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História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Diálogo no pós-queda - A carge do Kadinho

Se arrependimento matasse...



Resgatando Dívidas - Um livro de Raimundo M. dos Santos

DICATÓRIA 
Este livrinho é dedicado à memória de meu pai, cuja grandeza, em vida, se ocultou.

RESGATANDO DIVIDAS
LIGEIRAS EXPLICAÇÕES

Não era propósito meu fazer o que fiz, e mover-me a tanto, confesso, não foi pelo natural impulso do querer, que nunca existiu, e, sim, por um outro, que me tornou imperativo, o inarredável sentimento da gratidão. O que ouvi de minha mãe, durante anos, deixou-me fascinado, e relegar ao esquecimento,o que de mais belo há, em vidas humanas, além de injusto, em si, em mim, é, de todo, inescusável. 

Com semelhante convicção é que me decidi ao sacrifício, ao não achar, por perto, quem o pudesse ou se dispusesse a aceitá-lo. Espero, porém, contar com a benevolência dos caros parentes, aos quais me dirijo, por não ter podido apresentar algo mais substancioso e melhor, conquanto muito o tentasse. Deficiências próprias e fatores alheatórios impediram-me de atingir o que, em tal caso, seria de se esperar. Antes de tudo, era tarefa para poeta ou escritor. Só eles, que sabem das coisas, as dizem com real proveito e elevação. E o responsável por estas notas, não sendo uma coisa nem outra, em momento algum alimentou a pretensão de vê-Ias cair no domínio público, conhecedor, que é, de suas limitações. 

Por seu reduzido alcance, são destinadas, como visível e de manifesta compreensão, aos descendentes e familiares de tão maravilhosos avós e tão excepcional sacerdote, numa pálida tentativa do resguardo de suas memórias, ao se fazerem dignos da admiração geral e, de modo específico, do afeto e veneração de seus consanguíneos. 

Com relação a parte da pesquisa, numerosos foram os empecidos, e quase nada os resultados, bem se vê. No entanto, razões maiores, e não lucros, foi o que tive em mente, na apresentação de tão insignificante trabalho. E, não por eles, evidentemente, mas, por elas, é que me sinto, desde logo, gratificado. Contudo, nada mais de concreto poderia mesmo ter acrescentado, pela absoluta falta de um instrumento hábil, ou de outra fonte qualquer de informação. Pessoas, datas, fatos e acontecimentos narrados, são frutos exclusivos dos depoimentos - seguros e coerentes, é bom frisar - de quem, dotado de uma memória vigorosa, foi parte integrante e visual de tudo que se conta, minha mãe. 

No que tange a deduções e juízos pessoais, que tirei e emiti, acerca dessas mesmas personagens, cada um julgue como melhor lhe pareça, que, eu, “cá do meu canto”, não o poderia ter feito, diferentemente. Pois, de tudo que vi, a não me deixar dúvidas, foi essa a impressão que me ficou. 

Por último, meu preito de profunda gratidão e de amor filial a esta mulher admirável, e minha mãe, Jardilina, possibilitando a pesquisa, e, mais que tudo, por me ter lançado no coração, desde o nascer, a semente da Fé. 

Recife, 12/86.
R.M. Santos 

O BARROCÃO

No Vale do Piancó, sertão médio da Paraíba, separando as atuais cidades de Boa Ventura e Itaporanga, *estende-se um baixio de terras férteis e dadivosas, cortadas e banhadas, periodicamente, pelo Rio Piancó, qual um novo Nilo, a fecundar-lhe as margens, permanentemente. É o sítio Barrocão, equidistante uns 12 e 15 kms, respectivamente, das mencionadas povoações. A esse tempo, pouco habitado, com suas casas de taipa afastadas, umas das outras, sem estradas, e desprovido de meios de comunicação eficientes com o mundo exterior. As veredas eram as únicas vias de acesso às vilas circundantes. 

Ali, em sua maioria, bem longe de toda civilização e, em estado quase semi-primitivo, nasceram, viveram e morreram meus antepassados. 

No começo da primeira década deste século, a chefia política do lugar repousava em mãos de meu avô materno, João Antônio dos Santos, quando lhe foi outorgada a Comenda de Tenente da Guarda Nacional. **Tal patente e distinção era, na verdade, um meio de que se valia a Corte Imperial para, de modo efetivo e não oneroso, entre outras atribuições, dar guarnecimento a nossas fronteiras internacionais e fazer sentir sua presença em regiões longínquas, pouco acessíveis à atuação do Poder Central. 

Verdadeiramente, porém, para tanto dela não precisava, e sua concessão em nada veio aumentar-lhe o prestígio, junto aos seus, nem lhe dar dimensão à autoridade. Já o detinha e já a exercia, de fato e de direito. Não em decorrência de atos solenes e formais, senão de outros, não escritos, apenas consentidos e, mais por isso, mais fortes e duradouros, porque gravados em corações. 

Sua retidão de caráter, honestidade a toda prova, elevado espírito de justiça e um altruísmo incomum, a que se acresciam singulares dotes de inteligência, é que o faziam credor das honrarias. Uma marca era, nele, significativa: a de advogado intransigente e protetor das viúvas desamparadas. Todavia, a prova maior de sua grandeza de coração e de amor ao próximo, ficou evidenciada, de modo sobejante, ao eclodir o flagelo de 1915. Seus celeiros ficaram vazios. Amparou e supriu os que lhe vieram bater à porta, e a quantos encontrou, pelo caminho, carentes de ajuda e socorro. E, se alguns, premidos pelas contingências da fome ou do êxodo, vinham oferecer-lhe bens a venda, quando os comprava, só o fazia pelo justo valor, conquanto ofertados por preço aquém do merecido. 

Praticamente, ele era tudo, em seu diminuto território. Não só por tão excepcionais predicados, como pela natural detenção daqueles poderes de época, inerentes ao munus político. Além de patrão, acumulava funções de juiz, de delegado, e até de ministro do culto cristão, como católico autêntico, que era. 

* A primeira chamava-se, então, São Boaventura; a segunda, Misericórdia. 
** A República a manteve, até sua extinção, por desprestígio, no Governo Hermes da Fonseca, já sob a denominação de Milícia Federa 

E como sua visão ia aonde as outras não chegavam, estava sempre na dianteira, abrindo espaços, determinado, sem se perder, qual um visionário pleno de obstinação. Desnecessário é dizer-se que, ali, nada de importante se operava, sem seu conhecimento. Tudo via, tudo ouvia e tudo decidia. E a consequência lógica, não podendo ser alterada, teria de ser uma só: todos os problemas morriam nele. 

Contudo, ainda que conservando toda essa autoridade, não a manejava ao modo dos coronéis e senhores de engenho. E nem o saberia fazer, que não era esse o seu feitio. Faltava-lhe gosto para o posto. Como errôneo seria pensar que a força dessa autoridade tivesse algum respaldo no mando da força. Era bem outro o seu suporte. Sempre fora perfeitamente capaz de prescindir de “cabras”, para seu serviço ou segurança pessoal. Nunca os teve. E, para quê, se jamais grangeou um só inimigo? Não se alimentando, por vontade própria, da sedução do poder, por índole é que não seria um déspota - coisa, no entanto, que só de si estava a depender. Ninguém o impedia, e as circunstâncias até que isso conspiravam. Já era um verdadeiro gigante, em terra de indiscutíveis pigmeus e, de tanto os avantajar, parecia ter-lhes perdido a similaridade. 

Entretanto, uma posição tão superior não o fazia distante dos seus e, tão pouco, os embaraçava, a cujo serviço fora posta. Muito ao contrário, atuava como autêntico aglutinador do bem comum, ainda que, a permeá-los, tão acentuado desnível. 

Por tantas razões, não havia como pudesse acariciar devaneios de prepotência. Forçosamente, teria de se reconstituir, no todo, porque, em mente tão desafeita a recuos, não iria caber, de certo, a ignomínia da traição. E que mais poderia advir, afora isso, se, em tão grande coração, fomentassem sonhos tão baixos e enganosos? 

Tal ilusão não lhe passou, sequer, pela cabeça, que não se deixou tentar, por muito saber o que queria. 

E, assim, entre a mesquinha veleidade do arbítrio e a elevada grandeza do altruísmo, não chegou a perder tempo na escolha. Fez-se servidor de seu povo, e conselheiro, porque, muito embora não tenha tido consciência da realidade, nascera, de fato, para guiá-lo a seu verdadeiro destino, preservando sua Fé e seus costumes. E o fez, sem mais nada considerar, anuindo, simplesmente. 

Conquanto, no meio da coletividade, fosse essa sua postura, dentro do lar ia além de toda conveniência, era um disciplinador atento. Cônscio de sua responsabilidade pessoal intransferível, não contemporizava com o erro e nem fazia vista grossa às menores falhas. Tudo sofria sua onipresença. Porém, mesmo encarando, com tal seriedade, essas obrigações, jamais perdeu o senso do equilíbrio. De há muito, acima delas, a todas ofuscando e governando, colocara o amor à família, traço maior e proeminente de sua individualidade. Mas, valeu a pena o sacrifício, pois, se a nenhum dos filhos transmitiu seu carisma ou o fulgor de sua inteligência, deixou a todos, não obstante, herança maior: a honradez, a inteireza de caráter e o amor ao trabalho. 

Tantas qualidades, num só homem, já o sobrelevariam a muitos, em qualquer parte. Mas, possuía uma outra, que parecia não ser encontrada em nenhum outro. Era homem de singular afirmação. Quando dizia uma coisa, nada e ninguém mais o demovia, era inútil tentá-to. Sua palavra era uma só: sim, sim; não, não. Não comportava alternativa. E tal proceder, já purgado da eiva da ostentação nenhum esforço lhe demandava, por seu estreitamento com a verdade. Era, só, fruto natural e solene dessa aliança, conquanto, para muitos, motivo de admiração e embaraço. Daria mesmo gosto de vê-lo, em momentos, assim! 

Meu filho! - diz minha mãe, em seu linguajar típico - nunca vi coisa igual, está para nascer outro, foi primeiro sem segundo! 

Releve-se todo o embevecimento filial, que, ainda assim, nada lhe foi tirado, o homem subsiste, incólume, pairando sobranceiro e intocável. 

Esse arroubamento, porém, não estancou no círculo familiar. Ultrapassou-o e se generalizou, no seio da comunhão social, mercê do que era, em pessoa, e do muito que representava para todo o grupo étnico. 

Mas, afeição é feito doença, quando não cede, aumenta. E, como, a cada dia, mais crescesse na estima e consideração dos seus, não previu e nem pode impedir o inevitável. Sem querer, ou perceber, quando se deu conta, já era tarde, e o fenômeno, irreversível. Passara a centrar, em sua vontade vigorosa, as vontades tênues e indefinidas de sua gente, absorvendo-as, assimilando-as, como se pacto de uma adesão consentida, ou, então, num quase milagre humano de transubstanciacão dos anseios coletivos. 

Já se vê, e ninguém o negará - era mesmo um predestinado. Mas, com tal dimensão, muito mais, - era um justo! 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Prefeitura de Itaporanga entrega veículos às pastas da Saúde e Educação adquiridos com recursos próprios

Foram adquiridos dois Uno Mille: um para a Educação e outro para a Saúde


A Prefeitura Municipal de Itaporanga entregou anteontem para as secretarias da Educação e Saúde dois veículos modelo Uno Mille Way, da Fiat, quatro portas e completos de tudo (como: ignição eletrônica digital incorporada ao sistema de injeção, direção hidráulica com pinhão e cremalheira, etc...), que já estão prestando serviço à população. A compra destes primeiros veículos inicia uma série de outras que estão sendo feitas pelo prefeito Djaci Brasileiro (PSDB) para suprir a necessidade das diversas pastas.

Essa aquisição, com recursos do tesouro municipal, somadas as que vem por aí, faz parte da filosofia de trabalho da atual gestão que proporciona, cada vez mais, melhores condições de trabalho aos servidores para que a população seja atendida com maior rapidez e eficiência. Os investimentos com esses dois carros são de mais de R$ 63 mil.

O secretário Gaudêncio Mendes (Saúde), em contato com o blog, ressaltou a importância da aquisição desses veículos: “O prefeito, desde o inicio da administração determinou todo nosso empenho visando proporcionar uma prestação de serviço de qualidade. E estes novos veículos facilitarão o melhor desempenho da nossa equipe de trabalho”, disse.

Publicado por RPScom em 25 de fevereiro de 2011

Presidente da Câmara de Itaporanga anuncia rompimento com prefeito e diz por que

Rompimento foi anunciado durante fala na tribuna 




Por Redação da Folha – Em fala na tribuna do legislativo durante sessão na noite desta quinta-feira, 26, o presidente da Câmara de Itaporanga, Neném de Adaiton (foto), anunciou seu rompimento político com o prefeito Audiberg Alves.

O vereador disse que tomou a decisão depois de ouvir várias pessoas e, a partir de agora, terá uma postura política independente. Para Neném, a atual gestão municipal perdeu a credibilidade perante à população, “porque já passou tempo demais e as promessas não foram cumpridas”, referindo-se a obras que foram prometidas pelo gestor, mas, até agora, não realizadas.

“Já esperamos demais e não vale a pena”, disse ainda Neném. O vereador, um dos mais bem votados de Itaporanga no último pleito municipal, foi peça fundamental para a eleição de Audiberg em 2012, mas, na eleição do próximo ano, não estará no palanque do prefeito, que deverá ser candidato à reeleição.

Pulicado pelo Folha do Vale em 26-02-2015

Eu tive um sonho - Parte 5


Um dos pontos importantes no projeto previa a participação da sociedade como um todo. Não adiantou muito os segmentos que lá compareceram pouco opinaram e nada foi ouvido. Vale slientar que, não foi convidado nenhum representante da Câmara Municipal.

Eventos a serem realizados:
  • Confecção e emissão pela empresa de Correios, de um selo comemorativo.
  • Participação de cidades que até a década de sessenta pertenciam a Itaporanga.
  • Participação da Câmara Municipal.
  • Participação da sociedade civil. 

Eu como autor do  projeto participei de apenas duas reuniões, e como vi que seria tempo perdido, me deixaram de lado, resolvi fazer apenas o que dependia exclusivamente da minha pessoa, e da ajuda de alguns colaboradores.

Da minha parte tudo foi cumprido e tive sucesso em tudo que ,e foi permitido executar, faltando muito apoio de quem de direito. No geral, não houve na festa, a participação da sociedade, pelos menos ao nível por mim esperado.

Era a vez da população opinar sobre uma festa e que festa. 150 anos de nossa terra, nada mais justo que o evento fosse direcionado para o povo e não o povo  bancar mais de meio milhão em uma parca festa, pois a história nos mostra que já houve aniversário melhores; a menos ,ais organizado.

Paulo Rainério Brasilino

MEU IRMÃO VANIDINHO

Por João Dehon Fonseca  

Vanidinho, não sei o que a vida faz conosco, apenas sei dizer que Deus está sempre nas nossas vidas e por isso Ele sempre quis que eu o admirasse como um bom amigo. Marcelo não morreu ele apenas se mudou para o lado de Jesus Cristo e foi ele próprio que mim inspirou a fazer esse Acróstico.

ACRÓSTICO AO FILHO DE VANIDINHO.

Muitas vezes a vida nos trás surpresas
Apenas a Deus cabe toda decisão
Respeitá-Lo faz parte das certezas
Cabendo a nós amá-Lo de Coração.
Esse Deus é grande e é verdadeiro
Leal e nos ama com muita paixão
Onde há desespero, Deus é o primeiro,

Inevitavelmente chega com um alento,
Nunca abandonando os filhos seus,
Assim, Marcelo com o seu talento
Como um anjo foi morar com Deus.
Inspirando-me a vê-lo em pensamento
Onde também vejo aqueles que são meus.

Desse acróstico vai uma espécie de recado,
Enviado por Marcelo usando a mim

A mensagem desse menino amado
Rodeado de flores lindas num jardim
Agora ressoa como uma grande proteção
Um recado sério que só eu escuto:
“Jesus está comigo não quero luto”
O nosso anjo ama a todos de coração. 

Diário Oficial traz autorização para IFPB abrir concurso, com vagas para cá, e tem outra boa notícia

O instituto vai iniciar na próxima semana em Itaporanga dois cursos do Pronatec


Por Redação da Folha – O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira, 25, autorização do Ministério da Educação para que o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) abra concurso público para contratação de 233 profissionais, o que deverá ocorrer até o final deste ano.

Parte dessas vagas será destinada para o compus de Itaporanga, que está em construção, e deverá iniciar suas atividades em instalações próprias no começo do próximo ano, mas, por enquanto, está funcionando provisoriamente no prédio de uma escola municipal.

E a segunda boa notícia é que, a partir da próxima semana, o IFPB de Itaporanga vai iniciar dois cursos (Apicultor e Agricultor Familiar) do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Cada curso terá uma turma com 30 alunos. Ao todo, são 60 pessoas matriculadas, conforme o diretor do campus, Ridelson Farias.

A aula inaugural está prevista para a noite do dia 5 de março, no auditório da 7ª Gerência de Ensino, e vai contar com a presença de professores e alunos, além de autoridades administrativas. Será a primeira atividade educacional do IFPB em Itaporanga.

Publicado pelo Folha do Vale em 25-02-2015

Piancó


PIANCÓ, uma das mais antigas cidades do nordeste brasileiro, já possuía colonização branca em 1680, quando o sanguinário e lendário bandeirante Domingos Jorge Velho chegou ao velho rincão sertanejo, vencendo e submetendo os índios cariris da Tribo dos Coremas, então liderados pela bravura do intrépido Cacique Piancó, ao seu poder armamentista. Por aqui, ele faleceu em 1705.

Após seu desaparecimento, os índios recuperaram o poder e temendo violência dos aborígines, em represália aos sofrimentos vividos quando do controle de Jorge Velho, os moradores da região enviaram carta ao Governador Geral da Província da Parahyba requerendo auxílio e proteção, tendo o Governo Geral criado nova campanha, liderada pelo Capitão-Mor Manuel de Araújo Carvalho, temido e respeitado, que fora Juiz Ordinário dos sertões do Cariri, Piranhas e Piancó, Tabelião e Escrivão, com sede no Julgado de Piancó (Pombal), empossado em 1708, o qual, após quatro anos de embate e negociações consegue estabelecer a paz na região.

Com os ânimos arrefecidos e a paz reinando, finalmente em 08 de novembro de 1748, com a doação de um vasto território pela portentosa Casa da Torre da Bahia através de seu governante, o Coronel Francisco Dias D’Ávila e sua esposa Catarina Francisca Correia de Aragão, proprietários de quase todo o nordeste brasileiro, para constituir o patrimônio da nova capela, tendo como administrador e representante da Capela de Santo Antônio, o Sargento-Mor Manoel da Silva Passos, funda-se a Vila de Santo Antônio de Piancó.

A escritura de doação, lavrada no Livro de Notas nº. 10 do Cartório do 1º Ofício de Pombal contou ainda com a chancela do Sargento-Mor João de Miranda Henriques e de Pedro Alves de Araújo, que segundo Franciraldo Loureiro Cavalcante, no seu “Memorial das Família Pereira e Cavalcante”, era filho de Manuel de Araújo Carvalho. Esses três homens, indiscutivelmente, são os responsáveis pela fundação da Povoação de Santo Antônio de Piancó que iniciou as margens do rio de mesma denominação, diferentemente do erro iniciado pelo historiador Coriolano de Medeiros que credita à fundação da localidade à Manuel de Araújo Carvalho, quando este, na verdade, ajudou a constituir o patrimônio da igreja em invocação a Nossa Senhora do Bom Sucesso, hoje Pombal, a qual pertencia o Piancó (SEIXAS, Wilson, pág. 151/152). A referida igreja, construída em 1721 ainda hoje existe como registro real da rica história desta região.

Anos depois, em 11 de novembro de 1831 o nome da localidade passou para Vila Amélia de Piancó, instalada oficialmente em 05 de maio de 1832, quando definitivamente Piancó se separa de Pombal, momento que deve ser reconhecido como sua Emancipação Política. O nome perdurou até 27 de junho de 1833, quando passou à Vila Constitucional de Santo Antônio de Piancó, para finalmente em 21 de novembro de 1933, com a alçada da localidade ao foro de cidade através do Decreto nº. 443/33, denominar-se apenas Piancó.
Por longos anos ficou sob a jurisdição de Pombal até que pela Lei Provincial nº. 27, datada de 06 de julho de 1854, passou a jurisdição de Sousa, passando a ser sede de comarca pela Lei nº. 250, de 09 de outubro de 1866.

De seu território, foram criados os 20 municípios do Vale, que com o tempo desmembraram-se de suas terras ou da área dos primeiros filhos da Rainha do Vale: Misericórdia (hoje Itaporanga) e Conceição, desmembradas de Piancó em 07 de outubro de 1849 pela Lei Provincial nº. 727.

Nas origens de Piancó, a catequização dos aborígenes estava a cargo dos Frades da Ordem de São Pedro e da Companhia de Jesus, os Jesuítas, que instalaram sua sede na Fazenda Santo Antônio Pequeno, alcunhada de Santo Antonhinho ou Santo Antonino, a seis quilômetros da cidade, onde ainda hoje podem ser encontrados vestígios desse centro de atividade religiosa.

A Fazenda Santo Antônio, com Capela de mesma denominação, segundo o histórico “Annuario Ecclesiatico da Parahyba do Norte”, foi elevada à categoria de Freguesia em 1739, tendo como seu primeiro administrador o Capitão-Mor Francisco de Oliveira Ledo e como primeiro Vigário, o Padre Pedro Bezerra de Brito, que em Piancó chegou em 18 de outubro de 1739, enviado pelo Bispo Dom Frei Luiz de Santa Tereza, aqui permanecendo até 1746, sendo ele o responsável pelo início da construção da capela da localidade, que tempos depois deu lugar a atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário em 1814. Foi auxiliar do Padre Pedro, durante muitos anos, o Padre Cosme Joaquim de Almeida Magalhães.

Entendo como necessária a abertura de um parêntese nesse momento: freguesia, era um termo administrativo criado por Portugal que colocava a igreja, à época, como administradora do local e que vigorou em Piancó até 1820, quando as foram criados nas freguesias as administrações civis, tendo esta terra, como primeiro administrador civil da freguesia de Piancó o Cel. João Leite Ferreira, cuja posse foi autorizada pelo Imperador D. Pedro I em 20 de novembro de 1823. Durante sua administração, foi criada em 1829 a primeira Escola Primária da Freguesia.

Importante fato religioso para a história de Piancó foi a chegada, em 23 de maio de 1749 da primeira imagem de Santo Antônio de sua história, advinda de Portugal e encomendada pelos moradores da localidade.

Cabe registrar que o primeiro prefeito de Piancó, com o advento da função no Brasil e sua aplicação na Paraíba através da Lei nº. 27, de 02 de março de 1895, foi o Cel. Tiburtino Leite Ferreira, que assumiu os destinos da terra em 01 de abril de 1895, administrando a Vila até 1897 ao lado do seu subprefeito, Abílio Rodrigues dos Santos.

Até então a Vila era administrada pelo Conselho de Intendência, que teve como seu último Presidente o Dr. Francisco de Paula e Silva Primo.

O Cel. Tiburtino retornou ao comando da Vila em 23 de dezembro de 1900, administrando-a até 01 de dezembro de 1902, quando do seu falecimento que entristeceu toda a comunidade.

Uma das maiores obras de seu curto governo, foi a construção da sede do Conselho Municipal. Além desta edificação, podemos destacar como as principais construções dos primórdios de Piancó, a Casa de Mercado, construída pelo Dr. Francisco de Paula e Silva Primo, a Cadeia Pública, iniciada no governo de Felizardo Toscano Leite Ferreira e concluída pelo Dr. Paula e Silva.

Gostaria de inserir nesse contexto, outro grande nome da família Leite Ferreira, o Cel. João Leite Ferreira Primo, que tendo cedo mudando-se para a Vila de Pombal, tornou-se um dos seus mais influentes políticos, sendo o seu Primeiro Prefeito, nomeado também em 1895 e governando-a por vinte anos, até 1915

Vale destacar, outro fato interessante. Em 16 de março de 1919, o Cel. José Parente, acompanhado de Manuel Bezerra Leite e João Galdino da Costa realizou a primeira viagem de automóvel da história de Piancó, realizada até a Vila de Patos, na estrada de rodagem construída pelo Cel. José Parente, numa demonstração clara do investimento dos ricos coronéis piancoenses no desenvolvimento regional.

O primeiro Juiz de Direito de Piancó foi o Dr. Izidro Leite Ferreira de Sousa, nomeado em 1854 para o cargo, que antes, no ano de 1848 havia exercido na comarca de Sousa. Da mesma forma, a primeira Câmara Municipal de Piancó foi instalada em 01 de janeiro de 1833.

Em 08 de março de 1877 foi instalada a Câmara Municipal de Piancó, tendo como primeiro Presidente Antônio Leite Ferreira.

Com a chegada de Pedro Leite Ferreira, Piancó passa a ser o centro de uma das mais poderosas famílias de oligarcas e políticos da Paraíba. A família Leite Ferreira, por mais de 200 anos liderou com mãos de ferro a política, a sociedade, a cultura e a religião dessa terra. Seus membros mais fortes, extrapolaram os limites deste território e foram em várias oportunidades Deputados Provinciais e Federais, figurando como Presidentes dos poderes legislativos da Paraíba e do Brasil, além de exercerem extraordinário comando na política do estado como líderes do Partido Conservador paraibano.

O Dr. João Leite Ferreira, o mais destacado deles, inclusive uniu sua estirpe ao sangue do Comendador Felizardo Toscano de Brito, à época o mais influente político paraibano, que por sua desenvoltura política e social concedeu a mão de sua filha Eugênia Toscano de Brito, com a qual o mesmo contraiu núpcias e ampliou os poderes das famílias em todo o território dos tabajaras.

Todo esse poderio só veio a ser abalado com a chegada, em 1902, a Piancó de um jovem sacerdote chamado Aristides Ferreira da Cruz, que, de modo autêntico e determinado, destronou essa história, chegando a representar Piancó na Assembleia Legislativa por três mandatos como Deputado Estadual, entre os anos de 1916 e 1926, o que veremos de forma mais detalhada à seguir.

Alguns vestígios ainda restaram, e por outros anos a família ainda emplacou líderes políticos, a exemplo de Salviano Leite Rolim, Prefeito de Piancó e Senador da República na década de 1950, Antônio Leite Montenegro, que por 9 legislaturas, entre titularidade e suplência ocupou uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa e por 6 vezes foi Prefeito de Piancó, Elzir Matos, considerado o mais arrojado gestor público de Piancó e que ocupou os mais altos postos do poder no Brasil, Eilzo Matos, deputado-estadual e federal por algumas legislaturas e ainda Adhemar Teotônio Leite Ferreira, que também ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba, todos que terão suas vidas um pouco mais detalhadas à frente.

Durante os anos 1930, o Cel. José Pereira, Deputado Estadual e líder absoluto de Princesa Izabel e região declara guerra ao Governo da Paraíba, gerando um dos mais importantes embates militares da história deste Estado.

Pela importância política de Piancó e sua estratégica localização geográfica, o Governador da Paraíba José Américo de Almeida instala na Vila o Centro de Operações Militares de combate à José Pereira. Durante semanas, soldados, armas, tanques e aviões militares partiam de Piancó para combate ao intrépido e combativo levante de Princesa. Mais uma vez, esta terra marcou seu nome na história da Paraíba.

Na área educacional, Piancó conta com importantes centros de ensino. A mais antiga instituição em atividade é a Escola Estadual Adhemar Leite, inaugurada em 25 de janeiro de 1937 pelo Governador Argemiro de Figueiredo, tendo como sua primeira diretora a Professora Ernestina de Araújo Silva. Em 28 de agosto de 1952, com a concessão de sua outorga foi criada a Escola Normal Santo Antônio, um dos mais tradicionais e importantes celeiros educacionais da Paraíba, que por muitos anos funcionou como um internato para meninas comandado pela Ordem das Irmãs Carmelitas. Já em 05 de março de 1953 foi criada a Escola de Ensino Secundário Ginásio Sant’Ana, posteriormente mudada para Escola Estadual Brasil Oiticica e, hodiernamente, com o nome de Escola Estadual Maria Nazaré Remígio. Temos ainda a Escola Estadual Beatriz Loureiro Lopes. No campo privado, destacamos o mais importante educandário de Piancó, o Instituto Lourdinha Montenegro, fundado em 1970 e em plena atividade até o ano 2012, quando encerou os seus serviços após quarenta e dois anos de ininterrupta e grandiosa contribuição à educação dos cidadãos piancoenses.

Foi esta terra palco de um dos mais sangrentos embates de toda a história da caminha da Coluna Prestes pelo Brasil na década de 1920. Quando de sua passagem, em 09 de fevereiro de 1926, sem informações concretas dos ideais da Coluna, o Padre Aristides Ferreira da Cruz, em uma grande emboscada, fica na cidade e, ao lado de poucos homens, defende a Vila da invasão, quando acabam todos sendo barbaramente assassinados. Ficaram, estes defensores, conhecidos como Os Mártires de Piancó.

SÍMBOLOS OFICIAIS DO MUNICÍPIO

HINO OFICIAL


Reconhecido por Lei Municipal, o Hino Oficial de Piancó foi composto pelo Dr. Sinval Temóteo de Morais e pelo Maestro Antônio Amâncio de Oliveira, o grande Antônio de Dorinha, com música deste.

Toinho de Dorinha foi um dos mais importantes músicos paraibanos, especialmente por suas dezenas de composições clássicas e populares, respeitadas em todo o meio musical.
Discípulo de Pedro Lima de Azevedo e Elizeu Veríssimo de Souza herdou destes o amor pela música e a divindade de seu talento.

Eis a letra abaixo:

Linda Terra rincão bem florido
Jubiloso até mesmo em excesso
Com um povo leal destemido
– O seu lema é ledisse e progresso (bis)
Piancó, Piancó, para longe a tristeza e é só
Piancó, Piancó, acabou a tristeza e é só.
Santo Antônio é o seu padroeiro
Que a todos conduz e abençoa
Santo é dos milagres obreiro
– Bem merece uma Terra tão boa.(bis)
Piancó, Piancó, para longe a tristeza e é só
Piancó, Piancó, acabou a tristeza e é só.
Piancó é padrão verdadeiro
Sempre livre nunca foi bastardo
Nucleado no Vale é o primeiro
– Memorando o gentil felizardo. (bis)
Piancó, Piancó, para longe a tristeza e é só
Piancó, Piancó, acabou a tristeza e é só.
Panorama de encanto e beleza
A um bel paraíso equivale
Para mim é a linda princesa
– Proclamada – estrela do Vale.(bis) 

BRASÂO



BANDEIRA


A Bandeira Oficial do Município de Piancó é de autoria do artista plástico Francisco de Paula, o Chico Jó, um dos mais destacados pintores paraibanos nos anos 1980, agraciado com a maior honraria das artes do Estado, a Comenda Pedro Américo.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS E NUMÉRICOS DE PIANCÓ

Clima e Pluviometria
O município está na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. Seu bioma é a caatinga.

O Suprimento hídrico do município está na dependência da massa equatorial continental, que se desloca em direção sul, e também dos ventos alísios do Nordeste. Em períodos normais, a estação seca se inicia em agosto, prolongando-se até dezembro, sendo que algumas chuvas de verão podem ocorrer nos meses de setembro e outubro. A média das precipitações pluviométrica anual é de 700mm. A ocorrência de chuvas reduzidas e irregularidade na sua distribuição, dá lugar a características de aridez da região.
 Microrregião

Piancó está inserido na mesorregião do sertão paraibano e na Microrregião de Piancó que engloba, além dela mesma, os seguintes municípios: Aguiar, Igaracy, Catingueira, Coremas, Emas, Nova Olinda, Olho D’Água e Santana dos Garrotes.

Além disso, deve-se destacar que Piancó é sede da Região Metropolitana do Vale do Piancó, constituída por 18 municípios. A lei que a criou, de autoria do Deputado Estadual Wilson Leite Braga, foi sancionada no dia 6 de julho de 2012 e publicado no Diário Oficial da Paraíba no dia 8 de julho de 2012.

População e Índices Econômico-Sociais
O município de Piancó possui, de acordo com o censo do IBGE de 2010, uma população estimada em 15.465 habitantes, dos quais 7.388 são homens e 8.077 mulheres, que representam, por óbvio, a maioria da população.

Com um PIB per capita de 5.385,55 reais, possui um Índice de Desenvolvimento Humano – IDH de 0,621, o que coloca o município entre os melhores níveis do Estado da Paraíba.

Por Yurick de Azevedo Lacerda, Escritor e Pesquisador, Procurador Geral do Município

BIBLIOGRAFIA E FONTES PESQUISADAS.

  • BARBOSA, Cônego Florentino. A Família Leite no Nordeste Brasileiro – 1775 a 1948. Gráfica Petrucci e CIA, 1948, João Pessoa –PB;
  • CAVALCANTE, Franciraldo Loureiro;CAVALCANTI, Inventariando um Acervo: Memorial das famílias Pereira Cavalcanti e Lopes Loureiro, Unipê Editora, 2006, João Pessoa –PB;
  • FILHO, Clodoaldo Brasilino. Piancó, 250 Anos de História, Impreel Gráfica e Editora, 2003, Piancó – PB;
  • LEITÃO, Deusdedit. Bacharéis Paraibanos pela Faculdade de Olinda, 1832-1853, União Editora, João Pessoa – PB;
  • SEIXAS, Wilson Nóbrega. Viagem Através da Província da Paraíba, A União CIA Editora, 1985, João Pessoa – PB;

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Poeta do Oiti recebe Voto de Aplauso da Assembléia Legislativa da Paraíba


O Cabo Honorato, cordelilsta de nome artístico Poeta do Oiti, recebeu neste dia 04/09, por propusitura do deputado estadual João Gonçalves, com o requerimento Nº 1538/2011 que foi aprovado por unanimidade, na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba; votos de apluasos pelo seu trabalho "O Amor e a Fé", que foi lido no plenário daquela casa.

Nicário como também é chamado se empolgou em versejar depois que teve um trabalho seu publicado na revista Mundo Jovem, de circulação nacional e foi notícia em todos os sites da região. Parabéns Poeta do Oiti!

portaldovale.net em setembro de 2011

RELEMBRANDO ADEMAR AUGUSTO I


Resolvi, não necessariamente na ordem cronológica, publicar artigos do velho Ademar Augusto. Além de deixar os textos arquivados para os filhos do futuro, de quebra relembraremos episódios da vida política e social de nossa rainha do vale. É uma homenagem post mortem que faço a quem tanto amava e lutava por Itaporanga. 

ANO DE 2002

09 de Fevereiro de 2002

É com profundo pesar que registro , nesta coluna, o falecimento do jornalista Carlos Augusto de Carvalho, ocorrido em João Pessoa no dia 04, e sepultado no dia seguinte.Carlito,como era mais conhecido ,foi um dos mais antigos profissionais da imprensa paraibana, com atuação em “A UNIÃO”.Deixou um exemplo a seguir e uma prole admirável.Lamentável.

VARIEDADES
AdeMAR Augusto

Registro com prazer a homenagem que foi feita ao médico ilustre e conterrâneo Dr. Ari Rodrigues Viana, pelos formandos 2011-2002 de Medicina da UFPB, Campus II, no Cine Teatro do SESC , em 21/02/2002, na cidade Campina Grande.

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Em dado momento , o orador, que deu o nome à turma , não foge as suas origens e fala em seu discurso na sua velha terra natal.

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“ Fui quase tudo que desejei na vida,fiz minhas primeiras letras na minha cidadazinha do interior: Misericórdia ;hoje Itaporanga.Numa infância feliz no seio da família.

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Refere-se ainda ao Rio Piancó, o cheiro do curral molhado, o capitar da chuva no telhado da casa e finalmente vários aspectos que emocionaram a todos colegas e formandos.

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Em Campina Grande, nos diversos Hospitais , os irmãos médicos Arivan e Ari prestam serviços a tantos quantos chegam aos nozocômio em busca de saúde e nada falta ao povo doVale do Piancó.

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O deputado José Lacerda é homem de crédito, nunca foi de mentira e portanto continua sustentrando a desistência do deputado Efraim Morais ao Governo do Estado.

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O instituto Santa Mõnica saiu com as suas crianças pedindo paz.Um carro alegórico e professores participaram da caminhada. Paz no mundo!

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A nossa mensagem , os nosso parabens a Alessandra e Wilan, pelo enlace matrimonial ocorrido em 16/03 , na capital paraibana. Felicidades.

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Se depender da vontade do povo, principalmente os mais esclarecidos , o governador da Paraíba vai ser mesmo o Menino, Cásso Cunha Lima. A juventude pos sua vez não fala em outra coisa. Não há,portanto, como contestar a pesquisa divulgada por um jornal no início do mês passado.

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Segundo uma pessoa ligada ao braguismo, a estória de Fábio ou Alexandre Braga se candidatarem não tem mesmo nenhum fundamento. É apenas para confundir o eleitorado do Vale do Piancó que ja está comprometido

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*São momentos que estão gravados no éter da vida interiorana. A verdadeira vida! Relembra fatos, momentos do passado que felicitam a alma. Provavelmente a maioria dos que visitam esse espaço teve mais passado do que terá futuro. Estamos na contagem regressiva para continuar em frente rumo a luz. Recordar é reviver”

Valeu Ademar! O reencontro é certo.

 Reynollds Augusto em setembro de 2011

Paraibanos, entre eles uma itaporanguense, que foram resgatados da Líbia já estão no Recife e chegam nesta terça-feira à Campina Grande

Maria Gleuda (de amarelo, na foto com a irmã e o cunhado - o editor) estava na Líbia junto com o marido, Afonso Carlos, que trabalha na construtora Queiroz Galvão. Eles virão à Itaporanga logo após o carnaval para rever os pais dela, demais irmãos e familiares. Daqui, acompanhamos tudo com muita aflição e sempre dedicando nossas orações para que todos voltassem em paz ao convívio da família.

Os cincos paraibanos resgatadas da Líbia, por causa dos conflitos na região, chegaram a Recife na noite desta segunda-feira (28). A expectativa é que cheguem a Campina Grande, nesta terça-feira (01). O grupo fica nesta segunda em um hotel na Capital pernambucana e na manhã desta terça-feira voltam à Paraíba. São eles: Carlos Leandro Silva, Luiz Carlos, Carlos Vando, Afonso Carlos e a esposa, a itaporanguense Maria Gleuda.

Eles estavam na cidade de Benghaz, no leste da Líbia, e vieram num avião com mais 143 brasileiros que pousou por volta das 18h30 no aeroporto de Internacional dos Guararapes, no Recife. O voo foi fretado pela construtora Queiroz Galvão, para resgatar um total de 148 funcionários e familiares que estavam no país, mergulhado em uma crise política que pode culminar com a saída do ditador Muammar Gaddafi, há mais de quatro décadas no poder.

O grupo saiu de Benghazi - segunda maior cidade líbia e epicentro dos protestos contra Gaddafi - de navio no último sábado (26). De lá, a embarcação seguiu para Atenas, na Grécia, onde a embaixada brasileira emitiu autorização de retorno ao Brasil - a Líbia retém os passaportes dos estrangeiros no país, e o grupo acabou saindo de lá sem esse documento. O voo, fretado pela Queiroz Galvão, saiu da capital grega neste domingo (27) e fez uma escala em Lisboa, antes de se dirigir a Recife. 

com R7 em fevereiro de 2011

Associação de Produtores de Leite de Itaporanga promove importante evento dia 1º

Entre outros assuntos, encontro vai tratar sobre uma fonte alternativa de alimento para o rebanho


Por Redação da Folha – A Associação dos Produtores de Leite de Itaporanga estará promovendo, no próximo dia 1º de março, o 1º Encontro de Produtores da Fazenda Eficiente, com o objetivo de discutir a produção leiteira e alternativas de alimentação para o rebanho, especialmente com relação ao plantio da palma, uma cultura resistente à seca.

A reunião será no auditório da 7ª Gerência de Ensino e, além de produtores e criadores, terá a presença de palestrantes: o zootecnista José Sidney B. Lima, que atua em projetos de cultivo da palma em três estados do Nordeste, e o criador Nivaldo Michetti, que atua no Sul do país e tem uma rica experiência na produção leiteira.

Os produtores de leite têm uma grande importância na economia local e buscam caminhos para ampliar ainda mais a atividade, apesar da histótica estiagem que se abate sobre a região nos últimos três anos e que encarece a produção em face da dificuldade de alimentar o rebanho.

Publicado pelo Folha do Vale em 25-02-2015

Homenagem a Padre Zé - II

Continuação do Cordel...


Padre Zé todo o tempo 
A sua mão estendeu 
Aos mais necessitados 
Que a ele recorreu 
Nunca negou a ninguém 
Toda vida fez o bem 
Aquele o que procurou 
Fazia de coração 
Ajudava aos irmãos 
Em nome de Nosso senhor.

Eu nunca lá estudei 
Mais meus colegas falavam 
Das coisas do dia a dia 
Que no colégio passava 
Ele era muito engraçado 
Se alguém chegava atrasado 
Mandava voltar pra traz 
Falava dessa maneira: 
“Você me desça essa ladeira 
E por favor não suba mais”. 

Hoje por todo o Brasil 
Tem muita gente formanda 
Médico, engenheiro, juíz 
Promotor, dentista e padre 
Enfermeiro e professor 
Musico também estudou 
Só eu que não estudei 
Porque meu pai não deixou 
Com meus sonhos ele acabou 
Sonhos que eu tanto sonhei. 

Hoje muitos pais de família 
Tem os seus filhos formados 
Muitas pessoas ilustres 
Nesse mundão espalhandos 
Às vezes alguém aparece 
E quando, vem agradece 
Por ser hoje, o que ele é 
Hoje eu só devo favor 
A Jesus Nosso Senhor 
E ao amigo Padre Zé. 

A luta de Padre Zé 
Fez muita coisa mudar 
Até a Igreja Matriz 
Precisava aumentar 
Por que daquele tamanho 
Não dava pra seu rebanho 
Ficar bem acomodado 
Mais um sonho realizou 
A igreja reformou 
Ha muitos anos passados. 

Padre Zé se tornou ídolo 
De toda comunidade 
Não sei como uma pessoa 
Consegui ser tão amado 
Homem, menino e mulher 
Quando fala em Padre Zé 
Falam com muito amor 
Que pena que isso é passado 
Hoje ele vive sentado 
Do lado de Nosso Senhor 

Eu conheci Padre Zé 
E também tive o prazer 
Convivi muito com ele 
No tempo do ECC 
Nós nos tornamos amigos 
Ele continua vivo 
Dentro do meu coração 
Também no meu pensamento 
Eu não esqueço um momento 
Do Padre amigo e irmão.

Padre Zé tinha uma memória 
Igual um computador 
Na missa dominical 
Ele sabia quem faltou 
Depois ele perguntava: 
“Você Domingo não estava 
Na missa que eu não lhe vi”. 
Sempre prestava atenção 
A ausência do irmão. 
Não lhe deixava feliz 

Ele gostava de ver 
A igreja cheia de gente 
Ele pregava a palavra 
Feliz e muito contente 
Depois que a missa acabava 
Ele ainda aconselhava 
A quem um conselho pedia 
Essa era a sua vida 
Voltada para os irmãos 
E para o bem das famílias. 

Eu ainda sinto saudade 
Da festa da padroeira 
Das quermesses e dos leilões 
Que reuniam famílias inteiras 
Que vinham prestigiar 
As crianças vinham olhar 
Bem de perto o pastoril 
Eles ficavam encantados 
Tudo era organizado 
Sempre como ele pediu.

Padre Zé tinha outro sonho 
Um dia ele me falou 
De construir a estátua 
De Jesus Nosso senhor 
Na serra da goiabeira 
Ali vai dar de primeira 
O que eu pretendo fazer 
É o Cristo Redentor 
Ele sempre me ajudou 
Mais uma vez vou vencer. 

Eu pensei que aquilo fosse 
Dele uma brincadeira 
Um projeto desse porte 
Gastava muito dinheiro 
Pra mim isso era impossível 
Mas não pra um homem que vive 
A sua vida a sonhar 
Mas seus sonhos eram verdade 
Pra tornar realidade 
Tinha muito que trabalhar. 

Ele deu o primeiro passo 
Procurando Omar Mangueira 
Pediu aquela chapada 
Da serra da goiabeira 
Dizendo ele: “eu queria 
Quando morrer um dia 
Não deixar só a saudade 
Me dê um sim, por favor 
Quero construir o Cristo Redentor 
Pra abençoar a cidade. 

Seu Omar um homem bom 
Não teve muito a pensar 
Doou aquele terreno 
Logo, logo foi passar 
Para a Igreja o documento 
Padre Zé ficou contente 
E começou a dizer 
Pra toda comunidade 
O Cristo dessa cidade 
Se Deus quiser vou fazer.

Voltou a pedir ajuda 
Aqueles que mais podiam 
Toda ajuda era bem vinda 
Não importava a quantia 
E ele muito empolgado 
Construiu uma estrada 
Para na serra chegar 
Não achava nada difícil 
Não era nenhum sacrifício 
Para quem gosta de trabalhar.

A estrada estava feita 
E terreno planeado 
A planta já toda pronta 
E tudo já em encaminhando 
Ele não tinha preguiça 
Não sabia o que era isso 
Não se achava cansado 
E no domingo a tarde 
Celebrou a primeira missa 
Para muitos convidados.

Veja Também:

Homenagem a Padre Zé
Poeta Bernardini Pinto

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