeito do município de Baía da Traição[carece de fontes]. Aos poucos, a aldeia está se aculturando à civilização ocidental.[carece de fontes]

Nessas aldeias existem cerca de sete mil índios Potiguaras, que mantém as culturas antigas. Eles possuem cerca de 1 800 alunos de 7 a 14 anos em primeiro grau.

No Brasil, só existem três tribos Potiguaras, sendo que no Nordeste a única é a da Baía da Traição[carece de fontes]. Em 19 de Abril eles comemoraram seu dia fazendo pinturas no corpo e reunindo as aldeias locais na aldeia S. Chico e realizaram danças, como o Toré.

A principal atividade econômica desses índios é a pesca e em menor escala, a agricultura.

Antecedentes da conquista europeia da Paraíba
Demorou um certo tempo para que Portugal começasse a explorar economicamente o Brasil, uma vez que os interesses lusitanos estavam voltados para o comércio de especiarias nas Índias, e além disso, não havia nenhuma riqueza na costa brasileira que chamasse tanta atenção quanto o ouro, encontrado nas colônias espanholas, minério este que tornara uma nação muito poderosa na época.

Devido ao desinteresse lusitano, piratas e corsários começaram a extrair o pau-brasil, madeira muito encontrada no Brasil-colônia, e especial devido a extração de um pigmento, usado para tingir tecidos na Europa. Esses invasores eram em sua maioria franceses, e logo que chegaram no Brasil fizeram amizades com os índios, possibilitando entre eles uma relação comercial conhecida como "escambo", na qual o trabalho indígena era trocado por algum produto de valor muito baixo ou até sem valor comercial.

Com o objetivo de povoá-la, a colônia portuguesa foi dividida em quinze capitanias, para treze donatários. Entre elas destacam-se a capitania de Itamaracá, que se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição. Inicialmente essa capitania foi doada a Pero Lopes de Sousa, que não pôde assumi-la, vindo em seu lugar o administrador Francisco Braga, que devido a uma rivalidade com Duarte Coelho, deixou a capitania em falência, dando lugar a João Gonçalves, que realizou algumas benfeitorias na capitania como a fundação da Vila da Conceição e a construção de engenhos.

Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira.

Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém em Pernambuco, próximo a Goiana. Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de um índia, filha do cacique potiguar, no Engenho Tracunhaém. Após receber a comitiva constituída pela índia e seus irmãos, vindos de viagem, após resgatar a índia raptada, para pernoite em sua casa, um senhor de engenho, Diogo Dias, provavelmente escondeu-a, de modo que quando amanheceu o dia a moça havia desaparecido e seus irmãos voltaram para sua tribo sem a índia. Seu pai ainda apelou para as autoridades, enviando emissários a Pernambuco sem o menor sucesso. Os franceses que se encontravam na Paraíba estimularam os potiguaras à luta. Pouco tempo depois, todos os chefes potiguaras se reuniram, movimentaram guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte e atacaram o engenho de Diogo Dias. Foram centenas de índios que, ardilosamente, se acercaram do engenho e realizaram um verdadeira chacina a morte de todos que encontraram pela frente: proprietários, colonos e escravos, seguindo-se o incêndio do engenho.

Após esta tragédia, Dom Sebastião, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à capitania Real da Paraíba.

Engenho na Paraíba 1645.
Existia uma grande preocupação por parte dos lusitanos em conquistar a capitania que atualmente é a Paraíba, pois havia a garantia do progresso da capitania pernambucana, a quebrada aliança entre Potiguaras e franceses, e ainda, estender sua colonização ao norte.a criaçao da capitania real da paraiba pelo jovem rei Dom Sebastião,deu se pelo medo da prospera capitania de pernambuco ser atacada assim como itamaracá prejudicando o desenvolvimento da capitania.

A conquista e fundação da Paraíba 

Mapa da capitania da Paraíba, 1698.
Expedições para a conquista[editar 
Quando o governador-geral D. Luís de Brito recebeu a ordem para separar Itamaracá, recebeu também do rei de Portugal a ordem de punir os índios responsáveis pelo massacre, expulsar os franceses e fundar uma cidade. Assim começaram as cinco expedições para a conquista da Paraíba. Para isso o rei D.Sebastião mandou primeiramente o ouvidor-geral D. Fernão da Silva.

I Expedição (1574): O comandante desta expedição foi o ouvidor-geral D. Fernão da Silva. Ao chegar no Brasil, Fernão tomou posse das terras em nome do rei sem que houvesse nenhuma resistência, mas isso foi apenas uma armadilha. Sua tropa foi surpreendida por indígenas e teve que recuar para Pernambuco.

II Expedição (1575): Quem comandou a segunda expedição foi o governador-geral, D. Luís de Brito. Sua expedição foi prejudicada por ventos desfavoráveis e eles nem chegaram sequer às terras paraibanas. Três anos depois outro governador-geral Lourenço Veiga, tenta conquistar a o Rio Paraíba, não obtendo êxito.

III Expedição (1579): Ainda sob forte domínio "de fato" dos franceses, foi concedida, por dez anos, ao capitão Frutuoso Barbosa a capitania da Paraíba, desmembrada de Olinda. Essa idéia só lhe trouxe prejuízos, uma vez que quando estava vindo à Paraíba, caiu sobre sua frota uma forte tormenta e além de ter que recuar até Portugal, ele perdeu sua esposa .

IV Expedição (1582): Com a mesma proposta imposta por ele na expedição anterior, Frutuoso Barbosa volta decidido a conquistar a Paraíba, mas cai na armadilha dos índios e do franceses. Barbosa desiste após perder um filho em combate.

V Expedição (1584): Após a sua chegada à Paraíba, Frutuoso Barbosa capturou cinco navios de traficantes franceses, solicitando mais tropas de Pernambuco e da Bahia para assegurar os interesses portugueses na região. Nesse mesmo ano, da Bahia vieram reforços através de uma esquadra comandada por Diogo Flores de Valdés, e de Pernambuco tropas sob o comando de D. Filipe de Moura. Conseguiram finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. Após a conquista, eles construíram os fortes de São Tiago e São Filipe.

Conquista da Paraíba[editar
Para as jornadas, o ouvidor-geral Martim Leitão formou uma tropa constituída por brancos, índios, escravos e até religiosos. Quando aqui chegaram se depararam com índios que sem defesa, fogem e são aprisionados. Ao saber que eram índios tabajaras, Martim Leitão manda soltá-los, afirmando que sua luta era contra os potiguaras (rivais dos Tabajaras). Após o incidente, Leitão procurou formar uma aliança com os Tabajaras, que por temerem outra traição, a rejeitaram.

Paisagem da Paraíba em 1665, por Frans Post.
Depois de um certo tempo Leitão e sua tropa finalmente chegaram ao Forte de São Filipe, ambos em decadência e miséria devido as intrigas entre espanhóis e portugueses. Com isso Martim Leitão nomeou o espanhol conhecido como Francisco de Castrejón para o cargo de Frutuoso Barbosa. A troca só fez piorar a situação. Ao saber que Castrejón havia abandonado, destruído o Forte e jogado toda a sua artilharia ao mar, Leitão o prendeu e o enviou de volta à Espanha.

Quando ninguém esperava, os portugueses unem-se aos Tabajaras, fazendo com que os potiguaras recuassem. Isto se deu no início de agosto de 1585. A conquista da Paraíba se deu no final de tudo através da união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe, palavra que significa "braço de peixe".[carece de fontes]

Fundação da Paraíba
Martim Leitão trouxe pedreiros, carpinteiros, engenheiros e outros para edificar a Cidade de Nossa Senhora das Neves. Com o início das obras, Leitão foi a Baía da Traição expulsar o resto dos franceses que permaneciam na Paraíba. Leitão nomeou João Tavares para ser o capitão do Forte. Na Paraíba teve-se a terceira cidade a ser fundada no Brasil e a última do século XVI.

Primeiras vilas da Paraíba na época colonial
Com a colonização foram surgindo vilas na Paraíba. A seguir temos algumas informações sobre as primeiras vilas da Paraíba.

Areia
Conhecida antigamente pelo nome de Bruxaxá, Areia foi elevada à freguesia com o nome de Nossa Senhora da Conceição pelo Alvará Régio de 18 de maio de 1815. Esta data é considerada também como a de sua elevação à vila. Sua emancipação política se deu em 18 de maio de 1846, pela lei de criação número 2. A cidade de Areia também é conhecida por ter libertados os escravos antes da Lei Aurea. Hoje, Areia se destaca como cidade do interior da Paraíba devido seu passado histórico.

Campina Grande
Ver artigo principal: História de Campina Grande
Sua colonização teve início em 1697. O capitão-mor Teodósio de Oliveira Lêdo instalou na região um povoado. Os indígenas Ariús formaram uma aldeia. Em volta dessa aldeia surgiu uma feira nas ruas por onde passavam camponeses. Percebe-se então que as características comerciais de Campina Grande nasceram desde sua origem. Campina foi elevada à freguesia em 1769, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição. Sua elevação à vila com o nome de Vila Nova da Rainha se deu em 20 de abril de 1790. Hoje, Campina Grande é a maior cidade do interior do Nordeste em diversos aspectos.

Pilar
O início de seu povoamento aconteceu no final do século XVI, quando fazendas de gado foram encontradas pelos holandeses. Hoje uma cidade sem muito destaque na Paraíba, foi elevada à vila em 5 de janeiro de 1765. Pilar originou-se a partir da Missão do Padre Martim Nantes naquela região. Pilar foi elevada à município em 1985, quando o cultivo da cana-de-açúcar se tornou na principal atividade da região.

No final do século XVII, Teodósio de Oliveira Lêdo realizou uma entrada através do rio Piranhas. Nesta venceu o confronto com os índios Pegas e fundou ali uma aldeia que inicialmente recebeu o nome do rio, "Piranhas". Devido ao sucesso da entrada não demorou muito até que passaram a chamar o local de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em homenagem a padroeira da cidade. Em 1721 foi construída no local a Igreja de nossa senhora do bom sucesso, em homenagem à padroeira da cidade considerada uma relíquia histórica nos dias atuais.que anos depois passaria a igreja de nossa senhora do rosário. depois construiram a igreja matriz de nossa senhora do bom sucesso. Sob força de uma Carta Régia datada de 22 de junho de 1766, o município passou a se chamar Pombal, em homenagem ao famoso Marquês de Pombal. Foi elevada à vila na terceira semana de maio de 1772, em 21 de julho de 1862 foram concedidos documentos que a regulam como cidade, a sede do Município .

São João do Cariri
A região territorial de São João do Cariri já chegou a atingir mais de 1/3 do atual estado da Paraíba, pois, além do sertão e do Cariri, pertencia-lhe Campina Grande e as suas atuais microrregiões do Agreste da Borborema.O território do município era habitado pela família nativa Cariri até meados do século XVII. Em 1669 com a doação de uma sesmaria por Alferes José Alves Martins, teve origem o sítio São João. Foi elevado a vila no ano de 1800. São João do Cariri hoje é um Município pequeno, porém o município tem uma bela cultura.

Sousa
Hoje a sexta cidade mais populosa do estado da Paraíba e dona de um dos mais importantes sítios paleontológicos do país, o "Vale dos Dinossauros", Sousa era um povoado conhecido por "Jardim do Rio do Peixe". A terra da região era bastante fértil, o que acelerou rapidamente o processo de povoamento e progresso do local. Em 1730, já viviam aproximadamente no vale 1.468 pessoas.

Sousa foi elevada à vila com o nome atual em homenagem ao seu benfeitor, Bento Freire de Sousa, em 22 de julho de 1766. Sua emancipação política se deu em 10 de julho de 1854.

Primeiros capitães-mores

João Tavares

Brasão da Capitania da Paraíba.
João Tavares foi o primeiro capitão-mor, ao qual governou de 1585 a 1588 a Capitania da Paraíba. João Tavares foi encarregado pelo ouvidor-geral, Martim Leitão, de construir uma nova cidade. Para edificação dessa cidade, vieram 25 cavaleiros, além de pedreiros e carpinteiros, entre outros trabalhadores do gênero. Chegaram também jesuítas e outras pessoas para residir na cidade.

Foi fundado por João Tavares o primeiro engenho, o d'El-Rei, em Tibiri, e o forte de São Sebastião, construído por Martim Leitão para a proteção do engenho. Os jesuítas ficaram responsáveis pela catequização dos índios. Eles ainda fundaram um Centro de Catequese e em Passeio Geral edificaram a capela de São Gonçalo.

O governo de João Tavares foi demasiadamente auxiliado por Duarte Gomes da Silveira, natural de Olinda. Silveira foi um senhor de engenho e uma grande figura da Capitania da Paraíba durante mais de 50 anos. Rico, ajudou financeiramente na ascensão da cidade. Em sua residência atualmente se encontra o Colégio Nossa Senhora das Neves.

Apesar de ter se esforçado muito para o progresso da capitania, João Tavares foi posto para fora em 1588, devido à política do Rei.

Frutuoso Barbosa
Devido à grande insistência perante a corte e por defender alguns direitos, Frutuoso Barbosa foi, em 1588, nomeado o novo capitão-mor da capitania da Paraíba, auxiliado por D. Pedro Cueva, ao qual foi encarregado de controlar a parte militar da capitania.

Neste mesmo período, chegaram alguns Frades Franciscanos, que fundaram várias aldeias e por não serem tão rigorosos no ensino religioso como os Jesuítas, entraram em desentendimento com estes últimos. Esse desentendimento prejudicou o governo de Barbosa, pois aproveitando-se de alguns descuidos, os índios Potiguaras invadiram propriedades. Vieram em auxílio de Barbosa o capitão-mor de Itamaracá, com João Tavares, Piragibe e seus índios. No caminho, João Tavares faleceu de um mal súbito. Quando o restante do grupo chegou à Paraíba, desalojou e prendeu os Potiguaras.

Com o objetivo de evitar a entrada dos franceses, Barbosa ordenou a construção de uma fortaleza em Cabedelo. Piragibe iniciou a construção do forte com os Tabajaras, porém, devido a interferência dos Jesuítas, as obras foram concluídas pelos franciscanos e seus homens.

Em homenagem a Felipe II, da Espanha, Barbosa mudou o nome da cidade de Nossa Senhora das Neves para Felipéia de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa. Devido às infinitas lutas entre o capitão Pedro Cueva e os Potiguaras e os desentendimentos com os Jesuítas, houve a saída da Cueva e a decisão de Barbosa de encerrar o seu governo, em 1591.

André de Albuquerque Maranhão
André de Albuquerque governou apenas por um ano. Nele, expulsou os Potiguaras e realizou algumas fortificações. Entre elas, a construção do Forte de Inhobin para defender alguns engenhos próximos a este rio. Ainda nesse governo os Potiguaras incendiaram o Forte de Cabedelo. O governo de Albuquerque se finalizou em 1592.

Feliciano Coelho de Carvalho
Em seu governo realizou combates na Capaoba, houve paz com os índios, expandiu estradas e expulsou os franciscanos. Terminou seu governo em 1600.

Ordens religiosas da capitania da Paraíba e seus mosteiros

Várias ordens religiosas católico-romanas estabeleceram na capitania. Entre elas destacam-se os jesuítas, carmelitas, beneditinos e franciscanos.

Jesuítas
Os jesuítas foram os primeiros missionários que chegaram à capitania da Paraíba, acompanhando todas as suas lutas de colonização. Ao mando de Frutuoso Barbosa, os jesuítas se puseram a construir um colégio na Felipéia. Porém, devido a desavenças com os franciscanos, que não usavam métodos de educação tão rígidos como os jesuítas, a ideia foi interrompida. Aproveitando esses desentendimentos, o rei que andava descontente com os jesuítas pelo fato de estes não permitirem a escravização dos índios, culpou os jesuítas pela rivalidade com os franciscanos e expulsou-os da capitania.

Cento e quinze anos depois, os jesuítas voltaram à Paraíba fundando um colégio onde ensinavam latim, filosofia e letras. Passado algum tempo, fundaram um Seminário junto à igreja de Nossa Senhora da Conceição. Atualmente essa área corresponde ao jardim Palácio do Governo.

Em 1728, os jesuítas foram novamente expulsos. Em 1773, o Ouvidor-Geral passou a residir no seminário onde moravam os jesuítas, com a permissão do Papa Clemente XIV.

Franciscanos
Atendendo a Frutuoso Barbosa, chegaram os padres franciscanos, com o objetivo de catequizar os índios.

O Frei Antônio do Campo Maior chegou com o objetivo de fundar o primeiro convento da capitania. Seu trabalho se concentrou em várias aldeias, o que o tornou importante. No governo de Feliciano Coelho, começaram alguns desentendimentos, pois os franciscanos, assim como os jesuítas, não escravizavam os índios. Ocorreu que depois de certo desentendimentos entre os franciscanos, Feliciano e o governador-geral, Feliciano acabou se acomodando junto aos frades.

A igreja e o convento dos franciscanos foram construídos em um sítio muito grande, onde atualmente se encontra a praça São Francisco.

Beneditinos
O superior geral dos beneditinos tinha interesse em fundar um convento na Capitania da Paraíba. O governador da capitania recebeu o abade e conversou com o mesmo sobre a tal fundação. Resolveu doar um sítio, que seria a ordem do superior geral dos beneditinos. A condição imposta pelo governador era que o convento fosse construído em até 2 anos. O mosteiro não foi construído em dois anos, mesmo assim, Feliciano manteve a doação do sítio.

A igreja de São Bento se encontrava na Rua Nova, atual Avenida General Osório, onde ainda há um cata-vento em lâmina, construído em 1753.

Carmelitas
Os missionários carmelitas vieram à Paraíba a pedido do cardeal D. Henrique, em 1580. Mas devido a um incidente na chegada que colheu os missionários para diferentes direções, a vinda dos carmelitas demorou oito anos.

Os carmelitas chegaram à Paraíba quando o Brasil estava sob domínio espanhol. Os carmelitas chegaram, fundaram um convento e iniciaram trabalhos missionários. A história dos carmelitas na Paraíba mantém-se incompleta, uma vez que vários documentos históricos foram perdidos nas invasões holandesas.

Frei Manuel de Santa Teresa restaurou o convento depois da Revolução Francesa, mas logo depois este foi demolido para servir de residência ao primeiro bispo da Paraíba, D. Adauto de Miranda Henriques. Os carmelitas fundaram a Igreja do Carmo.

Anexação por Pernambuco

As capitanias da Paraíba e do Ceará foram anexadas à Pernambuco em 1755. A capitania do Rio Grande do Norte já era subordinada a esta última, de modo que a preponderância econômica de Pernambuco em todo o Nordeste Oriental se fez naquele período igualmente política.

Em 1756, de acordo com os planos de reestruturação econômica do Império Português, realizado pelo Marquês de Pombal, foi criade madeira de lei, foi despachada para Pernambuco e dali embarcada para reconstruir a Capital do Reino (Lisboa), destruída pelo terremoto de 1755. As madeiras eram ainda destinadas aos armazéns da Marinha Real onde foram empregadas na construção de navios de grande calado.

O relativo crescimento econômico da Capitania motivava as queixas tanto da Câmara da Capital, quanto do governador, que reivindicava a criação de um governo autônomo na Paraíba, desligando-o de Pernambuco. O então governador não aceitava ter sua autoridade a todo tempo contestada pelo Capitão-General de Pernambuco, que o impedia de castigar convenientemente seus inimigos; o pároco da matriz da capital, Antônio Soares Barbosa e Bento Bandeira de Melo, Escrivão da Fazenda Real e das demarcações de terras a quem acusava de continuadamente desrespeitá-lo nas cerimônias públicas. A maior queixa do governador da Paraíba era que para realizar qualquer ato administrativo ou de outra natureza, por mais insignificante que fosse, tinha que se reportar ao General de Pernambuco.

Após a morte de Jerônimo José de Melo e Castro, Fernando Delgado Freire de Castilho, que conseguiria ser o primeiro governador da Capitania, em vias de ser outra vez independente, foi designado pelo Conselho Ultramarino para averiguar se ao cumprimento das ordens régias e à arrecadação das rendas reais era mais vantajoso manter a Capitania anexada a Pernambuco ou criar nela um governo próprio, ao que o governador respondeu com a elaboração de um circunstanciado relatório em que descreve a situação da Capitania e por fim dá um parecer favorável a desanexação.

O relatório de Fernando Delgado, foi enviado a Lisboa a nove de janeiro de 1799, tendo finalmente chegado a Carta Régia que separava a Capitania da Paraíba da de Pernambuco, em Recife, a 17 de janeiro do mesmo ano, o que demonstra a intenção de separar as duas capitanias, pois o relatório ainda não havia chegado a Lisboa quando a carta da desanexação chegou a Recife. Na referida carta, os motivos alegados para a desanexação foram o aumento da população, cultura e comércio da capitania e a distância e ignorância do General de Pernambuco sobre os assuntos internos da Paraíba. Sendo assim, o Príncipe Regente ordenou a desanexação e o estabelecimento do comércio direto entre a capitania e o reino, mas manteve sob o controle de Pernambuco a responsabilidade pela defesa externa e interna da capitania.

Período Imperial
A Paraíba foi uma das constituintes da Confederação do Equador.

Período Republicano
O governador João Pessoa teve participação importante na oposição da política do café-com-leite, mas seu assassinato levou à tomada de poder por Getúlio Vargas.

Factores naturais que impediram São Paulo de prosperar nos primeiros séculos ao nível paraibano, pernambucano e baiano ou seja, nordestino, acabaram por preservar São Vicente da mesma saturação rural e demográfica de locais pioneiros como Minas, Nordeste, et cetera, gerando um bom sítio para a expansão do café vizinha da zona pioneira do Vale do Paraíba a norte da bacia do Tietê, porém com terras bem mais baratas e amplas já que o vale era estreito e geologicamente pouco antigo para abrigar uma maior produção. Desse modo SP se tornou o principal produtor de café e isso ameaçou o equilíbrio federativo, fazendo com que a bancada gaúcha no legislativo fizesse oposição a este desequilíbrio. A pequena Paraíba porém pagou caro preço por não se alinhar aos 17 estados que apoiavam SP contra Minas via rompimento dos acordos entre o poder econômico e o forte poder eleitoral do decadente porém populoso deep hinterland mineiro (graças a migração em massa de colonos luso-nordestinos emboabas no XVIII e sua descendência vasta). O presidente paulista negou auxílio aos paraibanos e ainda incentivou Princesa (na verdade até mesmo países estrangeiros fizeram reportagens, os mesmos países que estariam do lado paulista nas ditaduras posteriores e as mesmas revistas que fariam parte do cartel midiático imposto na era pós-Chateau). Para o azar dos paulistas o presidente João Pessoa se saiu muito bem em Princesa e derrotou os sonegadores de impostos e de quebra se aliou aos gaúchos e mineiros contra SP. João Dantas mantinha um caso com Anaíde Beiriz e estava do lado dos sonegadores contra o porto estadual (lembrar que o porto recifense além de aliado a SP via situação ainda tinha interesse em não deixar prosperar portos rivais a si tal como fez NY contra a Filadélfia já no século XIX, mesmo tendo sido a Filadélfia a exemplo de Boston importante pólo civilizacional da origem daquele país a ponto de até sediar congressos continentais). O facto de João Dantas estar do lado do sudoeste rebelde sonegador ligado aos paulistas sabotadores fez com que João Pessoa tentasse defender o estado dos traidores e se vasculhou o escritório de Dantas, onde só se achou cartas íntimas dele e da moça com quem mantinha relações íntimas (ela possuía vinte e cinco anos, bem mais nova que Dantas). Uma música do estado vizinho inclusive vangloria os traidores do estado que trabalharam pelos alógenos sabotadores que era a situação do estado vizinho aliada a situação do PRP de SP que também tinha links com os Pereiras e Dantas, ou seja, o mito historiográfico de que tudo foi passional cai por terra pois a vasculha no escritório de Dantas não tinha fins pessoais e sim políticos. Dantas levou para o lado pessoal por que João Pessoa se aproveitou de sua posição no estado para divulgar a vida íntima de cidadãos. Muito provavelmente o fez para que os traidores do estado pagassem, mas Dantas viu isto como uma afronta a sua honra e principalmente a honra de sua amante, já que na época uma mulher oficialmente desonrada tinha pouco valor na sociedade. O facto é que o caso tem origem política, não passional; só ganha ares passionais a partir de certo momento e mesmo assim só na visão de parte dos envolvidos, na visão de João Pessoa possivelmente nunca teve algo de pessoal, mas sim de político contra os traidores do desenvolvimento do porto estadual, da arrecadação, desenvolvimento, et cetera altamente prejudicados por Pernambuco aliado de SP. Mesmo tendo parentes no estado vizinho tal como os demais envolvidos, João Pessoa sempre esteve do lado de quem dizia representar e inclusive deu sua vida por isso e fez grandiosas jogadas de mestre a favor do estado e contra tantos inimigos internos e externos. Para piorar até hoje existem os que não compreendem a história e tentam vitimizar os traidores.

Cronologia por século
XV: Chegada dos europeus.
XVI: Franceses e Ingleses junto com os Potiguaras dominam a economia extrativista vegetal na maior parte das décadas de tal século. Fortins e feitorias de madeira são erguidos entre a Baía da Traição e a Baía de São Domingos. Só depois de cinco enfrentamentos e quatro derrotas, as forças ibéricas conseguem vencer os ingleses, franceses e nativos aliados aos tabajaras. É fundada a primeira cidade ao norte da vila de Olinda e cidade de Salvador.
XVII: Os holandeses vencem as forças ibéricas depois de três embates e duas derrotas. Frederickstaadt e São Domingos (denominação antiga da Paraíba) passam a ser dois dos principais centros da Nova Holanda. Somente mais de cem anos após a descoberta, os portugueses conseguem finalmente controlar essas terras de fato. A pecuária sobe o Sertão.
XVIII: A soberania da capitania é ameaçada entre 1755 e 1799 pela influência pernambucana que atinge até mesmo o Ceará, indo da foz do São Francisco a foz do Parnaíba. Paraíba e Ceará já em 1799 recuperam sua soberania perdida em 1755.
XIX: Interiorização econômica da província
XX: Crescimento econômico e demográfico da capital e região costeira.
XXI: Crescimento imobiliário na capital.

Bibliografia
●Historia da Historia da Imprensa na Paraiba Jose Octavio de Arruda Mello.
LIRA, Leandro de Lima, JÁCOME, Aluízio, OLIVEIRA, Andréia Benari, AZEVÊDO, Camila, SAMARA, Érica. História da Paraíba. Monografia de Ensino médio, Campina Grande, 1997.
MIRANDA FREIRE, Carmem Coelho de; História da Paraíba: Período colonial e reino; Ed. Gráfica Universal; João Pessoa; 1974.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE; Memorial urbano de Campina Grande; Ed. A União; Campina Grande; 1996.
RODRIGUES, Janete Lins; Cartilha paraibana; Aspectos Geo-históricos e folclóricos; Ed. Gafset; João Pessoa; 1993.
NASCIMENTO FILHO, Carmelo Ribeiro do.],]; Fronteira Móvel: os homens livres pobres e a produção do espaço da Mata Sul da Paraíba (1799-1881). Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 2006.
BURITI, Iranilson; OLIVEIRA, Catarina. Paraíba. Meu passado, meu presente.Curitiba: Base, 2009.
● josinaldo É natural de Guarabira, no Estado da Paraíba. Exerce o cargo de professor efetivo na rede municipal e estadual no município de Guarabira, lecionando em Escolas de Ensino Fundamental e Médio. É Graduado e Pós-graduado em História pela UEPB. Considera=se um anônimo pesquisador da História da Paraíba, e um profissional aplicado em matéria de concurso público.

Wikipédia

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More