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História

De como todo comocomeçou, até se tornar Itaporanga.

Localização

Onde esta situada a cidade e a sua localização.

Região Matropolitana do Vale do Piancó

Localização e cidades que compoem esta região sertaneja.

José Brunet Ramalho

Primeiro Prefeito de Misericórdia.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Chuva em Itaporanga foi a maior da região, seguida por Aguiar e Caiana. Vejam volume

Na maior parte das cidades regionais precipitação foi pouca




Por Redação da Folha – A maior chuva do Vale entre a tarde desse domingo e a madrugada desta segunda-feira, 9, foi registrada em Itaporanga, onde choveu 50 milímetros, mas a precipitação na bacia do açude que abastece a cidade foi bem menor e pouco alterou o volume do reservatório, segundo a Cagepa.  

A segunda maior chuva ocorreu em Aguiar, com o registro de 33,2 mm. Depois veio São José de Caiana, onde a precipitação alcançou 24,2 mm. Serra Grande e Olho D’água tiveram o mesmo volume de chuva: 21,4 mm.

Nos demais municípios, a chuva foi bem reduzida: em Piancó, por exemplo, choveu apenas 14 mm, e, em Conceição, menos ainda: 8 mm, o mesmo volume de Ibiara, onde a chuva foi menor do que em Emas, que registrou uma precipitação de 11 mm. Foto (Sousa Neto): forte chuva caiu sobre Itaporanga.


Publicado em 09-03-2015

MONSENHOR MANOEL FLORENTINO FERREIRA GOMES DA SILVA


Descendentes de Alexandre Gomes da Silva, fundador de Misericórdia, atual cidade de Itaporanga, principal polo da região do Vale do Piancó, situada na Paraíba, o Monsenhor Manoel Gomes da Silva e o Doutor José Gomes da Silva, filhos de Horácio Gomes da Silva, netos de José Florentino Gomes Barreira (Cazuza) e Alexandrina da Silva Gomes (Dina), filha de Alexandre Gomes da Silva, o patriarca da família Jenipapo. Ambos iniciaram os seus estudos regulares no Seminário da Prainha, em Fortaleza, Ceará, tradicional estabelecimento de ensino religioso. 
O Monsenhor Gomes nasceu em 8 de agosto de 1893, na fazenda Minador, em Misericórdia, Estado da Paraíba, descendente direto de Horácio Gomes da Silva e de sua primeira esposa, Ana Felismina de Souza, Manuel Florentino Ferreira Gomes da Silva foi levado para estudar no Ceará por seu primo Araponga, filho de João Florentino. Padre Gomes já residia naquele Estado e posteriormente levou o seu irmão, o adolescente José Gomes da Silva. Foi assim que se abriu o mundo da educação, aos descendentes de Horácio Gomes da Silva (Paiô). Iniciando seus estudos no Seminário da Prainha, o Monsenhor Gomes permaneceu naquela conceituada instituição, até a sua ordenação sacerdotal, em 30 de novembro de 1916 (aos 23 anos de idade), pois desde cedo já despertava sua grande vocação religiosa. Era muito comum toda família nordestina querer um filho padre, pois esse fato representava prestígio e admiração. 
Logo após sua ordenação, o novo sacerdote iniciou, por pouco tempo, as atividades de seu ministério religioso, como vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Misericórdia, sendo também um dos mais importantes e destacados misericordienses, pertencentes à grande e tradicional família Jenipapo. Passou logo a exercer uma forte liderança em todo município, sendo consultado em tudo e por todos. 
Graças a sua formação intelectual, sua cultura e liderança, foi logo convocado pela Diocese de Cajazeiras para ser professor e diretor do famoso Colégio Diocesano Padre Rolim, onde permaneceu por muito
tempo, participando da formação cultural da juventude sertaneja. E o Colégio Diocesano Padre Rolim alcançou grande prestígio, o que era muito comum os sertanejos, principalmente os cajazeirense dizerem que “Cajazeiras ensinou a Paraíba ler”. 
Depois de absolvido, em 1922, no processo judicial antes relatado, o Padre Manoel Gomes da Silva, por recomendação de Dom Moisés Coelho, Bispo de Cajazeiras, ao Cônego Olímpio de Melo, foi transferido para o Rio de Janeiro, tendo de início assumido a Paróquia de Santa Cruz da Gávea. 
Anos depois assumiu a Paróquia de Santo Antônio dos Pobres, também na capital da República.  
Em 1932, o Monsenhor Manoel Gomes da Silva é designado pároco da Paróquia São Cristóvão, um dos mais tradicionais e importantes bairros do Rio de Janeiro, aonde permaneceu como Pároco, até a sua morte, em 19 de junho de 1960 . 
Várias outras funções sacerdotais foram exercidas pelo Monsenhor Gomes, como podem ser destacadas: em 1939, foi agraciado com o título de Camareira Secreto de SS, o Papa Pio XII e, em 1952 foi designado Prelado Doméstico de sua Santidade o Papa. 
Segundo uma alta autoridade eclesiástica do Rio de Janeiro, o Monsenhor Manoel Gomes da Silva era um dos sacerdotes brasileiros mais cotados para ser Cardeal da igreja católica. Há várias versões e explicações para justificar a não ocorrência desse fato. A mais considerada e aceita é de ele ter sido, injusta e equivocadamente, indiciado no Processo Político da Família Jenipapo, em 1920, de cuja família era um dos seus mais destacados membros, sendo sempre admirado e respeitado pelos seus conterrâneos e familiares, principalmente como um dedicado e sábio orientador espiritual. 
Prosseguindo na tarefa de educador no Rio de Janeiro lecionou também no Colégio Santa Cecília, e fundou o Colégio Paroquial D. Sebastião Leme, em Santa Cruz, também na capital federal, quando era vigário daquela paróquia. 
Mesmo distante, quando residia no Rio de Janeiro, o Monsenhor Gomes jamais esqueceu a terra natal e sua gente, chegando mesmo, sob sua inteira responsabilidade, a levar alguns de seus parentes para a capital da República, a fim de estudar e prepararem-se profissionalmente para a vida, como seu irmão Manuelito Gomes da Silva; seus sobrinhos Francisco Gomes da Silva, na época com 11 anos, Horácio Gomes Filho, com 9 anos e José Gomes Sobrinho, que freqüentou o Seminário, chegando muito perto de se ordenar padre. Também levou os primos Praxedes da Silva Pitanga e Abdias Souza e Silva, que se formaram em Direito no Rio de Janeiro, onde o último exerceu a profissão. O Dr. José Gomes da Silva, tendo iniciado os seus estudos de nível superior na famosa Escola de Medicina da Bahia, mudou­se para a capital federal e matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, graduando-se em Medicina e iniciando ali a sua profissão. 
De inteligência privilegiada, foi o Monsenhor Gomes um competente cultor da língua portuguesa e um dedicado estudioso de Filosofia e de Psicologia, tendo com seus estudos se destacado na área do campo científico brasileiro e até no exterior. O Monsenhor Gomes foi também professor de Dogma no Seminário do Rio de Janeiro. 
Colaborava com artigos em jornais e revistas, principalmente no Rio de Janeiro. Foi autor do livro intitulado A Vida da Santa Edviges, o qual teve grande repercussão no meio religioso. 
Graças ao seu talento e erudição, o Monsenor Gomes foi considerado um dos maiores oradores sacros do país. Seus sermões eram ouvidos pelos paroquianos com muita atenção, sempre emocionando os seus ouvintes. 
O Monsenhor Gomes teve uma vida intelectual muito intensa e mantinha estreito relacionamento com vários intelectuais da época, destacando-se entre eles os seus amigos: os escritores Austregésilo de Athaide, Alceu Amoroso Lima, o poeta Augusto Frederico Schmith, o jurista Sobral Pinto. O seu conterrâneo, escritor, jornalista e poeta Ascendino Leite, era um dos seus mais ligados amigos, sendo também seu orientador no meio jornalístico e literário. 
O Monsenhor Gomes, invulgar inteligência, tinha também sensibilidade e intuição. O autor, que residia em Barbacena, em Minas Gerais, onde estudava, algumas vezes passava suas férias na residência de seu primo, Desembargador Felinto Ayres Filho, em Belo Horizonte, e outras no Rio de Janeiro, na residência de seu colega Fernando Pacheco, em Copacabana, durante os quase quatro anos em que permaneceu em Minas Gerais. 
Em uma dessas suas férias no Rio resolveu visitar o Monsenhor Gomes, na Casa Paroquial, em São Cristóvão. Ao chegar, estava o Mons. Gomes em reunião no salão paroquial. Ao avistar o autor apontou o dedo em direção do visitante e disse, esse é da família Jenipapo e é dos Chaves! O interessante é que ele nunca tinha visto o autor deste livro. 
Diziam que Monsenhor era sensitivo, vidente. 
Os seus paroquianos tinham grande amizade, admiração - uma verdadeira devoção - pelo seu pastor, Monsenhor Gomes. Por isso foi homenageado por toda comunidade, inclusive do meio político, com a denominação de uma das principais ruas de São Cristóvão, com o nome do Monsenhor Manoel Gomes da Silva, após a sua morte, em 1960. 
A data do seu sepultamento 19 de junho de 1960, segundo o jornalista Ascendino Leite, pode ser considerado “o dia em que a cidade 
do Rio de Janeiro parou”. Parecia que todos os condutores de táxi daquela cidade acompanhavam, em seus veículos de trabalho, o cortejo fúnebre, pois não somente São Cristóvão é o padroeiro do motorista, mas pelo afeto e respeito que tinham pelo Monsenhor Gomes que, como vigário de uma das mais importantes paróquias da capital federal, teve muita influência e praticou boas ações na vida de todos. Era amigo, conselheiro e orientador espiritual de sua comunidade. 

Do livro Marcas de uma raça

“O problema de Itaporanga não é a falta d’água: é a falta de homens públicos”

Um problema que se arrasta por 16 anos e entra para o quinto governo sem solução 


Por Sousa Neto/Folha do Vale – Sábias palavras de um cidadão local ao comentar o drama da falta d’água em Itaporanga: um problema que atravessa anos, perpassa governos e agrava-se a cada dia por falta de vontade política. “Aqui o problema não é a falta d’água: é a falta de homens públicos de verdade”, desabafou o cidadão.

A ampliação da adutora local é uma obra barata pela sua importância: 4 milhões de reais é uma quantia irrisória para dar de beber a uma das mais importantes cidades sertanejas e onde a Cagepa arrecada uma soma financeira expressiva mensalmente, mesmo sem prestar um serviço adequado, um desrespeito flagrante ao Código do Consumidor, um crime que deveria ser apurado pelo Ministério Público.

Mas a falta d’água, que atinge todos os setores da cidade, não apenas compromete a qualidade de vida, ela também mata: em apenas um ano, quase 20 crianças morreram em Itaporanga, a maior parte delas por problemas de saúde relacionados a carências sanitárias, notadamente a falta d’água. Em áreas como a Vila Mocó, loteamento Balduino de Carvalho e Adaílton Teixeira as torneiras não pingam há pelo menos quatro anos e, em muitas residências, nem torneiras existem mais, gerando um grave problema de saúde pública.

Nos conjuntos Chagas Soares e Miguel Morato, e nos bairros Alto das Neves, Alto Ginásio e Bela Vista, e até em ruas centrais, como a Balduino, Marta Batista de Moura e outras da cidade a água chega uma ou duas vezes por semana, geralmente à noite ou durante a madrugada, mas o talão de cobrança nunca falha: o papel bate à porta do cidadão todo mês, é caro e ameaçador: “Sujeito a corte após dez dias de vencimento”. Uma piada de péssimo gosto se a ameaça não fosse real: nos últimos anos, dezenas de ligações foram cortadas pela Cagepa por atraso de pagamento. A companhia queria continuar recebendo dinheiro do cidadão sem fornecer água.

Além da insuficiência da adutora, construída há três décadas, há problemas técnicos constantes no sistema adutor, agravando ainda mais a situação: ultimamente, há dezenas de ruas da cidade que há duas semanas estão sem água.

Fraqueza política 

Com seus quatro últimos prefeitos politicamente fracos, um legislativo municipal tomado por arengas internas e sem nenhum representante na Assembleia Legislativa nem na Câmara Federal, Itaporanga padece e se revolta. Passaram-se o Maranhão I, II e III; o Cássio I e II; e entrou Ricardo Coutinho. No dia 11 de julho passado, o governador, durante a plenária do orçamento estadual, anunciou abertura de um processo de licitação para construção da obra, mas, até o momento, não há informação de como anda esse processo e talvez nem esteja andando.

Na manhã desta sexta-feira, 14, a Folha (www.folhadovali.com.br) tentou obter alguma informação da gerência técnica e administrativa estadual da Cagepa, mas não conseguiu: os próprios atendentes da companhia não souberam informar, e quem poderia ter alguma informação estava ausente de seus postos de trabalho: é a velha parasitagem institucionalizada. Vejam os telefones discados: 3218-1200, 3208-1350, 3241-7191 e 3218-12711. Fotos: moradores fazem o que podem para sobreviver: recorrem a torneiras mais baixas, abrem fendas diretamente na tubulação da companhia, passam noites acordados à espera de um pouco d’água, compram água de carroceiros ou se socorrem em poços.

Folha do Vale em outubro de 2011

Chuva já dura quase 4 horas em Itaporanga e deixa um rastro de problemas na cidade

Queda de árvores, vidros destruídos e muitos pontos de alagamento


Por Redação da Folha – Uma chuva forte, que começou por volta das 4 horas da tarde deste domingo, 8, continua banhando Itaporanga. Já são quase quatro horas seguidas de precipitação, que deixou alguns prejuízos na cidade.


Um forte vento derrubou árvores em vários locais do perímetro urbano, destruiu a vidraça de uma loja e removeu telhados de várias residências, mas o problema foi maior em algumas ruas da cidade devido ao alagamento. Muitas casas foram tomadas pela água, especialmente as que ficam às margens do canal Xique-Xique e em loteamentos da cidade.  

A chuva, que foi recebida com alegria no campo e na cidade, apesar dos problemas, também banhou outros municípios regionais e a tendência é que a precipitação se prolongue durante toda a noite. Apesar de alguns transtornos em face da falta de melhorias urbanas, a água é sempre bem-vinda, principalmente em uma região que sofre há três anos consecutivos com a estiagem.

Publicado em 08-03-2015

Luisinha de Chico, lembra de música que fez pra campanha de Dr. Balduino

Dona Luiza, pega de surpresa, estava cantando.
Se não fosse a audição está comprometida, Luisinha de Chicó, estava perfeita. Com mais de 90 anos ela se lembra da música que compôs em uma candidatura do médico Dr. Balduíno, de quem era correligionária.

Pega de surpresa, ela cantou de primeira o jargão político. Nem foi preciso editar o vídeo, vejam:


domingo, 8 de março de 2015


Neste dia consagrado a Nossa Senhora da Conceição, por iniciativa de Gilvandro Paulo, que há anos promove, sempre em 12 de outubro, a Missa do Vaqueiro, aconteceu em nossa cidade a I Romaria do Vaqueiro.


Depois da missa celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, todos os vaqueiros e adeptos vaqueijadas, sairam em romaria até a capela do conjunto Chagas Soares.


O ponei (foto acima) foi a tração, principalmente para a gurizada. 


www.portaldovale.com - Fotos: Rainério

PSDC local com posição definitiva para prefeito e pelo menos 12 pré-candidatos à Camara

Partido é presidido pelo vereador Lula da Farmácia e integra a base política do prefeito Djaci

Por Sousa Neto/Folha do Vale - Em um momento de tantas reviravoltas partidárias, o vereador Lula da Farmácia (foto - arquivo) vai continuar onde sempre esteve: pelo PSDC, ele conquistou o primeiro e o segundo mandato e, pela mesma legenda, vai tentar seu terceiro assento consecutivo na Câmara Municipal de Itaporanga no pleito do próximo ano.

Presidindo o partido, Lula diz que a legenda terá pelo menos 12 candidatos a vereador, e entre os possíveis postulantes a uma cadeira na Câmara estão o médico Antônio Lisboa e o suplente Márcio Rodão, que deixou o PMDB e iria para o PSDB, mas deverá ficar no PSDC.

Dependendo da coligação, ele acredita que o partido fará pelo menos dois vereadores. Já com relação à sucessão municipal, Lula diz que o seu partido é um dos quatro que integram a base de apoio ao prefeito Djaci Brasileiro (PSDB), que deverá disputar a reeleição. “Eu estou decidido a seguir com Djaci, e essa é uma posição definitiva”, comentou Lula durante contato com a Folha (www.folhadovali.com.br).

E apesar desse apoio definitivo, ele diz que a administração municipal ainda precisa de alguns ajustes, principalmente no que se refere à equipe de assessores do prefeito, segundo o vereador. “Há assessores do prefeito que não têm capacidade suficiente ou não são bem orientados, e isso compromete alguns setores do governo”, disse Lula, esperançoso de que tudo se resolva.

Avaliando a condição política do ex-prefeito Antônio Porcino (PMDB), principal líder da oposição local e que poderá disputar a Prefeitura, Lula diz que o problema de Porcino foi ter perdido grande parte de sua base, a partir do esvaziamento peemedebista, algo difícil de ser recuperado, mas Porcino, conforme Lula, continua sendo um nome forte na corrida sucessória.

Publicado em 04-10-2011

Academia Paraibana de Música homenageia em seu site os artistas que levaram a cultura da PB para o mundo

Entre eles os itaporanguenses Radegundis Feitosa e Clã Brasil


A Academia Paraibana de Música está prestando uma homenagem, através do seu site, aos artistas paraibanos que levam o nome da sua terra além das fronteiras. Ao todo foram destacados 96 artistas que através do seu talento e carisma conquistaram novos territórios e hoje levam o nome da Paraíba aos quatro cantos do mundo. 


Entre os homenageados estão, a violinista Belle Soares, Antônio Barros e Ceceu, Diana Miranda, Renata Arruda, Elba Ramalho, Chico Cezar, Tânia Alves, Vital Farias, Clã Brasil, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Cátia de França, Jurandy do Sax, Roberta Miranda, Herbert Viana, Sivuca, Genival Lacerda, Beto Brito, Adeilton Vieira, Glorinha Gadelha, Biliu de Campina, Radegundis Feitosa, Chico Correa e Eletronic Band, e vários outros artistas que marcaram a Paraíba no mapa como berço de cultura rica e ótimos artistas.


Confira o nome de todos os artistas homenageados no site www.academiaparaibanademusica.com.br.

portaldovale.net em outubro de 2011

Neste DOMINGO, 08 DE MARÇO, LUCY ALVES FEZ O CANTOS & CONTOS ESPECIAL DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!


Neste domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a TV Correio/Record, exibiu pelo canal 12, das 8h às 9h, o Cantos & Contos com a participação especial de Lucy Alves, sob o comando da dupla Os Nonatos.

Lucy vem de uma família musical - os Cantinhos, que herdaram o nome da fazenda que é sede da raça. Lá todo mundo toca alguma coisa, desde o velho Dedé do Cantinho, seu bisavô, tocador de fole. Lucy é musical de pai e mãe. Ele Cantinho, ela Fonseca, ambos descendentes dos fundadores de Misericórdia - mais os Pintos e Gomes da Silveira, ou Jenipapos. Ah, mas foram antecedidos pelos negros do quilombo dos Mocós, no outro lado do rio. Maria José e Badu são também musicistas e genitores do grupo Clã Brasil, de onde veio Lucy para a Globo e para o mundo.

O Clã Brasil é um grupo familiar; formado pelo pai, - o engenheiro José Hilton Alves, empresário, produtor e sete cordas do grupo -, pela mãe Maria José, percussionista, por Larissa, a zabumbeira que também toca violino, por Lizete da flauta transversa, que também balança o ganzá, Fabiane, no baixo, violão e cavaquinho, e seu irmão Francisco Filho, na bateria, pandeiro e também zabumba, quando Lizete empunha o violino. Fabiane e Francisco são filhos do maestro Chiquito, o fundador da big-band Sanhauá e ainda maestro da big-band Toque de Vida. E o grupo se completa com a presença de Lucy, seus tantos instrumentos e voz principal. Lucy é bacharela em música e toca sanfona, fole, piano, baixo, violão, cavaquinho, bandolim etc, ainda etc. Todos cantam, fazendo backvoice.

O Clã Brasil, além de sua vocação genética, nasceu no caldo da cultura musical de Misericórdia. A cidade contava e cantava com uma filarmônica, fundada pelo cônego José Sinfrônio, que trazia maestros de outras cidades para ensinar música aos jovens do lugar. As moças nasceram na capital, mas não perderam o contato com suas raízes paternas e maternas.

Hoje Lucy Alves segue CARREIRA SOLO com uma enorme BAGAGEM MUSICAL, CONTRATO COM A Universal Music Brasil 1º Cd Solo gravado, suas irmãs ingressam na MEDICINA e o programa aconteceu para que esse lançamento na carreira dela acontecesse da melhor forma, o CLÃ BRASIL continua vivo na ESSÊNCIA nas CANÇÕES E NO ÍNTIMO DA NOSSA CANTORA!!

Por tudo isso, acreditamos que você não vai perder a oportunidade de assistir assim de pertinho uma artista nordestina que hoje é reconhecida e aclamada em todo o País e mundo afora.

Imagens que marcaram a semana em Itaporanga: retratos da nossa triste realidade social

Criança dentro de lixeira e jovem dentro de esgoto

Por Redação da Folha – Os recursos e as iniciativas que faltam para melhorar a saúde mental e garantir assistência médica e medicamentosa às pessoas vítimas de transtornos e depressão, evitando o suicídio e a autodegradação física e moral, também faltam para melhorar a condição de vida das famílias em extrema pobreza e evitar a marginalização de crianças e adolescentes. 

Na última quinta-feira, 5, o dia em Itaporanga foi tomado por fatos que retratam a grave vulnerabilidade de crianças vitimadas pela pobreza e jovens com problemas psiquiátricos. Na Avenida Padre Lourenço, um menino é flagrado dentro de um coletor de lixo à procura de restos que sejam úteis a ele e à família, uma prática cotidiana na vida do garoto. Um pouco distante dali, mais uma cena lamentável: um jovem com transtornos mentais toma "banho" em um esgoto podre, localizado na Getúlio Vargas, centro econômico de Itaporanga.


Os dois episódios depõem contra a dignidade da pessoa humana, afrontando a Constituição e as convenções internacionais. Diante disso, a fundação humanitária José Francisco de Sousa encaminhou documento à Promotoria de Justiça pedindo providências no sentido de cobrar do poder público solução para esses problemas, que são recorrentes. “As entidades públicas de defesa dos direitos das crianças e jovens não podem repetir os erros anteriores e tentar criminalizar e penalizar as famílias em vez de ajudá-las na difícil realidade que vivem em função dos filhos. O que as instituições precisam fazer é obrigar que o poder público cumpra a lei e faça sua parte no apoio e auxílio aos pais no enfrentamento da pobreza e da doença”. Esse é um trecho do pedido de providências protocolado pela fundação. Fotos Marcos Oliveira/Sousa Neto

Oito de Março


Hoje, dia oito de março, o mundo inteiro te rende homenagem como se este fosse um Dia Especial, ledo engano é um dia normal, como deveriam ser todos os outros 365 dias do ano. Especial é sim, você mulher a criaturas mais perfeita que o nosso Deus criou. És amor, és carinho, és amizade, afinal és tudo de bom; alias, de bom não, do que de melhor existe!

Mãe Burrego
Por isso hoje, o Portal do Vale homenageia a todas as mulheres do mundo e especial a mulher Itaporanguense, essa mulher guerreira, essa mulher de fibra, como o foi Mãe Burrego, a parteira mais famosa; Dona Salomé Pedrosa, a parteira mais dedicada, Carminha Ananias, a primeira comunicadora; Dazinha, a mãe exemplar; Kátia Lúcia Fonseca Pinto, a primeira e única mulher a administrar a nossa cidade; Marlene Alves, a primeira reitora da UFPB; Emília Brasilino, a minha querida mãe,Sandra e Roberta, minhas queridas manas, Delúcia, minha esposa, Rayssa, minha filha, minhas cunhadas e a Thays, que ganhou um premio mundial, pela descoberta de uma técnica inédita... E tantas outras que literalmente dão sua vida por nós.

A você mulher, que este dia, como os outros 364, os seus parceiros e todos os homens dediquem a ti.

Carminha Conserva

Dazinha Fonseca
Kátia Lúcia Fonseca Pinto

a
Emília Brasilino

Marlene Alves

sábado, 7 de março de 2015

Itaporanga


Olá minha querida Itaporanga, estou aqui pra lhe falar algumas palavras, algo que está formigando o meu juízo. Venho falar com você, sei que já é uma Senhora, de maneira que lhe respeito, vou respeitosamente chamá-la assim.

Quero lhe dizer que lhe admiro, reforçando, pois sou seu filho; um filho sertanejo, paraibano, nordestino e brasileiro. Por reconhecer que é uma Senhora trato como merece e a estimo muito, pois guarda meu umbigo enterrado em seu solo, embora já decomposto. A Senhora abrigou um dos meus troncos genéticos, o Senhor Alexandre Gomes da Silva – um dos colonizadores que lhe criou. Vou lhe confessar: ser seu filho não foi tarefa fácil, como de fato não o é; tive que enfrentar muito desafios, enfrentar seu clima, as vezes sua escassez de água, a fonte da vida; mas isto é o que me estimula, faz sentir-me um nada e ao mesmo tempo um forte somente para encarar dificuldades, porque é um prazer, pra mim, vencer desafios. Vou acrescentar algo mais, que me faz aumentar a minha estima: a Senhora abrigou algumas pessoas, também filhos seus, que reforça a minha consideração: os meus avós Pedro Doma de Alexandria, o Seu Doma, Adauto Herculano dos Santos, Seu Peixinho e as esposas destes patriarcas com muita dignidade como também o meu pai Senhor Francisco Gomes de Alexandria todos “in memoriiam”. Abriga também aí em seu solo a minha mãe social e genética com muito respeito, muita dignidade: Dona Marina Herculano de Alexandria, Dona Marina. Abrigou e abriga muitas pessoas que tenho consideração, os habitantes dessa cidade, os lutadores, os dignos, os honestos, os abnegados com os desafios, os alegres e festeiros, os vaidosos: é meu povo é muito vaidoso – se for pecado que Deus nos perdoe - mesmo nas piores situações, pois seus filhos são alegres, guerreiros, lutadores, festeiros, trabalhadores sem generalização, salvo as exceções. 

Gostaria de lhe falar que a Senhora possui muitos filhos, e muitos filhos brilhantes, e quando falo de filho; não é só filho nascido do seu ventre não; são outros filhos por adoção, pois mãe não é só mãe que pare, mas a mãe que adota também. 

Hoje seu filho é um alagoano por adoção, não só alagoano como itaporanguense, paraibano, nordestino e um brasileiro cidadão e que está antenado no mundo em sua volta.

Os seus filhos verdadeiros lutam pela Senhora, vive pela Senhora, pois a ama. Esteja onde eu estiver, estou de olho em seus filhos, conheço todos e sei que tem filhos bons e filhos maus, porque aquele filho que lhe usa sem lhe valorizar; desvaloriza a maior riqueza que é o desenvolvimento humano – São seus filhos desnaturados, então a sua família inteira tem de ficar de olho neles e a Senhora como mãe severa há de puni-los de forma correta.

Estamos de olho em seus filhos. Temos uma ferramenta chamada “internet” que permeia o mundo inteiro segundo a segundo, passando as informações gostosas oriunda da mãe Itaporanga. Temos o itaporanga.net, itaporanga.com, Folha do Vale, blogs e toda mídia informativa que transmite nosso território para o mundo.

Senhora Itaporanga, mais uma vez, sou seu filho, sou cidadão brasileiro acompanhando o mundo. Estou ligadíssimo. A Senhora merece que seus filhos a tratem com respeito e responsabilidade: cuidando bem do seu solo com as ferramentas: educação, saúde e segurança sempre nessa ordem. Se seus filhos lhe tratarem dessa forma, estão lhe dando o desenvolvimento. 
Não sou forasteiro e vivo ai, embora distante como muitos irmãos itaporangueses que moram fora.

A sua bênção.

Abraço a todos itaporanguesess espalhados pelo mundo. 

Francisco C Alexandria em  26/01/2008

Exército Brasileiro se despede de Itaporanga com desfile militar. Veja o vídeo!


Milhares de itaporanguenses na tarde de quinta-feira, 13/10, compareceram a av. Getulio Vargas em Itaporanga para assistirem ao desfilime militar do 16º Regimento de Cavalaria Mecanizada do Excito Brasileiro na sua despedida de nossa cidade.


Por uma semana cerca de 240 homens e 40 veículos entre ônibus, caminhões, jpes e blindados estiveram fazendo exercício militares na zona rural de Itaporanga, Boaventura e Diamante, sendo que o Quartel General se instalou no Campestre Esporte Clube de nossa cidade.


A banda de música do 13º Batalhão de Polícia Militar da Paraíba, sediado em nossa cidade deu a cadência para a marcha dos soldados e a abertura do desfile foi feita pela Filarmônica Cônego Manoel Firmino do Colégio Diocesano Dom João da Mata.

Vejam o vídeo:


www.portaldovale.net com fotos e vídeo de Rainério

O deputado com a 2ª melhor votação de Itaporanga e a 5ª do Vale no escândalo da Petrobras

Ele tirou mais de 5 mil votos no Vale, a maior parte dos quais em Itaporanga e Conceição

Por Redação da Folha – O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (foto), do PP, é um dos 47 políticos denunciados pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no escândalo de desvio de dinheiro da Petrobras, esquema chefiado pelos presidentes Lula e Dilma, de quem Ribeiro foi ministro das Cidades.



Aguinaldo, reeleito deputado federal no pleito do ano passado, foi o 5º candidato mais bem votado no Vale, onde obteve 5.379 votos. Ele foi votado em todos os municípios regionais, mas em alguns deles se destacou eleitoralmente pelo apoio que recebeu de lideranças importantes: em Itaporanga, por exemplo, foi o 2º mais votado, com 2.296 votos.



Em Conceição, Aguinaldo Ribeiro ficou entre os três mais votados, com 1.448 votos, e, em Igaracy, foi majoritário, ou seja, ficou em primeiro lugar. Em todo o estado, ele obteve 161.999 votos e ficou em 2º entre os 12 federais eleitos. Parte do dinheiro supostamente recebido pelo parlamentar pode ter sido usado em sua campanha eleitoral no ano passado.

Publicado em 07-03-2015

Resgatando Dívidas - Parte 3

Segundo casamento

No início de 1912, morre minha avó, de paralisia, e é enterrada no cemitério de S. Boaventura. Devia estar com a idade de quarenta anos, se se tomar 1872 como data de seu nascimento, como tudo leva a crer. Nem meu avô e nem qualquer filho teve ânimo de seguir o enterro, pelo que ficou desconhecido, totalmente, o local da sepultura. 
Sobre esta avó, tenho de relatar alguns pormenores de sua vida, por serem de extrema beleza. Se meu avô era um justo, Ana, sua mulher, era uma santa. Não no sentido vulgar da palavra, mas, em toda sua real significação cristã. O que soube, a seu respeito, me conduz a esse convencimento. 
Ainda criança e órfã, assumiu, com zelo e dedicação admiráveis, os encargos domésticos, a criação e educação dos irmãos menores Francisco, Luiz e Regina, afora os cuidados com o próprio pai. Como esposa, foi exemplar e inigualável. O amor e respeito devotados ao marido, impressionavam, mais parecia veneração. Durante as reuniões familiares, ela sentava-se a seu lado, sem lhe despegar os olhos, toda ouvidos, numa expressão fisionômica de indisfarçável encantamento. E, como mãe, não se pode definir, foi grande, demais. A educação, moral e religiosa, ministrada aos filhos, chega ao sublime, tais a beleza e profundidade de que se revestia. Infundiu, em suas mentes e corações, o mais acentuado espírito de obediência e as mais tocantes lições de amor ao próximo. Ensinou-os a respeitarem, de tal modo, os mais velhos, que a todos tomavam a bênção, chamando-os, carinhosamente, de tios, não importando a cor da pele, o sexo ou a situação econômica. Quando, por alguma trela, “apanhavam”, recebiam, além do castigo merecido, uma penitência a cumprir, em orações, à moda do confessionário. Todas as vezes que ia visitar um enfermo, levava as filhas, e, a certa distância da casa, pondo-se ao abrigo de olhares indiscretos, caíam juntas, de joelhos, no chão limpo, a rezar pelo doente. Diz, ainda, minha mãe que, à tardinha, ela desaparecia, como por encanto, sem que ninguém o percebesse. Dada a falta - que, de começo, era o alarma – iniclava-se a busca, dando-se com ela, por fim, no meio das moitas, absorta, em oração, no mais profundo e comovedor recolhimento espiritual. 
Passo a não entender como uma criatura, inteiramente ignorante, sem guia e sem instrução, possa ter atingido a tais alturas de perfeição cristã. Por tudo que soube de sua vida, ouso afirmar, sem receio, que não chegou a conhecer o pecado mortal, tendo morrido, como tudo indica, em verdadeiro estado de graça. 
A viuvez tornou-se insuportável e insustentável, para meu avô. Com uma casa cheia de filhos e a cabeça já não tão firme, fazia-se preciso devolver­lhe a tranquilidade d’alma. Vivia a maior parte do tempo, recolhido ao quarto, em pesado desconsolo e prostração. E só uma pessoa poderia tirá-lo desse estado, a cunhada Regina, ou Vicença, como a chamava. Só ela reunia as qualidades e condições requeridas e a situação aconselhava, e com uma enorme vantagem: os sobrinhos a queriam, muitíssimo, tendo-a, já, como segunda mãe. O difícil foi convencê-Ia. Até o vigário, para quem apelaram, foi posto no meio das dificuldades. Finalmente, removidas, nos fins do mesmo ano de 1912 estavam casados. Ela, também viúva, de casamento com João Marcolino, portava um filho menor, José, meu futuro pai. 
Foi outra união feliz, que durou até 1919, quando ele morreu, de complicações cardíacas, em sua casa do Barrocão, ainda existente. Estava dentro dos cinquenta anos, ao se aceitar 1869 como data de seu nascimento. Sepultaram-no junto ao major Serafim, seu grande amigo, no cemitério velho, destruído, posteriormente, para dar lugar às atuais ruas paralelas S. José e S. Antônio, ao lado poente da matriz. 
Desse enlace, só houve um filho, Lucas Antônio dos Santos, nascido em 
1915, que se casou com Dulcinéia Braga. Faleceu em 21.09.85, e foi enterrado na mesma cova do irmão Néli, no cemitério de Itaporanga, onde exercia as funções de Oficial de Justiça. Deixou viúva e os seguintes filhos: Maria de Lourdes / José A. Neto / Maria do Socorro / Maria Marluce / João A. Neto / Josefa Maria / Ana Maria / Maria de Fátima / Manoel L. Antônio / Jocélio Antônio / Francisco Antonio e Lucas Antônio S.Filho. 

A Favela

Em 1923, quatro anos após a morte do segundo marido, minha avó Regina considera cumprida sua missão, junto aos sobrinhos enteados. Já adultos, não careciam tanto de sua assistência como o filho José, casado com minha mãe, desde 1914. Naquele ano, ele comprara a propriedade Favela, a 3 kms de Misericórdia, e ela julgou de seu dever ficar a seu lado. 

Um fato inédito e pitoresco

Nem bem tinham chegado da mudança, e eis que surge, de repente, um fato eventual, pondo em risco o ótimo relacionamento entre nora e sogra, pelos vexames causados. O contratempo partia da circunstância de terem de morar sob um mesmo teto, coisa que não acontecera, anteriormente. E só uma dona de casa do meio rural saber da importância de um pai-de-terreiro, para sua criação de galinhas. E, por uma e outra trazer o seu, inadvertidamente, é que se gerou toda a celeuma. Nunca se ouviu falar de um terreiro com dois galos, fatalmente que o mais forte daria cabo do mais fraco, pela lei cruenta da natureza. 
O caso, isoladamente, nada de grave oferecia, e, de especial, apenas a hilariante balbúrdia que se formara. O que, paradoxalmente, o tornava sério e doloroso, era, uni-Ias, a intensa e recíproca amizade. Cada qual abdicaria, prazeirosamente, de seu direito, para contornar a situação. Porém, justamente, aí, é onde residia a dificuldade. Nenhuma queria ser a contemplada, por temer vislumbrar, na outra, o menor resquício de mágoa e, com isso, minar uma afeição que jamais sofrera abalos. E, agora, um simples galináceo estava a ponto de realizar uma tão inacreditável proeza. 
O impasse estava criado, e, à falta de uma saída honrosa, que a arribas contentasse, já assumia feição inquietante, porque o mal-estar, de tão sofreado, dava mostras de não mais ser contido.- 
Por fim, uma luz brilhou, naquela escuridão, desanuviando mentes e corações. Decidiriam, ainda que a contra-gosto, à moda do Rei Salomão, conferindo aos próprios contendores, a decisão de caso tão intrincado. A sentença, como se vê, final e irrecorrível, já era, antecipadamente, conhecida. 
E o fizeram, sem delongas, porque a aflição, que já reinava absoluta, tomara a si esticar, por conta própria, a enervante espera do desfecho. 
Com imenso pesar, colocaram os galos no terreiro, frente a frente, a ver, suspensas pela emoção, a qual dees caberia trono tão cobiçado e enturoso. 
E o que de menos se esperava, aconteceu. Entreolharam-se, reciprocamente, cada um de seu lugar, impassíveis, inertes, sem ação, na mais vergonhosa das covardias, ou, então, no mais convincente ensaio democrático. Não se sabe. O que resultou foi, tão só, o que se viu - o respeito mútuo, numa estranha e pacífica aceitação de convivência forçada. Certamente, ao compreenderem que cada qual teria sua vez, optaram, ajuizadamente, pelo que, em tais circunstâncias, Ihes pareceu de melhor alvitre. Mais valia, afinal, repartir, depois, lucros certos, que correr, em tal instante, riscos presentes e duvidosos. E, assim, o terreiro ficou mesmo com os dois galos; para espanto de todos. 
Esse fato, verídico e original, foi motivo de comentários, e muito deu o que falar, na redondeza. 
Porém, decorrido um tempo razoável, e quando mais desenvolvido estava o criatório, algo de imprevisto voltou a acontecer. Os rivais passaram a se estranhar, de modo definitivo, e o pacto, ou coisa que o valha, foi por terra. E com as rinhas constantes e violentas, não demorou muito e um deles foi definhando, até morrer. 
Tem toda razão o adágio popular: não há bem que sempre dure... 
Nessa Favela vim ao mundo, em 1925, tendo por berço um quartinho escuro, de fundo, dando para os lados Norte/Oeste, de uma velha casa de taipa. Foi, aí, onde passamos os melhores anos de nossas vidas. Mesmo depois da mudança, para a rua, nâo me afastava de lá, visto minha avó não nos ter acompanhado, permanecendo, na casa, heróica e teimosamente, sozinha. O filho Lucas, de 15 anos, seduzido pela vida, morava mais conosco que com ela. 
Desta avó paterna posso dar meu testemunho pessoal, pela longa convivência que tivemos. Era de fácil comunicação, enérgica, e de um edificante espírito de caridade. Suas portas nunca se fecharam a um pedido de ajuda. Sem que lhe fosse solicitado, costurava de graça, para os necessitados; deu moradia sem paga, a desvalidos, e trouxe crianças pobres para dentro de casa, criando-as, até a idade de adultas.  
Com o mesmo brilho e fervor do Barrocão, implantou o culto do Mês Mariano, ponto alto de sua devoção à Virgem Santíssima. Nossa casa, normalmente frequentada, não cabia de gente, nessas ocasiões. Pessoas de todas as idades, condições e procedências, a ela acorriam, numa magnífica demonstração de Fé, associada a uma bela mistura de calor humano. Foram tempos memoráveis, vividos sob o influxo da paz, da alegria e do trabalho, no meio de uma abençoada fartura. Como símbolo e testemunho, lá está, restando nossa velha casa, sólida e imponente, à beira de ser centenária. Juntamente com mais 5 hectares de terra, é tudo que nos sobra da antiga fazenda. Do alto de sua dominação, pode-se divisar, um pouco além, num quadro de real beleza, a progressista Itaporanga de hoje, e, logo abaixo, o imprevisível Piancó. Por algumas vezes, manso e embalando sonhos; por outras, impetuoso, medonho, espumando de raiva e destruidor, esquecido, talvez, de que não era esta sua missão. 
Não podendo, por mais tempo, permanecer em situação tão incômoda - ela na Favela, sozinha, e nós outros,• na rua - resolveu, por fim. em 1940, juntar-se a nós, em definitivo. 
Estou, ainda, a vê-Ia, nas peregrinações que fazíamos, com a Imagem da Padroeira, pelos sítios e capelas, angariando donativos para as obras da matriz, em companhia do saudosismo pe Nicolau Leite, instrumento nas mãos de 
Deus, e a quem jamais poderia agradecer, por tudo que de bom representou, em meu encaminhamento na vida. 
Aos 67 anos, acometida de cardiopatia, veio a falecer, após uma vida to da voltada para o Evangelho. O desenlace se deu no mesmo dia do aniversário do filho José, meu pai, a 9 de janeiro de 1948. Está sepultada, no cemitério local, em jazigo da família, à espera dos seus, para o dia glorioso da Ressurreição! 

Fundação vence prêmio nacional e lança cordel de poeta itaporanguense. Evento é nesta sexta

O Mundo em Frente e Verso é uma obra do cordelista J. Sousa e foi publicada pela fundação José Francisco de Sousa com o apoio do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, conquistado em concurso nacional

Por Sousa Neto/Folha do Vale - A noite desta sexta-feira, 21, será especial para o poeta J. Sousa e, principalmente, para a cultura popular regional, que tem na literatura de cordel uma de suas mais fortes e ricas expressões.

O cordel O Mundo em Frente e Verso, que reúne alguns dos principais poemas do cordelista, será lançado na sede da fundação, localizada na Av. Padre Lourenço, em Itaporanga, a partir das 20 horas, e depois vai ganhar as prateleiras das escolas e bibliotecas de todo o Vale. Mais de 2 mil exemplares serão distribuídos gratuitamente na região. O evento também marca o Dia do Poeta, 20 de outubro.

A obra nasceu do projeto Cordel na Escola, da Fundação José Francisco de Sousa, que foi contemplado com o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 Patativa do Assaré, e o objetivo é resgatar e difundir a literatura de cordel no Vale, alcançado principalmente estudantes e jovens em geral.

Ter acesso à literatura de sua própria terra, reconhecendo nela seu cotidiano e sua realidade, é fortalecer no habitante regional o sentimento de identidade e pertencimento cultural à comunidade onde está inserido.

Além dos milhares de exemplares que serão disponibilizados gratuitamente para estudantes e público em geral em Itaporanga e em todo o Vale, igual número de folhetos será entregue ao poeta J. Sousa para que ele repasse comercialmente a obra à comunidade e obtenha alguma renda com o seu trabalho.

O Mundo em Frente e Verso é um cordel-livro, tem 74 páginas e belos poemas sobre os mais diversos temas da realidade. Realismo, imaginação e bom humor são ingredientes da literatura de cordel, temperos que dão sabor especial à obra de J., cuja capa é de autoria do chargista Kadinho.

A qualidade da obra do poeta e o projeto elaborado pela fundação foram fundamentais para que a entidade vencesse a concorrência nacional. O edital do Mais Cultura de Literatura de Cordel, lançado o ano passado, disponibilizou apenas 80 prêmios para a publicação do folheto e, apesar de concorrer com milhares de projetos de todo o país, a fundação José Francisco de Sousa saiu vitoriosa, derrubando projetos de estados poderosos como São Paulo, Pernambuco, Ceará, Bahia e outros.

Essa é a segunda grande obra publicada pela fundação. O ano passado a entidade lançou o livro Vale: rimas e reflexões, uma coletânea de poetas populares regionais, que foi distribuído gratuitamente em escolas e bibliotecas de toda a região.

Este ano, além da obra de J. Sousa, a fundação também publicou o cordel a Chegada de Padre Zé ao Céu, uma homenagem à memória do monsenhor Sinfrônio, falecido há cinco anos.

A fundação é uma entidade humanitária e também voltada ao desenvolvimento cultural de Itaporanga e do Vale. A instituição é mantida pelo jornal Folha do Vale e tem diversas atividades nos campos da cultura, educação, assistência jurídica e social. 

Foto (www.folhadovali.com.br): imagem parcial da capa do cordel O Mundo em Frente e Verso.

Em Itaporanga, vítima de furto está oferecendo dinheiro para quem der pistas de ladrões

Recompensa financeira é 1 mil reais

Por Redação da Folha – Homens, até agora não identificados, invadiram uma casa no sítio Logradouro, município de Itaporanga, na noite dessa quinta-feira, 6, e furtaram vários objetos que se encontravam na residência, entre os quais uma motosserra, um botijão de gás, uma bomba de pulverizar e vários produtos alimentícios.

Na hora do furto não havia ninguém na residência, que fica às margens da BR-361, em direção a Piancó. A informação é que os ladrões conseguiram entrar na casa pelo teto e, para saírem, arrombaram uma porta.

A propriedade pertence aos herdeiros do senhor Esperidião Ferreira e um dos donos está oferecendo uma recompensa financeira de 1 mil reais para quem der alguma informação que possa levar a polícia aos criminosos. O sigilo da fonte é garantido. Um Boletim de Ocorrência foi registrado na delegacia de Itaporanga na manhã desta sexta-feira, 6.

Publicado em 06-03-2015 06-03-2015

Lucy Alves - Sabiá


Show Enluarada - Homenagem ao rei do baião Luiz Gonzaga, feita em 2012, pela cantora, instrumentista e compositora Lucy Alves. Gravado no auditório da Estação Cabo Branco- João Pessoa

sexta-feira, 6 de março de 2015

O Mundo em frente e verso


O itaporanguense de coração e poeta por vocação, J. Sousa, um excelente cordelista que é colaborador do Portal do Vale (www.portaldovale.net) lançará nesta sexta-feira, 21/10, na nova sede do jornal Folha do Vale/Fudação José Francisco de Sousa, na av. Padre Lourenço, 302; o seu mais recente trabalho: O Mundo em frente e verso.

"O Mundo em Frente e Verso é uma obra do cordelista J. Sousa e foi publicada pela fundação José Francisco de Sousa com o apoio do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, conquistado em concurso nacional" (Folha do Vale).


O evento, que também marca o Dia do Poeta (20/10) será aberto a todos os que receberam o convite, distribuido pelo jornalista Sousa Neto criador e mantenedor do jornal e da fundação. Dois mil exemplares serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas e a estudantes em nossa região.

www.portaldovale.net

Itaporanga e mais 3 Prefeituras do Vale terão que repassar R$ 1,7 milhão aos hospitais da região. Saiba por que

Ministério da Saúde cobra recursos que deixaram de ser repassados às quatro unidades hospitalares regionais


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - As Prefeituras de Itaporanga, Piancó, Coremas e Aguiar vão ter que pagar, juntas, R$ 1.752.639,06 ao Governo do Estado. Esse volume financeiro significa os recursos recebidos pelos municípios do Ministério da Saúde (MS) para alta e média complexidade e que deveriam ter sido destinados aos quatro hospitais que o Governo Estadual mantém no Vale, mas o repasse financeiro não foi feito, segundo o MS, e agora essas Prefeituras estão sendo cobradas.

O Ministério da Saúde esclarece que o dinheiro deveria ter sido repassado pelas Prefeituras ao Fundo Estadual de Saúde (FES) porque é o Governo Estadual o responsável pelo atendimento hospitalar de média e alta complexidade nesses quatro municípios. Como não ocorreu, a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), do MS, publicou portaria no Diário Oficial da União da última segunda-feira, 2, na qual autoriza o repasse desses recursos diretamente ao FES e não aos municípios, que são responsáveis pela gestão financeira do setor.

De acordo com a portaria, as Prefeituras deixaram de fazer o repasse no período compreendido entre outubro de 2013 e setembro do ano passado. Piancó foi quem deixou de repassar o maior volume de recursos: R$ 833.600,63. Depois veio Itaporanga, com R$ 593.021,53, e Coremas, com R$ 234.013,88. O Valor que deverá ser pago por Aguiar é de R$ 92.002,99.

Os recursos deverão ser pagos pelas Prefeituras no período de 12 meses. Ou seja, serão contingenciados dos municípios, mensalmente, os seguintes valores: Piancó (R$ 69.466,71); Itaporanga (R$ 49.418,46); Coremas (R$ 19.501,15) e Aguiar (R$ 7.666,91).

Outros 18 municípios paraibanos, incluindo João pessoa e Campina Grande, também vinham se apropriando dos recursos estaduais, totalizando 22 cidades e um montante superior a R$ 62 milhões que deverão pagar conjuntamente ao Governo do Estado.

Os recursos que as Prefeituras do Vale estavam se apropriando são oriundos da pactuação dos municípios da região, que são repassados à conta dos fundos municipais de saúde das cidades-sede para o atendimento hospitalar.

O MS afirma que tomou a decisão de repassar os recursos diretamente ao Estado para garantir a continuidade no atendimento ambulatorial e hospitalar nos municípios, que já não é eficiente, e, assim, livrar a população de mais um problema.

Folha do Vale em 06-03-2015

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