O Porquê do site

Justificativa para a criação deste espaço.

Como navegar ho Site

Saiba como encontra tudo que você procura.

História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

6° Aniversário da morte do Monsenhor José Sinfrônio

“Eu sou a ressureição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá, e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá” (João 11, 25-26).

O dia 19 de setembro, em vista da morte de Pe. Zé, era feriado municipal em Itaporanga, mas desde o ano passado passou a ser facultativo. para comemorar o sexto aniversário de sua morte, a paróquia de Nossa Senhora da Conceição e o Colégio Diocessano D. João da Mata realizarão a seguinte programação:

  • 5h30 – Início da visitação do Túmulo do Monsenhor José Sinfrônio, pelos alunos do Colégio Diocesano e o povo em geral.
  • 19h – Missa na Igreja Matriz; logo após apresentação da Filarmônica ‘Cônego Manoel Firmino’.

O monsenhor José Sinfrônio foi o maior benfeitor de Itaporanga, sendo responsável pela construção de importantes obras no Vale do Piancó e pela formação educacional de milhares de jovens, através do Colégio Diocesano, hoje muitos doutores espalhados pelo Brasil e Mundo.

Pe. Zé carinhosamente chamado foi um grande Sarcedote desta região sempre preocupado com o seu povo nunca media esforços para ajudá-los, os escutava, aconselhava e tratava bem a todos que sempre o buscava, tanto para ajuda finaceira como espiritual. por isso que até hoje é lembrado por todos.

Foi administrador Paroquial em diversas Paróquias e Capelas do Vale do Piancó, Paróquia em Pedra Branca, Boa ventura, Diamante e Capela do Distrito de Varzante, Capela de Curral Velho, Paróquia em São José de Caiana e Capela de Serra Grande. Dentre as diversas ações do monsenhor, em Itaporanga, destaca-se: construção do Colégio Diocesano ‘Dom João da Mata’; construção da Estátua do Cristo Redentor; criação da Filarmônica ‘Cônego Manoel Firmino’; ampliação da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição; criação da Gráfica ‘Monsenhor José Sinfrônio’; viabilidade da vinda de Energia Elétrica para Itaporanga, após pedido feito pessoalmente ao presidente JK; construção do Hospital Distrital; viabilidade da Telefonia; criação da Casa do Menor ‘São Domingos Sávio’; entre tantas outras importantes ações que ajudaram no desenvolvimento do município de Itaporanga.

Revista "Itaporanga. Sua história, e sua gente"


Resolvemos disponibilizar no site publicações que contenham algum conteúdo histórico que sirva de base em pesquisas,  começamos com uma revista editada no governo de  átia Lúcia Fonseca Pinto Brasileiro, que disponibilizou para quem interesse tivesse um pouco de nossa história.

Para acessar qualquer publicação, basta utilizar o menu E-book e lá iras encontrar o que desejas as edições disponíveis para download estão no formato Word ou Pdf é só baixar e usar.



A revista em formato Word tem senha de proteção conta gravacão, portanto clique no botão Somente leitura, para visualiza-la,
_________________________________________

Você que é itaporanguense e tem algo escrito, como livro, teses, ou cordel e queira divulgar seu trabalho como E-book, envie o material para o e-mail: itaporanga150@gmail.com, acompanhado da respectiva autorização para digitalização e publicação ou entre em contato com Paulo Rainério, na rua 13 de Maio, 137, centro, 58780-000, Itaporanga - PB ou pelo telefone (083) 99074875.

domingo, 24 de agosto de 2014

Sebastião Rodrigues


Sebastião Rodrigues - Décimo primeiro Preito de Itaporanga - 1954 a 1955

Com a renuncia de Praxedes da Silva Pitanga para concorrer ao cargo de Deputado Federal, as rédeas da administração pública de Itaporanga passaram para as mãos do seu vice, o comerciante Sebastião Rodrigues de Oliveira. nascido no vizinho município de Ibiara, no dia 31 de maio de 1907, mas que logo cedo transferiu-se para a Itaporanga, trabalhando inicialmente nas organizações comerciais de Josué Pedrosa. Foi secretário da Prefeitura Municipal na administração de Sebastião Gomes da Silva, tornando-se ainda suplente de Juiz de Direito pelo período de seis anos. Como comerciante. Sebastião Rodrigues trabalhou com algodão, peles e cereais.

Casado com Maria de Lourdes Rodrigues, teve cinco filhos: Ary, Walter, Ivan (in memoriam), Terezinha e Arivan. Chegou à Prefeitura em 1954 e passou oito meses no cargo, realizando então uma elogiada administração, sendo ele, entre outras obras, o responsável pela conclusão e inauguração do Palácio dos Poderes, onde ainda hoje funciona a Prefeitura Municipal. No seu governo a cidade ganhou ainda uma nova cadeia, a mesma que ainda existe, começou a calçar a Avenida Getulio Vargas, o que lhe valeu muito prestigio.

Sebastião Rodrigues de Oliveira faleceu no dia 11 de fevereiro de 1980.

Revista Itaporanga, janeiro de 2000
__________________________________________
Se porventura, existir algum fato não condizente com a verdade, desculpem-nos, pois, poucas são as fontes de consulta. Os familiares dos ex-prefeitos que quiserem colaborar conosco, com fotos ou documentos; favor entrar em contato com: itaporanga150@gmail.com

sábado, 23 de agosto de 2014

Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho

24 de maio: 90 anos do nascimento de Padre. Zé Sinfrônio.

O monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho (24/05/1924 – 19/09/2006) foi vigário de Itaporanga por mais de cinquenta anos, onde construiu diversos monumentos, como: O Colégio Diocesano, a estátua do Cristo Redentor, criou a Gráfica monsenhor José Sinfrônio, criou a Filarmônica Cônego Manoel Firmino, ampliou a Igreja Matriz, criou a casa do menor São Domingos Sávio, conseguiu a energia elétrica e a telefonia para Itaporanga, conseguiu a abertura do Hospital Distrital, entre tantas importantes ações.

Quer saber mais quem foi esse Grande Homem, sacerdote querido amado pelo o povo de Itaporanga o nosso maior benfeitor?  seja você também músico da Banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino, faça parte, assim você o conhecerá e nos ajudará a manter viva a memória do nosso Fundador e Mestre Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho (Padre. Zé).

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Itaporanga presta seu último adeus ao ex-prefeito Antônio Porcino


Foi com honras e muita comoção que os itaporanguenses prestaram seu último adeus ao ex-prefeito Antônio Porcino, falecido na última quinta-feira (03), em São Paulo, após sofrer um infarto.

O corpo do ex-prefeito chegou a sua terra natal por volta do meio dia deste sábado (05), onde uma multidão o aguardava como de costume nas imediações do Campestre Esporte Clube, localizado da BR-356, entrada da cidade. De lá o cortejo seguiu direto para a Prefeitura Municipal, onde o prefeito Audiberg Aves, preparou um cerimonial para receber com todas as honras aquele que por tantas vezes representou o seu povo. No local também foi reservado um espaço para os familiares e amigos mais próximo.

(Prefeito Audiberg Alves, acompanhado da sua esposa Naura Ney / Foto: Assessoria)

Na chegado do corpo, Audiberg Alves, acompanhado da sua esposa Naura Ney, colocaram a bandeira do município em cima do caixão, onde na ocasião foi prestada a última homenagem da Banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino, a qual Antônio Porcino foi integrante. Na oportunidade seu filho, Michel Porcino, também prestou homenagens ao colocar sobre o caixão um clarinete, instrumento que seu pai havia utilizado quando participou da Banda.

(Michel Porcino presta última homenagem / Foto: Assessoria)

A Policia Militar também prestou sua homenagem conduzindo o caixão até a sala principal da Prefeitura Municipal. Na ocasião discursaram o prefeito Audiberg Alves, o sindicalista e amigo pessoal Luiz Arraz, sua ex-esposa Madalena e o ex-prefeito Djaci Brasileiro.

(Comoção dos itaporanguenses / Foto: Assessoria)

O espaço ficou aberto ao público durante a tarde, no início da noite o corpo seguiu para o Sítio Barrocão e neste domingo (06) foi encaminhado até João Pessoa para ser cremado.

As cinzas devem povoar o Barrocão, um desejo manifestado em vida pelo próprio Porcino.

ASCOM

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Praxedes Pitanga - 2º mandato


PRAXEDES DA SILVA PITANGA - Décimo prefeito de Misericórdia - 1951 a 1954 (segundo mandato)

Praxedes da Silva Pitanga foi o primeiro itaporanguense a governar sua terra natal por duas vezes, sendo que a primeira, foi nomeado por João Pessoa. Foi eleito pelo PTB, tendo como vice-prefeito o sr. Sebastião Rodrigues de Oliveira e a câmara era formada pelos edis: Severino Clementino de Carvalho (presidente), Luiz César Loureiro, José Pedro Cavalcanti, Adauto de Oliveira e Silva, José Vieira Barros, Severino Epaminondas de Sousa, Juvêncio Sérvulo de Sousa, Antônio Leite Cavalcanti e Antônio Bernardo Lopes.

Pitanga venceu nas urnas o empresário Omar Mangueira e agro pecuarista Chagas Soares, pai do saudoso deputado Soares Madruga, que por diversas vezes, como presidente da Assembleia Legislativa, assumiu o governo do estado, quando Wilson Leite Braga era o chefe do executivo paraibano.


Colocou energia elétrica nos sete distritos do município, hoje cidades, além de melhorar a iluminação urbana. Construiu os mercados públicos e barragens para o abastecimento de água em São José de Caiana e Serra Grande, Construí um cinema com fins educativos e um enorme mercado de 120m de comprimento por 88m de largura, ocupando um quarteirão, no centro da cidade; fez ainda várias estradas vicinais.

Renunciou ao cargo de prefeito para ser candidato a Deputado Federal pelo PTB, mas novamente não obteve êxito. Argemiro eleito Senador e Deputado Federal decidiu-se pelo Senado e Pitanga, finalmente, pode ir para o Congresso Nacional. De 1955 a 1958 destacou-se pelas matérias que apresentou, os discursos que pronunciou e as atitudes que adotou nos momentos mais difíceis da vida nacional, como a votação pelo impedimento de Café Filho e Carlos Luz, quando votou contra. Em 1962 tentou voltar à Câmara Federal, ficando numa suplência ao lado de Raimundo Asfora e Arnaldo Lafaiete. Depois deste insucesso revolveu abandonar a política o que fez em 1967, quando voltou à sua condição de Promotor de Justiça. Primeiro em Itaporanga depois de Campina Grande e finalmente, em João Pessoa.

Aposentou-se com as honras de Desembargador e com as vantagens financeiras compatíveis ao cargo. A partir daí foi para a sua banca de advocacia, voltando a ser aquele advogado irreverente, corajoso e inteligente que a Paraíba aprendeu a admirar e a respeitar. Praxedes da Silva Pitanga não foi apenas um advogado. Foi um dos melhores que a Paraíba produziu nos últimos 100 anos. Acusando ou defendendo sempre prendia a atenção dos jurados, plateia, juiz e demais integrantes da Corte. Sua inteligência brilhante e a sua sagacidade eram aplaudidas e reconhecidas por todos. Como político, sempre fazia valer o seu ponto de vista e foi o único itaporanguense a passar pela Prefeitura de Itaporanga, em duas oportunidades distintas, como interventor e como prefeito eleito, pela Assembléia Legislativa e pela Câmara dos Deputados. 

Pitanga era filho de Maximiano de Sousa Conserva e Porfíria Ilovina Conserva da Silva e nasceu no dia 02 de março de 1896, em Itaporanga. Casou-se com Maria Regina Guedes Pereira Pitanga e desta união nasceram Marcelo Maximiano, Frederico Augusto e Maria Alzira. Faleceu no dia 27 de março de 1991, em João Pessoa, e foi sepultado no Cemitério Senhor da Boa Sentença.

Praxedes Pitanga foi Candidato a "O Itaporanguense do Século", mas obteve apenas 74 votos (4,9%), ficando em quarto lugar.

______________________________________
Se alguém da família ou amigos discordar ou quiser acrescentar algo ao que foi escrito aqui, pode comentar e fazer o acréscimo ou correção e muito nos ajudaria se postassem fotos a época, ou se enviassem para o email: itaporanga150@gmail.com

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os pés de Manga de Zé Lúcio


O cercado ficava no meio do baixio da pequena propriedade chamada Cantinho; Cantinho de Baixo, pois o de Cima era bem maior, chegando a primeiro distrito de Itaporanga, depois que foram emancipadas as hoje cidades circunvizinha, no início da década de sessenta.

Era um cercado pequeno, tinha algumas leiras de macaxeira rosa e salvo engano, t^res ou quatro pés de manga, onde o último se destacava, não apenas por ser o maior entre eles, mais por produzir as maiores mangas e as mais doces, era o pé de manga de Vô Zé Lucio.

Zé Lucio era um caboclo lazarino, de mais ou menos 1,70 de altura e menos de sessenta quilos, o que o tornava um homem magro; era cheio de lorotas, e toda vez que chupo manga espada, lembro-me dos seus muitos causos.

Gostava de ir pra o Sitio Retiro, que foi do seu sogro Manoel Inácio, onde tinha muitos pés desta fruta gostosa. Lá chegava muito cedo, por volta das cinco horas e juntava as mangas caídas durante a noite e madrugada, ainda friinhas do orvalho da manhã e fazia uma “ruma” de umas vinte, aí se acocorava junto ao monte e começava a chupá-las e quando jogava as casca da última manga, olhava com desdém para, agora a “ruma” de cascas e caroços e afirmava: “Num vale merda, perdi meu tempo!”


Meu Avô, já bem entrado na idade, seu filho Esmerino, casado com Biata, ainda morava em uma casa, de onde se avistava todo o baixio da propriedade; e Mero, como ´e carinhosamente chamado atá hoje, tem uma filha por nome de Aurimar, uma das mais velhas do casal.

Um certo dia, mestre Zé Lucio, estava a tomar um cafezinho feito com coador de pano e torrado e moído na hora e em casa; sentado nas cadeiras postas por sua nora, em frente a casa, quando de repente, espiou pro lado do cercado e com as “oiças” não muito boas, indagou: “Espere, tem alguém debaixo dos meus pés de manga!?”, no que foi prontamente respondido por Biata: “É Aurimar!” e mestre Zé Lucio soltou: “Ta bebo, Animá não, aquilo é gente!”

Tempos bons aqueles, pena que não voltam mais. Ficaram só na lembrança!

Paulo Rainério

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MÃE BURREGO

A PERSONALIDADE DO SÉCULO DE ITAPORANGA - MÃE BURREGO!


Quando a memória se faz presente e traz aos dias atuais o passado, o sonho se confunde com a realidade e infiltra na existência uma grande parte de reconhecimento, afeto, amor, carinho. 

A mãe de Itaporanga renasceu. 

Itaporanga a abraçou, a afagou, a acalentou, fê-Ia um carinho, qual a uma filha que a muito estivesse sedenta do amor materno. 

Mãe Burrego retornou. E perdida, e deslocada em meio a uma elite da qual jamais, em vida, fizera parte, venceu o poder com humildade, sobrepujou o dinheiro com o amor, a arma dos que trazem em si, a luz que ilumina a humanidade. 

Não haverá festas, não haverá comemorações, não haverá pronunciamento de poderosos. 

Qual em vida, Mãe Burrego, será somente a mãe de todos. Título maior não há, maior legado não se pôde doar a quem fez do amor, um evangelho e da vida, uma bandeira de solidariedade. 

Foi escolhida dentre os filhos ilustres de Itaporanga, aquela que se cobrira com o manto da humildade. Qual diferente seria, e esta é a única tristeza que fica, se todos fossem vivos, se não fossem somente memória, se não fossem somente lembrança. 

Se assim fora, se em vida dos candidatos, novamente o povo, que transformou as eleições numa espécie de feira vil das consciências humanas, escolheria o que lhe pudesse pagar, escolheria aquele que pudesse comprar, com o dinheiro que lhe pertence, o que desejasse. 

E, por certo, se vivos fossem eles, Mãe Burrego, a mais humilde de todos, seria vencida pela conveniência dos eleitores, seria derrotada peia necessidade de uma gente que para alimentar o corpo, costuma repudiar a própria alma. 

Não houve, nesta eleição o "Quem dá mais?", "Quanto vale o meu voto?", Não havia altos salários em jogo, não havia uma busca pelo poder, não havia, por parte dos candidatos, o desejo de satisfazer a auto-estima. 

E quando não induzida, e quando não pressionada, a maioria sempre escolhe o melhor, sempre escolhe pelos ditames da própria consciência. 

Se vivos todos fossem, com certeza, Mãe Burrego, a mais humilde, seria a menos votada. Se vivos todos, Mãe Burrego, a melhor, não seria sequer lembrada. 
Foste, Mãe Burrego, vitoriosa quando viveste. És, Mãe Burrego, reconhecida após tua morte. 

Não buscaste jamais durante tua existência a fortuna, que corrompe, não buscaste jamais, em vida, o teu bem-estar, igual às santas, buscaste sempre o bem do teu semelhante. 

És santa minha mãe. 

Sou filha tua, e, em qualquer posição que esteja meu corpo de rainha, meu espírito estará sempre de joelhos, adorando-te. 

Sei que não me deixaste, estás, ao lado do Criador, abençoando-me a cada momento de minha vida. 

Eis, minha mãe, a mensagem de tua filha querida, a que mais te ama. Eis, minha mãe, a mensagem de tua filha Misericórdia, a quem um dia deram em um novo batismo, o nome de Itaporanga. 

Até o momento, só alguns fãs incondicionais da parteira preta e pobre, fizeram, falaram, ou escreveram, alguma coisa sobre ela, a exemplo desta belíssima crônica, deixada anonimamente, nos estúdios do programa Rádio Vivo. Onze anos já passaram e nem André Villarim, Valterivan Freire ou sequer Sousa Neto, lembraram-se do prometido busto da parteira.

Mas nós através do FaceBook do Portal do Vale, iremos fazer uma campanha com os "filhos de Mãe Burrego" e no dia 09 de janeiro de 2015, no sesquicentenário da Rainha do Vale, iremos inaugurar o busto de nossa ITAPORANGUENSE DO SÉCULO, NOSSA MÃE! — com Mãe Burrego.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O APITO FINAL

O APITO FINAL
(João Dehon Fonseca em 31-07-2013)

Cada cidadão de Itaporanga permita-me entrar em sua casa para falar um pouco de um cidadão conterrâneo nosso que teve sua passagem no mundo dos esportes como árbitro de futebol, permitam-me dizer e até dizer modéstia a parte, nós filhos dessa Misericórdia de ontem e dessa Itaporanga de hoje somos pessoas privilegiadas por Deus e só gostamos de fazer as coisas bem feitas. Pois bem, esse itaporanguense foi um bom árbitro de futebol: austero, imparcial, elegante dentro daquele uniforme preto de árbitro, honesto em suas decisões.

Na sua passagem pela arbitragem de futebol, foi considerado o melhor do Vale do Piancó e enquanto esteve em atividade, foi muito amado, mas também deve ter sido muito odiado em alguns momentos de euforia dos apaixonados torcedores e outras vezes por jogadores que eram expulsos diante da autoridade que ele representava. Claro que deve ter errado em alguns momentos e esses erros as vezes se perpetuam, como foi o caso em que apitou um pênalti contra o Fluminense de Itaporanga que jogava contra um time de Coremas. Outra vez expulsou Tenor Benga que fazia a parede humana daquele time junto com o Will Rodrigues, diga-se de passagem, parede humana intransponível. Mesmo com esses erros ele foi o bom, foi o melhor.

Ivan Rodrigues Viana, filho de Sebastião Rodrigues, Ex-prefeito de Itaporanga e de Dona Lourdes Rodrigues, irmão do Saudoso Walter Rodrigues Viana (ex-presidente do Banco do Estado da Paraiba e funcionário do alto escalão do Banco do Nordeste), Ari Rodrigues Viana um dos médicos mais respeitados pela sociedade campinense, pessoa de que preso a amizade, Terezinha Rodrigues, alta funcionária aposentada do Banco do Nordeste e do renomado médico nefrologista Antonio Arivan Rodrigues Viana.

Ivan morreu nesta terça feira, 30 do Julho de 2013, em Campina Grande após lutar contra um câncer. Itaporanguense de nascimento, ele sempre se fez presente aos acontecimentos da terrinha apesar de ter ido morar em João Pessoa na década de setenta. Em João Pessoa fez faculdade e concluiu Administração, tendo sido funcionário do Paraiban onde se aposentou.

Depois de aposentado ficou com um pé em João Pessoa e outro em Itaporanga e sempre se hospedava na casa que pertenceu a sua família onde nas noites de plenilúnio gostava de fazer uma roda de amigos para jogar conversas fora e sempre naquela roda estava seu amigo maior Agapio Sertão.

Casou-se com Luzia Felinto também falecida, mas seu casamento foi feito de amor e sempre que encontrávamos um, lá estava o outro.

Seus amigos de infância e adolescência tais com: José Will, Edmilson Fonseca, Ivomar Vieira, José Olavo Rodrigues, João Pinto, Giseudo, Edson Barreiro e tantos outros se perguntarem a esses que era Ivan, certamente dirão: “Um grande cidadão.”

Como disse antes, foi um grande árbitro de futebol, mas sua paixão maior era o Fluminense de quem era torcedor.

Lembro-me que na Copa do Mundo de 1970, ele instalou uma televisão em preto e branco na sede do Atlantida Clube para que pudéssemos assistir aquele evento.

Itaporanga está de luto, nós amigos de Ivan estamos de luto, de luto estão todas as pessoas que de uma forma ou de outra conheceram essa figura impar que sempre quis o bem estar de Itaporanga e que sempre vibrou com a vitória dos seus conterrâneos.

Descansa em paz meu irmão, com certeza os anjos e arcanjos irão se enfrentar numa linda partida de futebol la nos céus e você será convocado por Deus para ser o árbitro, porque aqui na terra hoje ouvimos o seu Apito Final.

Saudades, muitas saudades

domingo, 17 de agosto de 2014

Grupo Escolar "Simeão leal"


Grupo Escolar "Simeão leal" seu histórico 

ORQUlSA PINTO 

Falar do Grupo Escolar "Simeão Leal" é despertar os mais belos sentimentos de minha alma, guardados num misto de saudade e gratidão. Saudade como aluna que fui da sua fundação, afastando-me por apenas quatro anos para término do Curso Normal, voltando então como mestra e educadora, cheia de esperança e idealismo para abraçar a sublime missão de ensinar. Gratidão eu sinto pela felicidade de exercer durante 33 anos de trabalho nesta Escola onde me realizei profissionalmente, exercendo por ainda 16 anos a função de Diretora, tanto assim que com orgulho e carinho trago aos leitores o histórico do Grupo Escola "Simeão Leal" - este patrimônio sócio-cultural da cidade de Itaporanga. 

Em 1937 a cidade festejava ruidosamente, com pompa e foguetes engalanada com os louros da esperança esta Escola que seria um templo do saber, uma seara para os que estavam sedentos buscarem conhecimentos acendendo a centelha de tantas inteligências. Como seu patrono Dom Vital um frade capuchinho reconhecido pela Santa Sé, como beato, pertencente a arquidiocese de Olinda não se sabendo mais a respeito. Seu nome foi mudado para Simeão Leal fato também, inconcebível, pois foi ele um paraibano do Brejo, muito conceituado, mas alheio às tradições de nossa terra. 

Sua primeira Diretora foi a Professora Doralice Pedrosa de Araújo. lembrada pelo exemplo de abnegação, autonomia e pontualidade, afastada da função por aposentadoria, teve outros diretores, com relevantes serviços prestado,r, como, Julieta Maia, de saudosa memória, Diva Soares e esta que lhes escreve. Joaninha Vieira foi a professora pioneira da terra que juntamente com Doralice trabalharam incansavelmente, nas escolas isoladas, foram molas mestres da Educação. Joaninha Vieira foi um exemplo de desprendimento, um grande esteio da formação moral e intelectual dor seus alunos. Outras mestras devotados teve o Simeão Leal, recordamos: Soledade Ramalho, Marluce Ramalho, Odete Mangueira, Juvinete Vieim, Jacira Loureiro, Terezinha Sitônio, Izabel Araújo e tantas outras que fizeram das salas de aula um santuário do dever. 


Falar do "Simeão Leal" é lembra as figuras de Dazinha Fonseca, Sinfrônia Chaves, Maria Dozinha, inspetoras de alunos abnegadas e incansáveis. Itaporanga é orgulhosa dos filhos ilustres que passaram pelo Grupo Simeão Leal, o qual foi responsável pelo mérito destes, pois foi ele que moldou o caráter dos alunos que se tornaram brilhantes. Foram suas salas de aula que lhe serviram de celeiro onde armazenavam conhecimentos, foi seu pátio de recreio, o famoso pavilhão, onde expandiram suas alegrias, o toque da campainha despertando-lhes a hora do dever - estes alunos tornaram-se pessoas importantes, levantando a bandeira vitoriosa do insigne G. E. Simeão Leal.

Vocês, ex-alunos, façam vênia a sua primeira escola. Dêem as mãos aos que se realizaram profissionalmente, em todos os setores que escolheram. Vocês, alunos do Simeão Leal, os quais me recordo agora: Padre Sitônio, Zé Silvino Sobrinho, Zezito Pereira, Dr. Clementino, José Benjamfm, Vicente Cassimiro, Edmison Fonseca, Evandro Neves. Assis Marfins, Clemenceau Maia e tantos outros que se destacaram pelo brilhantismo de suas inteligências e pela coragem de seus empreendimentos e entoem um louvor ao inesquecível G. E. Simeão Leal. 

* O grupo escolar "Bom Vital" contruído por Sebastião Gomes passou a ser administrado pelo Estado, pelo Decreto Nº. 795 de 1º de abril de 1937, assinado por Argemiro de Figueiredo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Balduíno Minervino de Carvalho


Com afastamento do médico José Gomes da Silva do exercício permanente da medicina na região de Itaporanga, por conta de sua eleição para a Câmara Federal, um nome começou a surgir no cenário médico e político do Vale do Piancó: Balduíno Minervino de Carvalho. Formado pela Faculdade de medicina do Recife, em 22 de dezembro de 1934, com especialidade em clínica médica e obstetrícia, Balduino, que era natural do então distrito de Pedra Branca, município de Misericórdia, decidiu praticar a profissão no interior do seu Estado e meses depois já estava instalado em Itaporanga.

Já casado com Maria Laurentino de Medeiros Carvalho, desde 1930, Balduíno era filho de Júlio Minervino da Silva e Rachel Rodrigues de Carvalho, e nasceu no dia 30 de dezembro de 1905, mas só iniciou seus estudos 10 anos depois, no Colégio Pio XI, em Campina Grande. Fez o secundário no Liceu Paraibano, em João Pessoa, e o universitário no Recite, a partir de 1929. Em 1932, ainda estudando medicina, alistou-se como voluntário na Revolução Constitucionalista de São Paulo, sob o comando de Bertoldo Klinger e Agildo Barata.

Radicado em Misericórdia, Balduíno via a cada dia crescer o seu prestigio, notadamente entre as pessoas mais carentes do município, graças a medicina gratuita que praticava, o que se estendeu por quase 50 anos. Com a queda da ditadura Vargas e, consequentemente, a redemocratização do país, decidiu ingressar na política e foi eleito Deputado Constituinte à Assembleia Legislativa da Paraíba, cargo que assumiu em 1947, e como parlamentar permaneceu até 1970, sempre integrando os quadros do PSD e, depois, o MDB, sob a orientação política dos irmãos Janduy e Ruy Carneiro.

Como deputado, Balduíno revelou-se um político habilidoso, prestativo e dedicado aos seus milhares de eleitores e aos dirigentes do seu partido. Durante as seis legislaturas de que participou na Assembleia Legislativa do Estado procurou sempre comporta-se dentro das normas estabelecidas pelos partidos a que pertenceu. Não foi um orador brilhante, nem um parlamentar de presença constante na tribuna da Casa de Epitácio Pessoa. Atuava mais nas comissões e marcava presença nos gabinetes do Poder Executivo sempre encaminhando pleitos e reivindicando melhorias para os municípios do Vale do Piancó em que era votado. Não gostava de exercer funções administrativas. Tanto que somente urna vez concorreu a um pleito municipal, mesmo assim na condição de candidato a vice-prefeito numa chapa encabeçada pelo procurador João Franco da Costa, não obtendo o êxito esperado. Por essas e outras razões é que preferiu dividir o seu tempo entre a Assembléia Legislativa e o seu consultório médico em Itaporanga. Na política era amigo dos seus amigos e não media esforços para servi-los. No consultório não cobrava nada. A medicina era o seu sacerdócio.

Entre os inúmeros benefícios por ele levados para Itaporanga vale destacar a criação da Sociedade Mantenedora do Hospital Regional e da Associação de Proteção à Maternidade e Infância "Nossa Senhora de Fátima' no dia 24 de junho de 1957; participação na fundação do Colégio Padre Diniz, administrados pelas Irmãs Carmelitas, cujos Estatutos foram publicados no dia 07 de março de 1946; participação no lançamento da pedra fundamental do Colégio Diocesano de Itaporanga, no dia 26 de maio de 1957; fundação da Associação Rural de Itaporanga e a criação de urna agência do Banco do Nordeste, com o apoio do ex-governador João Fernandes de Lima.

O deputado Balduíno Minervino de Carvalho foi ainda o responsável pela aprovação dos projetos de emancipação política dos distritos de Boa Ventura, Diamante, Curral Velho, São José do Caiana e Pedra Branca. Faleceu no dia 30 de dezembro de 1980, em Itaporanga, no mesmo dia em que completava 75 anos de idade. O seu corpo esta sepultado no Cemitério Mãe de Misericórdia, e na casa em que morou, na praça que leva o seu nome, existe um pequeno museu com objetos relacionados com a medicina e a sua atuação política, em frente a ele urna estátua em sua homenagem num sinal de agradecimento e reconhecimento do povo de Itaporanga pelo muito que ele fez pela cidade e os seus habitantes.

Com um honroso terceiro lugar, Balduíno obteve 14,9% dos votos válidos, perfazendo um total de 223 votos, na eleição do "Itaporanguense do Século"..

                                                                                 Revista "O Itaporanguense do Século", junho de 2001

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

José Barros Sobrinho


José Barros Sobrinho - Nono Prefeito de Misericórdia - 1947 a 1951

Com o final do governo de Getúlio Vargas e. consequentemente, a redemocratização do país, quando aconteceu eleições em todos os níveis, José Barros Sobrinho tornou-se o primeiro prefeito de Itaporanga a ser eleito após o período ditatorial, concorrendo pela legenda do Parido Liberal. Ele governou o município de 30 de novembro de 1947 até o dia 30 de novembro de 1951. Filho de Rosendo Barros da Silva e Francisca Barros da Silva, José Barros nasceu no dia 12 de janeiro de 1914, no sitio Barra de Oitis, pertencente ao então distrito de Diamante. Casado com Marina Vieira Barros, teve quatro filhos: Manoel Marleno, Jeová, Luiz e Alberto Barros da Silva.

Apesar de ter cursado apenas o primário, José Barros era um homem intelectualmente preparado, tanto que chegou a lecionar na escola do professor Neves, um dos muitos educandários existentes em Itaporanga na primeira metade do século. Como prefeito, procurou sempre atender as necessidades do povo e melhorar os aspectos urbanísticos da cidade. Foi ele quem transferiu a feira-livre para o mercado público. Ele também promoveu a conservação das estradas ligando a sede aos vários distritos do município, e patrocinou a abertura de vários grupos escolares.

Militante político de todas as horas, José Barros foi nomeado tabelião e escrivão do Primeiro Cartório de Notas da Comarca de Itaporanga, no dia 08 de fevereiro de 1963. No dia 15 de novembro de 1972 foi eleito vice-prefeito de Itaporanga na chapa encabeçada por Sinval Pinto Brandão, sendo empossado no dia 31 de janeiro de 1973. Ele faleceu no dia 25 de novembro daquele mesmo ano. Em reconhecimento o tudo que representou, José Barros foi homenageado pelo município com a colocação do se nome na artéria que morou a antiga Rua Santa Terezinha (calçadão) e no Estádio Municipal.

Fonte: Revista Itaporanga, janeiro de 2000
__________________________________________
Se porventura, existir algum fato não condizente com a verdade, desculpem-nos, pois, poucas são as fontes de consulta. Os familiares dos ex-prefeitos que quiserem colaborar conosco, com fotos ou documentos; favor entrar em contato com: itaporanga150@gmail.com

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Os meios de transportes

A estrada de Itaporanga a Patos foi construída e asfaltada por Ernani Satyro, no início dos anos 70.
O  acesso rodoviário com revestimento asfáltico, liga Itaporanga a Patos num sentido (PB 361), e num outro a Conceição. De Patos, através da BR-230, chega-se a Campina Grande, João Pessoa e demais regiões do país. A partir de Conceição alcançam-se os Estados do norte, através do Ceará e, novamente o sul do país, via Petrolina, em Pernambuco e Juazeiro na Bahia. A empresa Guarabara, com ônibus novos  e  confortáveis, inclusive  com  ar-condicionado, faz  a  ligação  de  Itaporanga com  a  capital do Estado e quatro outras. Planalto, a Guanabara, a Itapemirim e Gontijo, levam os itaporanguense para Brasília, Rio de janeiro e São Paulo. 

Alem das linhas regulares de ônibus, temos varias Vans que diariamente fazem a ligação de Itaporanga a Patos e a Campina Grande; o transporte alternativo mantem linhas Itaporanga João Pessoa vários dias na semana, bem como de nossa cidade a capital bandeirantes e a capital Federal.

O acesso as cidades vizinhas é feito em vias asfaltadas, não faltando trasporte para a população.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A BUDEGA DE MANOEL VIRGULINO

Por João Dehon Fonseca

Sal grosso, açúcar e rapadura,
Querosene, biscoito e sianinha,
Feijão, arroz e também farinha,
Óleo de Peroba e até gordura,
Agulha, dedal e carretel de linha,
Isso nas prateleiras e no balcão,
Sem contar com bolacha e sabão,
Misturados naquele estripuliço,
Um anzol, uma vara e um caniço,
Prá aumentar mais ainda a confusão.

Um caixão de madeira bem no canto,
Onde o açúcar Seu Mané armazenava,
Era ali que a garotada brincava,
E esse fato causava muito espanto,
E quando Mané Virgulino cochilava,
A menineira no caixão caia,
Comia açúcar e o bolso enchia,
O barulho acordava o Virgulino,
Que gritava: sai daí menino...!
Infância boa e cheia de alegria.

Cocada misturada com corda de fumo,
Pão doce no depósito de anelina,
Corda de agave e agulha fina,
A bodega vendia até estrumo,
Comprimido, só tinha penicilina,
Seu Mané não era bem humorado,
Pegava ar e era malcriado,
Não gostava de pergunta idiota,
Pra elas sempre tinha resposta,
E nunca na vida ficava calado.

Evandro, um menino bem traquino,
Descobriu de Mané um fato raro,
Achou o fósforo um produto caro,
Seu Mané pegou ar com o menino,
Falou num tom franco e claro:
Seu dinheiro pra mim falta não faz,
Sua presença incomoda muito mais,
Mas lhe dou o estoque da farinha,
Se você fizer uma cabecinha,
De um desses palito. É Capaz?

Este fato pela rua se espalhou,
Todo mundo procurava o endereço,
Apenas para saber o preço,
Da caixa de fósforos, o valor.
Seu Mané que rezava muito o terço,
Começou pelo o cão a esbravejar,
Com a mãe de Evandro foi falar,
Pois todos da cidade perguntavam,
Quarenta palitos quanto custavam,
Isso fazia seu Mané no cão virar.

Tapioca com manteiga e coco,
Bolacha soda vendia muito bem,
Não precisava gritar aqui tem,
Porque Dona Regina fazia pouco,
O moleque de açúcar também,
Era outro produto ali vendido,
Mas eu tava ficando esquecido,
Que o fósforo ele deixou de vender,
Tentando fazer o povo esquecer,
De Evandro que o tinha ofendido.

Perguntar num faz mal e eu pergunto,
Seu Mané tem pão crioulo ou carteira?
Se tiver o senhor bota dois na feira,
E quero mudar logo de assunto,
Falando sério e sem brincadeira,
Uma caixa de fósforo quanto é?
Respondia com raiva batendo o pé,
Eu deixei de vender fósforo aqui,
Por conta do moleque de Aní,
Nunca mais vendo, em Deus tenho fé.

Tinta ocre, xadrez e muito cal,
Cimento misturado com feijão,
Do lado de fora olhando pro chão,
Dava prá ver todo aquele escambal,
Balança e pesos em cima do balcão,
Para pesar carvão e também fubá,
Nesse instante num quero nem pensar,
Na carne de charque que era magra e fina,
E bem do lado uma lata de creolina,
Que fazia a confusão aumentar.

Tudo você podia na bodega comprar,
Só fósforo ali não vendia,
Mas Nonato Biuta tinha mania,
De tirar dúvida e ali foi testar,
Esboçando certa simpatia,
Perguntou a Mané Virgolino,
Com educação e trato fino,
Aqui tem fósforo prá vender?
Vá embora! pra sua mãe eu não ofender,
Vá chatear seu pai, menino!

Foice, martelo, pua e roçadeira,
Inseticida e veneno de formiga,
Mato verde para acabar intriga,
Espoleta e também peixeira,
Erva doce para dor de barriga,
Fósforo não tinha nem de brinquedo,
Esse item ali causava medo
Era fácil encontrar até batina,
A glostora era a melhor brilhantina,
Mas Fósforo! Esse não dava enredo.

Agostinho que era meu melhor amigo,
Que na música era ás em cavaquinho
E não era um menino dos bonzinho,
Com um jeito que eu jamais consigo,
Foi até a bodega e com o seu jeitinho:
Se tiver fósforo eu quero uma caixa,
Mas logo ele leu uma faixa,
Onde estava escrito bem assim:
“Não vendo fósforo nem pra mim,
Quanto mais pr’essa gente baixa.”

Fazendo que nada tinha lido,
Agostinho insistiu: tem ou não tem,
Seu Mané ficou num vaivém,
E gritou: vá embora seu fudido,
Vou falar com seu pai também,
Não tenho fósforo nessa porra,
Seu filho de uma cachorra,
Ou acabam com essa brincadeira,
Ou termino fazendo uma besteira,
Fechando em Itaporanga essa zorra.

Barbante, escova e palito de dente,
Óleo de rícino e óleo de linhaça,
Cangalha prá jegue e até cabaça,
Contra o piolho tinha pó e pente,
Na esquina do balcão, servia cachaça,
Era uma miscelânea na mercearia,
Olhando de frente era uma agonia,
Não vendia a quem tivesse de pileque,
Mas para agente que era moleque,
Tudo aquilo era uma grande alegria.

Moleque de açúcar num frasco rodado,
Pirulito com gosto de limão,
Enfiador de agulha e botão,
Dobradiça, prego grande e cadeado,
Bota, chapéu, perneira e gibão,
Detefon bem pertinho do bacalhau,
Cabo de vassoura de vara e pau
Biscoito, tareco, bolacha e mariola,
Corda pra cavaquinho, banjo e viola,
Farinha de trigo e araruta pra mingual.

Mas o tempo rápido passou,
Hoje estamos todos adultos,
Uns bem de vida outros cultos,
Da infância só a marca ficou
Seu Mané foi um dos vultos,
Que fizeram a nossa cidade,
Hoje com muita tranquilidade,
Brinco em versos com sua zanga,
Parte da historia de Itaporanga,
História feita com felicidade.

Seu Manoel era um homem honrado,
Itaporanga toda lhe queria bem,
Sensato, cristão como ninguém,
Era enfim um homem respeitado,
Era bom pai de família também.
Criou seus filhos com educação,
José Virgulino era um bonachão,
Tinha uma que foi ser religiosa,
Valdemar era dado a uma prosa,
Darci, figura de bom coração.

Ainda tinha Bia e Antenor,
Mané Virgulino casou com Regina,
Que manteve na casa a disciplina,
Um casamento que cultuava o amor,
Nascer um para o outro é sina,
Coisa que hoje ninguém mais ver,
O casamento assim era fácil de manter,
A união durava a vida inteira,
A família era a base, era a esteira,
União assim, hoje é difícil ter.

Para terminar essa história,
Que aumentei, mas não inventei,
É cultura nossa e eu me esforcei,
Para o personagem ficar na memória,
Busquei a infância e até rimei,
Com pessoas que na mente eu tinha,
Como sou filho da Dona Dazinha,
Gosto de exaltar todo meu povo,
Lembrando de outro personagem novo,
Vou glorificar sempre a terrinha.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Diamantes

Pedras que Brilham 

Nossa homenagem aos itaporanguenses que por se empenharem em dar o melhor de si, elevam o nome da nossa terra e cada vez mais nos dão motivo para dizer que temos "ORGULHO DE SER ITAPORANGUENSE!"
.
Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho

Religião (Cajazeiras - PB, 1924) Desde 04 de março de 1955, ele abraçou nossa cidade como se fosse sua terra natal. Ordenado Padre no dia 1º de novembro de 1951, na  Catedral de Nossa Senhora das Neves, por DomMoisés Coelho. No dia 04 de 1955 atendendo convite de Dom Zacarias Rolim de Moura, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, onde permanece até hoje. Entre suas obras construídas com esmolas dos fiéis, são destaques: O Colégio Diocesano Dom João da Mata, a Gráfica Vale do Piancó, a Filarmônica Cônego Manoel Firmino, a Casa do Menor São Domingos Sávio e a Estátua do Cristo Redentor

Rainério, 25/11/2001

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um dos moradores mais antigos de comunidade de Itaporanga que fez 50 anos

Uma das comunidades rurais mais povoadas de Itaporanga

Por Redação da Folha – Final da manhã deste domingo, 10, na comunidade São João, município de Itaporanga. No conforto do seu lar, o agricultor Francisco Alves Leite, conhecido como Diassis Leite, de 83 anos, recorda a história do lugar onde vive desde a infância. Conta com orgulho que foi ele, junto com outros moradores e o padre Zé Sinfrônio, que sentou os marcos iniciais da capela dedicada a São João e que completou meio século este ano.

“Vivo desde os dez anos aqui e, naquele tempo que cheguei, eram poucas casas, mas, depois que foi erguida a capela, muita gente passou a residir no São João”, comentou seu Diassis, um homem tipicamente da roça e que criou toda a família (mulher e cinco filhos) na batalha da agricultura. 

domingo, 10 de agosto de 2014

Luis Leite Guimarães

O maior bem cultural que Itaporanga viu nasceu no final na primeira metade do século passado, tornando-se a fonte motora das transformações sociais que a cidade sofreu ao longo de muitos anos, teve em Luiz Leite Guimarães o seu principal inspirador, incentivar e construtor. O bem em apreço é o Colégio Normal "Padre Diniz", que ele e outros abnegados fundaram, edificaram e entregaram a juventude da cidade, sendo o colégio em discussão o responsável pela formação cultural e profissional de centenas de jovens que se tornaram professoras e que com os conhecimentos lá adquiridos ensinaram as primeiras, as segundas e as terceiras letras a muitos itaporanguenses e a pessoas de outras terras, hoje doutores formados, servindo e prontificando em muitas atividades profissionais, em muitos pontos deste imenso Brasil.

Luiz Leite Guimarães nasceu em Misericórdia no dia 08 de maio de 1895. Era filho de Abdon Leite da Costa Guimarães, mas foi criado e registrado como filho de seu avó Pedro da Costa Guimarães. Não quis seguir o caminho das letras trilhados pelo pai. Não freqüentou bancos de escolas, preferindo dedicar-se a outras atividades mais afeitas a sua personalidade. Mesmo assim, tinha consciência da importância do estudo, da escala, do saber para o progresso profissional das pessoas e, no somatório, para o desenvolvimento da própria comunidade em que vivem. A sua crença em tais valores era tão forte que, um dia, juntou-se ao médico Balduíno Minervino de Carvalho, aos comerciantes José Sitônio e Caçula Pinto, os agricultores João Silvino e Manuel Inácio, e tantos outros da terra, e fundaram o Colégio "Padre Diniz'. Lançaram a pedra fundamental, levantaram as paredes, revestiram o prédio, deram-lhe aparência da moderna arquitetura e, finalmente, com a obra física concluída, partiram para legar a juventude os ensinamentos de que ela precisava para evoluir e promover o desenvolvimento de Itaporanga.

Luis Guimarães foi um itaporanguense que colaborou na construção do Colégio Padre Diniz
Católico fervoroso, Luiz Guimarães teve participação efetiva nas obras de construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, como ajudante de obra do mestre Sebastião Muniz, encarregado de executar o projeto arquitetônico levado a Itaporanga por Frei Martinho, que o importou da Alemanha, por ande passou na segunda década do século passado. A este empreendimento foram muitos os itaporanguenses que se dedicaram de carpo e alma e a cidade terminou adquirido um dos mais belos templos do pais.

Ainda jovem, Luiz casou-se com uma jovem chamada Olímpia, mulher simpática e caridosa, de cujo enlace nasceram sete filhos, que também seguiram a linha e a conduta do pai, sendo respeitados e aplaudidos por toda a sociedade itaporanguense. Luis dedicou toda a sua vida a servir ao próximo, distribuindo o seu tempo entre o seu estabelecimento comercial, a igreja e a casa no Alto das Neves, propriedade que possuía nos arredores da cidade e que hoje se transformou num dos mais prósperos bairros de Itaporanga. Quando morreu era casado com uma também viúva de nome Antonia, ou melhor, Dona Toinha.

Luis Guimarães ficou em ultimo lugar na eleição "O Itaporanguense do Século", tirou apenas 22 votos, ou seja teve apenas 1,47% dos votos válidos.


sábado, 9 de agosto de 2014

Hormisdas Teodulo

Hormisda Teódulo da Silva – Oitavo prefeito de Itaporanga - 1947




Nomeado pelo Governador do Estado com a missão de administrar provisoriamente o município e fazer o elo entre o regime ditatorial e a democracia que chegava também aos municípios brasileiros com a eleição dos seus respectivos prefeitos, Hormisla Teodulo da Silva recebeu a Prefeitura de Marcolino Farias da Silva e a entregou a José Barros Sobrinho, num momento de singular importância para a vida política do país que, finalmente, encontrava os caminhos para a retomada da cidadania e, consequentemente, os meios necessários ao seu desenvolvimento integrado.

Hormisda nasceu no dia 14 de setembro de 1897, na cidade de Itaporanga, e faleceu no dia 20 de setembro de 1968, em Campina Grande. Ao longo dos seus 71 anos de existência, foi comerciante em Piancó, entre os anos de 1926 e 1930, gozando de muito prestigio nos meios políticos e sociais do município, representado pelo padre Aristides e a família Leite, de grande influência na região.

No inicio da década de 30, quando novos ventos sopravam sobre o município, ele retorna a sua terra natal e, aliado de Praxedes da Silva Pitanga, passa a ser um espécie de articulador político cuidando de aparar arestas e promover acordos em beneficio do progresso e da paz entre as muitas famílias do lugar, e do desenvolvimento das comunidades itaporanguenses.

Apesar da brevidade de sua administração, ela caracterizou-se pela preocupação com o bem estar da população, especialmente os mais humildes e carentes. Durante muitos anos exerceu o cargo de tabelião público, aposentando-se no dia 10 de outubro de 1959, quando foi substituído pela sobrinha Maria Ivete Fonseca, ainda em atividade.

Hormisda Teódulo deixou para os seus familiares e conterrâneos um exemplo de vida honesta e progressista, destacando-se pela contribuição para o desenvolvimento inicial de Itaporanga, com coragem e justiça, legado que foi seguido pelas novas gerações itaporanguenses.

Fonte: Revista Itaporanga, janeiro de 2000
__________________________________________
Se porventura, existir algum fato não condizente com a verdade, desculpem-nos, pois, poucas são as fontes de consulta. Os familiares dos ex-prefeitos que quiserem colaborar conosco, com fotos ou documentos; favor entrar em contato com: itaporanga150@gmail.com

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More